
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu uma liminar nesta segunda-feira, 11, que libera a Rede Globo para romper seu contrato com a TV Gazeta de Alagoas, parceira da emissora no Estado desde 1975. A empresa é controlada pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello.
A decisão foi assinada pelo ministro Ricardo Villas Bôas, relator do caso, e tem caráter urgente. O fato dá à Globo a possibilidade de substituir sua afiliada na região ou se organizar para isso o quanto antes, de acordo com a apuração do jornal Folha de S.Paulo.
+ Leia mais notícias da Imprensa em Oeste
O Tribunal de Justiça de Alagoas será notificado nos próximos dias. O ministro acatou o argumento da Globo de que manter o acordo com a TV Gazeta “incorre em lesão à ordem pública ao aplicar o princípio da preservação da empresa de forma desproporcional e abusiva”.

Isso significa que, ao manter o contrato, a TV Gazeta impedia a Globo de escolher outro parceiro no Estado. O futuro da TV Gazeta sem a Globo como parceira ainda é incerto, especialmente porque está em curso uma investigação policial sobre uma suposta fraude relacionada à recuperação judicial da emissora.
Em outubro de 2023, a Globo havia comunicado à TV Gazeta que não renovaria o vínculo, devido aos escândalos envolvendo a emissora alagoana nos últimos anos. A parceria entre as duas existia desde 1975.
Entre os escândalos, está o uso da TV Gazeta por Collor para receber propina em um esquema de corrupção. Por causa disso, o Supremo Tribunal Federal condenou o ex-presidente a oito anos de prisão em julho.

No início de novembro de 2023, a TV Gazeta entrou com um pedido judicial para evitar o término do contrato de afiliação. O argumento era que a ausência da Globo comprometeria a capacidade da alagoana de cumprir acordos financeiros relacionados à recuperação judicial, em vigor desde 2019.
A Globo alegava que a TV Gazeta seguia com dívidas significativas mesmo durante a vigência da parceria. O Tribunal de Justiça de Alagoas, em duas decisões, deu ganho de causa à TV Gazeta, mas a Globo recorreu ao STJ.
A Globo já firmou um acordo com o Grupo Asa Branca de Comunicação, proprietário da TV Asa Branca, sua nova parceira no interior de Pernambuco, para substituir a TV Gazeta. A emissora pernambucana já opera desde o ano passado, com a retransmissão do canal Futura.

A 1ª Turma do Supremo Tribuna Federal (STF) rejeitou, nesta terça-feira, 25, as interpelações da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Bolsonaro responde por suposta tentativa de golpe de Estado.
Na sessão de hoje, os ministros avaliaram as primeiras etapas do processo. Amanhã, o colegiado vai decidir se aceita ou não a denúncia da PGR.
Durante as primeiras horas, houve a leitura de um documento a respeito das supostas condutas do ex-presidente. O relator do caso, Alexandre de Moraes, disse que ocorreram “sucessivos ataques à democracia”. Na sequência, o PGR, Paulo Gonet, apresentou os argumentos da Procuradoria e, por fim, as defesas dos outros sete acusados fizeram sustentação oral.
Em outro momento do julgamento, os ministros se debruçaram a respeito das interpelações dos advogados e rejeitaram todas, entre elas, o impedimento de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, a nulidade da delação e a incompetência do STF para julgar o caso.

Amanhã, na quarta-feira 26, o STF julgará se aceita ou não a denúncia. Se isso ocorrer, os envolvidos se tornam réus e vão responder a um processo penal na Corte.
Informações Revista Oeste

Nesta terça-feira, 25, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) reforçou a competência do STF para julgar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, por suposta tentativa de golpe de Estado, em vez de o caso ir para a 1ª instância.Nesse quesito, apenas o ministro Luiz Fux divergiu ao entender que o processo é caso da 1ª instância, e não do STF.
Além disso, o colegiado estabeleceu que ele pode deliberar a respeito da acusação da PGR, em vez de encaminhar a análise para o plenário.
No mesmo julgamento, a 1ª Turma rejeitou os pedidos da defesa de Jair Bolsonaro para afastar os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin do julgamento da denúncia, sobre suposta tentativa de golpe.
A defesa de Bolsonaro alegou, no processo, que os três magistrados, no passado, atuaram contra o ex-presidente na Justiça.

Único a votar para tornar o STF incompetente na análise da denúncia a Bolsonaro, Fux ponderou que, uma vez sendo o tribunal o local para deliberar a respeito, o caso deveria ir ao plenário.
“Pior do que o juiz que não sabe Direito, é o juiz incoerente”, disse Fux, ao mencionar que a matéria de competência da Turma não é pacificada no STF.
Informações Revista Oeste

O casal está transando e o sexo parece gostoso e prazeroso para os dois. O jovem, então, tem um orgasmo. Já para a menina foi simplesmente “ok”. Ela se levanta, coloca a roupa e vai embora sem ter chegado a esse momento de prazer.
Poderia ser o relato da vida real de boa parte das mulheres solteiras, mas é uma das cenas polêmicas de “Sex Education”, série da Netflix que sempre traz boas discussões sobre sexualidade. Neste episódio, o primeiro da terceira temporada, a produção suscita um debate recorrente sobre penetração vaginal e prazer feminino: será que ela não conseguiu gozar por que o pênis do parceiro era pequeno?
Depois dessa dúvida se instaurar na cabeça do adolescente, ele investiga a questão de jeito trivial: pergunta com quantos ela já teve orgasmo e mede o próprio pênis, sem e com ereção. Mas, por que o fato de ter um pênis pequeno ainda é uma questão para homens e mulheres?
Na sociedade falocêntrica na qual vivemos, o comprimento do pênis é um dos símbolos mais fortes de masculinidade para homens. Bombam anúncios tentadores (e perigosos) de “aumente seu pênis” e há cirurgias para que a dimensão do órgão sexual seja maior.
Talvez nem toda pessoa que tem pênis queira aumentá-lo, mas é quase impossível escapar da comparação de tamanho com os considerados micropênis (que, ereto, tem 7cm) e o “médio” (ereto, tem mais ou menos, 13 cm, segundo estudos). Mas, antes de você pegar uma régua, relaxe: não há um consenso científico sequer sobre como ele pode ser medido para se ter efetivamente um parâmetro.
Então, por que a medida do pênis é tão ligada, principalmente nas relações sexuais heterossexuais, à capacidade de dar prazer à mulher?
A lógica vem de uma construção cultural limitante sobre como lidamos com nossos próprios corpos. O homem pressupõe que não tem como dar prazer se não tiver o pênis grande. Mas, para algumas mulheres, isso pode até causar dor. Ou seja, precisamos quebrar esse padrão cultural, porque o homem e a mulher o carregam para as relações.
Isso vale para aquela conversa entre amigas sobre a suposição de que pênis grande vale mais — e por que quem tem pequeno é alvo de piada. Ainda que agora as mulheres tenham mais espaço para se posicionar e falar dos homens, como eles falam dos seios e da bunda delas. Mas será que isso é bom ou ruim?
Foi quebrando esse tabu (ouviu o barulho de ele sendo quebrado?) que a psicóloga Amanda*, de 29 anos, conseguiu ter uma das melhores transas de sua vida com um parceiro que, no primeiro encontro, abriu o jogo sobre ter um pênis que ele considerava pequeno.
“Dois aspectos foram primordiais para a experiência ter sido tão boa: ele não tinha vergonha ou receio pelo tamanho do órgão e eu já conhecia meu corpo para entender que isso não teria impacto no meu prazer”, contou, para Universa.
Escolher uma posição na transa que funcione também conta: vale experimentar as que a mulher fica por cima, para garantir penetração mais profunda e maior controle sobre os movimentos — mas, como tudo no sexo, é preciso que seja prazeroso para todos os envolvidos.
Daí vem a importância de cada um conhecer seu próprio corpo e investir na autoestima sexual para além do que é estabelecido como padrão. “O que ajudou foi que eu já me masturbava e entendia os locais que eu sentia mais prazer, e não precisava de um objeto fálico para isso. É que a indústria pornográfica traz a ideia do prazer relacionado apenas ao pênis e isso é irreal”, analisa Amanda.
Ok. Temos dedos, língua, mão… Mas, há quem curta mesmo penetração (e, inclusive, prefira pênis grandes). Por outro lado, há homens que se preocupam com o tamanho do pênis e prefeririam ter uns centímetros a mais, não só para “reforçar a autoestima”, como para experimentar diferentes posições sexuais em que a penetração conta muito.
Em casos mais latentes, ligados à autoestima e a performance sexual, a orientação é procurar um sexólogo. Explorar produtos eróticos, conversar com o parceiro ou parceira sobre posições, expectativas no sexo e sobre diferentes possibilidades de prazer em outras áreas do corpo também faz com que as relações sexuais sejam mais honestas.
É possível usar outros recursos que têm efeito transitório para aumentar o pênis durante o sexo. Há géis que estimulam a vascularização superficial e as capas penianas também são uma solução, mas a sensação ao usar é como se tivesse colocado uma camisinha muito grossa e se perde boa parte da sensibilidade do pênis. O produto não deve ser usado por quem não está muito excitado ou tem dificuldades de ereção.
Dica: visitar o consultório de um sexólogo e, no caso de problemas médicos, de um urologista, pode ser uma boa recomendação para quem quer testar os acessórios sem o risco de se machucar.
Fontes: Enylda Motta, sexóloga; e Renan de Paula, sexólogo e empreendedor
Informações UOL

O whey protein é um dos suplementos mais populares entre os praticantes de atividades físicas, mas qual é o real impacto no organismo do consumo diário dele?
Uma das primeiras recomendações para quem quer ganhar massa muscular é incluir o whey na dieta. O suplemento, derivado do soro do leite, é valorizado pela alta concentração de proteínas, que ajudam na recuperação muscular.
Ele está disponível em três versões principais: concentrado, isolado e hidrolisado. Os dois últimos possuem maior teor proteico e menos calorias, mas a versão hidrolisada costuma ter um custo mais elevado.
Apesar dos benefícios, o nutricionista esportivo Gustavo Carvalho, da Clínica Olympia, em Brasília, alertou que o whey não deve ser a única fonte de proteínas na dieta.
“A dose ideal de whey depende de quanto do macronutriente já está sendo consumido por meio de alimentos naturais, como carnes, ovos, laticínios, leguminosas e grãos, e de quanto ainda falta para atingir a meta proteica de cada pessoa”, explicou em entrevista anterior ao Metrópoles.
Segundo Carvalho, a necessidade diária varia entre 1 e 2,2 gramas de proteína por quilo de peso, dependendo do estilo de vida, idade, sexo e objetivos individuais.
A nutricionista esportiva Isis Janaína recomendou que o consumo do suplemento não ultrapasse duas doses diárias e que sejam ingeridas em horários diferentes.
“O ideal é que seja usado como um complemento nutricional, para que o indivíduo não perca o prazer de comer comida de verdade”, afirmou em entrevista anterior ao Metrópoles.
Auxilia no emagrecimento
O whey protein pode ser incorporado nas dietas para perda de peso, pois fornece proteínas de alta qualidade enquanto substitui pequenas refeições ou lanches. A troca reduz a ingestão de carboidratos, que são a principal fonte de energia estocada pelo corpo.
Fortalece o sistema imunológico
Compostos como imunoglobulina e lactoferrina, presentes no whey, contribuem para o fortalecimento das defesas do organismo, ajudando na proteção contra infecções e doenças.
Ajuda no controle do apetite
As proteínas do whey são de digestão lenta, prolongando a sensação de saciedade. Além disso, o consumo estimula a liberação de hormônios reguladores do apetite, como GLP-1 e leptina.
Previne a perda de massa muscular
A partir dos 50 anos, a perda de massa muscular se torna mais comum. O suplemento auxilia na manutenção da musculatura e da densidade óssea, favorecendo uma vida mais ativa e saudável.
A ingestão de whey protein não é recomendada para quem já atinge os níveis ideais de proteínas com a alimentação. O consumo excessivo pode sobrecarregar os rins, especialmente sem a ingestão adequada de água.
O suplemento também não deve ser consumido por indivíduos com problemas renais ou alergia à proteína do leite. Para evitar riscos e garantir o uso correto, especialistas recomendam a orientação de um nutricionista antes de incluir o whey protein na rotina alimentar.
Informações Metrópoles

Hoje é dia de clássico sul-americano. Argentina e Brasil medem forças nesta terça-feira (25), às 21h no horário de Brasília, no Monumental de Núñez, pela 14ª rodada das eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. O time Canarinho é o terceiro colocado na tabela com 21 pontos, sete a menos do que a Albiceleste que é a líder isolada. Os argentinos podem entrar em campo já com a vaga garantida no Mundial, caso a Bolívia não vença o Uruguai, a partir das 17h. Caso isso, não aconteça, um empate com os brasileiros asseguram a classificação independente de qualquer outro resultado.
A Seleção Brasileira terá um time modificado. O técnico Dorival Júnior precisou fazer seis mudanças na equipe, sendo duas por suspensão, o zagueiro Gabriel Magalhães e o meia Bruno Guimarães, e outras duas por problemas físicos, o meia Gerson machucou a coxa esquerda, e o goleiro Alisson não pode jogar por ter sofrido um choque na cabeça na vitória sobre a Colômbia. Os substitutos serão o goleiro Bento, o zagueiro Murillo e os meias André e Joelinton. Além disso, o treinador optou por duas trocas, o lateral Wesley entra no lugar de Vanderson, enquanto o atacante Matheus Cunha ganhou a posição de João Pedro.
Argentina
A Argentina ganhou um reforço importante que é o meia Rodrigo De Paul, que desfalcou a equipe diante do Uruguai por causa de um desconforto muscular. A tendência é que ele entre na vaga de Giuliano Simeone.
FICHA TÉCNICA
Argentina x Brasil
Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 – 14ª rodada
Local: Monumental de Núñez, em Buenos Aires (ARG)
Data: 25/03/2025 (terça-feira)
Horário: 21h
Árbitro: Andres Rojas (COL)
Assistentes: Alexander Guzman e Richard Ortíz (COL)
VAR: John Perdomo (COL)
Transmissão: TV Globo e SporTV
Argentina: Dibu Martínez; Molina, Romero, Otamendi e Tagliafico; Rodrigo De Paul, Leandro Paredes, Enzo Fernández, Alexis Mac Allister; Thiago Almada e Julián Álvarez. Técnico: Lionel Scaloni.
Brasil: Bento, Wesley, Marquinhos, Murillo e Guilherme Arana; André, Joelinton e Raphinha; Vini, Rodrygo e Matheus Cunha. Técnico: Dorival Júnior.
Informações Bahia.ba

Ednaldo Rodrigues foi reeleito por aclamação presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A eleição foi realizada nesta segunda-feira (24), na sede da entidade, no Rio de Janeiro. Candidato único com a chapa “Por um Futebol Mais Inclusivo e Sem Discriminação de Qualquer Natureza”, o dirigente baiano recebeu votos de todas as 27 federações e dos 40 clubes das Séries A e B, formando 100% do colégio eleitoral.
“Hoje, celebramos não apenas a confirmação do nosso trabalho pela reeleição, mas o triunfo da democracia, do diálogo, da liberdade e da autonomia das organizações esportivas. Ao longo dos últimos anos, enfrentamos muitos desafios. Sofremos todo tipo de preconceito e perseguições. Tentaram até um golpe. Resistimos e vencemos. Agradeço a Deus por tudo, à minha família pelo apoio incondicional e a todos que trabalham incansavelmente todos os dias para fortalecer e purificar o futebol brasileiro, em especial à Fifa, a Conmebol e a cada um de vocês, representantes de federações e clubes, pela confiança e parceria ao longo desses anos”, afirmou.
O novo mandato de Ednaldo começa em março de 2026 e vai até março de 2030. O baiano chegou ao topo da CBF provisoriamente em junho de 2021, após afastamento de Rogério Caboclo, acusado de assédio sexual e moral. Em março do ano seguinte, ele foi eleito oficialmente presidente da entidade e desta vez foi reeleito. Com a mudança no estatuto em novembro de 2024, ele poderá disputar mais uma eleição e ficar no poder até 2034.
O ex-jogador Ronaldo Fenômeno chegou a se colocar como candidato à presidência da CBF em dezembro de 2024. No entanto, na semana passada, ele desistiu da disputa por falta de apoio das federações. Para lançar candidatura, é preciso contar com pelo menos quatro entidades estaduais e quatro clubes. O ex-atacante alegou que nenhum dirigente dos estados sequer abriu diálogo para ouvir suas propostas.
“As federações se recusaram a me receber em suas casas, sob o argumento de satisfação com a atual gestão e apoio à reeleição. Não pude apresentar meu projeto, levar minhas ideias e ouvi-las como gostaria. Não houve qualquer abertura para o diálogo”, disse o pentacampeão da Copa do Mundo de 2002.
A chapa de Ednaldo Rodrigues ainda tem Ricardo Lima, atual mandatário da Federação Bahiana de Futebol (FBF) entre seus vice-presidentes. Os demais são Reinaldo Rocha Carneiro Bastos, Gustavo Oliveira Vieira, Gustavo Dias Henrique, Ednailson Leite Rozenha, Antônio Roberto Rodrigues Góes da Silva, Leomar de Melo Quintanilha e Rubens Renato Angelotti.

Informações Bahia.ba
O texto, elaborado por determinação do Palácio do Planalto, deve estabelecer limites e normas de transparência nas agendas de cônjuges presidenciais

A Advocacia-Geral da União (AGU) está elaborando um parecer inédito que trata de delimitar os direitos e deveres do cônjuge do presidente da República em viagens e eventos oficiais, sejam eles no Brasil ou no exterior. A iniciativa ocorre por determinação do Palácio do Planalto em meio ao aumento das críticas à atuação da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja.
Segundo matéria do InfoMoney, as críticas têm sido direcionadas, principalmente, a participação da primeira-dama em agendas internacionais. O documento, que deve ser divulgado nos próximos dias, será publicado na mesma semana em que Janja representará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Cúpula Nutrição para o Crescimento, em Paris, entre os dias 26 e 30 de março.
A primeira-dama participará do evento a convite do próprio governo francês. A história foi revelada primeiro pelo jornal O Globo, e confirmada pela AGU.
Em nota divulgada pela instituição, o objetivo do parecer é fornecer um embasamento jurídico e estabelecer limites claros à atuação de cônjuges presidenciais em eventos públicos com “inegável interesse público”. Além de definir obrigações legais, o texto também abordará quais tipos de suporte podem ser prestados pela administração pública nessas agendas, incluindo pagamento de diárias, acompanhamento por servidores e estrutura logística como transporte e hospedagem.
Um dos focos principais do parecer é ampliar a transparência sobre a atuação do cônjuge presidencial, tratando da obrigatoriedade de divulgação de suas agendas, assim como das obrigações de transparência ativa e passiva sobre o uso de recursos públicos nestes casos. A AGU está analisando exemplos de outros países e antecedentes históricos no Brasil para compor o estudo.
A medida é interpretada também como parte de uma estratégia mais ampla do governo para proteger a primeira-dama, que tem sido alvo de representações judiciais e questionamentos no Tribunal de Contas da União (TCU) e no Ministério Público Federal.
Em uma dessas representações, movida pela deputada Carla Zambelli (PL-SP), se questionava a viagem antecipada de Janja ao Japão, antes mesmo do embarque oficial da comitiva presidencial.
Apesar de não exercer força normativa como uma lei ou decreto, o parecer servirá como referência dentro da administração pública federal. Em eventuais processos, poderá ser usado como base legal para justificar a atuação do cônjuge presidencial.
O parecer também aponta para um esforço institucional em oferecer mais segurança jurídica a funções não remuneradas de representação exercidas por cônjuges de chefes de Estado, que atualmente não são regulamentadas pela Constituição Federal.
Informações Bahia.ba

A nova modalidade de crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada pode aumentar o endividamento da população. Embora ofereça juros menores, o empréstimo com desconto em folha pode levar à contração de novas dívidas e comprometer a renda dos trabalhadores.
De sexta-feira 21 a domingo 23, mais de 40 milhões de pessoas fizeram simulações do programa, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Chamado Crédito do Trabalhador, o programa entrou em vigor na sexta-feira.
A promessa do governo é oferecer uma alternativa mais acessível àqueles que precisam de crédito, mas há riscos do uso excessivo desse tipo de financiamento.
O novo consignado permite que empregados contratem empréstimos com desconto direto na folha de pagamento. No entanto, segundo especialistas, a expansão de programas de transferência de renda e a maior oferta de crédito têm impulsionado o endividamento da população de baixa renda.

O governo apresentou o programa como uma alternativa para reduzir o endividamento, permitindo a substituição de dívidas antigas por novas com juros menores. Porém, essa possibilidade só estará disponível a partir de 25 de abril. A portabilidade de empréstimos entre bancos, por sua vez, só começa em 6 de junho. Até lá, os trabalhadores que aderirem ao programa contrairão novas dívidas.
O coordenador do Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão Financeira da Fundação Getulio Vargas (FGVcemif), Lauro Gonzalez, afirmou ao portal MT Econômico que o crédito tem papel essencial na economia, mas exige cuidado. “É preciso haver cautela, tendo em vista o já elevado grau de comprometimento de renda da população para o pagamento de dívidas”, afirmou.
Dados de 2023 mostram que o crédito para consumo tem crescido significativamente, e os juros para pessoas físicas no Brasil estão entre os mais altos do mundo. Isso contribui para o endividamento das famílias, com mais de 72 milhões de brasileiros negativados.
O núcleo de estudos do superendividamento do FGVcemif enumerou os principais riscos do novo consignado:
O crédito consignado representa 17% das operações de empréstimos no país, ficando atrás do cartão de crédito (53%) e do empréstimo pessoal (22%), segundo pesquisa da Creditas de dezembro de 2024.
O prazo máximo para pagamento do consignado privado varia de 48 a 60 meses, dependendo da instituição financeira. Para aposentados e pensionistas, o limite é de 96 meses. Como os juros anuais estão em torno de 21%, o alto custo financeiro pode levar os contratantes a repactuar os débitos repetidamente, entrando em um ciclo de endividamento.
Embora o consignado ofereça uma alternativa mais barata em relação a outras modalidades de crédito, seu uso descontrolado pode comprometer a renda dos trabalhadores e dificultar o pagamento de outras despesas essenciais.
Informações Revista Oeste

O ex-presidente Jair Bolsonaro chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na manhã desta terça-feira, 25, para acompanhar o julgamento, que ocorre na 1ª Turma do colegiado. Os ministros decidem se tornam o político e outros sete acusados réus por suposta tentativa de golpe de Estado.
Bolsonaro chegou à 1ª Turma por volta das 9h30, acompanhado de um dos seus advogados de defesa, Paulo Bueno. Ele não falou com a imprensa. Conforme determinação do STF, não é permitido fazer fotos nem vídeos no plenário.
O presidente de honra do PL se sentou na primeira fileira, entre Paulo Bueno e seu outro advogado de defesa Celso Vilardi. Também estão presentes no plenário o ex-ministro de Bolsonaro Fabio Wajngarten, o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e o ex-senador Demóstenes Torres.





A denúncia foi oferecida ao STF pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Bolsonaro e os demais sete acusados podem se tornar réus pelos seguintes crimes:

A 1ª Turma do STF é a responsável por esse julgamento. A integram os ministros Cristiano Zanin, presidente, Alexandre de Moraes, relator, além de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
Bolsonaro e seus aliados fazem parte do suposto núcleo 1, considerado pela PGR o grupo central na tentativa de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois da eleição de 2022. A denúncia ainda afirma que os atos culminaram nos eventos do 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
Além do ex-presidente, são citados membros do suposto núcleo: deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ); o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos; e o ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres.
Também estão nesse grupo o general da reserva e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno; o tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens do governo Bolsonaro, Mauro Cid; e o ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Netto.
Informações Revista Oeste