Presidente destaca que país sul-americano possui US$ 40 trilhões em petróleo; regime venezuelano rejeita hipótese

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Divulgação/Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Divulgação/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que considera transformar a Venezuela em um “51º Estado” norte-americano, em meio à ampliação da presença de Washington no setor petrolífero do país sul-americano. A declaração ocorre meses depois da captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro.

Em entrevista à emissora Fox News, Trump disse que o interesse na Venezuela está ligado ao potencial energético do país. “A Venezuela ama Trump”, afirmou o republicano, ao citar estimativas de que o território detenha cerca de US$ 40 trilhões em reservas de petróleo.

Segundo a emissora, integrantes do governo dos EUA vêm se reunindo há meses com executivos de grandes petrolíferas para incentivar investimentos na Venezuela. Empresas como Exxon e Conoco tinham deixado o país havia quase duas décadas, durante a política de nacionalização conduzida pelo ex-ditador Hugo Chávez.

Hugo Chávez e Nicolás Maduro no XVIII Encontro do Foro de São Paulo, em Caracas, Venezuela (6/7/2012) | Foto: Wikimedia Commons

Trump já havia declarado, em janeiro, que os Estados Unidos “administrariam” a Venezuela durante um período de transição política. Na ocasião, Maduro foi levado para Nova York, onde responde a acusações ligadas a narcotráfico e terrorismo apresentadas pelo Departamento de Justiça norte-americano.

De acordo com a Fox News, a atual vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, passou a atuar em coordenação com a Casa Branca durante o período de transição. O governo Trump também afirma que a produção e as exportações de petróleo venezuelano voltaram a crescer sob supervisão dos EUA. 

Em abril, os embarques teriam superado 1 milhão de barris por dia, o maior volume desde 2018. Em março, Trump já havia sugerido a possibilidade de anexação em publicação na rede Truth Social. “Coisas boas estão acontecendo na Venezuela ultimamente! Será que isso tem a ver com estadualidade, nº 51?”, escreveu.

Delcy Rodríguez comenta anexação da Venezuela pelos EUA

A proposta foi rejeitada por Delcy Rodríguez. Questionada sobre a hipótese de a Venezuela se tornar parte dos Estados Unidos, a atual líder venezuelana afirmou que isso “jamais seria considerado”. “Se há algo que nós, venezuelanos, temos, é amor pelo nosso processo de independência, pelos nossos heróis e heroínas da independência”, disse a jornalistas.

Uma eventual anexação dependeria de aprovação do Congresso dos EUA e do consentimento formal da própria Venezuela. O país se soma a outros territórios mencionados recentemente por Trump em declarações sobre expansão territorial norte-americana, entre eles Groenlândia, Canadá, Cuba e Panamá.

Informações Revista Oeste


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá um encontro oficial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima quinta-feira (7). O embarque do petista para Washington, capital americana e onde a reunião ocorrerá, será na véspera.

A reunião é tratada pelo governo brasileiro como estratégica para reaproximar os dois países após meses de tensões diplomáticas e comerciais, incluindo tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Entre os principais temas previstos para a agenda bilateral estão, além de questões de comércio, os minerais críticos, terras raras, cooperação em segurança pública e a situação da Venezuela.

A viagem ocorre em um momento delicado para o Palácio do Planalto. Na semana passada, Lula sofreu duas derrotas importantes no Congresso Nacional: a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria, projeto que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro e por tentativa de golpe de Estado.

Inicialmente previsto para março, o encontro foi adiado em razão do agravamento da crise no Oriente Médio, que alterou prioridades da agenda da Casa Branca. Nos últimos meses, o governo brasileiro intensificou negociações para tentar reverter medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos.

Outro tema relevante será a cooperação em segurança pública e combate ao crime organizado. O Brasil tem atuado para evitar que facções criminosas como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) sejam classificadas pelos EUA como organizações terroristas internacionais, posição contrária a aquela que é encampada pela gestão Trump.

A relação entre os países também atravessou um atrito diplomático recente envolvendo a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. Ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ramagem foi detido nos Estados Unidos por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). Dias depois, o governo Trump retirou as credenciais do delegado brasileiro que colaborou na detenção.

Em resposta, o Brasil adotou medida semelhante e suspendeu as credenciais de agentes americanos no país com base no princípio da reciprocidade diplomática. Posteriormente, parte das credenciais foi restabelecida. A expectativa do Itamaraty é de que o encontro entre Lula e Trump ajude a destravar pautas econômicas e reduza tensões acumuladas entre Brasília e Washington ao longo dos últimos meses.

*Pleno.News
Fotos: Ricardo Stuckert / PR


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o papa Papa Leão XIV, o chamou de “fraco” e declarou que sua atuação prejudica a Igreja Católica. Em publicação nas redes sociais neste domingo (12), o líder americano também declarou preferência pelo irmão do pontífice e rejeitou posições que, segundo ele, seriam tolerantes em temas internacionais.

“O papa Leão XIV é FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa (…) Eu não quero um papa que ache que tudo bem o Irã ter uma arma nuclear. Não quero um papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos”, disseTrump no Truth Social . No entanto, não há qualquer evidência de que o pontífice tenha defendido o uso de armas nucleares pelo Irã.

Pedido por paz

As críticas ocorreram após o papa reforçar apelos por paz no Oriente Médio. Mais cedo, Leão XIV afirmou solidariedade ao “amado povo libanês” e defendeu um cessar-fogo, em meio à escalada do conflito na região, que já dura semanas.

Trump também questionou a escolha do pontífice, sugerindo que sua eleição teria relação com a política americana. “Leão deveria ser grato porque, como todos sabem, ele foi uma surpresa chocante. Ele não estava em nenhuma lista para ser papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era americano — e acharam que essa seria a melhor forma de lidar com o presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano”.

Em novas declarações, o presidente intensificou os ataques, dizendo que “não é um fã do papa Leão XIV” e o acusando de ter posições liberais. Ele também criticou encontros do pontífice com figuras ligadas a governos anteriores e afirmou que o religioso “deveria se recompor”, deixando a política de lado. Após a publicação, Trump divulgou ainda uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece em trajes religiosos.

Papa responde a críticas e pede diálogo

A bordo do avião para Argélia nesta segunda-feira (13), o papa Leão XIV respondeu às críticas feitas pelo presidente de Trump.“Não sou um político, não tenho a intenção de entrar em um debate com ele, a mensagem continua sendo a mesma: promover a paz”, disse. O líder religioso também destacou a importância da cooperação entre nações e voltou a pedir cessar-fogo em conflitos atuais. Segundo ele, decisões globais devem priorizar a vida humana e evitar escaladas de violência.

*Secom
Foto: Official White House Photo by Daniel Torok


Nesta última sexta-feira (10), o conselheiro de Donald Trump, Jason Miller, compartilhou em suas redes sociais uma foto feita por inteligência artificial que mostra ele prendendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na legenda da publicação, Miller escreveu:

– Os haters vão dizer que isso é IA.

Miller faz várias críticas ao ministro brasileiro pelas redes, na última segunda (6), ele afirmou que Moraes é trapaceiro e será preso. Ele também disse que o presidente Lula (PT) é fantoche da China.

– Alexandre de Moraes é um vigarista e logo estará na prisão. O atual presidente Lula é um fantoche da China e está traindo o Hemisfério Ocidental – escreveu.

No mesmo post, o americano afirmou que o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “é o único que pode salvar o Brasil”.

*Pleno.News


Benjamin Netanyahu afirma alinhamento com decisão de Washington e cita violação iraniana em negociações de paz

Benjamin Netanyahu e Donald Trump acordo Gaza
Benjamin Netanyahu e Donald Trump | Foto: Reprodução/Instagram Donald Trump

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, manifestou apoio ao bloqueio dos portos iranianos anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Durante reunião do conselho de ministros, Netanyahu afirmou que o Irã violou normas relacionadas a negociações de paz e disse que Trump decidiu impor um bloqueio naval. 

“Nós apoiamos, é claro, uma postura firme e estamos em constante cooperação com os EUA”, disse o premiê. 

Israel detalha volume de bombardeios no Irã 

Levantamento do jornal The Times of Israel, com base em dados das Forças de Defesa de Israel, mostra que o país, em conjunto com os EUA, lançou pelo menos 24 mil ataques contra o Irã desde o início da guerra no Oriente Médio.

Em resposta às ofensivas do Irã, que resultaram na morte de 24 civis e deixaram milhares de feridos, Israel e EUA conduziram uma campanha aérea intensiva com caças F-15, F-16 e F-35 contra alvos militares estratégicos no território iraniano. 

O governo israelense afirma ter realizado mais de 10,8 mil ataques, dentro de um total superior a 18 mil bombas lançadas em cerca de mil operações aéreas.

Além disso, a Força Aérea israelense executou cerca de 8,5 mil missões de combate. Os EUA realizaram aproximadamente 13 mil ataques adicionais contra instalações militares iranianas. Segundo a Human Rights Activists News Agency, mais de 1,9 mil civis e mais de 1,7 mil militares morreram.

Disputa pelo Estreito de Ormuz amplia efeitos da guerra

Além dos portos iranianos, EUA e Israel concentram forças para ordenar o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. No último sábado, 11, agentes do Comando Central dos EUA iniciaram uma operação para detectar e remover minas navais na rota marítima.

Conforme Oestea região é responsável pela passagem de cerca de um quinto de todo o petróleo consumido globalmente. A simples ameaça à sua operação já foi suficiente para encarecer seguros marítimos, pressionar fretes e desorganizar cadeias logísticas. 

Esse impacto atua como um tributo indireto sobre a economia global. Ele eleva os custos de combustíveis, alimentos e transporte, pressiona a indústria e leva os bancos centrais a manterem juros altos. O quadro resultante combina crescimento fraco com inflação persistente — um cenário historicamente complexo de administrar e com elevado risco político.

Informações Revista Oeste


Casa Branca informa que nova oferta mais enxuta será discutida em encontro mediado pelo Paquistão

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A Casa Branca declarou que era inaceitável o acordo de paz sugerido pelo Irã | Foto: Reprodução/X/@RapidResponse47 

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta quarta-feira, 8, que os Estados Unidos rejeitaram o plano de dez pontos apresentado pelo Irã para um acordo de paz. Segundo ela, Washington considerou a proposta “inaceitável”.

Leavitt declarou que, depois da recusa, Teerã apresentou uma versão mais enxuta. As partes devem discutir essa nova proposta em Islamabad, com mediação do Paquistão. A Casa Branca não divulgou o conteúdo e informou que os encontros ocorrerão de forma reservada.

O governo iraniano não respondeu diretamente às declarações. Ainda assim, indicou que mantém a proposta inicial como base válida. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammed Bagher Ghalibaf, reforçou essa posição em comunicado oficial.

Estreito de Ormuz, um estreito entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, visto do espaço (elementos desta imagem fornecidos pela NASA) | Foto: Shutterstock
Irã fechou novamente o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, 8 | Foto: Shutterstock

No texto, Ghalibaf citou declaração do presidente norte-americano, Donald Trump, que teria classificado a proposta como uma “base fiável para se negociar”. O documento sustenta a validade dos termos apresentados por Teerã.

Pontos do plano e impasses

Segundo a agência estatal Mehr, o plano reúne dez medidas: não agressão; permanência do controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz; aceitação do enriquecimento de urânio pelo país; suspensão de todas as sanções primárias ao Irã; suspensão de todas as sanções secundárias ao Irã; revogação de todas as resoluções do Conselho de Segurança da ONU; revogação de todas as resoluções do Conselho de Governadores da AIEA; pagamento de indenização ao Irã; retirada das forças de combate dos Estados Unidos da região; cessação da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano.

Não há clareza sobre o momento de aplicação das medidas, se vinculadas ao cessar-fogo ou à assinatura de um acordo definitivo. Ghalibaf afirmou que Estados Unidos e Israel descumpriram compromissos de não agressão e mencionou violação do espaço aéreo iraniano com uso de drone.

Trump já declarou que o fim do programa nuclear iraniano é condição para encerrar o conflito. Nesta quarta-feira, o Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz.

Informações Revista Oeste


O presidente norte-americano associa o cessar-fogo à abertura do Estreito de Ormuz, que é controlado pelo governo iraniano

Donald Trump projeto nuclear Irã
Em postagem, Trump afirma interesse em chegar a um acordo de paz com os iranianos | Foto: Reprodução/Instagram Donald Trump 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, no início da noite desta terça-feira, 7, a suspensão das ações militares no Irã. A decisão ocorre horas antes de estourar o prazo que o chefe da Casa Branca havia dado para o regime iraniano se render. Mais cedo, o republicano havia falado que uma “civilização inteira” morreria hoje.

O anúncio da suspensão dos atos dos EUA no país persa se deu por meio da rede social Truth Social. O político norte-americano avisou que a trégua durará, inicialmente, duas semanas. Ele tornou público o interesse em transformar o cessar-fogo em acordo de “paz a longo prazo”.

Trump também fez questão de citar que o cessar-fogo ocorre por intermédio do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. O líder paquistanês havia pedido ao governo dos EUA a suspensão do ataque previsto para a noite desta terça-feira. Também partiu dele a ideia de trégua por ao menos duas semanas.

“Este será um cessar-fogo bilateral”, afirmou o presidente norte-americano, em mensagem na Truth Social. “A razão para tal é que já cumprimos e superamos todos os objetivos militares e estamos muito avançados em um acordo definitivo sobre a paz a longo prazo com o Irã e a paz no Oriente Médio.”

Trump avisa o Irã: cessar-fogo só vale com a reabertura de Ormuz

Na mesma postagem, Trump condicionou a suspensão por duas semanas à reabertura imediata do Estreito de Ormuz pelo regime teocrático do Irã. O canal interliga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e, consequentemente, ao Oceano Índico. É a principal rota para o transporte do petróleo produzido pelos iranianos e pelos países do Oriente Médio.

“Solicitaram que eu suspendesse o envio de forças destrutivas ao Irã esta noite”, afirmou o presidente dos EUA. “Mas desde que a República Islâmica do Irã concordasse com a abertura completa, imediata e segura do Estreito de Ormuz.”

“Recebemos uma proposta de dez pontos do Irã e acreditamos que ela constitui uma base viável para a negociação”, garantiu Trump. “Quase todos os pontos de discórdia anteriores foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã, mas um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e consolidado. Em nome dos Estados Unidos da América, como presidente, e também representando os países do Oriente Médio, é uma honra ver este problema de longa data próximo de uma solução.”

Informações Revista Oeste


Trump recebeu a proposta, mas não a aprovou, segundo a Casa Branca

Donald Trump Foto: EFE/EPA/YURI GRIPAS / POOL

Os Estados Unidos e o Irã rejeitaram nesta segunda-feira (6) a proposta de mediadores para um acordo de cessar-fogo de 45 dias. A Casa Branca afirmou que o presidente americano Donald Trump recebeu a proposta, mas “não a aprovou”.

– A Operação Fúria Épica continua – disse um funcionário da Casa Branca à AFP, observando que Trump tem uma entrevista coletiva marcada para a tarde desta segunda (6).

A proposta de cessar-fogo foi apresentada por mediadores do Paquistão, Egito e Turquia, segundo o site de notícias Axios.

A emissora estatal iraniana em inglês IRNA afirmou que o Irã também rejeitou a proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos e defendeu o fim permanente da guerra.

Após duas semanas de análises nos mais altos níveis, Teerã enviou ao Paquistão uma resposta em dez pontos, na qual condiciona qualquer solução para a crise ao atendimento de suas demandas.

O documento inclui pedidos para o fim dos confrontos na região, a criação de um protocolo de trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz e pontos sobre reconstrução do país persa e suspensão de sanções internacionais.

*AE


Presidente dos EUA fala em intensificar ataques à infraestrutura

Trump diz que EUA "ainda nem começaram a destruir o que sobrou" do Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã ao indicar uma possível ampliação das ações militares no país. Em publicação feita durante a madrugada desta sexta-feira (3), o líder norte-americano afirmou que novas ofensivas podem atingir estruturas consideradas estratégicas.

“Nossas Forças Armadas (dos Estados Unidos), as maiores e mais poderosas do mundo (de longe!), ainda nem começaram a destruir o que restou no Irã”, escreveu Trump em publicação na rede Truth Social.

Entre os possíveis alvos mencionados estão pontes e usinas de energia, o que indica uma mudança de foco para a infraestrutura do país. Trump também sugeriu que a liderança iraniana tem conhecimento do que precisa ser feito para evitar novos ataques, sem detalhar quais seriam essas medidas.

No dia anterior, o presidente já havia anunciado a destruição de uma importante ponte iraniana. A declaração foi acompanhada da divulgação de imagens que, segundo ele, mostram o momento do bombardeio.

O confronto entre os dois países completa 34 dias nesta sexta-feira, ainda sem avanços concretos em negociações por cessar-fogo. Ao longo das últimas semanas, Trump tem afirmado que grande parte dos alvos militares do Irã já foi atingida pelas forças americanas.

Informações Metro1


Chefe da Casa Branca afirmou que considerará proposta quando Ormuz for reaberto

Donald Trump Foto: EFE/EPA/Aaron Schwartz / POOL

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta quarta-feira (1°), que o Irã solicitou um “cessar-fogo” e sinalizou que considerará essa possibilidade assim que o Estreito de Ormuz for reaberto.

– O novo presidente do regime iraniano, muito menos radicalizado e muito mais inteligente que seus predecessores, acaba de pedir um cessar-fogo aos Estados Unidos da América! Consideraremos quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e desimpedido – escreveu Trump na plataforma Truth Social, sem especificar a qual líder iraniano se referia.

Até lá, acrescentou Trump, os Estados Unidos continuarão “bombardeando o Irã até a aniquilação ou, como dizem alguns, até que retorne à Idade da Pedra!”.

O presidente estadunidense planeja fazer um “importante” discurso à nação às 21h de hoje (no horário de Washington, 22h de Brasília) para informar sobre a guerra, em uma mensagem que ocorrerá após uma série de comentários sobre o possível fim do conflito.

Trump afirmou nesta terça (31) que pretende “retirar-se” do Irã em “duas ou três semanas”, ao assegurar que os objetivos da guerra iniciada em 28 de fevereiro estão sendo alcançados, como evitar que a república islâmica obtenha uma arma nuclear.

Após ter tentado, sem sucesso, liderar uma coalizão militar com seus aliados para reabrir o Estreito de Ormuz – via fundamental para o comércio de petróleo que permanece bloqueada pelo Irã em resposta aos ataques americanos e israelenses -, Trump disse que esse assunto não é mais dos Estados Unidos.

O republicano instou os países da Otan e as nações asiáticas a agirem com “coragem” e “tomarem” o estreito, por onde circula um quinto do petróleo mundial.

Em entrevista publicada nesta quarta pelo jornal britânico The Telegraph, o chefe da Casa Branca afirmou ainda que não descarta retirar os Estados Unidos da Otan, organização que definiu como um “tigre de papel”.

*EFE

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