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Em Feira de Santana, pessoas infectadas por hepatite têm assistência garantida no Programa Municipal de Hepatites Virais – localizado no Centro de Saúde Especializado Dr. Leone Coelho Lêda, com funcionamento de segunda a sexta-feira.

Conforme a hepatologista do programa, Karina Maia, os tipos mais comuns da doença entre os pacientes atendidos são causados pelos vírus B e C. “Os adultos são os mais acometidos devido à forma de contágio que ocorre, principalmente, via sexual e parental“.

A médica também explica que por ser um doença silenciosa, a maioria dos pacientes pode viver anos sem apresentar sintomas. Desse modo, a recomendação é que todas as pessoas, na fase adulta, façam o exame para diagnóstico. Na rede pública, os testes rápidos para detecção da hepatite são realizados em qualquer unidade de saúde.

“Todos os indivíduos devem ser testados na fase adulta, principalmente os maiores de 40 anos, aqueles que apresentam olho amarelo, alteração nos exames do fígado ou pertencem a grupos com maior risco de contaminação, a exemplo dos usuários de drogas endovenosas ou inaladas, pessoas que usam seringas e fazem tatuagens”, orienta.

Além do não compartilhamento de itens de uso pessoal, a vacina é a maneira mais eficaz de assegurar a proteção contra a doença. A coordenadora do programa, Vanessa Sampaio, destaca que os imunizantes contra os vírus A e B são ofertados, gratuitamente, em todas as Unidades Básicas (UBSs) e de Saúde da Família (USFs).

“O trabalho de prevenção à hepatite começa ainda na infância, conscientizando os pais a atualizarem a caderneta de vacinação das crianças. Inclusive, aqui no CSE, nós temos uma sala de vacina, onde fazemos essa aplicação de doses”, frisou Vanessa.

Pamela Gonçalves, é mãe da pequena Melissa, que tem somente um ano, mas já recebeu os imunos contra a hepatite A e B que devem ser aplicados para a faixa etária. “O cartão de vacina dela sempre está atualizado porque a prioridade é que minha filha cresça sadia e sem o risco de doenças que podem ser prevenidas“, afirma.

De acordo com a orientação do Ministério da Saúde, a vacina contra a hepatite B deve ser tomada logo após o nascimento e no período de dois e quatro meses de vida. Na fase adulta, a aplicação pode ser feita, caso haja necessidade, a exemplo de profissionais que atuam na área da saúde ou no manuseio de materiais biológicos, pessoas sem comprovação de esquema vacinal, com taxa de imunidade baixa, e para gestantes. Já a vacina contra hepatite A é destinada aos bebês com um ano e três meses.


O PL baiano começa a veicular em rádio e tevê, a partir desta segunda-feira (10), peças partidárias em que defende o legado do governo do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, e a ampliação da atuação feminina na política. As inserções comerciais de 30 segundos trazem a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro e também os deputados federais Jonga Bacelar, Roberta Roma e Capitão Alden, além do presidente estadual do PL, João Roma.

No vídeo em que são defendidas as realizações do governo de Jair Bolsonaro, o primeiro a falar é Jonga Bacelar. “Com o PL no governo federal, o mercado de trabalho se recuperou e milhões de empregos foram gerados”. Em seguida, Roberta Roma comenta os excelentes índices sociais da gestão Bolsonaro. “Com o Auxílio Brasil de R$ 600, a desigualdade social no país caiu para o menor nível em 11 anos”.

Neste mesmo vídeo, o deputado federal Capitão Alden cita outro ponto de grande avanço no governo realizado pelo PL: a melhoria da segurança pública. “São os dados que dizem: o número de homicídios também caiu e o país melhorou no governo Bolsonaro”. A última intervenção neste vídeo é de João Roma: “É por isso que o povo transformou o PL no maior partido do Brasil”.

A participação da primeira-dama Michele Bolsonaro ocorreu em peça que destaca o PL Mulher. “Aqui no PL, vamos trabalhar todos os dias para aumentar a participação da mulher nas decisões políticas do nosso país”, diz Michele. Nesse ponto, ocorre uma bate-bola entre a primeira-dama e Roberta Roma, que responde: “O PL hoje é o maior partido do Brasil. E é também o lugar certo para tantas mulheres realizadoras e inspiradoras que querem ajudar a melhorar a vida de milhares de famílias”.

A ideia central desta peça é pontuar que a missão do PL Mulher é mostrar que a força e a sensibilidade femininas mudam a história política do nosso país. O publicitário Bruno Cartaxo, marqueteiro da campanha de João Roma no ano passado, foi o autor dos comerciais.


A fim de ajudar advogados e advogadas a aprimorarem suas habilidades no Tribunal do Júri, a ESA – Escola Superior da Advocacia – lança, de forma inédita, um curso de *Prática do Tribunal do Júri*, com a coordenação cientifica do professor Marcos Melo.O curso será realizado presencialmente em Feira de Santana, entre os dias 10 e 15 deste mês, com os professores: *Marcos Melo, Fabiano Pimentel, Isabel Adelaide, Gisela Baer, Marco Aurélio, Joari Wagner e Márcia Simões*.O/A participante do curso irá aprender, dentre outras coisas, “o papel da acusação no tribunal do júri”, com Isabel Adelaide; e “os desafios da defesa no tribunal do júri”, com Gisela Baer. “Procedimento especial do júri. Competência. Natureza jurídica. Princípios constitucionais. Primeira fase procedimentalmente. Recebimento da denúncia, instrução”, serão temas ensinados por Marco Aurélio e Joari Wagner; “Preparo e sessão de julgamento: instrução, debates, quesitos e sentença-pronúncia, impronúncia, absolvição sumária e desclassificado”, por Márcia Simões; e “Comportamento das partes no plenário do júri”, com Marcos Melo. O curso terá carga horária total de 18 horas e acontecerá no Auditório da OAB Subseção de Feira de Santana., situada na rua Cel. Álvaro Simões, 74, Centro. Os interessados devem investir R$ 40,00 para participar do curso. Mais informações podem ser obtidas e as inscrições podem ser feitas através do link https://bit.ly/tridojurifsa. As vagas são limitadas.


Quem controla o sistema? Parte da torcida do Flamengo atribuiu para si esse poder, cantando “somos o sistema” no Allianz Parque, por ocasião do jogo contra o Palmeiras. Mais um capítulo da provocação entre os principais times do país nos últimos anos.

Mas o Botafogo é quem parece ter “hackeado” e dominado o tal sistema. Um sistema próprio, que lhe rendeu a liderança, 36 pontos em 14 rodadas e dez pontos de diferença em relação aos concorrentes mais próximos.

O Botafogo está no caminho certo. Ainda faltam muitas rodadas, mas está no caminho certo. Se continuar dessa forma, se o grupo continuar fechado, do jeito que está, vamos começar a pensar em título. Já está dando esse cheirinho, sim”.

Cláudio Caçapa, técnico interino do Botafogo

Ritmo de campeão

Se Palmeiras e Flamengo frearam um ao outro nesta rodada, com o empate por 1 a 1, o Botafogo venceu de novo e igualou o Corinthians de 2017 na pontuação mais alta até essa altura do campeonato na era dos pontos corridos. Os corintianos ficaram com a taça naquele ano. Até agora, não há outra sinalização dada pelo Botafogo do que um domínio em termos de resultados, mesmo quando fica com as costas na parede — foi o que o Grêmio fez.

O Botafogo pela segunda vez se viu diante do segundo colocado, fora de casa, e venceu. Foi assim contra o Palmeiras e agora contra o time de Renato Gaúcho na Arena. Como se não bastasse, o Alvinegro já venceu o próprio Flamengo e também o Fluminense — para envolver o quarto elemento do atual G4 do Brasileirão. O tricolor, inclusive, subiu na tabela com a vitória sobre o Internacional, no primeiro jogo de Fernando Diniz desde que foi anunciado na seleção brasileira.

O Botafogo está sob a tutela de Cláudio Caçapa após o adeus de Luís Castro e nem parece sentir a transição até a chegada de mais um português, Bruno Lage. O alvinegro vence por ser cirúrgico e não se apavorar. O goleiro Lucas Perri faz seus milagres quando Adryelson e Victor Cuesta não são suficientes. E o time, por outro lado, dá um jeito de construir os gols. E nem precisa do artilheiro Tiquinho Soares para isso.

O Botafogo até agora não se envolveu na “trocação” recente sobre arbitragem. Até porque fica difícil ser acusado de “mão invisível” do sistema depois de passar anos penando entre brigas para não cair e rebaixamentos.

A reclamação muda de lado

Na troca de acusações e cobranças, o Palmeiras citou o tal “sistema” após o empate com o Athletico e, a partir da derrota para o São Paulo, na Copa do Brasil, estipulou a “lei da mordaça”. Ninguém dá entrevista. Nem jogadores, nem comissão técnica. “Eu sei que eu não posso brigar com o sistema”, foi o que disse a presidente Leila Pereira ao anunciar que a delegação não se pronunciaria por um tempo.

Durante a semana, o lado palmeirense viu o Flamengo pedir punição ao responsável original pela crítica à CBF — o auxiliar João Martins. Mas foram os rubro-negros que deixaram o jogo de sábado (8) reclamando da arbitragem. Um lance envolvendo Everton Ribeiro é a razão, com direito à promessa de contestação na CBF.

Com a bola rolando, viu-se o equilíbrio que impera entre Palmeiras e Flamengo nos últimos anos. Primeiro tempo de um e segundo tempo de outro. Com a ressalva de que Jorge Sampaoli optou por começar com Everton Ribeiro e Arrascaeta no banco. Quando entraram em ação, o enredo do jogo se transformou.

No Grêmio, Renato Gaúcho também resolveu falar sobre arbitragem ontem, citando situações do jogo contra o Botafogo e de partidas passadas.

“Seneme, você está cobrando a arbitragem? Quero saber o que se faz com o VAR, porque não está chamando”, disse o técnico gremista, dirigindo-se ao presidente da comissão de arbitragem.

Pênalti para o Santos?

Os protestos na rodada também são de Goiás e América-MG, por pênaltis assinalados a favor de Santos e Coritiba, respectivamente. Essa queda de braço, específica, envolve a parte de baixo da tabela.

Na penalidade santista, o árbitro Bruno Arleu viu infração em um encontrão dentro da área de Lucas Halter em Joaquim, já aos 44 minutos do segundo tempo. Mesmo chamado pelo VAR à área de revisão, Arleu manteve a marcação. O lance foi decisivo para a vitória por 4 a 3 — o time ganhou a primeira depois de 12 jogos.

Falando nisso, e o Vasco? Parece que houve uma pane no sistema que está difícil de ser corrigida.

Informações UOL


rawpixel.com/ Freepik
Imagem: rawpixel.com/ Freepik

O 5G puro completou um ano de existência no Brasil nesta semana. A velocidade mais alta da nova rede já tem feito alguns brasileiros cogitarem abrir mão da internet fixa dentro de casa. Mas será que a internet de quinta geração vai, de fato, colocar fim à conexão via cabos?

Uma pesquisa realizada pela OpenSignal em maio deste ano indicou que a velocidade de download em três cidades brasileiras em que o 5G está liberado passa de 400 Mbps, se aproximando do que hoje é oferecido em pacotes mensais de internet banda larga fixa. São elas: Porto Alegre, Teresina e Curitiba.

Apesar desse bom desempenho, segundo especialistas ouvidos por Tilt, a chance do 5G substituir a internet fixa em grande escala é remota, pois os dois são tecnologias com propostas diferentes.

Dados importantes sobre 5G

Rede de conexão móvel desenvolvida para ser mais estável e mais rápida do que o 4G.

Permite que diferentes aparelhos acessem a internet ao mesmo tempo.

Não necessita de cabos ou fibra para funcionar.

Somente dispositivos (como celulares, tablets) compatíveis conseguem acessar o 5G.

Para o professor Ricardo Caranicola Caleffo, do curso de Engenharia Eletrônica do IMT (Instituto Mauá de Tecnologia), o 5G é mais apropriado na questão de desempenho de conexão, como usos na rua — através do celular. Já o wi-fi é insubstituível para questões domésticas.

“Para comunicação em ambientes fechados eu não vejo possibilidade de haver uma substituição de uma tecnologia para outra”, diz o docente, também pesquisador na USP (Universidade de São Paulo).

Ana Benso, professora do curso em Ciência da Computação da Escola Politécnica da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), acrescenta que, se essa substituição acontecer, isso será num futuro bem distante. A implantação do 5G ainda passará por grandes desafios nos próximos anos.

Wi-fi x 5G

O wi-fi já tem uma rede consolidada, o que levou anos para chegar a esse nível, destaca a professora. No caso da internet de quinta geração, a infraestrutura ainda está sendo montada. Pelo cronograma da Anatel, a sua instalação completa no Brasil deve acabar em 2028.

“Não é que o 5G não possa suprir a internet fixa, mas o problema é que existe um combinado de tecnologia e infraestrutura estabelecida. Isso tudo é uma questão de tempo e custo, de quanto tempo vai levar para se implantar [o 5G] nas cidades, quais os custos que isso representa”, afirma Benso.

“Num futuro distante a tendência vai ser a gente ter redes sem fio suprindo a internet domésticas. Mas aí todos os outros dispositivos vão ter que ter conectividade direto com 5G ou com um roteador 5G que receba esse sinal”, complementa.

A oferta de celulares compatíveis ainda é embrionária no Brasil.

5G e o consumo do pacote de dados

A troca da conexão fixa pelo 5G móvel naturalmente depende de como a pessoa usa a internet, acrescentam os entrevistados. Muitos a usam dentro de casa para conferir redes sociais, jogar, ver vídeos e séries, estudar, participar de reuniões online.

Pessoas dentro desse perfil gastariam mais com o pacote de dados a partir do 5G diante da limitação do serviço contratado. O wi-fi ainda é o melhor aliado para esse combo de usos.

“Por melhor que seja o pacote oferecido pela operadora e contratado pela pessoa, você ficar o dia inteiro com o celular conectado ao 5G, gastando teu pacote, uma hora ele acaba. A rede wi-fi não tem essa característica. Se você contrata uma rede fixa, você não contrata uma quantidade x de dados”, explica o professor de engenharia eletrônica.

Se você ficar o dia inteiro com seu dispositivo ligado à rede wi-fi, você tem o que foi acordado com a operadora com uma determinada taxa de transmissão de dados, acrescenta Caleffo.

5G e seus benefícios

O 5G é mais rápido do que qualquer conexão móvel já usada, mas os benefícios práticos envolvidos na rede ainda são poucos no Brasil. Tudo ainda é recente. Por isso, o professor Caleffo recomenda cautela entre as pessoas que estão mirando substituir a internet fixa.

“Houve uma grande expectativa por parte de todo mundo, mas na realidade, na prática, vai levar mais tempo do que as pessoas estão imaginando para elas sentirem os benefícios da rede 5G, afirma.

Sidney Azeredo Nince, assessor na Superintendência de Outorga e Recursos para a Prestação de Serviços de Telecomunicações na Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), observa que a possibilidade de migração da internet fixa para a móvel já era vislumbrada quando a tecnologia 5G foi lançada. Porém, ele também reconhece diferenças entre os dois tipos de rede.

“A banda larga móvel é muito variável, você se desloca, mas pode ter prédios que interrompam o sinal. Tem uma série de variações, por exemplo, lugares que durante um período tem muitas pessoas usando, a internet pode oscilar. Já a banda larga fixa, o comportamento da rede é muito mais previsível”, conclui Nince.

Informações Tilt UOL


Codevasf
No governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a estatal elevou as doações a entidades privadas | Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil 

Os primeiros meses do governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem privilegiado associações ligadas a parentes de políticos com entrega de veículos e maquinário agrícola por meio da estatal federal Codevasf.

A compra das máquinas ocorre por meio de recursos das chamadas emendas parlamentares. O deputado ou senador indica a entidade privada a ser beneficiada, e a Codevasf cuida da compra e da entrega do equipamento. Entre os maquinários está uma sonda perfuratriz avaliada em mais de R$ 2 milhões. A informação foi publicada nesta segunda-feira, 10, pelo jornal Folha de S. Paulo.publicidade

A Codevasf foi criada para cuidar de projetos de irrigação no semiárido, mas nos últimos anos tem sido usada pelos políticos como destino de emendas para compra de máquinas e realização de obras direcionadas para os redutos eleitorais.

Conforme a reportagem, neste ano, aumentou a proporção de doações a entidades privadas e diminuiu a prefeituras.

Minas Gerais

O Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento e Fomento das Bacias do Rio Jequitinhonha, Rio Pardo, Rio Mucuri e Adjacências recebeu a doação mais cara feita pela Codevasf no primeiro trimestre de 2023.

A sonda perfuratriz acoplada a um caminhão, que serve para perfurar poços artesianos, no valor de R$ 2,4 milhões, foi destinada pelo deputado federal Igor Timo (Podemos-MG).

A doação foi direcionada ao tio do parlamentar que é prefeito de Virgem da Lapa, Diógenes Timo Silva (Podemos-MG).

Em vídeos publicados em suas redes sociais, o deputado afirma que foi o responsável por destinar a perfuratriz junto ao ex-senador e agora ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Bahia

Em Santaluz, município de 37 mil habitantes do sertão baiano, a Codevasf doou um caminhão para a Associação de Moradores da Fazenda Lagoa Nova por meio de emenda do deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil), padrinho político do presidente da estatal.

A associação é presidida por Keise Suzart, filha do vereador Mário Sérgio Suzart, atual presidente da Câmara Municipal de Santaluz e um dos principais aliados de Elmar na cidade.

Ainda na Bahia, a Colônia de Pescadores e Aquicultores Z-15, em Valença, ganhou uma retroescavadeira. Em sua sede, as paredes são ornadas com fotografias do deputado federal Raimundo Costa (Podemos-BA), autor da emenda responsável pela doação.

Pernambuco

Na cidade de Brejão, a Associação de Agropecuaristas de Sítio Mamoeiro recebeu da Codevasf uma caminhonete Mitsubishi L200 avaliada em R$ 235 mil.

A entidade é presidida por João Marcone Florentino de Barros, irmão do vice-prefeito de Brejão, Saulo Florentino de Barros (MDB). A doação teve o apoio do deputado federal Fernando Rodolfo (PL).

O que diz a Codevasf?

A companhia afirmou que as doações “servem ao interesse social” e são precedidas por análises de adequação técnica, conformidade legal e conveniência socioeconômica. 

A estatal afirmou que as doações são feitas a pessoas jurídicas e não a seus membros. 

“Os requisitos formais exigidos para a doação dizem respeito à personalidade jurídica das associações beneficiadas. Assim, o fato de que seus representantes ou membros eventualmente possuam filiação partidária ou integrem sociedade empresarial não caracteriza impedimento legal à doação de bens às associações”, explicou a empresa.

Informações Revista Oeste


Livro mostra como relutamos em valorizar nossas necessidades a longo prazo

Hal Hershfield é professor de marketing, decisão comportamental e psicologia da Universidade da Califórnia, Los Angeles. Mês passado, lançou “Your future self: how to make tomorrow better today” (“Seu futuro eu: como tornar o amanhã melhor hoje”), onde aborda a dificuldade de planejamento a longo prazo e como trabalhar para reverter essa “inaptidão” que embute sérias consequências. O livro é resultado de uma década de pesquisas e explora a importância de nos conectarmos com nosso eu, como explicou em palestra on-line que pode ser acessada aqui: 

Hal Hershfield, professor de marketing, decisão comportamental e psicologia da Universidade da Califórnia e autor de “Your future self: how to make tomorrow better today”  — Foto: Reprodução

Hal Hershfield, professor de marketing, decisão comportamental e psicologia da Universidade da Califórnia e autor de “Your future self: how to make tomorrow better today” — Foto: Reprodução 

“Gosto de usar uma imagem do dia a dia para mostrar como nossa mente funciona. Imagine a situação: um colega de trabalho, de quem você não é próximo, pede ajuda para fazer a mudança no próximo sábado. É claro que você tem uma lista de cem coisas mais importantes para resolver e vai arranjar uma boa desculpa para se livrar do chato. O incrível é que agimos da mesma forma com nosso futuro. A tendência é nos imaginarmos como uma outra pessoa, com a qual não temos qualquer proximidade e que, portanto, não é prioridade. Quando alimentamos essa conexão, fica mais fácil tomar decisões melhores”. 

Hershfield afirma que devemos imaginar diferentes “futuros eus”: daqui a cinco, dez ou 30 anos. “O exercício nos incentiva a pesar a consequências de nossos atos e vale até para controlar os níveis de colesterol e a circunferência da cintura. Os danos não acontecerão com um estranho!”, enfatiza, acrescentando que, para ele, ter filhos pequenos se transformou numa ferramenta poderosa para pensar no longo prazo: 

“Estamos prontos para nos sacrificar por várias pessoas: nossos pais, filhos, amigos. Por que é tão difícil nos sacrificarmos por nós mesmos? E o mais interessante é que agir assim acaba impactando negativamente as pessoas que prezamos tanto, porque poderemos não estar em condições de ajudá-las”. 

O professor sugere uma “visualização do eu” para criar a conexão e facilitar o controle de impulsos negativos. Comece escolhendo um determinado campo – pode ser saúde, relacionamentos ou aposentadoria – e pense na versão de si que gostaria de ter daqui a um determinado tempo. Faça um esforço para criar um quadro bem detalhado, para recorrer a essa idealização quando estiver prestes a fraquejar. O arsenal de Hershfield inclui o que chama de “incentivos”, como uma bem bolada “punição” que vai depender do auxílio de um amigo: 

“Imagine que você belisca alimentos pouco saudáveis toda noite e estabelece que só fará isso uma vez por semana. Chame alguém de confiança, para quem você não mente, para ser seu ‘auditor’. Se reconhecer que não cumpriu a meta, ele vai usar seu cartão de crédito (na versão brasileira, um Pix) para fazer uma doação para uma causa com a qual você, definitivamente, não concorda. Parece estranho, mas é bem eficiente quando adotamos essa intervenção punitiva”. 

O autor sugere que cada um escreva uma carta para si mesmo no futuro, fazendo depois o caminho oposto: uma mensagem do seu eu maduro para o eu presente ainda não convencido sobre o caminho a trilhar. Tudo vale a pena para criar bons hábitos que se perpetuem.

Informações UOL


Vítimas foram esfaqueadas, segundo as autoridades locais. Um suspeito foi preso, e polícia chamou o caso de ‘agressão intencional’.

Jardim de infância foi alvo de ataque, na China — Foto: Reuters

Jardim de infância foi alvo de ataque, na China — Foto: Reuters 

Um ataque em um jardim de infância deixou seis pessoas mortas e uma ferida, nesta segunda-feira (10), na China. As vítimas foram esfaqueadas, segundo as autoridades locais. Um homem de 25 anos foi preso. 

A polícia chamou o caso de “agressão intencional”, mas não deu detalhes sobre as idades das vítimas. A imprensa chinesa afirmou que há adultos e crianças entre os feridos. 

O caso aconteceu na província de Guangdong, sudeste da China, por volta das 7h40, no horário local – noite de domingo (9) no Brasil. As causas do ataque estão sendo investigadas. 

Ataques em escolas têm se tornado mais frequentes na China, mesmo o país tendo uma lei rígida em relação ao porte de armas e segurança. 

Em agosto de 2022, três pessoas foram mortas e seis ficaram feridas em um esfaqueamento em um jardim de infância na província de Jiangxi. 

Já em 2021, um homem matou duas crianças e feriu 16 em outra escola infantil, em Guangxi.

Informações G1


País passa a seguir padrão internacional, com o Banco Central definindo o horizonte de convergência, escreve Carlos Thadeu

Copom
Haverá maior flexibilidade para a taxa perseguida, já que corresponderá ao nível de inflação acumulada em 12 meses em um intervalo de tempo e não necessariamente de janeiro a dezembro; na imagem, a fachada do Banco Central

A principal missão do Banco Central é perseguir a meta de inflação estabelecida pelo CMN(Conselho Monetário Nacional), composto por Fernando Haddad, Simone Tebet e Roberto Campos Neto. Com esse objetivo, a instituição precisou aumentar a Selic para poder conter o avanço do IPCA. No entanto, depois da última reunião do CMN, o trabalho do Banco Central deve ficar mais fácil.

As metas de inflação foram implementadas em julho de 1999 no Brasil, sendo estabelecida uma taxa para o centro da meta e margens de tolerância para abaixo e acima desse valor. Considerando desde o início dessa política de regime de preços, a inflação ficou abaixo da banda tolerável em 2017 e acima em 2001, 2002, 2003, 2015, 2021 e 2022. Sendo que o mercado espera que esse ano a inflação fique novamente acima da meta.

Esses fatores mostram o que o Banco Central não vem conseguindo cumprir seu propósito, apesar de seus esforços. Um dos motivos é a necessidade de se atingir um equilíbrio entre as ações monetárias e fiscais, elas precisam estar alinhadas para atingirem ao objetivo comum, o bem-estar social.

Isso porque uma economia aquecida demais pelos gastos públicos pressiona os preços, fazendo com que os juros precisem ficar altos por mais tempo. Mostrando que a política monetária precisa do suporte da política fiscal para que suas medidas tenham o efeito desejado.

A demora para aprovação da âncora fiscal traz instabilidade a política fiscal do país e, consequentemente, incerteza para toda economia, fazendo com o Banco Central ainda não consiga reduzir a taxa Selic. Por isso havia tantas expectativas para essa reunião do CMN, quando alguns analistas consideraram a possibilidade de os integrantes aumentarem as metas.

Entretanto, esse movimento poderia desancorar ainda mais as expectativas. A decisão ideal era justamente a que foi tomada, alterar o período para alcançar a meta. Com isso, o país passa a seguir o padrão internacional, com o Banco Central definindo o horizonte de convergência.

O CMN se reuniu em 29 de junho para analisar os parâmetros estabelecidos para a inflação até o momento, com isso as metas permaneceram em 3,25%, 3,0% e 3,0% para 2023, 2024 e 2025, respectivamente. No entanto, houve mudança significativa, pois decidiu-se mudar o regime de meta de ano-calendário para um sistema contínuo.

Haverá maior flexibilidade para a taxa perseguida, já que corresponderá ao nível de inflação acumulada em 12 meses em um intervalo de tempo e não necessariamente de janeiro a dezembro. Ainda não está claro o período que será seguido com a implementação do regime de meta contínua. Porém, sabe-se que a alteração começa a valer em 2025, depois da saída de Campos Neto da presidência da autarquia.

Informações Poder 360


Foto: DIVULGAÇÃO/KARYME FRANCA


Um dos repórteres mais experientes da Globo, Edney Silvestre deixou a emissora em janeiro, após 30 anos de contrato. Sua demissão, apesar de repentina, aconteceu de maneira amigável e acolhedora pela equipe. Presença frequente no Globo Repórter, ele se aproximou de Sandra Annenberg e viu de perto o sofrimento de Gloria Maria em sua luta contra o câncer no cérebro.

Silvestre foi correspondente em Nova York de 1996 a 2002. Ele participou de coberturas jornalísticas importante, como a dos atentados terroristas de 11 de Setembro, em 2001; e a invasão do Iraque, em 2003. Também é escritor e dramaturgo e venceu o Prêmio Jabuti 2010 com a obra Se Eu Fechar os Olhos Agora –que virou minissérie da Globo em 2018.

Antes de sua demissão, teve contato com Gloria Maria na Redação do Globo Repórter, programa que ela apresentava com Sandra Annenberg. Segundo o jornalista de 73 anos, o diagnóstico de câncer de Gloria foi ocultado nos bastidores da emissora até que as internações se tornaram mais recorrentes, sendo impossível manter a discrição.

“Ela se afastou lá por outubro ou novembro. Ela sentava do meu lado lá no Globo Repórter, era uma grande contadora de histórias, muito divertida. E aí aconteceu isso, né? Nós nunca soubemos de nada por parte dela”, conta ele ao Notícias da TV.

Desde que deixou a emissora, o jornalista ocupa seu tempo com seus projetos literários e lançou um curso de escrita criativa. Ele não pensa em trabalhar na televisão novamente. “Se eu voltar para a TV, não existe mais aquele Jornalismo de antes, aquela TV não existe mais. Hoje existe um outro tipo de noticiário, não melhor ou pior, apenas um outro tipo”, aponta.

Confira a seguir a entrevista exclusiva com Edney Silvestre:

NOTÍCIAS DA TV – O que está fazendo neste momento, fora da Globo?

EDNEY SILVESTRE – Eu estou escrevendo um livro. Já escrevi, na verdade. Agora estou corrigindo, e sai em outubro. É chamado Segredos de um Repórter, e eu falo dessas diferenças de em um dia você estar cobrindo o tapete vermelho do Oscar; no outro, correndo da polícia no centro do Rio de Janeiro. Depois você está subindo a favela e cobrindo entrega de prêmio de MPB. E aí eu falo uma coisa que eu não sabia como repórter de imprensa escrita: eu nunca precisei me preocupar com roupa.

A Globo deixou você seguir com o desenvolvimento de seu curso de escrita criativa mesmo sendo contratado?

Eu teria que ter a permissão especial, porque esse curso é vendido. Eu não poderia, mas oficialmente fui demitido em janeiro. Muito gentilmente, o Ali Kamel me avisou três meses antes, inclusive me deu a liberdade de ir ou não trabalhar. Eu estava fazendo o Globo Repórter na época e continuei. Eu adoro a Redação, é a única coisa de que eu sinto falta: da minha convivência e dos meus colegas. Todos os meus colegas de Globo Repórter sabiam, e ninguém comentou nada.

A Sandra Annenberg também fazia parte desse grupo de amigos da Redação?

Adoro a Sandra, ficamos muito amigos no Globo Repórter, mas já nos conhecíamos por vídeo, porque ela apresentava o Jornal Hoje, e eu fazia entradas ao vivo lá de Nova York, então a gente conversava, mas era só isso. Quando eu voltei em 2002 ao Brasil, estava fazendo uma série pro Jornal Nacional, aí fomos jantar e tivemos logo aquele sentimento de que ela era minha amiga desde a infância. Depois ela passou para o Globo Repórter, e ficamos ainda mais amigos.

Você chegou a falar com a Gloria Maria antes da internação dela?

Ela se afastou lá por outubro ou novembro. Ela se sentava do meu lado lá no Globo Repórter, era uma grande contadora de histórias, muito divertida. E aí aconteceu isso, né? Nós nunca soubemos de nada por ela. Se você me perguntasse como ela estava, eu sinceramente não saberia dizer. Havia uma discrição muito grande, até porque se a doença dela fosse divulgada, envolveria duas adolescentes. Já pensou você ler a notícia de que sua mãe tem um câncer no cérebro? Mas todo mundo protegeu a Gloria e as meninas, até que não teve mais como segurar. Era uma internação atrás da outra, e então ela se foi.

A Globo perde ou ganha com essas inúmeras demissões de jornalistas com bagagem, como você?

A Globo perde ao não ter, por exemplo, Neide Duarte e Marcelo Canelas, mas eles ainda têm a Sônia Bridi. Ela é fabulosa, uma grande repórter em qualquer parte do mundo. As motivações que a empresa teve eu não sei, mas de fato ainda há grandes repórteres na TV Globo, e outros grandes saíram. Não que seja o meu caso, não me acho um grande repórter, apenas sou eficiente, faço meu dever de casa, tenho espírito de equipe e um leque de conhecimentos políticos e artísticos. É muito da minha geração, tínhamos uma formação eclética.

Sua demissão da Globo foi amigável?

Totalmente amigável. Eu fui chamado e teve uma linda carta, daquelas cartas que agora nem tem mais. O Ali escreveu lindamente, minha Redação do Globo Repórter fez uma festa para mim, me deram um bonequinho… Não foi nada traumática. A Globo é uma empresa e, assim como toda empresa, ela te contratata quando está interessada em seus serviços.

Sua trajetória na TV acabou assim que foi demitido, ou planeja voltar?

Do jeito que foi, nunca mais será. Apresentei com a Neide Duarte, tinha o GloboNews Literatura, fui repórter fixo do Globo Repórter, viajava muito, e isso não acontecerá mais. Se eu voltar para a TV, isso não existe mais, aquela TV não existe mais. Hoje existe um outro tipo de noticiário, não melhor ou pior, apenas um outro tipo.

Você fez grandes coberturas jornalísticas ao longo da carreira, como a invasão do Iraque e o 11 de Setembro. Colocou sua vida em risco?

Vida em risco a gente coloca indo para favela no tiroteio, em uma passeata, e no Iraque, mas quem cobre isso sabe que é assim. Não é que você não tenha medo, é mentira que não existe medo. Claro que eu tive medo de levar um tiro ou de explodir uma mina no Iraque. Porém, você tem uma missão. No 11 de Setembro, por exemplo, ninguém sabia o que tinha acontecido e para onde estávamos indo com aquilo. O repórter tem uma missão, e você a cumpre. Repórter não é um destemido.

Como é o processo de criação de um livro de um escritor vencedor de grandes prêmios?

Eu aprendi na marra. Porque eu não fiz nenhum curso de Literatura e eu tinha vontade, uma história que eu queria escrever, e que tinha esses dois meninos, um preto e um branco, e uma mulher assassinada. Tinha começado a escrever e parei no meio porque conforme comecei, fui descobrindo mais coisas em pesquisas. Fui entrando em racismo, homofobia, História do Brasil, comecei a ir para trás do governo de Getúlio Vargas [1882-1954], então parei e falei: ‘Não consigo’. Aconteceu que eu fui entrevistar o José Saramago [1922-2010] lá na ilha dele e, quando voltei, acabei escrevendo Se Eu Fechar os Olhos Agora.

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