Segundo levantamento divulgado pelo Poder360 nesta quinta-feira, a desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 54% dos entrevistados. Outros 40% afirmaram aprovar a atual gestão federal.
A pesquisa, realizada pelo instituto Gerp, também aponta que 47% classificam o governo como ruim ou péssimo, enquanto 32% avaliam a administração como boa ou ótima. Já 19% consideram a gestão regular.
O levantamento ouviu 2 mil pessoas entre os dias 8 e 12 de maio de 2026, em todo o território nacional. A margem de erro é de 2,24 pontos percentuais, com nível de confiança de 95,55%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03369/2026.
Sete mandados de prisão foram expedidos no âmbito da Operação Compliance Zero, que tem como alvo integrantes do grupo intitulado ‘A turma’
Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro | Foto: Reprodução/Redes sociais
Investigações sobre fraudes financeiras resultaram na prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, durante uma operação deflagrada nesta quinta-feira, 14, em Belo Horizonte. A detenção foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Sete mandados de prisão foram expedidos no âmbito da Operação Compliance Zero, que tem como alvo integrantes do grupo intitulado “A turma”.
De acordo com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Henrique Vorcaro, que exerceu a presidência da Multipar, é suspeito de envolvimento em transações que somaram R$ 1 bilhão no período de 2020 a 2025. As movimentações financeiras teriam sido realizadas para ocultar ativos e dificultar o rastreamento do patrimônio.
Detalhes das movimentações suspeitas de Henrique Vorcaro
O Coaf detalhou que a Multipar concentrou operações de mais de R$ 1 bilhão exclusivamente entre contas relacionadas ao ex-dono do Banco Master. Desde o início da apuração, a participação do pai de Daniel Vorcaro nas irregularidades já era alvo de suspeitas, com indícios que apontavam para tentativas de esconder bens.
Ex-presidente quer que o filho enfrente crise provocada pelos diálogos do senador com Daniel Vorcaro
O senador Flávio Bolsonaro concede entrevista coletiva em frente ao Hospital DF Star, em Brasília, onde falou do estado de saúde do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro – 13/3/2026 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu com Jair Bolsonaro na tarde desta quarta-feira, 13, cerca de 30 minutos depois da divulgação da reportagem que revelou negociações entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para financiar um filme sobre o ex-presidente.
Segundo relatos obtidos por Oeste, o encontro ocorreu por volta das 14h30. Bolsonaro já tinha conhecimento do conteúdo publicado e orientou o filho a sustentar publicamente sua versão dos fatos e a evitar qualquer sinal de recuo político diante da repercussão.
A avaliação no entorno do ex-presidente era que a resposta precisava ser imediata. Depois da conversa com Bolsonaro, Flávio passou a discutir com aliados a divulgação de uma nota oficial e de um vídeo nas redes sociais para explicar os diálogos com o ex-banqueiro. “Apenas fale a verdade”, disse o ex-presidente ao senador.
Interlocutores ligados ao núcleo bolsonarista afirmam que nada mudou depois da divulgação do caso. Por ora, não existe a possibilidade de o senador abandonar o projeto presidencial para 2026.
A conversa de Flávio com Vorcaro
A reunião ocorreu depois de o site The Intercept BR publicar mensagens e áudios atribuídos a Flávio. O material mostra que o senador negociou com Vorcaro um aporte milionário para o filme Dark Horse, projeto cinematográfico sobre Bolsonaro.
Segundo a reportagem, o valor discutido chegaria a cerca de US$ 25 milhões — ou R$ 135 milhões, na cotação atual. Em um dos trechos divulgados, Flávio afirma ao banqueiro: “Estou e estarei contigo sempre”.
Depois da repercussão, o senador confirmou a existência das conversas com Vorcaro, mas negou irregularidades. Disse que o caso envolvia patrocínio privado para uma produção audiovisual e afirmou que não houve uso de recursos públicos nem contrapartida política.
Nos bastidores, aliados do ex-presidente passaram a atuar para impedir que o episódio provocasse desgaste na pré-campanha. Havia receio de impactos sobre a disputa presidencial de 2026 e sobre a interlocução do bolsonarismo com setores do mercado financeiro.
Vorcaro foi preso em março deste ano sob suspeita de corrupção e pagamento de propina a ex-diretores do Banco Central. As investigações apontam fraudes bilionárias que envolvem carteiras de crédito do Banco Master.
Mesmo depois da divulgação da reportagem, Bolsonaro decidiu manter apoio integral ao filho. “Vai para cima”, disse o ex-presidente ao senador.
Trocas de mensagens e comprovantes de pagamento indicam transferências para a produção de Dark Horse
Flávio ainda não se manifestou sobre o assunto | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), conversou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, produção biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na época das conversas, o Banco Master já enfrentava o avanço das investigações que culminaram na prisão de seu controlador e na liquidação da instituição financeira.
Mensagens, comprovantes bancários e cronogramas de pagamento revelados pelo site Intercept Brasil sugerem que ao menos US$ 10,5 milhões foram transferidos entre fevereiro e maio de 2025 para financiar a produção cinematográfica ligada à família Bolsonaro. À época, o valor correspondia a mais de R$ 60 milhões.
Os documentos mostram que o plano inicial previa um aporte total próximo de US$ 25 milhões. Parte das operações teria sido realizada por meio da Entre Investimentos e Participações, empresa usada como alternativa para viabilizar remessas internacionais depois que o Master passou a enfrentar dificuldades para concluir operações ligadas ao projeto.
As conversas mostram que as negociações começaram ainda em dezembro de 2024. Em 8 de dezembro daquele ano, o empresário Thiago Miranda, então CEO do Portal Leo Dias, organizou um encontro entre Flávio e Vorcaro, em Brasília. Ao confirmar a reunião, Miranda afirmou que o senador queria tratar do “filme do presidente” e acrescentou: “Flavio está ciente de tudo”.
O encontro foi marcado para 11 de dezembro, às 17h30, na residência de Vorcaro. Naquele horário, Flávio participava de uma sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Imagens da transmissão oficial mostram quando o parlamentar deixa o plenário, pouco depois das 17h30, ao receber uma ligação telefônica.
Quase uma hora depois do horário marcado para o encontro, o deputado federal Mario Frias (PL-SP) enviou um áudio a Vorcaro para agradecer pelo apoio ao projeto. Segundo a gravação mencionada pela reportagem, Frias afirmou que o filme “vai mexer com o coração de muita gente” e teria importância política para o país.
Conversas se intensificam
Nos meses seguintes, as cobranças pela liberação do dinheiro se intensificaram. Em janeiro de 2025, Miranda encaminhou ao banqueiro mensagens atribuídas Flávio, que o estaria pressionando para dar sequência ao investimento no filme. Horas depois, Vorcaro respondeu: “Vou atrás aqui”.
As mensagens sugerem que Fabiano Zettel, apontado pela Polícia Federal (PF) como operador financeiro do banqueiro, assumiu a coordenação operacional das remessas internacionais. Em uma conversa de 21 de janeiro, Zettel explicou que o filme teria inicialmente dez parcelas de US$ 2,5 milhões. Mais tarde, outro cronograma mencionou 14 pagamentos, em valores menores.
No fim daquele mês, Vorcaro demonstrou preocupação com os atrasos. Em uma das mensagens reproduzidas na reportagem, escreveu: “Não pode falhar mais”.
As dificuldades para transferir os recursos para os Estados Unidos começaram a aparecer em fevereiro. Zettel relatou resistência do setor de câmbio do Banco Master para concluir as operações e afirmou que havia informações cadastrais consideradas “meio estranhas”. Vorcaro então orientou que os pagamentos fossem realizados “via entre”, referência à Entre Investimentos e Participações.
A reportagem sustenta que, embora o Grupo Entre e Vorcaro negassem vínculo societário, documentos judiciais e administrativos indicariam uma conexão operacional entre ambos. O nome de Antônio Carlos Freixo Júnior, executivo ligado ao grupo, aparece nas mensagens sob o apelido de “Mineiro”.
Em 14 de fevereiro de 2025, Zettel encaminhou a Vorcaro o comprovante de uma transferência internacional de US$ 2 milhões destinada ao Havengate Development Fund LP, fundo registrado no Texas e apontado como estrutura financeira da produção cinematográfica.
Documentos societários citados pelo Intercept identificam o advogado Paulo Calixto, aliado de Eduardo Bolsonaro, como representante legal do fundo nos Estados Unidos. O corretor Altieris Santana também aparece ligado à estrutura societária da empresa.
Vorcaro cobra pagamentos pendentes
Em março, Vorcaro voltou a cobrar os pagamentos pendentes. Um cronograma enviado pelo banqueiro mostrava que apenas a primeira parcela havia sido quitada até então. O documento previa seis pagamentos, que somariam cerca de US$ 10,5 milhões, entre janeiro e maio.
No mesmo período, Eduardo Bolsonaro apareceu diretamente nas tratativas. Segundo a reportagem, o parlamentar sugeriu alternativas para facilitar a remessa dos recursos aos Estados Unidos e pôs Altieris Santana à disposição para reuniões presenciais relacionadas às operações financeiras.
O avanço do financiamento coincidiu com o agravamento da crise do Banco Master. Ao longo do segundo semestre de 2025, as mensagens revelam aumento da pressão financeira sobre Vorcaro e maior proximidade com Flávio. Em agosto, Miranda encaminhou ao banqueiro uma tabela intitulada “Funding Schedule Havengate Dev Fund”, o que sugere que cerca de US$ 10,5 milhões já haviam sido transferidos, de um total previsto de aproximadamente US$ 25 milhões. Vorcaro respondeu: “Segunda fazemos duas”.
Dias depois, em 8 de setembro, Flávio enviou um áudio em que cobra diretamente a continuidade dos pagamentos. O senador demonstrou preocupação com o risco de interrupção das filmagens e mencionou compromissos assumidos com profissionais estrangeiros envolvidos na produção. “Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus”, afirmou, em referência ao ator Jim Caviezel e ao diretor Cyrus Nowrasteh.
Na mesma gravação, Flávio disse que o projeto estava na “reta final” e que a produção não poderia “vacilar” naquele momento. Vorcaro respondeu com pedido de desculpa pelos atrasos e prometeu resolver a situação no dia seguinte.
Flávio cogitou buscar “outro caminho”
Cinco dias antes dessa conversa, o Banco de Brasília havia anunciado que o Banco Central rejeitou a operação de compra do Banco Master pelo BRB, o que agravou a crise financeira da instituição.
As mensagens seguintes mostram que os contatos continuaram frequentes. Em outubro, Flávio informou a Vorcaro que as filmagens haviam chegado “no limite” financeiro e que seria necessário buscar “outro caminho” caso o apoio não continuasse. O banqueiro respondeu: “Deixa comigo”.
No mesmo mês, Flávio convidou Vorcaro para um jantar em São Paulo, com Jim Caviezel e Cyrus Nowrasteh. A reportagem afirma que não há confirmação de que o encontro tenha ocorrido.
Em 7 de novembro de 2025, o senador enviou ao banqueiro um vídeo de visualização única acompanhado da mensagem: “Tudo isso só está sendo possível por causa de vc”. Vorcaro respondeu: “Que demais” e “Ficou perfeito”.
Nove dias depois, Flávio voltou a procurar o empresário. “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente”, escreveu. “Só preciso que me dê uma luz!”
Em 17 de novembro, Vorcaro foi preso, enquanto tentava deixar o país. O ex-banqueiro é acusado de operar um esquema de fraude que teria provocado prejuízo de cerca de R$ 50 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito. No dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master.
Na manhã desta quarta-feira, 13, o Intercept perguntou pessoalmente a Flávio Bolsonaro sobre o suposto financiamento de Vorcaro ao filme. O senador negou. “De onde você tirou essa informação? É mentira”, afirmou.
Oeste também entrou em contato com o senador, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
A cerimônia de posse de Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (12), acabou servindo também como palco para um novo capítulo da crise entre Palácio do Planalto e Congresso após a derrota da indicação do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A razão para isso foi um gesto – ou a ausência dele – que teve relevância no meio político: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), optou por não aplaudir o chefe da AGU, que estava presente na posse, quando ele foi citado nominalmente durante discurso do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti.
Messias foi mencionado de forma elogiosa por Simonetti, que o chamou de “querido amigo”. Enquanto parte do público reagiu com aplausos, Alcolumbre permaneceu imóvel. O gesto foi acompanhado por outras figuras de peso presentes na solenidade, como o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do STF, Edson Fachin, que também não aderiram à manifestação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aplaudiu brevemente.
A cena ganhou peso por ocorrer apenas duas semanas após o Senado rejeitar a indicação de Messias para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso no ano passado. A derrota foi histórica: pela primeira vez desde 1894, o Senado recusou formalmente um indicado presidencial ao STF. O placar final foi de 42 votos contra 34, em votação secreta.
Desde antes da sabatina, Alcolumbre já articulava contra o nome de Messias. O senador defendia outro nome para a vaga: seu aliado Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ex-presidente do Senado. Lula, no entanto, tinha outros planos para Pacheco, vendo nele um potencial candidato ao governo de Minas Gerais, e manteve a aposta em Messias.
A tensão ficou visível também na disposição das autoridades durante a posse. Lula e Alcolumbre ficaram sentados lado a lado, mas evitaram interações públicas, sem troca de olhares ou conversas perceptíveis. Nunes Marques ocupou a cadeira ao lado oposto do presidente.
Nos bastidores, a derrota de Messias segue reverberando. Segundo relatos divulgados pela imprensa, o AGU teria atribuído sua rejeição a uma articulação envolvendo ministros do Supremo, mencionando nominalmente Alexandre de Moraes e Flávio Dino como influenciadores do resultado no Senado.
A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) aponta um cenário de equilíbrio em um eventual segundo turno da disputa presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o levantamento, Lula aparece com 42% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 41%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
O estudo mostra ainda que Lula mantém vantagem mais consolidada no Nordeste, entre mulheres, católicos, eleitores acima de 60 anos e beneficiários do Bolsa Família. Já Flávio Bolsonaro apresenta desempenho superior entre homens, evangélicos e moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste/Norte. No recorte regional do cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista lidera amplamente no Nordeste, onde alcança 61% contra 28% do senador.
Em contrapartida, Flávio aparece à frente no Sul, com 49% diante de 30% de Lula, além de vantagem no Centro-Oeste/Norte, por 50% a 36%. No Sudeste, os dois aparecem tecnicamente empatados. A pesquisa também indica melhora na avaliação do governo federal. De acordo com o levantamento, 46% dos entrevistados aprovam a gestão Lula, enquanto 49% desaprovam. No levantamento anterior, realizado em abril, os índices eram de 43% de aprovação e 52% de desaprovação.
O levantamento ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio de 2026, em entrevistas presenciais realizadas em 120 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.
Criado pelo próprio governo em 2024, o tributo foi extinto às vésperas da eleição
Deputado Sóstenes Cavalcante durante coletiva à imprensa no salão verde da Câmara dos Deputados | Foto Lula Marques/ Agência Brasil
A revogação da chamada “taxa das blusinhas”, anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta terça-feira 12, gerou forte reação entre parlamentares de oposição, que acusam o governo de agir com interesse eleitoral a menos de cinco meses das eleições. A medida provisória assinada pelo presidente encerra a cobrança federal sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas em plataformas digitais.
O tributo, criado em 2024 com a justificativa do governo de “equilibrar” a concorrência entre o varejo nacional e estrangeiro, atingia principalmente consumidores de sites internacionais. Ao justificar o fim da taxa, o Executivo destacou avanços na regulamentação do setor e o reforço no combate ao contrabando para sustentar a decisão.
Reação da oposição e acusações de motivação eleitoral
O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, afirmou que apenas com Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, “as blusinhas não terão taxas os 4 anos” do mandato.
Somente com o @FlavioBolsonaro as blusinhas não terão taxas os 4 anos, o Descondenado cobrou durante 3 anos, o Tachad estava completamente errado!
Agora quero saber se haverá incentivo para indústria nacional?
Para Bia Kicis (PL-DF), a revogação também tem motivação eleitoral. “Depois de ter arrecadado quase R$ 2 bilhões com a ‘taxa das blusinhas’ – que Janja disse que seria pago apenas pelas empresas –, agora Lula, a menos de 5 meses das eleições, decide revogar a cobrança”, afirmou. “Antes, era para o bem do setor varejista. E agora, como fica? Vale tudo para enganar o eleitor às vésperas das eleições.”
Depois de ter arrecada quase dois bilhões de reais com a “taxa das blusinhas” – que Janja disse que seria pago apenas pelas empresas – agora, Lula, a menos de 5 meses das eleições, decide revogar a cobrança. Antes, era para o bem do setor varejista. E agora, como fica? Vale tudo…
O senador Carlos Portinho (PL-RJ) também criticou a revogação. “Lula retira taxa que ele mesmo Lula tinha enfiado na população”, destacou. ‘Melhor assim. Mas que é tipo ‘o médico e o monstro’… não duvidem. Não tem como dar certo esse governo Lula desgovernado.”
Lula retira taxa que ele mesmo Lula tinha enfiado na população. Melhor assim.
Mas que é tipo “o medico o e o monstro”… não duvidem.
Não tem como dar certo esse governo lula desgovernado 🤦🏼
Já Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o ato como “milagre do ano eleitoral”. “Esse cara acaba de revogar a taxa das blusinhas que ele mesmo criou”, enfatizou Nikolas. “É o milagre do ano eleitoral, que fez até ele voltar à igreja também no ano eleitoral. Lembra que no começo a Janja disse que o imposto era só para a empresa, e não para o governo.”
Imposto estadual permanece e justificativas do governo
Apesar da extinção do imposto federal, permanece a incidência do ICMS, estadual, sobre importações — alívio parcial que, convém lembrar, não elimina o peso tributário sobre o consumidor final. O Executivo federal atribui a mudança ao suposto fortalecimento das regras para o setor e à intensificação do combate ao contrabando nos últimos anos, narrativa que, curiosamente, coincide com o calendário eleitoral.
Nesta segunda-feira (11), a primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, criticou apoiadores da direita que publicaram vídeos ingerindo detergentes da marca Ypê após a suspensão de produtos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
– Até quando a gente vai ver gente bebendo detergente contaminado? É muita ignorância! – afirmou.
A primeira-dama se refere aos vídeos que começaram a circular depois que a Anvisa determinou o recolhimento de lotes de lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes dos lotes com final 1. Alguns apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro passaram a gravar conteúdos consumindo os produtos para questionar a medida.
A fala aconteceu durante cerimônia no Palácio do Planalto para a sanção da lei que criou o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. Emocionada, Janja contou que sua mãe faleceu durante a pandemia e pediu que todos os culpados pelas mortes sejam punidos.
– Para mim, é sempre muito dolorido falar sobre a covid, aquele momento que eu perdi minha mãe. Ela tinha Alzheimer e eu tinha me preparado psicologicamente para perder ela pro Alzheimer. Eu sabia o que ia acontecer, mas ela ter sido arrancada de mim pela covid e ver aquelas 700 mil pessoas que foram arrancadas da gente pela irresponsabilidade, do desincentivo ao uso de máscara, por negar as vacinas, por tudo que aconteceu – declarou.
E continuou:
– Ainda falta um pedacinho dessa ponta que é a justiça. Ver pessoas que ajudaram esse quadro estarem andando livremente pelo país, inclusive eleitos, me causa muita revolta. E deveria causar muito mais indignação na sociedade brasileira.
Apuração envolve medida sobre crédito de carbono com potencial de injetar bilhões no setor
Presidente da Câmara dos deputados, Hugo Motta, durante coletiva à imprensa – 29/05/2025 | Foto: Foto: Lula Marques/Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) investiga uma emenda apresentada pelo deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, relacionada ao mercado de carbono, por suspeita de que a proposta poderia beneficiar interesses ligados à família do empresário Daniel Vorcaro.
Segundo apuração, os investigadores analisam duas minutas de projetos de lei que teriam sido elaboradas pelo Banco Master — pela assessoria de Vorcaro — e entregues ao senador Ciro Nogueira (PP-PI). Os textos tratariam de “pautas relacionadas a crédito de carbono, mercado de carbono e também transição energética”.
Isso teria ocorrido em novembro de 2023. Um mês depois, em dezembro, Motta apresentou uma emenda ao PL n° 2.148/2015, que envolve justamente investimentos compulsórios em ativos ambientais ligados ao mercado de carbono.
O empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, durante entrevista à TV Lide, em 2024 | Foto: Divulgação/Lide
Investigadores apuram possível benefício indireto ao pai de Vorcaro
O texto da emenda estabelece que seguradoras, empresas de previdência privada, companhias de capitalização e resseguradoras deveriam adquirir ativos ambientais ou cotas de fundos de investimentos em ativos ambientais. O porcentual mínimo previsto seria de 1% ao ano.
A PF avalia se a medida poderia beneficiar o pai de Vorcaro, que teria investido no mercado de carbono e precisaria de compradores para esses ativos. A medida poderia injetar cerca de R$ 9 bilhões por ano no setor. Depois da aprovação da emenda, seguradoras e empresas de previdência privada recorreram à Justiça contra a medida. O caso está atualmente no Supremo Tribunal Federal.
Motta aparece em mensagens extraídas do celular de Vorcaro. Segundo as investigações, o deputado teria se encontrado com o empresário “em pelo menos cinco situações”. A primeira reunião identificada pelos investigadores teria ocorrido um mês depois de Motta assumir a Presidência da Câmara. A reportagem ainda não obteve resposta do gabinete de Hugo Motta.
Petista e primeira-dama Janja cobraram responsabilização da gestão do ex-presidente por mortes provocadas pela doença no Brasil
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Sanção do Projeto de Lei nº 2.120, de 2022, que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, no Palácio do Planalto, em Brasília | Foto: Wallison Breno/PR
Durante cerimônia realizada nesta segunda-feira, 11, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja cobraram responsabilização do ex-presidente Jair Bolsonaro e de integrantes de sua gestão por mortes provocadas pela covid-19 no Brasil.
O evento marcou a sanção da lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, celebrado em 12 de março.
No encontro, Lula apresentou um dossiê com falas de Bolsonaro sobre a pandemia, preparado pelo Ministério da Saúde. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, declarou, depois da cerimônia, que produziu o documento de maneira independente, sem utilizar a estrutura ministerial.
Lula defende uso de dossiê como ferramenta política
Mão do presidente Lula da Silva sobre a bandeira do PT | Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Lula destacou a importância do dossiê para a militância. “O Ministério da Saúde publicou aqui a ‘Gestão Bolsonaro e a pandemia de covid-19′”, explicou o petista. “É importante que cada militante tenha isso aqui na mão, porque aqui tem tudo que foi a desgraça que eles falaram durante dois anos de pandemia.”
O presidente defendeu o material e pediu aos apoiadores que divulguem o conteúdo e explicitem os nomes nele contidos. Segundo Lula, o governo Bolsonaro tinha pessoas “que se faziam de ignorantes” e que provocaram um “sacrifício desnecessário” de 700 mil vidas.
“Na época, eu dizia que a Organização Mundial da Saúde deveria levar o Bolsonaro à Justiça como um cara que cometeu um crime contra a humanidade”, declarou o petista. “Entretanto, muita gente se calou”.
Lula também relembrou frases do ex-presidente em transmissões semanais, ao citar ainda o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como “fujão, que está nos Estados Unidos tentando pregar um golpe contra o Brasil”.
O chefe do Executivo criticou a sequência de mudanças no comando do Ministério da Saúde de Bolsonaro. Segundo Lula, dos quatro ministros da Saúde da gestão anterior, apenas o primeiro demonstrava algum conhecimento sobre a área, enquanto outro era vendedor de remédios e o último era general.
A pasta teve como líderes Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich, general Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga, entre 2019 e 2022.