
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, parabenizou nesta segunda-feira, 20, o norte-americano Donald Trump pela posse para seu segundo mandato como líder dos Estados Unidos. Em Moscou, Putin disse estar “aberto ao diálogo”com o republicano, reforçando principalmente que confia em uma “paz duradoura” com a Ucrânia sob o governo Trump.
“Estamos abertos ao diálogo com o novo governo norte-americano sobre o conflito ucraniano. Qualquer acordo deve garantir uma paz duradoura baseada no respeito pelos interesses legítimos de todas as pessoas”, disse Putin, durante uma reunião de rotina com ministros e com transmissão pela emissora de televisão estatal.
No início de novembro de 2024, pouco mais de um dia depois da confirmação da vitória de Trump, Putin o parabenizou pelo retorno à Casa Branca e disse que está “pronto” para estabelecer um diálogo com ele, sobretudo em relação à guerra na Ucrânia. Trump, por sua vez, afirmou no início deste mês que planeja uma reunião com Putin para “colocar fim” ao conflito, que já dura três anos.
Na época, Putin declarou: “Gostaria de aproveitar esta oportunidade para felicitá-lo pela eleição como presidente dos Estados Unidos. Já disse que trabalharemos com qualquer chefe de Estado no qual o povo norte-americano confie”.
O moderador do evento, no entanto, questionou se Putin estava disposto a conversar diretamente com Trump. O presidente russo disse que sim. Em seguida, justificou o porquê de não telefonar ao republicano. “Não acho que seja vergonhoso ligar para ele. Eu simplesmente não faço isso, porque os líderes ocidentais me ligavam quase todas as semanas e, de repente, pararam”.
Putin completou: “Eles não querem, e não precisam. Como vocês podem ver, estamos vivos e bem, nos desenvolvendo, avançando. Se algum deles quiser retomar o contato – eu sempre disse e quero repetir novamente -, não temos nada contra”.
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Donald Trump tomou posse como presidente dos Estados Unidos nesta segunda-feira, 20. Durante a cerimônia, o republicano fez alguns anúncios de medidas que serão adotadas em seu governo.
Uma delas é a instauração de uma emergência nacional na fronteira sul dos EUA. Ele afirmou que o país sofre com uma invasão de imigrantes ilegais, facilitada pelo governo de Joe Biden.
Em setembro do ano passado, Trump disse que promoveria uma política de deportação em massa de imigrantes ilegais.
“Temos uma imigração ilegal desenfreada”, disse Trump, ao observar que os norte-americanos nativos estão perdendo espaço no mercado de trabalho para estrangeiros que chegam aos país ilegalmente.
Outra medida, anunciada por Trump, é a intenção de classificar os cartéis de drogas mexicanos como organizações terroristas internacionais.
Ele disse que vai utilizar o Alien Enemies Act para permitir que autoridades norte-americanas detenham e deportem imigrantes durante períodos de guerra declarada.
O Alien Enemies Act é uma lei norte-americana de 1798. O documento permite ao presidente dos EUA deportar os cidadãos de uma nação inimiga.
“Vou orientar nosso governo a usar todo o imenso poder de aplicação da lei federal e estadual para eliminar a presença de todas as gangues estrangeiras e redes criminosas que trazem crimes devastadores para o solo dos EUA”, afirmou Trump.
Além disso, o presidente destacou a revogação de medidas ambientais do governo anterior. Ele prometeu, por exemplo, estimular a exploração de combustíveis fósseis. O republicano também declarou uma emergência energética nacional ao referir-se à exploração das vastas reservas de petróleo e gás dos EUA.
Trump atribuiu a crise inflacionária aos altos preços de energia e prometeu derrubar políticas de combate às supostas “mudanças climáticas”. “Voltaremos a ser o país da indústria e temos algo que nenhum país jamais terá: as maiores reservas de gás e petróleo do mundo — e vamos usá-las”, disse.

No campo comercial, Trump enfatizou a necessidade de revisar o sistema comercial dos EUA. Ele propôs impor tarifas a produtos de outros países para proteger a indústria e os trabalhadores norte-americanos.
Também criticou o governo do Panamá por não cumprir promessas e aplicar tarifas excessivas a embarcações norte-americanas no Canal do Panamá.
“Navios norte-americanos são severamente sobrecarregados e não tratados de forma justa de nenhuma maneira”, afirmou Trump. “Isso inclui a Marinha dos Estados Unidos.”
Trump também anunciou uma ordem executiva para “acabar imediatamente com toda a censura governamental e trazer de volta a liberdade de expressão à América”. O presidente mencionou os esforços do governo Biden para restringir essa liberdade. “Nunca mais o imenso poder do Estado será usado como arma para perseguir oponentes políticos.”
Outra medida envolve o reconhecimento de gênero. De acordo com Trump, seu governo reconhecerá apenas os gêneros masculino e feminino.

Ele prometeu realizar cortes em programas de diversidade, equidade e inclusão. Também afirmou que não financiará procedimentos médicos de transição de gênero.
“Nessa semana, também encerrarei a política governamental de tentar engenhar socialmente raça e gênero em todos os aspectos da vida pública e privada”, disse Trump. “Forjaremos uma sociedade que não vê cor e é baseada no mérito.”
Trump ainda anunciou a reintegração de militares que foram expulsos das Forças Armadas por se opor à exigência de vacina contra a covid-19.
Finalmente, o republicano anunciou que os EUA deixarão o Acordo de Paris — tratado internacional para reduzir a emissão de gases poluentes. Em 2021, o ex-presidente Joe Biden prometeu combater as supostas mudanças climáticas. Ele tinha o plano de zerar as emissões de gases até 2050.
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A Bahia vem registrando um aumento de casos de catapora nos últimos dois anos. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), foram notificadas 2.585 ocorrências, sendo 1.214 no ano passado e 1.371, em 2023.
Antes disso, foram registrados 590 casos, em 2022; 309, em 2021; e 384, em 2020. Em Salvador, somente no ano passado, foram notificados 406 casos, 97 a mais do que em 2023. Em 2022, foram 129.
Também conhecida como varicela, a catapora é infecciosa e altamente contagiosa causada pelo vírus varicela-zóster. A doença se manifesta, com maior frequência, em crianças, causando lesões na pele acompanhadas de coceira. A infecção também pode atingir adultos. Os sintomas da varicela (catapora), em geral, são manchas vermelhas e bolinhas no corpo (vesículas), coceira, mal-estar, vômito, cansaço, dor de cabeça, perda de apetite e febre baixa. Eles começam a se manifestar entre 10 e 21 dias após o contágio da doença. A transmissão pelo vírus ocorre antes mesmo dos primeiros sinais, de 1 a 2 dias antes do aparecimento das lesões de pele e até 6 dias depois, quando as lesões estão na fase de crostas. A prevenção é feita através de vacina que é oferecida pela rede pública e privada.
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O prazo vem gerado questionamentos por parte das operadoras dos jogos, que apontam dificuldades práticas para o cumprimento

O prazo para que as bets iniciem o pagamento a clubes, confederações e atletas pela utilização de suas marcas e nomes por parte dos sites de apostas e jogos online vai até o dia 31 de janeiro. A data foi definida na Portaria 1.092 do Ministério da Fazenda, publicada no dia 13 de janeiro de 2025 e gerou questionamentos por parte das operadoras dos jogos, que apontam dificuldades práticas para o início dos pagamentos até o fim do mês.
Segundo matéria da Folha de São Paulo, o sócio do escritório CSMV Advogados, José Francisco Manssur, explica que, desde 2018, quando as apostas esportivas de quota fixa passaram a se proliferar no Brasil, a Lei nº 13.756/18 já previa esse repasse. No entanto, até hoje, os valores não foram pagos por falta de regulamentação.
“A Lei nº 14.790/23 reafirmou a obrigação do repasse. E o que a portaria veio estabelecer foi que essa contrapartida tem que começar a ser paga até 31 de janeiro”, afirmou Manssur, que esteve à frente da elaboração das regras para o setor de apostas por quota fixa no Brasil como assessor especial da Secretaria-Executiva do Ministério da Fazenda, em 2023.
“Essa iniciativa vai suprir uma situação que estava muito mal resolvida já havia muitos anos, em que os clubes entregavam seus nomes, símbolos e os próprios atletas para ser usados pelos sites de apostas e não recebiam absolutamente nada em contrapartida”, disse.
A regulamentação prevê que, considerando os descontos para os pagamentos dos prêmios aos apostadores, as bets ficam com 88% do valor arrecadado. Os outros 12% são destinados a diversas áreas, como seguridade social, educação e esporte.
Desses 12%, o percentual destinado ao esporte será de 36%, com a maior parte (7,3%) direcionada às entidades que compõem o Sistema Nacional do Esporte, o que inclui clubes, confederações e atletas. A lei prevê ainda 2,2% ao Comitê Olímpico do Brasil (COB), 1,3% ao Comitê Paralímpico do Brasil (CPB) e 0,7% ao Comitê Brasileiro de Clubes (CBC).
De acordo com Manssur, a distribuição dos valores entre cada entidade será proporcional ao volume de apostas feitas envolvendo determinadas confederações e/ou atletas.
“A portaria criada pelo SPA/MF [Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda] representa um passo importante para o desenvolvimento do esporte. As apostas esportivas geram bilhões de reais anualmente, e essa destinação de recursos certamente abrirá novas oportunidades de investimento no setor”, disse Paulo Maciel, presidente do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC).
Está previsto na portaria, ainda, a possibilidade para que as bets criem uma associação sem fins lucrativos que fique responsável por centralizar todos os pagamentos e fazer os repasses às entidades.
“Hoje já verificamos isso, por exemplo, em relação aos direitos autorais musicais. O Ecad [Escritório Central de Arrecadação e Distribuição] é uma associação privada responsável por fiscalizar, arrecadar e distribuir valores relacionados a direitos autorais para os autores. O que a portaria visa incentivar é a criação de uma associação similar para fazer a gestão dos repasses pelas operadoras para os clubes e atletas”, afirmou Raphael Paçó Barbieri, sócio do CCLA Advogados, que trabalha com direito desportivo.
Apesar de haver desconfiança por parte das Bets, o consultor jurídico da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), Bernardo Cavalcanti Freire, porém, defende uma ampliação no prazo imposto pela portaria para o início dos pagamentos para a adequação das bets.
“Vai ser necessário criar mecanismos estruturais até 31 de janeiro. É inviável para os operadores, além de estar imputando ônus a eles. O prazo precisa ser ampliado, isso é essencial. E tem um vácuo também, pois há competições que já se iniciaram, como os estaduais”, disse Freire.
Informações Bahia.ba

A insulina análoga de longa ação, indicada para o tratamento do diabetes tipo 1, foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2019. De acordo com a legislação, o medicamento deveria estar disponível em 180 dias. No entanto, mais de 2 mil dias depois, pacientes ainda não têm acesso ao medicamento na rede pública.
Uma análise realizada pela jornal Folha de S.Paulorevelou que esse não é um caso isolado. Pacientes enfrentam dificuldades para acessar medicamentos e procedimentos no SUS. Atualmente, o Ministério da Saúde não disponibiliza 76 itens que foram aprovados para incorporação ao sistema. Desses, 64 já ultrapassaram o prazo legal de 180 dias.
Esse problema persiste ao longo de diferentes gestões do Ministério da Saúde e continua sem solução sob a liderança da ministra Nísia Trindade. A lista inclui medicamentos contra câncer, diabetes, hepatites e doenças ginecológicas, além de exames, testes e implantes.
Especialistas e gestores de saúde alertam que essa situação compromete a qualidade dos serviços oferecidos pelo SUS e aumenta a judicialização. A judicialização tem se tornado um problema crescente, já que pressiona o orçamento público. A falta de acesso a tecnologias essenciais, no entanto, pode gerar consequências ainda mais graves, como o agravamento de doenças e até mortes.
Entre 2018 e 2024, 242 medicamentos e procedimentos foram incorporados ao SUS. Porém, 31,4% deles (76 itens) ainda não estão disponíveis. Esses itens somam uma média de 648 dias fora do alcance dos pacientes, mais de três vezes o prazo previsto pela legislação.
A demora se deve a vários fatores. Entre os principais, estão a falta de contrato com as farmacêuticas, a necessidade de atualizar ou criar protocolos de uso e a pendência de aprovação na Comissão Intergestores Tripartite (CIT), que reúne representantes da União, Estados e municípios.
Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que a maioria das tecnologias incorporadas já está disponível para a população. Os demais itens estão em processo de aquisição ou elaboração de protocolos. A pasta também informou que o orçamento para a assistência farmacêutica do SUS aumentou 63,4% desde 2022, e passou de R$ 13,4 bilhões para R$ 21,9 bilhões em 2024.
Relatórios da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) indicam que o custo anual de cada nova tecnologia varia entre R$ 5,9 milhões e R$ 347 milhões. Esse último valor corresponde ao Zolgensma, medicamento utilizado para tratar atrofia muscular espinhal. Apesar de ter sido incorporado em 2012, ele ainda não está disponível na rede pública.
A inclusão de novas tecnologias no SUS passa por diversas etapas. Primeiro, a Conitec realiza a avaliação, que depende de aprovação pela Anvisa. Em seguida, a decisão é enviada ao secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, que assina a portaria de incorporação ou não. Com a publicação da portaria, as áreas técnicas têm até 180 dias para disponibilizar o medicamento no SUS, com aprovação final pela CIT.
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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, proibiu seus ministros de editarem portarias. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira, 20, depois da crise envolvendo o monitoramento das transações via Pix acima de R$ 5 mil.
“Nenhum ministro vai poder fazer portaria que depois crie confusão para nós, sem que essa portaria passe pela Presidência da República através da Casa Civil”, determinou Lula, em reunião ministerial.
O petista prosseguiu: “Muitas vezes a gente pensa que não é nada, mas alguém faz uma portaria, faz uma coisa qualquer, e depois arrebenta e vem cair na Presidência da República”.
Lula convocou a reunião ministerial para uma análise dos dois anos do terceiro mandato. O presidente voltou a falar sobre o momento de “colheita” das ações desse período da sua gestão.
“É importante vocês lembrarem que quando a gente não trabalha, a gente não colhe”, afirmou o petista. Ele também disse que quer, dos ministros de partidos “aliados”, um retorno sobre o apoio das siglas em votações no Congresso.
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Após vitória com folga na eleição de 2024, Donald Trump assume nesta segunda (20) oficialmente a presidência da Casa Branca. Republicano deve assinar também hoje série de ordens executivas anti-imigração e favoráveis a magnatas que farão parte de seu novo governo.
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Foto oficial de Trump como 47º presidente dos Estados Unidos. — Foto: Divulgação
“Era a Casa Branca ou a cadeia”.
O professor de Relações Internacionais da ESPM Leonardo Trevisan acredita que esses eram os únicos destinos possíveis para Donald Trump em 2025. Com processos judiciais anulados e uma vitória expressiva nas urnas nas eleições americanas de novembro, ele garantiu a primeira opção.
Quatro anos depois, ele volta nesta segunda-feira (20) a ocupar o posto de presidente dos Estados Unidos com fôlego renovado, processos judiciais resolvidos e, desta vez, sem a tutela de figurões do Partido Republicano como a do primeiro mandato.
Trump, que venceu as eleições em novembro de 2024, toma posse nesta tarde em cerimônia em Washington para a qual convidou apenas aliados, entre eles o argentino Javier Milei (veja mais abaixo).
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Capitólio no sábado, 18 de janeiro — Foto: J. Scott Applewhite/AP
Também nesta segunda, o republicano já dará o pontapé inicial aos primeiros atos de seu governo: ele vai assinar, de uma só vez, dezenas de ordens executivas direcionadas a políticas anti-imigratórias —que podem afetar brasileiros em situação ilegal nos EUA— e tributárias favoráveis aos magnatas que agora integram seu governo.
A estratégia é a mesma de sua primeira gestão à frente da Casa Branca, quando ele anunciou decretos polêmicos já nos primeiros dias de governo, como a construção do muro na fronteira com o México e a suspensão de vistos para cidadãos de sete países muçulmanos.
Mas isso não quer dizer que a sua nova gestão será similar à anterior. Desta vez, na avaliação do professor de Relações Internacionais da ESPM, Leonardo Trevisano republicano deve governar em “voo solo”, já que se afastou da ala mais experiente de seu partido, de quem dependeu no primeiro mandato por conta da falta de experiência na política.
Ele também se sente mais legitimado pelos eleitores —diferentemente da sua primeira vitória, em 2016, ele venceu sua rival em 2024, a democrata Kamala Harris, tanto por número total de votos quanto na contagem do Colégio Eleitoral, órgão que elege o presidente do país.
“Vamos ver uma grande diferença entre o Trump 1 e Trump 2. O Trump do primeiro mandato conhecia pouco a dimensão exata do que ele podia fazer, então, se aproximou da ala mais experiente do Partido Republicano. Ou seja, havia sempre “um adulto na sala”. Agora, Trump não os quer mais”, disse Trevisan ao g1.
“E este será um governo de superconservadores e magnatas. Não há espaço para políticos experientes”.
O que Trump anunciou que irá fazer em novo governo
Já na cerimônia de posse, também chamada de Dia da Inauguração nos EUA, Trump dará demonstrações desse “voo solo”. Quebrando um protocolo de não convidar governantes do exterior para o evento e sim diplomatas que os representem, o republicano, segundo a imprensa local, enviou uma série de convites diretos a aliados.
Entre eles, os presidentes Javier Milei, da Argentina, Giorgia Meloni, da Itália, e Viktor Orbán, da Hungria, além do brasileiro Jair Bolsonaro — apesar de o Supremo ter negado o pedido de Bolsonaro, que está com o passaporte apreendido, de ir à cerimônia nos EUA.
Trump também chamou políticos de partidos ultraconservadores europeus, como Tino Chrupalla, do Alternativa para a Alemanha (AfD), o espanhol Santiago Abascal, do VOX, e o ultraliberal britânico anti-União Europeia Nigel Farage, de acordo com o site de notícias dos EUA Politico.
Já a presidente da Comissão Europeia — o braço executivo da União Europeia —, Ursula von der Leyen, não recebeu convite, assim como o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un. O líder chinês, Xi Jinping, foi convidado por Trump, mas enviou seu vice.
O presidente Lula (PT) não foi convidado para a posse. A embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, vai representar o governo brasileiro no evento.
Nomes do Vale do Silício e magnatas da tecnologia, parte essencial da segunda gestão de Trump — ex-magnata que tem uma fortuna estimada em cerca de US$ 6,5 bilhões (cerca de R$ 32 bilhões) — também terão assentos garantidos na posse.
Segundo a imprensa norte-americana, Elon Musk, CEO da Tesla, do X e do SpaceX; Jeff Bezos, presidente-executivo da Amazon; e Mark Zuckerberg, CEO da Meta, estarão nas primeiras filas.
É justamente pensando nesse nicho que Trump deve assinar uma enxurrada de ordens executivas já durante a cerimônia de posse. As promessas de Trump de deportar imigrantes deverão encabeçar a lista das ordens executivas e, com isso, criar uma cortina de fumaça para medidas tributárias que favorecem o Vale do Silício, segundo o professor Leonardo Trevisan.
“Nós vamos assistir a uma enorme cortina de fumaça nos primeiros dias, exatamente pela complexidade que terão algumas medidas econômicas”.
As ordens executivas são espécies de decreto, por não precisarem de aprovação prévia do Congresso, mas não criam uma lei específica. São como uma determinação do presidente sobre como órgãos do governo devem usar seus recursos.
Entre as que devem ser assinadas já nesta segunda estão também o texto em que Trump declara a imigração ilegal uma emergência nacional, o que na prática autoriza a liberação de fundos militares para a construção do muro na fronteira com o México, e a que permite agentes de imigração federal a prender pessoas sem antecedentes criminais.
Fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters apontam que também haverá uma série de ordens executivas no setor de energia, de regulações sobre veículos elétricos e até mesmo a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o clima.

Ameaça de Trump de deportação em massa preocupa imigrantes a caminho e dentro dos EUA.
O resto da cerimônia vai seguir a tradição das posses nos EUA, começando com um serviço religioso seguido de um chá com seu antecessor, Joe Biden, que participará da cerimônia apesar de Trump não ter comparecido à posse do democrata em 2021 — na primeira vez em 150 anos em que um ex-presidente não foi à cerimônia de seu sucessor.
Trump discursará no Capitólio logo após um ato de posse, que será seguido da assinatura das ordens executivas, a revisão de tropas e um baile noturno.
A única quebra de tradição será a mudança do ato da posse para um local fechado, dentro do Capitólio, por conta do frio — há previsão de que a temperatura chegue a -6º C.
A partir da terça-feira e ao longo das primeiras semanas, a imprensa americana avalia que Trump deve continuar com a estratégia de choque inicial que adotou em sua primeira gestão, mas, desta vez, com fôlego renovado.
Há menos de um ano, Trump era réu em quatro processos judiciais e enfrentava o risco de prisão. Com sua vitória, os casos praticamente evaporaram, seguindo a compreensão jurídica de que a vontade individual — neste caso, expressa através das urnas — devem ser soberanas. Até por isso, a legislação norte-americana teria permitido que ele governasse atrás das grades, caso tivesse sido condenado à prisão.
“Isso interferiu na postura de Trump e lhe deu mais credibilidade para governar sem precisar de ninguém. Agora, o que vai importar para ele é lealdade e obediência”, disse o professor Leonardo Trevisan.
Melania Trump será primeira-dama pela segunda vez. — Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz
Trump se muda de volta à Casa Branca novamente ao lado de Melania Trump, sua terceira esposa. O agora presidente dos EUA tem cinco filhos, dez netos, frutos de três casamentos diferentes.
Ao contrário do que já disse algumas vezes, Donald Trump não construiu sua fortuna do zero. Seus primeiros passos e milhões de dólares foram proporcionados por seu pai, Fred Trump, filho de um imigrante alemão que investiu no incipiente mercado imobiliário de Nova York na década de 1950.
Após se formar em economia na Universidade da Pensilvânia, em 1968, ele assumiu oficialmente a imobiliária da família, que começou a expandir por Nova York com construções de prédios altos em Manhattan e hotéis, campos de golfe e cassinos fora dos EUA, que sempre batiza com o nome da família.
Informações G1

Quase metade dos 3,3 mil aposentados e pensionistas do Instituto de Previdência de Feira de Santana (IPFS) realizou a prova de vida pelo aplicativo Meu RPS. A outra parte procurou a instituição presencialmente ou foi a uma agência da Caixa Econômica Federal.
A prova de vida é uma condição necessária para que os benefícios e aposentadorias sejam pagos no ano seguinte. Oficialmente, a regularização foi encerrada no dia 27 de dezembro. No entanto, o serviço ainda está sendo prestado até esta sexta-feira (17), tanto no IPFS quanto na Caixa Econômica Federal. O uso do aplicativo, no entanto, está suspenso.
A diretora-presidente do IPFS, Midiã Leite, afirmou que a quantidade de pessoas que fez a declaração via aplicativo foi considerada boa, considerando que muitos beneficiários estão em uma faixa etária onde o conhecimento de ferramentas da internet ainda não é amplo. A tendência é de crescimento desse número em 2025.
“Quem veio à sede do IPFS, nós o ajudamos a fazer pelo aplicativo”, disse Midiã Leite. Os servidores também orientaram os beneficiários sobre como responder aos questionamentos nas próprias casas. Antes disso, a grande maioria procurava a Caixa Econômica Federal.
Técnicos do instituto visitaram as residências de 35 aposentados e pensionistas que comunicaram ao instituto que estavam enfrentando problemas de saúde e estavam acamados.

A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), por meio do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), deu início às inscrições para a 14ª edição do Festival de Sanfoneiros, evento que promete movimentar o cenário musical em 2025. Cada sanfoneiro selecionado receberá um prêmio no valor de R$ 5.500.
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 20 de fevereiro por meio de um formulário online disponível no site do Cuca.
“Abrimos as inscrições para o Festival de Sanfoneiros no dia 15 de janeiro. Elas estão abertas para qualquer pessoa sanfoneira do Brasil. Este ano, teremos quatro categorias que contemplam diferentes ritmos e tipos de sanfona, e o prêmio é de R$ 5.500, tornando o festival ainda mais especial”, destacou Silvia Azevedo, organizadora do evento.
Os participantes podem optar entre quatro categorias distintas:
“Os interessados devem enviar um vídeo de até 90 segundos com a execução de uma música de livre escolha. Esses materiais serão avaliados por uma comissão julgadora especializada, que levará em conta tanto a execução quanto a performance instrumental”, explicou Silvia.
Além do vídeo, os candidatos devem anexar documentos de identificação, autorização para uso de imagem e direitos autorais. Menores de idade também precisam apresentar um termo de compromisso assinado pelo responsável legal.
Ao todo, serão selecionados nove sanfoneiros, distribuídos da seguinte forma:
A lista de selecionados será divulgada no dia 14 de março, e o festival está previsto para acontecer em 23 de maio, em Feira de Santana. O resultado final do concurso será conhecido no dia 3 de junho.
Uma das novidades desta edição é a promessa de um espaço diferenciado e de uma atração especial. “Ainda é segredo, mas teremos uma grande atração que vai agitar o festival. Estamos preparando um evento memorável”, adiantou a organizadora.

O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, cumpriu extensa agenda neste final de semana visitando residências terapêuticas e outros setores importantes vinculados à pasta.
O gestor municipal esteve no laboratório da Vigilância Epidemiológica (Viep), na Rede de Frio, onde ficam armazenadas em câmeras frias as vacinas ofertadas à população, bem como conferiu os setores de vacinação antirrábica e antitetântica.
O cronograma de visitas estabelecido pelo secretário Rodrigo Matos tem o intuito de verificar in loco o funcionamento dos serviços que serão geridos por ele e as possíveis demandas ou necessidade de implementação de novas ideais para assegurar o fluxo e a eficiência dos serviços.
“Nestes 15 dias quando começou a nova gestão, temos percorrido os equipamentos de saúde, mantendo contato com a equipe técnica e também com os usuários dos serviços. Já finalizei as visitas em todas as policlínicas e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) municipais, e também às residências terapêuticas vinculadas ao programa Saúde Mental”.
ATENÇÃO BÁSICA
Agora, Rodrigo Matos segue cumprindo visitas às Unidades de Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs). Estes equipamentos são considerados a porta de entrada do cidadão no serviço público de saúde.
“Com uma Atenção Básica qualificada e fortalecida podemos resolver até 70% dos agravos de saúde próximos à casa das pessoas. Para isso estaremos investido em capacitações profissionais e na reestruturação dessas unidades para que sejam de fato a porta prioritária para os serviços de saúde”, anunciou.
De acordo com o titular da Saúde para uma gestão eficiente não basta planejar ações, mas ir a campo observar e ouvir as demandas da população e das equipes que atuam na prestação dos serviços. “Não podemos perder esse contato”, pontua Rodrigo Matos.