A Prefeitura de Feira de Santana deu um passo histórico para o fortalecimento da saúde pública na manhã desta segunda-feira (17), com a assinatura do contrato para a construção do tão sonhado Hospital Municipal. O ato foi oficializado pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho e pelo secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, com a presença de autoridades municipais e lideranças políticas, entre elas o presidente da Câmara Municipal, Marcos Lima.
Considerado o maior investimento já realizado pelo Município na área da Saúde, o novo hospital será destinado exclusivamente aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e ampliará a capacidade de atendimento da rede municipal, especialmente nas áreas de média e alta complexidade.
O chefe do Executivo Municipal ressaltou que a construção do Hospital Municipal representa o cumprimento de uma promessa de campanha e a concretização de um sonho. Durante o discurso, também destacou avanços na área da Saúde, citando que Feira de Santana conta com grande rede de saúde mantidas pelo Município, além de serviços especializados para o tratamento do câncer e o acompanhamento de pacientes com diabetes.
José Ronaldo também elencou investimentos realizados em outras áreas, como a pavimentação de ruas e a contratação de professores, e lembrou obras executadas durante sua gestão anterior, a exemplo da construção de viadutos que contribuíram para melhorar a mobilidade urbana de Feira de Santana.
Ainda na manhã desta segunda-feira, foram iniciados os serviços de demolição das estruturas onde funcionou, durante décadas, a Associação de Proteção à Infância, na avenida Maria Quitéria. A área dará lugar ao novo equipamento de saúde municipal. Com aproximadamente 13,8 mil metros quadrados de área construída, a previsão é de que a unidade hospitalar seja concluída e entre em funcionamento até 2028.
“Esse hospital prestará homenagem a Gislene Pimentel por todo o serviço social que ela prestou em nossa cidade. É uma forma de expressar nossa gratidão e reconhecimento a ela e à sua família, que doou este terreno ao Município”, anunciou o prefeito José Ronaldo.
PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA
A implantação do hospital está sendo realizada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), com prazo de 22 anos. O contrato com o Consórcio Hospital Feira de Santana contempla a construção da unidade, os investimentos necessários para sua implantação e a prestação dos serviços não assistenciais. A assistência à saúde, assim como a definição das políticas públicas e a condução dos serviços assistenciais, permanecerá sob responsabilidade do Município.
O contrato prevê investimento de R$ 130 milhões para a construção da unidade, além de R$ 40 milhões destinados à aquisição de equipamentos.
O titular da Saúde, o médico Rodrigo Matos destacou a localização estratégica do novo equipamento da rede municipal de Saúde. Segundo o secretário, a escolha de uma área central foi planejada para facilitar o acesso da população, inclusive dos moradores dos distritos, e está alinhada aos princípios do SUS.
“Esse hospital estará no centro da cidade para garantir que as pessoas que não têm condições de ter um plano de saúde também tenham acesso a um serviço de qualidade, em uma localização de fácil acesso. Isso é pensar de forma técnica e responsável. Existe um princípio fundamental do SUS, que é a equidade: dar mais a quem precisa mais, garantindo, assim, a universalidade e a integralidade do atendimento. É um projeto construído de forma técnica e coletiva, pensado para atender às reais necessidades da população”, afirmou.
O gestor da pasta também ressaltou que o projeto foi planejado para atender às necessidades de Feira de Santana nas próximas décadas. “O Hospital Municipal representa a concretização de um projeto liderado pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho. Essa é uma marca do prefeito Zé Ronaldo: ter a capacidade de fazer projetos e tirar os projetos do papel. E não vai ser diferente nessa grande obra”, disse.
ALTA COMPLEXIDADE
O novo Hospital Municipal terá 110 leitos de internação, sendo 100 especializados e 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto. A estrutura contará ainda com leitos de observação e isolamento e quatro salas cirúrgicas de grande porte, destinadas a procedimentos de ortopedia e cirurgia geral.
O hospital também terá ambulatório e um moderno parque de bioimagem, com equipamentos para exames como tomografia, ressonância magnética, ultrassonografia e ecocardiografia. A estrutura incluirá ainda espaços destinados ao ensino, à pesquisa e à capacitação de profissionais.
Durante o início da obra, o titular da Saúde pontuou que a estrutura do novo hospital foi planejada com base em critérios técnicos, dados epidemiológicos e necessidades identificadas na rede municipal.
“A unidade deverá ampliar a capacidade assistencial de Feira de Santana, fortalecer a rede própria e oferecer uma nova estrutura para o atendimento da população. É um dos maiores projetos estruturantes da história da saúde pública municipal e uma entrega que vai resultar positivamente nos indicadores de saúde”, acrescentou o secretário de Saúde, Rodrigo Matos.
FORTALECIMENTO DA REDE
A implantação do hospital contribuirá para ampliar a oferta de leitos clínicos de retaguarda para pacientes que precisam permanecer internados por alguns dias, como também serão disponibilizados 20 leitos destinados a saúde mental.
“A ideia é promover inclusão e garantir que o paciente de saúde mental seja tratado de forma digna, dentro de uma estrutura hospitalar completa. Teremos 20 leitos de saúde mental para cuidar das pessoas na sua integralidade, respeitando os princípios do SUS”, afirmou Matos.
PADRÃO DE EXCELÊNCIA
Representantes das empresas que integram o consórcio responsável pela Parceria Público-Privada (PPP) para a construção do Hospital Municipal de Feira de Santana destacaram a estrutura prevista para a nova unidade e a experiência do grupo na construção e operação de equipamentos de saúde.
Marcelo Mariane, operador hospitalar com mais de 30 anos de experiência na gestão de unidades de saúde, ressaltou que o novo hospital terá padrão de excelência e destacou o compromisso da Prefeitura de Feira de Santana com a qualidade do projeto. Segundo ele, a unidade “será um hospital que não deve em nada a qualquer outro projeto”. “Vamos entregar um serviço de excelência”, afirmou.
Mauro Prates, sócio da construtora, também destacou a experiência da empresa na execução de projetos hospitalares. Segundo ele, o grupo já participou da construção de unidades como os hospitais de Alagoinhas, Valença e Paulo Afonso, além do anexo do Hospital Geral Clériston Andrade II, no município, e do Hospital Couto Maia, em Salvador.
De acordo com Prates, a previsão é de que a construção do Hospital Municipal de Feira de Santana seja realizada em 20 meses.
Com média entre 60 mil e 70 mil atendimentos por mês e mais de 500 mil procedimentos realizados no primeiro semestre de 2026, o Complexo Materno-Infantil de Feira de Santana se consolida como uma das principais referências em saúde materno-infantil da Bahia. Administrado pela Fundação Hospitalar de Feira de Santana, o complexo atende a população do município e recebe pacientes de outros 82 municípios pactuados.
Atualmente, a Fundação Hospitalar administra sete unidades de saúde que, juntas, oferecem mais de 100 especialidades nas áreas de saúde da mulher, pediatria e assistência ao recém-nascido. A estrutura conta com 200 leitos, incluindo Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e Berçário de Médio Risco, garantindo atendimento de alta complexidade.
O Centro Municipal de Diagnóstico por Imagem (CMDI) é formado por duas unidades: o CMDI I Dr. Eugênio Bastos Laurine, localizado na Avenida Maria Quitéria, e o CMDI II Antônio Lázaro, no bairro Baraúnas, inaugurado em agosto de 2024. Especializadas em diagnóstico por imagem, as unidades realizaram, juntas, mais de 65 mil exames somente no primeiro semestre de 2026.
O Centro Municipal de Prevenção ao Câncer (CMPC) Romilda Maltez é referência em consultas especializadas e exames voltados à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao acompanhamento oncológico. Apenas neste ano, a unidade já realizou mais de 30 mil exames e promove mutirões para ampliar o acesso da população aos serviços.
O Ambulatório de Especialidades de Saúde da Mulher Dra. Tânia Mota tem como missão promover a melhoria das condições de vida e da saúde das mulheres, garantindo acesso a serviços de prevenção, assistência e recuperação. A unidade oferece consultas especializadas e realiza a implantação de métodos contraceptivos, como DIU de cobre, Implanon e Mirena, ampliando o acesso ao planejamento reprodutivo e ao cuidado integral da saúde feminina.
A Casa de Parto Natural dispõe atualmente de três leitos e proporciona às gestantes um ambiente acolhedor para a realização do parto humanizado e seguro. Desde o início das atividades, em 2024, já foram realizados 194 partos naturais assistidos. Somente neste ano, a unidade registrou mais de mil atendimentos.
Também integra o complexo o Hospital Inácia Pinto dos Santos, conhecido como Hospital da Mulher. A unidade oferece serviços como ambulatório pediátrico, centro obstétrico, centro cirúrgico, enfermarias, laboratórios, serviços de nutrição e UTI Neonatal. Considerada uma das maiores maternidades da Bahia, já realizou mais de quatro mil partos entre normais e cesarianas.
O Hospital da Mulher também abriga o Banco de Leite Humano, que desenvolve ações permanentes de incentivo ao aleitamento materno. Além do atendimento às puérperas, o serviço realiza coleta domiciliar de leite humano. Em 2026, já foram realizadas mais de 740 coletas domiciliares, contando com mais de 800 mães doadoras.
Durante visita técnica de profissionais de imprensa às unidades, realizada nesta quinta-feira (6), a diretora-presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, Gilberte Lucas, destacou que o Complexo Materno-Infantil vai muito além da assistência ao parto. “Quando falamos em Complexo Materno-Infantil, não estamos falando apenas da assistência à gestante. Estamos falando do atendimento pediátrico, da saúde da mulher, do acompanhamento no pós-parto e de toda uma rede de assistência. Esta visita técnica teve como objetivo apresentar nossos indicadores e mostrar a importância desse complexo para Feira de Santana e para os mais de 82 municípios pactuados”, afirmou.
A gestora explicou que o Hospital da Mulher funciona como unidade de porta aberta para atender as urgências e emergências obstétricas de Feira de Santana. Já os municípios pactuados encaminham pacientes por meio da Central Estadual de Regulação. No entanto, devido à demanda regional e à escassez de serviços especializados em obstetrícia, a unidade também acolhe gestantes de municípios não pactuados que chegam em situação de urgência.
Segundo Gilberte Lucas, o Complexo Materno-Infantil registra entre 60 mil e 70 mil atendimentos mensais, considerando consultas, exames laboratoriais, procedimentos especializados e demais serviços oferecidos pelas unidades.
A presidente também destacou que cerca de 85% dos recursos utilizados para manter toda a estrutura são provenientes do Tesouro Municipal. “Hoje, aproximadamente 85% dos recursos para manter o Complexo Materno-Infantil são próprios do Município de Feira de Santana. A produção SUS é importante, mas não seria suficiente para manter uma estrutura dessa dimensão. Para se ter uma ideia, a tabela SUS remunera uma consulta com neuropediatra em R$11 e um parto em cerca de R$ 530”, pontuou.
A Fundação Hospitalar segue investindo na ampliação da estrutura física e tecnológica das unidades. Entre as melhorias em andamento estão a expansão do laboratório, com uma nova sala de coleta infantil, a ampliação da recepção e a informatização completa do serviço, permitindo que os resultados dos exames sejam consultados pela internet.
Outra meta da instituição é ampliar a oferta de atendimentos em uroginelogia, especialidade voltada ao diagnóstico e tratamento de disfunções do assoalho pélvico e de doenças ginecológicas. “A procura por esse serviço é muito grande e existe uma demanda reprimida. Nosso objetivo é ampliar essa oferta para garantir mais acesso e qualidade no atendimento às mulheres”, afirmou.
Ao destacar a dimensão da rede administrada pela Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas reforçou a importância do Complexo Materno-Infantil para a assistência regional. “São quase oito unidades que compõem a estrutura da Fundação Hospitalar, entre Hospital da Mulher, Casa de Parto, CMDIs, Centro Municipal de Prevenção ao Câncer, ambulatórios e laboratório. Juntas, essas unidades realizaram mais de 500 mil atendimentos no primeiro semestre de 2026, demonstrando a relevância do Complexo Materno-Infantil para toda a região”, explicou.
Com uma rede integrada de serviços, estrutura voltada à alta complexidade e atendimento que ultrapassa os limites de Feira de Santana, o Complexo Materno-Infantil reafirma seu papel estratégico na assistência à saúde da mulher, da criança e do recém-nascido. Os investimentos em ampliação da estrutura, modernização dos serviços e qualificação do atendimento fortalecem a capacidade da rede em oferecer assistência humanizada, resolutiva e de qualidade à população de Feira de Santana e dos municípios pactuados.
A visita técnica nesta quinta-feira foi coordenada pelo secretário de Comunicação Social, Joilton Freitas.
Lançado há um mês pela Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o programa Remédio em Casa passa a atender pacientes de mais dois distritos feirenses. A partir desta segunda-feira (3), primeiro dia útil do mês, a distribuição de medicamentos de uso contínuo para pessoas a partir de 65 anos ou com comorbidades já será feita na residência dos pacientes cadastrados que moram nos distritos de Jaíba e Jaguara.
O anúncio da ampliação do programa para mais dois distritos feirenses foi feito na manhã desta segunda-feira (3) pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho e pelo secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, durante audiência no Paço Municipal Maria Quitéria.
O programa Remédio em Casa, compromisso de campanha anunciado pelo prefeito José Ronaldo, foi lançado no dia 30 de junho deste ano. A partir de 10 de julho, a distribuição dos medicamentos teve início no primeiro distrito contemplado, Bonfim de Feira.
O prefeito José Ronaldo destacou o compromisso de levar o programa, inicialmente, a todos os distritos e, em seguida, aos bairros. “Hoje, 3 de agosto, primeiro dia útil do mês, estamos iniciando o programa Remédio em Casa nos distritos de Jaíba e Jaguara, localidades que anunciamos quando lançamos o programa em Bonfim de Feira. Em setembro, será a vez de Matinha e Ipuaçu”, revelou.
A dificuldade para engravidar é uma realidade que afeta cerca de 17,5% da população mundial em idade fértil, segundo a Organização Mundial de Saúde. Para os casais que buscam ajuda especializada para ter filhos, um dos diagnósticos mais desafiadores e frustrantes é a chamada Infertilidade Sem Causa Aparente (ISCA), que corresponde a 10 a 15% dos casos entre casais com dificuldade para conceber.
“Quando todos os exames de rotina para avaliar a fertilidade do homem e da mulher apresentam resultados normais, mas a gestação não ocorre de forma espontânea, consideramos que se trata de um caso de Infertilidade Sem Causa Aparente”, explica a médica Valentina Cotrim, especialista em medicina reprodutiva da Huntington Cenafert, clínica que integra um dos principais grupos de Reprodução Assistida do Brasil. Nesses casos, exames como espermograma, avaliação da reserva ovariana, dosagens hormonais e investigação da permeabilidade das tubas uterinas apresentam resultados dentro da normalidade.
A infertilidade é caracterizada pela ausência de gravidez após doze meses ou mais tendo vida sexual ativa e sem usar medidas anticonceptivas, se a mulher tem menos de 35 anos. Se no passado a infertilidade era sempre atribuída à mulher, hoje já está comprovado que a responsabilidade pela gravidez deve ser compartilhada igualmente pelos dois sexos. Cerca de 35% dos casos são atribuídos a fatores femininos, 35% a fatores masculinos e nas demais situações o problema está presente em ambos os parceiros ou não tem causa definida. “É nesse último grupo que a infertilidade de causa desconhecida exige uma investigação mais profunda para identificar fatores invisíveis nos exames de rotina”, conta Valentina Cotrim.
Quais fatores podem estar por trás da “causa inexplicada”?
Após uma investigação aprofundada, alguns casos classificados como infertilidade sem causa aparente podem revelar fatores que não são facilmente identificados nos exames de rotina, como:
alterações na qualidade dos óvulos ou dos espermatozoides;
alterações genéticas ou cromossômicas específicas;
distúrbios ovulatórios ou hormonais de difícil identificação;
alterações da receptividade endometrial ou da interação entre embrião e endométrio;
formas iniciais de endometriose ou outras alterações pélvicas pouco evidentes.
alta fragmentação do DNA dos espermatozoides
Gravidez possível
Embora a Infertilidade Sem Causa Aparente costume provocar muita ansiedade pela demora do diagnóstico, não significa que a gravidez é impossível. Hoje com os avanços da medicina é possível investigar e chegar a um diagnóstico preciso, assim como dispor de técnicas de reprodução assistida, que podem ser indicadas em casos específicos.
A médica lembra que também há casos que podem ser resolvidos de forma muito simples sem recorrer a um tratamento complexo. Dependendo da idade da mulher, do tempo de infertilidade e das características de cada caso, podem ser indicadas desde medidas clínicas menos invasivas até tratamentos como a inseminação intrauterina e a fertilização in vitro (FIV).
“Muitos casos podem ser tratados com medidas menos invasivas, como mudanças no estilo de vida, tratamento de alterações hormonais, indução da ovulação ou outras abordagens clínicas. Quando essas estratégias não são suficientes ou existe uma indicação específica, recorremos às técnicas de reprodução assistida. O mais importante é que cada casal seja avaliado de forma individualizada”
“A incerteza e a dificuldade de um diagnóstico não devem ser encaradas com desesperança ou como uma situação irreversível”, conclui Valentina Cotrim.
Sobre a Huntington Cenafert
Localizada no bairro de Ondina, em Salvador, a Huntington Cenafert é uma clínica especializada em reprodução assistida e tem como missão garantir uma atenção integral e humanizada a pessoas que sonham em ter filhos.
Ao longo de sua atuação, a clínica já contabiliza mais de 3.500 bebês nascidos através das diversas técnicas de reprodução assistida. O laboratório de reprodução assistida da clínica oferece tecnologia de ponta para a realização dos procedimentos com eficácia e segurança. O paciente infértil conta com o suporte de uma equipe médica multidisciplinar, experiente e qualificada, e com serviços que vão desde o atendimento de casos mais simples – solucionados com tratamento de menor complexidade – até aqueles que exigem o emprego de técnicas avançadas no campo da reprodução assistida.
A Huntington Cenafert integra um dos principais grupos de Reprodução Assistida do Brasil.
Crescimento dos negócios de saúde amplia desafio da gestão
Foto: divulgação
Um médico pode dominar diagnósticos, procedimentos e tratamentos, mas, ainda assim, perder dinheiro, acumular problemas tributários e comprometer o futuro do próprio consultório. O alerta é da consultora Catarina Lima, CEO da Referência Gestão de Saúde, que chama a atenção para um problema frequente no setor: profissionais altamente qualificados na assistência, mas sem preparo para administrar uma empresa.
Dados do Cadastro Central de Empresas, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em junho de 2026, mostram que o segmento de saúde humana e serviços sociais apresentou o maior crescimento entre todas as atividades econômicas de 2022 a 2024, com o acréscimo de aproximadamente 177,7 mil empresas e outras organizações.
Para Catarina Lima, o crescimento reforça a necessidade de profissionalizar a gestão. “A formação médica prepara o profissional para cuidar de vidas, mas não necessariamente para administrar fluxo de caixa, custos, contratos, tributos, equipes e estratégias de crescimento. O risco começa quando o médico acredita que ter pacientes e uma agenda cheia é suficiente para garantir a saúde do negócio”, afirma.
A informalidade nem sempre significa trabalhar sem CNPJ. Ela também aparece quando o médico mistura as contas pessoais com as da clínica, define preços sem conhecer os custos, faz acordos apenas verbalmente, contrata sem planejamento, não acompanha indicadores e toma decisões financeiras com base apenas no saldo bancário.
“Uma clínica pode estar cheia e, ainda assim, estar financeiramente doente. Sem controle, o profissional pode trabalhar cada vez mais, faturar mais e perceber que o dinheiro nunca sobra. Isso gera endividamento, desgaste da equipe, sobrecarga e decisões tomadas no improviso”, alerta Catarina.
Entre os primeiros passos para reduzir os riscos estão separar as finanças pessoais e empresariais, conhecer os custos reais de cada atendimento, formalizar contratos, organizar as obrigações tributárias, acompanhar receitas e despesas e estabelecer processos claros para a equipe.
Outro ponto fundamental, segundo a consultora, é reconhecer que o médico não precisa assumir sozinho todas as funções administrativas. A contratação de uma empresa especializada em gestão de negócios de saúde pode ajudar a estruturar processos, acompanhar indicadores, organizar as finanças e oferecer informações mais seguras para a tomada de decisões.
“Empreender não significa fazer tudo sozinho. O médico precisa concentrar energia naquilo que só ele pode fazer: cuidar dos pacientes. A gestão pode e deve ser conduzida com apoio especializado, de forma profissional, estratégica e responsável”, explica Catarina.
Para a especialista, profissionalizar a gestão não retira a essência humana da medicina. Pelo contrário: protege o consultório, a equipe, o patrimônio do médico e a continuidade do atendimento aos pacientes.
O narrador esportivo Luís Roberto anunciou, por meio das redes sociais, que concluiu o tratamento contra um câncer de cabeça e pescoço. O profissional passou por 40 sessões de terapia, sendo 33 de radioterapia e sete de quimioterapia.
O diagnóstico foi confirmado em abril deste ano, o que o afastou da cobertura da Copa do Mundo de Clubes, disputada nos Estados Unidos.
Em vídeo publicado no Instagram, Luís Roberto comemorou o fim do tratamento e aproveitou para conscientizar o público sobre a importância do diagnóstico precoce. Ele lembrou que julho é o mês de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço e explicou que a doença pode atingir regiões como boca, garganta, laringe, tireoide e outras áreas da cabeça e do pescoço.
O narrador também destacou os principais sintomas que merecem atenção. Segundo ele, feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dor de garganta contínua, dificuldade para engolir e o aparecimento de um caroço no pescoço, sinal que levou ao seu diagnóstico, devem ser avaliados por um especialista.
Ao final da publicação, Luís Roberto incentivou os seguidores a compartilharem a mensagem como forma de ampliar a conscientização. “Informação salva vidas”, destacou.
Feridas na boca, rouquidão persistente e caroços no pescoço merecem exigem investigação
Uma ferida na boca que não cicatriza em até 15 dias, uma rouquidão persistente ou um caroço no pescoço que cresce progressivamente podem ser os primeiros sinais de um problema mais grave. Durante o Julho Verde, campanha de conscientização e combate ao câncer de cabeça e pescoço, especialistas reforçam que alterações persistentes não devem ser ignoradas. São tumores que podem ocorrer em regiões como boca, língua, garganta, faringe, laringe (cordas vocais), cavidade nasal, seios da face, tireoide, pele e glândulas salivares. Como os sintomas variam conforme a área afetada, a observação do próprio corpo e a procura por atendimento médico especializado são fundamentais.
Segundo o médico Tércio Guimarães Reis, cirurgião de cabeça e pescoço do Hospital Mater Dei Emec, em Feira de Santana, os sinais da doença “vão depender de onde o tumor está localizado”. Feridas e manchas brancas ou vermelhas na boca que não cicatrizam em até 15 dias, rouquidão persistente, dificuldade ou dor para engolir, sensação de algo preso na garganta, obstrução em apenas um lado do nariz que não volta ao normal e nódulos no pescoço com crescimento progressivo estão entre as alterações que precisam ser investigadas.
A atenção deve ser ainda maior quando os sintomas permanecem por mais de duas ou três semanas. Ao falar sobre os tumores da cavidade oral, o especialista alerta para “qualquer ferida que apareça na boca por mais de duas ou três semanas”. Lesões que não doem e não cicatrizam, assim como placas brancas ou avermelhadas que não desaparecem, merecem avaliação profissional, sobretudo em pessoas que fumam ou consomem bebidas alcoólicas com frequência.
O diagnóstico ainda ocorre tarde – embora muitos desses tumores possam ser percebidos por meio de sinais visíveis ou alterações funcionais, o diagnóstico tardio ainda é um dos principais desafios. Pesquisa divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) em 2025 mostrou que cerca de 80% dos tumores de cabeça e pescoço analisados no país, entre 2000 e 2017, foram identificados em estágios avançados.
Quanto mais cedo a doença é descoberta, maiores são as possibilidades de realizar tratamentos menos extensos, com menor risco de sequelas e preservar funções importantes, como fala, mastigação, deglutição e respiração. Em casos avançados, pode ser é necessária, na maioria dos casos, a combinação de cirurgia, radioterapia e quimioterapia. O tratamento do câncer de cabeça e pescoço é multiprofissional e envolve o acompanhamento de profissionais como fonoaudiólogos, cirurgiões-dentistas, nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos.
Os números mais recentes ajudam a dimensionar o problema. Para cada ano do triênio 2026–2028, o INCA estima 10.880 novos casos de câncer da cavidade oral no Brasil, sendo 7.570 em homens e 3.310 em mulheres. Na Bahia, a previsão é de aproximadamente 640 novos casos anuais. Esses dados representam apenas os tumores de lábios e cavidade oral, uma das localizações incluídas no grupo dos cânceres de cabeça e pescoço.
Prevenção começa com mudança de hábitos – O tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas permanecem entre os principais fatores de risco. Quando os dois hábitos estão associados, o perigo é ainda maior. A infecção pelo HPV também está relacionada especialmente aos tumores da orofaringe, região que inclui as amígdalas e a base da língua.
Não fumar, evitar bebidas alcoólicas, manter a vacinação contra o HPV atualizada conforme as recomendações do Ministério da Saúde, utilizar proteção solar nos lábios e procurar atendimento diante de alterações persistentes são algumas das principais medidas preventivas. A vacina contra o HPV protege contra tipos do vírus associados, entre outros tumores, ao câncer de orofaringe.
Consultas odontológicas regulares também contribuem para identificar alterações suspeitas na boca. Entretanto, a ausência de dor não deve ser interpretada como sinal de que não há gravidade. Feridas, manchas, rouquidão ou caroços que permaneçam por mais de duas ou três semanas precisam ser avaliados por um especialista.
Mais do que concentrar o debate em julho, a campanha busca estimular uma atenção permanente. Reconhecer precocemente os sinais e procurar assistência sem demora pode representar a diferença entre um tratamento mais simples e uma doença descoberta em estágio avançado.
Especialista alerta para início do rastreamento aos 45 anos e destaca que retirada de pólipos pode evitar o desenvolvimento da doença
O aumento dos casos de câncer colorretal entre adultos mais jovens tem preocupado especialistas em todo o mundo e reforça a importância da prevenção. Em um contexto que coincide com o Dia do Endoscopista, celebrado em 25 de julho, a data chama atenção para o papel desse profissional na realização da colonoscopia, exame considerado a principal ferramenta para prevenir esse tipo de câncer.
No Brasil, o câncer colorretal está entre os tipos mais incidentes. De acordo com a Estimativa 2026–2028 do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deverá registrar 53.810 novos casos de câncer de cólon e reto por ano, sendo 26.270 em homens e 27.540 em mulheres. Excluídos os tumores de pele não melanoma, a doença ocupa a terceira posição entre os cânceres mais frequentes no Brasil, reforçando a importância do diagnóstico precoce e das estratégias de prevenção
Além da alta incidência, estudos internacionais mostram uma mudança no perfil da doença. Dados divulgados pela American Cancer Society (ACS) apontam que pessoas nascidas por volta de 1990 apresentam aproximadamente o dobro do risco de desenvolver câncer de cólon e quatro vezes mais risco de câncer de reto quando comparadas às nascidas na década de 1950.
Para o endoscopista Dr. Victor Galvão, esse cenário exige uma mudança de comportamento da população e maior atenção aos sinais de alerta.
“O câncer de intestino ainda é mais frequente após os 50 anos, mas temos observado um aumento importante entre pacientes mais jovens. Isso reforça a necessidade de conhecer os fatores de risco, procurar assistência diante de sintomas e, principalmente, investir na prevenção.”
Um dos principais aliados nesse processo é a colonoscopia. Além de diagnosticar lesões precoces, o exame permite identificar e retirar pólipos intestinais, estruturas benignas que podem evoluir para câncer ao longo dos anos.
“A colonoscopia é diferente da maioria dos exames porque ela não apenas identifica a doença. Ela permite interromper esse processo antes que o câncer se desenvolva. Ao remover um pólipo, reduzimos significativamente o risco de que aquela lesão evolua para um tumor maligno”, explica o especialista.
Diante do crescimento da doença em pessoas mais jovens, importantes entidades médicas internacionais, como a U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF) e a *American Cancer Society, passaram a recomendar que pessoas com risco habitual iniciem o rastreamento do câncer colorretal *a partir dos 45 anos, mesmo sem apresentar sintomas.
Segundo Dr. Victor Galvão, a recomendação representa um avanço importante na prevenção.
“Antecipar o rastreamento significa aumentar as chances de encontrar lesões ainda na fase inicial ou até mesmo antes de elas se transformarem em câncer. Essa é uma estratégia que salva vidas.”
Quem deve fazer colonoscopia antes dos 45 anos?
Embora a idade de 45 anos seja hoje a recomendação para pessoas sem fatores de risco, alguns grupos precisam iniciar o acompanhamento mais cedo. É o caso de quem possui histórico familiar de câncer colorretal ou pólipos avançados, doenças inflamatórias intestinais, síndromes hereditárias relacionadas ao câncer de intestino ou apresenta sintomas sugestivos da doença.
Entre os principais sinais de alerta estão sangue nas fezes, alteração persistente do hábito intestinal, anemia sem causa aparente, perda de peso inexplicada, dor abdominal recorrente e sensação de evacuação incompleta.
“Nenhum desses sintomas deve ser considerado normal, principalmente quando persistem por várias semanas. Quanto mais cedo investigamos, maiores são as chances de tratamento e cura”, destaca Dr. Victor Galvão.
O especialista também ressalta que, apesar do aumento dos casos em adultos jovens, a prevenção continua sendo a principal estratégia para reduzir a mortalidade pelo câncer colorretal.
“Hoje dispomos de recursos que permitem identificar lesões muito precoces e tratá-las por via endoscópica, muitas vezes evitando cirurgias mais complexas. A informação e o diagnóstico precoce continuam sendo nossas maiores ferramentas.”
Estudos revelam que alterações na forma como o cérebro processa os estímulos dolorosos podem explicar a persistência da dor crônica; neurocirurgiã esclarece o fenômeno e destaca avanços no tratamento
Uma dor que permanece mesmo depois da cicatrização de uma lesão pode parecer um contrassenso, mas a neurociência tem demonstrado que isso é mais comum do que se imagina. Em muitos casos, o problema deixa de estar no tecido lesionado e passa a envolver o próprio sistema nervoso, que pode continuar interpretando determinados estímulos como dolorosos mesmo quando a causa inicial já desapareceu.
Esse fenômeno está relacionado à chamada neuroplasticidade, capacidade do cérebro de reorganizar suas conexões ao longo da vida. Embora seja essencial para a aprendizagem, a recuperação de funções e a adaptação do organismo, esse mecanismo também pode favorecer alterações persistentes na forma como a dor é processada. Quando isso ocorre, instala-se um quadro conhecido como sensibilização central, considerado um dos principais mecanismos envolvidos na dor crônica.
Segundo a Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP), aproximadamente uma em cada cinco pessoas no mundo convive com dor crônica, condição que vai muito além do sintoma físico e pode comprometer sono, humor, produtividade, relações sociais e qualidade de vida. Revisões científicas recentes reforçam que a dor persistente resulta da interação entre fatores biológicos, neurológicos, psicológicos e sociais, exigindo uma abordagem multidisciplinar.
Pesquisas publicadas em 2025 também destacam que a chamada neuroplasticidade mal adaptativa desempenha papel central na manutenção da dor neuropática. Nesses casos, alterações nas conexões entre neurônios tornam o cérebro mais sensível aos estímulos dolorosos, mesmo sem a presença de uma lesão ativa. Esse entendimento tem impulsionado o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas, incluindo técnicas de neuromodulação capazes de atuar diretamente nos circuitos cerebrais envolvidos na percepção da dor.
Para a neurocirurgiã Dra. Camila Moura, compreender esse mecanismo é fundamental para combater um dos maiores desafios enfrentados por pacientes com dor persistente: a sensação de que “ninguém encontra a causa” do sofrimento.
“Muitas pessoas escutam que os exames estão normais e acabam acreditando que a dor é imaginária. Não é. O que acontece é que, em alguns casos, o cérebro passa a interpretar determinados sinais como dor mesmo após a cicatrização da lesão inicial. É uma alteração real no funcionamento do sistema nervoso e que precisa ser compreendida para que o tratamento seja adequado”, explica a especialista.
Segundo a médica, esse mecanismo pode estar presente em diferentes condições clínicas, como dor neuropática, fibromialgia, hérnia de disco com dor persistente, neuralgia, síndrome dolorosa regional complexa e dores que permanecem após cirurgias ou traumas, especialmente quando o sistema nervoso desenvolve um estado de hipersensibilidade.
“Hoje sabemos que tratar apenas a estrutura onde a dor começou nem sempre resolve o problema. Em muitos pacientes, é preciso atuar também sobre a forma como o cérebro está processando essa informação. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de impedir que essa memória da dor se consolide”, afirma Dra. Camila.
Entre os tratamentos disponíveis atualmente estão medicamentos específicos para dor neuropática, fisioterapia especializada, reabilitação funcional, acompanhamento psicológico, terapias cognitivo-comportamentais e procedimentos de neuromodulação, técnica que utiliza estímulos elétricos para modular a atividade dos circuitos nervosos relacionados à dor. Dependendo da indicação, também podem ser empregados bloqueios guiados por imagem e procedimentos minimamente invasivos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) também chama atenção para o impacto da dor persistente, especialmente na coluna. A entidade estima que *619 milhões de pessoas vivem atualmente com dor lombar, principal causa de incapacidade no mundo, e alerta que uma parcela dos pacientes continuará apresentando sintomas mesmo após a resolução da lesão inicial, evidenciando que a dor crônica representa um importante problema de saúde pública.
Para Dra. Camila Moura, o avanço da neurociência representa uma mudança importante na forma de compreender e tratar esses pacientes.
“A dor crônica não deve ser encarada como um destino inevitável. Quanto mais entendemos como o cérebro participa desse processo, mais conseguimos oferecer tratamentos personalizados, que reduzem o sofrimento e devolvem qualidade de vida. O mais importante é que o paciente saiba que sentir dor por muito tempo não significa que ele precise conviver com ela para sempre.”
Sobre a Dra. Camila Moura
Dra. Camila Moura é neurocirurgiã, com atuação em doenças da coluna, dor e neurocirurgia funcional. Desenvolve atendimento baseado em evidências científicas, tecnologia e abordagem humanizada, acompanhando os avanços da neurociência para oferecer tratamentos modernos e individualizados aos pacientes.
Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do Centro de Combate às Endemias, iniciou nesta quarta-feira (15) uma força-tarefa no bairro Queimadinha para intensificar o enfrentamento ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Mais de 30 agentes de combate às endemias, parte deles remanejada de outras áreas do município, atuam em duas frentes de trabalho que permanecerão no bairro pelos próximos 20 dias. A meta é visitar todos os imóveis, identificar e eliminar criadouros do mosquito e ampliar as ações de prevenção junto aos moradores.
A Queimadinha e o Tomba, onde as equipes concentraram as ações de bloqueio vetorial e visitas domiciliares no último mês, estão entre as localidades que registram maior número de notificações de arboviroses no município.
De acordo com a coordenadora do Centro de Combate às Endemias, Priscila Soares, embora Feira de Santana mantenha monitoramento permanente de todas as arboviroses, o cenário epidemiológico deste ano chama atenção pelo aumento expressivo das notificações de chikungunya.
Até o momento, Feira de Santana contabiliza 313 notificações de chikungunya, das quais 201 já foram confirmadas. No mesmo período de 2025, haviam sido registradas apenas 24 notificações e 15 confirmações. Ao longo de todo o ano passado, o município encerrou com 35 casos notificados e 23 confirmados.
Em relação à dengue, entre janeiro e 7 de julho deste ano, Feira notificou 1.373 casos suspeitos. Destes, 96 foram confirmados por exame laboratorial, 107 tiveram resultado inconclusivo e os demais permanecem em investigação. No mesmo período de 2025, haviam sido notificados 1.371 casos, com 143 confirmações. Ao longo de todo o ano passado foram registrados 2.398 casos notificados e 204 confirmados.
“A concentração das equipes permite ampliar a cobertura das visitas domiciliares e interromper a cadeia de transmissão do mosquito nas áreas com maior número de notificações. Essa força-tarefa tem como objetivo proteger a população, especialmente neste período de maior ocorrência de chuvas”, destaca Priscila Soares.
O trabalho realizado pelas equipes vai muito além da inspeção dos imóveis. Durante as visitas, os profissionais orientam os moradores sobre medidas preventivas, identificam e eliminam possíveis criadouros, aplicam o larvicida quando necessário e utilizam bomba costal motorizada para o bloqueio químico em situações indicadas.
“O primeiro trabalho é educativo. Os agentes orientam os moradores, verificam cada possível criadouro e, quando necessário, aplicam o larvicida. Também reforçam que qualquer recipiente pode acumular água e servir para a reprodução do mosquito, desde uma tampa de garrafa até o bocal de uma caneta”, explica.
ATENÇÃO REDOBRADA
O agente de endemias Nelson Rodrigues alerta que o ciclo de desenvolvimento do Aedes aegypti é bastante rápido. Em condições favoráveis, o mosquito leva de sete a dez dias entre a postura dos ovos e a fase adulta. Além disso, os ovos podem permanecer viáveis por mais de um ano e eclodir assim que entram em contato com a água.
Com a ocorrência de chuvas, a atenção da população deve ser redobrada. “Mesmo precipitações de menor intensidade favorecem o acúmulo de água em recipientes espalhados pelos quintais. Em seguida, com a elevação da temperatura, o ambiente torna-se ainda mais propício para a proliferação do mosquito”, ressalta.
O profissional da Saúde reforça que a participação da população é indispensável para conter o avanço das arboviroses. A orientação é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água, manter caixas d’água devidamente vedadas, limpar calhas, descartar corretamente pneus e outros materiais inservíveis e permitir o acesso dos agentes durante as visitas domiciliares.