Segundo delegado, vereador voltará a ser ouvido na próxima semana
Gabriel Monteiro Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo
Nesta quinta-feira (7), Gabriel Monteiro disse à imprensa que um ex-assessor dele está tentando conflitar “com todo mundo”. Ele deu declarações ao chegar na delegacia, após ter sido alvo de busca e apreensão da Polícia Civil. As informações são do jornal O Dia.
– Conversas de WhatsApp mostram ele [ex-assessor] propondo R$ 600 mil para forjar provas contra mim. Ele diz que R$ 100 mil cobrava pra fazer o ‘meio de campo’ e outros R$ 500 mil ele dava para a pessoa que forjasse as provas contra mim – disse Monteiro.
O vereador expressou tranquilidade a respeito da apreensão do material que estava em sua casa e em seu gabinete.
– Eu estou muito feliz, estava numa situação complicadíssima. Hoje foi feita uma busca e apreensão e foi encontrado tudo isso [HD’s, tablets, notebooks]. Para mim isso é muito bom. Um HD meu que sumiu há um mês foi encontrado na casa desse meu ex-assessor, que coincidentemente está depondo contra mim – falou.
Ele afirmou que nada ilícito foi encontrado em sua residência.
– As armas estão ok, o carro está ok. Não encontraram nada que duvidasse da minha conduta – declarou.
O delegado Luis Maurício Armond, da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), revelou que as apreensões feitas nesta quinta-feira passarão por perícias e análises técnicas.
– Terão novos depoimentos das pessoas que foram alvos para esclarecimentos do que foi apreendido. Apreendemos também aproximadamente R$ 14 mil na casa de um dos ex-assessores do Gabriel e será verificado qual é a procedência desses valores.
Armond disse ainda que o vereador voltará a ser ouvido na próxima semana.
– Hoje ouvimos ele informalmente, foi um pouco tumultuado. Foram perguntados alguns fatos, mas inicialmente não teriam tanta relevância que poderiam ser formalizadas na semana que vem – contou.
Presidente conseguiu avançar cinco pontos na comparação com pesquisa Quaest/Genial feita em março
Presidente Jair Bolsonaro Foto: Isac Nóbrega/PR
A pesquisa Quaest/Genial divulgada nesta quinta-feira (7) indicou que o presidente Jair Bolsonaro(PL) avançou nas intenções de votos. Isso aconteceu por que uma parcela do eleitorado que antes estava direcionada para a chamada terceira via, nome atribuído ao grupo de candidatos fora do cenário entre ele e o ex-presidente Lula (PT), redirecionou suas preferências.
Nos números apurados no mês de abril, a escolha por outros candidatos de fora da dupla Bolsonaro e Lula despencou sete pontos percentuais (de 19% para 12%) na comparação com a análise realizada em março. A queda, provavelmente, poderia ser explicada com a saída do ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) da disputa.
Na distribuição dos sete pontos percentuais deixados para trás, por aquela que pode ser considerada a terceira via, cinco deles foram para o presidente Jair Bolsonaro, que saltou de 26% para 31%. Os outros dois pontos foram distribuídos da seguinte forma: um ponto para Lula (45% em abril contra 44% em março) e um para os indecisos (6% em abril contra 5% em março).
Bolsonaro subiu 5 pontos na comparação com a última pesquisa Foto: Reprodução/Quaest Pesquisa e Consultoria
Um outro aspecto avaliado pela pesquisa, e que ratificou a queda da terceira via com a migração dos votos para o atual presidente, foi a respeito de qual seria a preferência do eleitor para 2022 entre aqueles que optaram por Bolsonaro, ou Fernando Haddad (PT), no segundo turno do pleito de 2018.
Em março, o percentual de eleitores que votou no atual presidente há quatro anos, e que estavam optando pela chamada terceira via – nomeada pela pesquisa como “Nem Lula, nem Bolsonaro” – era de 23%. Já em abril, esse número caiu para 15%.
Por outro lado, os eleitores que optaram por Bolsonaro em 2018 e que repetiriam o voto em 2022 aumentaram de 54% para 63%.
Repetição de votos em Bolsonaro aumentou na comparação com março Foto: Reprodução/Quaest Pesquisa e Consultoria
A pesquisa Quaest/Genial foi feita a partir de 2 mil entrevistas pessoais com eleitores a partir de 16 anos, entre os dias 1° e 3 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O nível de confiança é de 95%. A análise foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-00372/2022.
O futuro das taxas de juros no Brasil dependerá da extensão dos efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia e de eventuais outros choques sobre a inflação, disse hoje (7) o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. Em evento promovido por uma empresa de investimentos, ele declarou que o conflito no Leste europeu trouxe um desafio adicional para a política monetária.
“Olhando a parte longa da curva e as expectativas de inflação mais longa, existe um certo consenso de que estamos no caminho certo. A calibragem sempre depende da extensão do choque. Temos falado bastante sobre isso nas últimas reuniões do Copom [Comitê de Política Monetária]”, disse.
Segundo Campos Neto, mesmo se a guerra terminar no curto prazo, o planeta continuará com desafios por longo tempo. Entre os problemas, ele citou a redivisão das cadeias globais de valor, problema que persiste desde a pandemia da covid-19, e a cisão entre países democráticos com países com outros regimes.
Na última reunião do Copom, o BC tinha anunciado que elevaria a taxa Selic (juros básicos da economia) em 1 ponto percentual na reunião de maio, para 12,75% ao ano. No entanto, Campos Neto tem dito, em eventos recentes, que a autarquia poderia promover uma alta adicional em junho, caso os choques internacionais – fatores externos que pressionem a inflação – continuem.
Campos Neto disse que a inflação está “descolando muito” da meta, com grande disseminação entre os itens cujos preços estão subindo. Ele ressaltou que os núcleos de inflação (medida que exclui os componentes com maior volatilidade) também estão em alta, o que indica persistência dos índices de preços.
“A gente tem se preocupado em ser proativo em relação a isso, passar mensagem de que o Banco Central tem os instrumentos para agir”, afirmou.
Energia
Apesar de reconhecer que os núcleos de inflação continuam altos, o presidente do BC disse que eles estão “um pouco mais comportados”. Ele, no entanto, disse que acontecimentos recentes reduzirão a pressão sobre os preços, como o fim das bandeiras tarifárias nas contas de energia elétrica, anunciado ontem (6) pelo presidente Jair Bolsonaro após a melhora no nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas.
Para Campos Neto, o principal problema nos próximos meses deverá ser a pressão inflacionária global. Ele lembrou que os Estados Unidos registram a maior inflação em 40 anos, com o índice de preços ao consumidor norte-americano em torno de 8% no acumulado de 12 meses e com os núcleos de inflação rondando 6,5%.
Câmbio
Sobre a recente valorização do real, o presidente do BC disse que a queda do dólar no Brasil foi influenciada pela elevação rápida dos juros nos últimos meses, pela melhora da arrecadação no curto prazo e pelo aumento no preço internacional das commodities (bens primários com cotação internacional). Ele também mencionou o aumento dos investimentos de empresas estrangeiras no Brasil.
Em relação às eleições, Campos Neto disse que, apesar das incertezas, as limitações impostas pela legislação eleitoral e pela Lei de Responsabilidade Fiscal farão com que o gasto público esteja mais ou menos controlado. “Por ser um ano eleitoral, entramos em fase onde nada mais poderá ser executado. A lei eleitoral não permite fazer isso. O fiscal de curto prazo está mais ou menos pré-determinado”, explicou.
De acordo com o presidente do BC, a estimativa do mercado para o crescimento da economia pode ser revista para cima. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do BC, as instituições financeiras preveem expansão de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) em 2022. No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de março, a autoridade monetária projetava crescimento de 1%.
Greve
Campos Neto comentou ainda a greve dos servidores do BC. Ele disse esperar uma solução rápida para o movimento, para que projetos paralisados sejam retomados. “A gente tem agora o tema da greve, que a gente espera endereçar em breve. A gente precisa avançar com esses projetos. São projetos importantes para a sociedade”, declarou.
Em greve por tempo indeterminado desde o dia 1º, os servidores do BC pedem reajuste de 26,3% e reestruturação de carreira. A reunião na terça-feira (5) entre os grevistas e representantes do Ministério da Economia terminou sem acordo.
O boletim epidemiológico da Covid-19 informa que está sem pacientes hospitalizados com a doença e nenhum caso foi registrado em Feira de Santana nesta quinta-feira (07). O município atingiu a marca de 52.009 recuperados da doença, índice que representa 74,4%. O informativo confirma mais um óbito ocorrido em 13 de março.
Vacinação
Mesmo com a redução de casos da Covid, a Secretaria Municipal de Saúde apela para que a população compareça aos postos de vacinação para receber a dose de reforço, que está com índices abaixo da média. O imunizante é essencial para manter a pandemia sob controle.
O fim da tarifa extra para as contas de luz poderá fazer as contas dos consumidores residenciais cair 18% no próximo mês, sem prejudicar a saúde financeiras das empresas de energia, disse hoje (7) o ministro da Economia, Paulo Guedes.
Em evento de lançamento de instrumentos de crédito do Banco do Brasil, o ministro declarou que a retirada da bandeira de escassez hídrica considerou os níveis dos reservatórios e não foi decidida com base em “canetadas”.
“A conta de luz cai 18% no mês que vem, sem canetada, sem botar em risco as empresas, ao contrário”, declarou o ministro. Segundo ele, a saúde das empresas do setor elétrico está recuperada, enquanto governos anteriores prejudicaram o setor com políticas intervencionistas.
Ontem (6) à noite, o presidente Jair Bolsonaro anunciou o fim das bandeiras tarifárias sobre as contas de luz. Por meio das redes sociais, o presidente informou que a recuperação dos reservatórios das usinas hidrelétricas fará o governo conceder bandeira verde para todos os consumidores de energia a partir de 16 de abril. Ele previu uma redução de cerca de 20% nas tarifas.
Segurança energética Ao discursar no evento do Banco do Brasil, Guedes disse que o governo está conseguindo mudar o eixo das discussões internacionais sobre o meio ambiente. Segundo o ministro, o Brasil está consolidando-se como um país de papel importante para garantir a segurança alimentar e energética em escala global.
“Esta guerra [entre Rússia e Ucrânia] só complica as coisas, mas a grande verdade é que o Brasil está sendo percebido como um grande agente, com papel decisivo, de segurança alimentar e segurança energética”, comentou Guedes.
Métodos para a produção de ovos da páscoa, trufas e outros produtos de chocolate foram ensinados gratuitamente às mulheres atendidas pela Secretaria Municipal Extraordinária de Políticas para as Mulheres (SMPM) nesta quarta-feira, 6. O curso foi ofertado pela Instituto Gourmet, em parceria com a Prefeitura de Feira.
Durante o treinamento, foram ensinadas técnicas para derretimento do chocolate, produção, armazenamento e embalagem dos produtos. Além disso, as mulheres aprenderam a produzir ovos de colher, pirulitos de chocolate e entre outros produtos.
“Este é o momento ideal para gerar uma renda extra, estimulando o empreendedorismo dessas mulheres e a independência financeira”, afirma a secretária da pasta, Gerusa Sampaio.
Nesta quinta-feira, 7, profissionais e estagiários que atuam na Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) foram treinados por técnicos da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) para atender as reclamações relacionadas ao serviço de energia elétrica.
O treinamento envolveu os departamentos jurídico e de atendimento. Segundo o superintendente do órgão, Maurício Carvalho, as queixas relacionadas aos serviços de energia elétrica ocupam a segunda posição no ranking de reclamações registrados pelo Procon. “Só perde para os serviços de água e saneamento, que lideram as queixas”, pontua.
“Estamos promovendo o treinamento para aperfeiçoar os atendimentos, dando mais eficiência e eficácia na solução das demandas”, destaca o superintendente.
O vereador Galeguinho SPA (PSB) confirmou nesta quinta-feira (7) que é pré-candidato a deputado federal pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) nas eleições que serão realizadas em outubro de 2022. Galeguinho esteve reunido com o deputado estadual Ângelo Almeida na tarde de ontem (6) para chancelar seu nome na disputa eleitoral deste ano.
“Estive presente na Assembléia Legislativa da Bahia (ALBA), em visita ao deputado, para concretizar a nossa pré-campanha à deputado federal. Com muita conversa, entendemos a necessidade de Feira de Santana ter uma maior representação em Brasília. Por este motivo, coloquei o meu nome à disposição”, disse o parlamentar.
Empresário e músico, Galeguinho SPA está em seu primeiro mandato na Câmara Municipal e assumiu o compromisso de lutar pelo setor cultural da cidade, e pela defesa dos mais necessitados.
Nascido no dia 28 de novembro de 1986, em Feira de Santana, Galeguinho, 34 anos é o mais jovem vereador desta legislatura e decidiu doar seu salário de vereador para instituições filantrópicas.
Muito antes de iniciar a vida política, ele já ajudava diversas famílias e instituições por meio de seus projetos sociais e colaborações avulsas. Associação de Apoio à Pessoa com Câncer (AAPC), Associação Feirense de Assistência Social (Afas) e Casa de Amparo, Associação de Proteção aos Animais (APA)são algumas das instituições que recebem ajuda do jovem vereador, que também idealizou os projetos sociais Sopão Solidário e Natal do Bem.
Filho mais novo do presidente Jair Bolsonaro, Renan Bolsonaro deve depor na Polícia Federal nesta quinta-feira (7) em inquérito que apura suposto tráfico de influência. Segundo fontes do órgão, ele será ouvido durante a tarde, na Superintendência Regional da PF no Distrito Federal.
A investigação foi instaurada em março de 2021 após denúncia de parlamentares de oposição ao governo.
A PF apura se Renan teria usado sua empresa, a Bolsonaro Jr Eventos e Mídia, para beneficiar empresários das áreas de construção e mineração, promovendo articulações com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Segundo a denúncia, Renan teria recebido doação de um carro elétrico de R$ 90 mil em troca.
O depoimento estava previsto para ocorrer em dezembro do ano passado, mas Renan não compareceu justificando que estava com problemas de saúde.
À época, seu advogado, Frederick Wassef, negou que seu cliente tenha recebido vantagens ilícitas. A defesa afirmou que o inquérito é parte de esforços “coordenados para atingir o presidente” da República.