Segundo os números do painel, nessa faixa etária são 1.139 casos do total de 2.671 registrados.
Outra faixa etária que requer atenção especial é de pessoas acima de 60 anos de idade, com 482 casos (18% do total).
Emergência
Ao todo, já foram registradas 115 mortes no estado em vista da SRAG. Quando a Secretaria de Saúde decretou emergência, na quinta-feira (16), eram 2.560 casos. A medida estadual, estipulada em 180 dias, demandou, por exemplo, a instalação de um centro de operações para o monitoramento e a gestão da situação.
Segundo o painel, 148 casos estariam relacionados à circulação do vírus da Influenza e 1.080 relacionados a outros vírus. Há alerta em relação à circulação da variante K do Influenza.
Outras ações do governo local foram a aquisição especial de insumos e materiais e contratação de serviços estritamente necessários ao atendimento da situação com dispensa de licitação.
“Nesse período, a administração pública estadual deverá providenciar o regular processo de licitação”.
O decreto ainda autoriza a contratação de pessoal por tempo determinado, com a finalidade de combate à epidemia.
“Tramitarão em regime de urgência e prioridade, em todos os órgãos e entidades da administração pública estadual, os processos referentes a assuntos vinculados ao decreto”.
Distrito Federal
Vizinho a Goiás, o Distrito Federal também monitora a situação. No entanto, a Secretaria de Saúde local informou que a variante K da Influenza já é predominante na América do Sul neste ano.
“Mas, até o momento, não há evidências de aumento da gravidade dos casos nem de perda de eficácia das vacinas disponíveis”, escreveu o secretário de Saúde Juracy Cavalcante.
De acordo com informações da vigilância epidemiológica, até agora, foram registrados 67 casos de SRAG por influenza, incluindo um óbito.
“Apesar do cenário de 2026 sugerir, até o momento, a ocorrência dentro do padrão sazonal esperado de influenza, a dinâmica reforça a importância do monitoramento contínuo diante da possibilidade de aumento de casos nas próximas semanas. Seguimos com monitoramento permanente, e a população pode permanecer tranquila, mantendo a vacinação em dia”, disse o secretário do DF.
Em alta
Nesta semana, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) havia divulgado, em boletim, que havia aumento de casos de SRAG em crianças menores de 2 anos em quatro das cinco regiões do país (Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste).
“A análise aponta que o crescimento das hospitalizações pelo vírus sincicial respiratório (VSR) é o principal fator de elevação dos casos nessa faixa etária”.
Esses casos que afetam bebês, segundo o boletim, aumentaram em todo o Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal), Sudeste (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo), e em estados do Norte.
Outra informação do boletim é que os casos graves por covid-19 seguem em baixa no Brasil.
Vacinação
O Ministério da Saúde mantém campanha nacional de vacinação contra a influenza em todo o Brasil, com prioridade para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes, mais suscetíveis a desenvolver quadros graves.
A vacina contra a covid-19 deve ser tomada por todos os bebês, aos 6 meses de idade.
Reforços periódicos são recomendados para idosos, gestantes, pessoas com deficiência e comorbidade ou imunosuprimidas e outros grupos vulneráveis.
No ano passado, o Ministério da Saúde passou a oferecer também a vacina contra o vírus sincicial respiratório para grávidas, com o objetivo de proteger os bebês pequenos, principais alvos do vírus, que causa a bronquiolite.
A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute, no próximo dia 29, uma proposta de instrução normativa sobre procedimentos e requisitos técnicos que tratarão da manipulação de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.
A nova norma fará parte de um conjunto de estratégias que integram o plano de ação anunciado no último dia 6, composto por medidas regulatórias e de fiscalização relacionadas a esse tipo de medicamento.
Segundo a agência, a instrução normativa deve definir procedimentos e requisitos técnicos específicos relativos à importação, qualificação de fornecedores, realização de ensaios de controle de qualidade, estabilidade, armazenamento e transporte aplicáveis aos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs).
A popularização das chamadas canetas emagrecedoras, que podem ter diferentes princípios ativos como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, ampliou o mercado ilegal desses medicamentos, que atualmente só podem ser adquiridos com receita médica retida. Em razão dos riscos à saúde da população, a Anvisa têm tomado uma série de medidas para coibir o comércio ilegal, que inclui versões manipuladas sem autorização.
A minuta que será discutida pela diretoria colegiada pode ser acessada pelo site da Anvisa.
Grupos de trabalho
Esta semana, a Anvisa publicou portarias que criam dois grupos de trabalho (GTs) para dar suporte à atuação da autarquia no controle sanitário e garantir a segurança de pacientes que utilizam canetas emagrecedoras.
O primeiro grupo, formalizado pela Portaria 488/2026, será formado por representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Odontologia (CFO).
Já a Portaria 489/2026 institui o segundo grupo, que vai acompanhar e avaliar a implementação de um plano de ação proposto pela Anvisa e subsidiar a tomada de decisão da diretoria colegiada a partir da proposição de medidas de aprimoramento.
Parceria com conselhos
Também esta semana, a Anvisa, o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e o Conselho Federal de Farmácia (CFF) assinaram uma carta de intenção com o objetivo de promover o uso racional e seguro de canetas emagrecedoras.
A proposta, segundo a agência, é prevenir riscos sanitários associados a produtos e práticas irregulares, além de zelar pela saúde da população brasileira.
“A Anvisa e os conselhos propõem uma atuação conjunta baseada em troca de informações, no alinhamento técnico e em ações educativas”, informou a agência no comunicado.
Proibição
Na última quarta-feira (15), a Anvisa determinou a apreensão dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, produzidos por empresa não identificada. A medida também proíbe a comercialização, a distribuição, a importação e o uso dos produtos.
“Amplamente divulgados na internet e vendidos como medicamentos injetáveis de GLP-1, os produtos são conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, mas não têm registro, notificação ou cadastro na Anvisa”, informou a agência.
Em nota, o órgão destacou que, por se tratarem de produtos irregulares e de origem desconhecida, “não há qualquer garantia quanto ao seu conteúdo ou à sua qualidade”. Por isso, não devem ser utilizados em nenhuma hipótese.
Paraguai
Na última segunda-feira (13), a Polícia Civil do Rio de Janeiro interceptou um ônibus que vinha do Paraguai com contrabando de canetas emagrecedoras e anabolizantes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
O veículo vinha sendo monitorado por suspeita de transportar material ilegal. No momento da abordagem, havia 42 passageiros no ônibus, que foram conduzidos à Cidade da Polícia.
Um casal que embarcou em Foz do Iguaçu (PR) foi preso em flagrante, com grande quantidade de produtos de origem paraguaia colocados à venda irregularmente no território nacional, como anabolizantes e mil frascos de canetas emagrecedoras, contendo a substância tirzepatida.
A repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, que estava no carro de reportagem da Band Minas envolvido em um acidente na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, está em coma. A informação é de uma tia da jornalista.
Segundo a familiar, Alice está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital João XXIII, na Região Centro-Sul da capital mineira. Ela passou por exames que constataram traumatismo craniano, além de fraturas no corpo.
Alice estava no carro da Band que bateu de frente com um caminhão, no início da tarde desta quarta-feira (15). O repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, que estava dirigindo, morreu no local do acidente. Ele tinha 49 anos.
A equipe retornava a Belo Horizonte após fazer uma reportagem sobre a importância da duplicação da BR-381 para a diminuição do índice de acidentes.
Em nota, a Band Minas afirmou que “lamenta profundamente o ocorrido” e que “está já prestando toda assistência aos familiares das vítimas”. Disse ainda que aguarda as investigações sobre as causas do acidente.
Com passagem por Feira de Santana, Alice atuou como repórter da TV Subaé em 2020, antes de seguir carreira na Band Brasília e, posteriormente, na Band Minas, seu estado de origem.
A Polícia Civil requisitou a presença da perícia no local da ocorrência para coletar vestígios que vão subsidiar a investigação. A instituição disse que vai apurar a causa e as circunstâncias do ocorrido.
Redes sociais podem causar distorção de imagem e rejeição da própria aparência
(Imagem ilustrativa) Foto: Freepik
Você já ouviu falar em dismorfia digital? Trata-se de um fenômeno novo que tem afetado muitos jovens sem que eles sequer percebam. Ele ocorre quando há distorção da autoimagem causada pelo uso constante de filtros e edições em redes sociais como Instagram e TikTok.
Essa distorção está ligada ao Transtorno Dismórfico Corporal, quando uma pessoa enxerga defeitos exagerados ou até mesmo inexistentes na própria aparência. A principal diferença, porém, é que no caso da dismorfia digital, como o próprio nome já indica, o gatilho vem das redes sociais e padrões irreais do ambiente virtual.
Na prática, isso acontece porque há diversos filtros que afinam o nariz, aumentam os lábios, levantam os olhos e limpam a pele. Ao se ver frequentemente com tais edições, uma pessoa pode começar a rejeitar sua própria imagem quando está sem filtro, desenvolvendo baixa autoestima, comparação constante e a busca compulsiva por procedimentos estéticos.
Os impactos gerados são crises de ansiedade, insegurança, dependência da validação virtual como likes e comentários, e em casos graves pode incluir depressão e isolamento social.
Profissionais que realizam procedimentos como preenchimento labial, botox e rinomodelação relatam que pacientes os buscam pedindo para ficar com o rosto igual ao filtro.
Segundo estudo do Brazilian Journal Of Implantology and Health Sciences, a pandemia foi um período em que se observou o aumento da dismorfia digital em razão do aumento do tempo de exposição à tela, e o uso excessivo das redes em razão das regras de distanciamento social.
Caso você note sinais de que pode estar sendo afetado por essa distorção, busque ajuda psicológica.
O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a contar com vacinas e acesso ampliado a terapias e novos métodos de diagnóstico contra o câncer, conforme estabelece a Lei nº 15.385. A medida publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (13), foi assinada na última sexta-feira (10) pelo presidente Lula (PT) e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A norma institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, além de criar o Programa Nacional de Navegação da Pessoa com Diagnóstico da doença.
A lei incentiva novas tecnologias na saúde, estimula parcerias entre os setores público e privado, prevê investimentos em pesquisa e capacitação e a valorização da produção nacional. Tendo como objetivo a modernização do sistema público de saúde, com a incorporação de tecnologias avançadas e a ampliação do acesso a tratamentos inovadores.
O texto também define diretrizes para garantir atendimento mais eficiente e igualitário, incluindo a oferta de medicamentos e exames mais modernos para a população. A política também reforça ações de prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento dos pacientes, com a expectativa de melhorar os resultados no tratamento do câncer no país.
Depois do anúncio do narrador esportivo Luis Roberto, de 64 anos, sobre seu diagnóstico de neoplasia localizada na região cervical, o tema tem chamado a atenção e levantado alertas e dúvidas.
Neoplasia é o termo médico para descrever o crescimento anormal de células que não morrem no momento certo. Quando localizada na região cervical, significa a formação de tecidos na laringe, faringe ou tireoide, que desencadeia em tumores que podem ser benignos ou malignos.
Segundo o Ministério da Saúde, quando somados todos os tipos, o câncer de cabeça e pescoço configura o terceiro mais incidente no Brasil, com ocorrência maior entre os homens.
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), indicam que 80% dos tumores de cabeça e pescoço são diagnosticados em estágios avançados, o que desfavorece os prognósticos. A maioria dos casos são tumores na hipofaringe, orofaringe, cavidade oral e laringe.
O vice-líder do Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço do A.C. Camargo Cancer Center, Thiago Bueno, explica que uma verruga, por exemplo, é um crescimento anormal de células, mas que não faz metástase, então é algo benigno.
“O crescimento anormal de células que invade os tecidos locais e outros pontos, é maligno. A maioria dos cânceres no pescoço não se originam diretamente nessa região. Geralmente, nascem em algum outro lugar que chamamos grosseiramente de cabeça e pescoço e as células vão para os linfonodos do pescoço, popularmente chamadas de ínguas”, explicou.
O médico alerta que ao sinal de qualquer nódulo na região do pescoço e qualquer lesão (afta ou ferida) na boca ou garganta que não desapareça ou cicatrize espontaneamente em até 15 dias, sangramentos por via oral, rouquidão persistente, dor para engolir deve-se procurar atendimento médico.
Diagnóstico e tratamento
A investigação da doença é feita por meio de uma série de exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, seguidos por biópsia. Após o diagnóstico, o tratamento costuma ser multidisciplinar e pode incluir cirurgia, radioterapia, imunoterapia ou quimioterapia, dependendo da gravidade.
“Na maioria dos casos as chances de cura são favoráveis. Para cada paciente estabelecemos uma estratégia de tratamento que nos traga as melhores chances de cura, com o mínimo de efeitos colaterais possíveis. Atualmente os tratamentos são muito modernos e as sequelas são pouco frequentes. Embora possam acontecer, a intensidade é pequena e não interfere na qualidade de vida”, afirmou.
O hábito de recorrer a anti-inflamatórios para aliviar dores e desconfortos é comum, mas pode esconder riscos importantes à saúde quando feito sem acompanhamento profissional. Esses medicamentos, amplamente utilizados no dia a dia, podem provocar efeitos colaterais significativos, principalmente quando usados de forma frequente ou inadequada.
A automedicação é uma prática bastante difundida, e os anti-inflamatórios estão entre os remédios mais consumidos sem prescrição. Substâncias como ibuprofeno, diclofenaco e naproxeno são facilmente encontradas e, muitas vezes, utilizadas sem o devido cuidado.
O problema se agrava quando esses medicamentos são combinados com outros, como diuréticos ou remédios para controle da pressão arterial. Essa associação pode comprometer o funcionamento dos rins, afetando a capacidade do organismo de filtrar o sangue corretamente.
Isso acontece porque os anti-inflamatórios interferem em mecanismos importantes da circulação sanguínea nos rins, reduzindo o fluxo de sangue nesses órgãos. Como consequência, pode haver prejuízo da função renal, especialmente em idosos, pessoas com hipertensão, diabetes ou doenças já existentes.
Mesmo pessoas consideradas saudáveis não estão totalmente livres dos riscos. O uso contínuo pode provocar danos que vão desde lesões renais agudas até quadros crônicos mais graves, que, em situações extremas, podem exigir tratamento como diálise ou até transplante.
Outro ponto de atenção é que problemas renais costumam evoluir de forma silenciosa. Muitas vezes, os sintomas só aparecem em estágios mais avançados, com sinais como inchaço, alterações na urina, cansaço excessivo e náuseas.
Além dos rins, o uso indiscriminado desses medicamentos também pode afetar o sistema cardiovascular, contribuindo para o aumento da pressão arterial e elevando o risco de complicações como infarto e angina. Há ainda possibilidade de danos ao estômago e ao fígado, dependendo da frequência e da forma de uso.
Diante desse cenário, a recomendação é clara: o uso de anti-inflamatórios deve ser feito com cautela, respeitando doses e tempo de uso adequados. Mais do que aliviar sintomas momentâneos, é fundamental investigar a causa da dor e buscar orientação médica para um tratamento seguro e eficaz.
O Ministério da Previdência Social e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) farão, nos dias 11 e 12 de abril, um mutirão de perícias médicas em diversas cidades localizadas em 12 estados. A expectativa é fazer mais de 13 mil tanto para benefícios por incapacidade como assistenciais.
A lista de municípios com vagas para agendamento pode ser acessada no site do MPS.
Segundo o ministério, os mutirões visam garantir mais agilidade na análise dos benefícios, reduzindo o tempo de espera dos cidadãos.
“As perícias serão realizadas por meio de atendimentos presenciais e de Perícia Conectada – modalidade de teleatendimento que amplia o acesso da população à perícia médica, especialmente em regiões com escassez de profissionais peritos”, justificou o ministério ao reiterar que a medida evita a necessidade de segurados terem de se deslocar por longas distâncias para conseguir atendimento.
Mais informações sobre o serviço podem ser obtidas por meio do telefone 135, de segunda a sábado, das 7 às 22h; ou pelo Meu INSS (aplicativo ou site). Esses canais podem ser usado para remarcações ou antecipações de perícias.
“Ao confirmar o agendamento da avaliação médico pericial, o requerente deverá comparecer à agência no dia e horário marcados. Quem não conseguiu participar dos últimos mutirões pode ficar atento e se programar, já que a ação acontece de 15 em 15 dias, com atendimentos em todo o pais”, informou o ministério.
Estão previstos mutirões também para os dias 25 e 26 de abril.
As novas diretrizes da Norma Regulamentadora nº 1, a NR-1, vêm chamando a atenção de empresas e trabalhadores em todo o país, especialmente por ampliar o olhar sobre os chamados riscos psicossociais no ambiente corporativo. O tema foi destaque no Rotativo News, que abordou as mudanças e seus impactos nas relações de trabalho.
A NR-1 é considerada a “norma mãe” da segurança e saúde no trabalho. Isso porque estabelece diretrizes gerais para o gerenciamento de riscos ocupacionais em todos os setores. Trata-se de uma norma ampla, que orienta como identificar, mapear e gerenciar os riscos dentro das organizações.
Diferente de outras normas mais específicas, a NR-1 não trata de um único tipo de risco. Ela funciona como base para todas as empresas, definindo o que deve ser feito e como deve ser feito no cuidado com a saúde do trabalhador.
Durante a entrevista, Grácia Fragália, vice-presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida, reforçou que um dos principais avanços da atualização é a inclusão dos riscos psicossociais — tema cada vez mais presente no debate público.
Esses riscos estão ligados à forma como o trabalho é organizado e às relações dentro das empresas. Fatores como sobrecarga de trabalho, ritmo intenso, jornadas inflexíveis, falhas na comunicação interna e ambientes com conflitos constantes podem impactar diretamente a saúde mental dos trabalhadores.
Durante a entrevista, ela reforçou ainda que situações como falta de clareza nas funções, isolamento social e ausência de autonomia também contribuem para o adoecimento emocional, cenário que ajuda a explicar o crescimento dos casos de burnout no Brasil.
A especialista destacou que esses riscos não são físicos, químicos ou biológicos, mas afetam profundamente o bem-estar dos trabalhadores, exigindo uma atenção cada vez maior por parte das empresas.
Durante a entrevista, Grácia Fragália também ressaltou o papel da Associação Brasileira de Qualidade de Vida, que completa 30 anos de atuação no país. A entidade reúne profissionais e empresas e atua na formação, pesquisa e disseminação de práticas voltadas ao bem-estar no ambiente corporativo.
A associação promove cursos, encontros online, eventos regionais — incluindo ações previstas para a Bahia — além do Congresso Brasileiro de Qualidade de Vida, que reúne especialistas nacionais e internacionais para discutir tendências e soluções na área.
Outro destaque é o Prêmio Nacional de Qualidade de Vida, que reconhece empresas com boas práticas voltadas ao cuidado com os colaboradores. Segundo ela, o profissional de bem-estar e qualidade de vida está cada vez mais valorizado dentro das organizações.
A atualização da NR-1 reforça uma mudança importante no ambiente corporativo: a necessidade de olhar para o trabalhador de forma integral, considerando não apenas os riscos físicos, mas também os impactos emocionais e sociais do trabalho.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (2), a apreensão de lotes falsificados do medicamento Mounjaro, além de proibir a comercialização8, distribuição e uso dos produtos identificados como irregulares.
A medida atinge o lote D856831 do Mounjaro e os lotes D880730 e D840678 do Mounjaro Kwikpen, que, segundo a fabricante Eli Lilly, apresentam indícios de falsificação. Entre as irregularidades encontradas estão números de série inexistentes nos sistemas da empresa, diferenças na embalagem original e falhas na leitura do código de identificação 2D.
Além disso, a Anvisa também proibiu o medicamento Tirzec, produzido por uma empresa não identificada. O produto não possui registro, cadastro ou notificação junto ao órgão regulador, o que torna sua comercialização ilegal no país.
Outro item alvo da fiscalização foi o Skin Body Organic, da linha Eros, fabricado pela empresa Skin & Body Nutracêuticos e Cosméticos Organic Ltda. De acordo com a Anvisa, os produtos estavam sendo divulgados e vendidos sem a devida regularização sanitária.
Com a decisão, todos os itens citados devem ser retirados de circulação, e sua fabricação, venda, importação e uso ficam proibidos. A orientação é que consumidores fiquem atentos à procedência dos produtos e evitem adquirir medicamentos fora dos canais oficiais.