
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usou suas redes sociais neste sábado (11) a fim de refutar uma matéria do portal Metrópoles de título “o caixa 2 de Jair Bolsonaro no Planalto”. O ex-chefe do Executivo classificou a reportagem como “mentirosa” e forneceu explicações em diversos pontos.
Em primeiro lugar, Bolsonaro afirmou que o tenente-coronel Mauro Cesar Cid e sua equipe pagavam suas contas em dinheiro vivo, pois faz parte das atribuições dele, conforme Decreto nº 10.374, de 2020.
Na sequência, ele negou que saques foram efetuados por meio de cartões corporativos.
– Nunca foram feitos saques do cartão corporativo pessoal que ficava nas mãos dos ajudantes de ordens, bem como nunca se utilizaram do mesmo, conforme consta nos extratos comprobatórios em anexo – assinalou.
Bolsonaro ainda disse que os ajudantes de ordem nunca tiveram acesso ao cartão de nenhum órgão, muito menos os de organizações militares. “Isso é facilmente comprovado no portal da transparência”, acrescentou.
Outro dos pontos respondidos por Bolsonaro foi o questionamento sobre por que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro utilizou o cartão de crédito de uma amiga.
– A primeira dama utilizou o cartão adicional de uma amiga de longa data. A utilização se deu porque a Michelle não possuía limites de créditos disponíveis. A última utilização foi em julho de 2021, cuja fatura resultou em R$ 408,03 ( quatrocentos e oito reais e três centavos) – assinalou. (…) A Sra Rosemary Cordeiro é amiga da Michelle há mais de 15 anos – respondeu.
Por fim, o ex-presidente lembrou que o tenente-coronel Cid foi designado para o seu cargo “em maio, antes da eleição”, sem a sua interferência, “seguindo o processo seletivo de Exercito que iniciou em setembro de 2021”.
– Independentemente do resultado eleitoral ele daria prosseguimento na sua carreira militar – completou.
Créditos: Pleno News.

O jornalista Rodrigo Rangel do site Metrópoles trouxe a tona novamente um assunto que irritou o presidente Bolsonaro durante a campanha eleitoral, gastos em dinheiro vivo e possíveis rachadinhas com seu Ajudante de ordens, o tenente-Coronel do Exército Mauro Cesar Barbosa.
Segundo o site, o jornalista teve acesso a uma parte da investigação que está em sigilo que mostram transações financeiras do militar do exército que atuava como ajudante de ordens do ex-presidente foram mapeadas pela Polícia Federal por ordem do STF.
Militar pagava contas do clá presidencial em dinheiro vivo ao mesmo tempo que operava uma espécie de “caixa paralelo” no Planalato, que incluía recursos sacados de cartões corporativos.
Pagamentos eram feitos em agência do Banco do Brasil localizada dentro do Palácio. Entre as contas pagas, estavam a fatura de um cartão de crédito usado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, mas emitido em nome de uma amiga dela.
O militar compartilhava da intimidade do então presidente. Além de acompanhá-lo em tempo quase integral, dentro e fora dos palácios, Cid era o guardião do telefone celular de Bolsonaro. Atendia ligações e respondia mensagens em nome dele. Também cuidava de tarefas comezinhas do dia a dia da família. Pagar as contas era uma delas – e esse é um dos pontos mais sensíveis do caso.
Entre os achados dos policiais escalados para trabalhar com Alexandre de Moraes estão pagamentos, com dinheiro do tal caixa informal gerenciado pelo tenente-coronel, de faturas de um cartão de crédito emitido em nome de uma amiga do peito de Michelle Bolsonaro que era usado para custear despesas da ex-primeira-dama.
Entre os pagamentos, destacavam-se faturas de um cartão de crédito adicional emitido por uma funcionária do Senado Federal de nome Rosimary Cardoso Cordeiro. Lotada no gabinete do senador Roberto Rocha, do PTB do Maranhão, Rosimary é amiga íntima de Michelle Bolsonaro desde os tempos em que as duas trabalhavam na Câmara assessorando deputados.
Rosi, como os mais próximos a chamam, é apontada como a pessoa que aproximou Jair Bolsonaro e Michelle quando o ex-presidente ainda era um deputado do baixo clero que nem sonhava um dia chegar ao Palácio do Planalto. Moradora de Riacho Fundo, cidade-satélite de Brasília distante pouco mais de 20 quilômetros do centro do Plano Piloto, até hoje ela mantém laços estreitos com o casal.
Esse cartão era no nome de Michelle, porém era um cartão adicional com a titular sendo sua amiga Rosi, e que, segundo a reportagem, as despesas da parte da primeira Dama na fatura eram pagas pelo ajudante de ordens, Coronel Cid. Michelle Bolsonaro usou o cartão até julho, onde sua última despesa foi a quantia de 408,03 reais.
A antiga amizade ganhou toques de glamour depois que a senhora Bolsonaro virou primeira-dama do Brasil – passou a contar, por exemplo, com viagens a bordo de jatinhos e até do avião presidencial. Em maio do ano passado, Rosi acompanhou Michelle em um tour por Israel que contou, ainda, com a participação da então ministra Damares Alves. As duas também foram juntas, em voos fretados pagos pelo PL, para eventos da campanha de Jair Bolsonaro à reeleição.
Em uma viagem oficial de Bolsonaro ao Maranhão, Rosi foi convidada a integrar a comitiva presidencial e registrou fotos ao lado dele na cabine principal do Airbus que serve à Presidência. A ascensão de Michelle fez a amiga também ascender no Congresso. No início do governo, era telefonista no gabinete de Rocha, aliado de Bolsonaro. Logo depois, foi promovida e viu seu salário aumentar. No fim do ano passado, ela ocupava um dos cargos comissionados mais altos da equipe, com salário de R$ 17 mil brutos.
Para além do montante sacado a partir de cartões corporativos que eram usados pelo próprio staff da Presidência, apareceram indícios de que valores provenientes de saques feitos por outros militares ligados a Cid.
As investigações desceram à minúcia das transações. A partir dos primeiros sinais de que várias delas haviam sido feitas em espécie, os policiais esquadrinharam as fitas de caixa e pediram até as imagens do circuito de segurança da agência bancária onde os pagamentos eram feitos – a agência 3606 do Banco do Brasil, que funciona no complexo do Palácio do Planalto.
O ex-presidente Jair Bolsonaro se manifestou, na noite desta sexta-feira, sobre as suspeitas de que seu principal ajudante de ordens no Palácio do Planalto, o tenente-coronel do Exército Mauro Cesar Barbosa Cid.
Bolsonaro respondeu por escrito a uma série de perguntas enviadas pela coluna, que, mais cedo, revelou detalhes de investigações que correm no Supremo Tribunal Federal sob o comando do ministro Alexandre de Moraes.
A reportagem mostrou que os investigadores que atuam com Moraes mapearam, a partir de quebras de sigilo autorizadas pelo ministro, saques e pagamentos feitos por Cid e homens de sua equipe na agência do Banco do Brasil localizada dentro do palácio presidencial.
A apuração, a cargo da Polícia Federal, aponta que parte dos recursos era proveniente de cartões corporativos do governo, inclusive de unidades militares. Entre os pagamentos estavam faturas de um cartão de crédito emitido em nome de amiga de Michelle que era usado pela então-primeira-dama.
Bolsonaro repete, nas respostas, que “nunca foram feitos saques do cartão corporativo pessoal” — ele se refere sempre a “cartão corporativo pessoal”, desconsiderando que havia outros cartões à disposição da equipe de Cid. Junto com as respostas, ele enviou dez páginas de extratos do cartão corporativo emitido em nome de Mauro Cid nas quais não aparecem movimentações.
Segundo o ex-presidente, todas as despesas administradas por seus ajudantes de ordens somavam aproximadamente R$ 12 mil por mês e os pagamentos eram feitos com recuros “oriundos exclusivamente” de sua conta pessoal.
Jair Bolsonaro diz ainda que Michelle utilizava um cartão em nome de uma amiga porque “não possuía limites de créditos disponíveis” e trata com naturalidade os contatos do tenente-coronel com militantes investigados por envolvimento em atos democráticos.
Eis as perguntas e respostas:
Por que o tenente-coronel Mauro Cesar Cid e sua equipe pagavam contas e outras despesas do senhor e de seus familiares em dinheiro vivo?
Conforme o decreto número 10.374, de 2020, compete e faz parte das atribuições da ajudância de ordens prestar os serviços de assistência direta e imediata ao presidente da República nos assuntos de natureza pessoal, em regime de atendimento permanente e ininterrupto, em Brasília ou em viagem, receber correspondências e objetos entregues ao presidente da República em cerimônias e viagens e encaminhá-los aos setores competentes, e realizar outras atividades determinadas pelo chefe do gabinete pessoal do presidente da República.
Por qual razão eram feitos saques a partir de cartões corporativos?
Nunca foram feitos saques do cartão corporativo pessoal que ficava nas mãos dos ajudantes de ordens, bem como nunca se utilizaram do mesmo.
Essas transações tinham aval do senhor?
Nunca foram feitos saques do cartão corporativo pessoal que ficava nas mãos dos ajudantes de ordens, bem como nunca se utilizaram do mesmo.
Como o tenente-coronel manejava também dinheiro sacado de cartões corporativos, como é possível garantir que não havia uma mistura dos recursos ao pagar despesas que eram pessoais, incluindo algumas da família da primeira-dama?
Os ajudantes de ordens nunca fizeram saque no cartão corporativo, bem como nunca se utilizaram do mesmo.
O senhor tinha conhecimento de que o tenente-coronel manejava também recursos sacados de cartões corporativos de outros órgãos, inclusive de organizações militares?
Os ajudantes de ordens nunca tiveram acesso a nenhum cartão corporativo de nenhum órgão e muito menos de nenhuma organização militar. Isso é facilmente comprovado no Portal da Transparência.
Por que cabia ao tenente-coronel Cid falar com apoiadores do senhor, inclusive pessoas que figuram como investigadas nos inquéritos que correm no STF?
Os ajudantes de ordens são responsáveis pela condução e execução da agenda presidencial e durante o dia várias pessoas buscam contato com o presidente da República.
A intermediação do tenente-coronel se dava para que o senhor não tivesse que tratar diretamente com esses apoiadores? Por quê?
Já foi respondido acima.
O senhor teme ser pessoalmente implicado nas investigações em curso no Supremo que miram o tenente-coronel Cid?
Já sou parte da grande maioria delas.
Por que a primeira-dama Michelle Bolsonaro usava um cartão de crédito de uma amiga?
A primeira dama utilizou o cartão adicional de uma amiga de longa data. A utilização se deu porque a Michelle não possuía limites de créditos disponíveis. A última utilização foi em julho de 2021, cuja fatura resultou em quatrocentos e oito reais e três centavos.
Qual é a relação do senhor e de sua família com a senhora Rosimary Cordeiro?
A senhora Rosemary Cordeiro é amiga da Michelle há mais de 15 anos.
Por que o tenente-coronel Cid, ainda no final de seu governo, foi designado para comandar um batalhão com missão tão sensível como o 1º BAC, no Comando de Forças Especiais? Foi um recado para o novo governo?
Ele foi designado em maio, antes da eleição, sem minha interferência, seguindo o processo seletivo de Exército que iniciou em setembro de 2021. Independentemente do resultado eleitoral, ele daria prosseguimento na sua carreira militar.
Com informações do jornalista Rodrigo Rangel do site Metrópoles.

O sistema interno do Conselho Nacional de Justiça foi novamente invadido nesta quinta-feira (19/1). Dias atrás, invasão ao Banco Nacional de Mandados de Prisão do CNJ mirou Alexandre de Moraes. Na ocasião, credencial foi usada para inserir um falso mandado de prisão contra o ministro do STF.
Procurado pela coluna, o CNJ confirmou a nova invasão ao sistema interno. A Polícia Federal instaurou inquérito para investigar o caso.
“Nesta quinta-feira (19/1), o Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação do Conselho Nacional de Justiça identificou acessos atípicos à plataforma GitLab, repositório de projetos desenvolvidos em ambiente colaborativo.
A plataforma foi retirada do ar e todos os acessos ao serviço foram temporariamente suspensos. O ambiente foi saneado e as credenciais comprometidas foram identificadas e desabilitadas. O acesso à plataforma será normalizado nesta sexta (20/1).
Foram implementadas novas medidas de segurança e a investigação quanto aos fatos permanece em sigilo, com inquérito já instaurado perante a Polícia Federal.”
O CNJ afirma que a parte operacional do site referente a medidas judiciais não foi afetada. O problema, diz, se restringe à área destinada à tecnologia da informação.
Créditos: Metrópoles.

O artista italiano Salvatore Garau faturou uma bolada ao vender uma de suas esculturas. Entretanto, é uma obra um tanto difícil de descrever, uma vez que ela é “imaterial” e “invisível”. Em outras palavras, ela não existe, pelo menos no mundo tangível.
A escultura chamada “Io Sono” — o que em italiano significa “eu sou” — abocanhou um total de 18.300 dólares, o que equivale a mais de R$ 93 mil.
Garau recebeu críticas por contra do valor de sua obra invisível, mas ele argumento que ela não é um “nada”, mas sim um “vácuo”.
“O vácuo nada mais é do que um espaço repleto de energia, e mesmo se nós o esvaziarmos e não tiver mais nada lá, de acordo com o princípio da incerteza de Heisenberg, esse ‘nada’ tem um peso”, afirmou o artista, em declaração reproduzida pela Newsweek.
“Dessa forma, ela possui energia que é condensada e transformada em partículas, isso é, em nós”, complementou.
De acordo com o site Italy 24 News, Garau forneceu instruções de que a escultura deve ser exposta em uma casa particular, livre de qualquer obstrução, em um espaço de pelo menos 1 metro e meio de altura e 1 metro e meio de largura.
Essa é a primeira escultura imaterial que ele consegue vender, mas não é a primeira que criou. Em seu Instagram, ele chegou a publicar uma imagem do que chamou de “Buda em Contemplação”. No vídeo, é possível ver apenas um espaço demarcado no chão.
Créditos: UOL

Durante a última semana, o real foi a moeda global que mais se desvalorizou em relação ao dólar. Em comparação à principal moeda dos Estados Unidos, o tombo foi de 2,13% – queda maior que a registrada na Argentina, com 1,19% de recuo do peso, e na Rússia, atualmente em guerra, com 0,9% de decréscimo. A performance é uma resposta às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por um possível aumento das metas inflacionárias em seu governo – em entrevista recente, o petista questionou a necessidade da independência do Banco Central e sugeriu um aumento de 3,5% para 4,5% como meta da inflação. O chefe do Executivo também sinalizou que as responsabilidades sociais e fiscais podem não ser dependentes – contrariando uma promessa de campanha – e o posicionamento reascendeu o temor do mercado na descompensação das contas públicas. Nesta sexta-feira, 20, a moeda norte-americana teve uma valorização de 0,72%, sendo cotada em R$ 5,21.
Segundo levantamento realizado pela Bloomberg, nos últimos cinco dias, as moedas da Colômbia, Malásia, Hungria, Romênia, Filipinas, República Tcheca, Chile, Indonésia, Tailândia, Coreia do Sul e Taiwan se valorizaram frente ao dólar, enquanto a Turquia, Polônia, Rússia, Hong Kong, México, Peru, Argentina, China, África do Sul e Brasil perderam valor no comparativo. Comumente utilizado para medir a confiança na economia, o risco-país – também chamado de Credit Default Swap (CDS) – de cinco anos, chegou aos 235 pontos. Há um ano, o risco-país era menor, com 220 pontos-base. No entanto, em relação ao investimento externo, o capital estrangeiro permaneceu no país e, até o dia 18 de janeiro, um total de R$ 178,5 bilhões foram investidos na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), enquanto R$ 172,4 bilhões deixaram o país, o que resultou num saldo positivo de R$ 6,1 bilhões em investimentos.
Créditos: Jovem Pan.
A entidade visita lojas e emite comunicado para trabalhadores; internamente, já avalia o caso em reuniões com o setor jurídico

O que pode acontecer com os 44 mil trabalhadores da Americanas com o pedido de recuperação judicial, aprovado na quinta-feira (19)? O risco de demissões existe, e, por isso, o Sindicato dos Comerciários de São Paulo já iniciou uma rodada de visitas às lojas da rede, para orientar os funcionários sobre seus direitos.
“Isso foi uma surpresa para o Sindicato dos Comerciários de São Paulo e deixou a entidade extremamente preocupada”, diz um comunicado enviado aos trabalhadores da varejsta na tarde desta sexta (20).
Continua o texto: “Assim, o Sindicato iniciou uma série de visitas às lojas do grupo Americanas, para orientar os trabalhadores e estabelecer um canal de diálogo e receber relatos sobre eventuais problemas no cotidiano das lojas. Além disso, o sindicato:
• Defende o não fechamento de lojas e a manutenção dos empregos;
• Coloca toda a sua estrutura à disposição dos trabalhadores e trabalhadoras, em especial, o departamento jurídico”.
A página inicial do site do Sindicato dos Comerciários também tem um aviso para os funcionários da Americanas, para que entrem em contato com a entidade se observarem qualquer “movimento atípico”, ou seja, alguma mudança na rotina de trabalho, orientação incomum ou irregularidade.
“O Sindicato zela pelos seus direitos e bem-estar, aqui você encontra um espaço seguro para denunciar as irregularidades da empresa em que trabalha, para investigarmos e entrarmos em ação. Seja o mais detalhista possível na sua denúncia, quanto mais informação melhor!”, consta em uma página interna do sindicato.
R7

A Polícia Federal terminou as buscas em dois endereços ligados ao governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), nesta sexta-feira (20), após duas horas de investida. Os agentes da corporação cumpriram mandados de busca a apreensão na casa e no escritório de advocacia de Ibaneis.
O Palácio do Buriti, sede do governo distrital, em Brasília, também foi alvo da operação. Até a última atualização desta reportagem, os policiais cumpriam mandados no local.
Ibaneis está afastado do cargo desde 9 de janeiro por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é investigado por suposta omissão nos ataques aos prédios dos Três Poderes da República, em 8 de janeiro, promovidos por manifestantes extremistas contrários à vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições do ano passado.
R7

Foto: Diego Ramos / AFPA-normalA+
O Peru manteve fechados nesta sexta-feira (20) os aeroportos das regiões de Cusco e Arequipa, e sem serviço de trens para a cidadela inca de Machu Picchu por conta dos protestos contra a presidente Dina Boluarte, que já somam 45 mortos.
As operações dos terminais aéreos foram suspensas na quinta-feira pelos violentos protestos de centenas de manifestantes.
Dezenas de turistas estrangeiros e nacionais esperam com suas bagagens, em frente ao aeroporto de Cusco, a sua reabertura para viajar, segundo imagens veiculadas na televisão.
O serviço de trem entre Cusco e Machu Picchu, a principal atração turística do país, está interrompido até segundo aviso, informou a operadora.
Em Lima, brigadas dos bombeiros continuavam trabalhando para apagar o incêndio de um antigo edifício parcialmente desabitado perto da praça San Martín, onde se reúnem centenas de manifestantes.
Além disso, os protestos de quinta-feira dos habitantes das zonas rurais de regiões andinas em Lima deixaram 38 feridos entre policiais e civis, informou o Ministério do Interior.
“Este governo não nos representa, é ilegítimo para o povo aimara, por isso viemos aqui para fazer nossa voz de protesto ser ouvida”, disse à AFP Ricardo Mamani, de 47 anos.
“Viajamos por 42 horas desde a região de Puno, estamos exigindo de uma vez por todas que esta senhora [Dina Boluarte] saia do caminho para que o povo esteja em paz”, indicou o manifestante aimara.
O Peru vivencia uma onda de intensos protestos desde que o ex-presidente Pedro Castillo foi destituído pelo Congresso em 7 de dezembro. Castillo acabou detido por tentar dar um autogolpe de Estado, com o fechamento do Parlamento e a convocação de um Assembleia Constituinte, entre outras medidas.
A crise também reflete a imensa lacuna que existe entre a capital e as províncias pobres que apoiam Castillo, que é de origem indígena. Os habitantes destas regiões viam sua eleição como uma forma de revanche contra o poder de Lima.
(AFP)

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, culpou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelos atos do dia 8 de Janeiro. A declaração foi feita durante entrevista à rádio CBN nesta sexta-feira (20).
Valdemar disse também que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem “zero responsabilidade” pelos atos.
“A culpa de tudo isso é do governo atual. São eles [governo federal] que mandam no Exército, nas polícias e isso aconteceu [invasão às sedes dos Três Poderes]“, afirmou o ex-deputado.
De acordo com Valdemar, Bolsonaro deve voltar ao Brasil no fim de janeiro. Ele está na Flórida, nos Estados Unidos, desde 30 de dezembro.
Na entrevista, Valdemar disse que o PL tem o objetivo de manter Bolsonaro e Michelle Bolsonaro como figuras lideranças políticas do partido, dando destaque à ex-primeira-dama.
“Michelle se revelou com um carisma impressionante. Com isso, nós queremos eles para que fortaleçam o nosso partido”, disse o ex-parlamentar na conversa.
Gazeta Brasil

O jogador de futebol brasileiro Dani Alves foi cortado do Pumas de la UNAM, apenas seis meses depois de ingressar no clube. O brasileiro foi desligado após se envolver em uma acusação de agressão sexual em Barcelona.
Foi Leopoldo Silva, presidente do Club Universidad, quem fez o anúncio sobre Alves na tarde desta sexta-feira (20).
Em coletiva de imprensa, Silva explicou as razões pelas quais o clube Casa Máxima de Estudos tomou a decisão de não trazer qualquer conflito à equipa em termos de contrato. Isso depois que o jogador brasileiro foi preso em Barcelona após comparecer para depor, ele foi colocado em prisão preventiva, que pode durar 72 horas.
Segundo palavras do presidente esportivo do Pumas, o contrato de Dani Alves com o clube terminou porque suas ações não condizem com os valores da instituição. “O Club Universidad Nacional decidiu rescindir, por justa causa, o contrato de trabalho com o jogador Daniel Alves a partir desta data”, foram as primeiras palavras de Leopoldo Silva.
“As ações do brasileiro são tomadas como um ataque aos valores da UNAM, razão pela qual a declaração oferecida pelo Pumas enfatizou que esse tipo de atitude não será tolerada independentemente de quem seja. “É uma instituição que promove o respeito, integridade e comportamento profissional dentro e fora do campo de seus jogadores, já que são um modelo na sociedade, no México e em qualquer lugar do mundo”, acrescentou o dirigente.
“Não podemos permitir que a conduta de uma pessoa prejudique a nossa filosofia de trabalho , que tem sido um exemplo ao longo da história, na formação e desenvolvimento de jovens atletas na história do nosso país”, concluiu o presidente desportivo. Durante a coletiva transmitida por Leopoldo Silva, não foi permitido questionar os repórteres, pois eles buscam não se envolver em uma situação jurídica alheia ao Clube.
O Pumas não terá nenhum problema econômico por cortar o vínculo empregatício de Alves antes da data estabelecida, isso se deve a uma cláusula que os jogadores universitários têm em seu contrato, o que facilita a equipe rescindi-lo antecipadamente ao ser apontado como suposto criminosos.
A transferência do jogador brasileiro foi gratuita para os universitários, já que chegou como agente livre em julho de 2022 após não renovar com o Club Barcelona , porém o Pumas oferecia um salário entre 2 e 3 milhões de dólares por ano que tinha que pagar . pagar junto com seus patrocinadores. Durante o mês de dezembro especulou-se que o futebolista não regressaria ao México após a sua participação no Mundial do Qatar com o Brasil , sendo o próprio Dani quem se apresentou para esclarecer esta situação, referindo que cumpriria o resto do contrato.
Informações TBN