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Tricolor perdeu a chance de voltar ao G-7 da tabela do Brasileirão

Foto: Letícia Martins/EC Bahia

O Bahia desperdiçou a chance de voltar a integrar o G-7 da tabela de classificação do Brasileirão. Na noite desta quarta-feira (20), o Tricolor conheceu sua quarta derrota consecutiva ampliando o jejum para seis jogos ao perder para o Palmeiras por 2 a 1, de virada, na Arena Fonte Nova, pela 34ª rodada.

Após bom início pressionando o adversário, o Tricolor abriu o placar com Lucho Rodríguez chutando rasteiro de fora da área que acertou o canto direito de Weverton aos 26 minutos do primeiro tempo. Porém, Raphael Veiga deixou tudo igual aos 40 em cobrança de falta perto da meia-lua da grande área. Na etapa complementar, o time baiano voltou a ter mais domínio das ações, desperdiçou chances e teve um gol anulado aos 39 após finalização de Tiago que bateu em Jean Lucas antes de entrar. No entanto, o volante tricolor estava impedido e o lance foi invalidado. Na sequência , Flaco López cabeceou forte no cruzamento de Vanderlan, a bola explodiu no travessão de Adriel, entrou e saiu. Após revisão do VAR, o tento foi confirmado dando a vitória ao Verdão.

Com o resultado, o Tricolor estaciona nos 46 pontos ocupando a oitava colocação, atrás do Cruzeiro que é o sétimo com 47, mesmo tendo perdido para o Corinthians mais cedo. Consequentemente, o Timão entrou na briga por vaga na Libertadores ao somar 44 na nona posição, à frente do Vasco, que é o 10º com 43. Porém, o time carioca entra em campo nesta quinta (21), às 20h, contra o Inter, em São Januário, no complemento da rodada.

No próximo domingo (24), às 16h, o Bahia recebe o Athletico-PR, novamente na Fonte Nova, pela 35ª rodada.

FICHA TÉCNICA
Bahia 1×2 Palmeiras
Campeonato Brasileiro – 34ª rodada
Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data: 20/11/2024 (quarta-feira)
Horário: 18h
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (Fifa) e Luiz Claudio Regazone (ambos do RJ)
VAR: Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira (MG)
Cartão amarelo: Gilberto (Bahia) / Marcos Rocha, João Martins, auxiliar (Palmeiras)

Gols: Lucho Rodríguez (Bahia) / Raphael Veiga, Flaco López (Palmeiras)

Bahia: Adriel; Gilberto, Gabriel Xavier, David Duarte e Juba; Caio Alexandre (Acevedo), Jean Lucas e Everton Ribeiro (Tiago); Thaciano (Biel), Ademir (Cauly) e Lucho Rodríguez (Everaldo). Técnico:Rogério Ceni.

Palmeiras: Weverton; Marcos Rocha, Vitor Reis, Murilo (Gustavo Gómez) e Caio Paulista (Vanderlan); Aníbal Moreno, Zé Rafael, Maurício e Raphael Veiga (Flaco López); Felipe Anderson (Gabriel Menino), Dudu (Rômulo) e Rony. Técnico:Abel Ferreira.

Informações Bahia.ba


Ao todo, 66 países decidiram não se posicionar, incluindo todos os integrantes do Brics

Brasil decidiu não se posicionar contra repressões do Irã | Foto: Foto: Ricardo Stuckert/Secom
Brasil decidiu não se posicionar contra repressões do Irã | Foto: Foto: Ricardo Stuckert/Secom

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu se abster em uma resolução que condena o Irã pela repressão contra mulheres, pela violência usada para silenciar manifestantes e pela onda de penas de morte pelas autoridades em Teerã. Nenhum país do Brics votou por condenar o Irã na Organização das Nações Unidas (ONU).

Nesta quarta-feira, 20, a entidade analisou uma resolução de condenação apresentada por europeus e norte-americanos. O texto recebeu o apoio de 77 países e foi aprovado com os votos de outros governos de esquerda, como Chile, México, Espanha e Colômbia.

Integrante do Brics, o Irã observou que todos os seus parceiros no grupo de economias emergentes evitaram aprovar uma condenação relacionada à situação dos direitos humanos no país. Ao todo, 28 nações votaram contra a resolução, incluindo Rússia e China, que também fazem parte do bloco.

Outros 66 países decidiram pela abstenção, entre eles Brasil, África do Sul, Egito, Índia, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Arábia Saudita, todos integrantes do Brics.

No início do ano, o Itamaraty avaliou que o isolamento do Irã, defendido pelas potências ocidentais, apenas intensificaria o radicalismo em Teerã, além de acelerar o desenvolvimento de uma arma nuclear pelo país.

Em abril, por exemplo, o Brasil optou por se abster em uma votação da ONU que ampliava o mandato da entidade para investigar violações de direitos humanos no Irã, especialmente após os protestos liderados por mulheres a partir de 2022.

Essa iniciativa, contudo, foi aprovada no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, com 24 votos favoráveis, 15 abstenções e oito contrários.

Brasil justifica abstenção sobre Irã

Em um discurso nesta quarta-feira, a delegação brasileira explicou sua decisão de abstenção. Segundo o Itamaraty, o Brasil “reconhece os esforços do Irã para acolher uma das maiores populações de refugiados do mundo, com mais de 3,7 milhões de refugiados afegãos”. 

O governo também mencionou a diretriz de novembro de 2023, a “Referência a convenções internacionais Convenções Internacionais de Direitos Humanos em Decisões Judiciais”.

O Itamaraty elogiou ainda “o envolvimento do Irã com os órgãos de tratados de direitos humanos, ao mesmo tempo em que reiteramos nosso apelo para que o governo iraniano também colabore com os procedimentos especiais do Conselho de
Conselho de Direitos Humanos”.

Em explicação à abstenção, o Itamaraty acrescentou que “continua preocupado com os relatos de violações contra mulheres, defensores dos direitos humanos e minorias religiosas e étnicas”.

“Há também a necessidade de revogar as leis discriminatórias de gênero existentes e promover os direitos das mulheres e das meninas”, disse.

Apesar das preocupações, o Brasil optou pela abstenção.

“No entendimento de que o Irã está comprometido a fortalecer seus esforços para melhorar a situação dos direitos humanos no país, e no espírito de um diálogo construtivo, o Brasil se absterá”, completou.

Informações Revista Oeste


Em 2023, o setor movimentou cerca de R$ 700 milhões, segundo estimativa da consultoria Kaya Mind

O projeto busca explorar não apenas o uso da cannabis medicinal, mas também suas aplicações industriais | Foto: Jcomp/Freepik
O projeto busca explorar não apenas o uso da cannabis medicinal, mas também suas aplicações industriais | Foto: Jcomp/Freepik

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) planeja um projeto de pesquisa sobre o cultivo de Cannabis medicinal no Brasil. Em 2023, o setor movimentou cerca de R$ 700 milhões, segundo estimativa da consultoria Kaya Mind. A instituição estima que o mercado vai movimentar R$ 1 bilhão no próximo ano.

No entanto, esse segmento depende de importações, já que o cultivo da droga é autorizado a poucas associações de apoio aos pacientes que obtiveram decisões judiciais favoráveis ao uso medicinal do produto.

Estados gastam R$ 80 milhões em importações

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, ao menos 16 Estados que decidiram distribuir gratuitamente medicamentos produzidos com derivados da Cannabis gastaram, em 2023, cerca de R$ 80 milhões em importações. O valor, contudo, tende a subir.

“Estamos em uma situação de quase completa dependência externa”, afirmou à Folha a pesquisadora Beatriz Emygdio, da Embrapa, que coordena um comitê formado para pesquisar o tema. “As pessoas podem usar, mas não pode haver o cultivo. Hoje, os mais de 430 mil usuários da Cannabis medicinal dependem de produtos importados a custo altíssimo.”

Em julho, a Embrapa pediu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para começar o plantio. Em outubro, apresentou à agência o plano de pesquisa, que envolve quatro etapas em um período de até 12 anos.

Projeto busca explorar aplicações industriais da Cannabis medicinal 

O projeto busca explorar não apenas o uso medicinal da planta, mas também suas aplicações industriais. Com a pesquisa, a Embrapa está focada em estudar políticas públicas favoráveis ao cultivo de Cannabis no Brasil.

Em julho, a Embrapa pediu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para começar o plantio | Foto: Jcomp/Freepik
Em julho, a Embrapa pediu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para começar o plantio | Foto: Jcomp/Freepik

Além disso, a empresa quer identificar as melhores regiões para plantio e contribuir para a criação de marcos legais e regulatórios que possam viabilizar o agronegócio da Cannabis no país.

Informações Revista Oeste


Com o objetivo de garantir a segurança de professores e alunos, a ronda escolar da Guarda Municipal de Feira de Santana realiza patrulhas diariamente no entorno das unidades de ensino e nas dependências das escolas. São cerca de oito rondas por dia, totalizando aproximadamente mais de mil por ano – em torno de 1.600.

Segundo o comandante da corporação, Marcos Dantas, o trabalho tem sido intensificado nos últimos dias.

“Dobramos o número de viaturas na operação ronda escolar para reforçar o trabalho. A ronda permite que o ambiente escolar permaneça tranquilo, por isso é realizada diariamente, nos turnos de funcionamento da escola. Além disso, estamos sempre prontos para atender a chamados de professores e responsáveis pela escola, garantindo a paz nas instituições de ensino”, assegura o comandante.

As operações são realizadas por uma guarnição específica da corporação, preparada para tal função, sempre de prontidão para atuar em qualquer caso e, de preferência, agindo antecipadamente para evitar problemas.

“Também realizamos palestras nas unidades de ensino para construir uma relação de confiança entre a corporação e os alunos. São mais de 10 anos de ronda. Estamos sempre à disposição do município e da comunidade escolar, garantindo a segurança no aprendizado”, concluiu o comandante Marcos Dantas.


A reportagem do Acorda Cidade percorreu alguns postos de combustíveis em Feira de Santana, na manhã desta quarta-feira (20), feriado do Dia da Consciência Negra e, observou reajustes de preços da gasolina, etanol e diesel.

A gasolina que estava custando pouco mais de R$ 5,40, hoje está custando R$ 6,39 em alguns postos de combustíveis, assim como o etanol que subiu para R$ 4,49 e o diesel que pode ser encontrado por até R$ 5,89.

Fonte: Acorda Cidade


Foto: Ascom da CIPE/Leste

Uma operação da CIPE Leste realizada na terça-feira (19), no bairro Novo Horizonte, em Feira de Santana, resultou na morte de um suspeito e na prisão de outro. A ação aconteceu por volta das 16h45, durante um patrulhamento de rotina.

Segundo informações divulgadas pela assessoria de comunicação da CIPE Leste, os policiais se depararam com dois indivíduos armados que, ao avistarem a viatura, teriam efetuado disparos contra a guarnição. Os policiais reagiram à agressão e, após o confronto, localizaram um dos suspeitos caído ao solo com uma pistola Taurus calibre 9mm carregada. O outro portava um carregador alongado e foi detido no local.

A guarnição solicitou apoio para conduzir o detido à delegacia e prestou socorro ao indivíduo ferido, que foi encaminhado ao Hospital Clériston Andrade. Apesar do atendimento médico, o óbito foi constatado.

Material Apreendido:

  • Uma pistola calibre 9mm
  • Um carregador com 10 munições calibre 9mm
  • Um carregador alongado com 20 munições calibre 9mm
  • Um celular da marca Redmi na cor azul com avarias

O suspeito detido e o material apreendido foram apresentados às autoridades competentes para as devidas providências.


Esperança do Esquadrão, Everton Ribeiro (foto) foi escalado entre os titulares que entrarão em campo às 18h (de Brasília), na Fonte Nova

Foto: Reprodução/Instagram/@evertonri

O Bahia enfrenta o Palmeiras nesta quarta-feira (20), na Arena Fonte Nova, com a missão de afastar a má fase no returno do Campeonato Brasileiro —o time está há cinco jogos sem vencer. A partida, às 18h (de Brasília), é válida pela 34ª rodada do torneio.

Além de tentar encerrar o jejum sob seus domínios, o Esquadrão precisa voltar a triunfar sobretudo para se manter vivo na disputa por uma vaga na Libertadores. Os últimos três pontos conquistados pela equipe comandada por Rogério Ceni foi no dia 29 de setembro, contra o Criciúma.

O Tricolor ocupa hoje a 8ª posição, com 46 pontos.

O Alviverde segue na briga pelo tricampeonato. Em 2º lugar na tabela, os paulistas somam 64 pontos, 4 a menos que o líder, Botafogo.

O Bahia, porém, tem a seu favor um retrospecto favorável diante do Palmeiras: o Verdão não o vence como visitante há sete anos.

A última vez que o Alviverde bateu o Tricolor em Salvador foi em junho de 2017. O placar foi um 4 a 2, em duelo da oitava rodada do Brasileirão daquele ano. Roger Guedes, Keno, Mina e Willian Bigode assinalaram os tentos palmeirenses.

Depois disso, visitou o Esquadrão em mais seis oportunidades, com cinco empates e um triunfo.

Onde assistir
Transmissão: Premiere. Você pode acessar/assistir no ge.globo e no globoplay.

Escalações prováveis

Bahia – Marcos Felipe, Gilberto, Gabriel Xavier, Victor Cuesta [David Duarte] e Luciano Juba; Caio Alexandre, Jean Lucas, Cauly e Everton Ribeiro; Thaciano e Lucho Rodríguez [Ademir]. Técnico:Rogério Ceni.

Palmeiras – Weverton; Marcos Rocha, Vitor Reis, Murilo e Caio Paulista; Aníbal Moreno, Zé Rafael e Mauricio; Raphael Veiga, Felipe Anderson (Dudu) e Rony (Flaco López). Técnico: Abel Ferreira

Informações Bahia.ba


Cidadãos norte-americanos estão em alerta; eles foram orientados a buscar abrigos

Embaixada dos Estados Unidos em Kiev, na Ucrânia, vai permanecer fechada nesta quarta-feira, 20
Embaixada dos Estados Unidos em Kiev, na Ucrânia, vai permanecer fechada nesta quarta-feira, 20 | Foto: Reprodução/X 

Sob ameaça de um “forte ataque aéreo”, o governo dos Estados Unidos anunciou que a sua embaixada em Kiev, na Ucrânia, vai permanecer fechada nesta quarta-feira, 20. A medida consiste em um ato de precaução. 

Um alerta de segurança foi emitido para cidadãos americanos em toda a Ucrânia, não apenas na capital, onde está localizada a representação oficial. 

“A Embaixada dos EUA recomenda que os seus cidadãos estejam prontos para se abrigar imediatamente caso surja um alerta de ataque aéreo”, orienta o comunicado.

Orientações para os cidadãos dos Estados Unidos

Rússia envia míssil para hospital na Ucrânia
Recentemente, um míssil russo atingiu o maior hospital infantil da Ucrânia. o alvo foram jovens pacientes com câncer | Foto: ZelenskyyUa/Fotos Públicas

Os cidadãos receberam orientações para acompanhar a mídia local para atualizações. Eles devem identificar locais de abrigo com antecedência e seguir as instruções das autoridades ucranianas e dos socorristas em caso de emergência.

Esse alerta ocorre depois de a Ucrânia ter usado mísseis ATACMS, artefatos de longo alcance com selo dos Estados Unidos, para atingir território russo. Houve parra isso a permissão do governo Joe Biden. A Rússia alerta o Ocidente sobre considerar o uso desses mísseis como um envolvimento direto da região na guerra. 

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que responderia aos ataques feitos a partir de armas americanas.

Reações internacionais e ações militares

O Ministério da Defesa da Rússia informou que Kiev lançou seis mísseis ATACMS em direção a Bryansk, no sudoeste da Rússia, na madrugada de terça-feira, 19. Militares conseguiram interceptar cinco mísseis e destruir parcialmente o sexto. Apenas destroços caíram perto de uma área militar, causando um incêndio sem danos estruturais ou vítimas.

Fontes do governo americano e do Exército ucraniano confirmaram o ataque à agência de notícias Reuters. É comum Kiev não comentar alegações de ataques em solo russo.

Situação atual da guerra na Ucrânia

A guerra na Ucrânia completou mil dias na terça-feira 19, sem perspectiva de fim ou negociações de paz. Cerca de 20% do território ucraniano está sob controle russo, mas sem avanços significativos. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou um plano para expulsar tropas russas, mas não forneceu detalhes de como pretende executar o seu plano.

Informações Revista Oeste


Medida faz parte de ações do Ministério da Fazenda, na tentativa de equilibrar as contas públicas e adequar-se ao arcabouço fiscal

Prédio do Ministério da Defesa, Marinha do Brasil, do governo brasileiro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília
Prédio do Ministério da Defesa, Marinha do Brasil, do governo brasileiro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Com o objetivo de reduzir o déficit fiscal, o governo brasileiro, por meio do Ministério da Defesa, firmou acordo com a equipe econômica para implementar cortes na previdência dos militares. 

Entre quatro medidas, o plano inclui a introdução de uma idade mínima de 55 anos para que militares das Forças Armadas possam se aposentar com remuneração — a chamada reserva remunerada.

Essa alteração será progressiva e terá uma regra de transição, uma vez que atualmente a aposentadoria baseia-se em 35 anos de serviço e não tem exigência de idade mínima. 

Entre as medidas acordadas, destaca-se o fim da chamada “morte fictícia”. Essa prática permitia que famílias de militares expulsos das Forças por crimes continuassem a receber pensões. Agora, essas famílias terão direito apenas ao auxílio-reclusão, conforme a Lei 8.112/90, que regula o benefício para servidores públicos federais.

Reformas do governo na previdência militar

militares
Impacto individual dos militares no déficit previdenciário é 17 vezes maior do que o dos aposentados do INSS | Foto: Reprodução/Agência Brasil

Um levantamento do jornal O Estado de S. Paulomostrou que a Marinha e a Aeronáutica pagavam pensões a 493 familiares de militares considerados “mortos ficticiamente”. Alguns deles são condenados por crimes graves, como homicídio e abuso sexual. 

Outra medida do acordo é a restrição da transferência de pensões. Depois da concessão a beneficiários de primeira ordem, como cônjuges e filhos, não será mais permitida a transferência da pensão para parentes de segunda ou terceira ordem, como pais e irmãos dependentes.

Além disso, está prevista a fixação de uma contribuição de 3,5% da remuneração dos militares para o Fundo de Saúde, válida até janeiro de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na tentativa de equilibrar as contas públicas, solicitou a inclusão do Ministério da Defesa no pacote de corte de gastos. A decisão gerou insatisfação entre os altos escalões das Forças Armadas.

Reações e contexto político

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente e general do Exército, expressou publicamente seu descontentamento com o governo, com uma crítica à medida. No Twitter/X, ele escreveu que o governo Lula quer atacar o Sistema de Proteção Social dos militares e apresentá-lo como o vilão da história.

https://twitter.com/GeneralMourao/status/1856330822405480476?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1856330822405480476%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=safari-reader%3A%2F%2Frevistaoeste.com%2Fpolitica%2Facordo-entre-governo-e-defesa-preve-corte-de-gastos-na-previdencia-militar%2F

Dados do TCU mostram que o impacto individual dos militares no déficit previdenciário é 17 vezes maior do que o dos aposentados do INSS. Em 2023, o déficit total da Previdência foi de R$ 428 bilhões, com os militares contribuindo com R$ 49,73 bilhões desse montante.

Informações Revista Oeste


A investigação aponta um suposto plano de assassinato contra o ministro do STF, o presidente e o vice-presidente da República

Alexandre de Moraes
O ministro do STF, Alexandre de Moraes | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira, 19, para apurar uma suposta tentativa de golpe de golpe de Estado. Ele tornou-se figura central na própria decisão e citou-se 44 vezes no texto que fundamenta a medida.

A investigação aponta um suposto plano de assassinato envolvendo Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Na decisão, os dois políticos foram mencionados 16 e 12 vezes, respectivamente. 

Na análise do caso, Moraes reproduziu trechos das investigações realizadas pela Polícia Federal. Um dos pontos destacados trata da análise de dados obtidos por meio da operação Tempus Veritatis. 

Essa investigação revelou informações sobre o monitoramento dos movimentos do ministro. A PF atribuiu essa atividade a Rafael Oliveira, um dos investigados. No texto, o magistrado transcreveu os resultados do inquérito em terceira pessoa.

Moraes também é protagonista do polêmico inquérito das fake news, iniciado em 2019. Esse inquérito tem servido como base para decisões conduzidas por ele próprio. A investigação o STF abriu sem provocação do Ministério Público, com base em interpretação de seu regimento interno. O objetivo inicial era investigar supostas notícias falsas, ameaças e calúnias contra ministros da Corte e seus familiares. 

O ministro Alexandre de Moraes, durante sessão plenária no STF - 10/10/2024 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo
O ministro Alexandre de Moraes, durante sessão plenária no STF – 10/10/2024 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

Em outra investigação, que envolve uma minuta de decreto para implementar um suposto plano de golpe de Estado, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro tentou afastar Moraes do caso. Os advogados alegaram que o ministro teria interesse direto no desfecho do processo. Luís Roberto Barroso, presidente do STF, rejeitou o pedido. Ele considerou o argumento genérico e sem fundamentação jurídica clara.

Alexandre de Moraes já exerceu simultaneamente os papéis de parte e de juiz em outros casos

Em maio deste ano, Moraes determinou que a Polícia Federal prendesse dois suspeitos por envolvimento em ameaças contra ele e seus familiares. Na ocasião, o fuzileiro naval Raul Fonseca de Oliveira e seu irmão, Oliverino de Oliveira Júnior, foram presos.

Logo depois, o ministro se declarou impedido de continuar no caso. No entanto, manteve a relatoria de um trecho da investigação que apura a tentativa de abolição do Estado democrático de Direito por meio de violência ou grave ameaça. Nesse contexto, o ministro decidiu manter a prisão preventiva dos dois investigados e argumentou que havia “fortes indícios de autoria”.

Em julho do ano passado, a PF abriu um inquérito relacionado às hostilidades sofridas por Moraes e seus familiares. O episódio ocorreu no Aeroporto Internacional de Roma, onde um grupo de brasileiros os xingou. Posteriormente, o ministro se afastou do julgamento colegiado de dois recursos relacionados a esse inquérito.

Informações Revista Oeste