O WhatsApp anunciou uma das atualizações mais aguardadas pelos usuários: a criação de nomes de usuário (usernames), ferramenta que permitirá iniciar conversas sem a necessidade de compartilhar o número de telefone. A novidade será disponibilizada gradualmente nos próximos meses e representa uma das maiores mudanças de privacidade já implementadas pela plataforma.

Antes mesmo do lançamento oficial, o aplicativo já começou a liberar a reserva de nomes de usuário para evitar disputas por identificações iguais entre os usuários.

Como vai funcionar

Quando o recurso estiver disponível, os usuários que optarem por criar um nome de usuário poderão conversar com pessoas e empresas sem exibir o número de telefone no primeiro contato. Segundo o WhatsApp, a ferramenta foi desenvolvida para facilitar a comunicação com colegas de trabalho, vizinhos, participantes de grupos e contatos conhecidos em eventos, sem a necessidade de compartilhar informações pessoais.

Embora o número de telefone continue vinculado à conta, ele deixará de ser exibido para novos contatos quando o nome de usuário estiver ativado. A empresa também informou que não haverá um diretório público de usuários, sendo necessário conhecer o nome de usuário exato para iniciar uma conversa.

Mais privacidade

A novidade promete reforçar a privacidade dos usuários, reduzindo a exposição do número de celular em conversas com desconhecidos. A mudança aproxima o WhatsApp de plataformas como o Telegram e o Signal, que já oferecem sistemas semelhantes de identificação por nomes de usuário.

A Meta ainda não anunciou uma data específica para o lançamento global da funcionalidade, mas informou que a distribuição ocorrerá de forma gradual nos próximos meses.

*Bahia.ba
Foto: Rafael Henrique/SOPA Images


As novas regras de Segurança e Saúde no Trabalho já estão em vigor em todo o território nacional. Com as mudanças, empregadores, gestores e funcionários de todos os setores terão que cumprir normas mais rigorosas, procurando identificar e eliminar riscos ocupacionais, inclusive para a saúde mental dos trabalhadores.  

Essas novas diretrizes e requisitos constam na última atualização da chamada NR-1, Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) de forma geral. Ela é definida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em uma comissão tripartite, que reúne representantes dos empregadores e trabalhadores. A atualização da NR-1 foi aprovada em agosto de 2024 e deveria entrar em vigor em maio de 2025. No entanto, o MTE decidiu conceder mais tempo para as empresas se adaptarem e implementou as novas regras em caráter educativo e orientativo.

A principal mudança que foi aprovada na norma, foi a obrigação das empresas passarem a identificar também “os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho”, como, por exemplo, sobrecarga de trabalho e assédio.

“As pessoas estão submetidas a vínculos precários, jornadas longas, pressão por mudanças na tecnologia. O cenário atual do mercado de trabalho está empurrando as pessoas para um estresse crônico, traduzindo no que estamos vendo. É estrutural”, afirma a psicóloga Bianca Reis.

Até então, a norma estipulava apenas a obrigação das empresas indicarem, em seus Programas de Gerenciamento de Riscos, os perigos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes trabalhistas. No manual de orientação que lançou em março deste ano, o MTE destacou que o gerenciamento dos riscos psicossociais abrange os aspectos relacionados à organização do trabalho que podem gerar efeitos psicológicos, físicos e sociais. Entre eles, o desencadeamento ou agravamento de estresse no trabalho, esgotamento, Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) e depressão, entre outros. Isso não significa “verificar sintomas individuais” de cada trabalhador, mas monitorar de forma constante as condições de trabalho que podem afetar a saúde mental. 

Em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios previdenciários por transtornos mentais e comportamentais. Um resultado 15,6% superior ao número de 2024, quando foram concedidos 472.328 benefícios. As maiores causas de afastamento do trabalho por questões psicossociais registradas no ano passado foram os casos de transtornos ansiosos (166.489) e os episódios depressivos (126.608). Na sexta posição ficaram os 23.773 casos de reação ao estresse grave e de transtornos de adaptação.

“Os diagnósticos de ansiedade e depressão costumam ser demorados, o que indica que esse adoecimento vem se arrastando há muito tempo e só agora está aparecendo com mais força. Trata-se de uma força de trabalho já desgastada”, acrescenta a especialista.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a saúde mental é uma questão fundamental no atual contexto, “ficando evidente a importância das organizações abordarem os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho com o objetivo de prevenir o adoecimento mental e outras lesões e agravos à saúde do trabalhador”.

“É preciso que transtornos mentais não estejam como os vilões da história. Um dos estigmas é que é fingimento, que as pessoas estão aumentando sua dor. Como psicóloga, preciso dizer, é difícil simular um quadro de sofrimento de médio a longo prazo. E isso é tão grave que estamos vendo o aumento das taxas de suicídio no país”, conclui a psicóloga Bianca Reis.


Ministro faz apelo por campanhas de educação cívica em emrpesas

Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), relatou nas redes sociais ter sido alvo de ameaça de morte feita por uma funcionária de uma companhia aérea. O caso ocorreu em um aeroporto de São Paulo na manhã desta segunda-feira (18). 

De acordo com Dino, a funcionária disse a um agente da polícia judicial que tinha a “vontade de xingá-lo”. Em seguida, ela acrescentou que seria “melhor matar do que xingar”.

“Recentemente, uma funcionária de uma empresa aérea, ao olhar um cartão de embarque com meu nome, manifestou a um agente de polícia judicial a vontade de me xingar. Em seguida se corrigiu: disse que seria melhor matar do que xingar. Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam de minha atuação no STF”, informou Dino.

O ministro também fez um apelo para que as empresas façam campanhas de educação cívica, principalmente, às vésperas das eleições de outubro.

“Cada um tem sua opinião, suas simpatias e o seu voto individual. Mas, um cidadão não pode ter receio de sofrer uma agressão de um funcionário de uma empresa, ao consumir um serviço ou produto. Pode ter sido um caso isolado. Porém, com o andar do calendário eleitoral, pode não ser. Então é melhor prevenir”, completou.

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Fachin

Em nota à imprensa, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, condenou a ameaça sofrida por Dino. 

Fachin prestou solidariedade ao ministro e afirmou que a divergência de ideias não pode abrir espaço para o ódio, à violência e à agressão pessoal.

“Impõe-se reafirmar os valores da civilidade, da tolerância e da paz social. O Brasil precisa de serenidade, espírito público e compromisso democrático, para que as diferenças possam coexistir dentro dos limites do respeito mútuo e da dignidade humana”, afirmou.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria do ministro não forneceu detalhes sobre a ocorrência.


Partido Democracia Cristã lançou o ex-ministro do STF como pré-candidato à Presidência, mas Aldo Rebelo rejeitou a mudança e afirmou que manterá sua candidatura até a convenção, mesmo que precise recorrer à Justiça

Foto: © Ueslei Marcelino / Reuters

Joaquim Barbosa entrou oficialmente no Democracia Cristã e passou a ser tratado pela legenda como pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão, no entanto, provocou uma disputa interna no partido, já que Aldo Rebelo afirmou que manterá sua pré-candidatura até a convenção partidária e não descartou recorrer à Justiça.

O anúncio foi feito pelo presidente nacional do partido, João Caldas, que afirmou ver em Joaquim Barbosa uma figura capaz de representar “união nacional” e recuperar a confiança da população nas instituições brasileiras.

Segundo dirigentes do partido, a entrada de Barbosa ocorreu após a avaliação de que a candidatura de Aldo Rebelo não conseguiu avançar nas pesquisas de intenção de voto desde o lançamento, no início do ano.

Apesar disso, Aldo Rebelo contestou a movimentação da sigla e afirmou que a decisão anunciada reflete apenas a posição do presidente do partido.

Em entrevista à TV Globo, o ex-ministro disse que seguirá como pré-candidato até a convenção nacional da legenda e afirmou que poderá judicializar a disputa interna caso seja necessário.

Rebelo também destacou que Joaquim Barbosa ainda não confirmou publicamente se pretende disputar a Presidência.

Procurado pela emissora, o ex-ministro do STF não comentou o assunto nem respondeu aos pedidos de entrevista.

Joaquim Barbosa integrou o Supremo entre 2003 e 2014 e ganhou projeção nacional durante o julgamento do mensalão. Ele deixou a Corte antes da aposentadoria compulsória, encerrando antecipadamente sua passagem pelo tribunal em julho de 2014.

Notícias ao Minuto


MPF pede que Caixa amplie pesquisa de registros financeiros

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um capítulo importante da história brasileira começa a ser desvendado. Pesquisas revelam registros financeiros de pessoas escravizadas no século 19 e indicam que esses valores podem ser quantificados, atualizados e restituídos para os descendentes. 

A hipótese é que o dinheiro depositado em contas da Caixa Econômica Federal tenha sido poupado para pagar a alforria de pessoas escravizadas até a abolição da escravidão, ocorrida há mais de 130 anos, em 1888.

Naquele momento, existiam no Brasil 723.419 pessoas escravizadas, conforme contabilizava a Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas – o Ministério da Agricultura da época.

Até o momento, o Ministério Público Federal (MPF) identificou 158 cadernetas de poupança abertas por escravizados no acervo histórico do banco. Para ampliar esse escopo, o MPF determinou que a Caixa forneça informações detalhadas sobre os registros financeiros de escravizados. 

O MPF quer saber qual equipe será envolvida pela Caixa na apuração, que metodologia será adotada, e qual a quantidade disponível dos chamados “livros de conta corrente”, com anotações de depósitos e saques dos ex-escravizados em poupança, existe no acervo do banco público. Os livros de conta corrente ainda contém a remuneração dos juros (6% a cada 6 meses).

Em nota, a Caixa informa que tem contribuído com o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro e apresentou, dentro do prazo requerido, todas as informações solicitadas. O banco público destacou ainda que a guarda, conservação e pesquisa do seu acervo histórico é um processo contínuo e permanente, efetuado por equipes multidisciplinares no âmbito da Caixa Cultural, com respeito aos limites e às condições materiais do acervo histórico.

“A Caixa reforça seu papel histórico na promoção da igualdade racial no país e dispõe de políticas estruturantes de combate ao racismo e a promoção da igualdade na sociedade brasileira”, reforçou, em nota. 

Maior que Copacabana

A papelada a ser investigada não diz respeito apenas ao século 19, mas à toda história do banco. Se dispostos lado a lado, os documentos para triagem se estendem por 15 quilômetros – medida 3,6 vezes maior que o iconográfico calçadão da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
 
De acordo com a historiadora Keila Grinberg, responsável pela estimativa da extensão dos documentos, a tarefa será separar o joio do trigo, verificar as condições do material, catalogar, analisar e tornar disponível para a sociedade.

“É preciso organizar apropriadamente, digitalizar, criar instrumentos de busca para que os pesquisadores e a população em geral possam consultar apropriadamente”, explica a professora do Departamento de História e Diretora do Center for Latin American Studies da Universidade de Pittsburgh (Pensilvânia, EUA).

A acadêmica e outros historiadores não têm estimativas de quantas cadernetas de poupança foram abertas na Caixa antes da abolição.

“Nem onde foi parar o dinheiro”, destaca a pesquisadora que colabora com o inquérito civil em trâmite na Procuradoria da República, no Rio, sobre os registros financeiros.

Segundo ela, a ação do MPF é justamente para fazer com que a Caixa organize e disponibilize a sua documentação, de forma que as pesquisas a respeito do tema possam avançar.

Para romper o silêncio

O avanço desejado pelos estudiosos da escravidão e pelos movimentos sociais negros é romper com sigilos históricos e com o senso comum que disfarça, oculta ou nega a segregação racial no Brasil, avalia o historiador Itan Cruz Ramos, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
 
“A estrutura das relações raciais no Brasil e do racismo seguem uma lógica do silêncio e da dissimulação, o que dá espaço para que aquela ideia de que no país, cada um é uma ilha de antirracismo mas cercada de racistas. Assim, o racismo está sempre no outro.”
 
No plano institucional, falsear a realidade se junta com apagar o passado – daí as dificuldades de localizar registros e recuperar a história. “As perdas, a degradação dos arquivos são projetos de um país que não quer lidar com o trauma e com o incômodo da escravidão, e também com a luta por direitos do povo negro brasileiro”, assinala o historiador.
 
“Na verdade, isso não é acidente, não é o acaso. O Brasil nunca deu tanta importância ao seu passado escravista a partir de lentes das pessoas negras. A escravidão sempre é vista como algo horrível que deve ficar no passado”, acrescenta Cruz Ramos.
 
Ele é autor de um artigo publicado em 2024 na Revista de História da Universidade de São Paulo (USP), que conta como o fundo nacional de emancipação, que a princípio tinha como finalidade auxiliar os escravizados na conquista da sua liberdade, acabou sendo apropriado por fazendeiros para pagar a importação de mão de obra europeia – em especial trabalhadores italianos, para as lavouras de café no sudeste do Brasil.
 
O fundo foi previsto para negros na Lei do Ventre Livre (1871) e foi desvirtuado na Lei do Sexagenário (1885). Após a abolição da escravatura (1888), deixou de ter destinação para reparar a escravidão, apesar de reinvindicações diretas de negros junto a autoridades como Ruy Barbosa, ministro da Fazenda e da Justiça no governo provisório do marechal Deodoro da Fonseca – o primeiro da República, proclamada em 1889.
 
O fundo de emancipação, que em 1889 guardava a quantia de 12.622:308$776 (doze mil, seiscentos e vinte e dois contos, trezentos e oito mil e setecentos e setenta e seis réis), desaparece nos anos iniciais da República, quando passa a ser chamado de ‘rendas especiais’ antes de sumir dos registros, descreve Itan Cruz Ramos.
 
Ferramenta disponível no site do Banco Central afirma que o valor “não possui equivalência direta ou conversão automática oficial para o Real atual (R$)”. Antes da Proclamação da República, entretanto, o valor superava o orçamento individual dos ministérios do Império, da Marinha, da Justiça, e dos Estrangeiros.
 
De acordo com o historiador Cruz Ramos, o campo de estudos sobre o tema está longe de esgotar suas fontes. “Há muito ainda a ser descoberto sobre a escravidão, mas também sobre a liberdade”.  Conclusão semelhante a que ele chega em seu artigo científico: “há muito dinheiro para seguir e descobrir.”

Agência Brasil.


Oferta é isca para capturar dados e cometer delitos

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou comunicado nesta terça-feira (12) alertando para o golpe do falso emprego. Segundo a entidade, criminosos assediam pessoas que estão procurando trabalho e oferecem o que parece ser “uma vaga imperdível”. A oferta enganosa é isca para capturar dados de candidatos.

De acordo com a Febraban, criminosos se passam por falsos recrutadores e também como integrantes de falsas agências de emprego enviando mensagens por WhatsApp, e-mail ou em redes sociais.

“Assim, obtêm fotos das vítimas, imagens de documentos, informações bancárias e assinaturas digitais”, alerta.

Além de dados, os golpistas podem pedir dinheiro para pagamento de taxa de inscrição, realização de falsos exames médicos ou pagamento de curso preparatório para a vaga que não existe.

Os riscos, além de perder dinheiro imediatamente com essas despesas fictícias, são as vítimas terem sua imagem usada em autenticações biométricas e, junto com documentos informações bancárias, os criminosos levantarem financiamentos em nome das pessoas que caíram no golpe.

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No golpe do falso emprego, os criminosos cometem estelionato, que é a vantagem ilícita para si ou para outra pessoa em prejuízo da vítima, furto mediante fraude e apropriação indébita. Os três delitos estão previstos no Código Penal.

No comunicado, a Febraban faz cinco recomendações para não cair no golpe do falso emprego:

  •  Desconfie de processos seletivos simplificados e da oferta de salários muito acima da média do mercado para as funções descritas.
  •  Antes de abrir links indicados em mensagens, verifique diretamente no site ou nas redes sociais da empresa se a vaga existe de fato.
  •  Confirme se o recrutador é autêntico e possui conexões reais. Se receber mensagens por e-mail verifique se o endereço é corporativo.
  •  Não envie foto de documento, dados bancários ou assinatura digital sem ter certeza da idoneidade da empresa.
  •  Não efetue qualquer tipo de pagamento zero: taxa de inscrição, exames ou cursos pré-contratação.

Fonte: agência Brasil


                      Redação representará o Brasil na fase internacional, na Suíça

Imagem: Emerson Nogueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

A estudante Liz Medeiros Mota, de 12 anos, do Colégio The British School of Brasília, é a vencedora da etapa nacional da 55ª edição do Concurso Internacional de Redação de Cartas. A aluna e a escola receberão premiações no valor de R$ 7,5 mil e R$ 7.875 mil, respectivamente, além de certificados e troféus.

Promovido anualmente pela União Postal Universal (UPU), com sede em Berna, na Suíça, o concurso é realizado no Brasil pelos Correios e ocorre em quatro etapas: escolar, estadual, nacional e internacional – esta última coordenada pela UPU. O objetivo é estimular a alfabetização, a criatividade e o desenvolvimento da escrita de crianças e adolescentes, por meio da redação de cartas, incentivando a reflexão crítica sobre temas contemporâneos.

O tema desta edição — “Escreva uma carta a um amigo explicando a importância das relações humanas em um mundo digital” — convidou os participantes a refletirem sobre seus vínculos e sobre como a comunicação pode promover empatia, gentileza e compreensão em uma sociedade cada vez mais mediada por telas.

Na redação vencedora, Liz aborda a importância das relações humanas com sensibilidade e criatividade, dialogando com o universo de Alice no País das Maravilhas. A autora constrói paralelos entre a obra literária e a realidade contemporânea para refletir sobre solidão, pressa, superficialidade e pertencimento nas interações digitais.

Surpresa com o resultado, Liz destacou a qualidade da competição. “Fiquei muito feliz com o resultado, mas também um pouco surpresa, porque sabia que o nível era muito alto e que havia muitos textos bons de alunos mais velhos”, afirmou. Para a estudante, o concurso foi mais do que uma disputa. “Foi um sentimento especial de ver que uma ideia que começou só comigo conseguiu chegar a outras pessoas e outros lugares. Mais importante do que ganhar foi perceber que não era só sobre ganhar, mas ser ouvida e compreendida, e eu acho que eu fui e isso é o que me deixa mais feliz”, completou.

Segundo a aluna, a mensagem central de sua carta trata do desejo de pertencimento e dos riscos de tentar se encaixar em padrões impostos no ambiente digital. Ao lembrar a cena em que rosas brancas são pintadas de vermelho para agradar à Rainha de Copas, Liz traça um paralelo com o uso de filtros e máscaras sociais nas redes. “Quis mostrar que relações verdadeiras não acontecem quando todos tentam ser iguais, mas quando cada um pode ser quem é, sem medo de não ser aceito ou julgado por ser diferente”, explicou.

Incentivo à criatividade dos jovens – Por meio do Concurso Internacional de Redação de Cartas, os Correios reforçam seu compromisso com a responsabilidade social e com o incentivo à educação. O desempenho consistente do Brasil no certame também evidencia a contribuição da iniciativa para ampliar a representatividade do país no cenário internacional, promovendo a formação cidadã de jovens estudantes.

Do ponto de vista postal, as cartas seguem como um símbolo poderoso de conexão humana. Escrever uma carta exige tempo, cuidado e intenção, permitindo a troca de experiências e emoções de forma profundamente pessoal. Nesse processo, destaca-se também o papel dos carteiros, que, ao levar mensagens a diferentes lugares, ajudam a fortalecer laços de confiança, solidariedade e pertencimento entre pessoas e comunidades.

O segundo e o terceiro lugares da etapa nacional ficaram com Luísa Scarpa Zanon, de 13 anos, do Colégio e Curso Gauss, de Barreiras (BA), e Nina Allers de Freitas, de 14 anos, do Colégio Espaço Verde, de Volta Redonda (RJ). As estudantes receberão prêmios de R$ 6 mil e R$ 4,5 mil, respectivamente, enquanto as escolas serão contempladas com R$ 6.375 mil e R$ 4.875 mil, além de certificados e troféus.

Nesta edição, os Correios também concederão menção honrosa aos alunos e às escolas que conquistaram o 4º lugar, Victor Hugo da Cunha, de 10 anos, da 1ª Escola de Tempo Integral Laudimiro de Jesus Tormin, Luziânia/GO, o 5º lugar, Neianne da Silva Souza, de 15 anos, do Colégio Salesiano São José, Natal/RN e o 6º lugar, João Pedro Weirich Almeida, de 14 anos, do Colégio Farroupilha, Porto Alegre/RS, com a entrega de certificados e um kit especial de selos.

Todas as informações sobre a 55ª edição do Concurso Internacional de Redação de Cartas estão disponíveis no site dos Correios.


Cantores tinham sido liberados da prisão por determinação do STJ

© MC Poze do Rodo/Instagram

A Justiça Federal decretou a prisão preventiva dos envolvidos na Operação Narcofluxo, entre eles os cantores MC Ryam SP e MC Poze do Rodo e o influenciador Rafael Souza Oliveira por suspeita de participação em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro

O pedido da nova prisão, aceito pela Justiça nesta quinta-feira (23), foi feito pela Polícia Federal (PF) após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) LINK 1 conceder habeas corpus aos investigados, também na quinta-feira. 

Segundo a PF, novos elementos que indicariam risco de continuidade das atividades criminosas e possível interferência nas investigações foram encontrados nas investigações. 

As prisões temporárias, decretadas no dia 15, foram agora convertidas em preventivas, que não tem prazo definido de duração.

A investigação da PF aponta que o grupo teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de apostas ilegais, rifas clandestinas e uso de empresas de fachada. 

As defesas ainda não se manifestaram oficialmente.

* Com informações da TV Brasil


Decisão para deixar prisão domiciliar cabe a Alexandre de Moraes

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta sexta-feira (24) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável ao pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para deixar a prisão domiciliar e fazer uma cirurgia no ombro.

O parecer atende pedido do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, que deu prazo de cinco dias para o procurador opinar sobre a questão.

“A Procuradoria-Geral da República não se opõe aos pedidos formulados por Jair Messias Bolsonaro, sem prejuízo da adoção das medidas de cautela reputadas necessárias”, opinou Gonet. 

De acordo com a defesa de Bolsonaro, o ex-presidente precisa passar por um procedimento cirúrgico para tratar uma lesão no manguito rotador do ombro direito. 

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o dia 24 de março, quando deixou o Hospital DF Star, em Brasília, após ser internado para tratar um quadro de pneumonia bacteriana.

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista. 

Antes da decisão que autorizou a prisão domiciliar, Bolsonaro cumpria pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O local é conhecido como Papudinha.

Com informações da agência Brasil.


Pequena parte do Centro-Oeste também pode ser atingida

© Agência Pará.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja, com grau de severidade avaliado como perigo, em razão de chuvas intensas em pelo menos nove estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O alerta, que começou a valer à 0h desta segunda-feira (20) e vigora até as 23h59 de hoje, cita chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora (mm/h) ou 50 e 100 milímetros por dia (mm/dia), além de ventos intensos que devem variar de 60 a 100 quilômetros por hora (km/h).

Segundo o Inmet, há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. As orientações, em caso de rajadas de vento, incluem não se abrigar debaixo de árvores, diante do risco de queda e de descargas elétricas, e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

“Se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia. Obtenha mais informações junto à defesa civil (telefone 199) e ao corpo de bombeiros (telefone 193)”, completou o instituto.

Emergência em Belém

O alerta inclui o município de Belém, que decretou estado de emergência em razão das fortes chuvas que atingem a capital paraense – foram mais de 150 milímetros (mm) em menos de 24 horas, volume classificado pela prefeitura como extremo.

“Belém registrou uma das chuvas mais intensas dos últimos dez anos”, informou a prefeitura em nota, ao acrescentar que acompanha, desde as primeiras horas de domingo (19), os impactos do temporal na cidade.

Ainda de acordo com o comunicado, a Defesa Civil coordena um comitê integrado, com o apoio do Corpo de Bombeiros, com o objetivo de garantir resposta rápida em todas as áreas da capital.

“As ações incluem reforço nos abrigos, atendimento às famílias atingidas, limpeza de canais e bueiros, além de intervenções emergenciais nos pontos de alagamento”, concluiu a prefeitura.

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