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Mineradora Serra Verde foi comprada por US$ 2,8 bi pela USAR

© Reuters/Dado Ruvic/ Proibida reprodução.

A empresa brasileira Serra Verde, que atua com mineração de terras raras, foi adquirida pela empresa USA Rare Earth (USAR), mineradora norte-americana, em negociação equivalente a cerca de US$ 2,8 bilhões. A compra foi anunciada nesta segunda-feira (20) pelas companhias.

Serra Verde opera a mina de Pela Ema, em Minaçu (GO), a única mina de argilas iônicas ativa do Brasil, em produção desde 2024. É também a única produtora das quatro terras raras pesadas mais críticas e valiosas fora da Ásia: Disprosio (Dy), Térbio (Tb) e Ítrio (Y). Mais de 90% da extração de terras raras mundiais são realizadas na China. 

Os materiais são usados para fabricação de ímãs permanentes utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas, robôs, drones, aparelhos de ar-condicionado de alta eficiência, como nas áreas de semicondutores, defesa, nuclear e aeroespacial.

De acordo com a mineradora brasileira, o negócio possibilitará a criação da maior empresa global do ramo. A produção em Goiás está em fase um e ainda é considerada modesta, mas a expectativa é dobrar em 2030.

“As operações de mineração e processamento da Serra Verde terão um papel central no estabelecimento da primeira cadeia de suprimentos de terras raras da mina ao ímã fora da Ásia, quando combinadas com as capacidades de mineração e “downstream” da USAR”, informou o grupo Serra Verde, em declaração ao mercado.

Contrato de 15 anos

O contrato prevê o fornecimento de 15 anos para abastecer uma Empresa de Propósito Específico (“SPV”), capitalizada por diversas agências do governo dos Estados Unidos, bem como por fontes de capital privado, para 100% de sua produção da Fase I com preços mínimos garantidos para as terras raras magnéticas.

“O Acordo de Fornecimento proporciona fluxos de caixa seguros e previsíveis para a Serra Verde, reduzindo riscos, apoiando investimentos e apoiando seu desenvolvimento com sucesso”, afirma a nota do USAR.

Segundo o comunicado, o acordo possibilitará a criação de “uma empresa multinacional líder em terras raras de mineração de mina ao ímã, com oito operações, no Brasil, EUA, França e Reino Unido e com capacidades operacionais ativas em toda a cadeia de suprimentos de terras raras leves e pesadas, incluindo mineração, processamento, separação, metalização e fabricação de ímãs.” 

“Esses marcos são um ponto positivo significativo para o Brasil e demonstram a capacidade do país de desempenhar um papel de liderança no desenvolvimento das cadeias globais de suprimentos de terras raras. As garantias de fornecimento, assim como a combinação com a USAR, validam a qualidade da Serra Verde: nossa operação única, nossos colaboradores e seu compromisso com práticas responsáveis”, disse Ricardo Grossi, presidente da Serra Verde Pesquisa e Mineração e COO do Grupo Serra Verde.

O mercado recebeu bem o anúncio. Por volta das 15h30, as ações da USAR na Nasdaq registravam alta de mais de 8%. A aquisição mantém a equipe da empresa brasileira, com dois de seus executivos incorporados na diretoria da USAR, Sir Mick Davis e Thras Moraitis, respectivamente o Presidente do Conselho e o CEO do Grupo Serra Verde.

Em vários discursos, Donald Trump tem abordado a questão das terras raras e criticado a dependência mundial da produção chinesa, o que tem gerado divergências com Pequim. 


Dados estão no Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, 20, pelo Banco Central

Sede do Banco Central (BC) do Brasil em Brasília | Foto: Raphael Ribeiro/BCB
Sede do Banco Central do Brasil em Brasília | Foto: Raphael Ribeiro/BCB

Os analistas de mercado que participam do Relatório Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC), projetam alta da taxa de juros em 2026 e 2027. Os dados constam do boletim divulgado nesta segunda-feira, 20.

Além disso, pela sexta semana consecutiva, os analistas estimam alta da inflação para 2026.

Alta da taxa de juros e aumento da inflação

Segundo a projeção do Focus, a Selic, taxa básica de juros da economia, deve fechar este ano a 13%, ante a projeção de 12,5% na semana anterior. Para 2027, a projeção é de 11%, ante a estimativa de 10,5% há sete dias. 

Já em relação à inflação, a projeção desta semana é que o IPCA feche o ano em 4,8%, ante 4,71% estimado na semana anterior.

Também há perspectiva de alta da inflação para 2027. O índice deve fechar o ano que vem em 3,99%, ante 3,91% na semana passada.

Dados do Focus desta semana

O Relatório Focus também mostra uma perspectiva de alta do crescimento da economia em 2026. O Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 1,86%, ante a projeção de 1,85% na semana anterior. Para 2027, foi mantida a projeção de crescimento de 1,8%. 

Já o dólar deve fechar o ano em R$ 5,30, projeção mais baixa do que há sete dias, de R$ 5,37.

Relatório Focus de 17/4/2026, divulgado nesta segunda, 20 | Foto: Reprodução/Banco Central
Relatório Focus de 17/4/2026, divulgado nesta segunda, 20 | Foto: Reprodução/Banco Central

Divulgado toda segunda-feira pelo Banco Central, o Relatório Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. 

O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do BC.

Informações Revista Oeste


Rio de Janeiro (RJ), 28/09/2023 - Navio-plataforma P-71, instalado no campo de Itapu, no pré-sal da Bacia de Santos, a 200 km da costa do Rio de Janeiro. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Decisão é do presidente do TRF2, Luiz Paulo da Silva Araújo Filho

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta sexta-feira (17) que a Justiça Federal no Rio de Janeiro suspendeu a decisão que proibiu a cobrança da alíquota de 12% de imposto sobre a exportação de petróleo.

A decisão foi proferida pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), desembargador Luiz Paulo da Silva Araújo Filho.

O magistrado concordou com os argumentos apresentados pela AGU, que alegou que a proibição de cobrança pode causar grave lesão à economia.

A cobrança do imposto foi questionada na Justiça por cinco empresas multinacionais de petróleo: Total Energies (França), Repsol Sinopec (Espanha e China), Petrogal (Portugal), Shell (anglo-holandesa) e Equinor (Noruega).

“As impetrantes possuem plena capacidade econômica para arcar com a exigência tributária, bem como poderão pleitear repetição de indébito, caso a juridicidade da exigência não se confirme ao final”, decidiu o desembargador.

A cobrança de 12% de Imposto de Exportação consta na Medida Provisória (MP) 1.340/2026, publicada em 12 de março.

A MP foi editada pelo governo federal como uma tentativa de conter a escalada no preço de derivados de petróleo no país, notadamente o óleo diesel, em meio à guerra no Oriente Médio, que levou distúrbios à cadeia produtiva do petróleo, diminuindo a oferta do óleo.

Informações Agência Brasil


Medida amplia limite de renda a R$ 13 mil e eleva teto de imóveis até R$ 600 mil

Censo aponta que o número de pessoas que moram sozinhas cresceu | Foto: Beth Santos/Secretaria Geral da PR
Mudança teve aval do Conselho Curador do FGTS | Foto: Beth Santos/Secretaria Geral da PR 

Famílias com renda mensal de até R$ 13 mil passam a acessar o Minha Casa, Minha Vida a partir de quarta-feira, 22, quando a Caixa Econômica Federal inicia a aplicação das novas regras. A ampliação insere a classe média na política habitacional.

As mudanças têm aval do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)e regulamentação do Ministério das Cidades.

Nesta semana, o governo Lula anunciou aporte de R$ 20 bilhões no programa habitacional. A medida aumenta para R$ 200 bilhões o orçamento total. A ampliação busca sustentar a meta de financiar 3 milhões de moradias até dezembro.

A gestão petista diz que o reforço financeiro deve acelerar a contratação de novos financiamentos ainda em 2026. Com o resultado, os recursos vão vir do Fundo Social.

Regras reduzem juros e ampliam acesso

Os novos limites elevam o valor dos imóveis. Na faixa 3, o teto sobe para R$ 400 mil. A nova categoria voltada à classe média permite financiamentos de até R$ 600 mil. As faixas 1 e 2 mantêm o limite de até R$ 275 mil, com variações conforme a localidade.

As novas condições abrangem imóveis compactos e unidades de padrão médio, com dois ou três dormitórios.

O valor máximo de venda de imóveis usados na faixa três também foi reduzido para R$ 270 mil, de um limite anterior de R$ 350 mil | Foto: Divulgação/Cidades
Famílias que possuem renda de aproximadamente R$ 3 mil saem da Faixa 2 e param para a Faixa 1 | Foto: Divulgação/Cidades

As alterações também reorganizam o enquadramento das famílias e deslocam parte dos beneficiários para faixas com juros menores.

Famílias com renda próxima de R$ 3 mil deixam a faixa 2 e passam para a faixa 1. A mudança reduz, no mínimo, 0,25 ponto porcentual nas taxas de financiamento e diminui o custo total ao longo do contrato.

A Caixa libera a simulação nas novas condições no site e no aplicativo Habitação Caixa a partir de 22 de abril.

O cálculo considera a renda bruta familiar mensal, que reúne os ganhos de todos os integrantes do financiamento que residem no imóvel, antes de descontos como INSS e Imposto de Renda.

Informações Revista Oeste


Projeto enviado ao Congresso eleva piso, permite crescimento de gastos e mantém exclusões na meta fiscal

CNI FGC: dinheiro extra para proteger o sistema financeiro | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
A proposta será analisada pela Comissão Mista de Orçamento e pelo plenário do Congresso | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo 

governo federal prevê salário mínimo de R$ 1.717 em 2027. O valor supera em R$ 96 o piso atual, fixado em R$ 1.621.

A estimativa consta no Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), enviado ao Congresso na quarta-feira, 15. O valor final ainda depende da inflação medida pelo INPC em novembro.

Proposta amplia gastos e mantém ajustes na meta fiscal

O texto define regras para a elaboração do orçamento federal. A proposta será analisada pela Comissão Mista de Orçamento e pelo plenário do Congresso.

O reajuste segue a política de valorização do salário mínimo. O piso acompanha inflação e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Como referência para benefícios previdenciários e sociais, o aumento pressiona as despesas públicas.

A proposta prevê superávit primário de 0,5% do PIB em 2027, equivalente a R$ 73,2 bilhões. O cálculo considera receitas maiores que despesas e desconsidera os juros da dívida.

O arcabouço fiscal admite margem de tolerância de 0,25 ponto percentual. O resultado pode cair até esse limite sem descumprir a meta.

A meta supera a deste ano, fixada em 0,25% do PIB, com possibilidade de resultado zero. O governo projeta avanço até 2028, com expectativa de superávit de 1% do PIB. Ao mesmo tempo, o arcabouço permite crescimento real das despesas até 2,5% ao ano. Para 2027, o teto alcança R$ 2,54 trilhões.

O texto inclui 39,4% das despesas com precatórios na meta fiscal. O percentual supera o mínimo constitucional. Mesmo assim, R$ 57,8 bilhões permanecem fora do cálculo da meta.

A proposta também impõe restrições a benefícios tributários e estabelece limites para despesas com pessoal. Uma das travas impede aumento real desses gastos acima de 0,6% da inflação.

O projeto prevê crescimento do PIB de 2,56% e inflação de 3,04%. A taxa Selic aparece em 10,55% ao ano nas estimativas.

Informações Revista Oeste


© Fernando Frazão/Agência Brasil

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) registra a primeira queda no preço médio do diesel comum após o começo da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, iniciada no dia 28 de fevereiro. 

De acordo com levantamento semanal feito pela agência entre domingo (5) e este sábado (11), o preço médio cobrado pelos postos ficou em R$ 7,43, redução de R$ 0,02. Na semana anterior, o litro do combustível foi vendido a R$ 7,45.

O litro da gasolina comum foi vendido a R$ 6,77 no mesmo período. Na semana passada, o preço do combustível ficou em R$ 6,78.

O etanol também teve redução de R$ 0,01 e passou de R$ 4,70 para R$ 4,69, o litro.

Pacote

Na segunda-feira (6), o governo federal anunciou um pacote de medidas para reduzir os impactos da alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.

Entre as principais medidas está a criação de uma subvenção de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel, com divisão igual de custos entre União e estados.

Também foi anunciada uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil.


As apostas podem ser registradas até as 20h nas lotéricas credenciadas pela Caixa Econômica

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/ARQUIVO

O concurso 2.995 da Mega-Sena será sorteado neste sábado (11), a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista.

O prêmio principal está estimado em R$ 40 milhões. Por se tratar de um concurso com final cinco, o valor recebe um adicional acumulado das arrecadações dos cinco sorteios anteriores.

As apostas podem ser registradas até as 20h (horário de Brasília), nas lotéricas credenciadas pela Caixa Econômica Federal em todo o país ou pela internet, por meio do site oficial das Loterias Caixa.

O sorteio será transmitido ao vivo pelos canais da Caixa no YouTube e no Facebook. A aposta simples, com seis números, custa R$ 6.

Informações Bahia.ba


Grupos responsáveis pelo aumento foram transportes e alimentação

© Paulo Pinto/Agência Brasil

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), atingiu 0,88%. Resultado foi 0,18 ponto percentual (p.p) mais alto que em fevereiro, quando foi registrado 0,70%. O avanço foi puxado pelos preços dos grupos transportes e alimentação e bebidas. Juntos responderam por 76% do IPCA do mês.

No ano, o IPCA acumula avanço de 1,92% e, nos últimos 12 meses, de 4,14%. O percentual está acima dos 3,81% atingidos nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março do ano passado, o IPCA registrou 0,56%.

Os dados do indicador foram divulgados nesta sexta-feira (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O aumento de 4,59% na gasolina foi o fator mais relevante para o desempenho dos preços dos transportes, o que provocou impacto de 0,23 p.p. na inflação do mês. A passagem aérea (6,08%) e o diesel (13,90%), também pesaram apesar de menor influência no índice geral.

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As maiores altas em alimentação e bebidas, ficaram com os subitens Leite longa vida (11,74%) e Tomate (20,31%), que representam respectivamente impactos de 0,07 e 0,05 p.p. sobre o IPCA do mês. Juntos, esses cinco subitens foram responsáveis por 0,43 pontos percentuais do IPCA de março (0,88%).

Conforme o IBGE, os nove grupos de produtos e serviços do IPCA apresentaram elevações em março. O mais significativo (1,64%) foi o de transportes, tendo na sequência o de alimentação e bebidas (1,56%). Os outros avanços “oscilaram entre 0,02%, em educação e 0,65%, em despesas pessoais”.

Para o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, já é possível verificar o efeito das incertezas no cenário internacional em alguns subitens, principalmente nos combustíveis. O gerente destacou ainda que “no grupo alimentação, em especial na alimentação em casa, a aceleração no nível de preços foi mais evidente, com a alta de 1,94%, a maior desde abril de 2022 (2,59%), combinando efeitos de redução de oferta de alguns produtos com altas do frete, em decorrência dos combustíveis mais caros”

O IPCA aponta a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal de 1 e 40 salários mínimos.

INPC

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) alcançou 0,91% em março. Com isso, ficou 0,35 p.p. acima do resultado de fevereiro (0,56%). No ano, o INPC acumula alta de 1,87% e, nos últimos 12 meses, de 3,77%. O percentual ultrapassa os 3,36% acumulados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2025, o INPC chegou a 0,51%.  

O terceiro grupo com maior variação de preços em março foi o de despesas pessoais (0,65%), impactado pelo subitem cinema, teatro e concertos (3,95%). Já na alta de 0,42% no grupo saúde e cuidados pessoais (0,42%) houve influência da subida em plano de saúde (0,49%).

A elevação da energia elétrica residencial (0,13%) levou o grupo habitação, a registrar variação de 0,22% em março. Nela, estão embutidos os reajustes médios de 6,92% e 14,66% nas concessionárias no Rio de Janeiro (3,09%), a partir de 15 de março. “No mês, manteve-se a bandeira tarifária verde, sem custo adicional para os consumidores”, completou o IBGE.

Segundo o IBGE, a taxa de água e esgoto (0,24%) no grupo habitação, incorpora a alta de 6,21% em uma das concessionárias de Porto Alegre (2,18%), a partir de 23 de fevereiro. Já no gás encanado (-0,10%), que caiu 0,25%, em Curitiba contou com a contribuição da redução de 4,01% nas tarifas, a partir de 1° de fevereiro. No Rio de Janeiro, a variação de -0,24% foi influenciada pela queda de 4,44% nas tarifas, desde 1º de fevereiro.

Regiões

Salvador registrou maior variação (1,47%) entre os índices regionais, muito impactado pelo avanço da gasolina (17,37%) e das carnes (3,56%). Em sentido contrário, a menor variação (0,37%) foi em Rio Branco, beneficiada pela redução na energia elétrica residencial (-3,28%) e das frutas (-3,72%).

Também no INPC, Salvador foi entre os índices regionais que teve a maior variação (1,52%). A principal influência foi a subida da gasolina (17,37%) e do tomate (49,25%). O indicador repetiu ainda o comportamento do IPCA, tendo a menor variação em Rio Branco (0,33%). O motivo foi a queda da energia elétrica residencial (-3,28%) e do óleo de soja (-6,46%).

Conforme o IBGE, o cálculo do índice do mês, comparou “os preços coletados no período de 4 de março de 2026 a 31 de março de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de janeiro de 2026 a 3 de março de 2026 (base)”.

Desde 1979 que o IBGE calcula este indicador, que se refere “às famílias com rendimento monetário de 1 a 5 salários mínimos, sendo o chefe assalariado”. O INPC abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

Fonte: agência Brasil


Alta dos juros e fim do auxílio emergencial ampliam endividamento; governo busca alternativas para reduzir dívidas e facilitar crédito

Uso do crédito rotativo dispara no Brasil e se aproxima de R$ 400 bilhões

 O uso do crédito rotativo do cartão, considerado o mais caro do mercado, disparou após a pandemia de Covid-19 e se aproximou de R$ 400 bilhões em 2025, segundo o Banco Central do Brasil. A modalidade é apontada como um dos principais fatores do alto endividamento no país.

Atualmente, cerca de 101 milhões de brasileiros utilizam cartão de crédito, e aproximadamente 40 milhões estavam com dívidas no rotativo em janeiro. A inadimplência é elevada: 63,5% dos valores não foram pagos, enquanto os juros chegaram a 436% ao ano em fevereiro, muito acima de outras linhas de crédito.

O rotativo é acionado quando o consumidor não paga o valor total da fatura. Especialistas recomendam evitar essa modalidade e quitar o valor integral sempre que possível. Em 2024, governo e Congresso limitaram a dívida: o total a pagar não pode ultrapassar o dobro do valor original.

Após o fim do Auxílio Emergencial e com a alta da inflação, o uso do rotativo cresceu significativamente. O governo busca alternativas para reduzir o endividamento e ampliar o acesso a crédito mais barato, como o consignado para trabalhadores do setor privado, enquanto discute novas medidas para tornar o sistema mais sustentável.

Informações Metro1


Preço da cesta básica subiu em 27 capitais

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os custos para aquisição dos alimentos da cesta básica subiram nas 27 capitais, segundo monitoramento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). São Paulo permanece com o maior valor apurado, de R$ 883,94, enquanto Aracaju tem a cesta mais barata, uma média de R$ 598,45.

Os alimentos com maior impacto foram o feijão, a batata, o tomate, a carne bovina e o leite, todos com aumento, sendo que os três primeiros tiveram impacto decisivo das chuvas nas principais regiões produtoras. Na contramão, o açúcar teve queda no custo médio em 19 cidades, relacionada ao excesso de oferta. 

Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, as cidades com aumento mais expressivo foram Manaus (7,42%), Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%), Aracaju (6,32%), Natal (5,99%), Cuiabá (5,62%), João Pessoa (5,53%) e Fortaleza (5,04%). Entre os valores nominais, além da capital paulista há destaque para as cidades do Rio de Janeiro (R$ 867,97), de Cuiabá (R$ 838,40), Florianópolis (R$ 824,35) e Campo Grande (R$ 805,93), com as demais capitais tendo valores médios abaixo do patamar dos R$ 800.

Com o salário mínimo a R$ 1.621,00 o trabalhador nessas cidades precisa de cerca de 109 horas para custear a cesta. Ainda que alto, o valor apresentou queda se comparado à renda, em relação ao ano passado.

“Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas em março de 2026, 48,12% do rendimento para adquirir os itens alimentícios básicos e, em fevereiro, 46,13% da renda líquida. Em março de 2025, considerando as 17 capitais analisadas, o percentual médio ficou em 52,29%”, indicou o levantamento.

Em março, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 97 horas e 55 minutos, enquanto em fevereiro era de 93 horas e 53 minutos. Se comparado com março de 2025, considerando o conjunto restrito de 17 capitais analisadas, a jornada média foi de 106 horas e 24 minutos.

O estudo permite comparar, ainda, o aumento desde o ano passado, e aponta que houve alta em 13 cidades e queda em quatro nos últimos 12 meses, com destaque para os aumentos em Aracaju (5,09%), Salvador (4,51%) e Recife (4,38%). As principais reduções ocorreram em Brasília (-4,63%) e Florianópolis (-0,91%). A comparação de intervalo anual é limitada a 17 capitais, pois o Dieese não realiza levantamentos mensais nas cidades de Boa Vista, Cuiabá, Macapá, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, São Luiz e Teresina.

Regime de chuvas

O estudo indica que o valor do feijão subiu em todas as cidades. O grão preto, pesquisado nos municípios da Região Sul, do Rio de Janeiro e de Vitória, apresentou alta, com percentuais entre 1,68%, em Curitiba, e 7,17%, em Florianópolis. Para o grão carioca, coletado nas demais capitais, os aumentos ficaram entre 1,86%, em Macapá, e 21,48%, em Belém. A alta do feijão ocorreu devido à restrição de oferta, por dificuldades na colheita, redução de área na primeira safra e expectativa de menor produção na segunda safra, mostra o levantamento.

“Quando a gente vê um aumento de preços, tende a pensar que os produtores estão lucrando mais, mas nesses casos menos produtores têm o produto e aí podem estar vendendo por mais, só que o que aconteceu bastante neste ano é que quem plantou, por exemplo, 60 sacas colheu apenas 30 ou 40. O clima prejudicou no Paraná e na Bahia, e a gente tem uma área plantada menor”, explicou Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe).

Lüders lembrou que a produção ainda tem atraso considerável em outras áreas, como Mato Grosso do Sul, onde o excesso de chuvas levou a uma janela menor entre culturas e forçou a substituição por um tipo de feijão preto destinado principalmente ao mercado indiano.

“Os números que a gente tem hoje não refletem a nossa realidade, a gente tem tido menos o carioca, pois é um feijão que o governo não garante preço, já que o preço mínimo existe para enfeite, o produtor não se beneficia em nenhum momento disso não há mercado externo”. Esses fatores levaram a uma diferença considerável entre o feijão carioca e o feijão preto, variedades mais procuradas nos maiores mercados.

O grão carioca chega a ser vendido hoje a R$ 350 a saca, com possibilidade de queda de fato a partir dos meses de agosto, setembro e outubro, quando se colhe a safra irrigada. O feijão preto ainda tem um valor melhor, em torno de R$ 200 a 210 a saca, pois há muito estoque das duas colheitas de 2025, mas esse excedente será pressionado já que se plantou pouco na segunda safra, que é a do começo do ano, e a cultura sofreu impacto da chuva forte no Paraná. A expectativa é de uma inversão de preços, com o feijão preto mais caro do que o carioca em 2026. 

“Isso é terrível para os produtores. A exportação diminuiu em 2025, isso é cíclico. O estímulo para plantar o feijão carioca é muito grande, e isso é um risco pois pode derrubar o preço”, complementa o analista.  

A estimativa da Conab indica uma produção superior a 3 milhões de toneladas, com avanço de 0,5% em relação ao ciclo 2024/2025. O impacto do aumento do custo de fertilizantes e de combustíveis ainda não foi sentido pelo setor, o que aumenta a incerteza. Há expectativa de aumento global dos valores de alimentos.

Salário mínimo 

O Dieese também mostra o valor ideal do salário mínimo. Para isso, considera a cesta mais cara, em São Paulo e os custos básicos que dariam conta das necessidades garantidas na Constituição para o trabalhador e sua família: alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em março, o valor para uma família de quatro pessoas seria R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo vigente. Em fevereiro, o valor necessário era de R$ 7.164,94 e correspondeu a 4,42 vezes o piso mínimo. Na comparação com março de 2025 o mínimo necessário seria de R$ 7.398,94 ou 4,87 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.518,00.

Com informações da agência Brasil

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