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Fotos: Danielly Freitas

Acolhimento e uma nova família, foi o que ganhou a idosa Maria de Lourdes Vieira ao entrar na residência terapêutica, local mantido pela Prefeitura de Feira de Santana para assistir pacientes egressos de hospitais psiquiátricos. Na cidade, existem nove casas que oferecem esse atendimento. Ao todo, 48 pessoas são beneficiadas.

Maria de Lourdes relata que passou 30 anos internada no Hospital Lopes Rodrigues por conta de problemas psiquiátricos. Durante esse longo período, ela perdeu o contato com os familiares e foi acolhida pela equipe de saúde mental desde a implantação da primeira residência.

“As outras pessoas que moram junto comigo viraram a minha família. Aqui, me sinto feliz. Tenho uma rotina ativa, ajudo nas tarefas da casa e nos tempos vagos eu gosto de assistir novelas. Depois que vim para cá, nem tomo mais remédios psiquiátricos, apenas para epilepsia”, disse entusiasmada.

Já a paciente Célia dos Santos conta que passou a viver na residência há cerca de 18 anos. Após este convívio, os aniversários e outras datas comemorativas passaram a ser motivos de felicidade “Eu sou de Simões Filho, mas hoje vivo nesta casa, onde sou cuidada e fiz amigas. Cuidado como tenho aqui nunca encontrei em lugar nenhum”, destacou.

No local, é disponibilizado cuidadores, fisioterapeuta, técnico de enfermagem e além disso, há uma equipe denominada “extra-muro”, formada por psicólogo, enfermeiro e assistente social que realizam visitas de forma constante. Segundo a coordenadora-geral da Rede de Saúde Mental, Regicélia Silva, também foi escalado um médico clínico para atendimento dos pacientes domiciliados.

“O objetivo da residência terapêutica é reinserir esses pacientes na sociedade, por meio do Programa  de Volta para Casa, instituído através da Lei Federal 10.708/2003. Muitos desses pacientes foram colocados em hospitais psiquiátricos e, infelizmente, foram deixados pelas famílias. Hoje, o Governo Federal envia uma ajuda de custeio, mas os principais gastos como aluguel, funcionários, café, almoço e janta são financiados pela Prefeitura”, explicou.

A cuidadora, Elza Nogueira, que é carinhosamente chamada de “mãe Elza” pelos pacientes, é uma das responsáveis pelas tarefas domésticas, preparo das refeições e auxílio dos idosos. Para ela, o trabalho tornou-se uma missão de vida.

“Eles sempre me ajudam nas atividades e a manter a ordem do lugar. Temos uma relação muito boa. Eu trato como se fosse a minha família. Meu marido, inclusive, sempre vem visitá-los e até começaram a chamar de pai. Quando é meu dia de folga, não aguento ficar longe, e apareço logo aqui pra ver como estão”, declara.


iStock
Imagem: iStock

À medida que os aniversários vão passando, sinais do envelhecimento surgem, apesar de muitos tentarem exaustivamente escondê-los: cabelos grisalhos, rugas no rosto, problemas de locomoção, dores articulares, além de sintomas metabólicos, como aumento da pressão arterial e dos índices de colesterol ou glicose, e do aparecimento de doenças relacionadas à idade, como Alzheimer, demência e osteoporose.

No entanto, os indícios da passagem do tempo para outros são mais tênues e demoram a surgir. Apesar de ser um processo natural, o envelhecimento não é vivenciado de forma igualitária por todo mundo.

Existem estudos e pesquisas que buscam explicar fatores além da boa genética combinada aos hábitos de vida saudável e, ainda, se haveria uma idade biológica diferente da cronológica.

Contudo, a detecção precoce de envelhecimento seria uma oportunidade de atrasar, mudar ou, até mesmo, reverter a sua trajetória?

Para Jullyana Chrystina Ferreira Toledo Affonso, geriatra do Fleury Medicina e Saúde, pode-se reduzir o impacto quando se tem como foco manter o melhor estilo de vida possível, além de rastrear e tratar adequadamente as doenças diagnosticadas.

Fazer exames de check-up e avaliações gerais de saúde são fundamentais para prevenir e diagnosticar precocemente doenças graves, de acordo com Charlys Barbosa Nogueira, geriatra e presidente da SBGG-CE (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – Secção Ceará).

O tempo não para

Relógio despertador - Indu Bachkheti/iStock - Indu Bachkheti/iStock
Imagem: Indu Bachkheti/iStock

O envelhecimento é uma arte e o modo como cada pessoa envelhece é único, nas palavras de Maurício de Miranda Ventura, geriatra, presidente do Departamento Científico de Geriatria da APM (Associação Paulista de Medicina) e diretor técnico do serviço de geriatria do Hospital do Servidor Público Estadual (SP).

O processo é influenciado por inúmeras razões: genéticas, físicas, psicológicas, emocionais e socioeconômicas. “Não é à toa que as populações que têm uma expectativa de vida maior pertencem aos centros mais desenvolvidos, não somente em função dos recursos disponíveis aos cuidados de saúde, mas também pela retaguarda social que essa população tem”, afirma.

Para Ventura, o que existe é o envelhecimento bem-sucedido, em que se mantém a independência e a autonomia; e a maneira como cada um encara esse processo é fundamental para o êxito.

“Ao comparar duas pessoas com a mesma idade —85 anos— sendo que uma tem uma sequela de um acidente vascular encefálico, com sequelas motoras que acarretam dificuldade para caminhar; e a segunda não tem nenhuma doença mais grave. Enquanto a primeira não consegue sair de casa sozinha e depende de parentes e cuidadores para passear e fazer compras, a segunda realiza as atividades sem maiores dificuldades, podendo-se dizer que tem um envelhecimento bem-sucedido não porque não tenha doenças graves, mas por manter a independência e a autonomia”, exemplifica o presidente do departamento científico de geriatria da APM.

Velocidade do envelhecimento é a mesma para todos?

O envelhecimento se nota principalmente pela perda de volume no rosto - Getty Images - Getty Images
Imagem: Getty Images

Para Ventura, a velocidade é igual, pois o processo eleva o risco de inúmeras doenças crônicas, porém há pessoas que envelhecem bem, ativas, sentindo-se úteis e produtivas —não apenas nos aspectos profissional e financeiro—, fazendo planos e realizando sonhos, são mais resilientes e adaptam-se melhor aos problemas decorrentes, como os déficits auditivos e visuais, e conseguem superá-los.

Outras não encaram as alterações da passagem dos anos positivamente, deixam de realizar atividades prazerosas e limitam-se por se considerarem velhos. Nessa situação, aspectos emocionais e psicológicos desempenham um importante papel e os tornam menos resilientes.

Com o avanço da idade, ocorre a perda funcional e um desgaste natural das células que precisam ser repostas. Nesse processo de regeneração dos tecidos, se as células tiverem danos, decorrentes de maus hábitos ou de alguma síndrome genética, mais perdas ocorrem, de acordo com o estilo de vida, acelerando o envelhecimento. Camila Sacchelli Ramos, professora e coordenadora do curso de ciências biológicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP)none

Existe idade biológica?

Homem, Idoso, velho, terceira idade, depressão, depressivo, pensativo, triste, reflexivo, demência, Alzheimer, tristeza - iStock - iStock
Imagem: iStock

Marcelo Valente, geriatra, professor da disciplina de geriatria da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) e da Santa Casa de São Paulo, explica que a idade biológica se refere à velocidade de declínio das funções celulares do organismo.

“A idade biológica permite a percepção mais completa sobre o processo de envelhecimento: funções metabólicas, qualidade de vida, independência e capacidades”, afirma o presidente da SBGG-CE.

Mas ela é difícil de ser mensurada. “Existem calculadoras que levam em conta parâmetros laboratoriais como Aging.AI ou parâmetros clínicos como PsychoAge e SubjAge, psicológicos e subjetivos. Há alternativas mais complexas de se mensurar como por meio do relógio epigenético (análise de DNA)”, esclarece Valente.

Diferentemente da cronológica (que corresponde a quantos anos você tem), que não é modificável, a idade biológica é influenciada pela genética, pelo estilo de vida e pelo ambiente:

  • A genética é responsável por somente 25% pela maneira como se envelhece
  • O estilo de vida e as condições ambientais são responsáveis pelos outros 75%

Quando um indivíduo tem familiares longevos (fator genético), vive em boas condições ambientais (boa qualidade do ar, saneamento básico adequado, baixo índice de violência) e adota estilo de vida saudável com prática regular de exercícios, boa alimentação e não é tabagista nem etilista, há uma chance maior de ter um envelhecimento bem-sucedido. Marcelo Valente, geriatra, professor da disciplina de geriatria da FMABCnone

Esses fatores podem desacelerar a idade biológica, e outros são capazes de acelerá-la.

“Envelhecer de forma saudável não é apenas envelhecer sem doença, mas é, também, preocupar-se com aspectos que vão muito além de estar ou não doente”, enfatiza o geriatra da geriatra SBGG-CE.

Marcadores do envelhecimento

Homem musculoso, idoso, velho, mais velho, músculos - iStock - iStock
Imagem: iStock

Envelhece-se à medida que os telômeros (parte final dos cromossomos) se encurtam até que não é mais possível fazer a replicação do DNA, na explicação da geriatra do Fleury. “Essa é, inclusive, uma das teorias a respeito do envelhecimento biológico.”

Além disso, usam-se outros parâmetros como aumento dos marcadores inflamatórios e diminuição da resposta imune.

Na prática clínica, pode-se utilizar dados mais objetivos, por exemplo, quantidade de massa muscular, funcionalidade e carga de comorbidades.

É possível também avaliar o enrijecimento das artérias, que se relaciona a doenças cardiovasculares e mortalidade. Dessa maneira, ter artérias mais enrijecidas do que o esperado para pessoas da mesma idade significa ter uma idade cronológica maior.

Fontes: Camila Sacchelli Ramos, professora e coordenadora do curso de ciências biológicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Charlys Barbosa Nogueira, geriatra e presidente da SBGG-CE (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – seção Ceará); Jullyana Chrystina Ferreira Toledo Affonso, geriatra do Fleury Medicina e Saúde; Marcelo Valente, geriatra, professor da disciplina de geriatria da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) e da Santa Casa de São Paulo; e Maurício de Miranda Ventura, geriatra, presidente do Departamento Científico de Geriatria da APM (Associação Paulista de Medicina) e diretor técnico do serviço de geriatria do Hospital do Servidor Público Estadual (SP).

Informações Viva Bem UOL


Flávio Dino tenta atingir Arthur Lira politicamente após ofensiva da PF sobre seu assessor, afirma revista

Flávio Dino tenta atingir Arthur Lira politicamente após ofensiva da PF sobre seu assessor, afirma revista

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil.

A arrastada negociação entre o presidente Lula e o comandante da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para a entrada do grupo político do deputado, o Centrão, na base governista leva em consideração as tradicionais moedas de troca nesse tipo de transação: distribuição de cargos e liberação de recursos orçamentários. Longe dos holofotes, outro ponto pode ter peso decisivo no resultado final das conversas em curso: a investigação que apura se houve crimes de fraude em licitação e lavagem de dinheiro na compra de equipamentos de robótica por municípios alagoanos, inclusive com emendas indicadas por Lira.

Um dos assessores mais próximos do deputado foi alvo de uma ação da Polícia Federal, o que levou os advogados de Lira a pedirem a suspensão da investigação, sob a alegação de que o alvo verdadeiro, mesmo que oculto, era o próprio parlamentar. Por isso, o caso deveria tramitar não na primeira instância, como ocorria, mas no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Gilmar Mendes concordou com a tese e suspendeu a investigação. A vitória judicial momentânea não foi suficiente para acalmar totalmente o presidente da Câmara. As informações são da Revista VEJA.

Em conversas reservadas, ele culpa o ministro da Justiça, Flávio Dino, pela ofensiva da PF sobre seu assessor e alega que o objetivo é mesmo atingi-lo. Por enquanto, restringe as críticas a Dino e poupa Lula, dando ao presidente o benefício da dúvida. Hoje, Dino está no topo dos alvos da ira, das reclamações e das frituras do deputado, uma lista recheada de políticos de primeiro escalão.

Lira já se estranhou com o chefe da Casa Civil, Rui Costa, e com o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Os dois seriam responsáveis pela desarticulação da base governista na Câmara e não conseguiriam honrar os acordos políticos fechados, frustrando, assim, os deputados. Nas conversas com o Planalto, Lira também já deixou claro o interesse do Centrão de assumir o Ministério da Saúde, comandado por Nísia Trindade. Mais recentemente, seus aliados passaram a divulgar o sonho de comandar o Ministério do Desenvolvimento Social, que toca o Bolsa Família.

O Centrão quer a Saúde para controlar uma pasta bilionária, com atuação direta nos municípios e, por isso, com potencial de render dividendos eleitorais. No caso de Flávio Dino, o pano de fundo é outro, meramente pessoal: a raiva de Lira.

Créditos: VEJA.



BOMBA: economia recuou 2% em maio, indica 'prévia' do PIB do Banco Central

Foto: Reprodução/YouTube.

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central, considerado a “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), registrou recuo de 2% em maio na comparação com abril, informou o BC nesta segunda-feira (17).

O resultado foi calculado após ajuste sazonal – um tipo de “compensação” para comparar períodos diferentes.

Essa é a maior queda do IBC-Br desde março de 2021, quando foi registrada uma queda de 3,6%. O BC divulga apenas o dado, sem indicar motivações ou analisar o índice.

Em abril, a prévia do PIB tinha indicado um crescimento de 0,56% na economia.

Na comparação com maio do ano passado, informou o Banco Central, o indicador do nível de atividade registrou crescimento de 2,15%.

No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, o IBC-Br avançou 3,61% e, em doze meses até abril, apresentou crescimento de 3,43%. Nesse caso, o índice foi calculado sem ajuste sazonal.

PIB x IBC-Br

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

O indicador incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).

Já o IBC-Br do BC é um índice criado para tentar antecipar o resultado do PIB, mas os resultados nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais divulgados pelo IBGE.

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

Em junho, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano, o maior nível em seis anos e meio, para tentar conter a alta de preços.

Créditos: G1.



Foto: Agência Brasília/Divulgação
Em mais uma denúncia de escravidão envolvendo empregadas domésticas, a Justiça do Trabalho na Bahia negou indenização a uma mulher de 53 anos que, aos 7, teria começado a fazer os serviços da casa de uma família em Salvador. No total, ela passou mais de quatro décadas na residência, sem remuneração.

Autor da ação, o MPT (Ministério Público do Trabalho) vai recorrer da decisão, considerada “adequada” pela defesa da família e criticada por entidades de defesa dos direitos humanos.

A sentença foi publicada no começo do mês. “Em seu âmago, naquela casa, [ela] nunca encarnou a condição essencial de trabalhadora, mas de integrante da família que ali vivia, donde se infere que, sob o ponto de vista do direito, jamais houve trabalho e muito menos vínculo de emprego”, argumentou o juiz do caso, Juarez Dourado Wanderlei.

“É aquela velha história de dizer que a trabalhadora pertence ao seio familiar e, com isso, negar a ela seus direitos” Admar Fontes Júnior, coordenador estadual de enfrentamento ao tráfico de pessoas e ao trabalho escravo na Bahia

Ele diz que, enquanto os filhos naturais dos patrões estudaram até a graduação, a trabalhadora nem sequer aprendeu a ler e escrever.

De acordo com a ação movida pelos procuradores do MPT, a empregada doméstica foi entregue pelo próprio pai, quando ainda era uma criança, à família Cruz, para a qual trabalharia por 44 anos.

Ao longo desse período, além de fazer todo o serviço doméstico, ela também teria cuidado dos filhos dos patrões, em jornadas de até 15 horas diárias. Segundo o MPT, ela não tinha direito a férias nem a descanso semanal.

Em 2021, auditores fiscais do governo federal classificaram a situação como trabalho escravo. Na sequência, teve início o processo judicial movido pelo MPT.

A ação pedia que a trabalhadora recebesse os salários retidos ao longo de 44 anos de serviços prestados, além de benefícios nunca pagos, como FGTS, descanso remunerado e 13º. No total, o MPT cobrava uma indenização de R$ 2,4 milhões.

Segundo Admar Fontes, que acompanhou a empregada doméstica no dia da fiscalização e prestou assistência nos meses seguintes, “ela se assustou quando soube que o juiz não considerou que ela trabalhava na casa da família”.

Para o advogado Dielson Fernandes Lessa, que representa a família Cruz no processo, “a decisão restabelece a justiça neste momento”.

A família entende que foi vítima de uma calúnia, porque nunca existiu esse tipo de tratamento [trabalho escravo]. A relação entre a suposta vítima com a família é de mãe e filha, de pai e filha.”Dielson Fernandes Lessa, advogado, em entrevista por telefone à Repórter Brasil

Jornada exaustiva, forçada e degradante

Em 2021, Tatiana Fernandes, auditora fiscal do Trabalho, participou da operação de resgate da empregada doméstica.

“A lei configura o que é trabalho escravo de forma muito objetiva. Não é uma condição que os auditores fiscais interpretam”, afirma.


Nesse caso específico, a fiscalização apontou a presença de três elementos para caracterizar o trabalho escravo:

Jornada exaustiva, configurada pelo expediente de 15 horas diárias, com intervalos curtos entre um dia e outro, e sem direito a repouso e férias.

Condições degradantes, que também apareceram no relatório, segundo Fernandes. “Os direitos mais elementares não estavam preservados: ela não tinha liberdade, não tinha privacidade, não tinha como gerir a própria vida”, explica a auditora. A trabalhadora dormia em um quarto com os netos da patroa, de quem também chegou a cuidar, quando os filhos da dona da casa ficaram adultos. Mesmo as saídas ordinárias, como idas ao mercado ou à padaria, eram controladas — a trabalhadora ouvia reclamações se demorasse.

Trabalho forçado, situação identicada pelos auditores. “Ela não tinha a menor condição de sair daquela situação”, afirma Fernandes, já que a trabalhadora não tinha recursos financeiros para se manter fora da casa. Ela jamais teve conta bancária, por exemplo.

‘Afeto distorce relação’

Em depoimento à Justiça, a trabalhadora disse que “nunca foi maltratada”, “que não aconteceu nada na casa que não tenha gostado”, e que inclusive “retornaria para a casa [da patroa] a passeio”. As declarações foram usadas pelo juiz para determinar que a relação era familiar, e não de trabalho.

A decisão é criticada pela pesquisadora Marcela Rage, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Esse grupo é a única coisa que ela reconhece como família. É muito nítido como a ideia de afeto distorce a situação e retira a relação do trabalho do foco.”Marcela Rage, autora do mestrado “A invisibilidade do trabalho escravo doméstico e o afeto como fator de perpetuação“

Na avaliação de Marcela, o fato de a trabalhadora não ter vivenciado violências explícitas não quer dizer que ela não tenha sido vítima de outros tipos de privação.

Para Admar Fontes Júnior, o episódio não pode ser considerado um caso isolado.

“Todas as trabalhadoras domésticas que foram resgatadas relatam esse sentimento, que elas pertenciam ao seio familiar. Mas quando a gente pergunta mais detalhes, ouve que elas tinham um quarto nos fundos de casa, sem luz natural, não sentavam à mesa para comer com o restante dos moradores da casa e por aí vai”, ressalva.

Os resgates de trabalhadoras domésticas começaram a ficar mais frequentes no Brasil depois de 2017.

“Precisa ser feito um trabalho a nível institucional para tornar visíveis as engrenagens da exploração do trabalho doméstico. Precisamos desconstruir essa naturalização de que a casa é o lugar do afeto, caso contrário, vamos reiterar essa prática cruel”, conclui Marcela Rage, da UFMG.

Informações UOL


Nova decisão do STF prejudica servidores que não são concursados; ENTENDA

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil.

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou uma mudança que pode prejudicar servidores cujo ingresso não se deu por concurso público. Em suma, a decisão do STF se refere à forma pela qual estes trabalhadores se aposentam.

Para os ministros, os servidores que ingressaram no serviço público sem a aprovação em um concurso ou que adquiriram estabilidade à época da Constituição Federal de 1988 devem se aposentar pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS), popularmente conhecido como INSS.

Dessa forma, estes funcionários não terão direito aos benefícios dos servidores concursados, que se aposentam sob as regras do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). A decisão quanto ao caso foi unânime.

Contexto da decisão do STF

A ministra Rosa Weber, relatora do processo, pautou seu pronunciamento na consolidação da jurisprudência já estabelecida pelo STF. De acordo com ela, é necessário diferenciar a “estabilidade excepcional”, concedida pelo Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), da “efetividade”, adquirida por meio de concurso público.

O ADCT, que é um conjunto de normas presentes na Constituição Federal de 1988, visa regularizar a situação dos profissionais contratados para trabalhar no serviço público.

“Os empregados somente têm o direito de permanecer nos cargos que foram admitidos, porém, não são detentores das vantagens exclusivas dos ocupantes de cargo efetivo. Isso os impede de participar do regime próprio de previdência social”, decretou a ministra em seu voto.

Conforme a interpretação da Corte, a partir da Emenda Constitucional 20, de 1998, a associação ao Regime Próprio de Previdência Social é exclusiva aos servidores públicos civis que ocupam cargos efetivos.

Decisão já tem repercussão prática

Ainda que recente, a decisão já afetou um caso real, baseado em um Recurso Extraordinário do Instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins. O referido recurso questionava a conversão da aposentadoria de uma professora, contratada em 1978 sem concurso público, do RGPS para o RPPS.

A decisão ficou na responsabilidade do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que entendeu que a professora conquistou estabilidade por ter atuado por mais de cinco anos consecutivos no serviço público antes da promulgação da Constituição Federal de 1988. Com essa definição, isso significa que a decisão do STF poderá direcionar os julgamentos de casos semelhantes em todos os tribunais do Brasil.

Créditos: Seu Crédito Digital.


Pai e filha depredam hospital, agridem médica e levam paciente à morte no RJ

Pai e filha acabaram presos em flagrante após agredirem uma médica no Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, no Rio de Janeiro, durante a madrugada do último domingo (16/7).

Segundo informções do G1, o caso ocorreu após ambos exigirem atendimento, o que fez com que uma paciente em estado grave fosse a óbito na sala vermelha do hospital.

De acordo com a polícia, André Luiz do Nascimento Soares, que estava acompanhado da filha Samara Kiffini do Nascimento Soares, 23 anos, chegou ao hospital com um ferimento sem gravidade.

Funcionários pediram que ambos aguardassem atendimento e, insatisfeito com a demora, os dois quebraram a unidade de saúde e agrediram uma médica de plantão, que teve cortes internos na boca e precisou de cinco pontos. Além disso, invadiram a sala vermelha, reservada a pacientes graves.

“Diante dessa confusão, a médica que estava na sala de atendimento foi saber o que estava acontecendo. Foi ofendida, foi agredida, recebeu soco no rosto. Por causa desse soco, ele teve um corte na parte interna da sua boca, onde ela precisou tomar quatro ou cinco pontos. Ela cai no solo, ele chutou ela no chão junto com a sua filha, a Samara”, relatou o delegado Geovan Salomão Omena.

Segundo testemunhas, André ficava com as mãos para trás, supostamente portando uma arma. Um dos pacientes, que estava em estado grave, ficou sem monitoramento da equipe médica por causa do caos no hospital e, quando os profissionais chegaram até ele, já estava morto.

Ambos, pai e filha acabaram presos por homicídio doloso e podem responder por dano ao patrimônio público, além de desacato.

O delegado Geovan Omena considerou a situação inadmissível e chamou o ato de irresponsável. “É inadmissível uma conduta dessa onde, por uma situação banal, onde não houve ausência de atendimento, ele causou um dano patrimonial naquilo que é o pronto socorro das pessoas, onde salvam vidas. Eles tiraram a vida de uma pessoa por conta desse ato irresponsável”, afirmou.

Créditos: Metrópoles.


Milhares de mulheres e crianças da minoria yazidi foram escravizadas pelo grupo radical Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria há quase uma década; desde então, apesar de esforços para resgatá-las, muitas seguem desaparecidas.

Meninas Yazidi em um campo de refugiados — Foto: BBC

Meninas Yazidi em um campo de refugiados — Foto: BBC 

Em 2014, milhares de mulheres e crianças da minoria yazidi foram escravizadas pelo grupo radical Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria. 

Outros yazidis iniciaram uma operação de resgate quase imediatamente, mas hoje, quase uma década depois, a tarefa não está concluída. 

Em novembro de 2015, Bahar e seus três filhos pequenos foram vendidos pela quinta vez. 

Ela foi uma das muitas mulheres yazidis que foram feitas prisioneiras pelo EI quando o grupo entrou em seu vilarejo no distrito de Sinjar, no norte do Iraque, 18 meses antes. 

Os yazidis são uma minoria religiosa e étnica que vive no Iraque há mais de 6 mil anos, mas foram rotulados como “infiéis” pelo autodenominado Estado Islâmico. 

O grupo já havia levado o marido e o filho mais velho dela. Bahar acredita que os dois foram baleados e enterrados em uma vala comum. 

A mulher lembra como ela e algumas crianças estavam todas enfileiradas em uma sala, chorando porque pensavam que seriam decapitadas. A realidade é que elas estavam sendo vendidas. 

Foi quando o verdadeiro horror começou. 

Bahar Elias passou 18 meses como prisioneira e escrava do grupo autodenominado Estado Islâmico — Foto: BBC

Bahar Elias passou 18 meses como prisioneira e escrava do grupo autodenominado Estado Islâmico — Foto: BBC 

Bahar diz que teve que servir aos combatentes do EI, tornando-se propriedade deles. 

“Eu tinha que agir como se fosse sua esposa, sempre que eles quisessem. Eles poderiam me bater se quisessem.” 

Seus filhos tinham menos de 10 anos e também foram espancados. Sua filha foi atingida no rosto com a coronha de um rifle. 

Um de seus “proprietários” era um tunisiano chamado Abu Khattab. 

“Ficamos na casa dele, mas ele me emprestou para outras pessoas para que eu pudesse trabalhar como faxineira em outras duas bases do EI. Em todos esses lugares, eu fui trabalhar, fui limpar e eles me estupraram.” 

“E havia ataques aéreos o tempo todo. Os combatentes do EI corriam por toda parte, pegando armas ou se escondendo dos bombardeios. Foi um caos, foi pior que um pesadelo.” 

Um dia, quando Bahar e seus filhos estavam na casa de Abu Khattab, um carro com vidros escuros parou no local. O motorista estava vestido de preto e tinha uma longa barba — não parecia diferente de nenhum dos outros combatentes do EI. 

Bahar percebeu que estava sendo vendida novamente, junto com seus filhos. 

Oprimida com a situação, Bahar gritou com o homem para matá-la. Ela simplesmente não aguentava mais. 

Mas o que aconteceu a seguir mudou tudo. 

Um resgate cinematográfico

Enquanto se afastavam, o motorista lhes disse: “Vou levá-los para outro lugar”. 

Bahar não sabia o que estava acontecendo e nem se deveria confiar no homem. Ela começou a ficar ansiosa. 

O homem passou o telefone para Bahar: era a voz de Abu Shuja, um homem conhecido por coordenar o resgate de muitas mulheres e crianças. Ela percebeu que o motorista comprou ela e seus filhos para que pudessem ser resgatados. 

Bahar foi levado para um canteiro de obras em algum lugar perto de Raqqa, na Síria. Eles a deixaram lá e disseram que um homem viria. 

A palavra-código seria “Sayeed”, e ela deveria ir embora com o homem. 

E assim foi: alguém chegou de moto e pronunciou a palavra. 

Ele disse a Bahar para subir na motocicleta com seus filhos e acrescentou: “Ouça, estamos em território do EI, há postos de controle. Se eles perguntarem algo, não diga uma palavra para que eles não reconheçam seu sotaque yazidi.” 

Bahar diz que o homem os levou para sua casa: “Eles foram tão gentis conosco lá, pudemos tomar banho, eles nos deram comida e analgésicos e nos disseram ‘Vocês estão seguros agora’”. 

Outro homem tirou fotos de Bahar e seus filhos e enviou as imagens para Abu Shuja, para se certificar de que eram as pessoas certas. Então, por volta das 3h da manhã, eles acordaram a família, dizendo que era hora de se mudar novamente. 

O dono da casa onde eles estavam hospedados deu a Bahar a carteira de identidade de sua mãe e disse a ela que, se alguém perguntasse algo, ela deveria dizer que estava levando o filho ao médico. 

“Passamos por vários postos de controle do EI, mas eles não nos pararam em nenhum deles.” 

Por fim, chegaram a uma cidade na fronteira entre a Síria e o Iraque, e Bahar foi recebida por Abu Shuja e seu irmão. 

“Eu estava à beira do colapso”, diz ela, “não me lembro de muito além disso.” 

Mais de 6.400 mulheres e crianças yazidis foram vendidas como escravas depois que o EI capturou Sinjar. Outros 5 mil yazidis foram mortos no que a ONU chamou de genocídio. 

Abril de 2023: Bahar e seus três filhos seguram fotos de seus parentes desaparecidos — Foto: BBC

Abril de 2023: Bahar e seus três filhos seguram fotos de seus parentes desaparecidos — Foto: BBC 

Abu Shuja, que coordenou o resgate de Bahar, não era o único a se preocupar com mulheres e crianças sequestradas pelo EI. 

O empresário Bahzad Fahran, que vivia fora das áreas controladas pelo EI, montou um grupo chamado Kinyat para resgatar mulheres e crianças yazidis e relatar os crimes dos combatentes do EI. 

Kinyat soube que os combatentes do EI estavam comprando e vendendo online mulheres yazidis sequestradas, principalmente por meio do Telegram. 

“Nós nos infiltramos nesses grupos com nomes emprestados ou usando nomes de membros do EI”, diz Bahzad. 

Ele aponta para as impressões de conversas do Telegram que pendurou em suas paredes. Um deles está em inglês e promove uma menina à venda: “12 anos, não é virgem, muito bonita”. 

Custou U$ 13 mil (cerca de R$ 63 mil) e foi vendida em Raqqa, na Síria. Então ele me mostrou a foto da garota posando sugestivamente em um sofá de couro. 

O futuro geral dos yazidis permanece incerto. 

“Os yazidis estão sob ataque há muitos séculos, e muitos da população muçulmana ainda acreditam que eles devem se converter ou morrer”, diz Haider Elias, chefe de uma das maiores organizações de apoio aos yazidis, Yazda. 

“É por isso que acreditamos que o EI não representa nem o quadro completo nem o fim disso , e isso é um grande temor para os yazidis.” 

Dos 300 mil yazidis que fugiram do EI deixando suas casas em Sinjar, quase metade – incluindo Bahar – continua vivendo em acampamentos na região curda do Iraque. 

Eles não podem voltar para suas casas no distrito de Sinjar porque ele foi quase completamente destruído. Além disso, sua posição estratégica na fronteira Iraque–Síriatornou-se um território perigoso, onde as milícias que vieram para combater o EI lutam entre si para alcançar a supremacia. 

Elias diz que a comunidade tem medo de sofrer outro massacre a qualquer momento e, por isso, muitos yazidis estão emigrando. 

“Para eles, a sensação de segurança é muito importante. É um grande tema. Eles não se sentem seguros.” 

Comprar a liberdade de Bahar custou cerca de US$ 20 mil (cerca de R$ 97 mil). Ela está agora com 40 anos, mas parece mais velha. A maior parte do cabelo, que fica sob o véu, está grisalha. 

Ela vive no acampamento há oito anos desde seu resgate. Sentada em um colchão fino no chão de sua barraca, ela puxa uma pasta de plástico com fotos de seus parentes desaparecidos. 

Bahar olha as fotos de seu marido e filho mais velho, supostamente mortos pelo Estado Islâmico — Foto: BBC

Bahar olha as fotos de seu marido e filho mais velho, supostamente mortos pelo Estado Islâmico — Foto: BBC 

Bahar tem estado muito doente – física e mentalmente -, sem saber o que aconteceu com o marido ou o filho mais velho. Ela também está lidando com o trauma de ter sido estuprada em várias ocasiões. 

Seus filhos permanecem consigo, mas ela diz que eles ainda estão em estado de choque e ansiosos o tempo todo. 

“Minha filha tem ferimentos devido aos espancamentos que sofreu”, diz ela. 

“Tenho que continuar lutando e continuar. Mas agora, e do jeito que as coisas estão, somos como mortos-vivos.”

Informações BBC


O acordo – negociado pelas Nações Unidas e pela Turquia em julho passado – visava aliviar uma crise global de alimentos, permitindo que os grãos ucranianos bloqueados pelo conflito Rússia-Ucrânia sejam exportados com segurança.

Navio carrega grãos após sair do porto da Ucrânia — Foto: Serhii Smolientsev/REUTERS

Navio carrega grãos após sair do porto da Ucrânia — Foto: Serhii Smolientsev/REUTERS 

Um acordo que reduziu os preços de alimentos em mais de 20% globalmente deve expirar na terça-feira (18), informou a Rússia. 

O pacto – negociado em julho de 2022 – visava aliviar uma crise global de alimentos, permitindo que os grãos ucranianos bloqueados pelo conflito Rússia-Ucrânia fossem transportados pelo Mar Negro com segurança. 

A invasão na Ucrânia em fevereiro de 2022 fez com que os preços globais dos grãos disparassem. Dessa forma, o pacto buscava reduzir o preço dos produtos, segundo a Organização das Nações Unidas. 

A parceria é importante porque a Ucrânia e a Rússia estão entre os maiores exportadores de commodities do mundo e impactam no preço de produtos mundialmente. 

Quase 33 milhões de toneladas métricas de milho, trigo e outros grãos foram exportados pela Ucrânia. Sob o acordo, o último navio deixou a Ucrânia no domingo. 

Os russos ameaçaram sair do pacto porque suas demandas para melhorar suas próprias exportações de grãos e fertilizantes não foram atendidas. A Rússia também reclamou que não chegavam grãos suficientes aos países pobres. 

A Rússia notificou oficialmente a Turquia, a Ucrânia e as Nações Unidas de que é contra a extensão do acordo de exportação de grãos do Mar Negro, informou a agência de notícias RIA nesta segunda-feira, citando a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova. 

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou a repórteres que os acordos do Mar Negro deixaram de ser válidos hoje. 

Ele disse que a decisão de não renovar o acordo não está relacionada a um ataque noturno na ponte entre a Rússia e a Crimeia, que ele chamou de “ato terrorista” e culpou a Ucrânia. 

Os militares ucranianos sugeriram que o ataque poderia ser algum tipo de provocação da própria Rússia, mas a mídia ucraniana citou fontes não identificadas dizendo que o Serviço de Segurança da Ucrânia estava por trás do incidente. 

“Assim que a parte russa dos acordos for cumprida, o lado russo retornará à implementação deste acordo, imediatamente”, acrescentou Peskov.

Informações G1


Foto: Reprodução/Vem Ver Cidade

Duas pessoas morreram no início da noite deste domingo (16), após se envolverem em um acidente de trânsito na BA-120, trecho que liga os municípios de Valente e Santaluz.

De acordo com o Portal Calila Notícias, parceiro do Acorda Cidade, as vítimas estavam a bordo de uma motocicleta, quando foram atingidas por um veículo modelo RAV4 da Toyota.

Ainda segundo o Portal, o condutor do veículo é um médico que estava seguindo para a cidade de Santaluz, onde daria plantão.

Uma das vítimas foi identificada como ‘Roque Pisos’, que trabalhava como pedreiro. Já a segunda pessoa, era a irmã, que não teve o nome divulgado.

*Acorda Cidade