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Selma Teixeira abandonou o celibato depois de um problema no coração - Arquivo Pessoal
Selma Teixeira abandonou o celibato depois de um problema no coração Imagem: Arquivo Pessoal

Vinte e cinco anos depois de se tornar freira, Selma Teixeira, 51, decidiu dar um novo rumo para a sua vida: deixar o celibato. A decisão ocorreu após ela passar por um tratamento cardíaco e uma cirurgia bariátrica — ela chegou a pesar 148 quilos. Durante as consultas de rotina, a ex-freira conheceu uma médica que se tornou sua amiga e, um tempo depois, chegou a beijá-la — fazendo com que Selma repensasse o seu futuro.

A Universa, ela conta sua história.

“Meu nome é Selma Teixeira, mas já fui Chiara Letícia. Já estive com três papas e o último deles, o papa Francisco, me escreveu uma carta com votos de um casamento feliz. Não será possível atender ao desejo dele e a decisão não é minha, é da igreja.

Sou uma ex-freira, ex-madre superiora, que abandonou os votos de castidade, pobreza, obediência, clausura e o mais alto posto que uma mulher pode alcançar na igreja católica por causa do meu coração.

Primeiro, porque ele deu sinais de pane. Segundo, porque me apaixonei por uma das pessoas que salvou a minha vida. A paixão arrebatadora foi o apagar das luzes de 25 anos de dedicação exclusiva à igreja.

Eu vivi no celibato e no enclausuramento por quase três décadas, mas isso não significa que a minha vida até aqui não tenha sido movimentada.

Nasci na cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo, e foi por uma inquietação e uma vontade imensa de contribuir para a comunidade humana que dei início ao que, na igreja, chamamos de vida consagrada. Isso, aos 18 anos.

Como sempre fui muito idealista, comecei por buscar uma ordem que tivesse um trabalho social, principalmente com mulheres em situação de risco. Isso porque, desde cedo, eu me incomodava com o afastamento das mulheres nas posições de importância na igreja.

Foi aí que eu cheguei às irmãs carmelitas teresianas, uma ordem instalada na cidade de Jundiaí, também no interior de São Paulo. Elas tinham um trabalho externo importante justamente com meninas e mulheres em situação de risco.

Mas eu fui além quando, nas minhas formações, tive contato mais profundo com a vida de Santa Clara e São Francisco de Assis. Eu entendi que o que me consumia internamente era não ter encontrado, até aquele momento, a minha forma religiosa de expressão e soube, através do conhecimento, que queria viver como eles viveram, e decidi que seria pobre, livre e casta, como eles foram.

Eu não sabia que seria tão difícil.

Me transferi, diante dessa escolha, para a ordem das irmãs clarissas, na cidade de Colatina, no Espírito Santo e em 1º de setembro de 2002 fiz os votos perpétuos e me tornei a irmã Chiara Letícia da Mãe de Deus. Fui Chiara até meus 47 anos.

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Em 25 anos como freira, ela trabalhou com gestão de pessoas, gestão de recursos — também estudou teologia, filosofia, psicologia e históriaImagem: Arquivo Pessoal

Construí dois mosteiros

Foi minha atuação com as irmãs clarissas em Colatina que abriu as portas para que, anos mais tarde, eu me tornasse uma madre superiora.

No Espírito Santo, eu assumi a responsabilidade pela formação das freiras, fui membro do conselho da comunidade e estive à frente da retomada das obras do mosteiro, que estavam paralisadas por falta de recursos.

Primeira obra concluída com sucesso. Em 2008, as irmãs clarissas decidiram pela criação de uma nova formação, a de Nossa Senhora das Alegrias, na cidade de Araputanga, no interior do Mato Grosso. Foi ali, depois de 14 anos na vida religiosa, que me tornei madre superiora e estive de novo à frente da captação de recursos para a construção do segundo mosteiro da minha vida.

Como freira e madre superiora, segui religiosamente todos os ritos do mosteiro e da clausura. Jejum e orações na madrugada estavam entre esses ritos.

‘Se eu fosse padre, certamente seria um doutor’

Em 25 anos como freira, trabalhei com gestão de pessoas, gestão de recursos, estudei teologia, filosofia, psicologia e história, mas em entidades que não são reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC) e que, portanto, não contam para o meu currículo como uma civil.

Eu ainda tenho muitas questões com a igreja, porque a gestão ainda é carregada de machismo. A redução do papel da mulher e a questão do patriarcado na igreja sempre me afetou, por isso sempre procurei por ordens que valorizavam a vida feminina.

Se eu fosse um padre, certamente seria um doutor em teologia, pelo menos, mas como mulher, a falta de reconhecimento por toda instrução que a gente adquire empobrece muito a vida consagrada feminina.none

Três papas e um alvo no coração

Desde que me tornei freira, estive algumas vezes no Vaticano e me encontrei com os três últimos papas: João Paulo 2º, Bento 16 e Francisco. Foram experiências que eu, como uma menina do interior, jamais poderia conceber.

Muitas das histórias que vivi seriam inimagináveis para a mesma menina lá do início dos anos 90.

A peça que meu coração pregou foi mais uma dessas. Com 148 quilos e 1 metro e 58 centímetros de altura, ele começou a bater de forma desenfreada e me vi vítima de episódios de pressão alta. Depois de começar o tratamento cardíaco, fui submetida a uma cirurgia bariátrica e ali, minha vida mudou mais uma vez.

Eu já percebia, na época, que meu tempo na clausura, toda a doação para a igreja e comunidade estavam chegando ao fim, que eu já tinha contribuído o suficiente. Pode não ser suficiente para as outras pessoas, mas foi suficiente para mim. A nossa história é transitória, a minha história com Deus também poderia ser dinâmica.none

Durante o meu tratamento, fui acompanhada por uma médica que se tornou minha amiga. Eu sentia muita gratidão por ela ter sido uma das profissionais que salvou a minha vida e como tínhamos um gosto musical semelhante, em uma das minhas viagens, comprei um box do compositor clássico francês Claude Debussy e dei de presente para ela.

Em um dos meus exames, cheguei no consultório e ela tinha colocado Debussy para tocar. Foi nesse dia que ela me deu um beijo.

Ela me deu um beijo inesperado e eu, claro, não correspondi. Demorei muito tempo para perceber que tinha me ligado afetivamente a ela. Eu resolvi um problema de saúde, mas ganhei um problema afetivo.none

Fiquei confusa e, como eu tinha direito a uma licença de três anos, decidi pedir afastamento por um ano para refletir e dar continuidade ao meu tratamento em São Paulo.

A carta do papa

Eu poderia ter usado a igreja e esse período sabático até me decidir sobre a minha relação, mas não é da minha índole. Eu convivi com muitas pessoas que eu considero santas e que me marcam até hoje, que estavam ali pelo mesmo propósito que tive até aquele momento. Por isso, optei por interromper a minha licença.

Decidi pedir o que a igreja chama de exclaustração definitiva, que é a anulação dos votos de castidade, obediência, pobreza e clausura. Só há uma pessoa que poderia me dispensar do meu cargo de madre superiora: o papa.

Primeiro, escrevi uma carta para a madre superiora do mosteiro mãe, que juntou outros documentos da minha vida religiosa e encaminhou tudo ao Vaticano.

Na carta de retorno, o papa Francisco me agradeceu pelos anos de dedicação à vida religiosa e à igreja católica, disse que estava rezando para que eu fosse feliz e que daquele momento em diante eu estava totalmente desligada dos votos, que poderia ter novas relações e até contrair matrimônio.

Eu me casei, mas não foi o único e tradicional casamento abençoado pela igreja católica. Tampouco me casei com a médica que me roubou o beijo que foi decisivo para o fim do meu tempo como madre superiora.

Como uma mulher que ficou 25 anos dentro de uma instituição que tinha normas e leis traçadas, eu não queria aquilo novamente. Eu sabia que, assumindo o relacionamento com uma pessoa que estava completamente estável, eu apenas trocaria de papel, trocaria de caixa, e liberdade era algo que eu tinha acabado de conquistar.

Hoje me considero uma pessoa melhor e a teologia e filosofia são parte disso. Minha relação com a igreja mudou, mas a minha fé em Deus e em Nossa Senhora continua inabalável.

Dona de bar

Liberada da vida religiosa, voltei a Piracicaba e tive um relacionamento com essa médica por seis meses. Depois disso, realizei o sonho de viajar para o Chile com uma sobrinha e com essa mesma sobrinha comprei um bar.

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Depois de deixar o celibato, Selma abriu um bar e hoje trabalha como motorista de aplicativoImagem: Arquivo Pessoal

Fomos imensamente felizes, fizemos amigos que estarão com a gente pelo resto das nossas vidas, bebemos tanto quanto nossos clientes e fechamos na pandemia.

Depois disso, trabalhei na melhor padaria da cidade e a minha profissão mais recente é a de motorista de aplicativo.

Eu gosto muito de dirigir. De tudo o que eu fiz até agora, dirigir é o trabalho com o qual eu mais me identifico. Eu sempre gostei, em todos os meus papéis, do contato com as pessoas, e tenho encontrado pessoas fascinantes enquanto estou ao volante.

Conheci minha esposa em outubro e estamos casadas desde fevereiro.

Hoje eu sou uma pessoa que tem tatuagem, que adora uma cerveja, apaixonada e casada com a Priscila, que é uma companheira para a vida. Tenho certeza que Deus está feliz comigo, porque ele sabe que estou realizando o que eu queria realizar.none

Eu nunca senti que Deus me abandonou porque saí da vida religiosa ou porque estou em pecado, vivendo com uma mulher que me completa. Passei 25 anos da minha vida na clausura, não é tão difícil imaginar por que eu quero expandir. Viver livre, leve e solta.

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Selma casou com Priscila e só quer “viver livre, leve e solta”Imagem: Arquivo Pessoal

Informações Universa UOL


Tina Turner nasceu nos Estados Unidos, mas morava há anos na Suíça  - Christian Charisius / AFP
Tina Turner nasceu nos Estados Unidos, mas morava há anos na Suíça  Imagem: Christian Charisius / AFP

A cantora Tina Turner, que morreu hoje aos 83 anos, nasceu nos Estados Unidos, mas renunciou à cidadania americana em 2013, segundo o jornal Washington Post.

Ela vivia na Suíça há quase três décadas, casou-se com o produtor musical alemão Erwin Bach e obteve a nacionalidade suíça.

Em uma declaração de renúncia voluntária à cidadania americana, Turner afirmou não ter fortes vínculos com os Estados Unidos, com exceção de sua família, e que também não tinha planos de residir nos Estados Unidos no futuro.

Onde ela morava?

Tina Turner morava em Kusnacht, na Suíça.

No começo de 2022, ela e o marido, Erwin Bach, compraram uma nova casa nas redondezas do Lago Zurique. Na época, eles disseram que o espaço seria utilizado como um “novo retiro de fim de semana”.

O que se sabe sobre o imóvel?

A casa está avaliada em U$ 76 milhões (o equivalente a R$ 375,9 milhões).

O imóvel abrange mais de 22 mil metros quadrados.

Local tem lagoa privada, riacho, piscina e deck para barcos.

Com quem Tina Turner morava?

A cantora se relacionava com Erwin Bachdesde 1995.

O casal oficializou a união em 2013 com uma cerimônia civil e uma celebração budista.

Na época, Tina renunciou à cidadania americana e obteve a nacionalidade suíça.

Antes de Erwin, ela foi casada com o músico Ike Turner, que morreu em 2007 após uma overdose de cocaína.

Tina e Ike se separaram em 1987, após um relacionamento marcado por brigas e violência.

Informações Splash UOL


Mãe dos três filhos do apresentador, Rose Miriam ficou de fora do testamento e briga na Justiça para ter direito a 50% da herança. Testamento deixado por Gugu dá 75% dos bens aos filhos e 25% a cinco sobrinhos. Rose chegou a ser questionada sobre vida íntima.

 — Foto: Arquivo pessoal

— Foto: Arquivo pessoal 

Um aumento nas buscas relacionadas à vida pessoal de Gugu Liberato foi percebida no Google desde que a herança do apresentador, morto em 2019 nos Estados Unidos, voltou a ser discutida na 9ª Vara de Família e Sucessões do foro Central de São Paulo nesta semana. 

A família dividida, as intimidades expostas, as audiências adiadas, as manifestações nas redes sociais de envolvidos, as especulações do público, e o fato de o processo estar sob segredo de Justiça, marcam o caso. 

  • De um lado, Rose Miriam tenta provar união estável com o apresentador. Ela era apresentada por Gugu como “minha família” e é apoiada pelas duas filhas, Sofia e Marina. 
  • Do outro lado, estão João Augusto, filho mais velho de Rose e Gugu, a irmã de Gugu, Aparecida Liberato, e os sobrinhos, que querem seguir o testamento deixado pelo apresentador. 

Feito em 2011, o testamento não incluiu Rose e distribuiu a herança, avaliada em R$ 1 bilhão, da seguinte forma: 

  • 75% para os três filhos 
  • 25% para os cinco sobrinhos
  • Pensão vitalícia para a mãe do apresentador, Maria do Céu Moraes, 90 anos, de R$ 163 mil 

Rose não aparece no testamento e, segundo “O Globo”, só assinou documento abrindo mão da herança porque estava sob efeito de remédios, com um “quadro delirante”.

O que Rose cobra na Justiça?

Gugu repassava em vida US$ 10 mil mensais para que Rose Miriam cobrisse despesas pessoais e da casa da família em Orlando, nos Estados Unidos. Em 2021, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que o valor deveria ser mantido e pago pelo espólio do apresentador. 

Rose alega que a quantia não foi paga de maneira correta e cobra os valores. Ela também pede que a Justiça reconheça sua união estável com Gugu ao longo dos 20 anos em que viveram juntos. 

Gugu Liberato e Rose — Foto: Reprodução/TV Globo

Gugu Liberato e Rose — Foto: Reprodução/TV Globo 

O que muda caso a união estável seja reconhecida?

Caso fique comprovada a relação estável de Rose com o apresentador, ela terá direito a metade da herança. Os outros 50% ficariam com os três filhos. Os cinco sobrinhos citados no testamento deixado por Gugu deixariam de ter direito ao patrimônio. 

Quem representa cada parte?

Rose Miriam e as filhas Marina e Sofia são representadas pelo advogado Nelson Wilians, enquanto a irmã do apresentador, Aparecida Liberato, e o filho João Augusto são representados pelo advogado Dilermando Cigagna. 

Procurado, Cigagna disse que não comenta o caso. Wilians comentou brevemente que “as gêmeas Marina e Sofia sempre estiveram ao lado da mãe na busca dela pelo reconhecimento de união estável na Justiça”. 

Marina, filha de Gugu, chega ao Fórum acompanhada do advogado — Foto: Divulgação

Marina, filha de Gugu, chega ao Fórum acompanhada do advogado — Foto: Divulgação 

Quando haverá uma definição?

Ainda não se sabe. A Justiça adiou dois dias de audiências previstas para terça (23) e quarta-feira (24), depois de ouvir as gêmeas na segunda (22). O juiz da 9ª Vara de Família e Sucessões do foro Central, que analisa o pedido de união estável, remarcou as sessões para junho sob alegação de que a medida foi tomada para que todas as testemunhas sejam ouvidas. 

Há outros envolvidos na disputa?

Após a morte, o chefe de cozinha Thiago Salvático alegou ter se relacionado com Gugu e que os dois eram companheiros. A mesma 9ª Vara da Família e Sucessões da Justiça de São Paulo considerou que os dois eram amigos e julgou o caso como extinto “sem exame de mérito”. Cabe recurso. 

Gugu e Thiago em viagem — Foto: Reprodução

Gugu e Thiago em viagem — Foto: Reprodução 

  • Gugu morreu em 2019 após um acidente doméstico na casa da família, em Orlando (EUA).
  • No testamento, assinado em 2011, Gugu não reconheceu Rose Miriam como companheira em união estável.
  • O patrimônio deixado pelo apresentador é avaliado em R$ 1 bilhão, sendo que 75% seria destinado aos filhos e o restante, 25%, aos cinco sobrinhos.
  • Gugu nomeou a própria irmã, Aparecida Liberato, como responsável por cuidar de seu espólio;
  • Miriam entrou numa disputa judicial pela herança.
  • Enquanto as filhas saíram em defesa da mãe, o filho defende o testamento deixado pelo pai.
  • Gugu repassava, em vida, US$ 10 mil mensais para que Rose Miriam cobrisse despesas pessoais dela e da casa da família em Orlando, nos Estados Unidos. 
  • Em 2021, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que o valor deveria ser mantido e pago pelo espólio do apresentador, mas Rose questiona o pagamento.

Na segunda-feira (22), as filhas gêmeas de Gugu, Marina e Sofia, participaram da primeira audiência e se posicionaram a favor da mãe. Elas moram nos Estados Unidos e desembarcaram em São Paulo na sexta-feira (19) passada. Após as primeiras oitivas, Marina publicou uma foto nos Stories visitando os estúdios da GGP Produções, fundados em 1999 pelo apresentador e empresário. “Muito bom voltar a esse lugar que nosso pai construiu com tanto carinho e que ele tanto gostava. Amei e pretendo voltar muitas vezes”, escreveu no seu perfil. 

Presente na audiência, João Augusto Liberado negou que ficou em silêncio em depoimento à Justiça de forma proposital. “Não é verdade que preferi ficar calado durante a audiência, não me manifestei porque não era o momento de me ouvir”, escreveu no seu perfil no Instagram após meses afastado da rede social. 

O que aconteceu depois foi uma sequência de informações desencontradas. Perguntas direcionadas à Rose pela defesa de Aparecida Liberato, irmã de Gugu, começaram a circular sem confirmação de nenhum dos lados. 

O g1 confirmou que Dilermando Cigagna, advogado que defende os interesses de Aparecida e João, perguntou à Rose detalhes da sua vida íntima com Gugu. A pergunta foi reprovada pelo juiz do caso, José Walter Chacon Cardoso. 

“Não é impertinente, mas é constrangedor. Porque eu não sei quando o meu pai…” diz uma voz que é interrompida por outra: “Posso responder? Eu quero!”.

Informações G1

OMS já fala em nova pandemia
25 de Maio de 2023

O diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que os países precisam se preparar

OMS Tedros Adhanom Ghebreyesus
Segundo o diretor-geral da OMS, a próxima pandemia está fadada a ‘bater à porta’ | Foto: Foto: Reprodução/Flickr 

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu que os países façam as “reformas necessárias” para suportar uma próxima pandemia. Ele fez a advertência na segunda-feira 22, durante a assembleia anual da OMS.

“Se não fizermos as mudanças que precisam ser feitas, quem fará?”, perguntou Tedros, semanas depois de a organização decretar o fim da emergência global para a pandemia de covid-19. “E se não fizermos agora, quando?”publicidade

O chefe da OMS disse que tais medidas precisam ser tomadas com celeridade, porque a próxima pandemia está fadada a “bater à porta”. “Não podemos empurrar com a barriga”, advertiu Tedros.

Ameaça de nova pandemia?

fim da pandemia
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom | Foto: Divulgação/OMS

A Assembleia Mundial da Saúde coincide com o 75º aniversário da OMS. O evento terá duração de dez dias.

Os 194 Estados membros da OMS negociam reformas nas regras que fixam suas obrigações no caso de uma ameaça internacional de saúde. Os países também trabalham para elaborar um tratado pandêmico mais amplo, o que deve ser consolidado em 2024. “Um compromisso desta geração é importante, porque é esta geração que experimentou quão terrível um pequeno vírus pode ser”, disse Tedros.

O diretor-geral da OMS também avaliou o estágio da covid-19 no mundo. “Permanece a ameaça do surgimento de outra variante, que pode causar novos surtos de doenças e mortes”, alertou. “A ameaça de outro patógeno emergente com potencial ainda mais mortal continua. As pandemias estão longe de ser a única ameaça que enfrentamos. Em um mundo de crises sobrepostas e convergentes, uma arquitetura eficaz para a preparação e para a resposta a emergências de saúde deve abordar emergências de todos os tipos.”

Informações Revista Oeste


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao lado de sua mulher, Michelle - Isac Nóbrega/PR
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao lado de sua mulher, Michelle Imagem: Isac Nóbrega/PR

Os advogados que atuam na defesa de Jair Bolsonaro (PL-RJ) informaram à coluna que decidiram entregar para a PF (Polícia Federal), de modo voluntário, os extratos bancários da conta pessoal do ex-presidente relativos aos últimos 48 meses, ou seja, desde 2019.

A ideia, segundo a defesa, é mostrar que os pagamentos feitos com dinheiro vivo, a pedido de Michelle, teriam como origem dinheiro que saiu da conta de Bolsonaro.

“A defesa tem absoluta convicção no encontro de centavos entre saídas de recursos e pagamentos de despesas e boletos”, informaram os advogados, por nota. A defesa, porém, ainda não afirmou quando isso será realizado. A expectativa é que seja nos próximos dias. Fábio Wajngarten, ex-secretário da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência) e advogado que atua na defesa de Bolsonaro já tinha mencionado em uma entrevista coletiva, na semana passada, que ofertaria documentos, extratos e contabilidade sobre o caso.

O UOL revelou, em reportagem do colunista Aguirre Talento, que a PF encontrou no telefone celular do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, uma série de cópias de boletos e mensagens que mostram como eram feitos os pedidos para saques em dinheiro vivo e pagamentos para atender a então primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Reportagens do UOL desde a semana passada mostraram que a ordem durante a gestão de Bolsonaro era usar dinheiro vivo para o pagamento dessas despesas da primeira-dama e que Mauro Cid manifestou preocupação que o caso fosse caracterizado como uma “rachadinha”, semelhante à acusação feita contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A PF inclusive detectou depósitos feitos por Mauro Cid para a conta de Michelle. O UOLtambém revelou que uma empresa com contrato na Codevasf fez repasses a um funcionário da Ajudância de Ordens que era responsável por sacar dinheiro vivo para pagar despesas da primeira-dama.

Como eram enviadas as mensagens

As mensagens eram enviadas a Mauro Cid por duas assessoras dela, Cintia Nogueira e Giselle Carneiro, que costumavam se referir a Michelle como “dama” ou pela sigla “PD”. Cid foi preso no último dia 3 de maio por suspeita de um esquema de fraude em certificados de vacina.

A defesa do ex-presidente e da ex-primeira-dama afirma que as despesas de Michelle Bolsonaro eram custeadas com recursos da conta pessoal de Bolsonaro. A PF apura se existiu desvio de recursos públicos.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou a quebra do sigilo telemático de Cid após a investigação do vazamento de um inquérito do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). As conversas estavam salvas na nuvem de seu aparelho celular. Após constatar a suspeita de desvios de recursos públicos, Moraes também autorizou a quebra do sigilo bancário de Cid e de outros funcionários do Planalto.

A PF encontrou, nos primeiros diálogos analisados, um conjunto de 13 comprovantes de depósitos em dinheiro vivo feitos por Cid na conta de Michelle entre março e agosto de 2021, que totalizaram R$ 21.500. A investigação agora analisa as quebras de sigilo bancário para identificar as transações entre 2019 e 2022, durante toda a gestão de Bolsonaro.

Na análise inicial, a PF identificou dez solicitações de saques em dinheiro vivo feitas pelas assessoras de Michelle a Mauro Cid entre março e outubro de 2021, totalizando cerca de R$ 5.600.

Nos diálogos, as assessoras da então primeira-dama ordenam pagamentos para serviços prestados a ela, como costureira, podóloga e até mesmo um veterinário. Também pedem depósitos mensais para Rosimary Carneiro, que era titular do cartão de crédito usado pela então primeira-dama, e para familiares de Michelle.

Informações UOL


Lula discursando na COP 27 - Reprodução/Youtube
Lula discursando na COP 27 Imagem: Reprodução/Youtube

As medidas que enfraquecem o Ministério do Meio Ambiente e minam os compromissos do Brasil na questão climática ameaçam também abalar a estratégia de inserção internacional do país.

Diplomatas e atores políticos brasileiros, argentinos e europeus consultados pelo UOL afirmam que, se confirmada a guinada no Brasil em temas relacionados à questão climática, as possibilidades de que o tratado comercial com a UE avance ficam ainda mais distantes.

Além de um abalo no acordo, existem temores de que recursos prometidos para o Fundo Amazônia ou a cooperação bilateral possam ser afetados ou pelo menos questionados pelos parceiros estrangeiros. A própria posição de debilidade de Marina Silva como ministra de Meio Ambiente é considerada já no exterior como um fator a ser considerado em eventuais conversas sobre os compromissos do novo governo brasileiro.

Se o governo Lula indicou que quer sediar uma Cúpula da Amazônia em agosto e ainda receber a Conferência da ONU sobre o Clima, em 2025, os acontecimentos nos últimos dias acenderam um alerta entre diplomatas e governos estrangeiros.

Uma das vítimas de uma mudança na postura do Brasil seria o acordo comercial com a Europa. O governo de Jair Bolsonaro fechou o entendimento com a UE em 2019. Mas, para que fosse finalizado e ratificado, os europeus exigiam que sua administração desse provas de que estava disposta a lidar com o desmatamento. Como Bolsonaro foi na direção oposta, o acordo foi congelado, enquanto os europeus esperavam o fim de seu governo.

Uma nova esperança apareceu quando Lula assumiu compromissos públicos de fazer uma profunda mudança na questão ambiental brasileira. Mas os atritos começaram uma vez mais com os europeus depois que Bruxelas apresentou, em abril, uma proposta de acordo no qual o Brasil assumiria novos compromissos que iriam para além do Acordo de Paris.

O Itamaraty considerou a proposta como inadequada e alertou que aquilo não poderia ser a base de uma nova negociação.

Mas um dos argumentos do governo Lula era de que essas exigências não seriam necessárias, já que a nova administração estava empenhada na proteção ambiental e na queda do desmatamento.

Na avaliação de diplomatas, portanto, se o Congresso aprovar o enfraquecimento da capacidade do estado em lidar com a questão ambiental, são os próprios negociadores brasileiros que ficam sem argumentos nas conversas com os europeus. “Estamos correndo o risco de ver sepultado o acordo”, admitiu um deles.

Para os europeus, por outro lado, sem garantias de que há uma mudança real na postura do Brasil, não há espaço para se pensar em assinar um acordo.

O especialista em política internacional, Carlos Rittl, acredita que os europeus deveriam ter ficado atentos com o Congresso e as eventuais barganhas que poderiam existir. Segundo ele, a UE deveria ter alertado que “retrocessos poderiam levar o “impulso Lula” em favor de um acordo comercial para o buraco”.

A própria ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, alertou que esse poderia ser um dos impactos internacionais das medidas adotadas no Brasil.

“Não basta a credibilidade do presidente Lula, ou da ministra do Meio Ambiente. O mundo vai olhar para o arcabouço legal e ver que a estrutura do governo não é a que ganhou as eleições, é a estrutura do governo que perdeu. Isso vai fechar todas as nossas portas”, disse, em audiência na Comissão de Meio Ambiente da Câmara.

Segundo ela, as mudanças podem colocar em xeque o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, uma vez que os europeus vêm tentando impor restrições ambientais firmes para a assinatura do termo”, disse. Ela chamou ainda de “desserviço” “qualquer tentativa de desmontar o sistema ambiental brasileiro”.

Dentro do Itamaraty, uma parcela dos embaixadores acredita que Lula precisa voltar a focar no tema ambiental, como carta de inserção do Brasil no mundo. E não em seu envolvimento numa suposta tentativa de facilitar um eventual acordo entre Ucrânia e Rússia.

Oportunistas

Segundo diplomatas envolvidos na negociação, o Brasil ainda está entregando “de bandeja” aos protecionistas europeus justificativas plausíveis para não querer um acordo. Em diferentes partes da UE, o setor agrícola tenta frear a abertura de mercados, em um processo que existe desde o ano 2000.

“Mas, agora, contam com um poderoso escudo ambiental”, alertou um negociador. “São oportunistas. Mas quem vai argumentar contra a proteção da floresta?”.

Para negociadores envolvidos no processo, a situação no Congresso brasileiro adiciona mais um complicador a um acordo que já estava sendo “bombardeado por todos os lados”.

Informações UOL


Câmara rejeita tornar crime de responsabilidade descumprir metas fiscais 

Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

A Câmara dos Deputados vota na noite desta quarta-feira quatro destaques ao arcabouço fiscal, cujo texto principal foi aprovado na véspera. São sugestões de alterações feitas pelo PL para alterar o projeto de lei. A proposta foi aprovada por 372 votos a favor e 108 contra.

Na primeira votação, a Câmara manteve o artigo que artigo que estabelece que o descumprimento da meta fiscal não configura infração à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), desde que o gestor tenha tomado medidas como o contingenciamento (bloqueio preventivo de gastos) e os gatilhos de contenção de despesas.

As metas fiscais anuais serão definidas no começo de cada governo. Ela é calculada pela diferença entre receitas e despesas. O governo Lula tem como meta zerar o déficit em 2024, gerar um superávit de 0,5% do PIB em 2025 e 1% do PIB em 2026.

O Globo


Procon notifica Netflix por cobrança em compartilhamento de senhas

Foto: Patrick T. FALLON / AFP

Órgão diz ter recebido muitas reclamações de consumidores e quer avaliar se nova política da empresa viola o Código de Defesa do Consumidor.

O Procon-SP anunciou nesta quarta-feira (24) que notificou a Netflix pela nova política da empresa de cobrar um adicional de R$ 12,90 por mês de usuários que compartilham suas senhas da plataforma com outras pessoas fora de sua residência. 

Em comunicado, o órgão explicou o que busca com a notificação, enviada depois de receber diversas reclamações de consumidores sobre a gigante do streaming: 

  • entender o que a Netflix está anunciando aos seus assinantes;
  • se a empresa está adotando um novo critério de cobrança e como funcionará este eventual novo sistema de acesso; 
  • outras informações relacionadas, para analisar possíveis infrações ao Código de Defesa do Consumidor.

Como funciona

A Netflix explica que o titular da conta pode adquirir um ponto extra por R$ 12,90 ou transferir o perfil da outra pessoa, que, por sua vez, terá que arcar com uma nova assinatura. 

“A conta Netflix deve ser usada por uma única residência. Todas as pessoas que moram nesta mesma residência podem usar a Netflix onde quiserem, seja em casa, na rua, ou enquanto viajam”, explica a empresa. 

Senhas compartilhadas

Em abril de 2022, a Netflix reportou uma perda de 200 mil assinantes entre janeiro e março daquele ano. Segundo a Bloomberg, em balanços trimestrais, foi a primeira vez que a gigante do streaming registrou resultado negativo nesse quesito desde 2011.

Na época, a Netflix destacou o aumento da competição no segmento e apontou que tem perdido oportunidades de elevar o número de pagantes por conta de senhas compartilhadas. 

A empresa estima que 100 milhões de usuários desfrutam de senhas compartilhadas em todo o mundo.

Informações G1


Gasolina feita sem petróleo funciona em motores convencionais a combustão e é alternativa viável a carros elétricos - Divulgação
Gasolina feita sem petróleo funciona em motores convencionais a combustão e é alternativa viável a carros elétricos Imagem: Divulgação

Com o recente anúncio da nova política de preços da Petrobras em relação à gasolina, o combustível já começa a ficar mais barato nas bombas de abastecimento.

Contudo, o custo da gasolina ao consumidor continua sujeito à cotação internacional do petróleo com o qual é fabricada no mercado internacional.

Os carros elétricos são substitutos naturais para veículos movidos por derivados do petróleo, mas existem alternativas: empresas como a Porsche estão investindo em uma gasolina sustentável e ecológica. A marca alemã, inclusive, já fabrica no Chile essa gasolina sem petróleo, também conhecida como e-fuel ou gasolina sintética.

Uma das vantagens é que ela dará uma sobrevida aos veículos a combustão, sem gastar uma gota de petróleo: sua produção utiliza como matéria-prima hidrogênio e o dióxido de carbono disponível na atmosfera.

Além da Porsche, o governo alemão e marcas como Audi e Bosch têm investido nessa tecnologia.

Ao mesmo tempo, a Fórmula 1 avalia a adoção do e-fuel a partir de 2025, quando deverá entrar o novo regulamento de motores, mantendo a propulsão híbrida já adotada, porém com o novo combustível e mais eletrificação. Esse seria o caminho para a mais importante categoria do automobilismo mundial não migrar, ao menos por ora, para motores totalmente elétricos.

A expectativa é de que a novidade, quando chegar aos consumidores, garanta a sobrevida dos motores a combustão interna, seja de forma “pura” ou com algum nível auxílio elétrico. Hoje, tudo indica que propulsores convencionais estão com os dias contados por conta dos limites cada vez exigentes dos governos em relação às emissões de poluentes.

A gasolina sem petróleo também contribuiria para combater o efeito estufa, que tem o dióxido de carbono entre seus principais vilões, e, de quebra, encerraria a dependência de um recurso natural que inevitavelmente irá acabar e tende a ficar cada vez mais caro.

De acordo com o engenheiro Everton Lopes, os combustíveis sintéticos têm a vantagem, como o etanol, de neutralizar na respectiva produção o carbono resultante de sua queima, além de aproveitar a infraestrutura atual de abastecimento.

Podem ser extraídos na forma de gasolina ou diesel e, portanto, não exigem alterações nos motores que utilizam a versão fóssil desses combustíveis.

Custo de produção ainda é muito alto

gasolina sintética e-fuel e-benzin audi - Divulgação - Divulgação
Audi é uma das montadoras que já produzem gasolina sem petróleo, ainda de forma experimentalImagem: Divulgação

A perspectiva de benefícios econômicos e ambientais proporcionados pela gasolina sintética é alentadora, porém sua produção ainda é cara ante a gasolina tradicional, destaca o engenheiro.

O desafio, afirma, é reduzir o custo da extração do hidrogênio necessário para fazer a gasolina sintética, a partir de um processo conhecido como eletrólise.

“É a grande a quantidade de eletricidade utilizada para separar o hidrogênio presente na água. Essa energia deve, preferencialmente, ser de origem limpa, como solar, eólica ou de hidrelétricas”, pontua Lopes.

“O combustível sintético já era usado pela Alemanha na época da Segunda Guerra Mundial e, desde então, as pesquisas têm evoluído. Porém, o petróleo ainda é muito mais fácil e barato de ser obtido e refinado”, conclui.

O hidrogênio é a grande aposta de países como a Alemanha para renovar sua matriz energética.

Além de servir para sintetizar combustível líquido, o gás também é visto como opção às caras e pesadas baterias de veículos a propulsão elétrica. Por meio das chamadas células de combustível, incorporadas a automóveis, o hidrogênio gera eletricidade para impulsionar as rodas. Modelos como o Toyota Mirai já trazem essa tecnologia e são abastecidos com hidrogênio.

Informações UOL Carros


Javier Tebas quer mudanças legislativas para que a liga espanhola tenha poderes punitivos para encarar o problema de maneira mais eficiente

Presidente da La Liga, Javier Tebas, em entrevista à ReutersPresidente da La Liga, Javier Tebas, em entrevista à Reuters 24/05/2023REUTERS/Guillermo Martinez 

Por Fernando Kallas, da Reuters

O presidente de La Liga, Javier Tebas, pediu desculpas nesta quarta-feira pelos comentários publicados na internet contra o atacante Vinicius Júnior, do Real Madrid, após jogador brasileiro denunciar nas redes sociais os insultos racistas que recebeu durante uma partida e a falta de ação da liga espanhola.

O jogo do Real Madrid contra o Valencia, no último domingo, foi paralisado por 10 minutos, com Vinícius apontando para torcedores que o estavam insultando, antes de ele se envolver em uma confusão com adversários que o levou a ser expulso.

“Bom, parece que o resultado não tem sido muito bom, certo?”, disse Tebas, em entrevista à Reuters, referindo-se aos seus muito criticados comentários no Twitter, nos quais sugeriu que Vinicius deveria aprender mais sobre o que a liga estava fazendo para combater o racismo, “antes de criticar e difamar La Liga”.

“A todos que entenderam que foi um erro pela forma e pelo momento… eu peço desculpas”, disse, acrescentando que não era sua intenção atacar Vinícius e culpando “o calor do momento”.

Eu peço desculpas a Vinicius e a todos que entenderam que eu estava atacando ViniciusJavier Tebas, presidente de La Liga

Ele afirmou que se sentiu “impotente” para enfrentar o racismo no futebol porque, pela lei espanhola, a La Liga pode apenas identificar e relatar incidentes racistas. Tebas pediu mudanças legislativas para que tenha poderes punitivos para encarar o racismo de maneira mais eficiente.

“Se recebermos essas capacidades, encerraríamos isso em questão de meses”, disse Tebas, culpando a falta de vontade daqueles que “têm o poder de impor isso”.

Informações CNN