Segundo fontes internas da organização, os brasileiros que fugiram para o exterior seriam perseguidos por ‘crimes políticos’

A Interpol não incluiu os envolvidos nos atos do dia 8 de janeiro de 2023 que fugiram para o exterior na chamada lista vermelha. A recusa se deu mesmo depois de um pedido formal do Judiciário brasileiro.
Segundo fontes internas da Interpol, que preferiram se manter anônimas, os nomes dos brasileiros processados ou condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação nos atos do dia 8 de janeiro dificilmente serão incluídos na lista.
Isso seria praticamente impossível, porque há um entendimento interno da Interpol de que esses seriam “crimes políticos”, que não são de competência da organização. Além disso, as modalidades dos processos dos envolvidos no 8 de janeiro também são alvo de fortes questionamentos internos por parte da Interpol.
Em maio deste ano, a Procuradoria-Geral da República (PGR) acionou a Interpol contra os envolvidos nos atos do dia 8 de janeiro que deixaram o Brasil. Entretanto, até o fechamento desta reportagem, os nomes dessas pessoas não foram incluídos na lista vermelha, conforme aparece no próprio site da Interpol.
Atualmente, há 51 brasileiros cuja inserção na lista vermelha foi requerida pelas autoridades brasileiras. Outros 31 brasileiros são procurados por outros países e também têm seus nomes incluídos na lista. Todos eles são acusados de crimes comuns, de homicídios até fraudes com cartão de crédito. Nenhum deles é acusado de envolvimento com os atos do dia 8 de janeiro.
Em maio de 2024, o Partido dos Trabalhadores (PT) chegou a divulgar a notícia falsa sobre 51 manifestantes que seriam procurados pela Interpol.
Como a Revista Oeste mostrou em uma reportagem da edição 229, há cerca de 400 brasileiros envolvidos no 8 de janeiro exilados na Argentina neste momento.
A Comissão Nacional para os Refugiados (CONARE) da Argentina concedeu a todos eles proteção temporária, garantindo a permanência em território argentino e o anonimato durante a análise de seus casos. A motivação indicada pelas autoridades argentinas nos documentos foi “perseguição política”.
Algumas dessas pessoas já começaram a receber asilo político definitivo, o que lhes deu o status de refugiados políticos no país vizinho.
A inclusão de nomes de procurados na lista vermelha não é automática. Os pedidos que chegam de qualquer país membro da organização devem passar necessariamente pela análise da Comissão de Controle do Interpol, que pode aceitá-los ou rejeitá-los com base nas evidências apresentadas e nas regras da Interpol.
“É estritamente proibido para a Interpol levar adiante atividades de caráter político, militar, religioso ou racial”, explicou a Oeste um funcionário da Interpol baseado em Lyon, na França. “Além disso, suas atividades precisam estar em conformidade com os padrões internacionais de direitos humanos.”
No passado, a Interpol foi acusada de inserir muitos nomes na lista vermelha de forma equivocada, depois de receber pedidos de países cujos governos utilizaram a organização para perseguir opositores políticos no exterior.
Por isso, nos últimos anos, a organização introduziu reformas importantes para fortalecer seus procedimentos internos de verificação antes de inserir nomes em listas de procurados internacionalmente.
Em 2020, o STF solicitou à Interpol a inclusão do nome do jornalista Allan dos Santos na lista vermelha. Entretanto, quase cinco anos depois, a organização não inseriu o nome dele na lista.
O STF e o Ministério da Justiça, na época liderado por Flávio Dino, chegaram a pedir a extradição de Allan dos Santos dos Estados Unidos, onde reside.
Entretanto, as autoridades norte-americanas se recusaram a extraditar o jornalista. Um dos representantes dos EUA que se reuniu com autoridades brasileiras salientou que ele não teria cometido nenhum crime nos Estados Unidos nem no Brasil, já que sua atuação seria protegida pela liberdade de expressão, e as supostas ilegalidades das quais é acusado seriam “só palavras”.
A negativa da Interpol e dos norte-americanos irritou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e o então ministro da Justiça, Flávio Dino, mas nenhuma providência foi tomada sobre o assunto.

Informações Revista Oeste

Um levantamento feito pelo site g1 identificou nesta terça-feira, 15, 18 bets (sites de apostas esportivas on-line) barradas pelo Ministério da Fazenda continuam no ar por meio de sites alternativos àqueles bloqueados pela Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel.
Segundo a pesquisa, alguns dos sites analisados foram criados na última sexta-feira, 11, mesmo dia em que a agência divulgou a lista. A estratégia utilizada foi inserir uma sequência de caracteres, como os números 11 e 22, depois do nome original da casa de apostas.
Ao todo, foram encontrados 134 sites de 18 betsirregulares. Desses, 51 foram criados na sexta-feira e 19 no sábado. Nesta terça-feira, 15, foram criados cinco desses sites. Outros 59 endereços já tinham sido criados antes de sexta-feira. Uma mesma plataforma pode ter vários sites.
Em 10 de outubro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o trabalho para identificar sites irregulares será contínuo. “Evidentemente, tem um trabalho a ser feito pela secretaria [de Apostas] que é permanente”, disse. “E qualquer tentativa de burla, a Anatel é informada, e o procedimento é o mesmo.”
As apostas on-line estão em processo de regulamentação no Brasil. Ao todo, 96 empresas que comandam 210 bets estão autorizadas a operar nacionalmente até dezembro, enquanto 18 podem operar apenas regionalmente.
A facilidade para criar novos sites de apostas é visto como um dos problemas para barrar as betsirregulares no Brasil, segundo declaração da Associação Nacional de Jogos e Loterias ao g1. A entidade diz que basta a criação de um novo link, em domínio diferente, para que a plataforma volte a funcionar normalmente.
Informações Revista Oeste

Liam Payne, ex-membro da banda One Direction, morreu aos 31 anos, nesta quarta-feira, 16. O corpo do cantor foi encontrado no Hotel Casa Sur, em Buenos Aires, na Argentina, conforme apurado pela imprensa local.
O jornal La Nacion informou que Payne morreu ao cair do terceiro andar do hotel, situado no bairro de Palermo. A polícia foi acionada para lidar com um “homem agressivo”, possivelmente sob efeito de álcool ou drogas. A morte foi confirmada no local.
Alberto Crescenti, chefe do Sistema de Atenção Médica de Emergência (Same) da Argentina, disse à imprensa que a morte de Payne foi instantânea. Ele morreu depois uma queda de aproximadamente 13 metros.
Liam Payne ganhou fama na década de 2010, ao participar do reality show The X Factor, onde se destacou como integrante da One Direction. Depois do término da banda, em 2016, Payne seguiu carreira solo, lançando seu primeiro álbum, LP1, em 2019.
Informações Revista Oeste

A Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) e a concessionária Rosa realizaram ontem (15) uma capacitação técnica com pessoas com deficiência e mobilidade reduzida sobre o uso das plataformas elevatórias de acessibilidade.
O evento, supervisionado por fiscais da Semob, ocorreu na garagem da empresa e contou com a participação da diretoria e técnicos da manutenção da Rosa que detalharam ao Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência como são feitas as revisões periódicas do equipamento.
Foram verificados itens mecânicos e eletrônicos dos elevadores, bem como o processo de manutenção preventiva e treinamento de motoristas que auxiliam o PcD no embarque e desembarque dos ônibus.
“Isso demonstra a qualidade e seriedade do trabalho em nossa frota 100% acessível para atender com o máximo de qualidade, segurança e conforto os passageiros”, ressalta Sérgio Carneiro, titular da Semob.
Diariamente os ônibus são inspecionados por fiscais do órgão municipal através de um criterioso checklist em componentes mecânicos e elétricos dos ônibus urbanos, além de testes em faróis e lanternas, elevadores, limpeza e higienização.
Para a presidente do Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência, Rosilene Costa, é importante que “cadeirantes e deficientes visuais vejam que a empresa está atenta e voltada à melhoria constante do serviço”.
Participaram também a presidente do Conselho Municipal de Direitos da Pessoa Idosa (CMDPI), Jaqueline Jatobá, e o chefe de Concessões e Permissões da Semob, Ivan das Mercês Alves. Após a exposição técnica foi ofertado aos participantes um coffe break.
Workshop
No mês de julho a Semob, em parceria com o SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) e a Empresa São João, realizou um workshop voltado ao trabalho de formação e especialização de trabalhadores do transporte público urbano no atendimento a pessoas com deficiência e à pessoa com Transtorno do Espectro Autista.





Comitê recomendou volta do horário de verão, que adianta relógios em alguns estados para dessincronizar pico do consumo de energia. Cenário de chuvas melhorou, diz Silveira.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, descartou nesta quarta-feira (16) a retomada do horário de verão ainda este ano.
O governo vai avaliar, nos próximos meses, se é o caso de retomar a medida a partir de 2025.
“Nós hoje, na última reunião com o ONS [Operador Nacional do Setor Elétrico], chegamos à conclusão de que não há necessidade de decretação do horário de verão para este período, para este verão”, declarou Silveira.
“Nós temos a segurança energética assegurada, há o início de um processo de restabelecimento ainda muito modesto da nossa condição hídrica. Temos condições de chegar depois do verão em condição de avaliar, sim, a volta dessa política em 2025”, prosseguiu.
“É importante que ele [horário de verão] seja sempre considerado, ele não pode ser fruto de uma avaliação apenas dogmática ou de cunho político. É uma política que tem reflexos tanto positivos quanto negativos no setor elétrico e na economia, portanto, deve sempre estar na mesa para uma avaliação precisa do governo federal”, informou.
Apesar da recomendação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), em setembro, a pasta avalia que houve melhora no cenário das chuvas e dos reservatórios de hidrelétricas, evitando o adiantamento dos relógios ainda em 2024.
Na época em que estava em vigor, o horário de verão costumava ser implementado entre outubro/novembro e fevereiro/março de cada ano.
No caso deste ano, o horário de verão só poderia ser implementado este ano em novembro. Isso impediria o aproveitamento do pico de custo-benefício da medida — que ocorre entre outubro e meados de dezembro.
Será que o horário de verão vai voltar?
Segundo o ONS, o horário de verão ajuda a aumentar o aproveitamento das fontes de energia solar e eólica, além de reduzir a demanda máxima em até 2,9%.
Desde a sua adoção, que passou a ser anual a partir de 1985, o horário de verão tem a intenção de promover uma economia no consumo de energia, uma vez que as pessoas teriam mais tempo de luz natural.
No entanto, por conta da mudança de comportamento da sociedade, a medida foi deixando de ser eficaz. Até que, em 2019, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) suspendeu o adiantamento dos relógios.
A medida volta à tona em 2024 não por sua eficácia para economizar energia, mas por ser uma alternativa de aproveitamento da geração de energia solar, reduzindo o acionamento de termelétricas – mais caras e poluentes.
💡 No início da noite, a geração de energia solar cai por causa da falta de sol. Mais tarde, durante a madrugada, a geração eólica sobe porque há maior incidência de ventos.
💡 No intervalo entre a queda da solar e o aumento da eólica, há um pico de consumo que precisa ser suprido por energia hidrelétrica ou térmica.
Com as medidas para poupar os reservatórios das usinas hidrelétricas, por causa da seca, é necessário acionar mais termelétricas para atender ao pico de consumo.
Ao adotar o horário de verão, o pico de consumo é deslocado para o horário com mais geração solar, reduzindo a necessidade de complementar a geração com mais usinas térmicas.
A retomada do horário de verão depende da revogação de um decreto do governo de Jair Bolsonaro (PL) que, em 2019, encerrou o horário de verão. A medida já era avaliada no governo de Michel Temer (MDB).
Na ocasião, o governo afirmou que o adiantamento dos relógios em uma hora por conta de mudanças no padrão de consumo de energia e de avanços tecnológicos, que alteraram o pico de consumo de energia.
A suspensão do horário de verão resistiu inclusive à crise hídrica de 2021. Na época, o governo chegou a estudar a retomada da política, solicitando um parecer do ONS.
Informações G1

O Talibã, grupo terrorista islâmico que controla o Afeganistão, pediu à Rússia sua inclusão no Brics, originalmente composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, países com economia em desenvolvimento.
O porta-voz Zabihullah Mujahid expressou interesse em participar da cúpula do Brics que ocorrerá em Kazan, na Rússia. Segundo o Talibã, o objetivo é discutir questões econômicas do Afeganistão com outras nações.
A cúpula de Kazan terá a presença de líderes dos atuais membros dos Brics, como o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o ditador chinês Xi Jinping. Um dos pontos centrais do encontro será a discussão sobre a expansão da organização, já que muitos países demonstram interesse em se unir ao bloco.
Entre os interessados, há nações que, assim como o Talibã, buscam reduzir seu isolamento global, como Cuba e Nicarágua, ditaduras da esquerda latino-americana.
Desde que retomou o controle do Afeganistão, em agosto de 2021, o Talibã enfrenta o desafio do reconhecimento internacional. Ninguém no cenário global oficialmente reconhece o seu governo, embora muitas nações mantenham relações comerciais e diplomáticas com Cabul. Contudo, o isolamento do grupo parece ter diminuído nos últimos meses.
Em janeiro, a China se tornou o primeiro país a receber um embaixador do Talibã. Xi Jinping aceitou formalmente as credenciais do diplomata, embora tenha enfatizado que isso não representa um reconhecimento do governo afegão. Para o Talibã, essa movimentação é vista como um passo importante para reingressar no cenário internacional.
A Rússia, que mantém sua embaixada ativa em Cabul, também indicou que pode remover o Talibã de sua lista de organizações terroristas. No entanto, o governo russo não confirmou oficialmente se convidou o Talibã para a cúpula em Kazan.
De acordo com a agência de notícias russa Tass, o enviado especial da Rússia para o Afeganistão, Zamir Kabulov, afirmou que o convite para a cúpula dos Brics deve ser decidido por meio de consenso. Isso significa que a Rússia não pode convidar o Talibã sem o consentimento de outros membros do bloco.
Informações Revista Oeste

A defesa do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) repudiou, nesta quarta-feira, 16, “toda e qualquer tentativa de violação à imunidade parlamentar, que é garantia constitucional”.
A nota foi publicada um dia depois de o congressista denunciar, na tribuna da Câmara, que se tornou alvo de uma investigação no Supremo Tribunal Federal (STF).
O relator do caso, que tramita sob sigilo, é o ministro Flávio Dino.
O STF abriu o inquérito com base em um discurso de Van Hattem, no plenário da Casa, em 14 de agosto, quando o parlamentar criticou o delegado da Polícia Federal Fábio Alvarez Shor. Van Hattem disse que Shor atuou ilegalmente para manter preso o ex-assessor Filipe Martins.

Ao denunciar o caso na Câmara, Van Hattem disse que Dino argumentou, no processo, que o parlamentar cometeu “crime contra a honra” ao chamar Shor de “covarde”.
“É isso o que policial é ao atuar à margem da lei”, disse o deputado. “Fábio Alvarez Shor, que cria, sim, relatórios fraudulentos para manter preso Filipe Martins ilegalmente.”

Requentar alimentos pode ser solução prática para quem tem rotina agitada e prefere cozinhar em grandes quantidades a fim de facilitar as refeições da semana. No entanto, será que o reaquecimento pode representar riscos à saúde?
A nutricionista e especialista em segurança de alimentos Carolina Quintans, que atua em Brasília, afirma que, quando os alimentos são requentados, alguns nutrientes, como as vitaminas hidrossolúveis, especialmente a vitamina C e as do complexo B, podem ser degradados.
“No entanto, o maior problema está relacionado à segurança dos alimentos. O resfriamento e reaquecimento inadequado podem favorecer o crescimento de micro-organismos que produzem toxinas resistentes ao calor podendo causar intoxicação alimentar”, explica.
Aponta também que o micro-ondas, apesar de rápido e conveniente, tende a aquecer os alimentos de maneira desigual. “O calor gerado por ondas nem sempre penetra de forma uniforme, o que pode deixar partes do alimento em temperaturas inadequadas, permitindo que microrganismos nocivos sobrevivam”, esclarece.
Ela ainda alerta para o risco de explosões de vapor. “Isso pode fazer o alimento estourar, causando queimaduras ou até contaminando o ambiente com respingos de alimentos malcozidos”, diz.
O nutricionista Lucas Felisberto também destaca que o aquecimento desigual pode favorecer a proliferação de bactérias, especialmente em áreas que não atingem temperaturas seguras. “O método mais seguro é aquele que garante um aquecimento homogêneo, como o da panela, principalmente quando o alimento é mexido constantemente”, frisa.
Carolina ressalta que, durante o aquecimento em panelas ou no forno, o calor é distribuído de maneira mais uniforme, reduzindo o risco de áreas pouco aquecidas. No entanto, se houver mesmo necessidade de usar o micro-ondas, ela recomenda interromper o processo para mexer o alimento na metade do tempo, o que ajuda a garantir distribuição mais homogênea do calor.
O arroz pode desenvolver Bacillus cereus, uma bactéria que sobrevive ao cozimento e pode produzir toxinas resistentes ao calor. Mesmo após o reaquecimento, essas toxinas podem permanecer e causar intoxicações alimentares.

Os ovos, quando não são cozidos ou manipulados adequadamente, podem se tornar fonte de bactérias, como a Salmonella. Ao requentá-los, é difícil garantir que a temperatura interna chegue ao ponto necessário para eliminar totalmente esses patógenos, principalmente em pratos como omeletes ou quiches.
A carne de frango é altamente suscetível à contaminação por bactérias, como a Salmonella. Se não for cozido de maneira uniforme e até uma temperatura interna mínima de 74°C, o frango pode representar risco significativo à saúde.
Assim como o arroz, as batatas não devem ficar muito tempo fora da geladeira. Quando mantidas à temperatura ambiente por mais de duas horas, as bactérias Clostridium botulinum podem se proliferar, aumentando o risco de botulismo, uma infecção grave que afeta os nervos e pode causar dificuldade respiratória.
Há medidas que podem ser tomadas para garantir tanto a segurança quanto a preservação dos nutrientes. A nutricionista Carolina avalia que o armazenamento adequado é o primeiro passo. “Mantenha os alimentos na geladeira pelo menor tempo possível, no máximo três dias, e em recipientes fechados, para evitar a proliferação de micro-organismos”, orienta.
Além disso, sugere que, ao reaquecer, é importante garantir que o interior do alimento atinja temperatura mínima de 74°C. “Essa temperatura é essencial para eliminar a maioria dos patógenos”, ressalta. Ela recomenda o uso de um termômetro culinário para apontar se a temperatura mínima foi atingida.
Lucas Felisberto aconselha não reaquecer porções que não serão consumidas, já que o reaquecimento repetido pode aumentar os riscos de contaminação.
Além disso, ele afirma que é preciso ter cuidado especial com alimentos ricos em amido, como arroz e batata, que, mesmo sendo corretamente aquecidos, podem conter toxinas ou bactérias resistentes ao calor, caso não tenham sido armazenados adequadamente.
“Se o alimento apresentar alteração no cheiro, aparência ou textura após o aquecimento, o consumo deve ser evitado”, alerta o profissional.
Informações Metrópoles

A noite foi de festa em Brasília. Nesta terça-feira (15/10), o Brasil reencontrou o bom futebol e atropelou o Peru por 4 x 0 na Arena BRB Mané Garrincha, diante de mais de 60 mil pessoas, em jogo apresentado pelo Metrópoles Sports.
O resultado levou a Seleção Brasileira à quarta posição na tabela das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, agora com 16 pontos. O Brasil tem a mesma pontuação do Uruguai, mas fica atrás nos critérios de desempate. O Peru segue na 9ª colocação, com 6 pontos.
Na próxima e última Data Fifa de 2024, em novembro, o Brasil visita a Venezuela e recebe o Uruguai em Salvador.
Antes de a bola rolar, a torcida do Brasil no DF deu um verdadeiro show nos arredores da Arena BRB. Veja a festa:
O Brasil entrou em campo com Ederson no gol. Formaram a linha de defesa Vanderson, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Abner. No meio campo, o técnico Dorival Jr. escalou Bruno Guimarães, Gerson, Rodrygo, Raphinha e Savinho. O centroavante da Amarelinha foi Igor Jesus, do Botafogo.
Já o Peru começou jogando com Gallese; Callens, Zambrano e Araujo; Lopez, Pena, Castillo, Cartagena e Advincula; Flores e Valera.
O Brasil começou o jogo pressionando o time visitante. O Peru chegou a marcar, mas a arbitragem viu impedimento no tento peruano.
Depois da anulação, foi a vez de a Canarinho responder com o primeiro chute na direção do gol. Uma bola espirrada para o meio da área deixou Raphinha de frente para o gol, mas o chute parou no travessão. E a pressão deu resultado: aos 32 minutos, Igor Jesus tentou a jogada, e a bola bateu na mão do zagueiro peruano dentro da área.
Na cobrança, Raphinha abriu o placar, aos 37 minutos, para delírio da torcida na Arena BRB. Com o gol anotado quase no fim do primeiro tempo, a Seleção Brasileira foi com vantagem para o segundo tempo.

O Brasil voltou com tudo para a etapa final. Em boa trama pela esquerda, Rodrygo chutou cruzado para boa defesa de Gallese. E mais uma vez a pressão surtiu efeito: aos cinco minutos, Savinho driblou Zambrano dentro da área, e o Brasil teve mais um pênalti a seu favor.
Raphinha bateu e marcou outro gol para a Seleção, o segundo dele na partida. E virou passeio. Com jogadores que saíram do banco, o Brasil transformou a vitória em goleada. Aos 25 minutos, Luiz Henrique deixou Andreas Pereira na boa para emendar voleio e anotar um golaço, assinalando 3 x 0 no placar da Arena BRB.

Três minutos depois, foi a vez de o próprio Luiz Henrique anotar o dele – chutou colocado no cantinho direito de Gallese e marcou o quarto gol do Brasil. A Seleção ainda tentou chegar ao quinto gol, mas o placar terminou mesmo no 4 x 0.
Informações Metrópoles

No início de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um projeto de lei que cria a Alada, uma empresa pública aeroespacial. A iniciativa é parte do plano de militares da Aeronáutica de transformar a Base de Alcântara, no Maranhão, em um polo de lançamento de foguetes da Space X, de Elon Musk.
Segundo apuração do jornal O Estado de S. Paulo, a Força Aérea Brasileira (FAB) mira a empresa de foguetes do bilionário norte-americano como um “cliente especial”.
A publicação destaca que um relatório elaborado por um grupo interministerial com participação de oficiais da Força defende a ideia de que a estatal tenha primazia na exploração comercial das atividades privadas no local e faz menção à companhia estrangeira.
“A Space X domina a reutilização e executa os lançamentos da Starlink em custo marginal, com a recuperação e reutilização do Falcon 9 se tornando um novo padrão, o primeiro lançador totalmente reutilizável, abrindo o caminho para lançamento a custo marginal”, consta no documento. Outras empresas também são citadas, como a Virgin Galactic e a Blue Origin.
As Forças Armadas brasileiras já têm parcerias com Elon Musk. Em agosto, o Comando Militar da Amazônia contratou serviços da Starlink para unidades militares na região.

Em setembro, o Tribunal de Contas da União (TCU) iniciou investigação sobre possível favorecimento em licitação de R$ 5 milhões, já que a empresa era a única capaz de atender ao edital.
Além disso, durante as enchentes no Rio Grande do Sul, a rede de satélites foi disponibilizada pelo Exército.
Segundo o Estadão, se for formalmente criada — o que ainda depende de aprovação do Congresso –, a Alada será dependente de recursos do Tesouro e subsidiária da Nav Brasil, vinculada ao Ministério da Defesa e presidida pelo major-brigadeiro do ar José Pompeu dos Magalhães Brasil Filho.
De acordo com o relatório, a nova estatal poderia abrir subsidiárias no exterior e formar sociedade com outras empresas públicas. A implantação do plano de negócios faria com que a Alada deixasse de consumir verbas da União “em curto espaço de tempo”, diz o documento.
O jornal apurou que militares acreditam que a proximidade de Alcântara da linha do Equador garanta uma vantagem competitiva em comparação com outros centros de lançamentos do mundo, pois o consumo de combustível é menor.
Isso se deve à proximidade do local em relação ao espaço, o que reduz o percurso e a força da propulsão necessária.
A FAB, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e o Ministério da Defesa foram procurados pelo Estadão, mas não quiseram se manifestar.
Informações Revista Oeste