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Primeiro turno das eleições 2026 será realizado no dia 4 de outubro

© Marcello Casal JrAgência Brasil

Os eleitores têm até o dia 6 de maio para tirar o título de eleitor, atualizar dados cadastrais, transferir o domicílio eleitoral ou regularizar pendências na Justiça Eleitoral.

Quem estiver com o título cancelado ou com alguma pendência não poderá votar nas eleições deste ano. O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro. 

Quem precisa tirar o título?

O voto é obrigatório para quem tem acima de 18 anos de idade. É facultativo para pessoas analfabetas, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos. Estrangeiros e cidadãos em serviço militar obrigatório não podem se alistar para votar.

Como posso solicitar o título de eleitor?

Veja as formas de solicitação:

– Autoatendimento Eleitoral: disponível no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE);
– Cidadão pode ir a um cartório eleitoral ou postos de atendimento da Justiça Eleitoral.

O TSE alerta que aqueles que optarem pelo atendimento on-line precisam ir a um cartório ou posto de atendimento para a coleta da biometria.  

>> Confira os documentos necessários para tirar o título: 

É importante que o documento de identificação permita a comprovação da nacionalidade brasileira e contenha foto. 


Uma pesquisa realizada pelo Instituto Veritá entre os dias 13 e 19 de março mostra Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida eleitoral. A pesquisa ouviu 40.500 eleitores e colocou para escolha os pré-candidatos declarados ao cargo de presidente da República.

O representante da direita foi escolhido por 35,9% dos eleitores, enquanto o atual presidente foi escolhido por 33,2% dos participantes. Brancos e nulos totalizaram 20% dos votos. Os outros seis pré-candidatos mencionados somaram 11% das intenções de voto.

De acordo com o instituto, a pesquisa foi realizada por iniciativa própria, tem margem de erro de 1,0 ponto percentual e nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-02476/2026.

*Pleno.News
Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado e Andre Borges/EFE


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 40,4% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 37%, segundo pesquisa Meio/Ideia publicada nesta quarta-feira (8). O resultado significa que os dois estão empatados tecnicamente. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.

Os dados são relativos ao cenário estimulado de primeiro turno, mas o empate técnico se repete no segundo turno: Flávio, com 45,8%, ultrapassa numericamente Lula, que tem 45,5%.

O levantamento aponta também para uma disputa estabilizada neste momento. Na rodada anterior, em março, Lula tinha 40,3% e Flávio, 35%, no primeiro turno – ambos oscilaram dentro da margem.

No segundo pelotão, três nomes estão empatados tecnicamente. Ronaldo Caiado (PSD) tem 6,5% e Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), registraram 3% das intenções de voto cada.

Indecisos são 8,5% e brancos e nulos, 1%. Aldo Rebelo (DC) tem 0,6%.

A pesquisa Meio/Ideia entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 3 e 7 de abril. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00605/2026-BRASIL.

*AE
Fotos: Sebastiao Moreira/EFE e Edilson Dantas/Agência O Globo


Vereador destaca alianças dentro do partido, segue no grupo liderado por José Ronaldo e Pablo Roberto e projeta fortalecimento da legenda no estado

O vereador e pré-candidato a deputado, Jurandy Carvalho, confirmou que vai continuar no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). A decisão, segundo ele, leva em conta as relações construídas dentro do partido e o projeto político para as próximas eleições. Ele citou nomes importantes dentro do partido que fazem parte desse alinhamento político.

“Amigos de Feira de Santana e de toda a Bahia, quero dizer que continuo no PSDB por ser um partido onde tenho grandes amizades, como o vice-prefeito Pablo Roberto, o deputado federal Adolfo Viana e os deputados estaduais Thiago Corrêa e Jordávio Ramos. Sigo também no grupo liderado pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho e pelo vice-prefeito Pablo Roberto. Existe a possibilidade de formarmos uma chapa forte, com a eleição de quatro ou cinco deputados estaduais e três ou quatro deputados federais. Vamos unir esforços para fortalecer cada vez mais o partido na Bahia”, afirmou.

O vereador também destacou que o momento é de organização e união dentro da sigla e reforçou que pretende intensificar o trabalho político nos próximos meses, mantendo presença nas comunidades e ouvindo as demandas da população.

“A ideia é construir uma candidatura sólida, alinhada com o projeto do partido e voltada para as necessidades da Bahia”, completou.

ASCOM | JURANDY CARVALHO
FOTO: GEOVANNA AMARAL


Os brasileiros que querem participar das eleições deste ano precisam correr contra o tempo. O prazo para resolver pendências com a Justiça Eleitoral termina no próximo dia 6 de maio.

A regularização vale para quem ainda não tem título de eleitor, precisa atualizar dados cadastrais ou mudou de endereço e quer transferir o local de votação. O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do site do Tribunal Superior Eleitoral.

Neste ano, os eleitores vão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados. Pela legislação brasileira, o voto é obrigatório para pessoas entre 18 e 70 anos. Já jovens de 16 e 17 anos, além de idosos acima de 70, têm o voto facultativo. Quem tem 15 anos já pode solicitar o título, desde que complete 16 até o dia da eleição.

Na Bahia, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia começou a enviar mensagens por WhatsApp para quem ainda não fez o cadastro biométrico, o que gerou dúvidas entre eleitores. Mas, segundo o órgão, não há motivo para preocupação.

De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do tribunal, André Cavalcante, a biometria não é obrigatória para votar neste momento. Ou seja, quem estiver com a situação regular poderá votar normalmente, mesmo sem o cadastro.

A orientação é que o eleitor consulte sua situação antes de sair de casa, utilizando o atendimento online disponível no site da Justiça Eleitoral. Isso evita deslocamentos desnecessários e agiliza o atendimento.

O tribunal também reforça que as mensagens enviadas são oficiais e não solicitam dados pessoais, servindo apenas como alerta para que o cidadão procure atendimento, caso necessário.

Além do prazo para regularização do título, o calendário eleitoral também prevê outras datas importantes. Nesta sexta-feira (3), termina a chamada “janela eleitoral”, período em que políticos podem mudar de partido sem perder o mandato. Já neste sábado (4), se encerra o prazo de desincompatibilização para agentes públicos que pretendem disputar as eleições, exigindo o afastamento de cargos para evitar vantagens indevidas.

Com o fim do prazo se aproximando, a recomendação da Justiça Eleitoral é clara: não deixar para a última hora. Regularizar a situação com antecedência é a melhor forma de garantir o direito ao voto e evitar contratempos.


A Gerp divulgou nesta sexta-feira (27) uma nova pesquisa de intenções de voto para presidente da República nas eleições de 2026.
Nos quatro cenários de primeiro turno, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados dentro da margem de erro de 2,24 pontos percentuais.
O instituto também apresentou aos entrevistados seis cenários de segundo turno, todos com a presença de Lula.
Além disso, os entrevistados responderam em quem não votariam para o cargo em 2026.

Pesquisa para presidente da República em 2026
A Gerp fez um cenário espontâneo (quando não são apresentados os nomes) e quatro cenários estimulados (quando são mostrados os nomes).
Lula e Flávio Bolsonaro são os mais citados na pesquisa espontânea
Lula (PT): 33%
Flávio Bolsonaro (PL): 27%
Jair Bolsonaro (PL)*: 3%
Ciro Gomes (PSDB): 1%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 1%
Ratinho Junior (PSD): 1%
Romeu Zema (Novo): 1%
Ronaldo Caiado (PSD): 1%
Eduardo Leite (PSD): 0%
Michelle Bolsonaro (PL): 0%
Outros: 2%
Não sabe/não respondeu: 30%
*O ex-presidente Jair Bolsonaro está inelegível até 2030 após condenação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
Lula e Flávio empatam tecnicamente no primeiro cenário estimulado
Lula (PT): 38%
Flávio Bolsonaro (PL): 36%
Ciro Gomes (PSDB): 7%
Ratinho Júnior (PSD): 4%
Romeu Zema (Novo): 3%
Ronaldo Caiado (PSD): 3%
Renan Santos (Missão): 1%
Aldo Rebelo (DC): 0%
Nenhum deles: 3%
Não sabe/não respondeu: 6%

No segundo cenário, o empate técnico persiste
Lula (PT): 38%
Flávio Bolsonaro (PL): 37%
Ciro Gomes (PSDB): 7%
Ronaldo Caiado (PSD): 5%
Romeu Zema (Novo): 5%
Renan Santos (Missão): 1%
Aldo Rebelo (DC)5: 0%
Nenhum deles: 3%
Não sabe/não respondeu: 4%
Empate é numérico no terceiro cenário
Flávio Bolsonaro (PL): 37%
Lula (PT): 37%
Ciro Gomes (PSDB): 7%
Ratinho Junior (PSD): 5%
Romeu Zema (Novo): 4%
Renan Santos (Missão): 1%
Aldo Rebelo (DC): 0%
Nenhum deles: 4%
Não sabe/não respondeu: 4%
No último cenário, novo empate dentro da margem de erro
Flávio Bolsonaro (PL): 40%
Lula (PT): 38%
Ciro Gomes (PSDB): 7%
Romeu Zema (Novo): 5%
Eduardo Leite (PSD): 3%
Renan Santos (Missão): 1%
Aldo Rebelo (DC): 0%
Nenhum deles: 3%
Não sabe/não respondeu: 4%

Pesquisa para segundo turno para presidente da República em 2026
A Gerp simulou seis cenários de segundo turno, todos com a presença de Lula.
Flávio Bolsonaro x Lula
Flávio Bolsonaro (PL): 48%
Lula (PT): 45%
Nenhum deles: 5%
Não sabe/não respondeu: 3%
Lula x Ciro Gomes
Lula (PT): 39%
Ciro Gomes (PSDB): 38%
Nenhum deles: 19%
Não sabe/não respondeu: 4%
Lula x Ratinho Junior
Lula (PT): 42%
Ratinho Junior (PSD): 42%
Nenhum deles: 13%
Não sabe/não respondeu: 3%

Lula x Ronaldo Caiado
Lula (PT): 44%
Ronaldo Caiado (PSD): 37%
Nenhum deles: 15%
Não sabe/não respondeu: 4%
Lula x Romeu Zema
Lula (PT): 45%
Romeu Zema (Novo): 41%
Nenhum deles: 11%
Não sabe/não respondeu: 3%
Lula x Eduardo Leite
Flávio Bolsonaro (PL): 41%
Eduardo Leite (PSD): 35%
Nenhum deles: 20%
Não sabe/não respondeu: 4%

Rejeição para presidente da República em 2026
A Gerp quis saber dos entrevistados em quais dos candidatos apresentados eles não votariam de jeito nenhum para presidente da República.
Lula (PT): 51%
Flávio Bolsonaro (PL): 45%
Romeu Zema (Novo): 16%
Eduardo Leite (PSD): 16%
Ratinho Junior (PSD): 15%
Ronaldo Caiado (PSD): 13%
Ciro Gomes (PSDB): 12%
Renan Santos (Missão): 12%
Aldo Rebelo (DC): 11%
Poderia votar em qualquer um deles: 1%
Não votaria em nenhum deles: 1%
Não sabe/Não respondeu: 2%
Metodologia: A Gerp ouviu 2.000 pessoas entre os dias 20 e 25 de março de 2026. A margem de erro é de 2,24 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP). O nível de confiança é de 95,55%. Registro no TSE nº BR-02846/2026.
Por que a Gazeta do Povo publica pesquisas eleitorais
A Gazeta do Povo publica há anos todas as pesquisas de intenção de voto realizadas pelos principais institutos de opinião pública do país. As pesquisas de intenção de voto fazem uma leitura de momento, com base em amostras representativas da população.

Métodos de entrevistas, composição e número da amostra e até mesmo a forma como uma pergunta é feita são fatores que podem influenciar no resultado. Por isso é importante ficar atento às informações de metodologias, encontradas no fim das matérias da Gazeta do Povo sobre pesquisas eleitorais.
Pesquisas publicadas nas eleições de 2022, por exemplo, apontaram discrepâncias relevantes em relação ao resultado apresentado na urna. Feitos esses apontamentos, a Gazeta do Povo considera que as pesquisas eleitorais, longe de serem uma previsão do resultado das eleições, são uma ferramenta de informação à disposição do leitor, já que os resultados divulgados têm potencial de influenciar decisões de partidos, de lideranças políticas e até mesmo os humores do mercado financeiro.

*Gazeta do Povo
Foto: Infografia/Gazeta do Povo


O prefeito de Jequié, Zé Cocá, afirmou nesta quinta-feira (26) que aceitou o convite para ser pré-candidato a vice-governador da Bahia na chapa liderada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. O convite foi feito durante agenda em Jequié.

Ao comentar a decisão, o gestor destacou a confiança no projeto político apresentado por Neto e disse acreditar na possibilidade de mudança no estado.

“Com projeto de governo, não de poder, é o que Neto sonha aqui. Com certeza a Bahia será transformada, melhorará, e quando vi nos olhos de Neto, senti que podemos ajudar, melhorar e fazer com que a Bahia melhore”, afirmou.

Zé Cocá também ressaltou a relação de confiança pessoal ao justificar a aceitação do convite.

“Meu pai me dizia que o homem a gente conhece no olhar e palavra de homem vale mais do que qualquer coisa. Acredito no fio do bigode. Quando Neto me convidou, eu senti em Neto a palavra do fio do bigode. Meu pai dizia: homem pela palavra e boi pela venta”, completou.


Um levantamento Genial/Quaest divulgado nesta terça-feira (17) indica que 56% dos brasileiros afirmam já ter escolhido em quem votar para presidente, enquanto 43% dizem que ainda podem trocar de candidato.

Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 67% consideram a escolha definitiva, enquanto 31% admitem a possibilidade de mudança e 2% não souberam responder. Já entre os que dizem apoiar o senador Flávio Bolsonaro, 63% afirmam que não pretendem alterar o voto, 36% ainda podem rever a decisão e 1% não respondeu.

Entre os entrevistados que apoiam o governador Ratinho Jr. (PSD), 41% dizem que o voto está definido e 56% ainda podem mudar de candidato. Para o governador Romeu Zema (Novo-MG), 33% estão definidos e 67% ainda podem alterar o voto.

Por região, o Nordeste se destaca com a maior porcentagem de votos definidos com 64% dos entrevistados. Em seguida o Sul com 55%, o Centro-Oeste/Norte com 53% e por último, o Sudeste com 51%.

O recorte por gênero mostra diferenças: entre as mulheres, há um equilíbrio, com 49% dizendo ter o voto definido e o mesmo percentual admitindo mudança. Entre os homens, 62% afirmam já ter escolhido o candidato, enquanto 37% ainda consideram trocar de opção.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

*Metro1
Foto: Ricardo Stuckert / PR/Edilson Rodrigues/Agência Senado


Texto inicial permitiria a circulação de publicações patrocinadas negativas sobre governos nas redes sociais

Público e autoridades sentados no plenário do Tribunal Superior Eleitoral durante sessão de julgamento, em ambiente formal e institucional.
O TSE é responsável por garantir a lisura e a legalidade das eleições no Brasil | Foto: Agência Brasil/Divulgação.

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retirou da versão final das normas que regerão as eleições de 2026 um dispositivo que permitiria o impulsionamento pago de críticas a governos no período pré-eleitoral. A previsão constava de uma minuta inicial elaborada pela Corte para atualizar as regras eleitorais, mas acabou excluída do texto aprovado nesta semana.

A proposta divulgada no início do ano estabelecia que críticas ao desempenho da administração pública feitas por pessoas físicas não configurariam propaganda eleitoral antecipada negativa, mesmo quando impulsionadas nas redes sociais, desde que não houvesse elementos ligados diretamente à disputa eleitoral. Esse trecho, porém, não foi mantido na resolução final.

Depois da fase de consultas e audiências, o texto foi analisado pelo vice-presidente do TSE, o ministro Kassio Nunes Marques, antes de ser submetido ao plenário. A versão final das regras foi divulgada nesta quarta-feira, 4.

Ministro Kassio Nunes Marques, do STF | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil bets
Ministro Kassio Nunes Marques irá presidir o TSE em julho de 2026 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

PT atuou para impedir nova regra do TSE

O ponto gerou preocupação entre integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do Partido dos Trabalhadores (PT), que passaram a atuar para que a previsão fosse retirada. 

Segundo aliados do Planalto, a possibilidade de impulsionar críticas sem que isso fosse considerado propaganda antecipada poderia provocar desequilíbrio na disputa, já que Lula é o atual presidente e deve buscar a reeleição.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, foi uma das vozes críticas à proposta. Em fevereiro, depois de participar de evento em comemoração ao aniversário do PT, ela disse a jornalistas que a possibilidade era “muito preocupante”. No mesmo contexto, dirigentes do partido também se reuniram com representantes da Meta para discutir o tema.

Ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Na última terça-feira, 3, o PT acionou o TSE contra políticos que pagaram para impulsionar publicações críticas ao presidente depois do desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula. A iniciativa teve como base um levantamento elaborado pelo próprio partido, que identifica quem financiou as publicações. 

Integrantes do governo avaliam que o alcance dessas postagens pode desgastar a imagem do presidente e enxergam nelas um movimento antecipado da oposição.

Ao todo, o TSE aprovou 14 resoluções que disciplinam o processo eleitoral deste ano. As normas tratam de temas como propaganda, pesquisas eleitorais, fiscalização, auditoria e prestação de contas, além de orientar a atuação de partidos, coligações, federações, candidatos e eleitores.

modelo de urna eletrônica - eleições suplementares - direita x esquerda
Modelo de urna eletrônica usada no sistema eleitoral brasileiro | Foto: Reprodução/TSE 

Durante as audiências públicas promovidas pela Corte, o dispositivo sobre impulsionamento foi alvo de divergências. Representante do PT, o advogado Miguel Novaes argumentou que permitir a prática comprometeria a igualdade na disputa. 

“A totalização de críticas contra um único pretenso candidato à reeleição pode, certamente, causar um desequilíbrio eleitoral”, afirmou.

Já o Partido Liberal (PL) defendeu a manutenção da regra. O advogado Marcelo Luiz Ávila de Bessa sugeriu que a norma fosse alterada para permitir manifestações mesmo em contexto eleitoral, restringindo apenas pedidos explícitos de voto ou de não voto.


Turnos das eleições deste ano acontecerão nos dias 4 e 25 de outubro

Prédio do TSE Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, nesta segunda-feira (2), a resolução que fixa o calendário oficial das eleições deste ano. O documento reúne as principais datas do processo eleitoral, incluindo prazos para partidos, candidatos e eleitores, além dos dias de votação em primeiro e eventual segundo turno.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Caso seja necessário, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro. Neste pleito, estarão em disputa os cargos de presidente e vice-presidente da República, 27 governadores e seus respectivos vices, 54 vagas no Senado, 513 cadeiras na Câmara dos Deputados, 1.035 vagas nas assembleias legislativas e 24 assentos na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Entre os principais marcos do calendário estão os prazos de desincompatibilização, que variam de três a seis meses antes do primeiro turno, a depender do cargo ocupado. Para diversas funções públicas, o afastamento deve ocorrer até o início de abril.

Também até o começo de abril, partidos e federações que pretendem lançar candidatos precisam estar com seus estatutos devidamente registrados no TSE. O mesmo período marca o limite para definição de domicílio eleitoral por quem deseja concorrer, além do prazo final para que presidente, governadores e prefeitos renunciem aos cargos caso queiram disputar outras funções.

O prazo para emissão do primeiro título de eleitor, transferência de domicílio ou regularização da situação eleitoral vai até 6 de maio. As convenções partidárias, ou seja, o momento em que as legendas oficializam seus candidatos, ocorrerão entre 20 de julho e 5 de agosto. Já o registro das candidaturas deve ser feito até 15 de agosto.

A propaganda eleitoral começa em 16 de agosto, inclusive na internet e nas ruas. No rádio e na televisão, o horário eleitoral gratuito terá início 35 dias antes da antevéspera da votação, ou seja, no dia 28 de agosto. Pedido explícito de voto antes do prazo legal pode resultar em multa.

Por fim, a diplomação dos eleitos deverá ocorrer até 19 de dezembro, nos tribunais regionais eleitorais e no próprio TSE, a depender da função, encerrando formalmente o processo eleitoral.

Informações Pleno News

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