Os Estados Unidos informaram ao governo brasileiro que poderão reduzir o tarifaço sobre produtos do Brasil caso o país aceite atender a uma série de exigências. A proposta inclui zerar tarifas para empresas americanas dos setores industrial, químico, aeroespacial e automotivo. A nova taxa entra em vigor em 22 de julho.

Além dessas condições, os americanos defenderam o fim da tarifa sobre o etanol, a não regulamentação das plataformas digitais e a inclusão do Pix nas negociações comerciais entre os dois países.

No Palácio do Planalto, integrantes do governo classificaram a proposta como “indigna” e “inaceitável”.

Segundo esses auxiliares, aceitar as exigências dos Estados Unidos causaria um impacto maior para a economia brasileira do que o provocado pelo próprio tarifaço. Pelos cálculos iniciais do governo, as novas tarifas devem atingir cerca de 18% das exportações brasileiras para o mercado americano.

A medida também provocou disputa política no Brasil. A oposição atribui o aumento das tarifas a falhas na condução das negociações pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já integrantes do Planalto afirmam que a decisão dos Estados Unidos tem motivação política e ideológica.

Desde o anúncio do primeiro pacote de tarifas, a diplomacia brasileira realizou mais de 30 contatos com autoridades americanas, entre reuniões presenciais, videoconferências e conversas por telefone. Mesmo com a avaliação de que haverá pouca margem para avanços nas negociações, o governo pretende manter o diálogo para tentar reduzir os impactos sobre os setores brasileiros afetados.

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Foto: Ricardo Stuckert / PR


Termina nesta quarta-feira (15) o prazo para que os Estados Unidos decidam se colocarão em prática novas tarifas sobre produtos brasileiros. Nos bastidores, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha com a expectativa de que a taxação seja confirmada e aposta que a Casa Branca estabeleça um período de implementação da medida, além de divulgar uma lista de exceções.

Nesta terça (14), representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), da Assessoria Especial da Presidência da República e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, realizaram a quinta rodada de negociações sobre o tema.

Durante o encontro, o governo brasileiro voltou a afirmar que considera o tarifaço injustificado. Apesar das conversas, Jamieson Greer avaliou na última semana que um entendimento entre os dois países ainda estava distante.

A discussão teve início após uma investigação do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que acusa o Brasil de adotar práticas que restringem o comércio com os norte-americanos. Entre os pontos citados estão questões relacionadas ao desmatamento ilegal, à pirataria e ao sistema de pagamentos Pix. Como consequência, foi proposta uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

Além dessa medida, o governo americano também anunciou uma taxa extra de 12,5% para países que, segundo Washington, apresentam falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil.

A expectativa do governo brasileiro é que, caso as tarifas sejam oficializadas, o processo siga um cronograma semelhante ao adotado no ano passado. Na ocasião, Donald Trump anunciou o aumento das tarifas sobre produtos brasileiros em julho, mas a medida só foi formalizada semanas depois e entrou em vigor após um período de adaptação, acompanhado de uma lista de produtos isentos.

Outro fator acompanhado pelo Planalto é a pressão de empresas americanas que dependem de importações brasileiras. Segundo o Itamaraty, ao menos 43 empresas e associações comerciais dos Estados Unidos solicitaram que determinados produtos brasileiros sejam excluídos das sobretaxas, alegando que não existem fornecedores equivalentes no mercado interno.

*Secom
Foto: EFE/EPA/AARON SCHWARTZ / POOL


O governo de Donald Trump deve anunciar nos próximos dias a decisão sobre a aplicação de novas tarifas a exportações brasileiras, com base na investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que apura práticas comerciais consideradas desleais.

Embora mantenham as negociações, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) veem pouca possibilidade de reversão do tarifaço.

Na última sexta-feira (10/7), o petista se reuniu com os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, responsáveis por conduzirem as negociações com os norte-americanos. Na ocasião, Lula e auxiliares projetaram cenários para a decisão de Trump, que deverá ser divulgada na quarta-feira (15/7).

O Palácio do Planalto trabalha com duas possibilidades: a primeira, e a mais provável, é que haverá taxação — resta saber o alcance da medida em relação ao percentual e os produtos que serão afetados.

Em junho, a investigação do USTR sugeriu a aplicação de tarifa de 25% sobre importações brasileiras para o EUA. O processo tem como base a Seção 301 da Lei de Lei de Comércio de 1974. Entre as práticas investigadas, estão uso do Pix, desmatamento ilegal e regras de proteção de propriedade intelectual.

A avaliação do governo brasileiro é que os negociadores norte-americanos não devem levar em consideração os argumentos técnicos apresentados e, portanto, os países estão longe de um entendimento.
A mesma impressão foi compartilhada pelo chefe do USTR, Jamieson Greer, na última semana. Em entrevista à Fox Business, ele reconheceu que há “muita distância” entre as partes e pontuou que a decisão está próxima de ser tomada.

“Esta semana tivemos nossa última audiência, e eu estou em contato com os brasileiros, estamos tentando negociar, mas eu acho que há muita distância entre nós, então você verá a decisão final sobre o Brasil muito em breve”, disse Greer.

Antes do prazo final para a aplicação das tarifas, na quarta-feira (15/7), Greer e ministros brasileiros devem ter nova reunião para discutir o tema.

Um segundo cenário projetado pelo Palácio do Planalto é que os americanos decidam adiar a imposição da tarifa em um gesto ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República. A possibilidade é vista como remota, mas não impossível.

Isso porque a administração Trump demonstra ser imprevisível e, além disso, existe lobby por parte da ala ideológica do Departamento de Estado para tentar influenciar o processo eleitoral brasileiro.

Flávio viajou a Washington para participar da audiência que discutiu o tarifaço, na última semana. Durante a reunião, ele argumentou que esse seria o “pior momento possível” para a imposição da taxa e alegou que a medida beneficiaria Lula eleitoralmente. Antes, o senador havia pedido que o governo norte-americano adiasse a taxação pelo menos até as eleições.

A gestão Lula repudiou o gesto e voltou a acusar Flávio de traição à pátria. “Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”, diz nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).

Em ambos os cenários, o governo brasileiro ainda avalia como vai reagir. A orientação de Lula é que se mantenha as negociações até o fim. Somente após a decisão do dia 15 de julho, o Planalto vai definir a resposta.

*Metrópoles
Foto: Andrew Harnik/Getty Images


A produção industrial caiu 0,2% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, informou nesta sexta-feira (3), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio abaixo do esperado. A mediana da pesquisa Projeções Broadcast indicava alta de 0,2%, com estimativas que variavam de queda de 0,3% a avanço de 1%.

Na comparação com maio de 2025, a produção também ficou aquém da mediana (alta de 1,2%), com piso de retração de 0,1% e teto de aumento de 3,3%. A Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) registrou aumento em 16 dos 25 ramos industriais analisados em maio ante abril. Em comparação a maio de 2025, houve queda em 17 dos 25 ramos.

Entre os destaques negativos, o IBGE chama atenção para impressão e reprodução de gravações (-10,1%), máquinas e equipamentos (-9,5%), equipamentos de informática (-8,7%). O órgão também frisou o recuo observado em produtos alimentícios (-3,7%).

Segundo o economista Leonardo Costa, do ASA, as principais influências negativas para a produção industrial em maio vieram de segmentos sensíveis aos impactos do conflito no Oriente Médio, que, após um primeiro trimestre forte, deve desacelerar. Para Costa, na abertura por categorias, os destaques negativos ficaram com bens de consumo semi e não duráveis, que tiveram queda de 1,3% nesta leitura.

*AE
Foto: Pexels/Anamul Rezwan


A Bahia apresentou aumento no número de pessoas inadimplentes em maio de 2026, contrariando o cenário observado em âmbito nacional, onde o avanço do endividamento ocorreu de forma mais moderada. Levantamento divulgado pela Serasa aponta que o total de baianos com restrições no nome passou de 5,11 milhões para 5,17 milhões no período.
O crescimento de 1,21% coloca a Bahia entre os estados do Nordeste que registraram elevação na quantidade de consumidores negativados, juntamente com Pernambuco e Sergipe. No país, entretanto, o aumento foi o menor verificado desde o início deste ano.
Segundo a Serasa, as pendências relacionadas a instituições financeiras continuam liderando o ranking das dívidas, representando uma parcela significativa dos débitos acumulados pelos brasileiros. Especialistas apontam que o uso frequente do crédito para cobrir despesas básicas e a falta de planejamento financeiro contribuem para o agravamento da situação.
O cartão de crédito segue entre os principais responsáveis pelo endividamento das famílias. Atualmente, o Brasil conta com mais de 243 milhões de cartões ativos, movimentando mais de R$ 3,1 trilhões por ano.
Os dados também mostram que a inadimplência na Bahia acumula alta de 2,69% ao longo de 2026. Para auxiliar os consumidores, a Serasa mantém iniciativas de renegociação de débitos e canais específicos para regularização das pendências financeiras.

*Bahia.ba


A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do país em 2026 subiu de 5,09% para 5,11%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Banco Central. A estimativa supera o teto da meta de inflação, fixado em 4,5%, e foi elevada pela 13ª semana seguida.

De acordo com analistas, a guerra no Oriente Médio tem pressionado os preços dos combustíveis e contribuído para a alta das projeções. Em abril, o IPCA registrou inflação de 0,67%, acumulando 4,39% em 12 meses, ainda dentro do intervalo de tolerância da meta. O resultado de maio será divulgado pelo IBGE na próxima sexta-feira (12).

Para controlar a inflação, o Banco Central utiliza a taxa Selic, atualmente em 14,5% ao ano. O mercado passou a projetar juros de 13,5% ao ano no fim de 2026, acima da estimativa anterior de 13,25%.

O Boletim Focus também elevou ligeiramente a previsão de crescimento da economia brasileira neste ano, de 1,9% para 1,91%. Já a expectativa para o dólar foi mantida em R$ 5,15 ao final de 2026.

*Metro1
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil


Prejuízo quase dobrou desde 2022; estudo sinaliza que criminosos migraram para golpes na bomba com o aumento da fiscalização

GASOLINA E DIESEL DEVEM TER REAJUSTES
Os criminosos também aplicam golpes com propaganda enganosa | Foto: Maurício/FotoArena/Estadão conteúdo 

As fraudes operacionais em postos de gasolina geram um prejuízo de R$ 27 bilhões aos consumidores, segundo levantamento feito pela Fundação Getulio Vargas Energia em parceria com o Instituto Combustível Legal (ICL). Os golpes incluem a adulteração de combustíveis e fraudes na quantidade entregue.

O prejuízo pessoal é quase o dobro do registrado em 2022. Naquela época, as perdas dos motoristas somavam R$ 15 bilhões.

Para o ICL, as organizações criminosas mudaram de estratégia. Elas começaram a focar diretamente no consumidor final. A mudança ocorreu devido ao aumento da fiscalização contra a sonegação de impostos.

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O presidente do instituto, Emerson Kapaz, classificou a dinâmica como um “efeito balão”. Segundo ele, a pressão contra o crime em uma área gerou o deslocamento do problema.

“O que estamos vendo é um deslocamento do problema. O mercado irregular está migrando para fraudes operacionais”, explicou Kapaz ao jornal Folha de S.Paulo.

Fraudes de quantidade superam as de qualidade em postos

O avanço das irregularidades também aparece nos indicadores oficiais da Agência Nacional do Petróleo. Os testes revelam o crescimento rápido dos golpes em todo o país.

O índice de desconformidade nos combustíveis saltou de 2,7% em 2022 para 4% em 2024. A maior parte das ocorrências envolve a chamada fraude volumétrica. Isso significa que o consumidor recebe menos combustível do que aquele que pagou na bomba.

Os criminosos também aplicam golpes com propaganda enganosa. Eles utilizam marcas piratas, clonagem de postos e mentem sobre as modalidades de pagamento.

Informações Revista Oeste


Nenhuma aposta acertou as seis dezenas sorteadas no concurso 3.014

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 32 milhões

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 03 de junho de 2026 às 07:19

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 3.014 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (2). Com isso, o prêmio principal acumulou e está estimado em R$ 32 milhões para o próximo sorteio. Os números sorteados foram: 27, 30, 35, 40, 44 e 58.

Na quina, 24 apostas acertaram cinco dezenas e cada uma receberá R$ 57.298,00. Já a quadra teve 1.782 ganhadores, com prêmio individual de R$ 1.272,01.

As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de sábado (6), em casas lotéricas credenciadas ou pelos canais digitais da Caixa Econômica Federal.

Informações Metro1


A expectativa do secretário da Fazenda, Expedito Eloy, é de que o crescimento da arrecadação do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) neste ano, em Feira de Santana, em relação a 2025, varie entre 15% e 20%. Ele avalia o resultado inicial como positivo.

Segundo o secretário, logo após o encerramento do prazo para pagamento do tributo com desconto de 20% sobre o valor devido, observou-se, em uma avaliação preliminar, um aumento de 10% no montante arrecadado. Mas o total deverá crescer nos próximos meses, com a entrada dos valores pagos de forma parcelada.

“Mas nem todo contribuinte está em condições financeiras de pagar o IPTU em parcela única, mesmo com o generoso desconto oferecido. Portanto, só teremos a situação real em dezembro, porque muitos optaram pelo parcelamento”, disse o secretário.

O pagamento do IPTU, quase sempre feito por pessoas físicas, funciona como um termômetro para avaliar o humor dos moradores de uma cidade em relação à administração municipal. Quando não estão satisfeitos, muitos atrasam a quitação do carnê ou simplesmente deixam de pagá-lo.

Expedito Eloy afirmou que, neste ano, como ocorreu em outras oportunidades, não foi possível prorrogar o prazo do pagamento em cota única com desconto, encerrado em 30 de abril. “Não houve fato que justificasse, perante os órgãos de fiscalização, essa decisão”, explicou.

O secretário também elogiou o trabalho realizado pelos Correios, que, faltando seis dias para o encerramento do prazo, informaram que 96% dos carnês haviam sido entregues. “Mas existem alguns problemas relacionados a endereços incorretos ou à recusa do morador em receber o documento”, observou.

Outro ponto abordado pelo secretário foi o atendimento prestado pelos servidores da Secretaria da Fazenda no Ceaf. “Eles não pouparam esforços para que todas as dúvidas dos contribuintes fossem esclarecidas”, destacou.

Como ocorre com toda a arrecadação do município, 40% do montante arrecadado com o IPTU são destinados a investimentos em Saúde e Educação — 15% e 25%, respectivamente.

Neste ano, não houve aumento real nos valores dos tributos; foi aplicada apenas a reposição inflacionária do período.

*Secom


Medida tem validade de 2 meses e integra pacote do governo para conter impacto da alta internacional do petróleo

Gasolina, etanol e diesel ficam mais caros em fevereiro
O objetivo da medida, segundo o governo, é amortecer o impacto da alta do petróleo no mercado interno | Foto: Reprodução/Redes sociais 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta segunda-feira, 25, um decreto que cria um subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina. A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, terá validade de dois meses e busca reduzir os efeitos da disparada internacional dos combustíveis em meio aos conflitos no Oriente Médio. Também é ano eleitoral, e Lula quer evitar a alta ainda maior da inflação e uma possível crise econômica para não comprometer sua pré-candidatura à reeleição.

O benefício será pago diretamente a produtores e importadores de gasolina por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. O governo afirma que o objetivo é amortecer o impacto da alta do petróleo no mercado interno.

Na última sexta-feira, 22, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, já havia antecipado o valor da subvenção. “Chegamos à conclusão de que R$ 0,44 é hoje o valor por litro mais apropriado para a subvenção e deve ser suficiente para amortecer o choque de preços que tivemos na gasolina, porque foi menor que teve no diesel”, declarou.

Lula discursa durante evento na Petrobras, em Salvador | Foto: Reprodução/X
Lula discursa durante evento na Petrobras, em Salvador | Foto: Reprodução/X

A escalada do valor do petróleo ganhou força com a guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro. O conflito comprometeu o fluxo de navios petroleiros no Estreito de Ormuz, corredor marítimo do Golfo Pérsico por onde circulam cerca de 20% do petróleo mundial. Com a tensão geopolítica, o barril voltou a superar os US$ 100.

Mesmo diante da alta internacional, a Petrobras ainda não anunciou reajuste da gasolina vendida às distribuidoras.

O subsídio à gasolina faz parte de um pacote apresentado pelo governo federal em abril para tentar conter o avanço dos preços dos combustíveis. Entre as ações anunciadas estão a subvenção ao diesel, a isenção de tributos federais sobre o biodiesel, auxílio ao gás de cozinha, incentivos ao querosene de aviação e linhas de crédito ao setor aéreo.

No caso do diesel, o governo estabeleceu um desconto de R$ 1,20 por litro de combustível importado, dividido igualmente entre União e Estados. Com a soma do benefício federal anterior, de R$ 0,32, a subvenção total ao diesel chega a R$ 1,52 por litro.

Governo Lula edita medida sobre tributação de combustíveis

Neste mês, o Executivo também editou uma medida provisória para reduzir o impacto da alta da gasolina e do diesel, tanto importados quanto produzidos no Brasil. O texto prevê benefícios tributários relativos ao Programa de Integração Social (PIS)/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), impostos federais que incidem sobre os combustíveis.

Pelas regras em vigor, o desconto tributário não pode superar o teto dos tributos federais. Atualmente, os encargos representam R$ 0,89 por litro da gasolina, ao considerar a Cide e o PIS/Cofins, e R$ 0,35 por litro de diesel referentes ao PIS/Cofins.

A iniciativa do governo ocorre enquanto permanece parada na Câmara dos Deputados a tramitação do projeto de lei complementar enviado pelo Executivo em abril. A proposta autoriza o uso de receitas extraordinárias obtidas com a alta do petróleo para reduzir tributos sobre gasolina, diesel, etanol e biodiesel em momentos de forte elevação dos preços internacionais.

Informações Revista Oeste

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