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Primeiro-ministro israelense foi operado no último domingo, 29

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel | Foto: Reprodução/Redes sociais

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, passou por uma cirurgia “bem-sucedida” no último domingo, 29, para remover sua próstata, disseram autoridades do hospital. O procedimento ocorreu em meio à guerra contra o Hamas, iniciada há um ano, com o ataque terrorista contra Israel. Netanyahu também enfrenta um julgamento por corrupção.

“O primeiro-ministro acordou da anestesia e está bem. Ele foi transferido para a unidade de recuperação e permanecerá sob observação nos próximos dias”, disse o hospital Hadassah Medical Center de Jerusalém. 

O ministro da Justiça, Yariv Levin, atuou como primeiro-ministro interino durante a operação. Netanyahu deve permanecer hospitalizado por vários dias.

No sábado 28, o gabinete de Netanyahu anunciou que o premiê israelense foi diagnosticado na quarta-feira com uma infecção urinária causada por uma hipertrofia benigna da próstata. 

Netanyahu tem 75 anos e apresentou uma série de problemas de saúde nos últimos anos: ele foi submetido a uma cirurgia para tratar uma hérnia em março e a outro procedimento em julho de 2023, quando recebeu um marca-passo.

A condição mais recente de Netanyahu é comum em homens mais velhos, mas o procedimento teve algumas consequências. Os juízes que supervisionam seu julgamento aceitaram um pedido de seu advogado no domingo para cancelar três dias de depoimentos agendados para esta semana. O advogado Amit Hadad argumentou que o primeiro-ministro seria totalmente sedado para o procedimento e hospitalizado por “vários dias”.

Redação Oeste, com informações da Agência Estado


Mulher de Lula diz que não existe no governo hierarquia entre ela e o presidente

Janja usa óculos de sol
A constante presença de Janja em decisões administrativas gera críticas dentro do próprio governo Lula | Foto: Reprodução/Twitter/X/@sennaartes

Em entrevista à BBC, em abril, a primeira-dama Janja da Silva afirmou que não existe no governo hierarquia entre ela e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sem cargo oficial, mas com “total autonomia” no Palácio do Planalto, a atuação da mulher de Lula custa quase R$ 2 milhões por ano ao pagador de impostos.

De acordo com levantamento do Poder360, que teve como base dados do Portal da Transparência, o valor corresponde a viagens e salários de Janja e sua equipe pessoal, que conta com oito pessoas. 

Houve registro de um custo total de R$ 3,8 milhões para o período de dois anos. Segundo o portal, a distribuição do montante ocorreu da seguinte forma:

  • folha salarial mensal: R$ 118.065,68; contando com os valores brutos de outubro de 2024, último dado disponível;
  • 26 pagamentos de 2023 a 2024: considerando os 12 meses, além do 13º salário de cada ano;
  • gastos com viagens de 2023 a 2024: total de R$ 791.542,23, contando com os da própria Janja; e
  • valor total gasto com salários e viagens de 2023 a 2024: R$ 3,8 milhões, dando uma média anual de R$ 1,9 milhão.

O papel de Janja no governo Lula

Recentemente, Janja afirmou que o papel dela no governo Lula é de articuladora. Disse ainda que o presidente dá “total autonomia” a ela para que possa exercer o que quiser.

“A esposa que organiza chás de caridade e visita instituições filantrópicas, esse não é o meu perfil”, afirmou.

Sobre os valores, o Planalto respondeu que “os gastos a que se refere são compatíveis com as atividades realizadas por esses profissionais a serviço da Presidência”.

Detalhamento dos cargos e funções

Dos oito profissionais que trabalham com Janja, sete estão oficialmente alocados no gabinete pessoal de Lula. A única exceção é Claudio Adão dos Santos Souza, fotógrafo de Janja, que atua sob a Secretaria de Comunicação Social. O governo afirmou que eles “cumprem funções designadas pelo presidente”.

janja
O presidente Lula e a primeira-dama Janja, durante evento no Palácio do Planalto | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Foto: 

Os funcionários com os maiores salários são Edson Antônio Moura Pinto, ajudante de ordens, com recebeu R$ 22.106,70, e Neudicleia Neres de Oliveira, principal assessora de Janja, com salário de R$ 18.469,94. As duas se tornaram amigas, segundo o Poder360, durante as vigílias que apoiadores de Lula realizavam em Curitiba, quando o petista esteve preso.

Custos de viagens e deslocamentos

No que se refere a viagens, Janja passou 103 dias fora do país em 2023 e 2024, acompanhando o presidente ou representando o Brasil. Os custos de deslocamento da sua equipe pessoal somaram R$ 791.542,23, enquanto cinco viagens específicas de Janja custaram R$ 139.365,30. 

As viagens para os Estados Unidos e a França foram as mais caras, sendo a ida a Nova York em março e a participação na Olimpíada de Paris em julho os exemplos principais.

Em janeiro, 24, o Conselho de Ética Pública arquivou uma investigação sobre um suposto desvio ético relacionado ao uso de uma sala no Palácio do Planalto por Janja, citando “ausência de materialidade”.

Informações Revista Oeste


O ministro Flávio Dino apontou contradições em argumentos da Câmara e afirmou que liberação das emendas não seguiu regras da Constituição

Imagem colorida de Flávio Dino em seu último discurso como senador

A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou parte das emendas de comissão aponta contradições e faz críticas à Câmara dos Deputados quanto aos argumentos apresentados à Corte ao longo da ação.

Segundo o magistrado, os documentos “contêm incoerências internas, contradições com outras peças constantes dos autos e — o mais grave — confronto com a ordem jurídica pátria”. Dino classificou as incongruências como o “ápice de uma balbúrdia”.

“Essas teratologias retratadas — e outras — terão o seu itinerário de consumação e os seus motivos devidamente apurados pela Polícia Federal, no inquérito já instaurado”, destacou o ministro ao citar a investigação em curso pela PF para investigar a liberação de emendas sem a devida transparência e rastreabilidade.

Dino defendeu o inquérito policial determinado por ele mesmo na última segunda-feira (23/12), afirmando que a necessidade de uma investigação “torna-se a cada dia mais nítida”.

Ainda na decisão, o ministro destacou que “não há amparo jurídico, nem justificativa lógica” para a falta de transparência a respeito dos autores das emendas.

“A transparência é um dever em relação aos reais donos do dinheiro público destinado pelas emendas parlamentares. E é algo que fortalece a política como instância fundamental para a sociedade. Somente o pensamento iliberal, que se nutre e é nutrido pela antipolítica, se beneficia com práticas orçamentárias tumultuadas ou ímprobas”, frisa o ministro.

Dino acrescentou que os procedimentos adotados pelo Congresso na indicação das emendas “não atendem as normas de regência da Constituição”.

“Fica evidente a nulidade insanável que marca o Ofício nº 1.4335.458/2024 [enviado por líderes partidários ao governo federal]. Os seus motivos determinantes são falsos, o caráter nacional das indicações das emendas — exigido pela Resolução nº 001/2006, do Congresso Nacional — não foi aferido pela instância competente (as comissões) e o procedimento adotado não atende as normas de regência, notadamente a Constituição Federal, a Lei Complementar nº 210/2024 e a referida Resolução nº 001/2006, do Congresso Nacional.”

Entenda a decisão

Em nova decisão publicada neste domingo (29/12), Flávio Dino liberou o pagamento de parte das chamadas emendas de comissão, que estavam bloqueadas por decisão anterior tomada por ele.

O ministro manteve o bloqueio das 5.449 indicações de emendas de comissão que não obedeceram as normas jurídicas, que somam R$ 4,2 bilhões. Mas liberou o pagamento de emendas que já estavam empenhadas, ou seja, reservadas, na data da suspensão, em 23 de dezembro.

Além disso, Dino autorizou a movimentação de recursos de emendas impositivas relacionadas à saúde, independentemente da abertura de contas específicas.

Informações Metrópoles


A moeda lidera o ranking de valorização ao crescer 44,2% e impulsionar, consequentemente, a popularidade do presidente Javier Milei

O peso argentino foi a moeda mais valorizada | Foto: | Foto: Shutterstock 

O peso argentino destacou-se neste ano de 2024 como a moeda de melhor desempenho global, com uma valorização real de 44,2%. Este ganho aumentou a popularidade do presidente do país, Javier Milei (La Libertad Avanza), apesar de preocupações sobre a sustentabilidade dos altos preços no país.

A valorização do peso argentino foi significativamente superior à da lira turca, que obteve um aumento de 21,2%, segundo dados do Banco de Compensações Internacionais analisados pela consultoria argentina GMA Capital.

Os ganhos da moeda refletiram-se em vários mercados paralelos, onde dólares são negociados para contornar restrições cambiais. A valorização trouxe alívio para muitos argentinos, que viram os salários médios quase dobrarem, atingindo US$ 990 na cotação paralela de dezembro de 2023 a outubro de 2024, depois de anos de depreciação.

No entanto, isso representou um desafio para o Banco Central da Argentina, que luta para reabastecer suas reservas de moedas fortes, quase esgotadas devido ao esforço de manter o peso valorizado.

Peso argentino no governo de Milei: 40,1% de valorização, segundo empresa de finanças | Foto: Reprodução:Twitter/X
Peso argentino no governo de Milei teve uma uma valorização real de 44,2% | Foto: Reprodução:Twitter/X

Preocupações futuras sobre o peso argentino

Analistas ouvidos pelo jornal Folha de S.Paulotemem uma possível desvalorização, devido a fatores externos como a depreciação do real no Brasil e possíveis tarifas do presidente eleito dos EUA, Donald Trump (Republicano).

Ramiro Blázquez, chefe de pesquisa do BancTrust, afirmou: “O programa de Milei está funcionando, mas a apreciação do peso é o maior risco daqui para frente”. O especialista alertou que uma valorização contínua ou um choque externo pode aumentar a demanda por dólares baratos, elevando o risco de desvalorização.

O “super peso”, como é apelidado pela mídia local, está impactando a economia argentina. Os preços em dólares subiram, com um Big Mac custando agora US$ 7,90, comparado a US$ 3,80 no ano anterior.

A siderúrgica Ternium alertou que os custos trabalhistas na Argentina tornaram-se “60% mais caros” que no Brasil, levantando preocupações sobre a competitividade das exportações argentinas.

Estratégias de estabilização e desafios futuros

O fortalecimento do peso é um efeito das medidas de Milei para estabilizar uma economia à beira da hiperinflação quando ele assumiu o cargo há um ano. Com um rigoroso programa de austeridade, ele manteve os controles cambiais herdados, estabilizando o peso em 2024 após uma grande desvalorização inicial em dezembro de 2023.

Embora a moeda tenha caído apenas 18% nominalmente no ano, a inflação foi de 112%. Milei defende que a Argentina pode ser competitiva com desregulações, redução de impostos e melhor acesso ao crédito.

O governo espera que a escassez de moeda estrangeira diminua com investimentos em reservas de lítio, petróleo de xisto e gás, aumentando as exportações nos próximos anos.

A diferença entre as taxas de câmbio oficiais e paralelas, que era de cerca de 200% em dezembro de 2023, caiu para menos de 20%, graças à confiança em Milei e a políticas como a conversão parcial de exportações em dólares para pesos no mercado paralelo.

Reações do público e dos exportadores

Lucas Romero, diretor da Synopsis, afirmou que “a opinião pública é extremamente sensível ao dólar”. Um dólar barato permite viagens ao exterior e gera sensação de estabilidade, prática usada por governos anteriores em períodos eleitorais.

Apesar da taxa de câmbio menos competitiva, as vendas de safras pelos exportadores agrícolas da Argentina mantiveram-se “em linha com a média dos últimos cinco anos”, segundo Ezequiel de Freijo, da Sociedade Rural Argentina.

Entretanto, a estratégia de Milei para evitar desvalorização enfrenta ameaças em 2025, incluindo ações de Trump, que o libertário considera um aliado chave.

Robin Brooks, do Brookings Institution, advertiu que “se o novo governo dos EUA impor grandes tarifas à China, isso desencadeará uma onda de desvalorizações nos mercados emergentes”. Ele observou que o peso argentino está “muito sobrevalorizado” e precisa cair.

Informações Revista Oeste


Apresentador disse ter dado o seu melhor nos 16 anos que ficou no canal

Imagem: TV Record

Rodrigo Faro, 51, fez uma despedida emocionante do Hora do Faro deste domingo (29), seu último programa na Record. O apresentador disse ter dado o seu melhor nos 16 anos que ficou no canal. “Que programa legal, foi cada programa que a gente fez esse ano. Emoção não faltou por aqui. Teve reencontro, pedido de casamento, festa surpresa, aquelas pegadinhas que a gente ama, diversão para caramba. E, claro, muitos sonhos realizados.”

Ele chorou ao falar sobre o tratamento da esposa, Vera Viel, que teve um câncer raro na coxa. “Para mim também foi um ano bastante diferente, melhor falar assim. Mas o mais legal é saber que, no último dia 25 de dezembro, foi a última radioterapia da minha esposa, que está curada de um câncer. Doloroso.”

“A Vera foi muito forte. A gente passou isso juntos, a nossa família. É muito legal a gente poder terminar o ano e falar assim: ‘Ufa, deu tudo certo!’. Com certeza 2024 será um ano que ficará marcado na vida de todos nós”, disse.

Informações Bahia.ba


Jimmy Carter durante anúncio de sanções ao Irã, em 1980 — Foto: Marion S. Trikosko/Biblioteca do Congresso dos EUA/Via Reuters

Jimmy Carter durante anúncio de sanções ao Irã, em 1980 — Foto: Marion S. Trikosko/Biblioteca do Congresso dos EUA/Via Reuters 

Morreu neste domingo (29) aos 100 anos Jimmy Carter, presidente dos EUA entre 1977 e 1981, em sua casa, em Plains, Geórgia, a mesma cidade onde nasceu. 

“Meu pai foi um herói, não só para mim, mas para todos que acreditam na paz, nos direitos humanos e no amor altruísta”, disse seu filho, Chip Carter, em um comunicado.

“Meus irmãos, minha irmã e eu o compartilhamos com o mundo por meio dessas crenças comuns. O mundo é nossa família pela maneira como ele uniu as pessoas, e agradecemos por honrar sua memória continuando a viver essas crenças compartilhadas.” 

Na Casa Branca, Carter foi crítico a ditaduras latino-americanas, como as de Pinochet, no Chile, e à ditadura militar no Brasil. 

Carter estava sob cuidados paliativos em sua casa, desde fevereiro de 2023. A causa da morte não foi i ediatamente informada. A fundação que leva seu nome disse que haverá homenagens nas cidades de Atlanta e Washington, além de Plains; ainda não há informações sobre o funeral. 

O político, filiado ao Partido Democrata, foi senador e governador do estado da Geórgia antes de chegar à Presidência, marcada por uma grave crise econômica e esforços de paz em todo o mundo. 

Uma disputa diplomática com o Irã resultou no sequestro de 52 americanos na embaixada em Teerã em 1979. Os reféns só foram soltos 444 dias depois, já na gestão do presidente Reagan, e o caso manchou a reputação de Carter, criticado por lidar de forma desastrosa com o evento. 

Ele continuou atuando politicamente por meio da Fundação Carter, criada por ele em 1982, e organizou missões diplomáticas pelo mundo. Após sair da Casa Branca, foi reconhecido como ícone na luta pelos direitos humanos e pela democracia. 

Ele ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2002 em reconhecimento ao seu “esforço incansável para encontrar soluções pacíficas para conflitos internacionais, impulsionar a democracia e os direitos humanos e promover o desenvolvimento econômico e social”. 

Centenário, Carter viveu mais do que qualquer outro ex-presidente na história dos EUA. 

“Tive uma vida maravilhosa”, disse Carter a repórteres em Atlanta em 2015. “Tive milhares de amigos. E tive uma existência emocionante, aventureira e gratificante.”

Carter escreveu mais de duas dezenas de livros, desde um livro de memórias presidenciais a um livro infantil e poesia, além de obras sobre fé religiosa e diplomacia. Seu livro “Faith: A Journey for All” (fé: uma jornada para todos) foi publicado em 2018. 

Jimmy Carter morre aos 100 anos: veja trajetória do ex-presidente dos EUA e Nobel da Paz 

James Earl “Jimmy” Carter Junior nasceu em 1º de outubro de 1924 na pequena cidade rural de Plains, no estado da Geórgia. Seu pai era um fazendeiro e homem de negócios e sua mãe, uma enfermeira. 

Ele fez o ensino básico em um escola pública local e passou pela Faculdade do Sudoeste da Geórgia e pelo Instituto de Tecnologia do estado antes de se formar bacharel em Ciência, em 1946, pela Academia Naval dos Estados Unidos.   

Também em 1946, ele se casou com a futura primeira-dama Rosalynn Smith, de sua cidade natal. 

Ex-presidente dos EUA Jimmy Carter em janeiro de 2012. — Foto: Amr Abdallah Dalsh/Reuters

Ex-presidente dos EUA Jimmy Carter em janeiro de 2012. — Foto: Amr Abdallah Dalsh/Reuters 

Na Marinha, Carter serviu em submarinos pelos oceanos Atlântico e Pacífico e chegou ao cargo de tenente. Foi escolhido por um superior para entrar no programa de submarinos nucleares e foi enviado para Schenectady, Nova York, onde se formou em tecnologia de reatores e física nuclear. 

Após seu pai morrer em 1953, ele saiu da Marinha e voltou para Plains, onde assumiu os negócios da família, que incluíam fazendas e uma empresa de suprimentos rurais. 

O ex-presidente Jimmy Carter e sua esposa Rosalynn, em outubro 2002 — Foto: Tami Chappell/ Reuters

O ex-presidente Jimmy Carter e sua esposa Rosalynn, em outubro 2002 — Foto: Tami Chappell/ Reuters 

Jimmy começou a vida política na cidade, servindo como administrador da educação, do hospital e da biblioteca locais e se tornou líder da comunidade e se filiou ao Partido Democrata. 

Em 1962, ele ganhou a eleição para o cargo de senador pelo estado da Geórgia, com mandato de dois anos. Carter adquiriu notoriedade por atacar gastos governamentais e por ser contrário a leis que tiravam o direito de votar dos negros. Foi reeleito em 1964. 

O político se candidatou para o governo do estado em 1966, mas nem chegou a ganhar as primárias do Partido Democrata. Ele tentou novamente e venceu em 1970 ao apresentar uma plataforma mais conservadora, buscando apoio de defensores da segregação racial. Mas, já no discurso de posse, em 1971, sinalizou para o fim da discriminação racial no estado. 

Carter foi governador até 1975, e durante seu mandato promoveu uma reforma administrativa que enxugou o gasto das agências públicas. O aborto foi legalizado — com restrições — no estado em 1973 após decisão da Suprema Corte do país, apesar dele, um batista fervoroso, se opor pessoalmente. 

Presidente Jimmy Carter em coletiva de imprensa em Junho de 1977 — Foto: Biblioteca do Congresso/Thomas J. O'Halloran via Reuters

Presidente Jimmy Carter em coletiva de imprensa em Junho de 1977 — Foto: Biblioteca do Congresso/Thomas J. O’Halloran via Reuters 

Em 1974, ainda governador, Jimmy anunciou sua candidatura à presidência para a eleição que seria realizada dois anos mais tarde. Ele ganhou as eleições em 1976 e tornou-se o 39º presidente dos EUA no ano seguinte, servindo até 1981. 

“Eu sou Jimmy Carter e estou concorrendo à presidência. Eu nunca vou mentir para você”, prometeu Carter com um sorriso de orelha a orelha, em sua propaganda política, em um momento em que os EUA ainda viviam o rescaldo do escândalo de Watergate.

A gestão do presidente foi marcada por uma forte crise econômica e energética no país, um esforço diplomático de paz no resto do mundo e o sequestro de 52 americanos em Teerã por iranianos. 

Nos EUA, Carter enfrentou o aumento dos preços da energia, reflexo da crise do petróleo de 1973 e índices altos de inflação, que motivaram a queda da taxa de crescimento do país. 

O presidente foi saudado internacionalmente por mediar os Acordos de Camp David, um marco histórico entre Israel e Egito em 1978. Menos unânime foi a decisão de liderar um boicote de vários países às Olimpíadas de 1980, realizadas em Moscou, devido à guerra soviética no Afeganistão. 

Em relação ao Brasil, Carter se opôs frontalmente à ditadura militar, então comandada pelo general Ernesto Geisel. 

Imagem de momento em que foram firmados os Acordos de Camp David. Anwar Sadat, do Egito (esq.), Jimmy Carter, dos EUA, e Menachem Begin, de Israel, em 1978 — Foto: Fundação Carter/Via Reuters

Imagem de momento em que foram firmados os Acordos de Camp David. Anwar Sadat, do Egito (esq.), Jimmy Carter, dos EUA, e Menachem Begin, de Israel, em 1978 — Foto: Fundação Carter/Via Reuters 

Carter cedeu asilo nos EUA a um opositor do aiatolá Khomeini, que acabara de tomar o poder no Irã, o que motivou militantes islâmicos a fazer 52 reféns na embaixada dos EUA em Teerã, em 1979. 

O presidente foi criticado pela forma desastrosa como lidou com a situação: após falhar no diálogo diplomático, autorizou uma operação militar sem sucesso que resultou em oito mortes, inclusive a de um civil iraniano. 

Carter buscou a reeleição em 1980, mas foi derrotado facilmente pelo republicano Ronald Reagan. Os reféns só foram libertados após a posse de Reagan em 1981, 444 dias após sequestrados. 

Questionado sobre sua presidência, Carter disse em um documentário em 1991: “O maior fracasso que tivemos foi um fracasso político. Nunca consegui convencer o povo americano de que eu era um líder forte e enérgico.”

Ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter, durante encontro em Paris no dia 10 de julho de 2021 — Foto: John Bazemore/AP

Ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter, durante encontro em Paris no dia 10 de julho de 2021 — Foto: John Bazemore/AP 

Já em 1981, Carter voltou à sua cidade natal e retomou o controle dos negócios familiares. A partir de então, começou a dar aulas. 

Em 1982, fundou o Centro Carter, um instituto sem fins lucrativos que “aborda questões nacionais e internacionais de políticas públicas”, nas palavras da entidade. 

Carter continuou ativo politicamente por meio da organização e promoveu ações humanitárias em uma série de países como Haiti, Coreia do Sul e nações africanas. 

Em 2002, recebeu o Prêmio Nobel da Paz pela promoção de soluções pacíficas em conflitos internacionais. 

Profundamente religioso, Carter participava ativamente da escola dominical da Igreja Batista Maranatha e construía casas para pessoas em necessidade, antes de desenvolver problemas de saúde e mobilidade decorrentes da velhice. 

“Minha fé exige — isso não é opcional — minha fé exige que eu faça tudo o que puder, onde quer que eu esteja, sempre que puder, pelo maior tempo possível, com o que quer que eu tenha para tentar fazer a diferença”, disse Carter uma vez.

Em agosto de 2015, Carter teve um pequeno câncer removido de seu fígado. No ano seguinte, Carter anunciou que não precisava de mais tratamento, pois uma droga experimental havia eliminado qualquer sinal de câncer. 

Jimmy e Rosalynn tiveram quatro filhos. Um dos netos, Jason, foi eleito senador da Geórgia pelo Partido Democrata em 2010. Sua mulher morreu em novembro de 2023, aos 96 anos. 

Jimmy Carter no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, em fevereiro de 1977 — Foto: Biblioteca do Congresso/Marion S. Trikosko via Reuters

Jimmy Carter no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, em fevereiro de 1977 — Foto: Biblioteca do Congresso/Marion S. Trikosko via Reuters


Essa posição está alinhada à do empresário Elon Musk, que falou sobre a importância desses documentos para a inovação do país

Em entrevista ao New York Post, Trump afirmou que sempre gostou do programa de vistos H1-B | Foto: Reprodução/Twitter/X
Em entrevista ao New York Post, Trump afirmou que sempre gostou do programa de vistos H1-B | Foto: Reprodução/Twitter/X

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a concessão de vistos H1-B, que permitem a contratação de trabalhadores estrangeiros qualificados, especialmente no setor tecnológico.

Essa posição está alinhada à do empresário Elon Musk, conselheiro de Trump, que defende a importância desses vistos para a inovação no país.

Em entrevista ao jornal norte-americano New York Post, Trump afirmou que sempre gostou do programa de vistos H1-B. “Sempre fui a favor dos vistos, e é por isso que os temos”, disse. 

Os vistos H1-B são amplamente utilizados por empresas no Vale do Silício, o que permite recrutar talentos globais com especializações específicas, mas geram divisões entre seus apoiadores.

Tensões entre apoiadores de Trump

Enquanto executivos de tecnologia veem os vistos como essenciais para a competitividade norte-americana, alguns apoiadores do republicano expressam preocupações sobre os riscos dessa política para a agenda America First. 

A nomeação de Sriram Krishnan como conselheiro de política para inteligência artificial na Casa Branca intensificou o debate. Krishnan apoia a remoção de limites por país para green cards, o que, segundo ele, poderia “desbloquear a imigração qualificada”. 

Isso causou desconforto entre alguns apoiadores republicanos, que temem que tais medidas possam enfraquecer a política de imigração restritiva do presidente. 

A visão de Elon Musk sobre os vistos H1-B

Elon Musk, que já se beneficiou do visto H1-B, destacou em suas redes sociais a falta de engenheiros talentosos nos EUA como uma questão crítica.

Elon Musk: um ano de grandes acertos e patrimônio de quase meio trilhão de dólares | Foto: Reprodução/Twitter/X
Elon Musk já se beneficiou do visto H1-B | Foto: Reprodução/Twitter/X

“A razão pela qual estou nos Estados Unidos, assim como aqueles que construíram a SpaceX, Tesla e centenas de outras empresas, é o H1-B”, afirmou o dono do Twitter/X. “A questão é: você quer que a América vença ou quer que a América perca.”

Vivek Ramaswamy, nomeado por Trump para cortar gastos governamentais, também enfatizou a necessidade de migração qualificada. Ele disse que a cultura de “mediocridade sobre excelência” poderia comprometer o desenvolvimento econômico do país. 

Informações Revista Oeste


O prefeito eleito de Feira de Santana, José Ronaldo (UB), publicou em suas redes sociais uma mensagem de fim de ano para o povo feirense.

Veja o vídeo:


Ministro da Secom afirmou que o Brasil ‘não tem dúvidas’ de que o ex-presidente da República vai acabar atrás das grades no ano que vem

Insatisfação de Lula com Pimenta não é novidade | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Insatisfação de Lula com Pimenta não é novidade | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Neste domingo, 29, o ministro da Secom, Paulo Pimenta, arriscou um palpite sobre a data de uma eventual prisão de Jair Bolsonaro.

O ex-presidente é investigado em inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). No mês passado, a Polícia Federal (PF) indiciou Bolsonaro, o ex-ministro Braga Netto e mais 35 nomes, por causa do que seria um plano de golpe de Estado. Há algumas semanas, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, a PF prendeu Braga Netto.

“Em que mês de 2025 Bolsonaro será preso?”, interpelou Pimenta, em um vídeo publicado em suas redes sociais. “Essa é a grande dúvida que eu e o Brasil têm. Que ele vai ser preso, não temos dúvida. A dúvida é o mês. Vou dar meu palpite: setembro de 2025.”

No vídeo, Pimenta justifica a previsão. “Vai ter de tramitar no Senado, aliás, vai tramitar no STF, terá prazo para a defesa, e são muitas pessoas sendo julgadas, juntas”, observou. “Então, vai a julgamento. Haverá, ainda, recursos e, depois, a sentença definitiva.” O ministro da Secom comemorou a possibilidade de o ex-presidente passar o 7 de Setembro na cadeia.

Paulo Pimenta faz previsão sobre Bolsonaro em meio à sua possível saída do cargo de ministro

Pimenta deve sair do cargo de ministro, em virtude da reforma ministerial que o presidente Lula planeja fazer no ano que vem. Espera-se que o substituto do petista seja o publicitário Sidônio Palmeira.

Desde o início do ano, Lula tem se queixado da Secom. Conforme o petista, a pasta não tem divulgado os feitos do governo como se deve.

Informações Revista Oeste


Imagem: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Investigação da Polícia Federal aponta que o deputado federal Júnior Mano (PSB-CE) teve “papel central” num esquema de manipulação de eleições municipais em 51 cidades no Ceará por meio de compra de votos além de participação em desvios de recursos oriundos de emendas parlamentares, mostram documentos obtidos pelo UOL. Ele nega as acusações.

O que aconteceu

Amigo de Júnior Mano é apontado como líder de organização criminosa. A PF conclui a investigação de um inquérito em relação às operações “Mercato Clausu” e “Vis Occulta” no dia 18 de dezembro. Inicialmente, a corporação apontou que um amigo do parlamentar —o prefeito eleito de Choró (CE), a 180 km de Fortaleza, Carlos Aberto Queiroz Pereira (PSB), o Bebeto do Choró ou Bebeto Queiroz— seria o líder uma organização criminosa de compra de votos e lavagem de dinheiro a partir de contratos de prefeituras do estado com empresas de fachada.

Bebeto do Choró é foragido da Justiça. Ele foi preso em uma operação do Ministério Público do Ceará em novembro, foi solto dez dias depois, teve nova ordem de prisão decretada em dezembro e, agora, é considerado foragido. Ele foi diplomado por meio de uma procuração nas mãos de seu filho. Sua posse como prefeito de Choró está marcada para o dia 1º de janeiro. Caso não compareça, o vice exercerá o cargo temporariamente, mas a chapa é alvo de pedido de cassação.

Segundo a PF, a investigação mostrou que Júnior Mano também participou do esquema de Bebeto. “A autoridade policial apresentou relatório indicando também a participação do deputado federal Junior Mano (…), o qual exercia papel central na manipulação dos pleitos eleitorais, tanto por meio da compra de votos, quanto pelo direcionamento de recursos públicos desviados de empresas controladas pelo grupo criminoso”, escreveu Flávio Vinícius Bastos, juiz da 3ª Zona Eleitoral de Fortaleza.

Júnior Mano (à esq.) recebe Bebeto do Choró em seu gabinete
Júnior Mano (à esq.) recebe Bebeto do Choró em seu gabinete Imagem: Reprodução/Instagram/Bebetoqueiroz_/19.nov.2024

Parte dos recursos seria desviada de emendas, aponta a PF. “Ademais, apontou indícios de que o deputado estaria diretamente envolvido no desvio de recursos oriundos de emendas parlamentares, utilizados para alimentar o esquema e consolidar sua base de apoio político”, continuou o juiz em decisão de 19 de dezembro. 

O deputado nega irregularidades. Júnior Mano disse à reportagem que “é vítima do uso indevido de seu nome e confia plenamente nos poderes constituídos para o reconhecimento de sua total inocência” (leia mais abaixo).

Emendas de Júnior Mano não precisam apresentar plano prévio. Levantamento do UOLmostra que quase a metade (45%) das emendas individuais do deputado, entre 2021 e 2024, foi na modalidade de transferências especiais, chamada de “emenda Pix“, quando não há necessidade de apresentação de um plano de trabalho prévio. Foram R$ 47 milhões dessa maneira, num total de R$ 104 milhões em emendas, de acordo com o Sistema Integrado de Orçamento e Planejamento (Siop).

Emendas viraram disputa entre STF e Congresso. As emendas parlamentares e operações anticorrupção da PF estão no foco da disputa entre o Supremo Tribunal Federal e o Congresso pela falta de transparência e rastreabilidade das verbas, muitas vezes ocultando seus “padrinhos”.

Caso de Júnior Mano subiu para o STF. Como parlamentares têm foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal, o magistrado do caso disse que ele não poderia julgar o processo e remeteu toda a investigação para Brasília. No STF, o inquérito e um recurso de Bebeto foram distribuídos ao gabinete do ministro Gilmar Mendes. Na segunda-feira (23), ele ordenou que a Procuradoria-Geral da República se manifestasse no caso. A papelada do inquérito foi enviada na sexta-feira (27).

Prefeita diz que deputado atuava em lavagem

Prefeita diz que Júnior Mano lavava dinheiro das emendas parlamentares. Em 26 de setembro, a prefeita de Canindé (CE), cidade a 110 km de Fortaleza, Maria do Rosário Ximenes (Republicanos), prestou depoimento no Ministério Público Eleitoral. Ela afirmou que Bebeto teria mais de R$ 58 milhões para “gastar nas eleições” da região. Ela disse que parte da origem desse dinheiro era das emendas, que eram lavadas por Bebeto em troca de uma porcentagem. Os dois atuavam conjuntamente com essa lavagem de dinheiro em 51 municípios da região, segundo o Ministério Público Eleitoral. O depoimento faz parte da investigação da PF e de outros processos abertos pela promotoria.

Bebeto e o deputado Júnior Mano chamam um ao outro de “amigo” e “irmão”. Em 19 de novembro, dias antes de ter sua prisão decretada na operação “Ad Manus”, o prefeito eleito Bebeto esteve em Brasília, quando se encontrou com autoridades, como o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), e o deputado. Com o parlamentar, Bebeto recebeu uma série de elogios de Júnior Mano, como é possível ver no registro feito em rede sociais abaixo:

“O prefeito eleito, esse grande amigo Bebeto Queiroz, tem contribuído”, iniciou o Júnior Mano, no vídeo. “Estamos aqui discutindo o planejamento para os próximos 4 quatros”, continuou. “Tenho certeza que, dessa parceria, dos bons frutos que nós já colhemos anteriormente e vamos colher ainda muito mais no futuro”, diz o deputado. Bebeto respondeu que considera o parlamentar “amigo e irmão”.

R$ 600 mil em dinheiro vivo e ‘grupos violentos’

Suspeito admitiu crimes nas eleições. No inquérito da PF, os agentes tomaram o depoimento de Emanoel Elanyo Lemos Barroso. Ele “vem chancelar a participação dos investigados, evidenciando a operação de lavagem de dinheiro destinada a financiar campanhas eleitorais”, disse o juiz eleitoral Flávio Vinícius Basto, ao autorizar uma das ações de busca e apreensão contra Bebeto e outros investigados.

Ele foi preso com quase R$ 600 mil em dinheiro vivo em 25 de setembro. Isso foi um dia antes do depoimento de Maria do Rosário. Na cadeia, Elanyo “admitiu existir um esquema de financiamento para campanhas eleitorais, declarando em depoimento que a quantia foi sacada a mando de Maurício Gomes, proprietário da empresa MK Empreendimentos”, narrou o juiz, em sua decisão.

Testemunho embasou nova operação. Em outubro, depois da prisão de Elanyo, a PF deflagrou a Operação Mercato Clauso “com o objetivo de garantir a lisura do processo eleitoral e impedir a influência de grupos violentos nas eleições municipais de 2024”.

Citados não foram localizados. A reportagem não localizou Maurício Gomes nem Elanyo.

Ministério Público pede cassação de prefeito eleito

MP quer impedir que Bebeto assuma Prefeitura de Choró. Em denúncia à Zona Eleitoral de Quixadá, o promotor André Tabosa pede que Bebeto seja impedido de ser diplomado e tomar posse. Ele exibe comunicações telefônicas apreendidas pela PF nas operações, que confirmariam a denúncia de Maria do Rosário de que o prefeito eleito comprou votos na região.

Áudio traz negociações para compra de voto, diz MP. Uma das conversas é de 28 de setembro, quando um homem chamado Robério Magalhães manda um áudio para o então candidato a prefeito dizendo: “Mande R$ 200 no meu Pix, mande eu lhe pago… voto em que você quiser… vou mandar meu Pix para ti”. Na sequência, usando a conta bancária de seu motorista, Bebeto transfere R$ 200 para Robério, e envia a ele o comprovante por aplicativo de mensagens.

Eleitor pede R$ 200 a Bebeto e indica voto
Eleitor pede R$ 200 a Bebeto e indica voto Imagem: Reprodução/UOL
Bebeto manda R$ 200 a eleitor
Bebeto manda R$ 200 a eleitor Imagem: Reprodução/UOL

Parlamentar pediu “sigilo absoluto” do caso

Júnior Mano nega as acusações. O UOL pediu uma entrevista por telefone com o deputado. Ele disse que estava em viagem e enviou uma nota de sua assessoria em que diz que “é vítima do uso indevido de seu nome e confia plenamente nos poderes constituídos para o reconhecimento de sua total inocência”. A nota afirmar que a investigação corre em segredo de Justiça. Seus advogados foram na mesma linha e, no dia 19 de dezembro, pediram “sigilo absoluto” ao juiz Flávio Basto. O parlamentar não respondeu sobre a proximidade com Bebeto.

Júnior Mano foi expulso do PL e se filiou ao PSB.O deputado deixou o partido de Jair Bolsonaro por apoiar o candidato do PT a prefeito de Fortaleza nas últimas eleições, em vez do candidato do PL. Mas Júnior Mano publicou um agradecimento a Valdemar Costa Neto na abertura do processo de expulsão, dizendo que o presidente do PL foi forçado a fazer isso. Nesta sexta-feira (27), ele anunciou que se filiou ao PSB.

Bebeto do Choró continua foragido. A advogada dele, Luanna de Freitas, disse ao UOL que entrou com habeas corpus no STF para que o prefeito eleito tome posse em 1º de janeiro. Ela não comentou o conteúdo das suspeitas apontadas pela polícia.

Informações UOL