A Bahia contará com 11.321.005 (onze milhões, trezentos e vinte e um mil e cinco) eleitoras e eleitores aptas(os) a votar nas Eleições Gerais de 2026, de acordo com as estatísticas divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na manhã desta segunda-feira (20/07). Desse total, 101.818 eleitoras e eleitores declararam possuir algum tipo de deficiência, representando um crescimento de 62,2% em relação ao pleito de 2022, que registrou 62.772 pessoas com deficiência.
O estado baiano é o quarto maior colégio eleitoral do país, ficando atrás de São Paulo – 34.105.33, Minas Gerais – 16.377.659 e Rio de Janeiro – 12.857 no número do eleitorado apto a votar, respectivamente.
O município de Salvador concentra o maior eleitorado do estado, com 1.951.716 eleitoras e eleitores aptos, seguido por Feira de Santana, com 434.532, Vitória da Conquista, com 264.091, e Camaçari, com 210.364.
10.706.119 eleitoras e eleitores possuem cadastro biométrico, representando 94,57% em relação ao eleitorado apto no estado. Em Salvador, esse número é de 1.851.708 biometrias coletadas, Feira de Santana registrou 393.002 pessoas que fizeram o procedimento, Vitória da Conquista contabilizou 229.182 indivíduos com biometria e Camaçari possui 176.972 eleitoras e eleitores com o cadastro biométrico atualizado. A biometria agiliza a identificação na seção eleitoral e reforça a segurança do processo eleitoral.
Estatísticas do eleitorado
Do total de pessoas aptas a votar na Bahia, 53% (5.973.532) são mulheres e 47% (5.347.433) são homens. Assim como nas eleições anteriores (2022), as mulheres permanecem como maioria do eleitorado baiano.
Em 2026, 1.737 eleitores na Bahia farão uso do nome social. No quesito identidade de gênero, os dados demonstram que o estado possui 5.263 pessoas declaradas como transgênero.
Ainda segundo dados do TSE, 1.261.113 (59,6%) pessoas se declararam pardas, 496.424 pretas (23,47%) e 336.404 brancas (15,9%). 26.850 (1,27) pessoas se identificam como quilombolas e 10.929 (0,52%) como indígenas.
Nos termos do artigo 14 da Constituição Federal de 1988, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de 18 anos e facultativos para os analfabetos, os maiores de 70 anos e os maiores de 16 e menores de 18 anos. Em relação aos jovens eleitores, aqueles que possuem 16 ou 17 anos, as eleições 2026 contarão com 165.336 (cento e sessenta e cinco mil trezentos e trinta e seis) pessoas nessa faixa etária, na Bahia.
O estado possui 1.029.832 (um milhão, vinte e nove mil, oitocentos e trinta e dois) eleitoras e eleitores com idade entre 70 anos e 99 anos.
Cargos em disputa
Nas Eleições Gerais de 2026, o eleitorado escolherá presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, dois(duas) senadores, deputados federais e deputados estaduais. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e o segundo turno, se houver, será realizado em 25 de outubro.
Pra todos verem: Card com fundo branco. À esquerda, há uma grade de retratos de 15 pessoas de diferentes idades, gêneros e tons de pele, em molduras coloridas. À direita, aparece uma urna eletrônica em destaque. No canto superior direito, estão as marcas das Eleições 2026, do TRE-BA e da Justiça Eleitoral, com o slogan “Justiça, Cidadania e Serviço”. Elementos gráficos em azul e laranja ligam as duas partes da imagem.
*Agência Brasil Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Os Estados Unidos informaram ao governo brasileiro que poderão reduzir o tarifaço sobre produtos do Brasil caso o país aceite atender a uma série de exigências. A proposta inclui zerar tarifas para empresas americanas dos setores industrial, químico, aeroespacial e automotivo. A nova taxa entra em vigor em 22 de julho.
Além dessas condições, os americanos defenderam o fim da tarifa sobre o etanol, a não regulamentação das plataformas digitais e a inclusão do Pix nas negociações comerciais entre os dois países.
No Palácio do Planalto, integrantes do governo classificaram a proposta como “indigna” e “inaceitável”.
Segundo esses auxiliares, aceitar as exigências dos Estados Unidos causaria um impacto maior para a economia brasileira do que o provocado pelo próprio tarifaço. Pelos cálculos iniciais do governo, as novas tarifas devem atingir cerca de 18% das exportações brasileiras para o mercado americano.
A medida também provocou disputa política no Brasil. A oposição atribui o aumento das tarifas a falhas na condução das negociações pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já integrantes do Planalto afirmam que a decisão dos Estados Unidos tem motivação política e ideológica.
Desde o anúncio do primeiro pacote de tarifas, a diplomacia brasileira realizou mais de 30 contatos com autoridades americanas, entre reuniões presenciais, videoconferências e conversas por telefone. Mesmo com a avaliação de que haverá pouca margem para avanços nas negociações, o governo pretende manter o diálogo para tentar reduzir os impactos sobre os setores brasileiros afetados.
Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) promove audiência pública interativa para instruir o PL 1.855, de 2022, que “institui a Política Nacional para o Desenvolvimento da Economia da Biodiversidade (PNDEB)”.
Senador Jaques Wagner (PT-BA) à bancada.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador Jaques Wagner (PT-BA) tentou vender um terreno por R$ 15,8 milhões um dia depois de ter sido alvo de operação da Polícia Federal (PF) por suspeita de recebimento de propina do Banco Master. A transação foi barrada pelo cartório de registro de imóveis, que recebeu uma ordem de bloqueio de bens assinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.
Por meio de sua defesa, o senador petista disse não haver irregularidades. Ele não explicou os detalhes do negócio.
– A defesa do senador Jaques Wagner esclarece que ele não se manifestará sobre condutas que não sejam sobre sua campanha eleitoral. Todos os demais assuntos estão e continuarão sendo tratados judicialmente. Todos os fatos apurados são públicos e com registros públicos. Não há mínima irregularidade e nem nada a esconder – afirmou o advogado Pablo Domingues.
Wagner também tinha acertado a venda de um segundo imóvel por R$ 10 milhões, o apartamento dele em Salvador (BA), em transação protocolada em cartório uma semana antes da operação da PF. Com a ordem do ministro André Mendonça, o negócio acabou bloqueado e a transmissão de propriedade na matrícula do imóvel não foi autorizada pelo cartório. As informações são do Estadão.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida foi anunciada na quarta-feira (15) e tem previsão de entrar em vigor em 22 de julho.
Em publicações nas redes sociais, o parlamentar criticou a condução da política externa e econômica do governo brasileiro e afirmou que Lula não teria condições de continuar no comando do país. Durante as críticas, Flávio comparou o presidente brasileiro ao ex-presidente norte-americano Joe Biden, chamando-o de “Biden brasileiro”.
“O Lula não tem mais condições de ser presidente do Brasil. Estamos em um avião sem piloto. O Biden brasileiro está ranzinza, inconsequente e se tornou um perigo para a nossa nação”, escreveu o senador.
Em outra postagem, Flávio voltou a atacar a gestão federal, afirmando que o país enfrenta problemas econômicos e falta de avanços. Segundo ele, o Brasil teria potencial para crescer, mas precisaria de uma mudança na condução política.
A tarifa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), após uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O órgão também divulgou uma lista de produtos brasileiros que ficarão isentos da cobrança adicional.
O arcebispo metropolitano de Feira de Santana, Dom Zanoni Demettino Castro, nomeou o Frei Cristóvão Lima Matos, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (OFMCap), como novo membro do Conselho Presbiteral da Arquidiocese de Feira de Santana. A nomeação foi oficializada por meio de decreto publicado nesta terça-feira (14).
O Conselho Presbiteral é um órgão consultivo formado por sacerdotes que auxiliam o arcebispo nas decisões relacionadas à vida pastoral, administrativa e missionária da Arquidiocese. A atuação do colegiado está prevista no Código de Direito Canônico.
Frei Cristóvão tem uma trajetória ligada à administração de instituições da Igreja. Em 2008, assumiu sua primeira missão como administrador do Colégio Ecassa e, posteriormente, esteve à frente da gestão do Colégio Santo Antônio, em Feira de Santana.
Atualmente, ele é superintendente da Fundação Santo Antônio, dos Frades Menores Capuchinhos, e também responde pela gestão da Rede de Rádios Capuchinhos. O grupo reúne as emissoras Sociedade News FM e Princesa FM, em Feira de Santana, Caraíbas FM, em Senhor do Bonfim, e Interativa FM, em Itabuna. Na função, sucedeu Frei Jorge Rocha após seis anos de gestão.
Com a nomeação, Frei Cristóvão passa a integrar o grupo de sacerdotes responsável por assessorar diretamente Dom Zanoni nas reflexões e decisões relacionadas ao governo pastoral e à missão evangelizadora da Arquidiocese de Feira de Santana.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que barrou suas visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 90 dias. A manifestação ocorreu nesta segunda-feira (13) durante uma live em seu canal do YouTube.
Moraes suspendeu as visitas sob o argumento de que o senador usou o encontro familiar para burlar a proibição de Jair Bolsonaro se manifestar publicamente. O estopim foi a divulgação de uma carta de apoio do ex-presidente à pré-candidatura do filho ao Planalto.
Na transmissão online, Flávio afirmou que o bloqueio de visitas até o fim do primeiro turno é uma tentativa de interferir nas eleições. Ele alegou que a medida busca deixar o ex-presidente incomunicável e questionou por que outras cartas não foram alvo de punição.
— (A determinação) claramente configura essa tentativa de Alexandre de Moraes de interferir nas eleições deste ano. Não bastasse toda a maldade e injustiça que ele já vem fazendo com o Jair Messias Bolsonaro, o melhor presidente da história deste Brasil (…) o que Alexandre de Moraes faz agora é claramente deixar meu pai incomunicável — disse.
Flávio reforçou o prazo estabelecido pelo ministro e a relação com o período eleitoral, e afirmou que Moraes está procurando razões para tirar Bolsonaro do regime domiciliar.
— Não por acaso, ele toma a decisão deixando o presidente Bolsonaro sem falar com o próprio filho, no caso, Flávio Bolsonaro, eu, por 90 dias. Ou seja, eu só poderia voltar a falar com o presidente Bolsonaro após o primeiro turno das eleições deste ano. Alguém acha que isso é uma coincidência? Qual o critério para estabelecer 90 dias? (…) O que eu percebo é que, mais uma vez, Alexandre de Moraes está apenas procurando uma desculpa para tirar o meu pai da prisão domiciliar em que ele se encontra. Gente, não vamos ser ingênuos — questionou.
O senador, que integra a equipe de defesa de seu pai, informou que recorrerá à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ele sustenta que a restrição imposta viola prerrogativas da advocacia, que asseguram por lei o livre acesso e a comunicação entre o advogado e seu cliente.
— A OAB já está ciente e estamos em processo de formalizar isso para que a Ordem também entre nessa questão. Eu quero fazer aqui até uma espécie de desabafo com todos vocês, porque está muito claro que o Alexandre de Moraes quer tirar o meu pai da prisão domiciliar a qualquer custo — afirmou.
A defesa de Jair Bolsonaro tem 48 horas para esclarecer se ele sabia do compartilhamento do documento. Na decisão, o ministro do STF apontou reincidência, afirmando que pai e filho já haviam descumprido medidas restritivas semelhantes em agosto do ano passado.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai, Jair Bolsonaro (PL), por 90 dias. A decisão se dá após uma carta escrita a mão pelo ex-presidente e lida publicamente por Flávio no último sábado (11).
Moraes estabeleceu o prazo de 48 horas para que a defesa do líder conservador explique a divulgação da carta. O ministro diz que Flávio pode ter cometido crime eleitoral.
No texto, o ex-presidente reforçou que Flávio é o seu porta-voz e escolhido para a disputa presidencial deste pleito.
– O que ele está dizendo aqui na carta é muito simples. Eu quero agradecer a ele por estar me colocando como seu porta-voz. Isso é muito importante para evitar que existam aí falas conflituosas ou direções diferentes. Que porventura alguém possa estar seguindo, além e em paralelo, a nossa pré-campanha – disse Flávio, durante uma transmissão por vídeo, ao vivo.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) não perdeu tempo e logo protocolou no STF um pedido para que Jair Bolsonaro perca o benefício da prisão domiciliar e retorne ao regime fechado. Segundo Lindbergh, a divulgação do documento viola as medidas cautelares impostas pelo STF, que proíbem Bolsonaro de utilizar redes sociais, seja diretamente ou por intermédio de terceiros.
Além de pedir a revogação da prisão domiciliar e a regressão ao regime fechado, o deputado também solicitou ao STF a aplicação de multa de R$ 100 mil contra Flávio por sua participação na divulgação da carta.
A suposta violação de medidas cautelares – se assim Moraes considerar – pode prejudicar a manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro.
*Pleno.News Fotos: André Coelho e Andre Borges/EFE
O governo de Donald Trump deve anunciar nos próximos dias a decisão sobre a aplicação de novas tarifas a exportações brasileiras, com base na investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que apura práticas comerciais consideradas desleais.
Embora mantenham as negociações, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) veem pouca possibilidade de reversão do tarifaço.
Na última sexta-feira (10/7), o petista se reuniu com os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, responsáveis por conduzirem as negociações com os norte-americanos. Na ocasião, Lula e auxiliares projetaram cenários para a decisão de Trump, que deverá ser divulgada na quarta-feira (15/7).
O Palácio do Planalto trabalha com duas possibilidades: a primeira, e a mais provável, é que haverá taxação — resta saber o alcance da medida em relação ao percentual e os produtos que serão afetados.
Em junho, a investigação do USTR sugeriu a aplicação de tarifa de 25% sobre importações brasileiras para o EUA. O processo tem como base a Seção 301 da Lei de Lei de Comércio de 1974. Entre as práticas investigadas, estão uso do Pix, desmatamento ilegal e regras de proteção de propriedade intelectual.
A avaliação do governo brasileiro é que os negociadores norte-americanos não devem levar em consideração os argumentos técnicos apresentados e, portanto, os países estão longe de um entendimento. A mesma impressão foi compartilhada pelo chefe do USTR, Jamieson Greer, na última semana. Em entrevista à Fox Business, ele reconheceu que há “muita distância” entre as partes e pontuou que a decisão está próxima de ser tomada.
“Esta semana tivemos nossa última audiência, e eu estou em contato com os brasileiros, estamos tentando negociar, mas eu acho que há muita distância entre nós, então você verá a decisão final sobre o Brasil muito em breve”, disse Greer.
Antes do prazo final para a aplicação das tarifas, na quarta-feira (15/7), Greer e ministros brasileiros devem ter nova reunião para discutir o tema.
Um segundo cenário projetado pelo Palácio do Planalto é que os americanos decidam adiar a imposição da tarifa em um gesto ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República. A possibilidade é vista como remota, mas não impossível.
Isso porque a administração Trump demonstra ser imprevisível e, além disso, existe lobby por parte da ala ideológica do Departamento de Estado para tentar influenciar o processo eleitoral brasileiro.
Flávio viajou a Washington para participar da audiência que discutiu o tarifaço, na última semana. Durante a reunião, ele argumentou que esse seria o “pior momento possível” para a imposição da taxa e alegou que a medida beneficiaria Lula eleitoralmente. Antes, o senador havia pedido que o governo norte-americano adiasse a taxação pelo menos até as eleições.
A gestão Lula repudiou o gesto e voltou a acusar Flávio de traição à pátria. “Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”, diz nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).
Em ambos os cenários, o governo brasileiro ainda avalia como vai reagir. A orientação de Lula é que se mantenha as negociações até o fim. Somente após a decisão do dia 15 de julho, o Planalto vai definir a resposta.
Representantes dos caminhoneiros ameaçam uma greve geral caso a medida provisória (MP) 1.343/2026 não seja pautada para votação no plenário do Senado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e acabe caducando. O prazo para que o texto seja pautado é dia 16 de julho.
O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, afirmou que a categoria está “indignada” com Alcolumbre por não inserir o texto em votação e que o responsabilizarão por uma eventual greve.
– Presidente Davi Alcolumbre, o senhor não queira deixar a MP caducar. O senhor vai segurar uma greve nacional no teu nome – disse, em vídeo gravado pelo líder do movimento.
A MP foi editada pelo governo federal em março deste ano para reforçar o cumprimento da política de pisos mínimos do frete rodoviário. Entre outros pontos, a proposta torna obrigatório o registro das operações de transporte por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e cria mecanismos para punir empresas e transportadores que contratarem fretes abaixo dos valores mínimos.
Segundo Landim, a perda de validade da medida provisória representaria um retrocesso para a categoria, que vê no texto uma forma de ampliar a segurança e autonomia da categoria.
– Para que a gente possa trabalhar com tranquilidade, porque muitos transportadores estão sem conseguir trabalhar – completou.
A Justiça dos Estados Unidos negou o pedido do governo brasileiro para acelerar a tramitação da ação movida pelas empresas Rumble e Trump Media, ligada ao presidente Donald Trump, contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, as companhias ganharam mais uma semana e terão até 14 de julho para apresentar suas manifestações no processo.
A decisão foi assinada pela juíza distrital Mary S. Scriven, da Flórida, contrariando solicitação da Advocacia-Geral da União (AGU), representante do Brasil na ação. O órgão defendia que a Justiça americana determinasse que Rumble e Trump Media respondessem ao pedido de extinção do processo até a última terça-feira (7).
Em junho, a magistrada já havia rejeitado o pedido das empresas para que Alexandre de Moraes fosse declarado em revelia, autorizando também o ingresso do governo brasileiro no caso e adiando a análise da solicitação da AGU para encerrar a ação.
As empresas sustentam que Moraes foi devidamente notificado por um meio reconhecido pela Justiça dos Estados Unidos e alegam que o ministro não apresentou resposta nem solicitou prorrogação do prazo. No entanto, Mary Scriven entendeu que, antes de avaliar um eventual reconhecimento de revelia, é necessário decidir questões preliminares levantadas pelo governo brasileiro, incluindo o pedido para extinguir o processo.
A ação foi protocolada em fevereiro no Tribunal Federal da Flórida. Rumble e Trump Media acusam Alexandre de Moraes de promover censura ilegal ao determinar a remoção de perfis de usuários ligados à direita brasileira.
O objetivo é fazer com que decisões judiciais expedidas por Moraes no Brasil sejam consideradas inválidas e sem efeito nos Estados Unidos.
*Pleno.News Fotos: EFE/EPA/REMKO DE WAAL e Carlos Moura/SCO/STF