
O Magazine Luiza teve um prejuízo líquido de pouco mais de R$ 390 milhões de janeiro a março deste ano. O valor é mais que o dobro dos R$ 160 milhões registrados no mesmo período de 2022. Esse é o quinto prejuízo trimestral consecutivo e o maior tombo da varejista desde 2011, quando abriu capital e entrou para a bolsa de valores. O balanço foi divulgado na segunda-feira 15.
Conforme a companhia, o resultado foi influenciado pelo efeito das despesas financeiras. O mercado já estimava uma perda decorrente das pressões da alta da taxa de juros sobre o financeiro, mas o prejuízo ficou acima de estimativas de equipes de análise do mercado financeiro.publicidade
As vendas totais, incluindo lojas, estoque próprio no on-line e o marketplace, alcançaram R$ 15,5 bilhões, avanço de 10% no período.
Considerando a plataforma digital, a companhia registrou alta de 20% nas vendas de lojistas parceiros e de 6% nas vendas de mercadorias da própria rede.
Por conta da expansão de quase 20% na plataforma, entre janeiro e março, pela primeira vez a companhia alcançou vendas no marketplace, em valor (R$ 4,3 bilhões) acima do registrado nos pontos físicos (R$ 4,2 bilhões).
A receita líquida do grupo atingiu R$ 9,1 bilhões, aumento de 3,5%. A rede cita o efeito da volta do chamado Difal — diferencial de alíquota de ICMS nas vendas interestaduais —, que fez com que as deduções sobre a receita bruta subissem de 17% para 20%. Isso afeta de forma significativa a margem bruta de mercadorias.
Essa diferença poderia começar a ser cobrada a partir de 2023, por determinação do Supremo Tribunal Federal. O Difal é cobrado nas operações interestaduais destinadas ao consumidor desde 2015. Acontece que, em 2021, o STF entendeu que era preciso lei complementar que o regulamentasse e algumas empresas conquistaram decisões favoráveis ao não pagamento. Em 2022, o STF determinou a cobrança a partir deste ano.
Considerando os resultados do varejo já apresentados, o Mercado Livre segue se descolando das outras plataformas em expansão das vendas totais on-line no Brasil, num movimento que ganhou força após 2022.
A companhia teve alta nas vendas totais de 28%. No Magazine Luiza, o avanço no on-line foi de 11% e na Via — dona das Casas Bahia — houve queda de 6%.
Informações Revista Oeste

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou a liminarconcedida em setembro do ano passado eliberou o pagamento do piso nacional da enfermagem. Na decisão de segunda-feira 15, o ministro, no entanto, estabeleceu ressalvas, determinando que Estados e municípios devem pagar o piso nacional da enfermagem nos limites dos valores que receberem do governo federal.
A decisão foi tomada depois que o governo Lula sancionou a Lei 14.581/2023, que destinou R$ 7,3 bilhões para o pagamento do piso, fixado em R$ 4,7 mil para enfermeiros, R$ 3,3 mil para técnicos e R$ 2,3 mil para auxiliares e parteiras.
Em setembro, alegando a possibilidade de um colapso no setor público e privado de saúde, por não haver previsão de recursos orçamentários no Sistema Único de Saúde (SUS) para elevar os salários e eventuais demissões nos hospitais particulares, Barroso atendeu a pedido da Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde) e suspendeu a vigência da Lei 14.434/2022, sancionada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em agosto.
“Verifica-se que a medida cautelar deferida nestes autos cumpriu parte do seu propósito, já que mobilizou os Poderes Executivo e Legislativo a destinarem os recursos necessários para custeio do piso salarial pelos entes subnacionais e entidades filantrópicas”, disse o ministro, na decisão.
A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) afirma que nem mesmo os R$ 7,3 bilhões serão suficientes para pagar o piso. Segundo a entidade, apenas para os municípios o custo seria de R$ 10,5 bilhões e ressalta que a verba destinada agora para o governo é apenas para 2023, sem garantia para os anos seguintes.
Considerando a insuficiência de recursos, Barroso entendeu, na decisão de segunda-feira, que Estados e municípios não estão obrigados a cumprir integralmente a lei. “Assim, em relação aos Estados, Distrito Federal e municípios, bem como às entidades privadas que atendam, no mínimo, 60% de seus pacientes pelo SUS, a obrigatoriedade de implementação do piso nacional só existe no limite dos recursos recebidos por meio da assistência financeira prestada pela União para essa finalidade”, escreveu.
No caso de profissionais da rede hospitalar privada, Barroso entendeu que, diante do risco de demissões, o piso também deve ser pago aos profissionais, mas poderá ser negociado coletivamente entre empresas e sindicatos da categoria.
“Ao permitir tão somente que o valor previsto pelo legislador nacional possa ser suplantado por previsão em sentido diverso eventualmente constante de norma coletiva, implementa-se a lei em favor da integralidade da categoria e, ao mesmo tempo, evitam-se os riscos de demissões e fechamento de leitos”, escreveu o ministro.
Para os profissionais que trabalham para o governo federal, o piso deverá ser pago integralmente, conforme lei de criação da medida.
Dados do Conselho Federal de Enfermagem contabilizam mais de 2,8 milhões de profissionais no país, incluindo 693,4 mil enfermeiros, 450 mil auxiliares de enfermagem e 1,66 milhão de técnicos de enfermagem.
Informações Revista Oeste
Desarticulação da base do governo no Congresso tem origem na disputa por verbas do orçamento

Em Brasília, há sempre uma resposta simples para perguntas complexas. Quem é o culpado da desarticulação da base governista no Congresso? O ministro Rui Costa. Por que existe na Casa Civil uma fila de quase 200 nomes indicados pelos partidos para cargos nos ministérios? A demora de Rui Costa. Por que o governo Lula demorou quatro meses para empenhar as emendas dos parlamentares? Rui Costa. De quem foi a ideia de baixar um decreto para mudar regras do Marco do Saneamento, aprovadas pelo Congresso em 2020? Rui Costa! Quem estava com Lula quando ele decidiu assinar a Ação Direta de Inconstitucionalidade contestando no Supremo Tribunal Federal trechos da privatização da Eletrobras? Rui Costa. E por que os ministros do governo Lula batem cabeça e agem de modo descoordenado? Lógico que a resposta é… Rui Costa.
Governador da Bahia por oito anos, com experiência de menos de dois anos na Câmara dos Deputados em 2011 e 2014, Costa chegou a Brasília com poucos amigos. Quatro meses depois, não fez nenhum novo amigo e perdeu os poucos que tinha.
Brigou com o padrinho Jaques Wagner, que criticou a nomeação da mulher do ministro ao Tribunal de Contas do Estado, trombou com Fernando Haddad na reoneração do PIS/Cofins, atropelou o União Brasil ao vetar a indicação do adversário local Elmar Nascimento ao ministério, bateu de frente com Gleisi Hoffmann nas indicações para o Conselho de Administração da Petrobras, irritou a primeira-dama Janja da Silva ao argumentar que ela não deveria ter um cargo formal no governo e se desentendeu com praticamente todos os colegas de Ministério com a demora da Casa Civil na nomeação dos indicados aos cargos em comissão, que por lei só são efetivadas depois do aval da Casa Civil. O decreto do Executivo mudando o Marco do Saneamento (e que causou a maior derrota do governo Lula até aqui) tem motivos paroquiais. Só saiu para impedir que a prefeitura de Salvador, do União Brasil, abra licitação de concessão de água e esgoto independente da companhia de saneamento da Bahia, do governo do PT.
Nesta semana, todos os dedos de acusação sobre o início tumultuado da gestão Lula apontavam para Rui Costa. Irritado por não ter sido avisado da indicação de Gabriel Galípolo ao Banco Central, o cordato presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, deixou Costa aguardando na sala de espera do gabinete. Sem ser recebido por Pacheco, Costa fez reunião com alguns líderes no Senado para tentar convencê-los a não aprovar o decreto legislativo que limita o poder do governo de mudar o Marco do Saneamento. Na prática, não avançou em nada, mas no dia seguinte, deu entrevista à Andréia Sadi, da Globonews, em tom mais humilde:
“Temos que reconhecer um erro nosso. Eu tinha pedido duas ou três vezes que nós fizéssemos antecipadamente uma reunião com os líderes para apresentar o decreto (do saneamento) e, pelo excesso de trabalho e pela agenda dos parlamentares (da Câmara), nós não conseguimos fazer essa reunião com antecedência. E permitiu que a desinformação tomasse conta. Estamos corrigindo isso agora no Senado e, de forma antecipada, reunindo com os líderes”. Na mesma entrevista, Costa reconheceu atrasos na liberação das emendas.
Tudo ia bem na entrevista, até Costa justificar a decisão de Lula de recorrer ao STF contra as regras da privatização da Eletrobras, aprovada na Câmara e no Senado, porque o leilão tinha “um cheiro ruim de falta de moralidade”. O projeto da privatização (que de fato teve regras esdrúxulas) teve como relator Elmar Nascimento, que ocupa ao mesmo tempo o cargo de líder formal dos 59 deputados do União Brasil e de porta-voz informal dos 200 deputados do Centrão na Câmara. O União Brasil é o maior problema da base do governo Lula. Apesar de ter três ministérios (Comunicações, Integração Regional e Turismo), não entrega nem 30 votos ao governo. Era a hora de provocar o líder do partido? Não.
Ao longo da semana, a possibilidade de demissão de Costa passou a ser falada em voz alta. Circulavam os nomes de Fernando Haddad, Jaques Wagner e Alexandre Padilha como eventuais substitutos. Na quinta-feira, sabendo do ataque especulativo, Lula elogiou Costa em discurso na Bahia. “O Rui toma conta do governo. Tudo o que vai para mim passa pelo Rui primeiro”, disse Lula. No mesmo discurso, numa comparação que o presidente considera elogiosa, Lula disse que Costa é sua “Dilma de calças”.
A relação do governo Lula com o Congresso tem problemas conjunturais e estruturais. Os conjunturais são a demora de o novo governo entrar no ritmo depois de herdar terra arrasada da gestão anterior. O governo Bolsonaro deixou de pagar mais de R$ 1 bilhão em emendas individuais que só agora começaram a ser quitadas. No total, foi autorizado o pagamento de R$ 1,3 bilhão neste ano, mas entre o empenho e a liberação vai-se um tempo. Enquanto esse dinheiro não chegar nas prefeituras, o humor dos deputados não melhora.
Esta é só a ponta do iceberg. Estruturalmente, o Congresso de 2023 tem mais poder do que nos oitos anos dos dois mandatos de Lula e por isso a distribuição de ministérios não funciona mais.
Desde 2015, os congressistas se deram o direito de distribuir emendas individuais, por bancada e, finalmente, através do famoso orçamento secreto. Isso assegurou aos congressistas o direito de distribuir mais de R$ 30 bilhões do orçamento sem interferência do governo. Os amigos de Arthur Lira e Rodrigo Pacheco chegaram a ter cada um quase R$ 100 milhões em emendas para dispor como quisessem. Os inimigos, R$ 20 milhões. De qualquer modo, sem precisar telefonar de joelhos para nenhum ministro, os congressistas decidiam qual prefeitura iria ganhar quanto para qual obra. Esse sistema de vereadores federais aumentou o índice de reeleição dos deputados de 53% para 60% no ano passado.
A decisão do STF de considerar o Orçamento Secreto ilegal impede o esquema de distribuição sigilosa continuar, mas não o desejo dos congressistas de manter o seu poder. Enquanto o governo Lula não criar um sistema substituto de compartilhamento de parte do Orçamento com os congressistas, ele vai seguir acuado.
Existem ainda dois agravantes. O primeiro é a personalidade de Arthur Lira, que sob Bolsonaro operava como um primeiro-ministro e ainda não se acostumou com os novos tempos. Nos tempos de Bolsonaro, a principal assessora de Lira, Mariângela Fialek, a “Tuca”, chegava ao gabinete da ministra Flávia Arruda com uma tabela Excel com os nomes dos deputados que deveriam receber as emendas. Sob Bolsonaro, o que Tuca dizia era ordem. No governo Lula, Tuca não consegue sequer despachar com o ministro Alexandre Padilha.
Como ressaltou o cientista político Sérgio Abranches em entrevista a O Globo, há um aspecto institucional. Os partidos hoje são mais divididos e com lideranças pulverizadas. Isso significa que, ao contrário do que ocorria nos governos FHC e Lula, um ministro não representa mais uma bancada de 60 deputados, mas no melhor dos casos uma ou duas dúzias de deputados. Disse Abranches:
“O engano foi imaginar que o único problema do Orçamento Secreto era a falta de transparência, quando a questão mais crítica é a entrega de nacos cada vez maiores do orçamento para quem só quer beneficiar a própria base. O ecossistema legislativo se tornou mais adverso. Não adianta dar ministério, nisso Lira tem razão, porque todo mundo está na expectativa de ter emenda.”
“No atual momento, estamos numa transição na qual não há solução boa. O governo só consegue aprovar medidas negociadas caso a caso, compartilhando a decisão com os presidentes da Câmara e do Senado, que também ficaram com menos poder.”
Centralizador, direto no trato no limite da grosseria e operando mais como um cumpridor de ordens do presidente do que um coordenador de ministros, Costa merece parte das críticas que recebe. Age na Casa Civil como se fosse um governador, sem dar satisfações aos colegas e numa postura com o Congresso de quem no cargo anterior tinha controle total sobre os deputados. Como no famoso axioma do jornalista americano H. L. Mencken, contudo, todos os problemas complexos têm respostas simples. E erradas. Costa é o alvo porque os mesmos políticos que o atacam não têm solução fácil. Bolsonaro resolveu terceirizando parte do seu governo para Arthur Lira. Lula não vai fazer isso, mas enquanto não achar uma alternativa vai se manter minoritário no Congresso.
Informações Veja
Comunidade internacional e pesquisadores brasileiros criticaram pesquisa com peça contrabandeada. Pesquisador alemão reconhece problema com origem do fóssil, mas diz não ter culpa. ‘Não somos profissionais do direito’, afirmou Marcos Schade ao g1.

Novos detalhes sobre um dinossauro que viveu no Nordeste do Brasil foram revelados por cientistas alemães e franceses. Eles analisaram um fóssil que está no acervo de um museu na Alemanha: uma tomografia do crânio do Irritator Challengeri permitiu que a equipe internacional afirmasse que o animal era um caçador mais rápido e mais versátil do que se imaginava anteriormente.
Mas a divulgação desta pesquisa também motivou um novo capítulo do debate sobre ética na ciência, já que a retirada de fósseis do Brasil é ilegal. O crânio deste exemplar foi contrabandeado nos anos 1990 e foi levado para o Museu Estadual de História Natural de Stuttgart.
Em 8 tópicos, entenda os principais pontos da pesquisa e da polêmica que ela levantou:
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Imagem digital de como seria o dinossauro anfíbio Irritator challengeri — Foto: Reprodução/Olof Moleman
O contrabando de fósseis estar longe de ser inédito ou mesmo coisa do passado. Mesmo hoje em dia há relatos de retirada de peças que podem valer mais de uma centena de milhares de dólares. O caso mais conhecido é o do fóssil Ubirajara Jubatus. Ele também foi levado para a Alemanha, em meados de 1995, e está no Museu Estadual de História Natural de Karlsruhe.
Só em julho do ano passado, dois anos depois de o Ministério Público Federal instaurar um inquérito para investigar a saída do fóssil do país, as autoridades alemãs consentiram em devolvê-lo para o Brasil. No entanto, isso ainda não foi feito e não há uma data oficial divulgada para a repatriação.
Juan Cisneros, paleontólogo da Universidade Federal do Piauí, explica que os fósseis são recursos, com importância histórica, cientifica e cultural.
“Ele poderia ter enriquecido a bagagem da nossa ciência, gerado turismo e movimentado a economia local”, avalia Juan Cisneros.
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Reprodução dos ossos do crânio do Irritator challengeri impressos por uma impressora 3d — Foto: Reprodução/Twitter/Olof Moleman
Não é por acaso que seu nome científico remete a palavra ‘irritante’. O relato conhecido é que, quando o fóssil foi contrabandeado, ele tinha uma aparência de estar bastante completo e bem preservado. No entanto, depois de uma análise cuidadosa, parte das estruturas do fóssil se revelaram uma fraude.
Os contrabandistas reconstruíram partes faltantes do crânio para dar a impressão de que a peça estava mais íntegra, o que aumentaria o valor a ser pago por ela. Ao descobrirem a farsa, os cientistas se irritaram e assim o nome foi cunhado.
Ao g1, o principal autor da pesquisa Marcos Schade contou que um focinho alongado e uma crista acima dos olhos foram identificados como modelagem artificial quando o museu recebeu a peça. Ela já passou por diferentes limpezas, mas ainda foi possível encontrar traços de material enxertado mesmo na pesquisa mais recente.
“De fato, a partir de nossos dados de tomografia computadorizada, ainda encontramos alguns pequenos corpos estranhos, em torno do meio do crânio que parecem não pertencer àquele lugar. Não parece improvável que, em tempos anteriores, o gesso tenha sido incluído no fóssil, mas não podemos estabelecer com certeza a identidade dos corpos estranhos que encontramos”, disse.
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Reconstrução do crânio do Irritator challengeri feita com peças impressas por uma impressora 3D — Foto: Reprodução/Twitter/Olof Moleman
De acordo com Marco Schade, paleontólogo líder do estudo, uma das descobertas mais surpreendentes é que o Irritator teria uma mordida comparativamente fraca em relação a outros dinossauros da época, mas excepcionalmente rápida.
“(…) muitas mudanças anatômicas induzidas pela evolução explicam a aparência comparativamente bizarra desses dinossauros, que provavelmente eram especializados em capturar presas relativamente pequenas e ágeis”, explica Schade.
Além disso, a inclinação em 45° do focinho provavelmente foi um fator que facilitou um certo grau de visão tridimensional no campo de visão do animal.
A família do Irritator viveu em no período do Cretáceo, que se estendeu entre 145 e 65 milhões de anos atrás.
O Irritator provavelmente foi encontrado na Bacia do Araripe, localizada entre os estados do Ceará, Pernambuco e Piauí, que contém fósseis de animais e plantas que viveram há 110 milhões de anos. Não há indicação precisa do ponto de onde ele foi extraído pelos contrabandistas e o museu alemão não realizou pesquisas sobre o tema.
Nas redes sociais, a comunidade paleontóloga brasileira demonstrou indignação com o fato de o novo estudo trazer apenas algumas referências genéricas sobre os conflitos envolvidos na origem da peça. As críticas envolvem não só os pesquisadores alemães e franceses, mas também a revista científica, que aceitou a publicação de um artigo com uma declaração de ética que é considerada “bastante frágil”.
No texto, os autores “reconhecem o estado possivelmente problemático” do fóssil, mas tentam argumentar que a compra foi feita antes das restrições de exportação do regulamento brasileiro de 1990 (entenda mais abaixo).
Questionado pelo g1 sobre a questão, o pesquisador Marcos Schade afirmou ser “incapaz de avaliar com firmeza” as críticas feitas.
“Nossa declaração de ética visava acrescentar algumas informações básicas sobre a história do espécime e todo o assunto, conforme entendemos os aspectos mencionados. Pode valer a pena mencionar que nossas considerações sobre este tópico complexo não são congruentes em todos os detalhes e as nuances de divergências são diversas; temos que refletir sobre algumas das críticas que nos são feitas, mas no momento não podemos dizer”, justificou o pesquisador.
“Além disso, não somos profissionais do direito nem ocupamos posições cruciais, e outras avaliações, feitas por nós, de textos legais são irrelevantes para o assunto”, afirmou Schade.
Allysson Pinheiro, diretor do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, da Universidade Regional do Cariri (URCA), disse que existem várias tratativas em curso para reaver diversos fósseis brasileiros que estão espalhados em vários museus pelo mundo. No entanto, o processo é lento, burocrático e exige intermédio do Itamaraty.
Para o paleontólogo Juan, o Brasil tem que lutar pela repatriação e devolução do fóssil para o Ceará, para fortalecer os centros locais e a ciência nacional.
“Se for repatriado não tem que ir para algum museu em São Paulo ou Rio. É injusto para pessoas com tantos problemas sociais estarem em cima de uma riqueza tão grande e não usufruírem”, afirma Juan.
“Quando a gente cobra que esse fóssil deva ser repatriado, a gente está pedindo que simplesmente se respeite a Lei”, finaliza o paleontólogo.
Informações G1

Foto: Agência Petrobras
Nesta terça-feira (16), a Petrobras deve anunciar o fim da regra de reajuste do preços de combustíveis conhecida como política de paridade de importação (PPI). A informação é do jornal O Globo.
De acordo com o veículo, a nova política de preços também deve considerar os valores praticados no mercado externo. Mas também vai considerar custos locais de produção e margens de refino de cada região do país.
A Petrobras também deve divulgar novos valores para gasolina, diesel e gás de cozinha.
Gazeta Brasil

Foto: Reprodução
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai depor na tarde desta terça-feira (16) à Polícia Federal (PF) no âmbito da investigação de cartões de vacina da Covid-19. O depoimento está marcado para 14h.
A PF quer saber de Bolsonaro se ele tinha conhecimento dos cartões de vacina no nome dele e de familiares, como a filha de 12 anos e da mulher, ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Na Operação Venire, que investiga essas supostas fraudes, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de Bolsonaro e apreendeu seu celular.
CNN

O mês de maio, Maio Roxo, traz como alerta o aumento de cerca de 15 por cento ao ano no número de casos de doenças inflamatórias intestinais, conforme Associação de Proctologia. Em Feira de Santana, nos últimos três anos, o coloproctologista e médico cirurgião, Dr. Eugênio Ramalho, afirma que passou a verificar esse aumento de pacientes com doenças desta natureza em seu consultório. De 2019 para cá, na verdade, o índice chega a ser maior, pois, costumava atender semanalmente entre duas ou três pessoas com inflamações do trato intestinal. Atualmente, no mínimo, a agenda conta com 10 pacientes toda semana.
O dia 19 de maio é o Dia Mundial das Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) e, portanto, como salienta o especialista, uma ótima oportunidade para lembrar à população como um todo que, de acordo com a Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn, cerca de 10 milhões de pessoas ao redor do mundo são afetadas pela doença e a incidência vem aumentando também no Brasil, ou seja, se faz urgente conter ou minimizar esta enfermidade. O estresse da vida moderna, a alimentação pobre em vegetais, frutas, verduras, sementes. Em contrapartida, rica em gorduras saturadas, ou seja, em alimentos originários de fastfoods como frituras, pizzas, batata frita, “alimentos ultraprocessados, previamente preparados com estabilizantes, conservantes, comidas processadas, congeladas, à base de margarina, gordura vegetal, a falta de atividade física, são fatores que potencializam o surgimento destas doenças e o aumento dos casos”, frisou o cirurgião Eugênio Carvallho.
As duas principais doenças inflamatórias que envolvem o trato instestinal são a Colite Ulcerativa, que provoca inflamação de longa duração e feridas, as chamadas úlceras no revestimento interno do intestino grosso, ou seja, cólon, e também no reto; bem como a Doença de Crohn. E Este tipo de DII é caracterizado pela inflamação do revestimento do trato digestivo, que muitas vezes se espalha profundamente nos tecidos afetados e precisa ser rapidamente diagnostica e tratada. Trata-se, inclusive, de uma doença que geralmente acomete jovens entre 15 e 40 anos de idade e, depois, em um segundo pico, entre os 60 e 70 anos. “Mas é preciso ficar atento aos sinais, aos sintomas, pois, mesmo sendo mais comum nesses períodos, qualquer pessoa pode ser acometida”, alertou Dr. Eugênio Ramalho.
Os sintomas da DII variam, dependendo da gravidade da inflamação e onde ela ocorre. Os sintomas podem variar de leve a grave. É provável que a pessoa tenha períodos de doença ativa seguidos por períodos de remissão. Os sinais e sintomas comuns à doença de Crohn e à colite ulcerativa incluem a diarreia, febre, fadiga, dor abdominal e cólicas, sangue nas fezes, apetite reduzido e perda de peso não intencional. “É importante a gente lembrar que esses sintomas podem vir isolados ou não. Vamos ficar atentos e buscar um profissional imediatamente. Quanto antes um diagnóstico e tratamento precoce, melhor”, lembra o coloproctologista. De acordo Dr. Eugênio Ramalho, a mudança no estilo de vida das pessoas acometidas por problemas no trato intestinal é, sem dúvida, o melhor caminho para melhorar o quadro desses pacientes, incluindo boa alimentação, descartando alimentos ultraprocessados, e adotando a prática de exercícios. É importante também evitar o tabagismo e controlar a obesidade desde a infância.

O prefeito Colbert Filho recebeu dirigentes da Associação Desportiva, Recreativa e Cultural (Associação FSA), na manhã desta segunda-feira (15), no Paço Municipal Maria Quitéria.
O objetivo da visita foi apresentar ao chefe do Executivo Municipal o projeto social com jovens de bairros carentes da cidade, no qual é oferecida gratuitamente formação técnica em futebol.
“O projeto existe há sete anos e já atendemos mais de mil jovens na faixa etária dos 9 a 17 anos. Nesse período, tivemos algumas revelações, como um jovem que hoje joga nos Emirados Árabes [país do Oriente Médio]”, disse o gestor técnico da Associação FSA, Jaderson Barbosa.
Outros atletas jogam no Santos, Corinthians, Flamengo, Fluminense do Rio, Bahia, Vitória e no Atlético Mineiro.
“Nossa proposta é assegurar formação humana através do esporte, criando oportunidades”, acrescentou o vice-presidente da associação, o médico José Adson Rubem, que falou da intenção do grupo em transformar o FSA Esporte Clube em um time profissional.
Além do futebol, o projeto também contempla outras modalidades, como futsal, handebol, karatê, basquete e até mesmo futebol para deficientes visuais.
“Reconheço a qualidade e os passos cuidadosos desse projeto”, destacou o prefeito, revelando o interesse do Governo Municipal em apoiar as ações desenvolvidas pela Associação FSA.
Acompanharam a visita o secretário municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Jairo Carneiro Filho; o diretor de Esportes, Emerson Brito; o procurador Augusto Graça Leal; o presidente da Agência Reguladora, Carlos Alberto Moura Pinho; e o vereador Zé Curuca.

Em fevereiro deste ano, a Prefeitura Municipal de Feira de Santana interditou a Lagoa do Geladinho, situada do Parque Radialista Erivaldo Cerqueira, bairro Baraúnas. A motivação foi causada pela presença do vibrião colérico, bactéria causadora da cólera, nas águas da lagoa e possível contaminação dos peixes que habitam no local.
Já no mês de abril, o Comitê de Enfrentamento e Ações de Combate à Cólera esteve reunido para atualização da investigação e análise dos resultados de amostras realizadas.
O laudo enviado pela Fundação Oswaldo Cruz- Fiocruz, no Rio de Janeiro, detectou que o vibrião colérico não tem potencial para liberar a endotoxina capaz de causar a cólera. Sendo assim, não há risco de desenvolvimento da forma grave da doença, que pode gerar choque hemorrágico e convulsões.
Em entrevista ao Acorda Cidade, a médica infectologista Melissa Falcão informou que mesmo não sendo detectado o tipo que causa a cólera, foi percebido um índice de contaminação por outras bactérias.
“Foi identificado vibrião colérico na lagoa, mas após análise da Fiocruz, mostrou-se que esse tipo de que foi identificado, não é o tipo que causa a cólera, não causa risco à saúde, mas apesar de não ter detectado o causador da cólera, foi percebido o índice de contaminação muito grande por outras bactérias também levando a risco à população”, afirmou.
Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade

Um homem foi detido após ser flagrado pulando o muro da Escola Municipal Rosa Maria Esperidião Leite, no distrito de Matinha, em Feira de Santana, na última sexta-feira (12).
Segundo informações obtidas pelo prefeito Colbert Martins Filho, o homem estava em busca de uma estudante de apenas 12 anos de idade. O invasor foi detido e após ser liberado gravou um vídeo com ameaças.
“Ele saltou o muro da frente, não estava armado. Ele falou abertamente que foi pegar uma menina dentro da escola. Isso foi pela manhã, por volta das 8h, ficou dentro na área da escola, atrás de uma janela, e foi uma confusão, uma gritaria. Depois ele pulou um muro do fundo que dá pra uma casa vizinha e mandaram chamar a guarda municipal, mas ele voltou pela tarde. Quando ele chegou a tarde, a polícia o prendeu e o levou para o Complexo de Delegacias, no bairro Sobradinho. Depois foi solto e gravou o vídeo dizendo que iria pegar essa menina de qualquer forma”, relatou o prefeito ao Acorda Cidade.
Colbert acredita que não há grau de aproximação ou parentesco entre o homem e a garota, mas a suspeita é que além de algum transtorno psicológico, o homem tinha interesse libidinoso pela garota. A ação gerou grande preocupação entre os pais e a comunidade escolar.
O gestor municipal afirmou que a segurança da escola foi reforçada e que há inclusive câmeras.
A rápida resposta das autoridades e da equipe da escola foi crucial para garantir a segurança dos estudantes. Ações preventivas e uma resposta rápida são fundamentais para prevenir incidentes semelhantes e proteger as crianças.
Outras ocorrências em escolas
O prefeito de Feira de Santana também informou que no mesmo dia também houve registros de ocorrências policiais em duas outras escolas da cidade. Na Escola João Durval Carneiro duas meninas foram flagradas com arma branca, que foi apreendida. Já na Escola Momento Lobato, uma estudante foi flagrada com maconha.