Tendo em vista a realização da Exposição Agropecuária de Feira de Santana – Expofeira 2023, que acontecerá entre os dias 03 e 10 de setembro de 2023, no Parque de Exposições João Martins da Silva, a Secretaria Municipal de Agricultura, Recursos Hídricos e Desenvolvimento Rural (SEAGRI) tornou público o edital de divulgação e manifestação de interesse, convidando expositores, criadores, artesãos, comerciantes de comidas típicas e prefeituras municipais a participarem do evento.
O objetivo da Expofeira 2023 é promover a exposição e comercialização de produtos agropecuários da agricultura familiar do município de Feira de Santana. Dessa forma, a SEAGRI busca fomentar o desenvolvimento rural e valorizar o trabalho dos agricultores e empreendedores locais.
Para participar, os interessados devem manifestar interesse no período de 10 a 30 de julho de 2023. As inscrições devem ser realizadas através do e-mail expofeira.seagri@pmfs.ba.gov.br, com o envio da documentação exigida, conforme especificado no edital (VEJA NESTE LINK).
Após a análise das documentações, os expositores selecionados terão seus nomes divulgados em uma lista disponibilizada no site da SEAGRI até a data limite de 10 de agosto de 2023. Essa medida visa garantir a transparência do processo de seleção.
A SEAGRI disponibilizará infraestrutura adequada para os expositores, incluindo áreas de comercialização, exposição e exibição. A distribuição dos espaços será definida de acordo com uma planta final a ser publicada.
Podem manifestar interesse em participar da Expofeira 2023: expositores de produtos agropecuários individualmente ou por meio de seus Empreendimentos Econômicos e Solidários, cooperativas, associações e empresas; criadores e núcleos de animais (exceto aves); expositores de artesanato e comidas típicas; e prefeituras municipais.
É importante ressaltar que os interessados serão responsáveis por todos os custos financeiros e demais ônus decorrentes da logística de transporte, acondicionamento e armazenamento de seus produtos, bem como pela alimentação e estadia dos responsáveis pelo espaço durante a realização da Expofeira. Não haverá qualquer espécie de ressarcimento, indenização ou remuneração por parte da SEAGRI.
Os casos omissos serão analisados e solucionados pela comissão responsável pela organização do evento. É considerado cadastrado e com ordem de prioridade quem estiver previamente cadastrado no Sistema de Cadastramento de Expositores AGROFEIRA.
Sugestões, considerações e observações que possam contribuir para o aprimoramento da 45ª Expofeira podem ser enviados para o e-mail expofeira.seagri@pmfs.ba.gov.br.

A fiscalização por videomonitoramento em tempo real será intensificada para melhorar a mobilidade no transporte público urbano na região central de Feira de Santana.
A ação faz parte das medidas que serão implementadas pelo novo secretário de Transportes e Trânsito, Sérgio Barradas Carneiro, através do Centro de Controle Operacional (CCO) que passará a contar também com equipe da SMTT.
“O objetivo é integrar cada vez mais a fiscalização por meio deste moderno equipamento do Governo Municipal às demais secretarias [SMT e Seprev] que já atuam monitorando o trânsito e na prevenção à violência”, pontua o gestor da pasta.
Na visita ao CCO foi compartilhada a experiência do videomonitoramento na fiscalização do trânsito e do transporte através de mais de 300 câmeras com tecnologia digital OCR [Optical Character Recognition] instaladas em pontos estratégicos da cidade e em distritos.
“Vamos intensificar e focar nossa fiscalização em pontos estratégicos no Centro onde há maior fluxo de passageiros”, ressalta Sérgio Carneiro.
O secretário estava acompanhado do superintendente de Trânsito, Cleudson Almeida, e do diretor de Operações, Édimo Pires, além dos agentes de trânsito que atuam nas ações de fiscalização.
MELHORIA DA MOBILIDADE
O novo titular da SMTT frisa ainda sobre a intenção da administração municipal criar a Secretaria de Mobilidade Urbana, a SEMOB. “Estamos empenhados na elaboração do projeto assim como já existe em Salvador e Vitória da Conquista que possibilita a criação do novo órgão com um fundo [municipal] para obter recursos próprios”, explica Sérgio Carneiro.
Contudo, o titular da SMTT observou que isso requer tempo. “As mudanças não se dão do dia para noite. Assim que ficar pronto encaminharemos o projeto para apreciação dos vereadores”.
Sérgio Carneiro disse ainda que será contratado um serviço de consultoria para redimensionar as linhas e verificar a tarifa no sentido de buscar reduzir o impacto do desequilíbrio financeiro que o sistema enfrenta.
Outra prioridade em pauta é a melhoraria do mobiliário urbano. “Queremos fazer um transporte público atrativo à população”.
INVESTIMENTOS
Sergio Carneiro destaca também os investimentos que o prefeito Colbert Filho tem feito para assegurar a mobilidade do cidadão que faz uso da bicicleta como meio de transporte com a construção de ciclovias – nas avenidas Francisco Fraga Maia e na Noide Cerqueira, cujos serviços seguem avançando.
“As bicicletas são uma alternativa de transporte barata e não poluente. O pedestre é prioridade na mobilidade urbana, assim como o ciclista”, pontuou.

De janeiro até junho deste ano, 129.977 consultas com especialistas foram marcadas pela Central Municipal de Regulação de Feira de Santana. Desse total, a maior procura foi por médico oftalmologista: 28.538.
Segundo a coordenadora da Central, Suzane Oliveira, as mulheres após os 30 anos lideram os agendamentos. Em sua avaliação, o histórico de comorbidades também pode influenciar na alta demanda.
“Além do oftalmologista que atende de forma geral, temos as subespecialidades que são destinadas aos pacientes com agravos específicos. Pela regulação, disponibilizamos atendimentos com especialistas em glaucoma, córnea, refração, retina, estrabismo e uveite”, pontuou Suzane.
Para a enfermeira referência técnica em Hiperdia, Carla Paim, a procura de pacientes diabéticos também contribui para o número elevado de marcações. Segundo ela, muitos procuram o serviço a fim de prevenir complicações como glaucoma, catarata e até a cegueira.
“Portadores da diabetes precisam de cuidados redobrados porque estão mais expostos ao risco de complicações devido à fragilidade da córnea. Sabendo da necessidade desse paciente, o encaminhamento pode ser feito na unidade de saúde do próprio bairro”, enfatizou.
Para fazer o agendamento de consultas e exames, o paciente deve se dirigir à unidade de saúde a qual é cadastrado. É importante informar o número de contato atualizado para facilitar o fluxo de atendimento.

O ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (UB), cumpriu agenda neste fim de semana em Feira. Ele participou de missa e festejos de despedida do São João.
“Final de semana de muitas agendas pela nossa cidade. Participei do bye bye junino do grupo da caminhada dos jovens da paróquia de Nossa Senhora Santana. Estive também no forró promovido pelo Sindicato dos Vigilantes de Feira de Santana. Evento animado com uma turma de muitos amigos. Na paróquia de Nossa Senhora Santana, participei da missa em ação de graças pela comemoração dos 18 anos do terço, presidida por Dom Itamar Vian. Em Ipuaçu a festa também foi animada. Registros do Bye Bye São João ao lado de muitos amigos”, ressaltou ele em suas redes sociais.
Veja fotos:










Para o senador, não é “inteligente” atacar o governador de SP; posição sobre a reforma tributária causou tensão

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas(Republicanos), depois de conflitos entre bolsonaristas sobre apoiar ou não a reforma tributária. Segundo o congressista, atacar o governador, “além de não ser inteligente, é uma grande injustiça”.
“Foi um ministro competente, trabalhador e aceitou a missão de ser candidato a governador de SP por lealdade a Jair Bolsonaro. Siga firme, mostrando com trabalho sua importância para SP e o Brasil”, escreveu Flávio em seu perfil no Twitter na noite de domingo (9.jul.2023).

Tarcísio e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se desentenderam na última semana, com vaias ao governador durante evento do PL em Brasília sobre a reforma tributária. No domingo (9.jul), o chefe do Executivo paulista amenizou a situação. Disse que sempre será “leal” a Bolsonaro, apesar de não ser possível “concordar em tudo”.
Em resposta, Bolsonaro publicou nas redes sociais uma foto Tarcísio de Freitas, em que fala sobre obras na BR-383, no Rio Grande do Sul, realizadas em sua gestão e quando o governador era ministro da Infraestrutura. Foi a 1ª manifestação do ex-presidente desde o desentendimento.
Informações Poder360

Foto: Gabriela Biló-1º.jan.23/Folhapress.
O senador Rogério Marinho decidiu rebater as declarações do Ministro da Justiça, Flávio Dino, após o mesmo sugerir uma investigação da Polícia Federal (PF) contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro. O motivo da discussão foi uma declaração feita por Eduardo Bolsonaro, na qual ele comparou professores militantes a traficantes que levam drogas para seus filhos.
Rogério Marinho, em sua resposta, lamentou o uso de um órgão estatal, no caso o Ministério da Justiça, para cercear a livre manifestação de um parlamentar no exercício de suas prerrogativas. Ele ressaltou a importância do princípio da inviolabilidade do mandato, que não deve ser relativizado, assim como a democracia não deve ser relativizada, comparando essa atitude ao que chamou de relativização por parte do ex-presidente Lula.
O senador defendeu que a doutrinação nas escolas é uma prática prejudicial e fora do escopo das atividades pedagógicas, e que denunciar essa prática é legítimo. Ele expressou sua preocupação com o direcionamento ideológico nas escolas, afirmando que tal postura prejudica a pluralidade de ideias e a formação crítica dos estudantes.
É importante ressaltar que a divergência entre o Ministro da Justiça e o senador Rogério Marinho ocorre em relação à postura e às declarações de Eduardo Bolsonaro. Enquanto o ministro Flávio Dino sugere uma investigação por parte da Polícia Federal, Rogério Marinho defende a liberdade de expressão do parlamentar, mesmo que suas palavras sejam controversas.
O embate entre políticos de diferentes correntes ideológicas é comum no cenário político atual e reflete as divergências existentes em relação a diversas questões, incluindo a educação e a liberdade de expressão.
Informações TBN

Foto: Adriano Machado/Reuters.
Jair Bolsonaro vai depor à Polícia Federal pela quarta vez neste ano. O ex-presidente será ouvido na próxima quarta-feira (12), no âmbito da ação que apura a suposta trama de golpe articulada pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES), registra O Globo.
Do Val disse ter discutido um golpe de Estado com Bolsonaro e o ex-deputado Daniel Silveira; depois, mudou sua versão mais de uma vez. Em fevereiro, Alexandre de Moraes mandou instaurar inquérito sobre o caso; no mês passado, o ministro do STF ordenou busca e apreensão da PF em endereços do senador.
Desde janeiro, o ex-presidente já foi intimado a prestar esclarecimentos sobre os atos do 8 de janeiro, o caso das joias da Arábia Saudita e as fraudes no cartão de vacinação dele e dos seus familiares.
Créditos: O Antagonista.

A vaca mais valiosa do mundo é brasileira, tem segurança 24 horas por dia e faz até skincare(cuidado diário com a pele). A informação foi divulgada pelo site G1 no sábado 8.
A preciosa Viatina-19 FIV Mara Móveis tem 4 anos de idade e vale R$ 21 milhões. Nascida no dia 17 de janeiro de 2019, seus responsáveis divulgam até que a vaca tem signo: o de aquário. Seus criadores são a Casa Branca Agropastoril e a Agropecuária Napemo e Nelore HRO. Os sócios se dividem nas responsabilidades de cuidado com a Viatina-19.publicidade
Os criadores também divulgam que a vaca mais valiosa do mundo tem até hobbies: comer e tomar sol. A personalidade dela é descrita como “mansa, mas geniosa, e sabe que é uma celebridade”, de acordo com a criadora, Lorrany Martins Pereira de Morais, da Agropecuária Napemo de Minas Gerais.

O nome Viatina é uma homenagem à sua mãe, Viatina 03 FIV Mara Móveis. O “19” vem do ano em que ela nasceu. “FIV é o método por onde foi feita, a fertilização in vitro. Mara Móveis faz referência à Nelore Mara Móveis, empresa responsável pela fertilização e que tem base em Nova Iguaçu de Goiás.
Como vaca mais valiosa do mundo, a Viatina-19 tem um “quarto privativo”. Ela passa as noites e faz suas necessidades fisiológicas numa baia só sua, que conta com limpeza 24 horas por dia. “Sempre tem alguém para tirar as fezes e limpar a palha de onde ela fica”, diz Lorrany.
A Viatina-19 toma banho com um xampu especial hipoalergênico “para não gerar irritação” e não alterar o PH de sua pele. Em dia de eventos, a vaca mais valiosa do mundo faz um tratamento especial na pele, inclusive nas orelhas, que são hidratadas com óleo de girassol para ganharem brilho e terem a beleza evidenciada.
Seu quarto privativo também não significa que ela viva na solidão: ele tem um acesso para a área externa cercada, onde a Viatina-19 toma sol, se movimenta e socializa com outras bovinas. Segundo sua criadora, ela gosta de roubar comida das colegas.
“A porteira da baia, inclusive, tem uma proteção por sensor”, diz Lorrany. “Quando a gente tranca ela à noite, qualquer movimentação que abre a porteira, ativa o alarme da fazenda.”
A Viatina-19 é a vaca mais valiosa do Brasil e do mundo porque é um banco genético que permite diferentes produções. “Se você quiser produzir animais de pista, ela vai oferecer toda essa beleza racial”, explica o médico veterinário Cleiton Acelves Borges. “Se quiser produzir carne ao consumidor, ela vai oferecer toda a qualidade de carne nobre.”
Informações Revista Oeste
Ex-secretário da Receita Federal denuncia desrespeito às regras parlamentares na tramitação do texto e riscos para a economia brasileira

O ex-secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, tem uma opinião cristalina sobre a reforma tributária. “Ela é ruim”, esclareceu o economista em entrevista exclusiva à Oeste.
O doutor em Economia, professor titular na Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), ex-deputado federal e idealizador do “Imposto Único“, Cintra é fortemente crítico a forma e a substância da reforma tributária.publicidade
“A tramitação desse texto está sendo uma violação das regras parlamentares. E uma enorme falta de respeito com a população. Sequer temos estudos de impacto sobre algo que vai mudar radicalmente a economia brasileira. É um absurdo”, explica.
O economista prevê uma série de problemas provocados pela reforma, alta dos preços e até uma desorganização da economia brasileira.
Mas o ponto que mais o preocupa é a progressiva centralização de poder levada adiante por essa reforma. “É um claro projeto de controle da sociedade típico do Partido dos Trabalhadores (PT)“, explicou o Cintra.
Qual a opinião do Sr. sobre essa reforma tributária?
A única certeza que todos nós temos é que não há certeza alguma. Ninguém tem a mais ligeira ideia do que esse projeto pode de fato significar para a economia brasileira ao longo dos próximos anos. É um projeto com uma enorme profundidade. Mexe com o sistema tributário. Altera o pacto federativo brasileiro na sua raiz, que é a autonomia financeira. Muda a organização da sociedade brasileira, principalmente deslocando a carga tributária em favor de alguns setores e em detrimento de outros. Mas o maior problema é outro.
Qual?
O total desrespeito como esse processo está sendo conduzido. Esse é um dos episódios mais vergonhosos da história parlamentar brasileira. Estão tratorando a sociedade. Uma reforma tributária com a profundidade como essa teve um texto apresentado há apenas uma semana. Pior, o documento definitivo foi colocado no sistema da Câmara apenas poucos minutos antes de ser apreciado pelos deputados. Inadmissível.
Isso é uma coisa não apenas anti-regimental mas absolutamente sem qualquer resquício de ética parlamentar.
O projeto está sendo mal conduzido. Não apresentando números. Causa surpresa que alguns setores estejam apoiando a reforma. Quem sabe por desinformação. Não fornecer dados públicos talvez seja uma estratégia do governo. Possivelmente para evitar problemas políticos.
Estão querendo criar a narrativa que fizeram uma reforma tributária. Só que essa é uma reforma feita de qualquer jeito. E somente depois vão ajustar o feito com lei complementar. Que basicamente é um cheque em branco recebido pelo Executivo.
Um processo açodado, apressado, truculento, que só pode ter uma justificativa: há algo a esconder por parte do governo. Em alternativa, eles não têm a mínima noção do que estão fazendo. As duas são igualmente graves.
O Sr. está dizendo que a Câmara aprovou um texto sem saber o que prevê?
Exatamente. Ninguém sabe o que há nesse documento. Se alguém estiver fazendo previsões econômicas ou louvando o texto ou está mentindo ou não tem ideia do que está falando. Primeiro por não ter tido tempo material para elaborar avaliações. Segundo, e mais grave, o governo não apresentou qualquer cálculo de impacto desse projeto.
A sociedade, os pagadores de impostos, as empresas, todos têm direito de saber exatamente o que está se passando. Eles devem participar desse debate. A tramitação legislativa da reforma tributária eliminou o diálogo. Criou um regime de opacidade.
Mas a PEC 45 foi apresentada em 2019. Havia tempo de sobra para analisar o texto.
Não foi bem assim. É preciso contextualizar do ponto de vista histórico o que houve. A PEC 45 foi sim apresentada em 2019, mas era um projeto radicalmente diferente daquele que foi divulgado pelo relator, o deputado Aguinaldo Ribeiro, na Câmara dos Deputados.
Os formuladores da PEC 45 original tinham um projeto muito bem concebido, embora muito centralizador. Ele previa um Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) centralizado, com alíquota única.
Não seria a melhor solução, pois o IVA é um imposto apropriado para países unitários, e não para as federações, como é o caso do Brasil. Em países muito grandes não se usa um IVA centralizado. Os próprios Estados Unidos não tem um imposto federal sobre o valor agregado. Por lá, cada estado decide autonomamente sua alíquota.
A PEC 45 de 2019 previa uma estimativa de uma alíquota do IVA, juntando todos os cinco impostos, de 25%. Uma alíquota dessa proporção causaria deslocamentos setoriais muito fortes na economia brasileira.
Alguns setores seriam muito prejudicados, outros favorecidos. A indústria ganharia, enquanto o setor de serviços e o agronegócio teriam uma tributação aumentada.
Todos, por sinal, objetivos declarados da PEC 45, que seus mentores justificavam abertamente dizendo que a indústria era excessivamente tributada no Brasil, e que essa seria uma das razões pela deindustrialização precoce do país.
Por outro lado, segundo eles, o agronegócio seria subtributado, assim como o serviços. Por isso, era necessária uma mudança.
A indústria mergulhou de cabeça nesse projeto, achando que ela seria favorecida de forma justa, plena, com uma redução considerável da carga tributária.
Só que a PEC 45 nunca apresentou alíquotas. E desde então não tivemos mais nenhuma previsão ou estimativa.
Como se não bastasse, o projeto recém aprovado na Câmara virou uma árvore de Natal. Aquele radicalismo, teoricamente até justificável, da PEC 45 foi totalmente desfeito pelas concessões que o relator veio fazendo a todo e qualquer setor que apresentasse suas reivindicações. Tudo, claro, em troca de votos.
Quais os efeitos o Sr. prevê dessa reforma?
O risco é que a reforma gere uma selva de disputas, litígios, e contestação. Os mesmos que deixam hoje o Brasil um dos países mais ineficientes do ponto de vista tributário do mundo. O que seria para melhorar, na verdade, vai acabar piorando.
O governo teria a obrigação de apresentar estudos, mas não o fez. Então os universidades estão suprindo a essa deficiência. Alguns acham que esse será um caminho para o progresso daqui 20 anos. Outras acreditam que o impacto imediato vai ser trágico. Eu estou na linha desses últimos.
Além disso, é preciso sempre lembrar que as empresas quebram no curto prazo, não no longo. Se tiverem dificuldades econômicas vão quebrar. Normalmente por um problema de liquidez.
Existem estimativas de que em dez anos a produtividade aumente com a reforma tributária. Oxalá que isso aconteça. Tenho sérios questionamentos sobre a metodologia desses cálculos. Minha percepção é que para chegar nesse nirvana, nesse paraíso, podemos passar por um inferno, uma utopia não realizada.
O Sr. acredita que os impostos vão aumentar por causa da reforma?
O governo não apresentou alíquotas. O meio acadêmico está tentando suprir. Eu mesmo fiz alguns cálculos e simulações. E o resultado é sempre o mesmo: aumento da carga tributária.
Pelo que calculei, a alíquota padrão do IVA, ou IBS, como será chamado por aqui, deveria superar 33%, tendo que chegar muito próximo aos 34%.
Se considerarmos a famosa “alíquota zero” para a cesta básica ela chega a 35%. Com um nível como esse, o projeto se torna inviável. O setor produtivo vai sofrer.
E os efeitos macroeconômicos?
Economistas que querem demostrar que a reforma tributária vai dar certo partem com premissas de longuíssimo prazo. Economistas não são bem sucessivos em análises de longo prazo. Lembrando que todo o mundo, no longo prazo, vai estar morto, como dizia John Maynard Keynes.
Pelos meus cálculos, o efeito nos preços vai ser trágico. Além da inflação, a reforma, assim como está, vai provocar uma desorganização da economia brasileira. O desemprego vai aumentar. Vai ser um caos econômico.
Quem vai se beneficiar com essa reforma?
O agronegócio conseguiu isenção da cesta básica. Conseguiu aumento de isenção de R$ dois milhões para R$ 3,6 milhões. O setor de saúde terá redução na metade da alíquota. Transporte, eventos artísticos, educação, setor farmacêutico, entre outros. Muita gente vai ganhar.
Mas todas essas concessões implicam um aumento gigantesco da alíquota padrão, para que a carga tributária permaneça a mesma.
Ou seja, se eles vão pagar menos impostos. Mas o restante da sociedade vai pagar mais.
Sabendo disso tudo, por qual razão o governo quis levar adiante essa reforma?
Estão estão preparando o terreno para um projeto típico do PT: a centralização do poder.
É evidente que com essa reforma o projeto de federalismo no Brasil será enfraquecido. Com a centralização, os recursos ficarão nas mãos das instituições federais, e permanecerão lá. E ai vai ser Brasília que decidirá onde alocar esse dinheiro. Querem evitar que surjam posições contrárias ao poder central.
O principio da reforma tributária poderia ser até positivo, tendo como objetivo reduzir o número de impostos e alíquotas hoje existentes. Mas agredir o pacto federativo dessa forma e acabar com a autonomia dos prefeitos é algo profundamente errado. Poderiam muito bem modificar só o ICMS dos estados, onde está o verdadeiro problema da chamada “guerra fiscal“. Não era necessário mexer no pacto federativo.
Qual o sentimento do Sr. nesse momento?
Estou profundamente decepcionado. Principalmente pela forma em que o projeto está sendo discutido.
Uma vergonha para o Congresso. Um prejuízo gigantesco para a sociedade. O país vai dar um salto no escuro com essa reforma tributária. Ou o governo tem muita má fé ou está demonstrando uma profunda ignorância. Em ambos os casos, será um desastre. O que estamos vendo é simplesmente surreal.
Informações Revista Oeste

Pacientes que sofrem com dores crônicas têm a oportunidade de aliviar os sintomas por meio da acupuntura – recurso terapêutico que utiliza agulhas em determinados pontos do corpo.
Na rede municipal de saúde, o atendimento gratuito, antes ofertado apenas no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), às segundas, foi ampliado para a unidade CAPS 3 toda quarta-feira.
O serviço é destinado aos pacientes cadastrados na rede CAPS, que sofrem transtornos psicológicos e que possuem fibromialgia, artrite e outras doenças reumatológicas. Além disso, também é estendido para funcionários da Secretaria Municipal de Saúde que necessitem do acompanhamento.
A auxiliar farmacêutica, Viviane Farias, que sofre com dores crônicas generalizadas, tem aproveitado o recurso há cinco meses e destaca que os benefícios já podem ser observados.
“Eu tenho fibromialgia. A acupuntura melhorou bastante as dores. Eu tinha muita dificuldade de locomoção e enxaquecas. O tratamento tem proporcionado muitas coisas boas. A firmeza das mãos está voltando e até os incômodos na mandíbula estão diminuindo”, relatou.
De acordo com o médico, Rodson Tartari, o procedimento dura de 15 a 30 minutos. No caso de pacientes com transtornos depressivos ou ansiosos, é utilizado como ferramenta que busca contribuir na redução do uso dos remédios.
“Os pacientes de dor crônica são pessoas que sofrem há muito tempo e possuem dificuldade até para fazer caminhada. A partir do momento que a gente reduz esse nível de dor, a pessoa consegue voltar a fazer atividade física que é um instrumento importante para quem sofre com depressão e ansiedade”, informa o especialista.
A coordenadora-geral da rede de saúde mental, Regicelia Silva, relata que a técnica passou a ser disponibilizada pela Prefeitura de Feira de Santana no ano passado com objetivo de promover o bem-estar.
“Percebemos uma melhora significativa dos pacientes, na autoestima e nas dores. Hoje, em média, cerca de 45 pessoas são atendidas por semana. O encaminhamento é feito dentro da própria rede”, relatou.