O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento das investigações contra o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) e o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem pela chamada “Abin Paralela”.
A ação da Polícia Federal (PF) apura o uso indevido da tecnologia First Mile para monitorar ações de adversários políticos e autoridades. De acordo com o magistrado, tanto Bolsonaro quanto Ramagem, além de Marcelo Araújo Bormevet e Giancarlo Gomes Rodrigues, já foram julgados pelo STF na ação sobre a tentativa de golpe de Estado.
Moraes encaminhou o processo para a Justiça Federal, onde os demais nomes envolvidos na investigação agora terão o caso analisado em primeira instância. Entre eles estão Carlos Bolsonaro, indiciado por associação criminosa, Daniel Ribeiro Lemos e Mateus de Carvalho Sposito, apontados como parte do “núcleo de vetores de produção e propagação das fake news”.
Membros da alta gestão da ABIN tiveram investigações encerradas por falta de provas e baixos indícios de crime, segundo Moraes. Estão na lista: Alessandro Moretti (ex-diretor-adjunto), Luiz Fernando Corrêa (diretor-geral), Luiz Carlos Nóbrega Nelson, José Fernando Moraes Chuy e Lucio de Andrade Vaz Parente.
ABIN PARALELA A investigação sobre a “Abin Paralela” apurou o uso indevido do sistema First Mile para monitorar a geolocalização de celulares sem autorização judicial entre 2019 e 2022. A estrutura clandestina montada na agência usava a máquina pública para espionar adversários políticos, jornalistas e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso.
De acordo com a Polícia Federal, a organização também produzia desinformação com fins ilícitos e antidemocráticos. Diante da conexão direta entre esse esquema e as investidas contra o sistema eleitoral e o Judiciário, Moraes autorizou o compartilhamento integral das provas com o Inquérito das Fake News. A medida reforça as apurações sobre a atuação articulada do chamado “Gabinete do Ódio”.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que barrou suas visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 90 dias. A manifestação ocorreu nesta segunda-feira (13) durante uma live em seu canal do YouTube.
Moraes suspendeu as visitas sob o argumento de que o senador usou o encontro familiar para burlar a proibição de Jair Bolsonaro se manifestar publicamente. O estopim foi a divulgação de uma carta de apoio do ex-presidente à pré-candidatura do filho ao Planalto.
Na transmissão online, Flávio afirmou que o bloqueio de visitas até o fim do primeiro turno é uma tentativa de interferir nas eleições. Ele alegou que a medida busca deixar o ex-presidente incomunicável e questionou por que outras cartas não foram alvo de punição.
— (A determinação) claramente configura essa tentativa de Alexandre de Moraes de interferir nas eleições deste ano. Não bastasse toda a maldade e injustiça que ele já vem fazendo com o Jair Messias Bolsonaro, o melhor presidente da história deste Brasil (…) o que Alexandre de Moraes faz agora é claramente deixar meu pai incomunicável — disse.
Flávio reforçou o prazo estabelecido pelo ministro e a relação com o período eleitoral, e afirmou que Moraes está procurando razões para tirar Bolsonaro do regime domiciliar.
— Não por acaso, ele toma a decisão deixando o presidente Bolsonaro sem falar com o próprio filho, no caso, Flávio Bolsonaro, eu, por 90 dias. Ou seja, eu só poderia voltar a falar com o presidente Bolsonaro após o primeiro turno das eleições deste ano. Alguém acha que isso é uma coincidência? Qual o critério para estabelecer 90 dias? (…) O que eu percebo é que, mais uma vez, Alexandre de Moraes está apenas procurando uma desculpa para tirar o meu pai da prisão domiciliar em que ele se encontra. Gente, não vamos ser ingênuos — questionou.
O senador, que integra a equipe de defesa de seu pai, informou que recorrerá à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ele sustenta que a restrição imposta viola prerrogativas da advocacia, que asseguram por lei o livre acesso e a comunicação entre o advogado e seu cliente.
— A OAB já está ciente e estamos em processo de formalizar isso para que a Ordem também entre nessa questão. Eu quero fazer aqui até uma espécie de desabafo com todos vocês, porque está muito claro que o Alexandre de Moraes quer tirar o meu pai da prisão domiciliar a qualquer custo — afirmou.
A defesa de Jair Bolsonaro tem 48 horas para esclarecer se ele sabia do compartilhamento do documento. Na decisão, o ministro do STF apontou reincidência, afirmando que pai e filho já haviam descumprido medidas restritivas semelhantes em agosto do ano passado.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai, Jair Bolsonaro (PL), por 90 dias. A decisão se dá após uma carta escrita a mão pelo ex-presidente e lida publicamente por Flávio no último sábado (11).
Moraes estabeleceu o prazo de 48 horas para que a defesa do líder conservador explique a divulgação da carta. O ministro diz que Flávio pode ter cometido crime eleitoral.
No texto, o ex-presidente reforçou que Flávio é o seu porta-voz e escolhido para a disputa presidencial deste pleito.
– O que ele está dizendo aqui na carta é muito simples. Eu quero agradecer a ele por estar me colocando como seu porta-voz. Isso é muito importante para evitar que existam aí falas conflituosas ou direções diferentes. Que porventura alguém possa estar seguindo, além e em paralelo, a nossa pré-campanha – disse Flávio, durante uma transmissão por vídeo, ao vivo.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) não perdeu tempo e logo protocolou no STF um pedido para que Jair Bolsonaro perca o benefício da prisão domiciliar e retorne ao regime fechado. Segundo Lindbergh, a divulgação do documento viola as medidas cautelares impostas pelo STF, que proíbem Bolsonaro de utilizar redes sociais, seja diretamente ou por intermédio de terceiros.
Além de pedir a revogação da prisão domiciliar e a regressão ao regime fechado, o deputado também solicitou ao STF a aplicação de multa de R$ 100 mil contra Flávio por sua participação na divulgação da carta.
A suposta violação de medidas cautelares – se assim Moraes considerar – pode prejudicar a manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro.
*Pleno.News Fotos: André Coelho e Andre Borges/EFE
O deputado estadual Binho Galinha (Avante), identificado no processo como Kléber Cristian Escolano de Almeida, foi condenado a 36 anos e 9 meses de prisão pela Vara Criminal de Feira de Santana. A sentença foi proferida nesta quinta-feira (9) e faz parte de um dos processos da Operação El Patrón, que investiga crimes previstos no Estatuto do Desarmamento.
Do total da pena, 26 anos e 3 meses são de reclusão por posse e porte de armas de uso restrito e com numeração adulterada. Os outros 10 anos e 6 meses correspondem à detenção por posse irregular de armas de uso permitido. A decisão também determina o cumprimento da pena em regime inicial fechado, fixa 210 dias-multa e decreta a prisão preventiva do parlamentar, que não poderá recorrer em liberdade.
Outros quatro réus também foram condenados. Mayana Cerqueira da Silva recebeu pena de 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto, com direito a recorrer em liberdade. Thierre Figueredo Silva foi condenado a 6 anos e 9 meses de reclusão, além de 1 ano de detenção e 34 dias-multa, em regime semiaberto.
Jackson Macedo Araújo Júnior, conhecido como “Macaco”, foi condenado a 6 anos e 9 meses de reclusão e 24 dias-multa, também em regime semiaberto. Já Roque de Jesus Carvalho recebeu pena de 3 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão, 1 ano de detenção e 22 dias-multa, com direito a recorrer em liberdade.
No caso de Kleber Herculano de Jesus, o “Charutinho”, a Justiça declarou extinta a punibilidade em razão do falecimento.
A sentença ainda estabelece que o valor de cada dia-multa corresponde a 1/30 do salário mínimo vigente à época dos fatos e impede a substituição das penas por medidas restritivas de direitos. Além desta condenação, Binho Galinha ainda responde a outro processo ligado à Operação El Patrón.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a realização de uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, nesta quarta-feira (8), sem solicitar manifestação prévia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Ao contrário de outras decisões envolvendo o ex-chefe do Executivo, desta vez o Ministério Público Federal (MPF) não foi consultado antes da expedição do mandado.
Ao Metrópoles, a assessoria da PGR confirmou que o órgão não emitiu parecer, porque não foi intimado previamente pelo ministro.
Integrantes próximos a Moraes no STF afirmam que a consulta não era necessária, sob o argumento de que a prisão domiciliar humanitária segue as mesmas regras aplicáveis à prisão comum.
Segundo esse entendimento, a Lei de Execução Penal atribuiria ao juiz da execução a responsabilidade de fiscalizar o cumprimento das condições impostas ao preso e de adotar as medidas necessárias para garantir a execução das decisões judiciais. Em sua decisão, Moraes citou o artigo 66 da Lei nº 7.210/1984 para fundamentar sua competência.
A PGR só foi comunicada após a conclusão da operação.
O mandado autorizava a apreensão de armas, munições, acessórios, documentos de registro e outros materiais que pudessem ter relação com a investigação.
No entanto, de acordo com a defesa de Bolsonaro e com a própria Polícia Federal, nenhum desses itens foi localizado durante as buscas. O ministro justificou a diligência afirmando que havia informações divergentes sobre a quantidade de armas registradas em nome do ex-presidente.
Nesta quinta-feira (2), o pastor Marcio Poncio foi preso pela Polícia Federal (PF), na 5ª fase da Operação Unha e Carne. Ele estava em um flat na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
Pastor da Igreja da Nuvem e empresário, Poncio é investigado por possíveis ligações com a chamada Máfia do Cigarro.
Também há mandados de prisão contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e contra o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que já estavam encarcerados. O ex-deputado será transferido do Complexo Penitenciário de Bangu, em Gericinó, para um presídio federal.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, expediu os três mandados de prisão e outros 14 de busca e apreensão. O ex-deputado Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, está entre os alvos.
Moraes também determinou o sequestro de bens e valores até R$ 22 milhões.
A investigação mira pagamentos do jogo do bicho e da Máfia do Cigarro a agentes públicos.
Adilsinho é apontado como o chefão do esquema que envolve a Máfia do Cigarro.
A operação integra a decisão do STF no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ, a ADPF das Favelas, que determinou que a PF conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.
*g1 Foto: Reprodução/ Print de vídeo Instagram Márcio Poncio
Brasília – Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro licenciado da Justiça, Alexandre de Moraes, indicado para cargo de ministro do STF, na CCJ no Senado (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, enviou para o banqueiro Daniel Vorcaro a minuta do contrato de R$ 129 milhões em honorários para a prestação de serviços jurídicos. As mensagens foram enviadas por meio do aplicativo WhatsApp.
Vorcaro era o controlador do Banco Master. O documento encaminhado por Viviane previa a defesa dos interesses da instituição financeira perante o Banco Central, Receita Federal e Congresso Nacional.
– Bom dia! Segue a minuta do contrato. Abraço”. O banqueiro respondeu cinco dias depois: “Oi, tudo bem? Como podemos proceder na assinatura? Prefere eletronicamente ou mando as vias físicas assinadas? – escreveu a esposa de Moraes, em mensagem do dia 17 de janeiro de 2024.
A Polícia Federal (PF) extraiu a conversa no celular do banqueiro. O aparelho foi apreendido em novembro de 2025 na primeira fase da Operação Compliance Zero.
Em março de 2025, Viviane alegou que a consultoria prestada ao Master teve como foco a implementação de mecanismos de compliance e na revisão do código de ética e conduta da instituição.
Agora, o escritório dela destaca que não comenta sobre tratativas envolvendo clientes. As informações são do Blog do Fausto Macedo, do Estadão.
A jornalista Renata Varandas, apresentadora do Poder em Foco no SBT News, recebeu valores milionários da Ambipar. A multinacional possui contratos de quase R$ 500 milhões com o governo Lula e é ligada a investigações de corrupção envolvendo o empresário Daniel Vorcaro.
Renata Varandas também é sócia de um escritório de lobby em Brasília e namorada do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Ela já havia sido demitida anteriormente da TV Record por misturar jornalismo com interesses financeiros.
De acordo com fontes da PF, Andrei estaria adotando o mesmo procedimento que Alexandre de Moraes adotou com a esposa, Viviane Barci, por meio de um contrato no valor de R$ 129 milhões em serviços advocatícios para o Master. Valor considerado bem acima da média.
A jornalista exibia a Ambipar como vínculo em seu Instagram. O nome da empresa foi retirado da biografia pública da rede social após o início das apurações sobre o caso. A reportagem foi veiculada pela Gazeta do Paraná.
O SBT News não informou ao público nenhum dos vínculos profissionais ou pessoais mantidos pela apresentadora do programa político.
Em 2024, a Ambipar assinou cinco contratos com o governo que somam R$ 480,9 milhões para serviços em terras indígenas. Três desses contratos foram realizados sem licitação. A PF, chefiada pelo namorado de Renata, atua na segurança dessas mesmas regiões operadas pela empresa.
O maior contrato da Ambipar, de R$ 269,7 milhões com a Funai, ocorreu em dezembro de 2024. A empresa assumiu o serviço após a primeira colocada na licitação ser desclassificada. Na mesma época, em 21 de dezembro, Renata estreou o programa semanal no SBT News.
Oito meses antes do contrato com a Funai, o diretor da PF, Andrei Rodrigues, participou de um evento em Londres com Daniel Vorcaro. O encontro custou 640 mil dólares (cerca de R$ 3,2 milhões à época) e foi pago por Vorcaro. O Banco Master é investigado por manipular ações da Ambipar.
Em outubro de 2025, a Ambipar pediu recuperação judicial com dívidas de R$ 10,5 bilhões. A empresa estava tecnicamente insolvente enquanto recebia recursos públicos e mantinha contratos ativos com o governo federal, três deles obtidos por meio de dispensa de licitação.
A Ambipar é investigada pela CVM por suposta manipulação de ações em conjunto com o Banco Master. Segundo relatório técnico, o grupo atuou de forma coordenada para inflar as cotações da empresa, que registraram uma alta de 863% entre junho e agosto de 2024.
O ministro do STF André Mendonça, novo relator do caso Master, restringiu o acesso do diretor-geral da PF às investigações do inquérito. A decisão proíbe que delegados compartilhem dados sigilosos com Andrei Rodrigues, em meio à desconfiança entre o tribunal e a PF.
A restrição ocorreu após o diretor da PF entregar um relatório com menções ao ministro Dias Toffoli, encontradas no celular de Vorcaro. Toffoli era o antigo relator, mas se afastou após revelações de que sua empresa vendeu parte de um resort para um fundo do Banco Master.
Nesta segunda-feira (22), a Polícia Federal começou a extrair o conteúdo de um segundo celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado na Operação Compliance Zero. O avanço ocorre após a quebra da criptografia do aparelho, que agora passa por análise pericial.
Desde a primeira prisão de Vorcaro, em novembro de 2025, a PF apreendeu oito celulares em diferentes fases da investigação. Até recentemente, apenas um deles havia sido acessado pelos peritos.
A perícia também trabalha para desbloquear outros seis celulares apreendidos. Quatro deles são do modelo iPhone 17, que possui sistemas de proteção considerados mais complexos para acesso aos dados armazenados.
De acordo com as informações obtidas pela investigação, o progresso da PF na extração dos conteúdos pode reduzir o impacto de uma eventual colaboração, caso uma nova proposta de delação seja apresentada.
O prazo da prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro termina na próxima quinta-feira (25), e caberá ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidir se o benefício será prorrogado. A medida foi concedida em março por 90 dias, com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), em razão do estado de saúde do ex-presidente.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por ter sido condenado como líder de uma organização criminosa que tentou impedir a posse do presidente eleito em 2022. Antes da prisão domiciliar, ele estava detido em uma sala de Estado-Maior no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Saúde será um dos fatores analisados
A defesa pediu autorização para uma nova bateria de exames, incluindo tomografia do tórax e do abdômen, endoscopia digestiva e pHmetria esofágica. Os advogados argumentam que os procedimentos são necessários para acompanhar o quadro de pneumonia broncoaspirativa e investigar problemas como esofagite erosiva, gastrite crônica e refluxo gastroesofágico.
Segundo relatório médico apresentado ao STF, Bolsonaro apresentou agravamento das crises de soluço durante a prisão domiciliar, exigindo doses adicionais de medicamentos. O documento também aponta que o ex-presidente mantém queixas de cansaço, fadiga e alterações no equilíbrio, embora permaneça estável do ponto de vista cardiológico.
Apreensão de arma pode influenciar decisão
Outro ponto que deverá ser considerado por Moraes é a apreensão de uma pistola Glock 9 mm atribuída a Bolsonaro. A arma foi encontrada em um veículo conduzido por um militar responsável pela segurança do ex-presidente durante uma blitz da Polícia Militar no Distrito Federal.
Após o episódio, Moraes determinou que a defesa apresentasse esclarecimentos. Os advogados afirmaram que a própria equipe de segurança retirou o percussor da arma, tornando-a inoperante, em razão dos efeitos das medicações psiquiátricas utilizadas por Bolsonaro.
Restrições seguem em vigor
Durante a prisão domiciliar, Bolsonaro é monitorado por tornozeleira eletrônica e está sujeito a restrições, como proibição de celulares, redes sociais e gravação de vídeos ou áudios. Ele pode receber familiares, médicos e advogados, mas visitas de políticos permanecem suspensas.
Especialistas avaliam que, apesar de a apreensão da arma poder ser considerada uma falta grave, a idade do ex-presidente, de 71 anos, e o quadro de saúde fragilizado podem levar à manutenção da prisão domiciliar, eventualmente com novas condições impostas pelo STF.