O governo dos Estados Unidos revogou o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, a medida acontece em resposta à demora na liberação do aval diplomático a Daniel Perez, que deve assumir a embaixada dos EUA no Brasil.
Tradicionalmente, para um embaixador assumir o posto, é necessário que o país que irá recebê-lo autorize a indicação. De acordo com a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), essa decisão será tomada apenas após as eleições de outubro.
Segundo o governo Trump, a diplomata brasileira poderá permanecer no país. Quando a decisão envolve esse perfil, ela não implica a expulsão imediata do território. A pessoa alvo da determinação pode continuar morando no país enquanto aguarda o impasse.
Daniel Perez foi indicado pela Casa Branca ao cargo em 1º de junho e ainda precisa do aval do Senado americano. O presidente da Câmara dos Deputados da Flórida, de 38 anos, deverá assumir a posição deixada por Elizabeth Bagley em janeiro de 2025. Ela havia sido indicada pelo ex-presidente Joe Biden.
BRASIL NEGOU VISTO A OFICIAIS DOS EUA Em 25 de julho, o Brasil negou o visto de dois oficiais dos Estados Unidos que pretendiam vir ao país, após identificar tentativas do governo do presidente norte-americano, Donald Trump, de investigar o sistema eleitoral brasileiro.
Na véspera da visita, o jornal americano The Washington Post publicou que o governo Trump pretendia enviar dois oficiais para “lançar dúvidas sobre a lisura e a integridade do sistema eleitoral brasileiro”. O Itamaraty confirmou que os vistos de Riley Barnes, secretário assistente, e Samuel Samson, secretário assistente adjunto do Departamento de Estado, foram negados.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogará por mais um ano a emergência nacional em relação ao Brasil, mantendo em vigor a declaração originalmente estabelecida pela ordem executiva de 30 de julho de 2025. O aviso será publicado nesta quarta-feira (29) no Federal Register, o diário oficial dos EUA.
No documento, Trump afirma que permanecem válidas as razões que embasaram a declaração de emergência, alegando que políticas e ações do governo brasileiro continuam representando uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA. O texto repete as justificativas do decreto do ano passado, incluindo acusações de restrições à liberdade de expressão, violações de direitos humanos e perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro, além de críticas a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida, porém, não cria novas sanções nem restabelece tarifas. A prorrogação é uma exigência da Lei de Emergências Nacionais americana, que determina a renovação anual das declarações de emergência para evitar sua expiração automática.
O decreto de julho de 2025 havia imposto uma tarifa adicional de 40% sobre a maior parte das importações brasileiras com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês). No entanto, essa tarifa deixou de vigorar em fevereiro de 2026, após a Suprema Corte dos EUA decidir que a IEEPA não confere ao presidente autoridade para impor tarifas comerciais.
Desde então, o regime tarifário mudou. Atualmente, está em vigor uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros, adotada com fundamento na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, após investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês). Neste mês, o USTR também anunciou a adição de uma alíquota de 12,5% ao País decorrente de investigações sobre trabalho forçado. O Brasil acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as sobretaxas.
Washington (United States of America), 06/04/2026.- US President Donald J Trump during a media briefing on Iran from the James S Brady Press Briefing Room of the White House in Washington, DC, USA, 06 April 2026. EFE/EPA/YURI GRIPAS / POOL
A tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras passa a valer nesta quarta-feira (22). A medida atinge cerca de 3 mil produtos exportados pelo Brasil ao mercado norte-americano, enquanto outros mais de 2 mil itens ficaram de fora da cobrança.
A sobretaxa foi anunciada pelo governo de Donald Trump após uma investigação comercial concluir que o Brasil adota práticas que, na avaliação dos EUA, restringem ou oneram o comércio com o país.
Entre os pontos citados estão o sistema de pagamentos Pix, a regulação das plataformas digitais, acordos comerciais, questões ambientais, o mercado de etanol, propriedade intelectual e o combate à corrupção.
O governo brasileiro contesta as justificativas e afirma que a medida tem motivação política, classificando o tarifaço como uma tentativa de interferência em assuntos internos do país.
Entre os principais produtos isentos da nova tarifa estão petróleo bruto, café em grão, carne bovina, aeronaves, celulose e suco de laranja. Já setores como máquinas industriais, etanol, pneus, açúcar, madeira, calçados, tabaco e alguns produtos de alumínio serão impactados pela sobretaxa.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a medida afetará aproximadamente 15% das exportações brasileiras aos Estados Unidos com base nos números de 2025, o equivalente a cerca de 5,8 bilhões de dólares (R$ 29,4 bilhões). Ainda assim, 57% dos produtos exportados pelo Brasil para o mercado americano permanecerão livres da nova cobrança.
O governo brasileiro informou que continuará buscando uma solução por meio do diálogo diplomático. Embora tenha anunciado que poderá utilizar a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada em 2025, ainda não foram divulgadas medidas concretas de retaliação.
Além das negociações, o governo prepara ações para reduzir os impactos da tarifa sobre os setores afetados, incluindo linhas de crédito para empresas e um programa de diversificação de mercados, coordenado pela ApexBrasil.
O cenário ainda pode sofrer mudanças. O governo brasileiro acompanha a possibilidade de os Estados Unidos anunciarem uma nova tarifa adicional de 12,5% sobre produtos relacionados a uma investigação envolvendo trabalho forçado. Caso a medida seja cumulativa, a sobretaxa sobre determinados produtos brasileiros poderá chegar a 37,5%.
Os Estados Unidos informaram ao governo brasileiro que poderão reduzir o tarifaço sobre produtos do Brasil caso o país aceite atender a uma série de exigências. A proposta inclui zerar tarifas para empresas americanas dos setores industrial, químico, aeroespacial e automotivo. A nova taxa entra em vigor em 22 de julho.
Além dessas condições, os americanos defenderam o fim da tarifa sobre o etanol, a não regulamentação das plataformas digitais e a inclusão do Pix nas negociações comerciais entre os dois países.
No Palácio do Planalto, integrantes do governo classificaram a proposta como “indigna” e “inaceitável”.
Segundo esses auxiliares, aceitar as exigências dos Estados Unidos causaria um impacto maior para a economia brasileira do que o provocado pelo próprio tarifaço. Pelos cálculos iniciais do governo, as novas tarifas devem atingir cerca de 18% das exportações brasileiras para o mercado americano.
A medida também provocou disputa política no Brasil. A oposição atribui o aumento das tarifas a falhas na condução das negociações pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já integrantes do Planalto afirmam que a decisão dos Estados Unidos tem motivação política e ideológica.
Desde o anúncio do primeiro pacote de tarifas, a diplomacia brasileira realizou mais de 30 contatos com autoridades americanas, entre reuniões presenciais, videoconferências e conversas por telefone. Mesmo com a avaliação de que haverá pouca margem para avanços nas negociações, o governo pretende manter o diálogo para tentar reduzir os impactos sobre os setores brasileiros afetados.
O governo de Donald Trump deve anunciar nos próximos dias a decisão sobre a aplicação de novas tarifas a exportações brasileiras, com base na investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que apura práticas comerciais consideradas desleais.
Embora mantenham as negociações, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) veem pouca possibilidade de reversão do tarifaço.
Na última sexta-feira (10/7), o petista se reuniu com os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, responsáveis por conduzirem as negociações com os norte-americanos. Na ocasião, Lula e auxiliares projetaram cenários para a decisão de Trump, que deverá ser divulgada na quarta-feira (15/7).
O Palácio do Planalto trabalha com duas possibilidades: a primeira, e a mais provável, é que haverá taxação — resta saber o alcance da medida em relação ao percentual e os produtos que serão afetados.
Em junho, a investigação do USTR sugeriu a aplicação de tarifa de 25% sobre importações brasileiras para o EUA. O processo tem como base a Seção 301 da Lei de Lei de Comércio de 1974. Entre as práticas investigadas, estão uso do Pix, desmatamento ilegal e regras de proteção de propriedade intelectual.
A avaliação do governo brasileiro é que os negociadores norte-americanos não devem levar em consideração os argumentos técnicos apresentados e, portanto, os países estão longe de um entendimento. A mesma impressão foi compartilhada pelo chefe do USTR, Jamieson Greer, na última semana. Em entrevista à Fox Business, ele reconheceu que há “muita distância” entre as partes e pontuou que a decisão está próxima de ser tomada.
“Esta semana tivemos nossa última audiência, e eu estou em contato com os brasileiros, estamos tentando negociar, mas eu acho que há muita distância entre nós, então você verá a decisão final sobre o Brasil muito em breve”, disse Greer.
Antes do prazo final para a aplicação das tarifas, na quarta-feira (15/7), Greer e ministros brasileiros devem ter nova reunião para discutir o tema.
Um segundo cenário projetado pelo Palácio do Planalto é que os americanos decidam adiar a imposição da tarifa em um gesto ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República. A possibilidade é vista como remota, mas não impossível.
Isso porque a administração Trump demonstra ser imprevisível e, além disso, existe lobby por parte da ala ideológica do Departamento de Estado para tentar influenciar o processo eleitoral brasileiro.
Flávio viajou a Washington para participar da audiência que discutiu o tarifaço, na última semana. Durante a reunião, ele argumentou que esse seria o “pior momento possível” para a imposição da taxa e alegou que a medida beneficiaria Lula eleitoralmente. Antes, o senador havia pedido que o governo norte-americano adiasse a taxação pelo menos até as eleições.
A gestão Lula repudiou o gesto e voltou a acusar Flávio de traição à pátria. “Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”, diz nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).
Em ambos os cenários, o governo brasileiro ainda avalia como vai reagir. A orientação de Lula é que se mantenha as negociações até o fim. Somente após a decisão do dia 15 de julho, o Planalto vai definir a resposta.
A Justiça dos Estados Unidos negou o pedido do governo brasileiro para acelerar a tramitação da ação movida pelas empresas Rumble e Trump Media, ligada ao presidente Donald Trump, contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, as companhias ganharam mais uma semana e terão até 14 de julho para apresentar suas manifestações no processo.
A decisão foi assinada pela juíza distrital Mary S. Scriven, da Flórida, contrariando solicitação da Advocacia-Geral da União (AGU), representante do Brasil na ação. O órgão defendia que a Justiça americana determinasse que Rumble e Trump Media respondessem ao pedido de extinção do processo até a última terça-feira (7).
Em junho, a magistrada já havia rejeitado o pedido das empresas para que Alexandre de Moraes fosse declarado em revelia, autorizando também o ingresso do governo brasileiro no caso e adiando a análise da solicitação da AGU para encerrar a ação.
As empresas sustentam que Moraes foi devidamente notificado por um meio reconhecido pela Justiça dos Estados Unidos e alegam que o ministro não apresentou resposta nem solicitou prorrogação do prazo. No entanto, Mary Scriven entendeu que, antes de avaliar um eventual reconhecimento de revelia, é necessário decidir questões preliminares levantadas pelo governo brasileiro, incluindo o pedido para extinguir o processo.
A ação foi protocolada em fevereiro no Tribunal Federal da Flórida. Rumble e Trump Media acusam Alexandre de Moraes de promover censura ilegal ao determinar a remoção de perfis de usuários ligados à direita brasileira.
O objetivo é fazer com que decisões judiciais expedidas por Moraes no Brasil sejam consideradas inválidas e sem efeito nos Estados Unidos.
*Pleno.News Fotos: EFE/EPA/REMKO DE WAAL e Carlos Moura/SCO/STF
Abelardo de la Espriella venceu o candidato apoiado pelo atual presidente, Iván Cepeda, em disputa apertada e marca a volta da direita ao poder no país
O advogado Abelardo de la Espriella foi eleito presidente da Colômbia neste domingo (21), em uma votação apertada que marcou a volta da direita ao poder após o mandato de Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história do país. Com 99,99% das urnas apuradas, Espriella obteve 49,66% dos votos, contra 48,7% de Iván Cepeda, aliado de Petro. A diferença entre os candidatos ficou abaixo de 300 mil votos.
Apesar de a contagem oficial ainda depender do escrutínio final, o candidato conservador se declarou vencedor e afirmou que governará para todos os colombianos. Já Petro levantou suspeitas sobre a apuração e disse que ainda não era possível confirmar quem será o próximo presidente.
A eleição registrou comparecimento recorde, com mais de 26 milhões de votantes, e consolida a guinada à direita observada em parte da América Latina. Durante a campanha, Espriella adotou um discurso nacionalista e prometeu endurecer o combate à criminalidade, além de rever políticas implementadas pelo atual governo.
O resultado também expôs a forte polarização política no país. Apoiadores dos dois candidatos foram às ruas após a divulgação da apuração preliminar, e confrontos com a polícia foram registrados em Cali. Embora o resultado divulgado neste domingo não tenha valor jurídico, a contagem final costuma confirmar a tendência apontada pela apuração inicial.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o mandatário brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de muito volátil e afirmou não pensar no gestor. A declaração ocorreu em entrevista ao The Axios Show, divulgada nesta sexta-feira (19).
Perguntado sobre Lula, o republicano demonstrou indiferença e afirmou ter observado mudanças recentes de postura.
— Não sou fã dele, nem desgosto. Para ser sincero, não penso nele. Não me importo. Mas ele é uma pessoa diferente agora. Muito volátil. Assisti a um discurso dele. Foi muito volátil — afirmou.
O comentário do líder estadunidense ocorreu em meio a uma resposta sobre outros líderes globais. Trump citou o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, como referência quando se fala em liderança firme e duradoura. O nome de Lula é mencionado como um comparativo entre perfis de gestão.
Apesar da crítica, Trump destacou que todos os políticos que chegam ao cargo máximo do Executivo de um país devem ser considerados inteligentes.
— Quando você fala sobre líderes e sobre tudo o que eles têm em comum, eles são todos inteligentes. Não se chega a esse nível sem inteligência. Esse presidente da China, Xi Jinping, é um homem muito inteligente. Não é todo dia que se chega a esse nível de governar um país; mesmo que seja pequeno, é preciso ter algo especial. (…) Não é uma tarefa fácil — afirmou.
Na última quarta-feira (19), Trump afirmou que o Brasil se tornou um país “difícil politicamente” ao comentar, durante a Cúpula do G7, a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo.
Na ocasião, o chefe da Casa Branca foi indagado por uma jornalista como havia sido sua interação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o encontro internacional.
– Eu passei bastante tempo com Lula, na verdade. E o país está ficando um pouco difícil, né? Politicamente. Tem sido um pouco perigoso politicamente. Tem sido feio – declarou o republicano.
Na sequência, Trump mencionou ter chegado ao seu conhecimento que a Justiça brasileira quer prender um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Trump se referia à decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A sentença aplicada foi de quatro anos e dois meses de prisão e a oito anos de inelegibilidade pelo crime de coação no curso do julgamento em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado por tentativa de golpe de Estado. A decisão foi unânime, com os votos dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
A candidata Keiko Fujimori retomou a liderança na apuração da eleição presidencial do Peru e aparece com 50,001% dos votos, contra 49,999% do deputado de esquerda Roberto Sánchez, segundo a contagem oficial com 93,87% das urnas apuradas.
Keiko chegou a liderar a apuração, foi ultrapassada por Sánchez em determinado momento e voltou à frente na reta final da contagem. Apesar da vantagem, o resultado segue indefinido devido à diferença mínima entre os candidatos.
Segundo analistas, Sánchez tem maior força nas áreas rurais do país, cujos votos costumam ser contabilizados mais lentamente. Por isso, a autoridade eleitoral peruana informou que o resultado oficial pode levar dias para ser concluído.
Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko foi a mais votada no primeiro turno, com 17,2% dos votos válidos. Sánchez ficou em segundo lugar, com 12%, em uma eleição marcada pela fragmentação política e pela participação de 35 candidatos à Presidência.
Começa a valer a partir desta sexta-feira (5) a classificação das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas feita pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos no último dia 28 de maio. Na ocasião do anúncio, o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, destacou o nível de violência e risco à sociedade promovido pelos grupos.
– O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros. (…) Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e para dentro do nosso país – destacou o comunicado.
O PCC é considerado a maior organização criminosa das Américas, atuando em 30 países com cerca de 40 mil membros associados. Estima-se que o Comando Vermelho tenha cerca de 30 mil membros, atuando em 23 estados brasileiros e em franca expansão no domínio de territórios pelo país.
Na prática, com a declaração feita pelos EUA, pessoas e empresas que fornecerem apoio a organizações classificadas como terroristas podem ser punidas. O auxílio em questão pode incluir recursos financeiros, serviços, logística e outros tipos de assistência.
Além disso, a medida pode fazer com que empresas brasileiras com operações ligadas ao sistema financeiro americano sejam pressionadas a reforçar os métodos de controle para evitar relação com integrantes ou empresas associadas às facções. Bens que forem identificados em território americano ou sob alcance da legislação dos EUA podem ser congelados.
Já as pessoas enquadradas pelas autoridades americanas podem enfrentar restrições de entrada nos Estados Unidos, além de outras medidas migratórias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é favorável à medida e, em encontro recente com Trump, tentou incentivar o recuo do governo norte-americano sobre a ideia. Para o petista, a medida poderia representar um suposto risco à soberania brasileira, possibilitando uma incursão americana em território nacional.