
A realização da Copa do Mundo no meio da temporada traz uma rotina diferente para a semana de preparação da seleção brasileira, na comparação com Mundiais anteriores.
O torcedor mais atento deve ter se acostumado com as cenas de jogadores na esteira, cheio de eletrodos, conectados a aparelhos modernos, que fornecem índices minuciosos sobre os corpos de quem pratica esporte de alto rendimento. Neste ano, a ciência segue como aliada. A comissão técnica quer os jogadores “fresh” — termo em inglês que remete ao frescor —, mas o tempo e a condição física dos convocados demandam uma abordagem diferente.
São 10 dias entre a apresentação de amanhã (14) para os treinos em Turim, na Itália, e a estreia no Qatar, diante da Sérvia. Antes de chegar a Doha, o Brasil usará o CT da Juventus como base.
Além disso, a realização da Copa do Mundo entre novembro e dezembro faz com que o Mundial seja uma extensão do ritmo de competição dos clubes. Quem atua na Europa, está no meio da temporada. Os brasileiros, por sua vez, precisam lidar com o ônus de um ano inteiro de trabalho. Na seleção brasileira, a maioria (23 dos 26) se encaixa no primeiro cenário.
De todo modo, os primeiros dias em Turim servirão como “detox”, numa tentativa dos preparadores físicos e fisiologistas da seleção de deixar os jogadores à disposição de Tite em condições similares, independentemente de onde tenham vindo.
Nos primeiros dias, a estratégia é reduzir a carga de trabalho para que na quarta-feira Tite consiga dar um treino mais robusto no campo.
“Não existe grupo homogêneo, as pessoas são diferentes. Mas quero deixá-los fresh, limpos, a partir de quarta-feira. Com certeza quarta-feira todos no campo”, disse o preparador físico Fábio Mahseredjian.
Há dois jogadores que reservam um cuidado maior da comissão técnica, porque vieram de lesões recentes e ainda não têm tantos minutos em campo desde então: o meia Lucas Paquetá e o atacante Richarlison.
O primeiro voltou a atuar no domingo passado, após período afastado por lesão no ombro. O segundo participou de cerca de meia hora da derrota do Tottenham para o Nottingham Forest, na quarta-feira.
“Talvez o Richarlison chegue e faça mais um exame só para controle, para a gente ajustar treino com a comissão técnica. Não vale a pena refazer os exames todos porque eles já estão no meio da temporada. Geralmente, a gente faz isso antes da Copa porque é um reinício de 15 dias de treinamento. Agora, vamos mais para orientar a preparação física com alguns testes de força. A prioridade, acredito, é técnico/tático”, explica Guilherme Passos, fisiologista da seleção, ao UOL Esporte.
A seleção programou um treino por dia no CT da Juventus até sexta-feira. No sábado, a delegação viaja para o Qatar e deve chegar no hotel por volta de 23h30 do horário local (17h30, de Brasília). A estreia contra a Sérvia, dia 24, será às 16h (de Brasília), no estádio Lusail.
Mas o trabalho de quem supervisiona a parte física da seleção não se restringe ao período que antecede a Copa. Como a duração do Mundial no Qatar será dois dias menor, o intervalo entre jogos também será reduzido. O segundo jogo do Brasil, contra a Suíça, já acontece no dia 28. Haverá um foco significativo na recuperação dos atletas, momento em que os fisioterapeutas e massagistas entrarão em ação para manter todo mundo “fresh” pelo maior tempo possível.
Informações UOL

A ex-deputada e cantora gospel Flordelis (PSD-RJ) foi condenada hoje a 50 anos e 28 dias de prisão pela morte do pastor Anderson do Carmo. Ela respondia por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, uso de documento falso e associação criminosamente armada.
Flordelis foi denunciada como mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, que foi executado a tiros em junho de 2019, na residência da família, em Niterói, no Rio de Janeiro.
O Tribunal do Júri também condenou Simone dos Santos Rodrigues, filha biológica de Flordelis, a 31 anos e 400 dias pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio e associação criminosa armada.
Os filhos afetivos Marzy Teixeira da Silva, André Luiz de Oliveira e a neta Rayane dos Santos Oliveira foram absolvidos de todos os crimes.
13.nov.22 – Namorado da Flordelis, Allan Soares, chorando após a leitura da sentençaImagem: Tatiana Campbell/UOL
Após seis dias de julgamento e pouco mais de três anos do crime, a juíza Neris dos Santos Carvalho Arce proferiu a sentença para cada um dos réus.
Durante a leitura da sentença familiares da ex-deputada que acompanharam o julgamento desde o seu primeiro dia entraram em desespero.
Defesa de Flordelis vai recorrer. Após a juíza Nearis Arce anunciar a condenação de 50 anos e 28 dias de prisão de Flordelis pela morte de Anderson do Carmo, a defesa da ex-deputada direcionou essa decisão do júri popular a um “massacre midiático” e disse que irá recorrer.
“Já existia uma condenação prévia da Flordelis, são três anos de factoides, um massacre midiático, uma espetacularização do caso e os jurados já chegam aqui com essa carga. Esse processo, esse debate que formou na opinião pública uma pressão que determinou que nós chegássemos aqui já com esse fato dado. Por isso, nós vamos recorrer”, garantiu a advogada Janira Rocha.
Flordelis não acompanhou a leitura da sentença no banco dos réus.
O advogado Rodrigo Faucz falou ainda sobre a absolvição dos outros três clientes que defendia —Marzy Oliveira, Rayane dos Santos e André Luiz. Faucz explicou como será a saída dos três da cadeia.
“Vamos aguardar o Alvará de Soltura, eles vão reunir as coisas e sair. Agora eles vão viver a vida deles.”
13.nov.22 – Filha afetiva de Flordelis Marzy Teixeira da Silva (cinza) e neta Rayane dos Santos (branco) são absolvidas no julgamento do assassinato do pastor Anderson do CarmoImagem: Tatiana Campbell/UOL
Em seguida, foi a vez do advogado da família de Anderson do Carmo de falar com a imprensa. Emocionado, Ângelo Máximo dedicou a condenação de Flordelis ao pastor e aos pais de Anderson do Carmo que morreram após o crime.
“Depois de três anos na busca pela justiça a família do Anderson está satisfeita com a condenação da chefe dessa organização criminosa, pois sem a atuação dela o Anderson do Carmo não teria sido assassinado. Estamos satisfeitos com a condenação da Simone que tentou puxar toda essa falsa acusação de estupro em desfavor do Anderson”.
‘Manipuladora, vingativa e assassina’, diz promotor
Após analisarem 42 mil páginas de processo, os promotores do Ministério Público também se mostraram satisfeitos com a condenação de Flordelis e Simone. O MP informou apenas que irá recorrer das absolvição dos outros três réus.
“O povo de Niterói demonstrou que não está aqui para ser enganado e foi severo e firme com aqueles que tentam manipular a sociedade. Flordelis é manipuladora, vingativa e assassina”, declarou o promotor Décio Viegas.
Cassação e prisão. Flordelis está presa desde 13 de agosto de 2021. Dois dias antes, Flordelis havia perdido o foro privilegiado ao ter o mandato de deputada federal cassado por 437 favoráveis, 7 contrários e 12 abstenções.
Informações UOL

Depois de causar preocupação ao sistema de saúde dos Estados Unidos, as infecções respiratórias causadas pela epidemia de três diferentes vírus, a chamada “tripledemic” —ou tripledemia—, também alertam infectologistas no Brasil.
Tripledemia é a coexistência de três epidemias virais respiratórias. Os vírus são: Sars-Cov-2, causador da covid-19, VRS (vírus sincicial respiratório) e influenza, da gripe.
De acordo com a ACEP (American College of Emergency Physicians, Escola Americana de Médicos de Emergência, em tradução livre), as unidades de emergência dos Estados Unidos andam tão lotadas de pacientes com síndromes respiratórias que a Escola e outros 30 grupos médicos enviaram uma carta à Casa Branca pedindo “soluções imediatas e de longo prazo”.
“Pacientes que não têm para onde ir estão sendo mantidos em departamentos de emergência por dias —semanas ou até meses em alguns casos”, afirmou o presidente da ACEP, Christopher Kang, em comunicado à imprensa. “Isso está sobrecarregando nosso sistema, acelerando o esgotamento do médico de emergência e colocando a vida dos pacientes em risco.” O motivo é a chamada “tripledemic”, segundo a agência de notícias americana HealthDay News.
Nos Estados Unidos, as principais vítimas são crianças, com “aumento acentuado nas hospitalizações pediátricas em todo o país”, de acordo com a Forbes, segundo quem, “isso está piorando a cada semana”.
Já chegou ao Brasil? De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, além dos Estados Unidos —país mais atingido no hemisfério norte—, as nações do hemisfério sul mais afetadas são Argentina, Chile, Uruguai e Brasil.
Nenhum desses vírus é novo. Enquanto o SARS-CoV-2 circula desde o final de 2019, o influenza e o VRS existem há décadas. A suspeita de médicos é que muitas pessoas estejam sofrendo uma “dívida imunológica”, já que não foram expostos a esses vírus durante a quarentena contra a covid-19 nos dois últimos anos.
“Está acontecendo agora porque ficamos quase dois anos isolados sem contato com esses vírus, então é normal que tenhamos agora a circulação de todos eles, causando uma epidemia múltipla”, afirmou ao UOL Notícias o infectologista Renato Grinbaum, professor de medicina da Universidade Cidade de São Paulo.
Ele explica que os três vírus “causam manifestações muito parecidas”, como “febre baixa, coriza, dor de cabeça, dor nos olhos, obstrução nasal, espirros e dor de garganta“.
Ou podemos ter o quadro de covid com sintomas de gripe como febre alta, dores no corpo ou no peito, falta de ar e dor de cabeça
Renato Grinbaum, infectologistanone
Infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, Rosana Richtmann diz que, nos Estados Unidos, os casos são mais numerosos porque “eles estão no inverno, e os vírus sobrevivem melhor em temperaturas mais baixas”.
“Além disso, as pessoas costumam ficar em ambientes fechados nessa época do ano, em locais menos ventilados”, afirma.
Aqui no Brasil, estamos em novembro. Em teoria não deveríamos ver a circulação de vírus respiratórios, totalmente fora de época
Rosana Richtmann, infectologistanone
Sem pânico. Apesar disso, a infectologista lembra que o frio se prolongou este ano nas regiões Sul e Sudeste, favorecendo a circulação desse tipo de vírus.
“Não me lembro de tanto frio em novembro”, diz ela, que afirma não existir razão para “pânico”.
“A tripledemia está acontecendo aqui, mas não na mesma intensidade que lá fora”, afirma. Não precisa de pânico, mas temos de ficar de olho, especialmente nas crianças. A vigilância é fundamental: os profissionais da saúde precisam notificar os casos.”
E como prevenir? Segundo Grinbaum, não há vacina contra o adenovírus, “que teve um aumento de casos muito expressivo”. Além de se vacinar contra a covid e a influenza, as precauções são as mesmas tomadas contra a covid-19.
“Os cuidados devem ser o uso de máscara pelas pessoas em situação de risco: tanto os idosos e pacientes com comorbidades, quanto quem precisa visitar um grupo de risco”, afirma.
Evitar aglomeração nesses momentos e higienizar as mãos com muita frequência. Se estiver com sintomas de alguma doença respiratória, evitar contato com outras pessoas neste período
Renato Grinbaum, infectologista
Informações UOL

“Com a censura que está no Brasil, não se pode falar nada”. A frase do comerciante Marcelo Oliveira, 42 anos, é usada para expressar o descontentamento com a política no Brasil e a vontade de sair do país.
Ele, que trabalha com transporte de cargas, diz que o plano de migrar ganhou força com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre o primeiro e o segundo turno, Oliveira formalizou o contato com uma consultora para obter o visto da Austrália, país onde morou entre 2016 e 2018.
De Pouso Alegre, sul de Minas Gerais, Oliveira tem um caminhão e duas vans, que usa para transportar cargas e fazer frete. Se Jair Bolsonaro(PL) tivesse ganhado as eleições presidenciais, ele afirma que colocaria mais um veículo para rodar e contrataria funcionários. Com a derrota, avalia que o melhor a fazer é sair.
Para o comerciante, a perspectiva de futuro no Brasil é “muito tenebrosa”. Como parte dos apoiadores de Bolsonaro, ele acredita que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes “está mandando no país”, há autoritarismo e as urnas teriam sido fraudadas. O relatório de fiscalização do processo de votação enviado pelo ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no entanto, não apontou fraude eleitoral.
O comerciante ainda elenca argumentos ligados à economia. No governo Bolsonaro, gostou da redução do preço dos combustíveis —a diminuição foi feita por meio de corte de impostos, em um esforço do governo para melhorar a popularidade de Bolsonaro às vésperas da eleição. Ele acha que, no governo Lula, “vai mudar tudo isso aí”.
Parte dos brasileiros que não aceitou o resultado das eleições presidenciais foi às ruas em atos golpistas para pedir intervenção militar. Uma outra parte, insegura com o rumo que acredita que o país vai tomar, tem buscado apoio de agências para viver no exterior.
Os argumentos de quem deseja migrar vão desde especulações sobre a política econômica do petista ao medo de que o país se aproxime do regime de vizinhos: Venezuela e Nicarágua são frequentemente citados. Não há, no entanto, qualquer menção nos planos de governo de Lula de transformar o Brasil em um país socialista nem isso ocorreu nos treze anos em que o PT esteve no governo.
Empresas que fazem assessoria para quem deseja deixar o Brasil afirmam ter registrado aumento de procura pelos serviços durante as eleições e após o segundo turno. A alta nas buscas, porém, nem sempre se materializa na migração e ainda não há dados sobre um possível aumento de vistos e viagens.
“Após o segundo turno, saltamos de 400 para 1000 ligações por dia”, diz Lucas Lima, especialista em mobilidade global na Aquila Global Group.” A maior procura é pela cidadania italiana e, na sequência, pela portuguesa.
O aumento na busca também foi registrado na D4UImmigration. De sábado, véspera da eleição, ao dia seguinte do pleito, a empresa que presta assessoria imigratória recebeu 1.528 e-mails. Esse número é sete vezes maior do que o de um fim de semana comum, segundo a agência
Para a Itália. De Sinop, no interior de Mato Grosso, Júlio César Spinelli, de 63 anos, dono de um escritório de contabilidade, também deu início aos planos de mudança após a eleição de Lula, no fim de outubro. Buscou ajuda para obter a cidadania italiana e quer viver no país onde nasceram seus avós.
Inconformado com a vitória do petista, diz que agora não é possível “esperar muito” do Brasil. “Viver em um país socialista é perder sua liberdade de ir e vir, perder seus bens que você adquiriu com muito trabalho”, afirma.
O mesmo argumento é usado por uma microempreendedora de São Luís, no Maranhão, que preferiu não se identificar. “O Brasil era o último país que ainda não fazia parte da tal ‘onda rosa’ e agora vai entrar”, diz ela, sobre a ascensão de políticos de esquerda na América Latina.
“Tenho medo da implementação do socialismo”, completa a mulher, de 41 anos, que tem uma pequena empresa de consultoria para trabalhos acadêmicos com o marido e emprega um funcionário. Após o segundo turno, decidiu migrar com a família para os Estados Unidos.
Spinelli também não concorda com o fato de Lula ter disputado as eleições neste ano. Nas palavras dele, o petista foi “condenado em três instâncias e descondenado por um STF tendencioso” e o povo não deveria compactuar com isso.
“E, quando eu for viajar, um europeu me pergunta: ‘o vosso presidente não tinha sido condenado por roubo?’ Onde o povo elege um ladrão, ladrão é também”, justifica o contador.
Lula teve as condenações anuladas pelo STF que considerou a 13ª Vara Federal de Curitiba incompetente para julgar as ações envolvendo o petista. Portanto, em termos jurídicos, o petista não foi “descondenado” e é considerado inocente.
Informações UOL

O Partido Democrata celebra a conquista, neste sábado (12), da cadeira que faltava para manter o controle do Senado dos Estados Unidos, uma vitória decisiva para a continuação da presidência do presidente Joe Biden e um amargo fracasso para seu antecessor Donald Trump. “Sinto-me bem e estou ansioso pelos próximos dois anos”, reagiu Biden de Phnom Penh, no Camboja, à margem de uma cúpula asiática.
Quatro dias após as eleições de meio de mandato, a mídia americana declarou vitória para a senadora democrata Catherine Cortez Masto, no estado-chave de Nevada. A titular do cargo venceu por pouco Adam Laxalt, candidato apoiado pelo ex-presidente Donald Trump.
Sua reeleição eleva o número de democratas eleitos para o Senado para 50 em um total de 100, o que permite que o partido de Biden mantenha o controle da Câmara Alta do Congresso. De acordo com a Constituição americana, a vice-presidente Kamala Harris tem o poder de decidir entre os senadores.
Os democratas ainda podem conquistar uma vaga no estado da Geórgia, onde um segundo turno está previsto para 6 de dezembro.
Um golpe para “Make America Great Again”
O líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, reagiu poucos minutos depois que os resultados foram anunciados, twittando que esta era uma “manifestação” dos feitos dos democratas. Para ele, isso significa que os americanos “sabiamente rejeitaram a direção antidemocrática, autoritária, perversa e divisiva que os republicanos do MAGA queriam dar ao nosso país”, em referência ao movimento “Make America Great Again” de Donald Trump.
Trump foi onipresente durante a campanha, das primárias republicanas aos comícios na reta final em todo o país. Mais de cem candidatos republicanos que contestaram os resultados das eleições presidenciais de 2020 foram eleitos, de acordo com projeções da mídia americana, mas algumas “crias” de Trump falharam.
Impulsionados pela alta inflação, os republicanos há muito acreditavam ter uma grande vantagem para reconquistar as duas câmaras durante esta eleição tradicionalmente difícil para o partido no poder.
Os republicanos, no entanto, parecem capazes de recuperar a maioria na Câmara dos Deputados. Eles devem usá-la para lançar inúmeras investigações parlamentares sobre o governo de Joe Biden ou daqueles próximos a ele.
Temas sensíveis
No entanto, a vitória do partido de oposição promete ser muito menor do que o esperado. O canal NBC News projetou uma frágil maioria de cinco cadeiras para os republicanos na manhã de sábado, com 220 eleitos contra 215 dos democratas. Quase 20 sondagens ainda não deram seu veredito, principalmente na Califórnia.
Mas, sem o Senado, os republicanos não poderão aprovar leis alinhadas aos seus objetivos, particularmente sobre aborto ou clima, nem bloquear a nomeação de juízes, embaixadores e funcionários do governo.
Os resultados decepcionantes dos republicanos aumentam a agitação entre seus representantes eleitos no Congresso, incitando um possível acerto de contas. Em uma carta revelada pelo Politico, diversos senadores trumpistas pedem o adiamento da votação para eleger seu líder no Senado, agendada para a próxima semana, parecendo desafiar Mitch McConnell, que quer ser reconduzido ao posto.
“Estamos todos desapontados que uma ‘onda vermelha’ (cor do Partido Republicano) não tenha se concretizado, e há muitas razões para isso”, eles escrevem, querendo provocar um debate sobre o assunto.
Fraude eleitoral
O fim das ilusões republicanas para o Senado representa um revés para Donald Trump, que deve anunciar nesta terça-feira (15) que será candidato presidencial, sua terceira tentativa.
Na sexta-feira (11) os democratas já haviam conquistado a vitória no Arizona, onde o cessante Mark Kelly derrotou o republicano Blake Masters, que recebeu o forte apoio do ex-chefe de Estado, e que ainda não reconheceu a derrota.
Afetado por esse revés no Arizona, que se soma a outros fracassos de suas “crias”, o bilionário republicano mais uma vez alegou fraude eleitoral, recusando-se a admitir o veredito das pesquisas, como tem feito desde sua derrota nas eleições presidenciais de 2020.
Mesmo que sua influência no Partido Republicano permaneça inegável, Trump sai das eleições de meio de mandato enfraquecido e parece querer agir rapidamente para puxar o tapete de seus rivais. Entre eles está o governador da Flórida, Ron DeSantis, reeleito triunfalmente e nova estrela da extrema direita. Seu sucesso não fugiu à atenção do bilionário, que esta semana o apelidou de “Ron, o moralista”.
E, coincidência do calendário ou não, terça-feira também será o dia do lançamento das memórias de outro possível concorrente de Donald Trump, seu ex-vice-presidente Mike Pence.
(Uol com informações da AFP)

O narrador Galvão Bueno, da TV Globo, deve passar ao menos três dias internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, após testar positivo para Covid-19. Em um vídeo publicado neste sábado (12) nas redes sociais, Galvão destacou que a ida para o hospital foi uma forma de precaução.
– Para quem torce por mim, uma ótima notícia! O doutor Davi Lewi achou que seria bom ficar aqui no Einstein por três dias para ser monitorado e fazer muita fisioterapia – declarou.
O narrador disse que não está tomando qualquer remédio contra a doença, mas ressaltou que faz exercícios duas vezes por dia para que consiga se recuperar a tempo de narrar a Copa do Mundo, que começa no próximo dia 20 de novembro no Catar.
Esta é pelo menos a segunda vez que Galvão testa positivo para a Covid-19. O narrador já havia testado positivo para a doença em janeiro deste ano, mas não teve grandes complicações. Na época, ele disse que estava bem por estar “devidamente vacinado, com todas as doses”.
Informações Pleno News

O britânico George Russell, da Mercedes, venceu a corrida sprint e largará na primeira posição do GP de São Paulo, amanhã, em Interlagos. Lewis Hamilton completará a primeira fila e a dobradinha da Mercedes na ponta do grid de largada, que acontecerá às 15h (de Brasília).
Russell venceu a agitada corrida sprint, que é um teste classificatório e mais curto para a corrida do domingo, e o ferrarista Carlo Sainz chegou em segundo. Mas o espanhol foi punido por trocar de motor, perdeu cinco posições e terá que largar em sétimo. Vantagem também para o atual campeão Max Verstappen, que acabou em quarto na corrida curta, mas subiu para a terceira posição do grid.
1 George Russell (Mercedes)
2 Lewis Hamilton (Mercedes)
3 Max Verstappen (Red Bull Racing)
4 Sergio Pérez (Red Bull Racing)
5 Charles Leclerc (Ferrari)
6 Lando Norris (Mclaren)
7 Carlos Sainz (Ferrari) / Chegou em 2º, mas foi punido por troca de motor
8 Kevin Magnussen (Haas)
9 Sebastian Vettel (Aston Martin)
10 Pierre Gasly (Alphatauri)
11 Daniel Ricciardo (Mclaren)
12 Mick Schumacher (Haas)
13 Guanyu Zhou (Alfa Romeo)
14 Valtteri Bottas (Alfa Romeo)
15 Fernando Alonso (Alpine)
16 Yuki Tsunoda (Alphatauri)
17 Lance Stroll (Aston Martin)
18 Esteban Ocon (Alpine)
19 Nicholas Latifi (Williams)
20 Alexander Albon (Williams)
Max Verstappen (Red Bull) e Nicholas Latifi (Williams) foram os únicos que escolheram largar com pneus médios. Todos os outros pilotos começaram a sprint, uma corrida curta sem pit stops, de pneus macios.
Verstappen mostrou logo nas primeiras voltas, mais uma vez, por que é o campeão antecipado da temporada. Mesmo com pneus médios, mais lentos, segurou firmemente a tentativa de ultrapassagem de George Russell, que tentou por fora e por dentro. Mas o holandês não conseguiu segurar por muito tempo a velocidade dos pneus macios que o perseguiam.
Na 12ª volta, Russell chegou perto de Verstappen de novo. A insistência foi tanta que na 15ª volta, na saída da curva do sol, o britânico enquadrou, botou de lado e fez o holandês comer poeira. Neste momento, o delírio em Interlagos foi completo — provando que a torcida da Mercedes segue fortíssima no país.
Ao fim da prova, o campeão da temporada foi ultrapassado por Sainz e por Hamilton. A punição ao espanhol já era esperada: o ferrarista trocou o motor de combustão interna de seu carro e, agora, iniciará o GP ao lado de Magnussen. O dinamarquês, que largou na pole da sprint após surpreender no treino de ontem, terminou a corrida em sétimo.
O britânico recebeu nesta semana o título de cidadão honorário brasileiro, e pareceu pilotando em casa. Largou em oitavo e na sexta volta já estava na quarta posição. Quando Hamilton ultrapassou Verstappen, além de empolgar grande parte das arquibancadas de Interlagos, provocou êxtase na Mercedes. Assim que o hexacampeão superou o atual bi, foi possível ouvir gritos e aplausos dentro dos boxes da equipe alemã.
As F1 de Fernando Alonso e Esteban Ocon se tocaram na largada. O espanhol não gostou da atitude do colega e, pelo rádio, reagiu com ironia: “Perdi a asa dianteira graças ao nosso amigo”.
Pouco depois, o espanhol afirmou de novo que Ocon o prejudicou: “Bom trabalho dele”. O toque provocado por Ocon e a resposta de Alonso escancaram o clima pouco amistoso entre os pilotos da Alpine.
A ultrapassagem de Lance Stroll sobre Sebastian Vettel foi considerada perigosa. O canadense da Aston Martin jogou o companheiro de time para fora da pista. A experiência de Vettel evitou um acidente grave. Logo depois, o alemão recuperou sua 11ª posição.
Stroll foi punido com dez segundos. Irritado com a decisão da FIA, o canadense caminhou rapidamente pelo paddock conversando apenas com um funcionário da Aston Martin.
Magnussen foi, de longe, o piloto que mais gerou empolgação nos torcedores antes da sprint. “É, Magnussen!”, bradavam os espectadores nas arquibancadas de Interlagos assim que as luzes vermelhas se apagaram.
Os gritos, no entanto, duraram pouco: Verstappen, ainda no começo da prova, ultrapassou o piloto da Haas e pôs fim à sensação do fim de semana.
Foi uma surpresa a pole de Kevin Magnussen para a sprint. Na sexta, o dinamarquês registrou a melhor volta (1m11s674) do primeiro treino livre, o que lhe garantiu o privilégio de largar em primeiro hoje. O bom resultado conquistado na chuva não se sustentou na pista seca. Magnussen acabou perdendo seis posições.
Informações UOL

Começou a contagem regressiva para a estação mais ensolarada do ano: o verão. Tempo de marcar os encontros de fim de ano e prever aquele descanso de férias na praia. Mas nem tudo é festa. Para aproveitar o clima quente, são necessários alguns cuidados básicos. Dá uma olhada nesse “manual de boas práticas para o verão” e veja como não impactar negativamente a sua pele.
1. Protetor solar: nem mais, nem menos
Um dos principais erros é não reaplicar o protetor por longos períodos e negligenciar certas áreas do corpo. “Esquecer de costas, axilas, pescoço, orelhas, nuca, cotovelos e pés é um risco”, fala a dermatologista Marcella Alves, especialista em rejuvenescimento tridimensional da face, da Clínica Les Peaux (RJ).
Não passar protetor porque está embaixo do guarda-sol também é um vacilo porque a radiação reflete na areia ou na água e queima ainda mais. Outros pecados: não proteger o couro cabeludo, usar o mesmo produto no rosto e no corpo ou aplicar produtos fora de validade.

2. Aplicação correta do protetor solar
No dia a dia, principalmente no verão, é importante proteger as áreas que ficam mais expostas como as mãos, o colo e o pescoço, além do rosto. “No caso de praia ou piscina, o protetor solar deve ser aplicado pelo menos 15 minutos antes da exposição solar e reaplicado a cada duas horas”, fala Marcella. E na quantidade certa, para garantir a eficácia do produto. “Aplique de forma generosa e homogênea, entre duas e cinco vezes ao dia, dependendo da exposição ao sol, suor e umidade. O ideal é que a primeira aplicação seja sempre em casa, com a pele seca e se possível sem suor”, ensina a dermato Valéria Campos. A quantidade ideal é de 2 mg/cm², o equivalente a pouco mais de meia colher de chá para face, pescoço ou braços, e pouco mais de uma colher de chá para tronco, costas ou membros inferiores.
3. Fator de proteção para rosto e corpo
“De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o Fator de Proteção solar (FPS) mais indicado para a população brasileira é de no mínimo 30, seja para o rosto ou para o corpo, quando se fala em prevenção de câncer. No caso de doenças dermatológicas, como lúpus e melasma, o fator de proteção deve ser acima de 50”, conta o dermatologista Alessandro Alarcão, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e sócio efetivo e conselheiro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). O que irá diferenciar é a cosmética do protetor solar: no corpo um pouco mais hidratante. Porém, em relação ao fator de proteção solar, pode ser o mesmo para rosto e corpo.

4. Fotoproteção para a pele negra
“Pela maior quantidade de melanina (composto responsável pela pigmentação), ela tem uma fotoproteção natural de 13.4. No entanto, a pele negra acaba manchando com mais facilidade, precisando, sim, de proteção solar!”, ensina Marcella. Já pessoas de pele clara têm tendência maior a queimaduras solares e desenvolvimento de câncer de pele. “Sendo assim, a recomendação para filtro solar é a mesma para pessoas de pele clara ou morena. Porém, o fator de proteção pode ser menor nas peles mais morenas”, diz Valéria.
5. Proteção durante a prática de atividades físicas ao ar livre
Caminhada, corrida, beach tennis? Nesses casos, recomenda-se utilizar FPS no mínimo 30 e, de preferência, com proteção UVB e UVA. Deve-se reaplicar o produto a cada 2 ou 3 horas. “Já quando o esporte for aquático, a reposição deve ser feita sempre que sair da água. Em ambos os casos, vale também abusar da proteção física, com uso de chapéu, boné, camiseta e óculos”, diz Marcella.
6. Bronze express
Está com pressa de perder a cor branco-escritório? Tem um jeito de combinar bronzeador e protetor solar. “A maneira correta de usar bronzeador e protetor solar é combinar o seu produto preferido para bronze com o FPS igual ou acima de 30. Desta forma, além da sua pele adquirir um tom dourado você vai bloquear os raios nocivos do sol. O protetor solar não vai impedir que você conquiste o seu bronze!”, orienta Marcella.

O mais indicado mesmo é não ter pressa. A durabilidade do bronzeado é geralmente maior quando a pele está protegida e preparada para receber o sol. Se há exagero, ela queima, morre e descasca e daí adeus bronzeado uniforme. Portanto, a dica é se proteger nos primeiros dias com um bloqueador solar. “Para não fazer feio a recomendação é fazer uma sessão de auto bronzeamento (não confundir com bronzeamento artificial) na véspera de chegar na praia. Além de dar uma bela cor, o pigmento do auto bronzeador protege a pele contra os raios solares como um filtro solar FPS 6 – mas não deixe de aplicar o protetor solar”, diz Valéria.
7. Queimou… E agora?
A primeira dica é talvez a mais importante na hora de cuidar de uma queimadura solar e consiste em resfriar a pele. Para isso, aposte em um banho frio, deixando a água correr no local afetado por 5 a 10 minutos, para garantir que todas as camadas da pele esfriem. Ainda assim, o desconforto provavelmente vai se manter. “Uma forma de aliviar o mal estar é aplicar compressas frias com chá de camomila, que tem propriedades calmantes e cicatrizantes”, ensina Marcella.

Note que a queimadura de sol acontece a partir de um processo inflamatório, podendo levar ao surgimento de ressecamento e bolhas na pele. Mas o problema maior não é o estético. Surgimento de rugas e o aumento das chances de desenvolver câncer de pele podem vir dessa exposição excessiva e sem proteção”, alerta Marcella. A especialista sinaliza que o pico da queimadura solar ocorre no período de três dias. “Quando as pessoas sofrem uma descamação, em decorrência podem surgir manchas castanhas permanentes.”
8. Skincare pós-sol
Capriche na hidratação, todos os dias, logo após o banho e várias vezes ao dia, aplicando um bom creme hidratante para combater o ressecamento. “O uso de pós-sol ajuda no processo de recuperação da pele aos danos causados pelo excesso de exposição ao sol, protege também o bronzeado e garante uma sensação de frescor de forma mais potente que um hidratante comum.
Esses produtos possuem ação calmante e/ou anti-inflamatória, essenciais em caso de vermelhidão ou ardência; revertem o ressecamento e desconforto causado pela queimadura e impedem a escamação precoce da pele”, fala Alessandro. Cremes pós-sol geralmente são elaborados com ingredientes naturais em sua composição, como aloe vera (que suavizam inflamações e irritações, nutrindo a pele) e extrato de camomila (calmante natural que suaviza a vermelhidão).
Quanto mais intensa a hidratação da pele após a exposição solar, mais uniforme, duradouro e bonito será o bronzeado. Isso porque a hidratação promove a renovação celular sem que ocorra a descamação decorrente do ressecamento. “Para o rosto, hidratantes específicos para essa região e um sérum com vitamina C são imprescindíveis pela ação antioxidante”, finaliza Valéria.
Informações Universa UOL

A Walt Disney planeja parar contratações e cortar cargos para aumentar os lucros com o serviço de streaming Disney+. A informação foi divulgada pela CNBC, depois da emissora ter acesso a um memorando enviado na sexta-feira (11) pelo diretor da Disney, Bob Chapek, a executivos.
“As contratações para o pequeno subconjunto das posições mais críticas de negócios continuarão, mas todas as outras funções estão suspensas”, escreveu Chapek.
O CEO da companhia também afirmou que “à medida que trabalhamos [no] processo de avaliação, examinaremos todas as vias de operações e mão de obra para encontrar economias e prevemos algumas reduções de pessoal como parte desta revisão”. A Disney tem cerca de 190 mil funcionários.
Chapek também disse aos executivos que as viagens essenciais de negócios devem ser realizadas. Além disso, ele orientou que as reuniões devem ser realizadas virtualmente sempre que possível.
As novas medidas serão tomadas dias depois da Disney divulgar os resultados do 4º trimestre abaixo do esperado. A receita líquida entre agosto e outubro aumentou apenas 9%, enquanto o lucro líquido da empresa foi de US$ 162 milhões (cerca de R$ 859 milhões, na cotação atual).
Créditos: Poder 360.

As rede sociais seguiram o mau humor do mercado financeiro e também condenaram as críticas do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao teto de gastos, que estabelece um limite para despesas públicas.
Quase metade das postagens no Twitter, no Facebook e no Instagram relacionando Lula a termos como “mercado”, “bolsa” e “dólar” foram negativas ao petista, segundo a Vox Radar, empresa especializada na análise das redes sociais que mediu as interações nas redes com exclusividade para o UOL.
A fala de Lula ocorreu na quinta-feira (10), durante um discurso no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) de Brasília para a equipe que cuida da transição de governo.
“Por que as pessoas são levadas a sofrerem por conta de garantir a tal da estabilidade fiscal desse país?”, questionou Lula. “Por que toda hora as pessoas falam que é preciso cortar gastos, que é preciso fazer superávit, que é preciso fazer teto de gastos? Por que as mesmas pessoas que discutem teto de gastos com seriedade não discutem a questão social neste país?”
Primeiro o mercado, depois as redes. Os investidores reagiram imediatamente ao discurso. Às 11h55, ainda durante a fala de Lula, o Ibovespacaía 2,63%, após ceder 3,42%.
Nas redes sociais, a fala também não pegou bem. “Foram cerca de 220 mil conteúdos (entre posts e compartilhamentos) citando o petista em contexto associado à declaração e à repercussão econômica atrelada a ela, totalizando 1,3 milhão de interações no Twitter, Facebook e Instagram, entre a quinta e 10h da sexta-feira (11)”, afirma a Vox Radar.
Avaliação negativa. Apenas a relação entre Lula e o termo “mercado” somaram 80 mil publicações, com 502 mil interações. As menções ao presidente eleito e a palavra “dólar” e “bolsa” também foram destaque.
“A maioria das postagens estiveram em contexto negativo ao petista”, diz a plataforma:
“Em um contexto mais amplo, o termo ‘economia’ —presente em mais de 4 mil postagens que citaram Lula— contou com 50% dessas publicações em cenário negativo ao presidente eleito, com 43% neutras e 7% positivas”, diz a Vox Radar.
Como Lula quer “furar o teto”? A fala criticada de Lula se referia à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da transição, a forma legal que o governo eleito encontrou para abrir espaço no orçamento federal para aumentar o salário mínimo acima da inflação e manter o Auxílio Brasil —que deve voltar a ser chamado de Bolsa Família— em R$ 600 no ano que vem.
Se a proposta for aprovada no Congresso, Lula conseguiria “furar o teto de gastos” porque estaria autorizado a conceder aumentos acima da inflação, justamente o limite imposto pela regra do teto de gastos.
Após o sobe e desce na Bolsa, o vice-presidente eleito e coordenador da equipe de transição, Geraldo Alckmin (PSB), minimizou a reação do mercado financeiro ao dizer que fatores externos influenciaram no comportamento das ações. Em seguida, ele também defendeu a necessidade de combater a fome no Brasil.
“Isso [retenção de gastos públicos] não é incompatível com a questão social”, disse. “O que precisa é a economia crescer, esse é o fator relevante.”
Como o mercado reagiu? Na quinta-feira, a Bolsa caiu 3,35% e o dólar disparou 4,14%. Já na sexta-feira, o Ibovespa, principal índice da Bolsa, fechou em alta de 2,26%, impulsionado principalmente por questões externas e pela reabertura da economia da China, enquanto o dólar caiu 1,17%.
O que acalmou o mercado foi a informação que a PEC de Transição foi adiada para a semana que vem, o que poderia dar mais tempo para que o congresso lesse o texto e sugerisse alterações.
Mesmo assim, a pressão dos analistas sobre a transição irá continuar. “A incerteza vai permanecer nos próximos dias”, diz Lucas Mastromonico, operador de renda variável da B.Side Investimentos. “O mercado achou que a equipe de transição seria mais moderada, mas está avaliando a equipe como mais agressiva”, diz ele.
Informações UOL