
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), indicou, nesta quarta-feira (4/12), que não há votos suficientes na Casa para votação do pacote de revisão dos gastos públicos, entregue pelo Palácio do Planalto na semana passada.
O líder alagoano ainda reforçou que a base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não possui apoio suficiente nem para aprovar o regime de urgência do projeto de lei (PL) e do projeto de lei complementar (PLP), entregue pela equipe econômica do Planalto.
“Hoje, o governo não tem votos sequer para aprovar as urgências dos PLs. A PEC, eu coloquei na CCJ [Comissão de Constituição e Justiça], pedi para ser extrapauta e foi retirado — a pedido do governo —, porque acho que não tinha a certeza de ter os mínimos votos para aprovar a admissibilidade da PEC na CCJ”, pontuou Arthur Lira.
O requerimento de urgência garante que a proposta seja discutida diretamente no plenário, sem a necessidade de ser apreciada nas comissões temáticas na Câmara. O pedido para acelerar a tramitação da proposta precisa ser aprovado por maioria absoluta dos deputados, sendo 257 votos.
A declaração do líder alagoano aconteceu durante um evento do Jota em Brasília, que contou com a participação de outras autoridades, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
“[É] um momento de muita instabilidade, de muita ansiedade, de muita turbulência interna, por causa desses acontecimentos que não são inerentes ao convívio harmônico, constitucional, de limites entre os Poderes, principalmente nas suas circunscrições do que pode ou não fazer. Você nunca vai ver um deputado julgando alguém, ou condenando alguém num tribunal, como também não deve ver nunca um juiz legislando”, completou o presidente da Câmara.
Apesar de não ter votos suficientes, a expectativa de Lira é colocar para votação ainda nesta quarta os requerimentos de urgência dos projetos de interesse do governo. Nos corredores, os deputados indicam que a falta de apoio acontece em decorrência da decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para liberação das emendas parlamentares.
O ministro desbloqueou a execução dos recursos indicados pelos deputados e senadores ao Orçamento, mas apresentou ressalvas, como o crescimento das emendas a partir do próximo ano. Com isso, a decisão desagradou parte dos parlamentares que viram interferência do governo Lula.
Informações Metrópoles

Pela primeira vez na França, um primeiro-ministro foi derrubado nesta quarta-feira (4), após o Parlamento aprovar voto de desconfiança. Trata-se de Michel Barnier. Esse é o primeiro governo a ser derrotado em um voto de desconfiança desde 1962 e ter o menor mandato na história do país. Barnier iniciou o mandato há três meses.
A votação, que aconteceu nesta terça-feira (3), uniu a esquerda e a direita, com um total de 331 de 577 legisladores, que se colocaram a favor da medida que derruba o governo da França. Após a decisão, o gabinete de Barnier deve atuar de maneira interina até que o presidente Emmanuel Macron nomeie uma nova liderança.
De acordo com a CNN, a situação se tornou instável e pareceu insustentável na segunda-feira (2), quando Barnier foi forçado a usar um mecanismo constitucional arriscado que contornou uma votação sobre o Orçamento de 2025.
Após o ocorrido, legisladores rivais da esquerda, que há muito tempo juravam derrubá-lo, convocassem uma moção de confiança em resposta. O Reunião Nacional, partido de direita comandado por Marine Le Pen, apoiou a medida nesta quarta.
Barnier se pronunciou e se defendeu, afirmando aos parlamentares que “não estava com medo”, mas alertou que tirá-lo do poder tornaria “tudo mais difícil”.
Informações Bahia.ba

O fraco desempenho da Seleção Brasileira pode causar um impacto direto nos cofres da Globo, que vem enfrentando dificuldades para vender as partidas da equipe pentacampeã em 2025.
Além das seis últimas rodadas das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026 – incluindo o clássico contra a Argentina, previsto para março, ainda tem amistosos a serem disputados pelo time Canarinho.
De acordo com a Folha de São Paulo, mesmo com os bons números de audiência, os anunciantes entendem que o público não tem mais prazer em assistir às partidas do Brasil.
Essa é a segunda vez que a Globo sofre este ano pelo mesmo motivo. A emissora conseguiu vender apenas duas cotas de patrocínio, número que foi considerado abaixo da meta. Para o Brasileirão, que está em reta final, estão sendo negociadas oito cotas.
Apenas uma marca das duas patrocinadoras atuais sinalizou à Globo que irá renovar o contrato das transmissões. A emissora oferece as cotas anuais pelo valor de R$ 30,7 milhões cada. Em 2025, serão dez jogos no Brasil, sendo seis pelas Eliminatórias e quatro amistosos.
Informações Bahia.ba

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) viajou à Argentina, nesta quarta-feira (4), para participar da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC). O parlamentar aproveitou a passagem pelo país e visitou dois brasileiros que foram presos por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os brasileiros foram presos na ação que condenou os envolvidos nos protestos de 8 de janeiro de 2023. De acordo com Eduardo, o objetivo da visita é se solidarizar aos presos. “Levar uma palavra de alento e conhecer juridicamente em detalhes técnicos a defesa deles, além de fazer valer os acordos internacionais”, disse.
O parlamentar conversou com Vivi, esposa de Rodrigo de Freitas Moro, e Agnes, filha de Joelton Gusmão de Oliveira. Ambos foram condenados a 17 anos. “Só tem eu e meus filhos aqui… A família são os patriotas que têm nos ajudado. Estamos sobrevivendo com ajuda das pessoas, da igreja”, afirmou Vivi.
“A gente está aqui pra buscar a liberdade que a gente perdeu (…) Pessoas que estão sendo condenadas injustamente como se fossem terroristas. É simplesmente desumano!”, considerou o deputado.
Rodrigo e Joelton estão entre os 61 condenados considerados foragidos pelo STF. Em uma determinação judicial, emitida pela 3ª Vara Federal da Justiça Argentina a pedido do Supremo, foi estabelecido que eles fossem detidos e colocados à disposição da Justiça para o processo de extradição para o Brasil.
Informações Bahia.ba

Nos dias 3 e 4 de dezembro, o deputado estadual, Pablo Roberto, estará no Rio de Janeiro para participar da 27ª Conferência Nacional da UNALE (União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais), que terá como tema central “O Futuro da Educação no Brasil”. Este importante encontro reúne renomados palestrantes, especialistas, delegações internacionais, investidores e parlamentares de todo o Brasil, proporcionando uma oportunidade única para ampliar conhecimentos e discutir os desafios e oportunidades na área da educação.
Além disso, no dia 5 de dezembro, em Brasília, Pablo Roberto participará – na condição de vice-prefeito eleito, e também representando o prefeito eleito José Ronaldo – do evento “Educação como Prioridade”, que também busca ressaltar a importância de investimentos e ações efetivas na área educacional.
O “Educação como Prioridade” é realizado pelo Programa Todos Pela Educação, com apoio da Frente Nacional dos Prefeitos, e contará com a presença de políticos de destaque no país, a exemplo da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), prefeito de Recife, João Campos (PSB), e governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União).
A presença do deputado Pablo nos dois eventos reflete seu compromisso com a melhoria da educação em nosso país e, especialmente, com o desenvolvimento educacional da Bahia. “Os eventos são espaços para a troca de experiências e propostas. Estamos em busca do fortalecimento das políticas educacionais para garantir um futuro mais promissor para crianças e jovens através da educação”, enfatiza o parlamentar.
Através dessas iniciativas, o deputado reafirma seu engajamento em lutar por uma educação de qualidade para todos os baianos, reconhecendo que a formação educacional é a base para o desenvolvimento social e econômico do estado.
Com sua participação ativa nesses eventos, Pablo Roberto se coloca na vanguarda das discussões sobre educação, demonstrando que a Bahia pode contar com um representante comprometido em buscar soluções inovadoras e eficazes para os desafios enfrentados no setor.

O duelo entre Cruzeiro e Palmeiras, que ocorre nesta quarta-feira (4), às 21h30 (de Brasília), no Mineirão, pela penúltima rodada do Brasileirão, vale mais do que apenas os três pontos. Ambas as equipes precisam dar respostas aos seus torcedores e travaram guerras nos bastidores nos últimos dias.
O Palmeiras ainda sonha com o título do Brasileirão. A equipe de Abel Ferreira precisa vencer seus dois jogos (contra Cruzeiro e Fluminense) e torcer para o Botafogo não fazer quatro pontos nos jogos contra Inter e São Paulo.
Já a Raposa almeja uma vaga na próxima Copa Libertadores. A equipe de Diniz tem 49 pontos na 9ª posição, atrás de Bahia (50) e Corinthians (53), as duas com um jogo a mais. Até por isso, uma vitória contra o Alviverde pode deixar o Cruzeiro em vantagem para última rodada.
Diniz comandou o Cruzeiro em 13 jogos, com 2 vitórias, 6 empates e 5 derrotas. O desempenho não é nada bom e o técnico ainda acumula a derrota na final da Copa Sul-Americana para o Racing.
Já Abel Ferreira ouviu gritos de “burro” na derrota para o Botafogo na última rodada, apesar de grande parte do Allianz Parque ter abafado os xingamentos. O treinador vive seu pior ano até o momento no clube apenas com a conquista do Paulistão.
O camisa 7 do Palmeiras foi anunciado pelo Cruzeiro em junho, mas voltou atrás no negócio e permaneceu no Palmeiras. O jogador já enfrentou a Raposa no Allianz Parque nesta temporada, mas essa é a primeira visita em Belo Horizonte.
A negociação frustrada com o Cruzeiro gera barulho até hoje dentro do Palmeiras. Leila Pereira queria que o jogador deixasse o Alviverde e disse isso publicamente. O estafe do atleta sente que até hoje isso o prejudica dentro do clube onde é ídolo. Existe uma boa chance do ‘Baixola’ deixar o Palmeiras em 2025, e o Cruzeiro segue como um dos interessados.
O governo de Minas Gerais ingressou com uma ação na Justiça para que a partida fosse disputada no Mineirão com a presença de apenas torcedores do time da casa.
No último domingo (1º), a CBF notificou os presidentes dos dois clubes e as federações mineira e paulista de que a partida será realizada com portões fechados. Na noite de terça (3), a entidade confirmou que o duelo será mesmo sem torcida.
A confirmação dos portões fechados acontece após uma tentativa de última hora da CBF de mudar a ideia da Polícia Militar de Minas Gerais sobre os aspectos de segurança envolvendo a partida.
O recente histórico de violência envolvendo as duas torcidas é um fator a mais nessa disputa. No dia 27 de outubro, membros da principal torcida organizada do Palmeiras, a Mancha Verde, armaram uma emboscada a dois ônibus com integrantes da Máfia Azul, em Mairiporã, região metropolitana de São Paulo, no quilômetro 65 da rodovia Fernão Dias. Um torcedor cruzeirense foi morto.
Informações UOL

O jornalista Luiz Andreoli, que conta com passagens por emissoras como Globo, Band e Manchete, concedeu entrevista à jornalista Lisa Gomes e falou da sua relação com o piloto Ayrton Senna. O comunicador, pai do também jornalista Felipe Andreoli, era amigo íntimo do tricampeão de Fórmula 1 e deu detalhes da vida do famoso, incluindo a sexualidade.
Durante o bate-papo no podcast Lisa, Leve e Solta, Luiz Andreoli abriu o jogo e falou sobre a sexualidade de Senna, colocada em xeque nos últimos dias nas redes sociais. O jornalista, porém, não deu margem para a boataria. Questionado se o piloto era mesmo gay, o comunicador garantiu que não.
“Isso é uma mentira, foi uma invenção do Piquet”, afirmou. “Mesmo que fosse, qual seria o problema? Naquele tempo de machismo, era uma coisa que ofendia o cara. Ele vivia nesse mundo de corrida, tava cheio de mulher. E na Fórmula 1, um sai com a mulher do outro, e o Piquet ficou muito bravo porque o Senna saiu com a ex-mulher dele, dizem”, comentou o jornalista.
A sexualidade de Ayrton Senna virou assunto também para a youtuber Antonia Fontenelle. A ex-mulher do diretor Marcos Paulo afirmou, durante uma live, que Adriane Galisteu ameaçou revelar que o ex-piloto era gay e que esse seria um dos motivos da guerra declarada entre ela e a família do ex-amado.
“Vamos lá… Esse fim de semana uma pessoa me disse o seguinte: ‘Por que a mãe e família do Ayrton Senna têm horror à Galisteu?’. Não gostavam dela por ‘n’ questões, que não cabem a mim vir aqui falar, apesar de nessa conversa eu ter sabido qual era o problema…”, começou ela, antes de contar.
“Mas uma coisa absurda que eu ouvi, e que me recuso a acreditar que ela tenha feito um negócio desse, é que Galisteu ligou para a mãe do Ayrton e falou: ‘Se vocês não pararem de fechar as portas para mim, eu vou contar que o Ayrton Senna era gay’”, detalhou Fontenelle.
Em seguida, a influenciadora disse duvidar da informação. “Eu ouvi isso no telefone e falei ‘Isso não é possível. Imagina, ninguém em sã consciência vai falar um negócio desse’. Nunca. Eu não acredito, do fundo do meu coração, tá, que esse telefonema tenha acontecido”, afirmou.
Informações Metrópoles
58% dos agentes do mercado acham pacote de corte de gastos nada satisfatório e 42%, pouco satisfatório. Pesquisa foi feita com 105 agentes do mercado, entre gestores, economistas, analistas e tomadores de decisão do mercado financeiro.
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Lula e Haddad durante o lançamento do Plano Safra 2024/2025 da Agricultura Familiar em 3 de julho de 2024 — Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
A reprovação do governo Lula (PT) entre os agentes do mercado financeiro cresceu e chegou a 90%, segundo uma pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (4).
No último levantamento, feito em março, a reprovação era de 26%.
Outros 3% avaliam o governo Lula como positivo (eram 6% em março) e 7%, como regular (eram 30%).
O levantamento ouviu 105 gestores, economistas, analistas e tomadores de decisão do mercado financeiro em fundos de investimento com sede em São Paulo e no Rio de Janeiro entre os dias 29 de novembro a 3 de dezembro.
A margem de erro é de 3,4 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos.
Para o diretor da Quaest, Felipe Nunes, os números representam um forte alta na reprovação do governo Lula e a reação do mercado financeiro ao pacote de corte de gastos apresentado na semana passada (leia mais abaixo).
Entre os entrevistados 86% acreditam que Lula está preocupado com sua popularidade e 29%, com o equilíbrio das contas públicas.
A avaliação do Congresso também piorou, segundo Nunes, e uma possível explicação é que o mercado acredita que a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil deve ser aprovada, mas o aumento da tributação para quem ganha mais de R$ 50 mil por mês, não.
“Ou seja, o Congresso não parece mais ser visto pelo mercado como o ator fiscalista do país”, afirma Nunes.
A pesquisa também mostra que 41% dos entrevistados avaliaram como positivo o trabalho do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, uma queda de 9 pontos percentuais em comparação ao resultado de março (50%).
24% enxergam o trabalho do ministro como negativo (eram 12% em março) e 35%, como regular (eram 38%).
Para 61% dos agentes do mercado financeiro, a força de Haddad está menor do que no início do mandato (eram 14% em março); 35%, veem como igual; e 4%, como mais forte neste período.
Segundo a Quaest, 58% consideram o pacote fiscal nada satisfatório e 42%, pouco satisfatório.
67% dos entrevistados disseram que, após o pacote ser anunciado, vão aumentar investimentos no exterior, 30%, manter e 3%, diminuir.
Para 85% agentes do mercado financeiro, a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil salários mínimos – anunciada junto com o pacote – tende a prejudicar a economia brasileira (15% acham que tende a ajudar).
99%, por outro lado, avaliam que o fim da morte ficta – pensão paga a famílias de militares expulsos –, tende a ajudar a economia brasileira.
Em relação ao novo arcabouço fiscal, modelo de equilíbrio das contas públicas adotado no início do governo Lula (PT) em substituição ao teto de gastos que vigorava desde a gestão de Michel Temer (MDB), 58% acham que não tem nenhuma credibilidade e 42%, pouca credibilidade.
Segundo o levantamento, a maioria dos agentes acredita que o arcabouço não se sustenta no longo prazo.
De acordo com a pesquisa, 96% dos entrevistados consideram que a política econômica do país está na direção errada, enquanto 4% acreditam que está na direção certa.
Para 2025, cerca de 88% dos agentes acreditam que a economia brasileira vai piorar, 10% que permanecerá a mesma e 2% que vai melhorar.
Em relação à taxa de juros, atualmente em 10,75%, mais da metade dos agentes (66%) prevêem um aumento de 0,75 pontos percentuais, 17% acreditam que subirá 1 ponto percentual e 15% projetam um aumento de 0,5 pontos percentuais.
Os agentes também foram perguntados sobre o desempenho do Congresso Nacional. Veja os números
Informações G1

Durante sessão da Comissão de Política Exterior e Defesa da Câmara dos Deputados do Brasil, María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, instou o Brasil a reconhecer Edmundo González como o presidente eleito da Venezuela.
González, que concorreu contra Nicolás Maduro nas eleições, também esteve presente, participando remotamente do evento, realizado na terça-feira 3.
María Corina enfatizou que tal reconhecimento poderia ser crucial para pressionar o ditador Nicolás Maduro a aceitar uma transição pacífica e ordenada de poder.
“O que esperamos é que o Brasil reconheça Edmundo González como presidente eleito para que se possa pressionar Maduro e que se dê conta de que sua melhor opção é uma transição ordenada e pacífica”, disse María Corina Machado por videoconferência, conforme transcrição da AFP.

Edmundo González, atualmente exilado na Espanha, afirma ser o verdadeiro vencedor das eleições na Venezuela, apesar de o Conselho Nacional Eleitoral ter declarado Maduro como vencedor sem divulgar os detalhes da apuração.
Entidades internacionais que participaram como observadores das eleições afirmam que González obteve a maioria dos votos.
As eleições na Venezuela foram realizadas em 28 de julho. O Conselho Eleitoral, órgão dominado pela ditadura, declarou a vitória de Maduro, sem que houvesse atas das urnas para confirmar os números alegados pelo regime.
Dias depois, o Tribunal Constitucional da Venezuela, também controlado por Maduro e seus aliados, declarou o ditador reeleito. Alguns países, como Estados Unidos, reconheceram González como presidente eleito.
O Instituto Carter, uma ONG norte-americana independente que acompanhou o pleito na Venezuela, disse que as atas recolhidas pela oposição confirmam a vitória da oposição.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu as atas a Maduro para reconhecer sua reeleição. O pedido foi solenemente ignorado. Até agora, o governo não tomou uma posição definitiva sobre Maduro, antigo aliado de Lula e da esquerda, que foi recebido no Brasil em 2023 como honras de chefe de Estado pelo petista.
Informações Revista Oeste

Seis partidos de oposição ao governo da Coreia do Sul apresentaram, nesta quarta-feira, 4, um pedido de impeachment contra o presidente Yoon Suk Yeol. O movimento acontece depois da crise provocada pelo decreto de Lei Marcial, que restringia direitos civis. A informação é da agência de notícias Associated Press (AP).
Horas depois da publicação do decreto, Yoon recuou e revogou a medida ainda na terça-feira, 3.
De acordo com a AP, para que o processo de impeachment avance, é necessário o apoio de dois terços do Parlamento — onde a oposição possui maioria —, além da aprovação de pelo menos seis dos nove juízes do Tribunal Constitucional.
O pedido de impeachment pode ser colocado em votação já na sexta-feira, 6, conforme informou o deputado Kim Yong-min, do Partido Democrático, a principal força de oposição.
Segundo a agência coreana Yonhap, a solicitação foi assinada por 191 parlamentares da oposição, sem o apoio de nenhum representante da base governista.

Em meio à crise, assessores e secretários de Yoon apresentaram renúncias coletivas, enquanto membros do gabinete, incluindo o ministro da Defesa, Kim Yong Hyun, também enfrentam pressão para deixarem seus cargos.
As renúncias foram entregues depois de a Assembleia Nacional votar pela proibição do decreto de Lei Marcial na Coreia do Sul, o que levou à revogação da medida pelo presidente.
O governo da Coreia do Sul justificou a aplicação da lei como uma ação necessária para combater a presença de espiões simpatizantes da Coreia do Norte no país. Yeol anunciou a Lei Marcial em um pronunciamento transmitido em cadeia nacional pela televisão.
Veja o que diz a íntegra do decreto militar da Coreia do Sul. A tradução é da agência de notícias Reuters.
“Para proteger a democracia liberal da ameaça de derrubar o regime da República da Coreia por forças antiestatais ativas na República da Coreia e para proteger a segurança do povo, o seguinte é declarado em toda a República da Coreia a partir das 23h, em 3 de dezembro de 2024:
Os infratores da proclamação acima podem ser presos, detidos e revistados sem mandado de acordo com o Artigo 9 da Lei Marcial da República da Coreia (Autoridade de Medidas Especiais do Comandante da Lei Marcial) e serão punidos de acordo com o Artigo 14 da Lei Marcial (Penalidades).
Comandante da Lei Marcial, General do Exército Park An-su, terça-feira, 3 de dezembro de 2024.”
Informações Revista Oeste