Festival promovido pela UNEF e pela UNIFAN reuniu atividades acadêmicas, salas temáticas, competições, apresentações culturais e shows durante três dias de programação

Feira de Santana recebeu, durante três dias, uma programação que conectou conhecimento, inovação, cultura e entretenimento na FINC 2026, festival universitário promovido pela UNEF e pela UNIFAN. Encerrado nesta quinta-feira (22), o evento teve como tema “A Era da IA: A Jornada da Inteligência Humana” e reuniu salas temáticas, estandes interativos, apresentações científicas, competições na Arena Geek e atrações culturais e musicais, aproximando a comunidade acadêmica do público externo.

A proposta do festival foi transformar o conhecimento desenvolvido em sala de aula em experiências práticas, estimulando a criatividade, a autonomia e o protagonismo dos estudantes. Para Thiago Oliver, diretor de Marketing e Comercial do Grupo Nobre, esse é um dos principais objetivos da iniciativa.

“Nós temos muitos objetivos na FINC, mas o principal é dar o protagonismo ao nosso aluno, queremos tornar os nossos estudantes protagonistas, seja apresentando um projeto simples ou uma grande experiência, dando a eles a autoridade e a autonomia necessárias para exercerem a profissão com confiança no mercado de trabalho”, destaca.

A perspectiva também é reforçada por Thiago Souza, pró-reitor da UNEF, que relaciona o festival às metodologias ativas de ensino e à aproximação entre universidade e sociedade. “A gente vê um resultado belíssimo ao colocar o aluno no centro da produção e em destaque. A FINC é o reflexo de um modelo de ensino em que o estudante desenvolve demandas reais e projetos práticos, aproximando a universidade da sociedade”, afirma.

Segundo Jodilton Souza, presidente do Grupo Nobre, a FINC surgiu para oferecer aos estudantes a oportunidade de aplicar os conhecimentos teóricos e compartilhar suas produções com a comunidade.

“A gente resolveu criar um projeto em que pudessem colocar em prática tudo aquilo que aprendem na teoria. E quando a gente desenvolve um projeto e entrega aos alunos, vem a incerteza se vão aceitar ou não. Para a nossa satisfação, foi praticamente 100% de aceitação. Essa união fez com que eles se juntassem e fizessem um grande projeto que estamos apresentando para a comunidade”, relata.

Salas temáticas colocaram o conhecimento em prática

Um dos destaques do festival foi a criação de salas temáticas e estandes interativos desenvolvidos por estudantes e professores da UNEF e da UNIFAN. Os ambientes exploraram diferentes áreas do conhecimento, com propostas que passaram pela investigação forense, o cuidado com a saúde, a justiça, a inovação tecnológica, a engenharia, a estética e o bem-estar, além da evolução humana, da história da educação e das transformações da comunicação.

Os projetos combinaram cenários, instalações e recursos visuais para apresentar conteúdos acadêmicos de forma interativa. A montagem também mobilizou conhecimentos técnicos e trabalho coletivo, como ocorreu com Cristian, estudante de Engenharia da Computação, que participou da estruturação dos espaços.

“Ajudar na montagem dos estandes, na estrutura de redes e na organização das arenas foi uma experiência incrível de trazer o aprendizado da faculdade diretamente para a prática e para o mercado de trabalho. A universidade nos proporciona essa oportunidade única de aprender e atuar no mesmo ecossistema”, relata.

Para Jodilton Souza, acompanhar o envolvimento dos estudantes também evidencia o potencial da experiência universitária na formação de profissionais preparados para os desafios contemporâneos.

“O que me deixa surpreso é saber o potencial que eles têm em desenvolver suas capacidades e habilidades. Esse potencial faz com que a gente forme profissionais diferenciados, pensando no futuro, no novo século e de forma mais humanizada — aquele profissional que pensa não só na profissão ou na remuneração, mas também no outro ao exercer sua carreira”, destaca.

Arena Geek aproximou tecnologia e cultura digital

A cultura gamer também marcou presença na FINC 2026, com jogos eletrônicos, competições e experiências interativas na Arena Geek. O espaço ampliou as possibilidades de participação do público e mostrou como o universo digital integra diferentes formas de entretenimento, aprendizagem e interação.

Para o professor Jonas, coordenador e docente da área de Tecnologia da Informação e Educação a Distância (EAD), a cultura geek também permite desenvolver habilidades importantes para a formação acadêmica e profissional.

“A tecnologia e a informática hoje estão presentes em tudo, inclusive no entretenimento e na cultura geek. O grande diferencial do ambiente universitário é ensinar a pensar estrategicamente, unindo o raciocínio crítico ao desenvolvimento de soluções que transformam a experiência das pessoas”, pontua.

A FINC reuniu ciência, debates sobre inteligência artificial e apresentações culturais

Na quarta-feira (21), a FINC 2026 reuniu atividades acadêmicas, desafios práticos e experiências de inovação. Na Arena Science, a programação contou com o Super Revisão do ENEM, a defesa de resumos expandidos e artigos científicos, a exposição de ligas acadêmicas da UNEF e da UNIFAN e a apresentação de startups. Já no estacionamento do Cajueiro Convenções, desafios como a competição de ponte de palitos e a disputa de instalação elétrica aproximaram o conhecimento teórico de situações práticas, envolvendo estudantes em experiências que estimularam a criatividade, o raciocínio técnico e a resolução de problemas.

A programação de encerramento, da quinta-feira (22), manteve essa integração entre conhecimento e cultura, com atividades científicas, experiências acadêmicas e apresentações artísticas. No Cajueiro Convenções, a Arena Science recebeu exposições de ligas acadêmicas, trabalhos científicos e lançamento de livros.

Entre os destaques esteve a mesa-redonda “A Inteligência Humana na Era das IAs: O Conhecimento como Ponte entre Pessoas e Tecnologia”, que reuniu especialistas para discutir os impactos da inteligência artificial na formação acadêmica e no futuro das profissões.

O professor e pesquisador Prof. Dr. Joaquim Felipe, especialista em Inteligência Artificial e docente do ISEP, em Portugal, ressalta a importância de manter o pensamento crítico e a responsabilidade humana diante do avanço das tecnologias generativas.

“A inteligência artificial deve ser um apoio à nossa produtividade e capacidade de ir mais longe, mas o ser humano precisa continuar no centro da decisão. O que distingue o ser humano não é apenas a inteligência, mas a empatia, o espírito crítico e a capacidade de compreender as consequências de cada escolha”, afirmou.

Nas arenas Discovery e Global, apresentações musicais, dança e manifestações culturais movimentaram o público. A programação contou com a fanfarra do Colégio Estadual Georgina Erismann, Galã da Seresta, a Companhia de Arte da APAE, o 35º Batalhão de Infantaria, Laércio Vieira, o grupo The Lynx, com o espetáculo “Rótulo 2000”, entre outras atrações.

O desfile de cosplay com premiação também integrou as atividades, conectando a programação cultural ao universo geek. Mas foi com o show de encerramento de Ed Segredo que a Arena Global ferveu de vez, mesmo depois de três dias intensos de programação, com atividades acadêmicas, experiências imersivas e atrações culturais, a galera reuniu as últimas forças para aproveitar aquele momento e levantou a arena. Ao som do artista, o público cantou, dançou e celebrou o encerramento do festival em clima de festa e confraternização.

Para Fernanda Cedro, coordenadora de Comunicação e professora, a diversidade de experiências contribui para ampliar o repertório cultural, científico e humano dos participantes.

“Viver a FINC é fundamental para a construção de repertório, ao circular pelas salas temáticas e pelas arenas, você aprende algo novo a cada instante e percebe que os estudantes entregaram conhecimento científico de verdade aliado à cultura, à arte e ao entretenimento”, avalia.

Ao longo dos três dias, a FINC 2026 integrou projetos acadêmicos, inovação, tecnologia e manifestações culturais em uma programação que valorizou a participação dos estudantes e o diálogo com a sociedade. Sob o tema “A Era da IA: A Jornada da Inteligência Humana”, o festival também reforçou a importância de aliar os avanços tecnológicos ao pensamento crítico, à criatividade e à formação humanizada.

Com informações da assessoria de comunicação

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