A Prefeitura de Feira de Santana definiu as normas que vão disciplinar o comércio ambulante durante o Festival de Quadrilhas Juninas e o Bando Anunciador da Festa de Senhora Sant’Ana. As regras foram publicadas no Diário Oficial do Município desta sexta-feira (10) e trazem restrições para garantir a segurança e a organização dos eventos.

Entre as proibições estão a venda e o uso de bebidas em garrafas e copos de vidro, churrasqueiras, fogareiros, churrasquinho no espeto, objetos perfurocortantes, fogos de artifício e serpentinas metálicas. A circulação de carrinhos de mão, pranchões, mesas e cadeiras de ferro ou madeira, além de coolers e caixas térmicas com finalidade comercial, também está vetada.

A portaria ainda proíbe carros de som, equipamentos de som automotivo e a comercialização das bebidas artesanais conhecidas como “cravinho” e “príncipe maluco” nos circuitos da festa.

O documento reforça a proibição do trabalho de menores de 18 anos e da venda de bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Quem descumprir as regras poderá ser multado, ter mercadorias apreendidas, perder a licença para comercialização e ficar impedido de participar das festas populares promovidas pelo município no próximo ano.

*Rafael Marques/ Rotativo News
Foto: Washington Nery


Festival Literário e Cultural acontece de 25 a 30 de agosto; identidade visual une xilogravura e Pop Art em homenagem a símbolos locais como Maria Quitéria e Lucas da Feira.

A 19ª edição do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS) acaba de ganhar cara nova. Foi lançada a identidade visual do evento de 2026, que traz o tema “Feira é o Mundo” – expressão popular que exalta a diversidade da Princesa do Sertão. A arte, assinada pelo ilustrador feirense Sidarta Gautama, propõe um diálogo inédito entre a xilogravura e a Pop Art, tendo o Anel de Contorno como símbolo das conexões globais da cidade. O festival acontece de 25 a 30 de agosto, agora no Centro de Convenções de Feira de Santana.

Segundo a comissão organizadora, a escolha do tema reflete a proposta de mostrar como a produção literária e artística de Feira de Santana, por sua singularidade, dialoga de forma particular com o cenário global. Um dos pilares da edição é a homenagem a símbolos culturais da cidade, com destaque para as figuras históricas de Maria Quitéria e Lucas da Feira, além de aspectos da paisagem cultural local, revelando conexões entre passado, presente, oralidade e patrimônio.

A coordenadora da edição 2026, Cristiana Oliveira, explica que a frase “Feira é o mundo” vai além da observação sobre o comércio. “É uma metáfora sobre convivência, diversidade e movimento. Assim como o mundo, ‘a Feira’ é cheia de contrastes — ordem e desordem, riqueza e simplicidade, tradição e modernidade. É um lembrete de que o cotidiano, mesmo em espaços aparentemente simples, pode refletir complexidade”, afirma.

A professora Taíse Bomfim, pró-reitora de Extensão da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), que integra o âmbito institucional do programa FLIFS, reforça: “Feira de Santana é mais que uma cidade: é encontro e movimento. Aqui, o mundo se revela em cada esquina, na cultura que pulsa, na fé que acolhe, na força de quem labuta todos os dias. O tema sintetiza o argumento popular de que o mundo inteiro ‘cabe’ ou ‘passa’ por Feira de Santana, reunindo em um só lugar o ‘mundo em cultura’.”

Identidade visual

A identidade visual do FLIFS 2026 foi concebida pelo artista e ilustrador feirense Sidarta Gautama, conhecido por trabalhos de caricatura, design e publicidade. A criação une tradição e contemporaneidade ao promover o diálogo entre a xilogravura e a Pop Art. A peça destaca o Anel de Contorno como símbolo da cidade e de suas conexões globais, envolvendo elementos identitários do território e transmitindo a ideia de que Feira, como espaço social e comercial, concentra diversidades de culturas, produtos e pessoas – funcionando como imagem da própria vida em sociedade.

Sobre o artista

Sidarta Gautama é artista visual, músico e designer gráfico, com trajetória marcada pela integração de diferentes linguagens. Sob a assinatura Sidarta, atua no design e na ilustração, criando identidades visuais, campanhas e peças publicitárias para redes de franquias. Ilustrou as obras “A Espera de Morena” (2012) e “O Cordel da Caixa d’Água” (2021). Em parceria com o escritório Ed. Vasco, desenvolve painéis, murais e objetos decorativos, tendo participado de duas edições da CASACOR (2012 e 2014). Realizou exposições individuais e coletivas, com destaque para “Bicentenário da Independência” (2023, com apoio da Funceb), “Narrativas Visuais” (2021) e “Feira dos Meus Olhos D’Água” (2023, no MAC). Na música, assina conceito gráfico, composições e direção artística do grupo Calafrio, além de direção e roteiro de videoclipes. Foi premiado no festival Vozes da Terra e integra o Mapa Musical da Bahia.

Serviço

O quê: 19ª edição do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS)

Tema: “Feira é o Mundo”

Quando: 25 a 30 de agosto de 2026

Onde: Centro de Convenções de Feira de Santana

Programação: ainda em divulgação

Mais informações: acompanhe os canais oficiais do festival 

https://www.instagram.com/flifsoficial

Evento deve movimentar cerca de R$ 800 milhões na economia carioca

O show da cantora colombiana Shakira, na praia de Copacabana, neste sábado (02) atraiu uma multidão de 2 milhões de pessoas, pelos cálculos da Prefeitura do Rio de Janeiro. A artista foi a terceira atração do projeto Todo Mundo do Rio, que, em 2024 e 2025, promoveu os shows de Madonna e Lady Gaga, também com público semelhante.   

A apresentação foi aberta por um show de drones, que desenharam uma loba no céu carioca, já que o animal é o símbolo da cantora. Shakira abriu o show com uma roupa das cores do Brasil e falando em português, sobre a sua longa trajetória de passagens pelo nosso país.

Em diversos momentos, a cantora dedicou o show às mulheres, especialmente às mães que cuidam dos filhos sozinhas. Quatro artistas brasileiros dividiram o palco com Shakira: Anitta, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Ivete Sangalo.

Balanço de serviços

Os três postos médicos instalados em Copacabana realizaram 400 atendimentos, sendo necessária a remoção de 64 pessoas para hospitais municipais no entorno. As principais causas dos atendimentos foram mal-estar, pequenos traumas e excesso de bebida alcoólica. 

Na manhã antes do show, a Secretaria Municipal de Saúde também operou um posto de vacinação em local próximo ao show, oferecendo imunização contra influenza, sarampo, caxumba rubéola, difteria e tétano.

Os profissionais de limpeza urbana recolheram 362 toneladas de resíduos, durante e após o show. O serviço contou com cerca de 2 mil garis, desde a pré-limpeza, na sexta-feira (1º) até a conclusão do trabalho, já na madrugada deste domingo (03). 

Balanço econômico

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico estima que o show deve movimentar cerca de R$ 800 milhões na economia carioca, graças à injeção extra de dinheiro em setores como hotelaria, gastronomia, transporte e comércio.

O projeto Todo Mundo no Rio é realizado pela Prefeitura do Rio em parceria com a produtora Bonus Track, e patrocínio de diversas empresas privadas. Os shows com artistas de renome internacional estão previstos para, pelo menos, até 2028. 

De acordo com a Prefeitura, as apresentações já levaram ao aumento no fluxo de turistas da cidade maravilhosa. Em 2024, o crescimento no feriado do Dia do Trabalho foi de 34,2% em relação ao ano anterior. Em 2025, o aumento foi de 90,5% na comparação com 2023.

A arrecadação da cidade com o Imposto sobre Serviços ligados a turismo, eventos, transporte e atividades associadas foi 23,2% maior em maio de 2025, na comparação com 2023. Para o poder municipal, os shows também aumentam a projeção internacional do Rio, impulsionando o turismo em outras épocas do ano. 

Agência Brasil


Chamada pública apoiará projetos por dois anos com R$ 19,2 milhões

© Fernando Frazão/Agência Brasil

Projetos culturais do estado do Rio de Janeiro podem se candidatar até o dia 18 de maio ao Edital de Apoio a Ações Continuadas RJ, lançado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec). As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela plataforma Desenvolve Cultura.

A chamada pública é para projetos culturais que ocorrem de forma contínua e conta com R$ 19,2 milhões em recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). O valor será distribuído em dois ciclos de execução, em 2026 e 2027, cada um com R$ 9,6 milhões.

O presidente do Grupo de Trabalho da PNAB na Secec, Leonardo Alves, explicou à Agência Brasil nesta terça-feira (28) que o edital resulta da Portaria 216 do Ministério da Cultura (MinC), que instituiu no ano passado o Programa Nacional Aldir Blanc de Apoio a Ações Continuadas.

O proponente que for contemplado pelo edital receberá recursos para executar um projeto de um ano. Ao término dessa proposta, ele receberá um novo recurso de igual valor, para continuar no ano seguinte. “Por isso, é um edital de ação continuada. Ele vale por dois anos”, explicou Alves.

Categorias

O edital contempla três categorias: circos de lona, grupos e companhias artísticas, além de festivais e eventos culturais. Serão selecionados: 

  • 15 circos de lona, com apoio de R$ 200 mil cada e total de R$ 6 milhões nos dois ciclos;
  • 15 grupos ou companhias artísticas, com R$ 200 mil cada, somando outros R$ 6 milhões;
  • 12 festivais ou eventos culturais, com R$ 300 mil cada, totalizando R$ 7,2 milhões.

Os recursos previstos e divididos em dois ciclos dão “previsibilidade para aquele grupo ou companhia elaborar seus projetos”, reforçou o presidente do Grupo de Trabalho da PNAB na Secec.

Quem pode participar

Podem participar do edital pessoas jurídicas ou microempreendedores individuais (MEIs) da área cultural, com até três anos de atuação comprovada no estado. Os candidatos deverão apresentar um plano de atividades estruturado em dois ciclos.

No momento da inscrição, será exigido o detalhamento completo do primeiro ciclo, incluindo ações previstas, equipe, cronograma, orçamento e local de realização, além de planejamento preliminar para o segundo ciclo.

Será obrigatória também a apresentação de portfólio, planilha orçamentária e previsão de medidas de acessibilidade e sustentabilidade.

Política nacional

Os estados que aderem ao programa devem investir, no mínimo, 10% dos recursos recebidos da PNAB em ações culturais que ocorrem de forma contínua.

O Edital de Ações Continuadas faz parte de um conjunto de três programas que o MinC lançou em parceria com os estados. Os outros são o Programa Nacional Aldir Blanc de Formação em Gestão Pública de Cultura, na Portaria 217, e o Programa Nacional Aldir Blanc de Requalificação de Infraestrutura Cultural, na Portaria 218.

Leonardo Alves afirmou que o Rio de Janeiro aderiu aos três programas, que visam à execução de uma política cultural nacional.

“A gente sabe que não é a realidade do Rio de Janeiro, mas outros estados acabam com algumas dificuldades, inclusive jurídicas, de autorização para executar certos tipos de edital. Por isso, o Ministério fez essa parceria com os estados para poder subsidiá-los na construção dos seus editais”.

Fonte: agência Brasil


Aconteceu neste domingo (26) a primeira edição da Lavagem da Fraga Maia, em Feira de Santana. O evento reuniu famílias, músicos, organizadores e a comunidade em uma tarde marcada por alegria, música e valorização da cultura popular.

Com programação voltada para todos os públicos, a iniciativa trouxe o clima das tradicionais lavagens do interior baiano para uma das avenidas mais movimentadas da cidade, promovendo lazer e integração social.

O músico Antônio Carlos destacou a expectativa para a estreia do evento e a oportunidade de apresentar o trabalho ao público. “A expectativa foi muito grande. A gente já vem trabalhando há alguns anos e hoje é uma oportunidade de mostrar mais uma vez o nosso trabalho aqui nessa primeira lavagem”, afirmou.

Segundo ele, a proposta é levar diversidade musical e animação. “Muito axé, muito samba, um pouquinho de cada coisa. A gente trabalha com músicas animadas, a chamada ‘baranga da alegria’, para levar diversão ao público”, explicou, ressaltando também a participação popular com carro-pipa e interação nas ruas.

Representando o poder público, o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Cristiano Lôbo, enfatizou o caráter familiar do evento. “Uma tarde de calor, muita alegria, famílias participando aqui na primeira lavagem da Fraga Maia. É um momento de lazer para crianças, adultos e idosos”, pontuou.

Ele também destacou a importância de fortalecer tradições culturais no município. “Feira de Santana já possui diversas lavagens ao longo do ano, em bairros e distritos. A população gosta muito desses momentos, com música, entretenimento e manifestações típicas do nosso carnaval de rua”, acrescentou.

O vereador Galeguinho, um dos idealizadores da iniciativa, ressaltou o objetivo de resgatar tradições e consolidar o evento no calendário local. “Esse é um projeto em família, junto com a Prefeitura de Feira de Santana. A gente quer resgatar os antigos carnavais e ver o povo na rua, com crianças e famílias participando”, afirmou.

Ele também reforçou a intenção de continuidade. “A ideia é que essa seja a primeira de muitas lavagens, que se torne uma tradição aqui na Fraga Maia”, disse.

O evento também contou com a presença de moradores e visitantes, que aprovaram a iniciativa. A empresária Lara destacou a experiência positiva. “É a primeira vez que eu venho e estou me sentindo incrível. Está tudo muito organizado e animado. É como um carnaval fora de época, algo maravilhoso para as pessoas curtirem”, avaliou.

Entre o público, crianças também marcaram presença, reforçando o caráter familiar da festa, muitas acompanhadas de parentes e aproveitando a programação ao longo da tarde.

Com carro-pipa, músicas de chão e a participação ativa do público nas ruas, a Lavagem da Fraga Maia estreou já com adesão popular e clima de tradição. A presença de famílias, crianças e grupos musicais ao longo da avenida sinaliza que a iniciativa chega com potencial para se firmar no calendário cultural da cidade.

*Secom


Conhecida pela forte presença das religiões de matriz africana em sua formação cultural e histórica, a Bahia ocupa a quarta posição entre os estados brasileiros com maior proporção de adeptos do candomblé e da umbanda. De acordo com o Censo 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 1% da população baiana com mais de 10 anos se identifica com essas religiões.

O estado fica atrás do Rio Grande do Sul, que lidera o ranking com 3,19%, além do Rio de Janeiro, com 2,58%, e de São Paulo, com 1,47%.

Na outra ponta, o Tocantins aparece como o estado com menor proporção de praticantes. Nenhum estado da Região Norte alcançou ao menos 0,5% da população vinculada ao candomblé ou à umbanda. Em todo o país, os adeptos dessas religiões representam cerca de 1% da população.

O estudo também revelou que os praticantes de religiões de matriz africana estão entre os grupos com maior nível de escolaridade. Cerca de 25,5% possuem ensino superior completo, ficando atrás apenas dos espíritas, que lideram nesse recorte com 48%.

Entre aqueles que ainda estão em processo de formação universitária, os seguidores de candomblé e umbanda aparecem em primeiro lugar proporcionalmente, com 39,9%. O grupo também ocupa a segunda posição entre pessoas que não concluíram o ensino médio, com 14,7%.

No perfil étnico-racial, 42,9% dos praticantes se autodeclaram brancos, enquanto 33,2% são pardos e 23,2% pretos. Somando pretos e pardos, 56,6% dos adeptos são negros. Já amarelos e indígenas representam menos de 0,3%.

Na Bahia, o catolicismo segue como a religião predominante, reunindo 57% da população. Em seguida aparecem os evangélicos, que representam mais de 23% dos baianos.

*Metro1
Foto: Agência Brasil


Um importante instrumento de difusão da cultura retornou às atividades na noite desta terça-feira (31). O Centro de Cultura Maestro Miro trouxe, mais uma vez, para a cidade, mostras culturais em um ambiente completamente restaurado.

O espaço reúne importantes equipamentos culturais, como o Teatro Ângela Oliveira, o Acervo Nelson Gonçalves, o Foyer J. Morbeck e a Galeria de Arte Eliomar Simas, além de seis salas destinadas à realização de oficinas.

Com uma programação rica e diversa, o evento contou com a presença de diversas autoridades de Feira de Santana, que voltaram a prestigiar o equipamento cultural, fechado há seis anos.

A programação de reinauguração foi marcada por apresentações artísticas que evidenciaram a diversidade cultural do município. O público acompanhou a apresentação do Grupo de Dança Adoração e Arte, dirigido pelo professor Adauto Silva, que levou ao palco uma performance marcada pela expressividade e pelo diálogo com a arte.

A noite contou ainda com a participação da violinista Sophia Ananias, que apresentou ao público um repertório que destacou técnica e sensibilidade musical.

Encerrando a programação, o grupo de dança da Earte subiu ao palco com coreografia de Elisa Medeiros e direção artística de Manuella Oliveira, em uma apresentação que celebrou a arte, a expressão e o movimento.

O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho, também participou da cerimônia e destacou a importância da reabertura do espaço para a cidade.

“É um momento que me emociona. Ver este espaço vivo novamente, com apresentações culturais e a participação dos artistas, mostra a importância do Centro de Cultura Maestro Miro para a nossa cidade. O equipamento está de volta, e a população poderá novamente usufruir deste espaço”, afirmou o prefeito.

O secretário municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Cristiano Lôbo, destacou a importância da reabertura do equipamento para o fortalecimento das políticas públicas culturais no município e agradeceu a todos os envolvidos na requalificação do espaço.

“A reabertura do Centro de Cultura Maestro Miro representa mais do que a entrega de um espaço físico. É a retomada de um ambiente de formação, de criação e de valorização dos nossos artistas. Estamos devolvendo à população um equipamento preparado para fomentar a cultura em suas mais diversas linguagens, atendendo desde crianças até idosos. Quero também agradecer a todos que contribuíram para que esse momento se tornasse realidade, desde as equipes técnicas até os artistas e a comunidade, que mantiveram viva a importância deste espaço”, afirmou.

A reinauguração do Centro de Cultura Maestro Miro integra o conjunto de ações da Prefeitura de Feira de Santana voltadas à valorização da cultura e à requalificação dos equipamentos públicos do município.

*Secom


O escritor feirense Alfredo de Morais Neto lançará, no dia 19 de abril, sua nova obra durante a Bienal do Livro da Bahia 2026, realizada no Centro de Convenções de Salvador, onde devem se reunir autores, leitores, artistas e profissionais do mercado editorial de todo o país.

Intitulado “Síndrome dos Pais Culpados: Quando Amar Demais se Transforma em Medo de Frustrar”, o livro aborda os desafios da parentalidade na contemporaneidade. Psicólogo, professor, subtenente da Polícia Militar e empresário, o autor analisa temas como o impacto das redes sociais, a pressão acadêmica e a busca por perfeição na criação dos filhos.

A obra propõe reflexões sobre a culpa parental e seus efeitos emocionais, além de apresentar caminhos para fortalecer a resiliência e promover relações familiares mais equilibradas.

A Bienal deste ano acontece de 15 a 21 de abril e contará com uma programação ampliada, que inclui autores, palestras e atividades culturais.

Com informações da assessoria de comunicação.


Na manhã deste sábado (21), o prefeito José Ronaldo de Carvalho realizou uma visita técnica para acompanhar a etapa final das obras de revitalização do Centro de Cultura Maestro Miro, um dos espaços culturais mais tradicionais de Feira de Santana.

Durante a inspeção, o gestor percorreu salas, auditório e áreas de convivência, observando os últimos ajustes estruturais e de acabamento antes da reabertura do equipamento cultural, que voltará a ser destinado às atividades artísticas e educativas da comunidade.

Emocionado ao retornar ao local, o prefeito destacou as memórias que guarda do espaço ao longo dos anos e o papel social que ele exerce na formação cultural da população.

“Sempre que venho aqui me lembro do Maestro Miro cheio de vida, com crianças fazendo teatro, meninas ensaiando balé, jovens aprendendo dança e idosos se reunindo para atividades culturais. Era um ambiente de alegria permanente. Nosso objetivo é devolver exatamente isso. Um espaço vivo, com gente feliz, praticando arte, convivendo e aprendendo”, afirmou.

A revitalização contempla melhorias estruturais, adequações nos ambientes internos e recuperação das áreas destinadas às oficinas, permitindo que o centro volte a receber aulas de teatro, dança, balé e outras atividades culturais voltadas para públicos de todas as idades.

*Secom


As ruas do distrito de Humildes, em Feira de Santana, foram tomadas por cores, música e animação na manhã deste domingo (01), durante a tradicional Lavagem de Humildes. O evento, que antecede a Festa de Nossa Senhora dos Humildes, padroeira da localidade, reuniu moradores e visitantes em um cortejo marcado pela valorização cultural e pelo clima de confraternização.

Ao som da Fanfarra de Cachoeira e Muritiba, foliões fantasiados percorreram as principais vias do distrito, transformando o domingo em um verdadeiro espetáculo popular. A lavagem funciona como uma prévia das celebrações religiosas que terão início no próximo fim de semana, quando a festa da padroeira deve atrair ainda mais fiéis para Humildes.

Presente no evento, o prefeito José Ronaldo de Carvalho destacou o significado da celebração para a comunidade. “É um momento de prazer e alegria para todos. A comunidade se reúne, se diverte e mantém viva uma tradição que faz parte da história do distrito. Humildes tem mais de 100 anos e preservar essa cultura é valorizar a própria vida do lugar”, afirmou.

De acordo com Nailton Santana, um dos organizadores, esta foi a oitava edição do evento no formato atual, que preserva uma celebração centenária. “É uma festa que atravessa gerações. Com o apoio de amigos, comerciantes e da própria população, conseguimos trazer as fanfarras, as baianas e realizar mais uma edição. A lavagem de Humildes é a identidade cultural do distrito e não pode acabar”, ressaltou.

Entre os participantes, a aposentada Maria Madalena emocionou-se ao falar sobre a ligação afetiva com a festa. “Participo desde criança. Vi essa lavagem crescer, mudar, mas nunca perder a essência. Enquanto eu tiver forças, estarei aqui, porque isso faz parte da minha história e da história de Humildes”, disse.

Mais do que um evento festivo, a Lavagem de Humildes reafirma a importância da memória, da fé e da cultura popular, fortalecendo os laços comunitários e mantendo viva uma tradição que atravessa gerações no distrito.

*Secom

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