OpenAI prevê participação pública; decisão depende de aprovação no Congresso

Sam Altman, CEO da OpenAI | Foto: Reprodução/X
Sam Altman, CEO da OpenAI | Foto: Reprodução/X

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A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, está em discussões para conceder 5% de seu capital ao governo dos EUA, proposta apresentada pelo CEO Sam Altman a integrantes do governo Trump. A ideia é criar um fundo de investimento inspirado no Alaska Permanent Fund, permitindo que a população compartilhe os ganhos da inteligência artificial. Altman sugeriu que outras empresas do setor, como Anthropic, Google e Meta, também adotem essa prática, embora não haja confirmação.

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A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, discute a possibilidade de conceder uma participação de 5% de seu capital ao governo dos EUA. A proposta, ainda em estágio inicial, foi apresentada pelo CEO da empresa, Sam Altman, durante conversas com integrantes do governo do presidente Donald Trump, segundo informações publicadas pelo Financial Times.

A iniciativa prevê a criação de um veículo de investimento inspirado no Alaska Permanent Fund, fundo soberano que administra receitas do petróleo no Estado do Alasca. A ideia é que a participação acionária permita compartilhar com a população parte dos ganhos gerados pelo avanço da inteligência artificial. 

EUA poderiam ter outras adesões

Altman também teria sugerido que outras empresas americanas do setor, como Anthropic, Google e Meta, destinassem uma fatia semelhante de seu capital ao mesmo modelo, embora não haja indicação de que essas companhias pretendam aderir à proposta.

A OpenAI foi avaliada em US$ 852 bilhões depois de uma rodada de investimentos realizada em março de 2026. Com base nesse valor, uma participação de 5% corresponderia a aproximadamente US$ 42,6 bilhões. As negociações, no entanto, permanecem preliminares e qualquer acordo dependeria de aprovação do Congresso dos Estados Unidos.

Segundo o Financial Times, a proposta surge em meio ao aumento da atenção do governo americano sobre o desenvolvimento da inteligência artificial, impulsionado por preocupações relacionadas à segurança nacional, à competitividade tecnológica e à distribuição dos benefícios econômicos gerados pelo setor. Até o momento, a OpenAI e a Casa Branca não anunciaram qualquer acordo formal sobre a iniciativa.

Informações Revista Oeste


O WhatsApp anunciou uma das atualizações mais aguardadas pelos usuários: a criação de nomes de usuário (usernames), ferramenta que permitirá iniciar conversas sem a necessidade de compartilhar o número de telefone. A novidade será disponibilizada gradualmente nos próximos meses e representa uma das maiores mudanças de privacidade já implementadas pela plataforma.

Antes mesmo do lançamento oficial, o aplicativo já começou a liberar a reserva de nomes de usuário para evitar disputas por identificações iguais entre os usuários.

Como vai funcionar

Quando o recurso estiver disponível, os usuários que optarem por criar um nome de usuário poderão conversar com pessoas e empresas sem exibir o número de telefone no primeiro contato. Segundo o WhatsApp, a ferramenta foi desenvolvida para facilitar a comunicação com colegas de trabalho, vizinhos, participantes de grupos e contatos conhecidos em eventos, sem a necessidade de compartilhar informações pessoais.

Embora o número de telefone continue vinculado à conta, ele deixará de ser exibido para novos contatos quando o nome de usuário estiver ativado. A empresa também informou que não haverá um diretório público de usuários, sendo necessário conhecer o nome de usuário exato para iniciar uma conversa.

Mais privacidade

A novidade promete reforçar a privacidade dos usuários, reduzindo a exposição do número de celular em conversas com desconhecidos. A mudança aproxima o WhatsApp de plataformas como o Telegram e o Signal, que já oferecem sistemas semelhantes de identificação por nomes de usuário.

A Meta ainda não anunciou uma data específica para o lançamento global da funcionalidade, mas informou que a distribuição ocorrerá de forma gradual nos próximos meses.

*Bahia.ba
Foto: Rafael Henrique/SOPA Images


Dona do WhatsApp corta 10% da força de trabalho mundial e transfere outros 7 mil empregados para novos projetos tecnológicos

Logo da Meta, empresa que lidera como maior fornecedor das eleições de 2024
O CEO Mark Zuckerberg decidiu que o futuro da empresa depende exclusivamente do avanço da inteligência artificial | Foto: Artapixel/Pixabay 

A Meta vai demitir cerca de 8 mil funcionários nesta quarta-feira, 20. O corte atinge 10% de toda a força de trabalho da gigante da tecnologia, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp. O anúncio dos cortes ocorreu por meio de um comunicado interno enviado aos trabalhadores pela chefe de recursos humanos da companhia, Janelle Gale.

A onda de demissões coincide com uma reformulação profunda no modelo de negócios da corporação. O CEO Mark Zuckerberg decidiu que o futuro da empresa depende exclusivamente do avanço da inteligência artificial. A Meta planeja gastar entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões este ano para erguer centros de dados e enfrentar concorrentes de peso como o Google e a OpenAI.

Madrugada de cortes e transferência para IA

A direção da empresa ordenou que todos os funcionários trabalhem em regime de home office no dia das demissões. Os avisos de dispensa chegarão por e-mail a partir das 4 horas da manhã, no horário local de cada região. Os demitidos nos Estados Unidos terão direito a 16 semanas de pagamento base, além de duas semanas extras de salário para cada ano de serviço prestado na firma.

Ao mesmo tempo em que enxuga o quadro de pessoal, a Meta vai transferir 7 mil empregados sobreviventes para novas funções operacionais. O grupo vai integrar quatro novas divisões internas focadas na criação de aplicativos nativos de IA. Essa mudança esvazia de vez o metaverso, aposta anterior de Zuckerberg que naufragou e gerou demissões em massa no ano passado.

Protestos internos e o ‘elefante na sala’

As decisões da diretoria acenderam uma crise interna com os trabalhadores nos escritórios. Empregados espalharam panfletos de protesto e tomaram a rede interna Workplace com críticas pesadas à liderança. Os funcionários acusam a cúpula da Meta de esconder os planos de demissão por mais de um mês e reagiram postando imagens de elefantes nas mensagens dos chefes, em alusão ao problema ocultado.

Mais de mil colaboradores assinaram uma petição contra os novos métodos de vigilância da Meta. A empresa adotou softwares que rastreiam o movimento do mouse dos funcionários para treinar sistemas de inteligência artificial a imitarem o comportamento humano. A Meta também cancelou 6 mil vagas de emprego que estavam abertas e incluiu o uso de IA na avaliação de desempenho do pessoal.

Tendência esvazia o setor de tecnologia

O movimento da Meta acompanha uma faxina corporativa que assombra o Vale do Silício. As grandes marcas do setor de tecnologia justificam os cortes de pessoal como uma necessidade para aumentar a eficiência na era dos algoritmos. Na semana passada, a Cisco demitiu 4 mil trabalhadores para injetar mais dinheiro em IA, caminho já trilhado por Microsoft, Block e Coinbase.

Informações Revista Oeste


Descoberta reforça hipótese de ambiente habitável no passado do planeta

Nasa
Com as novas descobertas, o total de compostos orgânicos identificados em Marte chega a dezenas | Foto: Foto: NASA/JPL-Caltech 

O rover Curiosity, da Nasa, identificou novos compostos orgânicos em Marte. Cientistas investigam se o planeta já reuniu condições para abrigar vida.

O equipamento detectou entre cinco e sete compostos orgânicos em rochas formadas no leito seco de um lago próximo ao equador marciano. Pesquisadores não haviam registrado esse tipo de material anteriormente nessas formações.

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Primeira imagem colorida da Viking II, câmera 2 do aterrissador | Foto: Divulgação/Nasa
Pesquisadora afirmou que descobertas não comprovam existência de vida em Marte | Foto: Divulgação/Nasa

O experimento também encontrou outro composto com estrutura semelhante à de precursores do DNA, molécula responsável por armazenar informações genéticas em organismos vivos.

Evidências ampliam debate sobre vida no Planeta Vermelho

Com as novas descobertas, o total de compostos orgânicos identificados em Marte chega a dezenas. Os cientistas ressaltam, no entanto, que esses materiais podem ter origem em processos não biológicos.

A equipe estima que a rocha analisada tenha ao menos 3,5 bilhões de anos.

Em em entrevista para revista Nature Communications, a astrobióloga Amy Williams afirmou que os dados não comprovam a existência de vida no planeta. Segundo ela, as evidências indicam que Marte reuniu condições habitáveis no período em que a vida surgiu na Terra.

A confirmação de vida passada exigiria o envio de amostras para análise em laboratório terrestre.

O Curiosity pousou na cratera Gale em 2012. Em 2020, o rover realizou a coleta na região de Glen Torridon, área com alta concentração de minerais argilosos, indicativo da presença de água no passado.

O equipamento perfurou uma rocha no ponto chamado “Mary Anning” e armazenou o material em um recipiente com substância química capaz de decompor compostos orgânicos complexos em fragmentos menores. O instrumento SAM (sigla em inglês para Análise de Amostras de Marte) realizou a análise.

Informações Revista Oeste


Cápsula Orion conclui fase crítica da missão e restabelece comunicação com a Terra depois de passagem pelo lado oculto lunar

Tripulação da missão Artemis II Nasa
Tripulação da missão Artemis II | Imagem: Nasa/Reprodução

Os quatro astronautas da missão Artemis II, da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (Nasa), alcançaram, na segunda-feira, 6, a maior distância já percorrida por seres humanos no espaço, ao realizarem um sobrevoo pelo lado oculto da Lua. 

A bordo da cápsula Orion, os astronautas viajaram a aproximadamente 402 mil quilômetros da Terra — superando o recorde anterior estabelecido em 1970 pela missão Apollo 13. A passagem, de cerca de seis horas, permitiu a observação direta de fenômenos inéditos, como flashes de impacto provocados por meteoros atingindo a superfície lunar.

Durante o sobrevoo, a nave chegou a cerca de 6,5 mil quilômetros da superfície lunar, em uma trajetória que marcou o primeiro voo tripulado nas proximidades da Lua desde o programa Apollo, encerrado há mais de meio século. A missão foi considerada um ensaio geral para futuras viagens com pouso. 

Astronautas da Artemis II observam a Terra | Foto: Divulgação/Nasa
Astronautas da Artemis II observam a Terra | Foto: Divulgação/Nasa

Entre os registros, destacam-se os flashes de impacto observados na face oculta da Lua, fenômeno descrito como faíscas luminosas semelhantes às relatadas por astronautas das missões Apollo. Cientistas reunidos no Johnson Space Center acompanharam os eventos em tempo real.

A tripulação é composta pelos astronautas norte-americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen. Na fase mais distante da missão, eles atingiram 252.756 milhas — cerca de 406,7 mil quilômetros — da Terra, um novo marco na exploração espacial tripulada.

Durante a travessia, os astronautas também observaram regiões da Lua nunca vistas diretamente por humanos e registraram imagens raras do planeta Terra surgindo e desaparecendo no horizonte lunar. O efeito visual é inverso ao que é normalmente observado da Terra.

Nasa Artemis 2
A Artemis II serve como ensaio geral para a missão Artemis III, que planeja o pouso na superfície lunar | Foto: Divulgação/ Nasa

A missão incluiu ainda momentos simbólicos. Os tripulantes sugeriram nomes provisórios para crateras ainda não catalogadas, incluindo uma homenagem à mulher falecida de Wiseman. Em outro momento, receberam uma mensagem gravada de Jim Lovell, veterano das missões Apollo 8 e Apollo 13, que desejou sucesso à equipe.

Durante o sobrevoo pelo lado oculto, a comunicação com a Terra foi interrompida por cerca de 40 minutos, devido à ausência de contato com a rede de antenas de espaço profundo da Nasa. Diante do restabelecimento do sinal, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou a tripulação, destacando o caráter histórico da missão.

Missão Artemis pretende estabelecer presença permanente na Lua

A Artemis II faz parte do programa Artemis, sucessor do Apollo, que tem como meta levar astronautas novamente à superfície lunar até o fim da década e estabelecer uma presença permanente no satélite natural, com vistas a futuras missões tripuladas a Marte.

Informações Revista Oeste


Foguete SLS deixou o solo com quatro tripulantes

A Nasa iniciou, na noite desta quarta-feira (1), a missão Artemis II, que marca a retomada das viagens tripuladas rumo à Lua após mais de meio século. A cápsula Orion foi lançada pelo foguete Space Launch System (SLS), o mais potente da agência, levando a bordo quatro tripulantes. O grupo deve realizar um sobrevoo pelo satélite natural, o que não inclui pouso na superfície lunar.

A missão terá duração de aproximadamente dez dias. O plano de voo consiste em contornar o lado oculto da Lua e retornar à Terra utilizando uma trajetória de retorno livre, que aproveita a força da gravidade para guiar a cápsula de volta com o mínimo de propulsão. Durante o trajeto, os astronautas testarão sistemas críticos de suporte de vida, navegação e comunicação.

Esta etapa é considerada fundamental para validar a segurança e a tecnologia da cápsula Orion antes de futuras missões de descida ao solo lunar. Com o sucesso deste voo, a Nasa pretende viabilizar a Artemis III, projeto que planeja levar a primeira mulher e a primeira pessoa negra à superfície da Lua. Esta etapa está prevista para setembro.

A tripulação é composta pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen. Até o momento, a viagem representa o maior afastamento da Terra realizado por seres humanos desde o encerramento do programa Apollo, na década de 1970.

A decolagem ocorre após uma série de adiamentos técnicos. Caso o cronograma seja cumprido sem intercorrências, a tripulação deve retornar ao planeta após completar os testes de controle manual e resistência dos sistemas essenciais. A Artemis II consolida o segundo passo do cronograma atual da agência para estabelecer uma presença humana sustentável no espaço.

Informações Pleno News


Agência espacial americana muda estratégia e concentra esforços em erguer estrutura diretamente no solo lunar

Base da Nasa
Nasa muda planos para instalçoes na Lua | Foto: Reprodução/Wikipedia 

Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (Nasa) anunciou, nesta terça-feira, 24, que cancelou os planos de implantar um estação espacial na orbita lunar. O plano agora é utilizar seus componentes para construir uma base de US$ 20 bilhões na superfície da Lua, enquanto também planeja enviar uma espaçonave movida a energia nuclear para Marte.

O novo chefe da agência espacial dos Estados Unidos, Jared Isaacman, foi quem emitiu o comunicado. O presidente Donald Trump o indicou, e ele tomou posse do cargo em dezembro.

Nova base na Lua 

De acordo com Isaacman, a meta agora é produzir uma infraestrutura que suporte operações sustentadas na superfície lunar.

A estação Lunar Gateway, em grande parte já construída, foi projetada para ser uma estação espacial estacionada na órbita da Lua. Ela é o resultado de trabalhos Northrop Grumman e Vantor, antiga Maxar.

base da Nasana lua
Conceito artístico da fase 3 da base da Nasa na Lua | Foto: Nasa

Reaproveitar a nave para uma base na superfície lunar não é simples, mas o dirigente está otimista. “Apesar de alguns dos desafios reais de hardware e cronograma, podemos reutilizar equipamentos e compromissos de parceiros internacionais para apoiar a superfície e outros objetivos do programa”, disse Isaacman.

O Japão, o Canadá e a Agência Espacial Europeia concordaram fornecer componentes para a estação orbital e agora encaram um futuro incerto. 

Os planos para a base lunar incluíam o objetivo de enviar mais módulos de pouso robóticos, implantar uma frota de drones e lançar as bases para o uso de energia nuclear na superfície lunar nos próximos anos.

A Nasa também divulgou planos para uma missão com uma espaçonave nuclear para Marte antes do fim de 2028. Segundo a agência, o objetivo é demonstrar a propulsão nuclear elétrica avançada no espaço profundo. Ao chegar ao planeta vizinho, a espaço-nave lançará helicópteros para explorar Marte.

Programa Artemis

Ainda nesta terça-feira, Isaacman delineou, na abertura de um evento na sede da Nasa, em Washington, uma série de mudanças que está fazendo no principal programa lunar da agência, o Artemis. As alterações reformulam contratos no valor de bilhões de dólares. 

Artemis tem como peça central o seu programa de pouso lunar tripulado, com a SpaceX de Elon Musk e a Blue Origin de Jeff Bezos competindo para desenvolver módulos de pouso para a Nasa. As duas empresas estão atrasadas em relação ao cronograma.

Iniciado em 2017, durante o primeiro mandato de Trump, o projeto prevê missões lunares regulares. Artemis mantém viva a esperança de uma continuação das primeiras missões da Nasa à Lua no Programa Apollo, que terminou em 1972.

Informações Revista Oeste


Três milhões são vítimas de abuso nos meios digitais, diz Unicef

Violência sexual na internet atinge 1 em cada 5 adolescentes no Brasil (Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay

Um em cada cinco adolescentes brasileiros foi vítima de alguma forma de violência sexual em meios digitais. Isso representa cerca de três milhões de pessoas, que passaram por alguma das situações investigadas pelo menos uma vez em um período de um ano, quando tinham entre 12 e 17 anos de idade.

O dado alarmante é do relatório Disrupting Harm in Brazil: Enfrentando a violência sexual contra crianças facilitada pela tecnologia, lançado nesta quarta-feira (4) pelo Fundo das Nações Unidas pela Infância (Unicef), em parceria com a organização internacional ECPAT e a Interpol, e financiado pela Safe Online.

A pesquisa questionou famílias de todo o Brasil a respeito de experiências de abuso e exploração sexual “facilitados” por tecnologias digitais. Isso compreende diversas situações em que os meios digitais são usados para aliciar, extorquir, produzir, armazenar ou disseminar material de abuso, ocorridas totalmente no ambiente virtual, ou de forma presencial, combinada com o uso da internet.

Em 66% dos relatos, a violência ocorreu apenas em meios digitais, principalmente via redes sociais, aplicativos de mensagens ou plataformas de jogos online. O Instagram e o WhatsApp aparecem como as ferramentas mais utilizadas pelos abusadores para abordar as vítimas. A especialista em Proteção Contra as Violências do Unicef no Brasil, Luiza Teixeira, explicou o percurso mais comum desses casos.

– Muitas vezes, agressores buscam as vítimas em plataformas que permitem perfis abertos ou públicos. Depois de fazer contato, criar conexão com a vítima e estabelecer uma relação de confiança – falou a especialista.

Depois de conseguir a relação de confiança, os agressores acabam migrando para plataformas de conversa fechadas, onde conseguem ter mais segurança para realizar o abuso ou exploração.”

A violência mais recorrente, relatada por 14% dos entrevistados, foi a exposição a conteúdo sexual não solicitado. De acordo com o relatório, essa é uma estratégia usada pelos abusadores para gradualmente habituar a vítima a conteúdo sexual, e facilitar o escalonamento dos abusos. Além disso:

– 9% dos adolescentes receberam pedidos para compartilhar imagens de suas partes íntimas.
– 5% receberam ofertas de dinheiro ou presentes em troca de imagens íntimas
– 4% sofreram ameaças de divulgação de conteúdos íntimo
– 4% receberam propostas de conversas de cunho sexual
– 3% tiveram imagens íntimas compartilhadas sem consentimento
– 3% receberam ofertas de dinheiro ou presentes em troca de encontros sexuais
– 3% tiveram imagens manipuladas com uso de inteligência artificial para a criação de conteúdo sexual falso
– 2% foram ameaçados ou chantageados para realizar atos sexuais

A pesquisa também identificou que em quase metade dos casos (49%), a violência foi cometida por alguém conhecido da vítima, principalmente amigos, membros da família e namorados ou pretendentes. Considerando apenas esses casos, 52% das vítimas receberam o primeiro contato do agressor por meio online, mas 27% foram abordadas antes na escola e 11% em suas próprias casas.

O levantamento também mostra que um terço dos adolescentes que sofreram alguma violência não contaram sobre o ocorrido para ninguém, principalmente por não saberem onde buscar ajuda ou a quem poderiam recorrer. As outras principais razões apontadas para o silêncio foram os sentimentos de constrangimento e vergonha, e o receio de não serem credibilizadas, além do medo diante das ameaças feitas pelo agressor.

Para Luiza Teixeira, esses dados reforçam que o acolhimento constante é essencial nessa fase da vida.

– A gente vê aí a sensação de que se ela contar, ninguém vai acreditar, ninguém vai dar importância. E estamos falando de pessoas em condição peculiar de desenvolvimento, que quando deparadas com esse tipo de violência sofrem um impacto muito profundo – avalia.

A falta de informação também aparece nos relatos: 15% das vítimas disseram desconhecer que essas situações configuram crime e 12% achavam que o ocorrido não foi “grave o suficiente” para ser denunciada, o que para a especialista do Unicef mostram a “naturalização” e a “banalização” da violência online.

Por outro lado, entre aqueles que contaram sobre a violência, a maior parte (24%) preferiu recorrer a um amigo e apenas 12% procurou a mãe ou outra mulher que ocupa função de cuidadora e 9% revelaram ao pai, ou algum homem em papel semelhante.

– Se as crianças sofrem esse tipo de violência e não comunicam, fica muito difícil ter uma visão real da incidência desse tipo de caso no país, buscar apoio para as vítimas e responsabilizar os agressores – disse.

Segundo Luiza Teixeira, a prevenção e a resposta para esse tipo de violência dependem das crianças conversarem, contarem, e das famílias também acolherem essas vítimas.

A pesquisa mostrou ainda como os adolescentes estão vulneráveis na rede. O acesso aos meios digitais é praticamente universal entre os entrevistados e 45% podem utilizar a Internet sempre, enquanto 12% são restringidos pelos pais e 14% pelos professores. Com esse uso intenso, 37% dos adolescentes acabaram sendo expostos a conteúdo sexual de forma acidental, principalmente em posts nas redes sociais e propagandas.

*Com informações da Agência Brasil


Empresa diz que desativou contas de usuários envolvidos e salientou que novas medidas para combater violações foram implementadas

Spotify: Hackers invadem catálogo e copiam 99% das músicas da plataforma

O Spotify desativou as contas de um grupo de hackers ativistas que alegavam ter “copiado” milhões de arquivos de música e metadados do serviço de streaming.

Em uma publicação de blog, o grupo Anna’s Archives disse que copiou 86 milhões de músicas do Spotify e os metadados de 256 milhões de músicas — um processo conhecido como “scraping”— para criar um “arquivo de conservação” aberto para músicas. 

Em nota, a empresa afirmou que “identificou e desativou as contas de usuários maliciosos envolvidos no ‘scraping’ ilegal”. Além disso, salientou que novas medidas para combater violações foram implementadas: “Implementamos novas medidas de segurança para combater esses tipos de ataques de violação de direitos autorais e estamos monitorando ativamente qualquer atividade suspeita”, acrescentou em comunicado enviado à AFP.

Informações Metro1


Foto: Ascom PCBA

Uma importante ferramenta tecnológica, o Amber Alert tem a população como principal aliada da Polícia Civil para a localização de crianças desaparecidas. Neste mês de outubro, o Departamento de Inteligência Policial (DIP), por meio do Laboratório de Inteligência Cibernética (Ciber-Lab), reforça o convite para que todas as pessoas ajudem a trazer uma criança de volta para sua família. A população pode ligar para o 181 do Disque Denúncia da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) e repassar informações do paradeiro.

Os casos de desaparecimento ocorridos no prazo máximo de até 72 horas são registrados nas delegacias especializadas e territoriais. Em seguida, o Amber Alert dispara avisos contendo informações de crianças ou adolescentes desaparecidos e em situação de risco iminente de lesão corporal grave ou morte. A ferramenta completou um ano no dia 8 de outubro, e os quatro casos reportados tiveram sucesso, as crianças foram localizadas.

Os informes são repassados pelas redes sociais Facebook e Instagram, por meio do feed (publicações sugeridas), para as pessoas com perfis nessas plataformas digitais, num raio aproximado de 160 km de distância do local onde o desaparecido foi visto pela última vez. A inclusão do cadastro do desaparecimento é feita pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que recebe a solicitação do Ciber-Lab do DIP, após informações registradas em delegacias.

Com informações da PCBA

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