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Índice aponta a capacidade da vacina de evitar casos sintomáticos da Covid-19, tanto leves como graves. Dados completos foram divulgados nesta terça (12). Na semana passada, Instituto já havia anunciado que a vacina protegeu contra mortes e complicações mais severas da doença.

Foto: Divulgação Instituto Butantan

A vacina CoronaVac registrou 50,38% de eficácia global nos testes realizados no Brasil, segundo informou o Instituto Butantan em coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (12). 

Chamado de eficácia global, o índice aponta a capacidade da vacina de proteger em todos os casos – sejam eles leves, moderados ou graves. O número mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é de 50%. 

Na semana passada, o instituto já havia anunciado que, nos testes feitos no país, o imunizante atingiu 78% de eficácia em casos leves e 100% em casos graves e moderados, ou seja, a vacina protegeu contra mortes e complicações mais severas da doença. 

“Essa vacina tem segurança, tem eficácia, e todos os requisitos que justificam o uso emergencial”, defendeu o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, durante o anúncio.

“A gente tinha previsto que a vacina tinha que ter uma eficácia menor em casos mais leves e uma eficácia maior em casos moderados e graves e nós conseguimos demonstrar esse efeito biológico esperado. Esta é uma vacina eficaz. Temos uma vacina que consegue controlar a pandemia através desse efeito esperado que é a diminuição da intensidade da doença clínica”, afirmou o diretor de pesquisa do Instituto Butantan, Ricardo Palácios, ao apresentar os dados do estudo. 

A CoronaVac é uma vacina contra a Covid-19 que usa vírus inativados. Ela é desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Butantan, que é vinculado ao governo de São Paulo.

Os testes foram feitos em 12.508 voluntários no país, todos profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate ao coronavírus, em 16 centros de pesquisa. 

Segundo Ricardo Palácios, a vacina foi testada com os profissionais de saúde porque eles têm a maior exposição ao vírus, muito maior eu a população em geral. 

“[O teste] não é a vida real exatamente. É um teste artificial, no qual selecionamos dentro das populações possíveis, selecionamos aquela população que a vacina poderia ser testada com a barra mais alta. A gente quer comparar os diferentes estudos, mas é o mesmo que comparar uma pessoa que faz uma corrida de 1km em um trecho plano e uma pessoa que faz uma corrida de 1 km em um trecho íngreme e cheio de obstáculos. Fizemos deliberadamente para colocar o teste mais difícil para essa vacina, porque se a vacina resistir a esse teste, iria se comportar infinitamente melhor em níveis comunitários”, disse.

Na Indonésia, dados preliminares de testes de fase 3 mostraram uma eficácia de 65,3% para a vacina. O país aprovou o uso emergencial da CoronaVac, e o presidente Joko Widodo deve receber a primeira dose nesta quarta-feira (13). 

De acordo com os pesquisadores chineses, a CoronaVac não apresentou “nenhuma preocupação com relação à segurança”. A maioria das reações foram leves, sendo que a mais comum foi a dor no local da injeção. 

Eficácia da CoronaVac

A eficácia de uma vacina contra Covid-19 é calculada com o auxílio de um protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que classifica os casos da doença entre os voluntários dos testes. 

Essa tabela da OMS separa os voluntários em 10 níveis, sendo que o nível 0 corresponde a um paciente não infectado pela doença e o nível 10 equivale a um voluntário que morreu em decorrência do coronavírus. 

A taxa de eficácia de 78%, apresentada pelo Instituto Butantan na última semana, foi calculada considerando somente casos de Covid-19 com pontuação maior ou igual a 3. Este cálculo compara o número de casos entre o grupo vacinado e o grupo que recebeu placebo, uma substância neutra. 

Portanto, a eficácia de 78% demonstra o quanto a vacina é capaz de prevenir casos em que é confirmada a infecção pelo coronavírus, sintomática, e com necessidade de intervenção médica.

Outro dado apresentado pelo governo estadual na última semana, a eficácia de 100% em casos graves corresponde à capacidade da vacina CoronaVac de evitar casos de Covid-19 que exigem hospitalização, ou seja, superiores a 4 na escala da OMS. 

No entanto, o percentual de 100% na prevenção de casos graves não tem significância estatística no estudo. Isto porque o número de casos graves entre todos os voluntários, incluindo aqueles que receberam placebo, é muito pequeno. Por isso, a diferença estatística entre esses dois grupos não é relevante para a pesquisa. 

Já a eficácia divulgada nesta terça (12) inclui também pacientes com Covid-19 considerados independentes, isto é, que apresentam apenas sintomas leves, sem necessidade de intervenção médica. Estes pacientes são os casos confirmados a partir do grau 2 da OMS. 

O estudo não calcula a eficácia para evitar casos de pacientes assintomáticos da Covid-19, ou seja, não estima quantos voluntários receberam a vacina e tiveram a doença, mas não apresentaram nenhum sintoma, o que corresponde ao grau 1 da OMS. 

Fantástico entra no Instituto Butantan e mostra em 1ª mão produção da CoronaVac  — Foto: Fant
Fantástico entra no Instituto Butantan e mostra em 1ª mão produção da CoronaVac — Foto: Fantástico

Anvisa 

No sábado (9), a a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou que o Instituto Butantan entregou documentação incompleta dos testes feitos no país e cobrou o envio das informações. 

Na ocasião, o instituto disse que a solicitação faz parte do processo e que seria prontamente atendida. Nesta segunda (11), o Butantan afirmou que 48% do processo já foi concluído e que a agência já analisou cerca de 40% dos documentos enviados. 

Plano de vacinação 

Em coletiva de imprensa nesta segunda (11), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), manteve o cronograma de vacinação definido pelo plano estadual e cobrou uma definição de data do Ministério da Saúde. 

O Plano Estadual de Imunização (PEI) foi elaborado pelo governo paulista considerando justamente a aplicação da CoronaVac, que é produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com Butantan. 

Questionado sobre como a data de início do plano estadual pode estar mantida – já que o Instituto Butantan assinou um contrato de exclusividade para fornecer a CoronaVac para o governo federal – Doria disse apenas que “a exclusividade é pela vida”. 

O governador alegou ainda que “o sistema nacional de imunização será respeitado e atendido por São Paulo se atender São Paulo, dentro de critérios científicos”. 

A promessa de Doria é utilizar os 5,2 mil postos de vacinação já existentes nos 645 municípios do estado e ampliar a rede para até 10 mil locais de vacinação por meio da utilização de escolas, quartéis da PM, estações de trem e terminais de ônibus, além de farmácias e de pontos de vacinação no sistema drive-thru.

Informações G1


Edição impressa da prova ocorre entre 17 e 24 de janeiro

Foto: Isac Nóbrega / PR

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)2020 não será adiado, apesar da pandemia da Covid-19. Em entrevista à CNN nesta terça-feira (12), o ministro disse que as medidas de segurança estão mantidas e argumentou que a perda da prova implicaria um empecilho ao ingresso de novos estudantes em faculdades públicas de todo o Brasil.

– Não vamos adiar o Enem. Primeiro, porque tomamos todos os cuidados de biossegurança possíveis. Queremos dar tranquilidade a você, que vai fazer a prova, assim como aconteceu no domingo, em menor proporção, claro, no exame da Fuvest (exame de vestibular da USP). […] Neste ano, colocamos muito mais recursos para alugarmos mais salas, para haver o distanciamento preconizado pelas autoridades sanitárias. É bom eu aproveitar essa oportunidade para dizer que um semestre a menos, se perdermos o Enem, vai atrapalhar toda a programação de acesso dos estudantes às escolas federais e públicas.

A fala do ministro é uma resposta aos recentes apelos e movimentos nas redes sociais por uma nova postergação do exame. Segundo Milton, os pedidos vêm de uma “minoria barulhenta”.

Na última semana, a Defensoria Pública da União solicitou à Justiça o adiamento da prova. A ação conta com a assinatura da União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e as entidades Campanha Nacional pelo Direito à Educação e Educafro.

Com 5,7 milhões de inscritos, o Enem estava inicialmente marcado para ocorrer em outubro e novembro do ano passado, mas foi postergado para o início de 2021 devido aos riscos de contágio da Covid-19. A edição digital ocorre entre os dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

FALECIMENTO DO DIRETOR DO INEP


Milton Ribeiro falou ainda sobre o diretor responsável pelo Enem no Inep, Carlos Roberto Pinto de Souza, que faleceu aos 59 anos devido à Covid-19. O ministro lamentou a morte do colega de trabalho, frisou o seu pesar, mas disse que a vida precisa prosseguir.

– Era uma pessoa muito dedicada, muito querida por todos nós. Ele estava internado há alguns dias e registramos isso com pesar. Quero registrar a morte de outro educador, o Antônio Veronezi, muito amigo meu, muito dedicado, que faleceu de Covid-19. Mas a vida continua, não podemos parar. Temos que seguir em frente – defendeu Ribeiro.

Informações Pleno News


Presidente afirmou que automobilística queria subsídios

Foto: Isac Nóbrega/ PR

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou nesta terça-feira (12) a apoiadores que a Ford não disse a verdade sobre o fechamento dos parques fabris no Brasil.

– Mas o que a Ford quer? Faltou à Ford dizer a verdade: querem subsídios. Vocês querem que continuemos dando R$ 20 bilhões a eles, como fizemos nos últimos anos, dinheiro de vocês, impostos de vocês, para fabricar carro aqui? Não. Perdeu para a concorrência, lamento – disse.

Bolsonaro afirmou ainda que “em um ambiente de negócios, quando não se tem lucro, se fecha”. “Assim é na vida e na nossa casa”, completou o presidente, que disse lamentar a decisão da montadora por causa de “cinco mil empregos perdidos”.

Depois de mais de 100 anos produzindo no Brasil, a Ford anunciou na segunda-feira (11) o encerramento de sua produção de veículos no país. A decisão afeta as fábricas de Camaçari (BA), de Taubaté (SP) e de Horizonte (CE), mas a montadora segue com sua operação de vendas e assistência técnica no país, focando em produtos importados.

*Estadão

Informações Pleno News


Apresentadora anunciou projeto que está sendo preparado para a plataforma Globoplay

Foto: Reprodução

Apenas um dia depois de confirmar que estava deixando a Record após mais de cinco anos na emissora, a apresentadora Xuxa Meneghel anunciou na segunda-feira (11) que está de volta ao Grupo Globo. Em conversa com o jornalista Luis Erlanger, Xuxa declarou que há um projeto em formato documental preparado para a plataforma Globoplay.

Na entrevista, Xuxa relembrou a saída da Globo em 2014 e disse que se sentiu abandonada pela emissora, algo que, segundo ela, não aconteceu em sua saída recente da Record. De acordo com a apresentadora, a direção da Record sempre a tratou muito bem.

– [Na Record] Toda hora, os diretores, os presidentes, os caras da alta cúpula chegavam para mim e falavam: “Você está feliz? Porque se você não estiver feliz, a gente não quer você aqui. Você está feliz?”. Agora, em dezembro, eu saí da Record e fui lá me despedir do Marcelo Silva [vice-presidente Artístico e de Programação da Record] – contou ela.

Apesar da relação conturbada em sua saída da emissora carioca, a apresentadora afirmou que teve mudança de visão em relação à Globo nos últimos anos. Segundo ela, o novo projeto com a antiga casa foi uma prova da reaproximação e de que as portas não se trancaram para ela.

– Fui lá e falei para ele [Carlos Henrique Schroder, ex-diretor-executivo de Criação e Produção de Conteúdo]: “Gratidão pelo que eu vivi aqui. Pela possibilidade de ter aprendido e vivido tudo aqui”. E saí com uma porta que não se trancou, porque achei que a porta da Globo tinha se trancado para mim. E hoje vejo as pessoas na Globo falando com carinho de mim – completou Xuxa.

Informações Pleno News


Foro: Reprodução

Reformular a publicidade institucional para fazer com que as informações sobre assuntos de interesse público cheguem à população “com transparência, de forma mais ágil e com mais qualidade”.

Esta é a intenção do presidente da Câmara de Feira de Santana, Fernando Torres (PSD), manifestada em entrevista coletiva à imprensa nesta segunda (11), no plenário da Casa da Cidadania.

O encontro teve como tema principal o adiamento do reajuste do subsídio dos vereadores – aprovado na legislatura passada para valer a partir de 1º de janeiro, e que, por decisão da nova Mesa, apenas entrará em vigor no início de 2022.

Durante o bate-papo, Fernando reiterou compromisso que já havia anunciado mesmo antes de sua eleição, de um esforço por melhorias nas condições de trabalho dos profissionais que fazem a cobertura das atividades do Legislativo e também mudanças na publicidade institucional, o que possivelmente vai demandar um incremento no valor investido anualmente, “congelado” há vários anos e considerado muito inferior às reais necessidades.

O assunto deverá ser alvo, em breve, de reuniões entre a Mesa, sindicatos e o futuro chefe da Assessoria de Comunicação Social, Marcos Valentim.


Foto: Reprodução

Marina Ruy Barbosa e Xande Negrão terminam casamento de três anos. A informação foi confirmada ao EXTRA na tarde desta terça-feira pela assessoria de imprensa da atriz, que informou ainda que o término foi motivado pela distância física do casal. 

“Marina Ruy Barbosa e Alexandre Negrão não estão mais juntos. O trabalho e a distância física foram fatores decisivos para chegarem a essa situação. Os dois estavam vivendo realidades muito distintas e vinham há meses tentando achar uma solução para resolver essa questão. A decisão ainda é muito recente e, por eles, nada disso seria divulgado neste momento. Mas em respeito ao público e à imprensa – que sempre acompanhou a vida do casal com carinho e apoio -, resolveram anunciar que estão separados”, diz a nota.

A nota diz ainda que a atriz e o piloto estavam tentando reverter a situação, mas tiveram uma conversa definitiva e decidiram seguir caminhos separados.

Foto: Reprodução


“O casal tentava achar uma forma para reverter o que estava enfrentando mas Xande e Marina tiveram uma conversa e definiram que trilhariam caminhos separados, que isso seria o melhor para os dois por enquanto. Ainda é cedo para saber o que acontecerá no futuro. Por agora, os dois seguem na tentativa de se reorganizarem intimamente e, apesar de todo o amor, iniciarem separadamente um novo capítulo em suas vidas. Contamos com o carinho e respeito de todos”, encerra a nota.

Marina e Xande se conheceram no réveillon de 2016, em Fernando de Noronha, e se casaram em outubro de 2017.


Depois de 102 anos no Brasil, a Ford anunciou que vai fechar suas três fábricas locais. Entenda os motivos que levaram a montadora a tomar essa decisão e os riscos de outras seguirem o mesmo caminho

Foto: Divulgação

Sergio Quintanilha – NEO FEED O fim da produção de carros da Ford no Brasil foi o desfecho triste de uma morte que estava anunciada há anos, mas ninguém quis acreditar. Nesta segunda-feira, 11 de janeiro, a Ford Motor Company anunciou que a Ford Brasil encerra sua operação de manufatura no País, fechando suas três fábricas: Camaçari (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE).

O sinal mais forte de que a Ford Brasil estava gravemente doente foi dado há menos de dois anos, no dia 19 de fevereiro de 2019, quando a empresa decidiu sair do negócio de caminhões e fechou a histórica fábrica do ABC paulista.

Para além das graves consequências para trabalhadores, concessionários e fornecedores, a saída da Ford é péssima para o Brasil. As operações na América do Sul continuam e o mercado brasileiro receberá carros importados da Argentina e do Uruguai. Um vexame para o Brasil, que é o maior produtor de veículos da região.

É a terceira vez em menos de dois anos que um fabricante de carros decide parar de fabricar no País, pois entre os dois anúncios da Ford houve a desistência da Mercedes-Benz, no dia 17 de dezembro do ano passado, fechando a fábrica de Iracemápolis (SP), de onde saiam os modelos Classe C e GLA.

Por que a Ford sai do Brasil? De quem é a culpa? Em parte, essa culpa é da própria Ford. Desde os anos 1980, a marca cometeu erros estratégicos no Brasil, abrindo mão de sua reconhecida capacidade de fabricar carros bem acabados ou úteis, para entrar numa aventura com a Volkswagen na Autolatina.

A Ford então começou a perder sua identidade, com carros que tinham mais a característica prática dos alemães do que o DNA fordista. Aos poucos, a Ford foi desistindo de seus principais produtos. Perdeu a elegância do Del Rey, a esportividade do Escort XR3, o espaço da Belina e a praticidade da picape Pampa, que era derivada do Corcel II.

Durante anos, a Ford Pampa foi um dos veículos usados mais comercializados no interior do Brasil porque era a única picape acessível com tração 4×4. O mundo se tornou globalizado e isso só piorou as coisas. O Ford Focus era ótimo, mas não conseguiu se estabelecer diante de uma concorrência feroz, com a chegada de novos e sedentos competidores.

O pequeno Ka, que era um carro aspiracional para uma geração jovem, chegou caro demais. O Fiesta, campeão de vendas em vários países da Europa, não conseguiu se impor diante da mística do Volkswagen Gol e da ousadia comercial da Fiat com os modelos Uno e Palio.

“Desde os anos 1980, a marca cometeu erros estratégicos no Brasil, abrindo mão de sua reconhecida capacidade de fabricar carros bem acabados ou úteis”

Mesmo assim, a Ford teve duas chances de se salvar. A primeira delas foi com a picape Ranger, que introduziu o conceito de utilitário médio e até hoje faz sucesso. A Ranger fica no mercado, mas, como quase todas as picapes, é produzida na Argentina.

A melhor de todas as oportunidades – e que reergueu a Ford no Brasil – foi o lançamento do EcoSport, em 2003. Uma ideia genial e barata. Pegaram a carroceria do Fiesta, levantaram a suspensão, reforçaram a estrutura do carro, criaram um design jovem, inspirado em SUVs da Land Rover, aplicaram vários adereços estéticos de aventura e deu muito certo.

Durante 10 anos o Ford EcoSport liderou sozinho um segmento que todas as outras marcas ignoravam: o de SUVs compactos. Porém, enquanto dormia sobre os louros do EcoSport, a Ford fez uma opção errada e isso mudou tudo, terminando no triste desfecho desta segunda-feira.

Ao invés de investir em uma nova picape pequena ou compacta, que poderia ser baseada no próprio EcoSport, a Ford olhou para o passado e quis fazer o seu “Gol”. Conseguiu. O Ford Ka é o Volkswagen Gol aprimorado que todos tentavam fazer e não conseguiam. Porém, a GM também quis brincar neste segmento e lançou o Chevrolet Onix.

O Ford Ka era muito bom, mas o Chevrolet Onix chegou com uma multimídia moderna e acessível, e o conceito de câmbio automático no segmento de hatches compactos. Apesar de ter na matriz americana uma das melhores multimídias do mundo, a Sync 2.5 e a Sync 3, a Ford manteve no Ka e no EcoSport a ultrapassada Sync 2. Quando atualizou os carros era tarde. O público estava mais interessado em conectividade do que em motores.

No Brasil, os custos de produção continuavam sempre altos. Para piorar, as constantes crises econômicas criaram milhões de desempregados e endividados

No Brasil, os custos de produção continuavam sempre altos. Para piorar, as constantes crises econômicas criaram milhões de desempregados e endividados. A Fiat, por exemplo, desistiu dos carros de entrada, que deixavam pouca margem de lucro e exigiam altíssimos volumes de produção, para se concentrar no mercado de picapes, altamente rentável.

Justiça seja feita a vários executivos da Ford Brasil, que queriam entrar no segmento. A picape Courier, baseada no Fiesta, não repetiu o sucesso da Pampa, mas a Ford tinha o know-how de picapes. Poderia ter feito alguma coisa.

Dearborn, sede da Ford Motor Company, nunca concordou. Todos os produtos deveriam ser globalizados, diziam. Enquanto isso, a FCA lançou no Brasil a picape Fiat Toro, uma alternativa mais barata e a diesel para as picapes médias (como a Ranger), que ficaram muito grandes e muito caras.

A Fiat hoje tem 46,5% do lucrativo segmento de comerciais leves, a Ford tem 5,9%. Entre os automóveis de passeio, a Ford, que era uma das chamadas “quatro grandes”, perdeu vendas e caiu para sexto lugar, com 7,4% do mercado. Somando os dois segmentos, a Ford ocupa a quinta posição no ranking brasileiro, com 139.255 carros vendidos em 2020 e 7,1% de participação.

Nas últimas décadas, ao contrário do que aconteceu em empresas alemãs, francesas e japonesas, nenhum presidente da Ford Brasil se comunicou em português com a imprensa ou com os funcionários próximos. A língua “oficial” dentro da Ford sempre foi o inglês. Pior: segundo informações de concessionários, até a política de preços era decidida nos EUA. Assim fica difícil.

Se não bastassem todos esses equívocos na estratégia produtiva e comercial, a Ford Brasil foi seriamente abalada com a disrupção do mundo do automóvel. O que está acontecendo hoje no mercado de carros é comparável ao que aconteceu em 1913, quando Henry Ford implantou a linha de produção e tornou o Model T acessível para a classe média dos Estados Unidos. Não há mais futuro na indústria automobilística para quem não entrar de cabeça no mundo dos carros eletrificados – sejam eles híbridos ou totalmente elétricos.

O Brasil deixou de ser interessante para qualquer fabricante que pense racionalmente. Para além do famoso “custo Brasil”, o País não transmite confiança

A Ford está muito atenta a esse movimento, mas nos EUA e na Europa. O Brasil deixou de ser interessante para qualquer fabricante que pense racionalmente. Para além do famoso “custo Brasil”, que é uma explosiva combinação de impostos altos, excesso de burocracia e moeda desvalorizada perante o dólar e o euro, o País não transmite confiança.

Todas as iniciativas para popularizar os veículos elétricos partem de marcas de luxo. Não existe um projeto de País que dê um sinal de melhora na infraestrutura. Na semana passada, numa reunião com alguns jornalistas, o presidente da Anfavea (Associação Brasileira dos Fabricantes de Veículos Automotores), Luís Carlos Moraes, disse que é preciso “filtrar diariamente” as informações vindas do governo brasileiro para retransmiti-las à matriz (no caso, a Mercedes-Benz).

Moraes não fez uma crítica direta a nenhuma pessoa em especial, mas respondia a uma pergunta sobre como transmitir informações com credibilidade sobre o cenário econômico para o exterior, se dentro do próprio País o presidente num dia afirma que “o Brasil está quebrado” e no dia seguinte, após a grande repercussão, diz que “o Brasil está bem, está uma maravilha”.

Na mesma ocasião, o presidente da Anfavea criticou duramente a decisão do governo do Estado de São Paulo de aumentar o ICMS para carros zero km e para carros usados. Uma hora imprópria, pois vai encarecer as transações de carros para fabricantes, comerciantes e consumidores.

Na visão da Anfavea, todos esses elementos atrapalham o Brasil quando as empresas transnacionais, pressionadas por uma quebra de paradigma sem precedentes, precisam decidir onde vão fabricar seus próximos carros. Com altos custos internos, a indústria automobilística brasileira não consegue ser competitiva nas exportações – o que é fundamental no novo cenário global.

A decisão da Ford de parar de fabricar carros no Brasil, portanto, é o desfecho de uma morte anunciada. O pior é que talvez não seja o último fabricante a dar adeus ao País, que tropeça em seus próprios problemas e deixa de ser interessante para essas empresas transnacionais, ou seja, que não tiram passaportes eternos.


Ministério da Economia afirmou que medida “destoa da forte recuperação observada na maioria dos setores da indústria” no Brasil

Foto: Divulgação

O Ministério da Economia lamentou, nesta segunda-feira (11), a decisão da Ford de encerrar a produção no Brasil. Em nota, a Pasta disse que a medida “destoa da forte recuperação observada na maioria dos setores da indústria no país” e que trabalha “na redução do Custo Brasil”.

Em comunicado, a Ford informou que tomou a decisão após anos de perdas significativas no Brasil. A multinacional americana acrescentou ainda que a pandemia agravou o quadro de ociosidade e a redução de vendas na indústria. Além do encerramento da produção, a montadora também irá fechar três fábricas.

Ao comentar a decisão, o Ministério ressaltou que a decisão da empresa foi “global e estratégia” e reforçou a “necessidade de rápida implementação das medidas de melhoria do ambiente de negócios e de avançar nas reformas estruturais”.

Leia a nota do Ministério da Economia:

O Ministério da Economia lamenta a decisão global e estratégica da Ford de encerrar a produção no Brasil. A decisão da montadora destoa da forte recuperação observada na maioria dos setores da indústria no país, muitos já registrando resultados superiores ao período pré-crise. O ministério trabalha intensamente na redução do Custo Brasil com iniciativas que já promoveram avanços importantes. Isto reforça a necessidade de rápida implementação das medidas de melhoria do ambiente de negócios e de avançar nas reformas estruturais.


A prefeitura vai pedir reconhecimento da permanência do estado de calamidade pública à Assembleia Legislativa da Bahia.

Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

Foi prorrogado até 31 de dezembro de 2021, o decreto que declara Estado de Calamidade Pública no Município de Feira de Santana para o enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente da pandemia de covid-19.

A informação foi publicada no Diário Oficial do Município nesta terça-feira (12). O decreto informa ainda que a prefeitura vai solicitar, por meio de mensagem a ser enviada à Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, o reconhecimento da permanência do estado de calamidade pública.

Informações Acorda Cidade


Foto: Marcello Camargo/ Agência Brasil

Agência Brasil- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nova nota técnica, com orientações que objetivam minimizar os riscos de exposição ao novo coronavírus (covid-19) para as equipes de profissionais que trabalham nas farmácias e drogarias e aos clientes, a partir da adoção de princípios de prevenção e controle de infecções e distanciamento social enquanto durar a pandemia.

De acordo com o documento, divulgado nessa segunda-feira (11), as farmácias e drogarias são estabelecimentos que realizam atividades essenciais durante a pandemia e, por isso, é fundamental que cumpram medidas relacionadas ao enfrentamento da disseminação da covid-19.

Conforme a nota da Anvisa, as farmácias e drogarias, entre outras medidas, devem estabelecer barreiras, preferencialmente físicas, entre funcionários e usuários, como também entre os próprios usuários.

Recomenda-se ainda que o distanciamento seja de no mínimo 1 metro entre elas; e limitar o número de pessoas no interior do estabelecimento para evitar aglomeração no balcão de atendimento ou nas áreas de pagamento.

Além disso, os estabelecimentos podem definir estratégias para diminuir o tempo que o usuário permanece na fila; e estratégias para controlar o fluxo da entrada de clientes no estabelecimento. Se as condições climáticas permitirem, disponibilizar local externo para área de espera.

“As farmácias e drogarias devem também disponibilizar insumos de proteção e prevenção, tais como: sabonete líquido, preparações alcoólicas a  70%  e equipamentos de proteção individual, para o atendimento seguro e adequado, estando estes em fácil acesso e suficientes para os clientes e equipe”, orienta a Anvisa.