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Envolvidos em esquema criminoso usavam sistema da instituição para adulterar dados e desviar recursos

banco do brasil
Edifício sede do Banco do Brasil, em Brasília | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nesta terça-feira, 29, a Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma operação para desarticular um grupo que teria fraudado clientes do Banco do Brasil, causando prejuízos de R$ 40 milhões. 

Autoridades informaram que foram emitidos seis mandados de busca e apreensão contra funcionários e terceirizados do banco, com ações no Rio de Janeiro e em Mato Grosso.

As investigações apontam que funcionários e terceirizados acessavam o sistema do banco, adulteravam dados de clientes e desviavam recursos. Um gerente do Banco do Brasil está entre os suspeitos. 

A instituição afirmou que as investigações começaram a partir de apuração interna, “que detectou irregularidades, as quais foram comunicadas às autoridades policiais”, e que está colaborando com a investigação das autoridades “com repasse de informações e subsídios”.

Funcionários do Banco do Brasil estão envolvidos em fraude, diz PCRJ

O Banco do Brasil informou que a investigação começou a partir de uma apuração interna | Foto: Reprodução/Agência Brasil
Quadrilha contava com colaboração de um gerente no Mato Grosso e funcionários terceirizados | Foto: Reprodução/Agência Brasil

Segundo a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), a quadrilha contava com a colaboração de um gerente no Mato Grosso, além de funcionários da área de tecnologia da informação e terceirizados. Esses colaboradores facilitavam a inserção de scripts maliciosos nos sistemas.

Com esse acesso, os envolvidos realizavam transações bancárias fraudulentas em nome dos clientes, cadastravam equipamentos, alteravam dados cadastrais e modificavam dados biométricos

O delegado Jeferson Ferreira do Nascimento, da DRF, informou que as denúncias começaram no ano passado. 

“Essa organização atua em organizações financeiras e nós estamos atuando contra o núcleo operacional”, disse Nascimento. “Vamos agora em busca do núcleo superior desse grupo criminoso e também dos beneficiários desses recursos desviados de forma fraudulenta.”

O Banco do Brasil afirmou que tem colaborado ativamente com as investigações desde a descoberta das irregularidades, fornecendo informações que possam auxiliar na resolução do caso.

Informações Revista Oeste


O ex-presidente da República Michel Temer, 84 anos, afirmou em entrevista  que o governo Lula 3 não tem projeto para o país e que passou um sinal negativo ao mudar as metas do próprio arcabouço fiscal que criou no ano passado.

Mandatário entre setembro de 2016 e dezembro de 2018, Temer instituiu em sua gestão o chamado teto de gastos (que corrigia o gasto do ano corrente pela inflação do anterior) e aprovou a reforma trabalhista, além de ter iniciado as discussões da previdenciária, finalmente aprovada em 2019, no governo Jair Bolsonaro (PL).

“A sensação que eu tenho é que este governo não tem um projeto. Ou, se o tem, tem às escuras, não às claras. Não lança para a população”, diz Temer.

O ex-presidente acredita que a fase de radicalização política no Brasil está ficando para trás e que o desempenho positivo de seu partido, o MDB, no último pleito seria prova disso. Temer participou nesta terça-feira (29) do Lide Brazil Conference, em Londres, promovido pela Folha, UOL e Lide.

Muitos qualificam seu governo como reformista e tendo sido capaz de estabilizar minimamente a economia com o teto de gastos. Hoje, temos juros e dólar em alta, com a inflação pressionada. Como avalia o quadro?

Assim que eu cheguei no governo, percebi que a economia não se resolve num passe de mágica. Você não reduz os juros nem a inflação com uma única medida. É preciso uma série delas. Por isso, optamos pelas reformas, começando pelo teto de gastos.

Há o fundamento de que ninguém pode gastar mais do que aquilo que arrecada. Isso já começou a dar uma credibilidade extraordinária, porque o problema da economia está muito na segurança, naquilo que as pessoas alardeiam como sendo segurança jurídica, que nada mais é do que o cumprimento rigoroso do sistema normativo.

E disso decorre também a segurança, a credibilidade social, que permite investimentos. No nosso período, fizemos isso. Especialmente eu relembro a reforma trabalhista, o teto de gastos, o encaminhamento da [reforma da] Previdência, a Lei das Estatais, que recuperou a Petrobras e outras empresas.

Isso deu credibilidade. E, para isso, é preciso uma relação muito próspera entre o Executivo e o Legislativo. Porque, diferentemente do que todos pensam, o presidente manda pouco. Ele só manda se tiver apoio do Legislativo. E disputas entre Executivo e Legislativo prejudicam a credibilidade.

Você precisa ter muita unidade no governo, que é uma coisa fundamental. Você não pode ter disputa entre ministérios como, vez ou outra, eu verifico.

O atual governo criou o chamado arcabouço fiscal e já fez modificações, alterando metas para 2025 e sinalizando que o superávit de 1% do PIB será alcançado só em 2028. Como vê o cenário fiscal neste governo?

Em primeiro lugar, quero dizer o seguinte: a ideia do teto não feneceu. O que era o teto no meu governo? Era aplicar a inflação do ano anterior no novo orçamento. O que é o teto hoje? É a inflação do ano anterior, mais 0,5% a 2,5% [de crescimento real]. Se numericamente isso vai dar certo ou não, eu não saberia dizer. Mas ainda existe a figura do teto.

Agora, é preciso que haja aplicação rigorosa desse teto. Se houver titubeio, mesmo com esse teto modificado, teremos instabilidade. Mudar a meta não é útil.

Uma certa estabilidade legislativa também é importante. Porque também a credibilidade fiscal, econômica e social deriva da não existência permanente de modificações legais. Você acabou de dizer uma coisa que preocupa, essa modificação [no arcabouço].

O governo Lula 3 está terminando o seu segundo ano. Como o sr. o avalia até aqui?


Não vejo ideia de reformas pela frente. Temos a reformatação administrativa, mas está demorando. Eu não pude realizá-la porque eu tive pouco tempo de governo. Embora tivesse feito uma reforma administrativa silenciosa, quando eliminei muitos cargos de comissão, ao reduzirmos as agências do Banco do Brasil com programas de demissão voluntária.

Eu não vejo, digamos assim, um projeto, uma meta do governo. Por que que eu tive uma meta? Porque, em um dado momento [2015], na Fundação Ulysses Guimarães, nós resolvemos realizar um documento, que foi chamado “Uma Ponte para o Futuro”. Quando eu cheguei ao governo, eu tinha um projeto.

Essas coisas todas que falamos das reformas fundamentais, que resultaram na queda da inflação e da taxa Selic, estavam programadas. Com aquele projeto, fomos fazendo as coisas e isso deu credibilidade. Agora, acho que falta o anúncio de um projeto maior.

Como o Juscelino Kubitschek [presidente de 1956 a 1961], que tinha um plano de metas. As pessoas sabiam para onde o governo estava indo. A sensação que eu tenho é que este governo não tem um projeto. Ou, se o tem, tem às escuras, não às claras. Não lança para a população.

O sr. não teria nada para citar como projeto deste governo?


Por enquanto, não. Não saberia dizer. Evidentemente que há um esforço grande para reduzir a inflação, mas ainda é improdutivo. Você veja que a própria diminuição do desemprego —vários editoriais e jornais disseram— é um produto da reforma trabalhista. Ela produziu mudanças na lei, que levou alguns anos para ter o seu efeito.

Eu confesso que não vejo. Vejo boa vontade, mas não vejo execução e vejo muita divergência. Por exemplo, vejo as dificuldades que o ministro [Fernando] Haddad [Fazenda] tem muitas vezes para levar adiante certos projetos. Isso cria insegurança, o que não é útil para a governabilidade.

Aumentar a arrecadação não é ruim, mas aumentar os gastos é. Por isso que o teto de gastos não permitia a elevação dos gastos públicos. Então, dois pontos: você aumenta a arrecadação; muito bem, sinal que a produção vai indo bem. Mas não pode aumentar os gastos, senão uma coisa elimina a outra. E isso parece que está acontecendo.

O seu partido se saiu bem nas eleições. Teve o segundo melhor resultado em população a ser governada, 36,6 milhões [atrás do PSD, com 37 milhões] e ganhou em São Paulo, o que não ocorria desde 2012. Como avalia o fato de o centrão, do qual o MDB faz parte, ter sido o grande vencedor?

O MDB é o grande partido de centro do país. Sempre foi assim. Desde o momento da Constituinte [1988], quando trouxe o país para o centro. E acho que hoje, mais do que nunca, revelou-se que o centro, caminhando para a direita, prevaleceu.

Segundo ponto, o MDB saiu-se muito bem. Você acabou de dizer que pegou São Paulo, mas mais quatro capitais: Porto Alegre, Belém, Macapá e Boa Vista.

Acho que o MDB estabeleceu uma marca estupenda, que é o fato de o seu eleitor votar com uma despreocupação, sem radicalismo.

O sr. vê o Brasil saindo um pouco desse quadro de acirramento na política? O clima está melhorando?

Acho que essa eleição municipal é demonstrativa disso. Prevaleceu mais a moderação, a tranquilidade, o equilíbrio. O Ricardo Nunes [prefeito reeleito de São Paulo] é um exemplo disso. Embora esteja fora da vida pública, nas conversas que tenho com várias pessoas, vejo que todos estão cansados dessa radicalização. Não daquilo que eu chamo de polarização, que eu reservo para ideias.

Na democracia, você ter uma polarização de ideias, divergências, é fundamental. Porque senão você tem um governo absolutista. Tanto que a oposição é fundamental na democracia, porque ela ajuda, fiscaliza, contraria, contradita.

Mas acho que o quadro de radicalização foi derrotado agora e não é improvável que venha a ser derrotado em 2026.

O sr. fala em centro e fim da radicalização. Tem algum palpite para as candidaturas em 2026? Alguma no seu partido? O que acha do nome do Tarcísio [de Freitas, governador de São Paulo, do Republicanos]?

Não gostaria de nominar. Mas o Tarcísio é uma grande figura, sem dúvida. Seria um bom candidato, moderado. O conheço bem e tive a oportunidade de tê-lo no meu governo [como secretário para programas de parcerias e investimentos]. Faz um bom governo em São Paulo e teve uma vitória, como vimos agora, na eleição do Ricardo Nunes.

Tivemos um aumento vertiginoso do poder de alguns congressistas com as emendas, que somam cerca de R$ 50 bilhões por ano. Vimos que 98% dos 116 prefeitos mais beneficiados com emendas foram reeleitos, com uma média de 72% dos votos, grande parte do centrão. Isso não é ruim para a democracia, esse direcionamento financeiro?

Acho que está havendo um protagonismo muito grande do Congresso Nacional. No tocante ao orçamento, ele não só aprova, mas tem emendas impositivas, de bancada, de comissão. Enfim, as mais variadas, que são direcionadas a esses municípios. Então, volto a dizer, há um protagonismo muito grande do Congresso Nacional.

Isso pode conduzir um dia a uma reforma política radical. E o que chamo de reforma política radical é a mudança do sistema de governo, que é a ideia de um semipresidencialismo ou semiparlamentarismo.

Já que uma parte grande do orçamento está sendo direcionado ao Congresso, que ele seja responsável também pelos atos de governo. Porque hoje ele manda essas emendas, mas não tem responsabilidade nenhuma pela governabilidade executiva. Tem só pela governabilidade legislativa.

Mas e a transparência dessas emendas, do poder que esses parlamentares têm? Pois hoje têm nas mãos um instrumento para se perpetuarem no poder.

Há que ter transparência, até porque a Constituição determina a publicidade de todos os atos públicos, significando, portanto, a atuação dos parlamentares no tocante ao orçamento. Aliás, já caiu essa coisa do chamado orçamento secreto. Caiu porque era uma violência extraordinária contra a Constituição.

Então, é preciso cumprir rigorosamente a Constituição. Nesse particular da publicidade, da transparência, a Constituição determina isso em várias passagens.

Informações Poder 360


A moeda norte-americana teve alta de 0,92%, cotada a R$ 5,7610. Já o principal índice de ações da bolsa de valores encerrou em queda de 0,37%, aos 130.730 pontos.

Cédulas de dólar — Foto: Pexels

Cédulas de dólar — Foto: Pexels 

O dólar fechou em alta nesta terça-feira (29) e bateu os R$ 5,76, no maior patamar desde 30 março de 2021, quando fechou em R$ 5,7613. Apesar do dia contar com a divulgação de novos dados econômicos, investidores seguiram à espera de um novo anúncio de corte de gastos por parte do governo. 

Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que tem uma série de reuniões com o presidente Lula nesta semana, mas disse que não há previsão para divulgação do novo pacote fiscal com corte de despesas públicas. 

Nas últimas semanas, Haddad havia sinalizado que a equipe econômica poderia lançar novas medidas estruturais para reduzir os gastos públicos após as eleições municipais. Com isso, o mercado passou a esperar um pacote fiscal com corte de até R$ 60 bilhões — o que ajudaria o governo a passar uma maior “credibilidade”. (Entenda mais abaixo)

Na agenda de indicadores, os investimentos diretos no Brasil foram menores que o projetado em setembro, alcançando US$ 5,23 bilhões, segundo o Banco Central do Brasil (BC), contra uma expectativa de US$ 5,60 bilhões. 

Além disso, as transações correntes do país — soma das balanças comercial e de serviços e de transferências unilaterais entre os países — tiveram um déficit de US$ 6,53 bilhões, pior do que as estimativas, que esperavam um déficit menor, de US$ 5,0 bilhões. 

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, encerrou em queda. 

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Ao final da sessão, o dólar avançou 0,92%, cotado a R$ 5,7610, atingindo o maior patamar desde 30 março de 2021, quando fechou a R$ 5,7613. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,7666. Veja mais cotações.

Com o resultado, acumulou:

  • alta de 0,99% na semana;
  • avanço de 5,77% no mês;
  • ganho de 18,72% no ano.

No dia anterior, a moeda subiu 0,06%, cotada a R$ 5,7082. 

Já o Ibovespa encerrou em queda de 0,37%, aos 130.730 pontos. 

Com o resultado, acumulou:

  • alta de 0,64% na semana;
  • perdas de 0,82% no mês; 
  • recuo de 2,58% no ano.

Na véspera, o índice encerrou em alta de 1,02%, aos 131.213 pontos. 

O que está mexendo com os mercados?

Mesmo com algumas divulgações na agenda econômica, o foco dos investidores continuava voltado para a promessa de um corte de gastos feita pelo governo. 

Nas últimas semanas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou que a equipe econômica poderia lançar novas medidas estruturais para reduzir os gastos públicos após as eleições municipais. 

Agora, encerradas as eleições, o mercado espera por mais informações de quando e como esses cortes devem acontecer. Segundo o blog do Valdo Cruz, agentes financeiros disseram que, para ter credibilidade, esse pacote precisaria indicar cortes entre R$ 50 bilhões e R$ 60 bilhões nos gastos públicos. 

A ideia é que o tamanho do ajuste fiscal fique em torno de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). 

Nesta terça-feira (29), o ministro da Fazenda chegou a afirmar que tem uma série de reuniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao longo desta semana, mas reiterou que ainda não há previsão para a divulgação das medidas.

“Não tem uma data, ele [Lula] que vai definir. Mas a gente está avançando a conversa, estamos falando muito com o [Ministério do] Planejamento também”, afirmou Haddad em conversa com jornalistas.

A equipe econômica vem sendo pressionada a adotar iniciativas pelo lado das despesas. O tema também tem sido abordado frequentemente pelo Banco Central do Brasil (BC) como fator de influência na política monetária. 

Na segunda-feira, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, voltou a afirmar que se o Brasil quiser ter juros estruturalmente mais baixos, precisará apresentar medidas que sejam interpretadas como um choque fiscal positivo. As falas aconteceram em uma reunião com investidores realizada pelo Deutsche Bank, em Londres. 

Na agenda de indicadores, o destaque ficou com os dados da balança comercial brasileira, que frustrou as expectativas do mercado. 

Os números do BC mostram que com o resultado de setembro, em 12 meses, o déficit em transações correntes do país acumula um valor equivalente a 2,07% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo mês de 2023, houve superávit de 268 milhões de dólares. 

Em setembro, a balança comercial teve superávit de US$ 4,81, uma queda em relação aos US$ 8,48 bilhões registrados no mesmo mês de 2023. 

Já o rombo na conta de serviços ficou em US$ 4,98 bilhões, contra US$ 3,45 bilhões em setembro do ano anterior. 

*Com informações da agência de notícias Reuters


Reunião do PT convocada para esta segunda-feira pós-segundo turno das eleições municipais teve cobrança por reforma ministerial e também pedido de “freio de arrumação” no governo. Segundo a CNN, pessoas que acompanharam a reunião aplaudiram de pé a presidente Gleisi Hoffmann e não pouparam críticas ao ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais).

Padilha utilizou uma referência do futebol para dizer que o PT  deve fazer uma “profunda avaliação”, ao alegar que a sigla ocupa atualmente o Z4, ou seja, a zona de rebaixamento da política nacional. Jilmar Tatto, deputado federal e secretário de comunicação do PT, disse à CNN que a reação à fala de Padilha foi forte.

“É inaceitável que um ministro de Estado, em vez de cuidar do governo, faça uma coisa desrespeitosa como essa. É um desrespeito com o seu próprio partido. O que vemos é que esse entorno do presidente Lula é que está descredenciado. Ali sim, é tudo várzea. E é fundamental que a gente tenha um freio de arrumação”, disse Tatto.

Informações GMC Mais


Foto: Robson Nascimento

O vereador Ismael Bastos (PL), atualmente exercendo mandato na Câmara Municipal de Feira de Santana, anunciou em entrevista ao De Olho na Cidade, que entrou com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a decisão que reverteu a distribuição de cadeiras na Câmara. A medida, que resultou na retotalização de votos e apontou Hélio Barreto e Antônio Carlos (Carlinhos Cabeção) como os novos ocupantes das vagas, foi motivada por uma ação judicial envolvendo o cumprimento da cota de gênero nas eleições de 2020, quando Ismael concorreu pelo PSD e ficou como primeiro suplente.

O parlamentar explicou que sua iniciativa busca questionar uma decisão monocrática de uma juíza do TSE, que considerou inválido o preenchimento da cota de gênero no PSD.

“Dois candidatos ao cargo de vereador entraram com uma ação, questionando o partido PSD e sua relação com a cota de gênero. Eles perderam em Feira de Santana e novamente em Salvador. No entanto, ao recorrerem ao TSE, uma juíza deu ganho de causa a eles, alegando descumprimento da cota de gênero”, esclareceu.

Na condição de suplente que assumiu a vaga, Ismael se tornou parte do processo e decidiu interpor recurso, solicitando que a questão seja analisada pelo plenário do TSE.

“O TSE é composto por sete ministros. Uma decisão tão drástica como a cassação de mandato, que vai contra a vontade soberana dos eleitores, não deveria ser tomada por apenas uma magistrada. Entramos com o recurso para que essa decisão seja discutida pelo colegiado completo”, argumentou.

Ismael Bastos também oficiou a Câmara Municipal, na pessoa da presidente Eremita Mota, pedindo que nenhuma ação seja tomada até que haja um pronunciamento final do TSE sobre o caso.

“É um precedente comum, adotado por diversas casas legislativas. O poder Legislativo tem sua autonomia, e há precedentes em várias cidades onde a presidência aguarda o desfecho final antes de tomar qualquer decisão”, destacou o vereador.

Quando questionado sobre o tempo para uma resposta judicial, Bastos expressou incerteza.

“Infelizmente, o tempo judicial é algo que não podemos controlar. Fizemos o que estava ao nosso alcance, e agora aguardamos a manifestação do Poder Judiciário”, declarou.

Faltando cerca de 45 dias para o encerramento do ano legislativo, Ismael reforça que aguardar a decisão do plenário do TSE seria prudente.

“É justo que essa decisão seja tomada com cautela e no tempo correto. Esse é o nosso pleito”, finalizou.

*Com informações do repórter Danillo Freitas do site De Olho Na Cidade


Foto: ACM

A Prefeitura de Feira de Santana inicia na última quarta-feira (23) o serviço de captura de enxames de abelhas a fim de proteger o população de ataques. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Agricultura, Recursos Hídricos e Desenvolvimento Rural (Seagri).

De acordo com o secretário de Agricultura, Alexandre Monteiro, o serviço não gera custo para a população e os enxames capturados serão soltos em local seguro. A população pode solicitar o serviço através do aplicativo Feira Conectada, disponível nas plataformas Android e iOS.


Foto: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Civil da Bahia informou já ter indicativo de que seriam os autores do assassinato do DJ e ex-ator mirim João Rabello Fernandes, 45, em Trancoso, distrito turístico de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. A informação foi veiculada primeiro pela TV Bahia. O crime ocorreu na noite de quinta-feira (24), quando Rabello foi alvejado à queima-roupa dentro do próprio carro. As investigações apontam que a vítima foi morta por engano.

O caso é apurado pela 3ª DT (Delegacia Territorial) de Trancoso.

“Já há indicativo de autoria e as investigações apontam que ele teria sido morto por engano, levando também à impossibilidade de qualquer envolvimento da vítima em atividades criminosas”, disse a polícia, em nota, sem dar detalhes sobre quem seriam os suspeitos e a possível motivação do crime.

Informou apenas que as medidas legais estão sendo adotadas. “Oitivas e diligências estão em andamento e há equipes em campo buscando imagens que possam auxiliar na elucidação do caso.”

O corpo de João Rabello foi sepultado na tarde deste domingo (27), no Rio de Janeiro, sua cidade natal.

Em uma publicação nas redes sociais, a mãe do DJ, Maria Rebello, lamentou ter que enterrar o filho no mesmo dia em que completavam cinco anos da morte do irmão dela, o ator e diretor Jorge Fernando.

No post, ela relatou que o filho foi morto momentos após sair de casa para ir ao mercado. Segundo ela, dois homens suspeitos de cometer o crime têm “nomes de anjo”. A versão não é confirmada oficialmente.

“27 DE OUTUBRO 2024!! Hoje se instalou a tristeza eterna no meu coração. HOJE FAZ 5 anos que meu irmão morreu e hoje vou sepultar meu filho! O que aconteceu?? O sorriso da família de repente virou pranto! A vida está me destruindo de quando em quando… meu filho foi ao mercado e foi confundido por dois bandidos! Dois bandidos com nome de anjo por ironia da vida, segundo são os suspeitos da polícia”, escreveu.

A mãe de João Rabello também compartilhou uma nota por meio da qual a polícia já havia descartado a possibilidade de a morte do filho estar relacionada com o tráfico de drogas.

*Com informações Bahia.ba


Os gols do Cruzmaltino foram marcados por Emerson Rodríguez e Payet, duas vezes. Lucho e Ademir descontaram para o Tricolor

Foto: Matheus Lima/Vasco

O Bahia sofreu três gols em 30 minutos de bola rolando, esboçou uma reação, mas não conseguiu evitar a derrota para o Vasco por 3 a 2, em São Januário, na noite desta segunda-feira (28), no encerramento da 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. Emerson Rodríguez e Payet, duas vezes, marcaram para o Cruzmaltino, enquanto Lucho Rodríguez e Ademir descontaram para o time baiano.

Com o resultado negativo, o Tricolor estaciona nos 46 pontos ocupando o sétimo lugar na tabela de classificação, atrás do São Paulo que é o sexto fechando o G-6 com 51. Já o Cruzmaltino assumiu a nona posição ao somar 43.

O Bahia volta ao gramado na próxima terça (5), às 21h30, para enfrentar justamente o São Paulo, na Arena Fonte Nova, pela 32ª rodada.

Informações Bahia.ba


Créditos: depositphotos.com / imagepointfr

O Dia Mundial da Psoríase, celebrado em 29 de outubro, surge como uma oportunidade importante para sensibilizar a população sobre esta condição de pele que afeta milhões de pessoas no mundo inteiro. No Brasil, estima-se que cinco milhões de indivíduos convivam com essa doença, segundo a Associação Brasileira de Psoríase e Artrite Psoriásica. Esta condição não apenas impacta a saúde física, mas também pode afetar significativamente a saúde mental dos diagnosticados.

Entre as celebridades que trouxeram a psoríase à luz está Beyoncé, que compartilhou suas experiências durante a infância, onde lidava com a condição através de cuidados especiais que fortaleciam seu vínculo familiar. Além dela, outras figuras públicas como Kim Kardashian e Cyndi Lauper também revelaram conviver com a doença, ajudando a desmistificar e a promover a conscientização sobre a doença.

O Que é Psoríase?

Entenda a Psoríase: veja sintomas, tratamentos e como prevenir
Créditos: depositphotos.com / wisely

A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele, não contagiosa, frequentemente caracterizada por manchas vermelhas cobertas por escamas secas e prateadas. De acordo com o dermatologista Victor Bechara, a condição pode atingir também o couro cabeludo, unhas, e em casos mais graves, as articulações. Esta patologia pode, ainda, estar associada a doenças cardiometabólicas e gastrointestinais, demonstrando sua complexidade.

Sintomas e Fatores de Risco da Psoríase

Os sintomas da psoríase variam entre os indivíduos, mas frequentemente incluem manchas ressecadas e dolorosas, coceira persistente, e alterações ungueais. Em casos graves, pode ocorrer destruição das articulações. Fatores como genética, estresse, obesidade, tabagismo e certos medicamentos podem aumentar a probabilidade de desenvolvimento da doença, afetando significativamente a qualidade de vida do paciente.

Quais São os Tipos da doença?

Diversas manifestações da psoríase existem, incluindo apresentações clássicas e variações raras. A onicólise, por exemplo, é caracterizada pelo descolamento das unhas, enquanto a psoríase eritrodérmica envolve vermelhidão e descamação generalizada. O acometimento das articulações pode provocar dor severa, exigindo um tratamento cuidadoso para evitar incapacidades e complicações.

Tratamento e Manejo da Psoríase

Embora a psoríase possa influenciar a autoestima, existe uma variedade de tratamentos disponíveis que podem aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. O manejo típico inclui mudanças no estilo de vida, como controle de peso e redução do uso de tabaco e álcool. Medicamentos tópicos e orais, imunobiológicos e fototerapia são frequentemente prescritos. A cooperação com psicólogos é essencial para lidar com o impacto psicossocial da doença, permitindo um tratamento mais abrangente.

A prevenção e o diagnóstico precoce são chave para controlar a psoríase. Manter-se atento a quaisquer sintomas iniciais pode fazer a diferença no sucesso do tratamento. O diagnóstico antecipado facilita a contenção da doença e previne complicações. Portanto, consultas regulares ao dermatologista são cruciais para um manejo eficaz e para evitar o agravamento dos sintomas.

Informações TBN


Créditos: depositphotos.com / ParStud

O “alisamento brasileiro”, popular entre mulheres que buscam um efeito liso e duradouro nos cabelos, tem sido alvo de preocupações crescentes na França. Em 2024, foram relatados casos de intoxicação renal possivelmente associados ao uso do ácido glioxílico, uma substância comum nesses tratamentos. As autoridades francesas reagiram rápida e efetivamente diante dos eventos reportados.

Quatro mulheres, com idades entre 28 e 42 anos, apresentaram sintomas preocupantes de saúde, incluindo vômitos, diarreia, febre e dores nas costas. Esses sintomas, segundo análises do Ministério da Saúde da França e da Agência Nacional de Segurança Sanitária (Anses), indicam uma provável intoxicação renal ligada ao uso de produtos de alisamento que contêm ácido glioxílico.

Como o Ácido Glioxílico Afeta a Saúde?

Créditos: depositphotos.com / EdZbarzhyvetsky

ácido glioxílico, usado para alisar os cabelos, se transforma no organismo em substâncias que podem prejudicar os rins. Estudos recentes, entre eles uma pesquisa francesa de março, mostraram essa transformação em cristais de oxalato de cálcio, que interferem na função renal. Esse achado levou a Academia Francesa de Medicina a alertar profissionais de saúde e salões de beleza sobre os riscos envolvidos.

O potencial nocivo do ácido glioxílico não se limita à França. Sandrine Charles, da Anses, relatou casos semelhantes em Israel e Suíça, reforçando a necessidade de adequação das regulações sobre o uso da substância em produtos cosméticos na Europa e em outras partes do mundo.

Alisamento Capilar: Quais São os Riscos Envolvidos?

O alisamento capilar, especialmente o “alisamento brasileiro”, tornou-se uma prática comum, oferecendo cabelos lisos por um longo período. No entanto, os recentes casos de saúde ligados ao ácido glioxílico levantam questões sobre a segurança de tais tratamentos. Os riscos relacionados envolvem probabilidade de intoxicação e potencial mercúrio no bem-estar geral dos usuários.

O alerta sobre o alisamento menciona a necessidade de cautela, especialmente entre os jovens, como frisou Juliette Bloch, da Anses, destacando a possibilidade de muitos outros casos passarem despercebidos devido à popularidade do método. A precaução é crucial, dado o uso disseminado disto por pessoas com diferentes tipos de cabelo.

O Que Fazer para Evitar Complicações de Saúde?

  • Informar-se sobre os produtos: Antes de optar por um tratamento capilar, é vital buscar informações detalhadas sobre os produtos utilizados, especialmente aqueles contendo o ácido glioxílico.
  • Consultar profissionais qualificados:Procurar serviços de cabeleireiros de confiança que possam garantir segurança no processo de alisamento é essencial.
  • Estar atento aos sintomas: Caso ocorram sintomas como dores nas costas ou alterações digestivas após o tratamento, procure assistência médica imediata.
  • Acompanhar atualizações de segurança:Manter-se informado sobre novas regulamentações e estudos acerca de cosméticos ajudará a tomar decisões mais seguras.

Com estas ações, as pessoas podem reduzir os riscos e garantir que a escolha estética não comprometa sua saúde. A conscientização e o cuidado são caminhos essenciais para minimizar problemas futuros associados aos tratamentos capilares.

Informações TBN