Termina nesta quarta-feira (15) o prazo para que os Estados Unidos decidam se colocarão em prática novas tarifas sobre produtos brasileiros. Nos bastidores, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha com a expectativa de que a taxação seja confirmada e aposta que a Casa Branca estabeleça um período de implementação da medida, além de divulgar uma lista de exceções.

Nesta terça (14), representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), da Assessoria Especial da Presidência da República e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, realizaram a quinta rodada de negociações sobre o tema.

Durante o encontro, o governo brasileiro voltou a afirmar que considera o tarifaço injustificado. Apesar das conversas, Jamieson Greer avaliou na última semana que um entendimento entre os dois países ainda estava distante.

A discussão teve início após uma investigação do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que acusa o Brasil de adotar práticas que restringem o comércio com os norte-americanos. Entre os pontos citados estão questões relacionadas ao desmatamento ilegal, à pirataria e ao sistema de pagamentos Pix. Como consequência, foi proposta uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

Além dessa medida, o governo americano também anunciou uma taxa extra de 12,5% para países que, segundo Washington, apresentam falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil.

A expectativa do governo brasileiro é que, caso as tarifas sejam oficializadas, o processo siga um cronograma semelhante ao adotado no ano passado. Na ocasião, Donald Trump anunciou o aumento das tarifas sobre produtos brasileiros em julho, mas a medida só foi formalizada semanas depois e entrou em vigor após um período de adaptação, acompanhado de uma lista de produtos isentos.

Outro fator acompanhado pelo Planalto é a pressão de empresas americanas que dependem de importações brasileiras. Segundo o Itamaraty, ao menos 43 empresas e associações comerciais dos Estados Unidos solicitaram que determinados produtos brasileiros sejam excluídos das sobretaxas, alegando que não existem fornecedores equivalentes no mercado interno.

*Secom
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O governo de Donald Trump deve anunciar nos próximos dias a decisão sobre a aplicação de novas tarifas a exportações brasileiras, com base na investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que apura práticas comerciais consideradas desleais.

Embora mantenham as negociações, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) veem pouca possibilidade de reversão do tarifaço.

Na última sexta-feira (10/7), o petista se reuniu com os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, responsáveis por conduzirem as negociações com os norte-americanos. Na ocasião, Lula e auxiliares projetaram cenários para a decisão de Trump, que deverá ser divulgada na quarta-feira (15/7).

O Palácio do Planalto trabalha com duas possibilidades: a primeira, e a mais provável, é que haverá taxação — resta saber o alcance da medida em relação ao percentual e os produtos que serão afetados.

Em junho, a investigação do USTR sugeriu a aplicação de tarifa de 25% sobre importações brasileiras para o EUA. O processo tem como base a Seção 301 da Lei de Lei de Comércio de 1974. Entre as práticas investigadas, estão uso do Pix, desmatamento ilegal e regras de proteção de propriedade intelectual.

A avaliação do governo brasileiro é que os negociadores norte-americanos não devem levar em consideração os argumentos técnicos apresentados e, portanto, os países estão longe de um entendimento.
A mesma impressão foi compartilhada pelo chefe do USTR, Jamieson Greer, na última semana. Em entrevista à Fox Business, ele reconheceu que há “muita distância” entre as partes e pontuou que a decisão está próxima de ser tomada.

“Esta semana tivemos nossa última audiência, e eu estou em contato com os brasileiros, estamos tentando negociar, mas eu acho que há muita distância entre nós, então você verá a decisão final sobre o Brasil muito em breve”, disse Greer.

Antes do prazo final para a aplicação das tarifas, na quarta-feira (15/7), Greer e ministros brasileiros devem ter nova reunião para discutir o tema.

Um segundo cenário projetado pelo Palácio do Planalto é que os americanos decidam adiar a imposição da tarifa em um gesto ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República. A possibilidade é vista como remota, mas não impossível.

Isso porque a administração Trump demonstra ser imprevisível e, além disso, existe lobby por parte da ala ideológica do Departamento de Estado para tentar influenciar o processo eleitoral brasileiro.

Flávio viajou a Washington para participar da audiência que discutiu o tarifaço, na última semana. Durante a reunião, ele argumentou que esse seria o “pior momento possível” para a imposição da taxa e alegou que a medida beneficiaria Lula eleitoralmente. Antes, o senador havia pedido que o governo norte-americano adiasse a taxação pelo menos até as eleições.

A gestão Lula repudiou o gesto e voltou a acusar Flávio de traição à pátria. “Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”, diz nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).

Em ambos os cenários, o governo brasileiro ainda avalia como vai reagir. A orientação de Lula é que se mantenha as negociações até o fim. Somente após a decisão do dia 15 de julho, o Planalto vai definir a resposta.

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Foto: Presidência da República

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) espera ter uma última reunião com representantes dos Estados Unidos antes de o país definir se aplica ou não um tarifaço contra o Brasil. Os norte-americanos tomam a decisão até quarta-feira (15), com base em investigação da chamada “seção 301”.

A gestão federal tenta, segundo fontes envolvidas nas negociações, alinhar a agenda junto ao chefe do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos), Jamieson Greer. O encontro aconteceria no âmbito de um GT (grupo de trabalho) entre os países, voltado a discutir tarifas.

A expectativa é de que, neste encontro, o USTR já indique ao Brasil qual será a decisão na investigação da chamada “seção 301”. Esta será a quinta reunião de Greer com membros do governo brasileiro.

O presidente Lula decidiu reunir ministros na última sexta-feira (10) para definir a estratégia do Brasil para os últimos dias de negociação.

No encontro, os ministros apresentaram o atual momento das negociações – em que o cenário considerado mais provável é de que os Estados Unidos taxem o Brasil em 25% no dia 15 de julho.

De acordo com fontes no Planalto, pesam para a avaliação sinais negativos em reuniões com os norte-americanos, o histórico negocial da administração de Donald Trump, mas também falas públicas recentes do chefe do USTR.

“Tenho conversado com os brasileiros. Temos tentado negociar. Acredito que ainda há uma grande distância entre nós; portanto, vocês verão uma decisão final sobre o Brasil muito em breve, pois temos um prazo legal que se encerra em 15 de julho”, disse Greer em entrevista na quinta-feira (9)

Na reunião, Lula decidiu seguir com a estratégia adotada até agora: manter a negociação técnica, mas não fazer concessões que, na visão do governo brasileiro, não se justifiquem. Isso significa que temas considerados caros pelos norte-americanos, como tarifas para o etanol, seguirão fora da mesa.

Participaram da reunião Márcio Elias Rosa, do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), e Mauro Vieira, das Relações Exteriores – principais representantes brasileiros no grupo de trabalho de negociação do tarifaço.

Dentre os cenários traçados pelo Planalto, aquele considerado o mais provável segue sendo a aplicação das tarifas. Mas não está descartado, entre as projeções, que os Estados Unidos decidam adiar a aplicação das taxas, como uma maneira de viabilizar uma vitória política ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – que atuou na audiência do tarifaço nesta semana. A hipótese é considerada remota, contudo.

NEGOCIAÇÃO

Uma das principais apostas brasileiras para evitar a taxa foi a apresentação aos norte-americanos de um plano com medidas que o Brasil pode adotar para contornar as investigações da “seção 301”, que serve como base para a ameaça norte-americana de taxar o país em 25%.

O Brasil apresentou as medidas que poderia estabelecer para contemplar preocupações norte-americanas relacionadas a cada um dos seis eixos da investigação, que critica desde corrupção até controle do desmatamento. O governo, contudo, voltou a dizer que o Pix é inegociável e deixou a ferramenta de fora do documento.

Parte das medidas apresentadas pelo Brasil são textos em tramitação no Congresso Nacional ou medidas infralegais formuladas internamente no Palácio do Planalto, de acordo com apuração da CNN.

Em reuniões anteriores, segundo fontes próximas ao assunto, o foco foi a discussão tarifária. O Brasil acenou aos norte-americanos com a possibilidade de reduzir taxas para cerca de 300 linhas tarifárias.

Sob as diretrizes da OMC (Organização Mundial do Comércio), o Brasil não poderia baixar tarifas para um único país. Portanto, não poderia fazê-lo somente aos Estados Unidos. A solução encontrada foi acenar com a redução das taxas a vários países, em setores nos quais os Estados Unidos teriam maiores condições de competir e que não prejudicariam a indústria nacional.

Fonte: Bahia Notícias


O meia Jayden Adams, do Mamelodi Sundowns e da seleção da África do Sul, morreu neste sábado (11), aos 25 anos. A informação foi confirmada por familiares e representantes do atleta, mas até o momento, a causa e as circunstâncias da morte não foram divulgadas.

Adams esteve entre os convocados da África do Sul para a Copa do Mundo de 2026. Durante a campanha da equipe, ele atuou nos três jogos da fase de grupos e ficou no banco de reservas na derrota por 1 a 0 para o Canadá, que eliminou os sul-africanos na fase mata-mata.

Pelo Mamelodi Sundowns, um dos principais clubes do futebol africano, o meia também ganhou destaque em competições internacionais. Em junho do ano passado, enfrentou o Fluminense pela Copa do Mundo de Clubes, em partida que terminou empatada por 0 a 0.

*Pleno.News
Foto: Ulrik Pedersen / NurPhoto via AFP


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A voz rouca de Bonnie Tyler fez da cantora uma das artistas britânicas mais populares dos anos 1980. A artista morreu aos 75 anos em um hospital em Portugal, onde estava em tratamento para uma doença, segundo informou a família nesta quinta-feira (9).
Bonnie estava internada em estado grave na UTI desde meados de junho, após sair de um coma induzido. Em maio, ela passou por uma cirurgia intestinal de emergência e, no dia seguinte, sofreu uma parada cardiorrespiratória.
Batizada como Gaynor Hopkins, no País de Gales, Bonnie Tyler se tornou uma das artistas britânicas de maior sucesso comercial das décadas de 1970 e 1980. Ela transformou o timbre marcante em sua principal assinatura e construiu uma carreira baseada em baladas dramáticas e produções que misturavam rock, pop e influências country.

Filha de um mineiro de carvão, ela nasceu e cresceu em uma habitação social em Skewen, no sul do País de Gales, a cerca de 11 quilômetros de Swansea. A casa da família tinha banheiro externo, e ela dividia a infância com três irmãs e dois irmãos.

Antes da fama, Tyler cantava em bandas locais. Em 1976, precisou passar por uma cirurgia para remover nódulos nas cordas vocais. Durante a recuperação, desrespeitou a recomendação médica de permanecer em repouso e voltou a cantar antes do tempo. O esforço alterou permanentemente sua voz, dando origem ao timbre rouco que mais tarde se tornaria sua marca registrada.

Na época, ela se apresentava com o nome Sherene Davis e era vocalista de uma banda de soul. Foi descoberta pelo caçador de talentos Roger Bell, que a levou para Londres para gravar demos. Após um período em busca de uma gravadora, assinou contrato com a RCA, que também sugeriu a adoção do nome artístico Bonnie Tyler.

Seu álbum de estreia, The World Starts Tonight (1977), trouxe o primeiro sucesso comercial, Lost in France, e lhe rendeu uma indicação na categoria de artista revelação do Brit Awards. No ano seguinte, alcançou o terceiro lugar nas paradas britânicas com It’s a Heartache, consolidando seu nome internacionalmente.

Após um período de menor destaque, Tyler assinou com a Sony e buscou reinventar a carreira e passou a trabalhar com o produtor e compositor Jim Steinman. A parceria que daria origem, anos depois, ao maior sucesso de sua trajetória.

TOTAL ECLIPSE OF THE HEART
Steinman apresentou a ela sua canção Total Eclipse of the Heart, que se tornaria o single de estreia de seu quinto álbum de estúdio, Faster Than the Speed of Night. O vídeo da canção foi gravado em um antigo e assustador manicômio gótico em Surrey, onde, aparentemente, os cães de guarda não entravam nos cômodos do andar de baixo, onde costumavam aplicar eletrochoques nos pacientes.

Embora nunca tenha repetido o sucesso estrondoso de Total Eclipse of the Heart, Bonnie Tyler manteve a carreira em evidência nas décadas seguintes. Entre seus trabalhos mais conhecidos desse período estão os singles Holding Out for a Hero, que integrou a trilha sonora de Footloose (1984), e Here She Comes, do filme Metrópolis (1984).

Em 2013, a cantora voltou às raízes country ao gravar, em Nashville, o álbum Rocks and Honey. Seu álbum mais recente de estúdio, Between the Earth and the Stars, lançado em 2019, reuniu duetos com Rod Stewart, Cliff Richard e Francis Rossi, vocalista da banda Status Quo. No mesmo ano, Bonnie Tyler também participou de um concerto de Natal no Vaticano diante do papa Francisco.

Em 2023, Tyler foi homenageada pelo rei Charles III com o título de membro da Ordem do Império Britânico (MBE, na sigla em inglês) por suas contribuições artísticas.

Na vida pessoal, a cantora era casada com Robert Sullivan, empresário do setor imobiliário e ex-atleta olímpico de judô.

BRASIL
Bonnie Tyler também teve forte ligação com o público brasileiro. Em 1987, gravou ao lado de Fábio Jr. a música Sem Limites pra Sonhar, sucesso no país na década de 1980.

– Me lembro de ele [Fábio Jr.] ser um homem muito bonito que me deu um anel lindo de ouro com pedras cravejadas. Ele era absolutamente lindo. Não consigo me lembrar da música agora, mas éramos número 1 no Brasil. Isso foi muito empolgante – relembrou a cantora em entrevista ao Estadão realizada em 2022, quando ela realizou uma turnê brasileira comemorando 50 anos de carreira.

*AE


A Justiça dos Estados Unidos negou o pedido do governo brasileiro para acelerar a tramitação da ação movida pelas empresas Rumble e Trump Media, ligada ao presidente Donald Trump, contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, as companhias ganharam mais uma semana e terão até 14 de julho para apresentar suas manifestações no processo.

A decisão foi assinada pela juíza distrital Mary S. Scriven, da Flórida, contrariando solicitação da Advocacia-Geral da União (AGU), representante do Brasil na ação. O órgão defendia que a Justiça americana determinasse que Rumble e Trump Media respondessem ao pedido de extinção do processo até a última terça-feira (7).

Em junho, a magistrada já havia rejeitado o pedido das empresas para que Alexandre de Moraes fosse declarado em revelia, autorizando também o ingresso do governo brasileiro no caso e adiando a análise da solicitação da AGU para encerrar a ação.

As empresas sustentam que Moraes foi devidamente notificado por um meio reconhecido pela Justiça dos Estados Unidos e alegam que o ministro não apresentou resposta nem solicitou prorrogação do prazo. No entanto, Mary Scriven entendeu que, antes de avaliar um eventual reconhecimento de revelia, é necessário decidir questões preliminares levantadas pelo governo brasileiro, incluindo o pedido para extinguir o processo.

A ação foi protocolada em fevereiro no Tribunal Federal da Flórida. Rumble e Trump Media acusam Alexandre de Moraes de promover censura ilegal ao determinar a remoção de perfis de usuários ligados à direita brasileira.

O objetivo é fazer com que decisões judiciais expedidas por Moraes no Brasil sejam consideradas inválidas e sem efeito nos Estados Unidos.

*Pleno.News
Fotos: EFE/EPA/REMKO DE WAAL e Carlos Moura/SCO/STF


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o mandatário brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de muito volátil e afirmou não pensar no gestor. A declaração ocorreu em entrevista ao The Axios Show, divulgada nesta sexta-feira (19).

Perguntado sobre Lula, o republicano demonstrou indiferença e afirmou ter observado mudanças recentes de postura.

— Não sou fã dele, nem desgosto. Para ser sincero, não penso nele. Não me importo. Mas ele é uma pessoa diferente agora. Muito volátil. Assisti a um discurso dele. Foi muito volátil — afirmou.

O comentário do líder estadunidense ocorreu em meio a uma resposta sobre outros líderes globais. Trump citou o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, como referência quando se fala em liderança firme e duradoura. O nome de Lula é mencionado como um comparativo entre perfis de gestão.

Apesar da crítica, Trump destacou que todos os políticos que chegam ao cargo máximo do Executivo de um país devem ser considerados inteligentes.

— Quando você fala sobre líderes e sobre tudo o que eles têm em comum, eles são todos inteligentes. Não se chega a esse nível sem inteligência. Esse presidente da China, Xi Jinping, é um homem muito inteligente. Não é todo dia que se chega a esse nível de governar um país; mesmo que seja pequeno, é preciso ter algo especial. (…) Não é uma tarefa fácil — afirmou.

Na última quarta-feira (19), Trump afirmou que o Brasil se tornou um país “difícil politicamente” ao comentar, durante a Cúpula do G7, a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo.

Na ocasião, o chefe da Casa Branca foi indagado por uma jornalista como havia sido sua interação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o encontro internacional.

– Eu passei bastante tempo com Lula, na verdade. E o país está ficando um pouco difícil, né? Politicamente. Tem sido um pouco perigoso politicamente. Tem sido feio – declarou o republicano.

Na sequência, Trump mencionou ter chegado ao seu conhecimento que a Justiça brasileira quer prender um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Trump se referia à decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A sentença aplicada foi de quatro anos e dois meses de prisão e a oito anos de inelegibilidade pelo crime de coação no curso do julgamento em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado por tentativa de golpe de Estado. A decisão foi unânime, com os votos dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

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Foto: reprodução/The Axios Show


A histórica entrada da SpaceX na bolsa de valores Nasdaq – principal bolsa de tecnologia dos Estados Unidos – consolidou Elon Musk como o primeiro trilionário do planeta. O marco foi alcançado após a oferta pública inicial (IPO) da companhia de transporte aeroespacial, que movimentou 75 bilhões de dólares (R$ 381 bilhões) com ações precificadas a 135 dólares (R$ 686) cada.

Essa movimentação de mercado elevou o valor da participação de Musk na SpaceX para cerca de 866 bilhões de dólares (R$ 4,4 trilhões), fazendo com que seu patrimônio líquido total — que também engloba fatias na Tesla e em outros negócios — ultrapassasse a impressionante marca de 1,1 trilhão de dólares (R$ 5,6 trilhões).

Antes da abertura de capital, o empresário já liderava o ranking de pessoas mais ricas do mundo da revista Forbes, com uma fortuna estimada em 780 bilhões de dólares (R$ 3,9 trilhões), posicionando-se à frente de Larry Page, cofundador da Alphabet.

O salto bilionário reflete o otimismo do mercado em relação ao ecossistema robusto construído pela SpaceX. Para especialistas, a empresa se transformou em uma potência de telecomunicações, impulsionada principalmente pela Starlink.

Além do setor aeroespacial e de conectividade, a SpaceX engloba a xAI, startup de inteligência artificial responsável pelo chatbot Grok, concorrente direto de plataformas como o ChatGPT e o Claude.

*Pleno.News
Foto: EFE/EPA/ALI HAIDER /ARCHIVO


Começa a valer a partir desta sexta-feira (5) a classificação das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas feita pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos no último dia 28 de maio. Na ocasião do anúncio, o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, destacou o nível de violência e risco à sociedade promovido pelos grupos.

– O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros. (…) Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e para dentro do nosso país – destacou o comunicado.

O PCC é considerado a maior organização criminosa das Américas, atuando em 30 países com cerca de 40 mil membros associados. Estima-se que o Comando Vermelho tenha cerca de 30 mil membros, atuando em 23 estados brasileiros e em franca expansão no domínio de territórios pelo país.

Na prática, com a declaração feita pelos EUA, pessoas e empresas que fornecerem apoio a organizações classificadas como terroristas podem ser punidas. O auxílio em questão pode incluir recursos financeiros, serviços, logística e outros tipos de assistência.

Além disso, a medida pode fazer com que empresas brasileiras com operações ligadas ao sistema financeiro americano sejam pressionadas a reforçar os métodos de controle para evitar relação com integrantes ou empresas associadas às facções. Bens que forem identificados em território americano ou sob alcance da legislação dos EUA podem ser congelados.

Já as pessoas enquadradas pelas autoridades americanas podem enfrentar restrições de entrada nos Estados Unidos, além de outras medidas migratórias.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é favorável à medida e, em encontro recente com Trump, tentou incentivar o recuo do governo norte-americano sobre a ideia. Para o petista, a medida poderia representar um suposto risco à soberania brasileira, possibilitando uma incursão americana em território nacional.

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Foto: EFE/EPA/SALWAN GEORGES/POOL


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta sexta-feira (29) a visita do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao secretário de Estado do país, Marco Rubio.

Nos encontros que aconteceram esta semana, uma das principais pautas levadas por Flávio foi o pedido para tornar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) grupos terroristas, o que foi oficializado na última quinta-feira (28).

Durante a fala de Lula, no entanto, há uma afirmação equivocada com relação às ações dos EUA após a decisão. Segundo o petista, o governo Trump estaria disposto a realizar uma intervenção militar no Brasil, o que não foi dito em nenhum trecho do comunicado de Marco Rubio.

— Estou muito triste hoje com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos, um tal de Marco Rubio, disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção — afirmou Lula em evento nesta sexta (29).

O comunicado oficial, no entanto, não menciona qualquer ação militar em território brasileiro, apenas medidas de proteção aos Estados Unidos diante da atuação violenta do grupo (leia a íntegra do documento ao final do texto).

Lula também afirmou que as facções criminosas brasileiras não são alvos de interesse dos Estados Unidos, alegando que os grupos fazem terrorismo apenas contra o povo brasileiro, e usando o nome de Osama bin Laden a título de comparação.

— Eles não são os terroristas que o Trump quer, como o Osama bin Laden — declarou o presidente.

Leia a declaração do governo norte-americano:
Hoje, o Departamento de Estado dos Estados Unidos está designando o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs) e pretende designar ambos os grupos como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), com vigência a partir de 5 de junho de 2026.

O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntas, elas comandam milhares de integrantes e foram responsáveis pela coordenação de ataques brutais contra policiais brasileiros, agentes públicos e civis. Sua influência e suas redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, alcançando toda a nossa região e chegando ao nosso país.

O governo Trump continuará utilizando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação e nossos interesses de segurança nacional, mantendo drogas ilícitas fora de nossas ruas e interrompendo os fluxos financeiros que sustentam narcoterroristas violentos. A ação adotada hoje pelo Departamento de Estado demonstra, mais uma vez, o compromisso inabalável do governo Trump com o desmantelamento de cartéis e organizações criminosas em nossa região e com a garantia da segurança do povo americano.

As medidas anunciadas hoje são adotadas com base na Seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade dos Estados Unidos (Immigration and Nationality Act) e na Ordem Executiva 13224. As designações como Organização Terrorista Estrangeira (FTO) entram em vigor após sua publicação no Federal Register (Diário Oficial Federal dos Estados Unidos).

Marco Rubio
Secretário de Estado dos Estados Unidos

*Pleno.News
Foto: Evaristo Sa/AFP

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