
Há um ano morando em Feira de Santana, em uma vila de casas na rua Tupinambás, bairro Mangabeira, uma família de venezuelanos indígenas da etnia Warao conseguiu dar um passo importante na estadia deles no país. Nelson Rattia Mata, 69 anos, junto a mulher e dois filhos, sendo um adolescente e o outro criança, foram encaminhados à Delegacia de Imigração da Polícia Federal, em Salvador, para emitir a documentação que regulariza a situação migratória.
A família saiu de Feira acompanhada por dois advogados, um assistente social, e um profissional de saúde da Prefeitura de Feira de Santana até o aeroporto de Salvador, onde está localizada a delegacia da Polícia Federal.
A assessora jurídica da Sedeso, Lariza Costa, explica que eles tiveram o processo de solicitação de refúgio deferido pelo Comitê Nacional para os Refugiado, o CONARE. “Agora, estão indo solicitar o registro nacional como refugiado junto à Polícia Federal, onde será emitida a documentação. A carteira de Registro Nacional Migratório, documento de identificação da pessoa refugiada, deve ser renovada a cada nove anos e com ela o migrante tem autorização de residência por tempo indeterminado no Brasil”.
A família de Nelson Rattia Mata está entre as 62 pessoas da etnia WARAO que mora no bairro Mangabeira. Além deles, mais quatro venezuelanos já conseguiram regularizar a situação migratória, no último dia 15.
Antes de seguirem viagem, Nelson Matta disse que chegou ao Brasil cruzando a fronteira em busca de uma vida melhor e que já conseguiu se adaptar ao novo país, especificamente em Feira de Santana. Agora, com a regularização migratória, o venezuelano afirma que ficará mais tranquilo. “Foi boa essa ajuda que a Prefeitura nos deu nesse processo”.
ASSISTÊNCIA AOS VENEZUELANOS
A Prefeitura de Feira de Santana tem assegurando a assistência aos migrantes venezuelanos [independentemente da situação migratória], desde 2020 quando chegaram no município, os quais têm acompanhamento socioassistencial e aos serviços das redes de Saúde, Educação, dentre outros.
Vale destacar que esse grupo também está inscrito no CadÚnico, do Governo Federal, e participam do programa de Transferência de renda (Bolsa Família). Além disso, são atendidos e acompanhados pelos CRAS do território onde residem, incluídos no Programa de Atendimento Integral à Família (PAIF) e no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV).
São contemplados, ainda, com os Benefícios Eventuais ofertados pelo Município, a exemplo dos auxílios Moradia (Aluguel Social), Natalidade, Funeral, dentre outros. Além disso, são auxiliados na emissão de documentos nacionais e migratórios.

O vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, em entrevista coletiva neste domingo (27), em Camaçari, demonstrou confiança na vitória de Flávio Matos (União Brasil) na disputa pela prefeitura.
Durante sua fala, Neto destacou as dificuldades enfrentadas pela campanha, que, segundo ele, foram além de uma disputa eleitoral convencional.
“Tivemos que disputar contra o candidato adversário. Nós tivemos que disputar contra um sistema, contra a máquina do governo do Estado, contra a operação policial realizada pelos nossos adversários e tivemos que disputar também contra as facções criminosas, contra o crime organizado. Mas o povo de Camaçari está demonstrando nesse domingo que é livre, que acredita no seu próprio futuro”, afirmou Neto.
O ex-prefeito de Salvador projetou a vitória de Flávio Matos: “Só há um nome de Camaçari, que é o seu povo, e eu tenho certeza que, ao fim desse dia, nós vamos estar comemorando a vitória de Flávio Matos 44. Flávio será um grande prefeito para Camaçari.”
Neto criticou o ambiente de violência e intimidação que, segundo ele, marcou a eleição. Ele relatou episódios graves, como uma abordagem policial no escritório de Flávio Matos e a invasão ao espaço político de um apoiador do candidato. “Será que é razoável uma senhora ser abordada na rua e, por estar usando uma camisa azul, ser obrigada a tirá-la e ficar de sutiã? Será que é razoável um candidato ser impedido de entrar em certas localidades porque o chefe do tráfico decide quem entra e quem não entra?”
O político também mencionou o impacto das facções criminosas na campanha. “Quem não entrou foi Flávio Matos. Nosso adversário entrou. Na véspera da eleição, o espaço político de um apoiador de Flávio foi invadido por homens armados. Toda a imprensa mostrou as imagens, não estou inventando nada”, declarou.
Neto ainda pediu atenção às autoridades para evitar que situações semelhantes se repitam nas próximas eleições. “Eu espero que o Ministério Público Eleitoral e as autoridades fiquem atentos. O que vivemos aqui em Camaçari é preocupante. […] Em 2024, a situação chegou a um nível alarmante, e precisamos evitar isso nas próximas disputas.”

Nos últimos meses, um dos temas mais debatidos no futebol europeu gira em torno do Paris Saint-Germain (PSG) e seu jogador estrela, Kylian Mbappé. O núcleo deste embate se encontra em uma soma substancial de dinheiro, especificamente 55 milhões de euros, composta por salários dos últimos meses e um bônus de assinatura devido ao jogador. O PSG alegou que Mbappé prometeu verbalmente deixar de cobrar esta quantia, mas isto foi negado pelo jogador e seus representantes, levando a um impasse legal.
Conflito começou a se desenhar quando Mbappé optou por não renovar seu contrato com o PSG até 2025, ação que gerou fortes tensões entre o clube e o jogador. Este desenrolar culminou em alegações do PSG de que eles não desembolsariam o bônus de fidelidade acordado, enquanto Mbappé, por outro lado, pleiteia a integralidade dos valores que lhe são devidos, citando a continuidade dos termos do contrato original que não teriam sido modificados legalmente.
No centro da disputa, o PSG anunciou que os pagamentos não seriam realizados, baseando-se na suposta promessa de Mbappé de abdicar do bônus de 55 milhões de euros, uma condição supostamente aceita para sua reintegração ao time na pré-temporada de 2022/23. Esta alegação, contudo, não conta com suporte documental, já que, segundo diversas fontes, nenhum acordo formal foi documentado naquela ocasião.
Desse modo, Mbappé e sua equipe legal estão preparados para levar a questão às instâncias mais altas, incluindo a Uefa e, eventualmente, os tribunais trabalhistas na França. Enquanto isso, o PSG busca apoio na Comissão Superior de Recurso da Federação Francesa de Futebol, tentando reverter a situação em seu favor.

O desfecho deste caso pode redefinir a natureza dos acordos contratuais no futebol europeu, principalmente no que diz respeito ao cumprimento verbal frente a documentos assinados. O desdobramento de uma possível batalha judicial traria à tona questões jurídicas complexas, que podem influenciar futuras negociações no cenário futebolístico. Além disso, a reputação do PSG e do jogador podem ser afetadas dependendo do resultado, afetando potencialmente futuras transferências e contratos de ambos os lados.
A questão que permanece é se ambas as partes estão dispostas a negociar um acordo que evita um longo processo legal, o que não apenas pouparia custos, mas também preservaria a relação profissional entre o jogador e o clube. No entanto, até o momento, tanto o PSG quanto Mbappé parecem estar firmes em suas posições, aguardando uma solução que atenda aos seus respectivos interesses.
No contexto de um esporte movido por contratos complexos e grandes quantias em dinheiro, o litígio entre PSG e Mbappé se destaca como um exemplo de como as promessas verbais podem se chocar com as expectativas legais e financeiras, colocando em foco a importância de acordos bem documentados e entendidos entre todas as partes.
Informações TBN
Alerrandro marcou o gol da vitória do Leão aos 46 minutos do segundo tempo

O Vitória bateu o Fluminense por 2 a 1, neste sábado (26), no Barradão, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. Neris abriu o placar para o Leão, mas a equipe carioca chegou a empatar no gol contra de Lucas Arcanjo. Mas aos 46 minutos do segundo tempo, o atacante Alerrandro estufou as redes em cobrança de pênalti e o time baiano venceu o “jogo de seis pontos”.
O Leão começou a partida pressionando o Tricolor carioca e chegou a ter um pênalti marcado em cima de Willian Oliveira, mas o árbitro voltou atrás da decisão. No entanto, Neris fez o primeiro gol do jogo aos 45 minutos do primeiro tempo ao desviar a cobrança de falta de Lucas Esteves. Na etapa complementar, os cariocas chegaram à igualdade numa infelicidade de Lucas Arcanjo aos 15. Martinelli aproveitou a rebatida da defesa e soltou uma bomba. A bola explodiu no travessão e bateu nas costas do goleiro antes de entrar. Mas aos 43, Matheuzinho foi derrubado dentro da área e o camisa 9 bateu com categoria deslocando o goleiro Fábio para fazer a alegria da torcida rubro-negra.
Com o resultado, o Vitória saltou para a 14ª colocação ao somar 35 pontos e abrir três da zona de rebaixamento. Estacionado nos 36, o Fluminense ocupa a 12ª posição. No próximo sábado (2), às 18h30, o Leão visita o Athletico-PR, na Ligga Arena, pela 32ª rodada.
Informações Bahia.ba

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que lutar contra a democracia é crime no Brasil. A magistrada comentou a anistia dos envolvidos nos atos de vandalismo nas sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023. Durante entrevista à CNN Brasil, nesta sexta-feira, 25, a ministra afirmou que os envolvidos devem ser responsabilizados conforme a lei.
“Isto aqui é um Estado democrático de Direito, o Estado de Direito é aquele no qual governantes e governados se submetem igualmente ao Direito”, disse Cármen Lúcia. “Vandalismo, destruir instituições públicas, prédios públicos, tudo isso é crime, lutar contra a democracia ou atuar contra a democracia é crime no caso brasileiro. No Estado de Direito, responde-se pelo crime praticado.”
A declaração da ministra é uma resposta à deputada Caroline de Toni (PL-SC). A parlamentar pautou a análise de um projeto de lei que busca anistiar os investigados pelos atos de 8 de janeiro. Na primeira tentativa, no mês passado, a proposta foi bloqueada por uma manobra governista.

O texto, relatado por Rodrigo Valadares (União-SE), sugere a transferência das investigações do gabinete de Alexandre de Moraes no STF.
A proposta visa a anistiar todos os que participaram das manifestações, inclusive aqueles que ofereceram apoio financeiro, logístico ou publicaram em redes sociais. Ela abrange eventos relacionados aos fatos de 8 de janeiro.
O ex-presidente Jair Bolsonaro e aliado são investigados pelo STF por causa do suposto apoio às manifestações.
Informações Revista Oeste
Tarek William Saab disse que o presidente brasileiro usou o machucado como pretexto para barrar a presença da ditadura de Nicolás Maduro na cúpula dos Brics

O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de forjar o acidente doméstico de 19 de outubro com o intuito de não participar da cúpula dos Brics em Kazan, na Rússia, e impedir a participação da ditadura de Nicolás Maduro no bloco, formado também por Índia, África do Sul e China, além de Brasil e Rússia. O venezuelano sugeriu que o brasileiro deveria ser investigado por essa ação.
Em uma postagem nas redes sociais do Ministério Público, Saab afirmou ter informações de fontes brasileiras sobre a suposta fraude. “Fontes diretas e próximas do Brasil me informam que o presidente Lula da Silva manipulou um suposto acidente para usá-lo como desculpa para não participar da recente Cúpula dos Brics”, escreveu Saab.
O procurador-geral considerou a explicação do acidente como uma estratégia para vetar a presença da Venezuela na cúpula. Saab disse que isso desconsiderava compromissos com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e outros líderes, especialmente Nicolás Maduro.
Saab apresentou um vídeo do primeiro evento público de Lula depois da lesão, que ocorreu há sete dias. No vídeo, a cicatriz com cinco pontos na cabeça do presidente era visível. No entanto, Saab afirmou que Lula “reaparecer sorridente e ileso, deixa evidente que utilizou o tal ‘acidente’ para mentir para o Brasil, para os Brics e para o mundo inteiro, fato pelo qual deveria ser investigado”.

O procurador-geral mencionou que um rumor ganhou força depois da divulgação de um vídeo em que Lula aparece saudável. “O que circulou com muita força como rumor, lamentavelmente parece ser corroborado com um vídeo difundido ontem, onde o presidente Lula é visto saudável, em uso de suas faculdades e agindo com total cinismo”, escreveu.
Saab comentou o “grande mal-estar na esquerda latino-americana” em relação à atitude do governo brasileiro. Ele classificou a atitude como “indigna e nefasta” pelo veto à Venezuela, acusando Lula de seguir “de maneira obediente às instruções dos inimigos históricos” do povo venezuelano.
Recentemente, Saab gerou controvérsia ao alegar que Lula se tornou porta-voz da “esquerda cooptada pela Agência de Inteligência dos Estados Unidos”. Tanto Saab quanto o governo venezuelano esclareceram posteriormente que essa visão é apenas do procurador-geral, não do governo Maduro.
A chancelaria venezuelana, na última quinta-feira, 23, classificou a posição do Brasil como “agressão” e “gesto hostil” ao vetar a entrada da Venezuela nos Brics. Em comunicado, disseram que o povo venezuelano sente “indignação e vergonha por essa agressão inexplicável e imoral da chancelaria brasileira (Itamaraty), mantendo o pior das políticas de Jair Bolsonaro contra a revolução bolivariana”.
Informações Revista Oeste

A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) está reforçando a segurança no Conjunto Penal de Feira de Santana, também nos horários extraordinários, durante a megaoperação Angerona, realizada desde a segunda-feira (21) pela pasta. Durante a noite, equipes táticas fazem rondas dentro da unidade prisional.
Com o objetivo manter a ordem e preservar a integridade física dos apenados, equipes do Grupamento Especializado em Operações Prisionais (GEOP) vistoriam ruas, corredores, pátios e pavilhões, utilizando viaturas. Os policiais penais acompanham as ações do GEOP. A megaoperação Angerona fechou a semana na sexta-feira (24), sem registros de intercorrências, dano físico ou material para internos, policiais penais e demais servidores da Seap.
A megaoperação Angerona é coordenada pela Superintendência de Gestão Prisional (SGP), com a atuação da Diretoria de Segurança Prisional (DSP), da Central de Monitoração Eletrônica de Pessoas (CMEP), Coordenação de Monitoração e Avaliação do Sistema Prisional (CMASP), Grupo de Segurança Institucional (GSI).
As atividades contam também com a participação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo Especial de Combate as Organizações Criminosas e Investigações (Gaeco) e o Grupo de Atuação Especial de Execução Penal (Gaep), da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) por meio da Polícia Militar e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
Tony Silva / Nucom-Seap.

Apoio: Flagrante aconteceu no bairro de Tancredo Neves, em Salvador, na noite de sexta-feira (25).
Guarnições da Polícia Militar empregadas na Operação Hórus prenderam o gerente do Rei de Copas do Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública. O flagrante aconteceu na noite de sexta-feira (25), no bairro de Tancredo Neves, em Salvador.
PMs do Batalhão de Choque, Cipe Sudoeste, Rondesp Central e 23ª CIPM patrulhavam na Rua Carla, quando visualizaram o comércio de entorpecentes.
O gerente da facção tentou correr, mas foi cercado e preso. Com ele foram apreendidos R$ 10 mil em espécie, celulares e diversas porções de entorpecentes.
O caso foi registrado na Central de Flagrantes.
*SSP

Em 2022, segundo o Censo Demográfico, havia na Bahia 5.094.738 unidades domésticas, que são conjuntos de pessoas que vivem em um mesmo domicílio particular e têm relação de parentesco ou convivência entre si. Esse número (que coincide com o de domicílios particulares) aumentou 24,1% em relação ao Censo de 2010, quando era de 4.105.494 – o que representou mais 989.244 unidades domésticas em 12 anos, no estado.
No Censo de 2022, pela primeira vez, as mulheres foram a maioria das pessoas apontadas como responsáveis pelos domicílios baianos. Elas chefiavam 2.599.921 unidades domésticas, 51,0% do total no estado, frente a uma participação de 39,9% em 2010.
Ao mesmo tempo em que o total de unidades domésticas cresceu, a média de pessoas moradoras em cada uma delas diminuiu, de 3,4 em 2010, para 2,8 em 2022. Mas, além disso, houve outras mudanças importantes na estrutura dos arranjos domiciliares, nos 12 anos que separam os dois últimos Censos. Em 2022, na Bahia, mulheres passaram a ser maioria entre as pessoas responsáveis pelos domicílios (51,0%)
A proporção de domicílios chefiados por mulheres era maior na Bahia do que no país como um todo, onde, em 2022, as mulheres foram apontadas como responsáveis por 49,1% do total de unidades domésticas (35.631.098 de 72.522.372). Entre os estados, a proporção baiana ficava na 9ª colocação, com Pernambuco (53,9%), Sergipe (53,1%) e Maranhão (53,0%) liderando.
Em 2010, nenhuma das 27 unidades da Federação tinha a maioria dos domicílios chefiados por mulheres. Em 2022, 10 delas já viviam essa realidade, dentre as quais apenas o Rio de Janeiro (com 52,3%, o 6º) não era do Norte-Nordeste.
Salvador é 3ª capital em percentual de mulheres chefes de domicílios (55,8%) – Também em Salvador as mulheres passaram a ser maioria entre as pessoas responsáveis pelos domicílios, em 2022. Elas foram apontadas como chefes em 55,8% das unidades domésticas (ou 535.069 de um total de 959.423), o 3º maior percentual entre as capitais brasileiras, empatado, no arredondamento, com o de São Luís/MA (55,8%) e muito pouco abaixo dos verificados em Fortaleza/CE (55,9%) e Recife/PE (55,9%).
Em 2010, as mulheres eram responsáveis por 46,3% dos domicílios soteropolitanos, 7ª maior proporção entre as capitais, na época. Naquele ano, nenhuma capital tinha maioria dos domicílios com mulheres como responsáveis, ao passo que, em 2022, 21 das 27 já apresentavam essa realidade.
Na Bahia, além de Salvador, outros 187 municípios tinham a maioria dos domicílios sob responsabilidade de uma mulher, em 2022, totalizando 188 ou 45,1% dos 417. A ocorrência majoritária da chefia feminina nos domicílios teve um aumento muito expressivo no estado frente a 2010, quando havia sido verificada em apenas 6 dos 417 municípios baianos (1,4%).
Em 2022, na Bahia, os municípios com as maiores proporções de domicílios chefiados por mulheres eram Barrocas (63,6%), São Francisco do Conde (62,1%) e Mirangaba (60,6%). No outro extremo, a chefia domiciliar feminina era menos frequente em Tabocas do Brejo Velho (30,0%), Pindaí (30,0%), Baianópolis (30,5%) e Brejolândia (30,7%).
Em 2022, domicílios chefiados por pessoas pretas passaram a ter a 2ª maior participação na Bahia – Na Bahia, entre 2010 e 2022, também cresceu a participação dos domicílios que tinham pessoas pretas como responsáveis, que passaram a representar o segundo maior grupo entre as unidades domésticas do estado.
Em 2022, 1 em cada 4 domicílios na Bahia (25,0% ou 1.273.032, em números absolutos) tinha como responsável uma pessoa de cor preta. Essa proporção aumentou frente a 2010, quando era de 19,9%, e ultrapassou a de domicílios com responsável branco, que era 22,3% em 2010 e passou a 18,6% em 2022.
Na Bahia tinha, em 2022, a maior proporção de domicílios com responsáveis de cor preta entre os estados brasileiros, mais do que o dobro da verificada no Brasil como um todo, onde 11,7% dos domicílios tinham responsáveis pretos.
Os domicílios com responsáveis pardos continuavam, porém, majoritários na Bahia (55,7% em 2022, frente a 56,2% em 2010), enquanto os chefiados por indígenas (0,6% em 2022 e 0,5% em 2010) ou amarelos (0,1% em 2022 e 1,2% em 2010) eram menos representativos no total. Nacionalmente, a chefia parda predominava (em 43,8% dos domicílios), seguida pela branca (43,5%).
Em 2022, Salvador também era a capital com maior proporção de domicílios cuja pessoa responsável era de cor preta (35,6%). A participação cresceu frente a 2010, quando era 29,7%, e se manteve como a segunda maior no município.
Dos 417 municípios baianos, 7 tinham a maioria dos seus domicílios chefiados por pessoas pretas, em 2022, liderados por Antônio Cardoso (55,4%), Ouriçangas (53,8%) e Cachoeira (52,5%). As menores proporções de domicílios com responsáveis da cor preta estavam em Mirante (5,0%), Dom Basílio (5,0%), Caetanos (5,0%) e Presidente Jânio Quadros (5,3%).
Bahia.ba

Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aparece reunido com militares enquanto Israel ataca o Irã, em 26 de outubro de 2024 — Foto: Governo de Israel
Forças de Defesa de Israel afirmaram que conduziram ataques precisos contra alvos militares. Ação israelense era esperada desde o início de outubro, quando o Irã atacou Israel com mísseis.
Explosão é vista em Teerã após ataque de Israel no Irã
Israel lançou um ataque aéreo contra o Irã na madrugada de sábado (26), pelo horário local — noite de sexta-feira (25), no Brasil. Várias explosões foram ouvidas na capital, Teerã. As Forças de Defesa de Israel afirmaram que conduziram um “ataque preciso” contra alvos militares.
Em um comunicado, Israel afirmou que está sendo atacado pelo Irã desde 7 de outubro de 2023, quando terroristas do Hamas invadiram o território israelense. Naquele dia, centenas de pessoas foram mortas e mais de 200 foram sequestradas. O Hamas e o Irã são aliados.
Além disso, no dia 1º de outubro deste ano, o Irã lançou cerca de 200 mísseis contra Israel. O ataque foi uma retaliação a mortes de aliados do governo iraniano, como Hassan Nasrallah, que era chefe do grupo extremista Hezbollah. Relembre a ação mais abaixo.
Ao anunciar que estava atacando o Irã nesta sexta-feira, Israel disse que estava exercendo o direito de se defender.
“Como qualquer outro país soberano no mundo, o Estado de Israel tem o direito e o dever de responder. Nossas capacidades defensivas e ofensivas estão totalmente mobilizadas”, afirmaram os militares israelenses.
“Faremos o que for necessário para defender o Estado de Israel e o povo de Israel.”
A agência de notícias Fars, que tem ligações com o governo do Irã, afirmou que várias bases militares nos arredores de Teerã foram alvos de ataques de Israel. Não há informações sobre estagos ou feridos.
De acordo com a imprensa norte-americana, Israel evitou atacar estruturas nucleares e petrolíferas do Irã. O foco estaria apenas nos alvos militares.
Pilotos que voavam nas proximidades do Irã receberam avisos de que o espaço aéreo do país estava sendo fechado. Pouco depois, mais quatro explosões foram registradas em Teerã.
A mídia estatal iraniana afirmou que as autoridades de inteligência do país estão investigando o ataque. A imprensa local disse ainda que as explosões ouvidas podem ser resultado da atuação do sistema de defesa.
Na madrugada deste sábado, pelo horário local, explosões também foram ouvidas em Damasco, na Síria. A mídia local disse que Israel atacou alvos militares no país.
Explosões no Irã — Foto: Reuters
Desde o início de outubro, Israel vinha prometendo um contra-ataque contra o Irã. Os Estados Unidos disseram que estavam trabalhando junto com o governo israelense para uma resposta ao ataque iraniano.
O presidente Joe Biden recomendou que Israel evitasse instalações petroleiras. Além disso, as autoridades norte-americanas desaconselharam bombardeios em ativos nucleares do Irã.
A imprensa dos Estados Unidos informou que uma resposta de Israel contra Irã aconteceria antes das eleições norte-americanas, que estão marcadas para 5 de novembro.
A Casa Branca disse que foi avisada sobre a ação israelense pouco antes de ela ser lançada.

Israel detalha ataque contra o Irã
No dia 1º de outubro, mísseis lançados pelo Irã cruzaram os céus de cidades israelenses importantes, como Tel Aviv e Jerusalém. Boa parte do ataque foi interceptada pelos sistemas de defesa de Israel.
Uma operação do tipo contra o território israelense era aguardada desde o fim de julho, quando Ismail Haniyeh, então chefe do Hamas, foi assassinadoem Teerã.
O Irã responsabilizou Israel pela morte de Haniyeh e disse que a operação representava uma violação da soberania do país.
No fim de setembro, o Irã voltou a prometer uma resposta a Israel pelas mortes de Hassan Nasrallah, chefe do grupo extremista Hezbollah, e Abbas Nilforoushan, membro da cúpula da Guarda Revolucionária do Irã. Ambos foram mortos em bombardeios israelenses em Beirute, no Líbano.
Após o ataque iraniano, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou a ação iraniana como um “grande erro” e afirmou que o Irã irá “pagar” pelo ataque.
O governo de Israel informou que duas pessoas ficaram feridas sem gravidade durante o ataque iraniano e que não houve registro de prédios ou residências atingidos.
O governo do Irã garantiu que qualquer contra-ataque de Israel resultaria em uma resposta “subsequente e esmagadora”, além de uma “grande destruição” para infraestruturas israelenses. Além disso, o aiatolá Ali Khamenei — autoridade máxima do Irã — foi colocado em um local protegido.
Irã voltou a atacar Israel pela segunda vez este ano. Foto mostra mísseis sendo interceptados no céu da cidade de Ashkelon, em Israel. — Foto: Reuters via BBC
Irã atacou diretamente Israel pela primeira vez em abril deste ano. À época, o país lançou mísseis e drones contra o território israelense em resposta a um bombardeio que atingiu a embaixada do Irã em Damasco, na Síria.
Dias depois, como resposta, bombardeios atingiram uma região do Irã com instalações nucleares. Embora Israel não tenha assumido a autoria, autoridades americanas confirmaram que a ação era uma resposta israelense.
Informações G1