Foram registradas apenas três travessias nas últimas 12 horas
Foto: Reprodução/X
O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz permanecia praticamente parado na segunda-feira (20), com apenas três travessias nas últimas 12 horas, de acordo com dados de navegação.
O petroleiro Nero, que está sob sanções do Reino Unido, deixou o Golfo e estava navegando pelo Estreito na segunda-feira, segundo análise de satélite dos especialistas em análise de dados SynMax e dados de rastreamento da plataforma Kpler.
Dois navios separados — um navio-tanque de produtos químicos e um navio-tanque de gás liquefeito de petróleo — navegaram para o Golfo através da hidrovia vital separadamente na segunda-feira, mostraram os dados.
Valor integra pacote total de US$ 20 bi desenhado com o objetivo de impulsionar a recuperação econômica argentina
Bandeira da Argentina | Foto: Reprodução/Pixabay
Em meio a esforços para estabilizar sua economia, a Argentina garantiu nesta quarta-feira, 15, a liberação de US$ 1 bilhão pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), de modo a reforçar o programa de apoio financeiro criado para o país.
O valor integra um pacote total de US$ 20 bilhões desenhado com o objetivo de impulsionar a recuperação econômica argentina.
Válido por quatro anos, o acordo em vigor foi firmado há cerca de um ano para substituir um empréstimo anterior, ainda maior, de US$ 44 bilhões. Esse novo entendimento marca o 23º acerto entre a Argentina e o FMI, evidenciando as dificuldades recorrentes do país em alcançar equilíbrio fiscal e evitar novas crises econômicas.
Avanços recentes e respaldo político na Argentina
O presidente argentino, Javier Milei | Foto: Divulgação/Governo Argentino
De acordo com o FMI, as ações recentes do governo argentino ganharam força principalmente depois de o presidente Javier Milei conquistar maior respaldo político. “As medidas do governo ganharam força nos últimos meses”, afirmou o organismo, destacando avanços no controle inflacionário e no gerenciamento da taxa de câmbio.
Tais avanços permitiram à Argentina recompor parte de suas reservas internacionais, que servem como proteção para pagamentos de dívidas e garantia da estabilidade econômica.
Segundo dados recentes, o Banco Central argentino adquiriu mais de US$ 5,5 bilhões em dólares ao longo de 2026. Ainda assim, o volume total de reservas permanece baixo, por causa do uso contínuo para quitação de débitos.
Medidas cambiais e desafios inflacionários
No contexto internacional, além do novo repasse de US$ 1 bilhão, a Argentina já havia recebido uma parcela inicial de US$ 12 bilhões em 2025, dentro do mesmo acordo, totalizando um apoio de cerca de US$ 42 bilhões por parte de organismos multilaterais. O governo também promoveu mudanças no regime cambial, permitindo maior oscilação do dólar em uma faixa estabelecida. Isso facilitou operações como importações e transferências de lucros para o exterior.
O êxito dessas iniciativas depende da capacidade argentina de fortalecer reservas e manter a confiança dos mercados. A inflação, que havia dado sinais de recuo em 2024, voltou a acelerar em 2025, atingindo 3,4% em março ante 2,9% em fevereiro, maior alta mensal em um ano. No acumulado de 12 meses, a taxa desacelerou para 32,6%, com os principais aumentos concentrados em educação, transporte, energia, habitação e alimentos.
O governo argentino mantém como meta reduzir a inflação para menos de 2% ao mês. Ela é considerada essencial para aprofundar a flexibilização cambial e consolidar a retomada econômica. O contexto atual reforça a vigilância do FMI e dos investidores sobre a sustentabilidade dessas medidas e o futuro das finanças do país.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o papa Papa Leão XIV, o chamou de “fraco” e declarou que sua atuação prejudica a Igreja Católica. Em publicação nas redes sociais neste domingo (12), o líder americano também declarou preferência pelo irmão do pontífice e rejeitou posições que, segundo ele, seriam tolerantes em temas internacionais.
“O papa Leão XIV é FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa (…) Eu não quero um papa que ache que tudo bem o Irã ter uma arma nuclear. Não quero um papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos”, disseTrump no Truth Social . No entanto, não há qualquer evidência de que o pontífice tenha defendido o uso de armas nucleares pelo Irã.
Pedido por paz
As críticas ocorreram após o papa reforçar apelos por paz no Oriente Médio. Mais cedo, Leão XIV afirmou solidariedade ao “amado povo libanês” e defendeu um cessar-fogo, em meio à escalada do conflito na região, que já dura semanas.
Trump também questionou a escolha do pontífice, sugerindo que sua eleição teria relação com a política americana. “Leão deveria ser grato porque, como todos sabem, ele foi uma surpresa chocante. Ele não estava em nenhuma lista para ser papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era americano — e acharam que essa seria a melhor forma de lidar com o presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano”.
Em novas declarações, o presidente intensificou os ataques, dizendo que “não é um fã do papa Leão XIV” e o acusando de ter posições liberais. Ele também criticou encontros do pontífice com figuras ligadas a governos anteriores e afirmou que o religioso “deveria se recompor”, deixando a política de lado. Após a publicação, Trump divulgou ainda uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece em trajes religiosos.
Papa responde a críticas e pede diálogo
A bordo do avião para Argélia nesta segunda-feira (13), o papa Leão XIV respondeu às críticas feitas pelo presidente de Trump.“Não sou um político, não tenho a intenção de entrar em um debate com ele, a mensagem continua sendo a mesma: promover a paz”, disse. O líder religioso também destacou a importância da cooperação entre nações e voltou a pedir cessar-fogo em conflitos atuais. Segundo ele, decisões globais devem priorizar a vida humana e evitar escaladas de violência.
*Secom Foto: Official White House Photo by Daniel Torok
Nesta última sexta-feira (10), o conselheiro de Donald Trump, Jason Miller, compartilhou em suas redes sociais uma foto feita por inteligência artificial que mostra ele prendendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na legenda da publicação, Miller escreveu:
– Os haters vão dizer que isso é IA.
Miller faz várias críticas ao ministro brasileiro pelas redes, na última segunda (6), ele afirmou que Moraes é trapaceiro e será preso. Ele também disse que o presidente Lula (PT) é fantoche da China.
– Alexandre de Moraes é um vigarista e logo estará na prisão. O atual presidente Lula é um fantoche da China e está traindo o Hemisfério Ocidental – escreveu.
No mesmo post, o americano afirmou que o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “é o único que pode salvar o Brasil”.
Irã condiciona avanços à interrupção de ataques de Israel no Líbano, enquanto americanos rejeitam inclusão do tema
Foto: Reprodução/YouTube White House
A agência iraniana FARS informou, na manhã deste sábado (11), que tiveram início as negociações entre Estados Unidos e Irã em Islamabad, no Paquistão. O encontro ocorre em um cenário de tensão e incerteza entre as partes.
O governo iraniano insiste que Israel deve interromper os ataques no Líbano como condição para avançar nas tratativas, argumentando que o tema precisa fazer parte de um eventual acordo de suspensão dos combates. Apesar de sinalizar “boa vontade”, o principal negociador iraniano afirmou que Teerã ainda não confia nos Estados Unidos.
Por outro lado, autoridades americanas e israelenses rejeitam a inclusão do conflito no Líbano nas negociações. Nesta semana, forças israelenses realizaram os maiores ataques ao país vizinho desde o início da guerra, deixando mais de 350 mortos.
A delegação dos Estados Unidos é liderada pelo vice-presidente JD Vance e conta com a presença do enviado especial Steve Witkoff e de Jared Kushner. O grupo chegou na madrugada deste sábado (11), em aviões da Força Aérea americana, sendo recebido por autoridades paquistanesas, incluindo o chefe do Exército, Asim Munir, e o ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar.
Já a delegação iraniana, chefiada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, e pelo chanceler Abbas Araqchi, desembarcou no país um dia antes, na sexta-feira (10).
Essas conversas marcam um momento significativo nas relações entre os dois países, sendo as de mais alto nível desde a Revolução Islâmica de 1979 e as primeiras negociações presenciais oficiais desde o acordo nuclear firmado em 2015.
Secretário do Tesouro reuniu executivos de diversas instituições financeiras para tratar de uma tecnologia desenvolvida pela Anthropic
Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA | Foto: Magnus Lejhall/TT News Agency/via REUTERS
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, reuniu executivos de grandes bancos do país para tratar de riscos cibernéticos ligados a um novo modelo de inteligência artificial (IA) desenvolvido pela Anthropic. O encontro ocorreu nesta semana, em Washington.
Segundo o jornal Financial Times, que divulgou as informações, participaram da reunião representantes das instituições Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs, Morgan Stanley e Wells Fargo.
O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, também participou da conversa. O presidente-executivo do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, recebeu convite, mas não compareceu.
A convocação reflete apreensão dentro do governo norte-americano sobre as capacidades da IA. A tecnologia apresenta alto nível de eficiência na identificação de vulnerabilidades digitais, o que pode facilitar tanto a proteção quanto a exploração dessas falhas.
Na terça-feira 7, a Anthropic lançou o modelo Claude Mythos Preview para um grupo de parceiros, incluindo Amazon, Apple e Microsoft. A proposta busca permitir que essas empresas identifiquem e corrijam falhas com antecedência.
Anthropic restringe acesso ao novo modelo
Esta é a primeira vez que a Anthropic limita o acesso a um dos seus modelos. Segundo a empresa, a decisão ocorreu devido ao nível avançado de tecnologia, capaz de superar a maioria dos especialistas humanos na exploração de falhas de software.
A companhia também afirmou que manteve diálogo com autoridades do governo norte-americano sobre as capacidades ofensivas e defensivas da ferramenta.
O lançamento restrito ocorreu depois de episódios de vazamento de dados envolvendo a startup. Entre os conteúdos expostos estavam documentos relacionados ao próprio modelo e partes do código do assistente Claude.
Representantes iranianos declararam que os recursos provenientes desses pagamentos serão destinados à reconstrução da infraestrutura nacional
O estreito de Ormuz visto do espaço | Foto: Divulgação/Nasa
Navios que cruzarem o Estreito de Ormuz, principal acesso ao Golfo Pérsico, passarão a pagar taxas ao Irã e a Omã, conforme acordo negociado durante o plano de cessar-fogo de duas semanas na guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, segundo declarou uma autoridade regional na quarta-feira 7.
Segundo a fonte, o país utilizará as receitas provenientes dessas taxas no processo de reconstrução do país. No entanto, o destino dos valores arrecadados por Omã não foi detalhado pela mesma autoridade.
Mudança em rota estratégica e contexto do conflito no Irã
Tanto Omã quanto o Irã compartilham a soberania das águas do Estreito de Ormuz, até então considerado uma rota internacional livre de tarifas. A cobrança só foi mencionada depois do início do conflito do país com Israel e Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou ainda mais o tom das ameaças contra o Irã nesta terça-feira (7), ao afirmar que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser trazida de volta”. A declaração foi feita em meio ao prazo final imposto por Washington para um acordo envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz.
Pleno.News – 07/04/2026 10h06 | atualizado em 07/04/2026 10h29
Donald Trump Foto: EFE/EPA/YURI GRIPAS O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou ainda mais o tom das ameaças contra o Irã nesta terça-feira (7), ao afirmar que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser trazida de volta”. A declaração foi feita em meio ao prazo final imposto por Washington para um acordo envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz.
Em publicação na Truth Social, Trump disse não desejar esse desfecho, mas avaliou que ele “provavelmente” ocorrerá. Ao mesmo tempo, sugeriu que uma “mudança completa e total de regime” já estaria em curso no país, abrindo espaço para que “algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer”.
O presidente também classificou o momento como potencialmente decisivo.
– Vamos descobrir esta noite, um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim – escreveu.
As declarações vêm horas antes do prazo limite estipulado por Trump – 21h (de Brasília) desta terça-feira – para que o Irã avance em um acordo ou reabra o Estreito de Ormuz. Nos últimos dias, o republicano vinha indicando que não concederá novas extensões, após sucessivos adiamentos desde março.
O endurecimento do discurso ocorre após Teerã rejeitar a mais recente proposta de cessar-fogo, segundo a agência estatal IRNA, e em meio a advertências da ONU sobre a ilegalidade de ataques à infraestrutura civil.
Em comunicado exibido pela TV estatal, o governo iraniano afirmou que poderá lançar ataques ‘maiores e mais destrutivos’
Fogo em casa de cidade israelense atingida por estilhaço de míssil do Irã | Foto: Reprodução/Redes sociais
O Irã ameaçou, nesta quinta-feira, 2, os Estados Unidos e Israel com ataques retaliatórios “esmagadores”. A ameaça ocorre depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, dizer que pode intensificar as operações militares no país persa nas próximas semanas.
Em comunicado transmitido pela televisão estatal iraniana, o comandante operacional Khatam al-Anbiya disse que a “guerra continuará até a sua [de Trump] humilhação, a sua desgraça, o seu arrependimento permanente e certo, e a sua rendição”. O militar iraniano classificou o conflito como um confronto de longo prazo e invocou a “confiança em Deus Todo-Poderoso”.
Segundo as autoridades do Irã, as próxima operações serão “mais devastadoras, mais abrangentes e mais destrutivas”. A fala demonstra o potencial de expansão do conflito em múltiplas frentes, em meio a trocas contínuas de mísseis e drones na região.
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante pronunciamento nesta quarta-feira, 1º, na Casa Branca | Foto: Reprodução/X
Irã responde a Donald Trump
O comunicado iraniano ocorre depois de Trump afirmar que as operações continuarão até que “o trabalho esteja concluído”. O presidente dos EUA alegou ganhos militares significativos contra as capacidades estratégicas iranianas.
Em discurso na Casa Branca na noite desta quinta-feira, 1º, o presidente norte-americano afirmou que, “nas próximas duas a três semanas, vamos fazê-los voltar à Idade da Pedra, de onde vieram”.
Trump afirmou que os EUA estão “muito próximos” de alcançar seus objetivos. Entretanto, o chefe da Casa Branca advertiu que intensificará os ataques se o país não alcançar um acordo para encerrar o conflito.
Em 28 de fevereiro, os EUA e Israel começaram uma onda de ações contra o regime teocrático do Irã. A ação ocorreu diante da escalada das tensões sobre o programa nuclear iraniano.
A Nasa iniciou, na noite desta quarta-feira (1), a missão Artemis II, que marca a retomada das viagens tripuladas rumo à Lua após mais de meio século. A cápsula Orion foi lançada pelo foguete Space Launch System (SLS), o mais potente da agência, levando a bordo quatro tripulantes. O grupo deve realizar um sobrevoo pelo satélite natural, o que não inclui pouso na superfície lunar.
A missão terá duração de aproximadamente dez dias. O plano de voo consiste em contornar o lado oculto da Lua e retornar à Terra utilizando uma trajetória de retorno livre, que aproveita a força da gravidade para guiar a cápsula de volta com o mínimo de propulsão. Durante o trajeto, os astronautas testarão sistemas críticos de suporte de vida, navegação e comunicação.
Esta etapa é considerada fundamental para validar a segurança e a tecnologia da cápsula Orion antes de futuras missões de descida ao solo lunar. Com o sucesso deste voo, a Nasa pretende viabilizar a Artemis III, projeto que planeja levar a primeira mulher e a primeira pessoa negra à superfície da Lua. Esta etapa está prevista para setembro.
A tripulação é composta pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen. Até o momento, a viagem representa o maior afastamento da Terra realizado por seres humanos desde o encerramento do programa Apollo, na década de 1970.
A decolagem ocorre após uma série de adiamentos técnicos. Caso o cronograma seja cumprido sem intercorrências, a tripulação deve retornar ao planeta após completar os testes de controle manual e resistência dos sistemas essenciais. A Artemis II consolida o segundo passo do cronograma atual da agência para estabelecer uma presença humana sustentável no espaço.