
A atualização recente da doutrina nuclear da Rússia pelo presidente Vladimir Putin está causando grande repercussão no cenário internacional. Emitida nesta terça-feira (19), esta movimentação ocorre em um contexto de tensões globais crescentes, especialmente após a decisão dos Estados Unidos de permitir que a Ucrânia utilize armas fabricadas em solo americano. A reformulação da doutrina parece redefinir as condições sob as quais Moscou consideraria o uso de armas nucleares, aumentando preocupações sobre uma possível escalada militar.
As mudanças introduzidas ampliam a definição original de agressão, incluindo a possibilidade de resposta nuclear em caso de ataques convencionais, desde que estes tenham a participação de um país nuclear. Isso representa um ajuste significativo na política de dissuasão russa, ampliando as circunstâncias que poderiam desencadear uma resposta nuclear.

Com as atualizações mais recentes, a Rússia deixou claro que agressões de qualquer estado não nuclear, quando realizadas em conjunto com um país nuclear, serão vistas como um ataque unificado contra Moscou. Esse ajuste na doutrina reduz a barreira para o uso inicial de armas nucleares, algo que pode alterar drasticamente o equilíbrio estratégico internacional.
Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a Rússia agora reserva o direito de utilizar seu arsenal nuclear em resposta a ataques convencionais, tanto contra si mesma quanto contra aliados estratégicos como a Bielorrússia. Essa postura é vista como uma tentativa de reforçar a dissuasão nuclear, destacando a “inevitabilidade da retaliação” diante de uma agressão considerada crítica.
Esta revisão na doutrina nuclear surge em meio à resposta da Rússia às recentes ações dos EUA na Ucrânia. O governo de Joe Biden permitiu que Kiev usasse armamento de longo alcance americano para atingir alvos dentro da Rússia, algo que o Kremlin classifica como uma escalada perigosa do conflito. Nesse contexto, a atualização na doutrina pode ser vista como uma reação preventiva de Moscou para desmotivar ações militares mais agressivas.
A ampliação dos critérios para uso das armas nucleares pela Rússia pode aumentar as tensões não apenas na região, mas globalmente, influenciando as relações entre potências nucleares. Esta mudança potencializa os riscos de mal-entendidos ou de ações precipitadas que possam resultar em conflitos escalonados.
A redefinição da estratégia nuclear russa levanta preocupações no mundo todo. Existe o risco de que, tendo uma doutrina mais flexível para o uso de armas nucleares, outros países com capacidade semelhante possam reconsiderar suas próprias políticas de dissuasão nuclear. Isso pode criar uma nova onda de corrida armamentista nuclear, comprometendo esforços vigentes de desarmamento e não proliferação.
Para a comunidade global, torna-se essencial uma abordagem diplomática reforçada para lidar com as implicações estratégicas dessa atualização doutrinária. Mantendo canais de diálogo abertos e promovendo entendimento mútuo entre nações, as potências mundiais podem trabalhar para evitar uma escalada militar que colocaria a segurança global em risco.
Informações TBN

Policiais Militares da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) resgataram aves silvestres e uma iguana, na manhã de segunda-feira (18), em Feira de Santana.
A guarnição realizava ações de patrulhamento ambiental, quando se depararam com os animais sendo comercializados em uma feira. Foi dada a voz de abordagem a um grupo de homens. Com eles foram encontrados, 97 aves silvestres e uma iguana. Um dos detidos possuía mandado de prisão em aberto.
Os animais foram apresentados ao Cetas e os nove detidos conduzidos à Central de Flagrantes para a tomada das medidas cabíveis.

Nesta segunda-feira (18), a comunidade do bairro Caseb ganhou um espaço esportivo totalmente revitalizado. O Ginásio Segundo Peleteiro Rajó foi reinaugurado pela Prefeitura, que investiu cerca de R$ 200 mil nas obras de reforma.
Com nova iluminação em LED, o ginásio oferece uma estrutura moderna e acessível, incluindo quadra para futsal, basquete, vôlei e baleado, além de seis vestiários femininos e seis masculinos, todos adaptados para pessoas com deficiência. O espaço também conta com arquibancadas para o público.
O prefeito Colbert Martins Filho conduziu o ato de reinauguração e ressaltou a importância das melhorias realizadas. De acordo com ele, a quadra foi refeita, assim como a cobertura, que apresentava problemas.
“Queremos que esses espaços sejam utilizados pela comunidade em diferentes horários, tanto à noite quanto durante o dia. Hoje, por exemplo, vimos um jogo de futsal feminino acontecendo aqui, mostrando que essas áreas podem e devem ser ocupadas por mulheres, crianças, idosos e todos que desejam praticar esportes”, afirmou.

O superintendente de Esportes, Carlos Macedo, conhecido como Carlinhos de Missuca, orienta que interessados em utilizar o espaço procurem a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer para realizar o agendamento.
“Basta apresentar um ofício e verificaremos a disponibilidade de datas e horários. Caso não haja vaga, buscamos uma solução que atenda a todos”, enfatizou.

Uma liminar judicial determinou a votação da antecipação do pagamento da segunda parcela dos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) na Câmara Municipal de Feira de Santana em regime de urgência em até três dias. A medida gerou movimentação e discussão entre os parlamentares durante a sessão desta terça-feira (19).
A presidente da Câmara, vereadora Eremita Mota, confirmou que recebeu a notificação judicial na manhã de hoje.

“Eu recebi a notificação agora de manhã, eu que dei o visto da assinatura. Inclusive, recebi duas notificações: uma é sobre o processo contra Zé Carneiro, e a outra é a comunicação da justiça em resposta a um documento que pedimos para orientação sobre isso”, explicou.
Segundo a presidente, a notificação foi encaminhada imediatamente à procuradoria da Casa. “Encaminhei logo para a procuradoria porque eu já estava a dois minutos de começar a sessão. Então, é a procuradoria que vai se manifestar”, afirmou Eremita.
Ainda de acordo com a vereadora, o documento estabelece que a primeira votação dos precatórios ocorra nesta terça-feira, com a segunda prevista para quinta-feira (21).
*Com informações do repórter Danillo Freitas do site De Olho Na Cidade

Nesta terça-feira (19), a Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou mais uma fase da Operação Dilúvio Moral, com foco em fraudes praticadas durante as enchentes de maio no Estado. Foram cumpridas três prisões preventivas e três mandados de busca e apreensão. A operação contou com o apoio das polícias civis de Pernambuco, Minas Gerais e Bahia, sendo realizada simultaneamente nos municípios de Olinda, Belo Horizonte e Feira de Santana.
A investigação identificou um casal de Olinda como os principais articuladores e uma mulher de Belo Horizonte como responsável por abrir contas para receber os valores. Em Feira de Santana, a 2ª Delegacia Territorial cumpriu mandados em locais relacionados à fraude, onde foram encontrados pés de maconha, a droga in natura, sementes da planta, um simulacro de arma de fogo, aparelhos eletrônicos, cartões de crédito e maquinetas de cartão.
O esquema consistia na criação de páginas falsas que simulavam campanhas de arrecadação, redirecionando vítimas a um site semelhante ao “Vakinha”. Por meio de um QR Code, as doações eram desviadas para contas controladas pelos golpistas, com as páginas sendo impulsionadas nas redes sociais para ampliar o alcance.
O trabalho conjunto utilizou tecnologias avançadas para rastrear os envolvidos e apreender provas. Contas bancárias vinculadas ao esquema foram bloqueadas, e valores desviados, retidos. A operação reforça a importância da integração entre polícias de diferentes estados no combate a crimes sofisticados, com esforços contínuos para desarticular toda a organização criminosa.
Com informações da assessoria de comunicação da Polícia Civil da Bahia

O Hospital Estadual da Criança (HEC), em Feira de Santana, está com vagas abertas para contratação de médicos especialistas na área de pediatria. A iniciativa visa reforçar a equipe da unidade de saúde, atendendo ao aumento da demanda de pacientes e à necessidade de ampliar a capacidade de atendimento.
Interessados em concorrer às vagas devem entrar em contato pelo telefone (75) 3602-0481 e enviar currículo para o e-mail cartmedica.hec@labcmi.org.br. Os profissionais serão contratados sob o regime de pessoa jurídica (PJ). As vagas disponíveis são para atendimento na emergência e UTI pediátricas.
Referência em pediatria e obstetrícia de alto risco na região centro-leste da Bahia, o HEC possui uma estrutura de 260 leitos e oferece serviços de média e alta complexidade para crianças e gestantes, incluindo atendimento de emergência, diagnóstico e terapia, internação e atividades de ensino e pesquisa. A unidade também dispõe de um ambulatório de especialidades médicas pediátricas, com destaque para áreas como urologia, pneumologia, cardiologia, ortopedia, neurologia, nefrologia, infectologia, cirurgia pediátrica e oncologia.
Ascom HEC
Imagem: Caio Brito

A Arena Fonte Nova será palco do clássico sul-americano entre Brasil e Uruguai na noite desta terça-feira (19), a partir das 21h45, pela 12ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. O duelo entre brasileiros e uruguaios vale a vice-liderança da tabela de classificação. O time Canarinho é o quarto colocado com 17 pontos, dois a menos do que a Celeste, que é a segunda. A terceira posição é ocupada pela Colômbia também com 19, enquanto a ponta está com a Argentina que soma 22. No entanto, em caso de derrota do selecionado do técnico Dorival Júnior permitirá a aproximação de equatorianos e paraguaios estão logo atrás, com 16 pontos, completando o G-6.
A Seleção Brasileira tem o desfalque do lateral-direito Vanderson, que recebeu o terceiro cartão amarelo e vai cumprir suspensão automática. Para a vaga, Dorival escolheu Danilo para ser o substituto. A ideia do treinador é das sequência ao time que teve bons momentos na vitória sobre o Peru na Data Fifa de outubro, e no empate com a Venezuela, na última quinta (14).
Uruguai
O Uruguai visita o Brasil vindo de importante vitória sobre a Colômbia, na última sexta (15), que o colocou na vice-liderança da tabela. No entanto, o técnico Marcelo Bielsa não poderá contar com o lateral-direito Nández, que está suspenso pelo terceiro amarelo. A vaga deverá ficar com Guillermo Varela, do Flamengo. Outra mudança é por opção do treinador. Herói do triunfo sobre os colombianos, o volante Ugarte ganhou a posição de Rodrigo Aguirre.
FICHA TÉCNICA
Brasil x Uruguai
Eliminatórias da Copa – 12ª rodada
Local: Arena Fonte Nova, Salvador (BA)
Data: 19/11/2024 (terça-feira)
Horário: 21h45
Árbitro: Piero Maza (CHI)
Assistentes: Claudio Urrutia e Jose Retamal (ambos do CHI)
VAR: Juan Lara (CHI)
Transmissão: TV Globo e SporTV
Brasil: Ederson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Abner; Bruno Guimarães e Raphinha; Vini Jr, Igor Jesus e Savinho. Técnico: Dorival Júnior.
Uruguai: Rochet; Varela, Giménez, Olivera e Saracchi; Valverde, Ugarte e Betancur; Pellistri, Darwin Nuñez e Araújo. Técnico: Marcelo Bielsa.
Informações Bahia.ba

Em 30 de junho de 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por 5 votos a 2, pela inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por oito anos, contados a partir da disputa de 2022. A decisão, no entanto, não foi suficiente para que o ex-chefe do Executivo perdesse sua popularidade. Parlamentares da oposição, por exemplo, já sinalizam as trajetórias definidas para sua elegibilidade em 2026.
Nas últimas semanas, Bolsonaro declarou-se como o “único candidato da direita” para a próxima eleição presidencial. Membros do tribunal fundamentaram a decisão na suposta prática de abuso de poder político e de uso indevido dos meios de comunicação durante reunião realizada no Palácio da Alvorada com embaixadores estrangeiros em 18 de julho de 2022.
Em entrevista a Oeste, o senador Marcio Bittar (União Brasil-AC) afirmou que a defesa do presidente de honra do Partido Liberal vai continuar tentando uma saída no Judiciário. Mas o plano B está no Congresso Nacional, com a aprovação do PL da Anistia, de autoria de Bittar e que beneficia Bolsonaro. O texto pode ser posto em análise com as novas presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, que devem ser ocupadas por Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), respectivamente.

Marcio Bittar, que deve deixar o União Brasil para concorrer à próxima eleição pelo PL, também analisa que a esquerda no Brasil tomou um “balde de água fria” na disputa municipal deste ano e deverá diminuir — ainda mais — em 2026.
O senador observa que, com as mudanças na composição do Congresso Nacional, tal como das presidências da Câmara e do Senado, pautas como voto auditável, impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a anistia dos presos do 8 de janeiro de 2023 devem ser aprovadas nas Casas.
A seguir, os principais trechos da entrevista.
Acabamos de sair de uma eleição municipal que demonstrou um enfraquecimento da esquerda. Qual recado a população quis passar com esse resultado nas urnas?
O resultado das eleições municipais faz mais sentido do que antigamente. Por que isso? Porque o povo brasileiro é um povo conservador, cristão. Ao mesmo tempo, é cumpridor da lei. Não é a favor da invasão de terra privada e da depredação de área pública — uma agenda encabeçada pela esquerda, vamos dizer assim, pois sabemos que existem alguns conceitos que os brasileiros não conseguem explicar. Mas a população acredita nesses conceitos, são a favor da lei e da ordem. Também tivemos um domínio da esquerda por décadas. Um dos grandes méritos do ex-presidente Jair Bolsonaro é ter tirado esse domínio da esquerda. Lembro-me de uma frase de um grande amigo, que dizia: “Preste atenção no Bolsonaro, ele está dizendo exatamente aquilo que é o povo brasileiro”. É isso o que tiramos das eleições municipais, as quais retratam com mais fidelidade aquilo que é o povo brasileiro, que é de centro para direita.
O senhor acredita que o resultado dessas eleições colocam o Brasil em um novo momento político?
Foi um banho de realidade. Um balde de água fria na ideologia comunista. O que me parece é que o Partido Liberal, ao crescer muito como vimos, também amadureceu. Acho que uma prova desse amadurecimento é o que a sigla acaba de fazer na Câmara e, principalmente, no Senado Federal: declarar apoio a Hugo Motta para a presidência da Casa Baixa e a Davi Alcolumbre para a Casa Alta. Além disso, o amadurecimento do PL nos ajuda a compreender o atual momento para nos prepararmos para o próximo round, que é 2026.
Como o senhor vê o andamento do processo de impeachment de Moraes com a possível presidência de Davi Alcolumbre no Senado?
Acho que o processo vai tramitar, mas com esta atual composição é muito difícil. Digo isso porque são necessários 54 votos. Contudo, no mandato de Davi Alcolumbre, um processo de impeachmentnão será engavetado, vai tramitar. Ainda sobre o impeachment, o passo mais importante para libertar o Senado, para ele poder cumprir seu direito garantido pela Constituição, seria a Câmara votar o fim do foro privilegiado (de autoridades federais). Sabemos que a pressão existe, e aqui não estou colocando culpa, pois cada um sabe o sapato que aperta o calo. Eu, graças a Deus, não tenho nada na Suprema Corte, mas muitos senadores têm processos. E vocês da imprensa noticiam que, quando votamos alguma coisa que contraria algum dos ministros, eles estão averiguando e fiscalizando senadores e deputados que têm processos no STF. Então, é um problema. Se a Câmara aprova o fim do foro privilegiado, essa pressão cessa mágica e instantaneamente, porque o processo vai para a primeira instância. Mas, respondendo objetivamente, acho que no mandato futuro, de Davi Alcolumbre, tramitará um processo de impeachment. Hoje seria muito difícil aprovar a matéria com os 54 votos. Agora, em 2027, o assunto será outro.

Recentemente, o senhor protocolou a PEC que tira os ministros do STF da composição do TSE. Acha que esse projeto e mais o possível andamento do processo de impeachment de Alexandre de Moraes podem fazer com que ocorram retaliações da Suprema Corte?
Vamos lembrar que, pelo menos na questão do que a Câmara fez agora, o início partiu aqui no Senado. Foi do presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG) a iniciativa de diminuir o poder do voto monocrático dos ministros do STF, aprovada agora pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Confio muito na capacidade de articulação de Davi Alcolumbre, que pretende dar continuidade. Além disso, é óbvio que ele pensa em se eleger de novo na próxima legislatura. Ele sabe, de antemão, que o cenário eleitoral dos 81 senadores estará mais à direita ainda. Entendo que o próprio Supremo sabe que, com Davi na presidência, vai ter que chegar a um acordo. Não vai dar para ficar no 10 a 0. Este é o jogo da política: tem que chegar ao meio-termo. E, nesse aspecto, quero mais uma vez louvar Bolsonaro. Ele terminou uma articulação que fortaleceu algumas pautas importantes, como a anistia, alguns regramentos do STF e o voto auditável.
O que o motivou a criar a PEC que pretende tirar os ministros do STF da composição do TSE?
Logo que apresentei a PEC, alguém me disse que seria uma reação automática ao STF. Não se trata disso. Existem pautas nacionais que, quando damos maior atenção, descobrimos coisas e discutimos sobre cada assunto. Por exemplo, quando o legislador pressupõe que para ser condenado em primeira instância ou em uma instância inferior é preciso recorrer a uma instância superior. Ou seja, o legislador está prevendo uma chance de um novo olhar, de ratificar ou não. Da mesma forma, se você recebe um laudo médico com indicação da necessidade de uma cirurgia, você pode e deve buscar outro laudo. Claro que você não vai repetir o médico, pois o laudo seria o mesmo. Então, quando você se depara com o Tribunal Superior Eleitoral, é diferente. Nessa Corte, temos sete cadeiras, das quais cinco têm influência direta do STF. Três são ministros da Suprema Corte, sendo que um, obrigatoriamente, tem que ser presidente do TSE. Os outros dois, eles que indicam. Então, quando alguém perde no TSE e recorre ao STF, há uma grande chance de cair com quem já o julgou. Ou seja, o princípio de que haverá outro olhar e uma nova oportunidade de corrigir um possível erro do TSE não existe. Simplesmente, não há motivo para o Supremo reagir. A última palavra vai ser deles, mas é para ser outra palavra, não a mesma.
Acredita que a PEC ganha força para ser aprovada em plenário ainda neste ano? Se não, o projeto deve tramitar com a possibilidade de Davi Alcolumbre presidir o Senado a partir de 2025?
Acho que neste ano será designado o relator e que o texto deve tramitar no ano que vem. A lucidez do PL e do presidente Bolsonaro contribuíram para tudo isso. Na medida em que se age pragmaticamente, como Bolsonaro disse, para que o PL não seja mais um zumbi dentro da Casa e assuma cargos na mesa e em comissões, isso faz com que a matéria tramite. O partido, atualmente, está sem nenhum mecanismo de poder aqui no Senado. Não se pode forçar que uma matéria ande. Então, com essa liderança, a partir da nova presidência da Casa, essa PEC e todas as outras matérias de interesse ganham fôlego. Não tenho dúvida de que no ano que vem será votada a anistia e o voto auditável. Assim como não tenho dúvida de que Bolsonaro estará elegível em 2026.

Como Bolsonaro vai ser elegível em 2026?
Humanamente, é insustentável Bolsonaro não ser candidato em 2026. Ninguém vai entender isso no Brasil. O ministro Gilmar Mendes, do STF, acabou de libertar José Dirceu. Não vou entrar na firula da tecnicidade e da jurisprudência. Claro que o magistrado achou alguma coisa para anular a condenação do petista, assim como a do Lula. Qualquer cidadão brasileiro que não seja militante de esquerda tem certeza de que houve o Petrolão. Acha que algum brasileiro vai se convencer de que não houve o Mensalão? O TSE agora tem nova composição, com a chegada do ministro André Mendonça. A leitura que se faz é de que seria favorável a uma possível correção e a um recurso de Bolsonaro. Não é sustentável que Bolsonaro não possa ser candidato porque alguém acha que, na manifestação do dia 7 de setembro de 2022, ele usou a data eleitoralmente. O outro assunto é que Bolsonaro teria se reunido com embaixadores. É algo tão maluco que não vejo como não ser corrigido, seja pelo TSE, seja pelo Congresso Nacional. Inclusive, o PL da Anistia, que inclui Bolsonaro, é meu.
E o senhor acredita que o seu PL da Anistia pode tramitar no Congresso Nacional?
Não tenho dúvida de que essa pauta tramitará no Congresso. A Câmara e o Senado sabem que nas eleições de 2026 a direita vai aumentar muito. A bancada conservadora no Senado já é grande e, nas próximas eleições, o PL vai ter a maior bancada. Quem hoje é senador ou deputado federal e disputa cargo na presidência da Câmara ou do Senado sabe que há uma conta que não vai fechar e que logo em seguida vão precisar ainda mais do PL do que hoje. É impossível o Congresso Nacional deixar de agir caso o TSE não aceite os pedidos dos advogados de Bolsonaro. Qual será a consequência imediata? A prioridade são os pobres coitados do 8 de janeiro de 2023. Mas com isso a pauta da anistia acabou? Não. Em seguida será o presidente Jair Bolsonaro.
Informações Revista Oeste
Um levantamento mostra que a emissora da família Marinho foi a principal beneficiada com contratos de publicidade em 2024

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) pediu à Secretaria de Comunicação do Governo Federal (Secom) detalhes sobre os pagamentos feitos pelo Palácio do Planalto à TV Globo.
Segundo apuração do portal O Antagonista, em menos de dois anos, a emissora já recebeu R$ 177,2 milhões em publicidade do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cerca de R$ 200 mil a mais do que tinha recebido nos quatro anos da gestão de Jair Bolsonaro (PL).
Um levantamento feito pela Veja mostrou que a emissora da família Marinho foi a principal beneficiada com contratos de publicidade firmados pela Secom em 2024, com cerca de R$ 87,2 milhões.
O montante ultrapassa os R$ 86,3 milhões contratados ao longo de 2022, ano em que a emissora mais fechou contratos com governo Bolsonaro.
No pedido, o parlamentar questiona se os pagamentos milionários não estão comprometendo investimentos como em saúde e educação, ainda mais no período em que o governo federal tem tido dificuldades para fechar as contas públicas.
“É evidente que a publicidade governamental desempenha um papel fundamental na comunicação com a população, especialmente em tempos de crise, quando é crucial informar a sociedade sobre políticas públicas, medidas de saúde e outras ações de relevância nacional”, afirma o deputado.
“No entanto, o aumento significativo dos repasses para uma única emissora, sem uma justificativa clara e fundamentada, pode levantar suspeitas de favorecimento e de falta de diversificação na comunicação institucional do governo”, acrescenta.
Informações Revista Oeste

A Polícia Federal (PF) realiza nesta terça-feira, 19, uma operação contra uma organização criminosa que teria planejado um suposto golpe de Estado para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e restringir a atuação do Poder Judiciário.
Segundo o portal g1, foram presos quatro militares (da ativa ou na reserva) das Forças Especiais do Exército (os chamados “kids pretos”) e um policial federal.
A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e tinha ele próprio como alvo do suposto crime.
Segundo a PF, as investigações revelam que a organização criminosa utilizou elevado nível de conhecimento técnico-militar para planejar, coordenar e executar ações ilícitas nos meses de novembro e dezembro de 2022.
Entre as ações, segundo os agentes, foi identificada a existência de um “detalhado planejamento operacional, denominado ‘Punhal Verde e Amarelo’”.
O plano, que seria executado no dia 15 de dezembro de 2022, teria como objetivo matar Lula e o vice-presidente, Geraldo Alckmin.
Também estariam nos planos a prisão e a execução de Moraes. Segundo a PF, ele vinha sendo monitorado continuamente, caso o suposto golpe de Estado fosse consumado.
Segundo apuração da CNN, os alvos dos mandados de prisão preventiva são:
Os agentes também cumprem três mandados de busca e apreensão e 15 medidas cautelares. O Exército acompanhou o cumprimento das ordens no Rio de Janeiro, em Goiás, Amazonas e Distrito Federal.
Segundo a PF, os fatos investigados nesta fase da investigação configurariam os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.
Informações Revista Oeste