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Nenhuma aposta acertou as seis dezenas sorteadas no concurso 3.014

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 32 milhões

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 03 de junho de 2026 às 07:19

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 3.014 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (2). Com isso, o prêmio principal acumulou e está estimado em R$ 32 milhões para o próximo sorteio. Os números sorteados foram: 27, 30, 35, 40, 44 e 58.

Na quina, 24 apostas acertaram cinco dezenas e cada uma receberá R$ 57.298,00. Já a quadra teve 1.782 ganhadores, com prêmio individual de R$ 1.272,01.

As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de sábado (6), em casas lotéricas credenciadas ou pelos canais digitais da Caixa Econômica Federal.

Informações Metro1


Senador afirma que sobretaxas prejudicariam a população brasileira e cita cenário de endividamento e dificuldades econômicas

Secretário de Estado dos EUA recebeu Flávio Bolsonaro na Casa Branca | Foto: Reprodução/Instagram
Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio recebeu Flávio Bolsonaro na Casa Branca | Foto: Reprodução/Instagram

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), divulgou nesta terça-feira, 2, a carta enviada ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. No documento, o parlamentar que pede ao governo norte-americano que não imponha tarifas comerciais ao Brasil.

A manifestação ocorre um dia depois de o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos apresentar uma proposta de 73 páginas no âmbito da investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Segundo o órgão, práticas adotadas pelo governo brasileiro seriam “irrazoáveis” e restringiriam o comércio norte-americano.

No documento, escrito originalmente em inglês, Flávio afirma que o Brasil enfrenta um cenário de deterioração fiscal e econômica. O congressista cita o crescimento da dívida pública, o aumento da inadimplência entre famílias e empresas e sustenta que eventuais barreiras comerciais poderiam agravar a situação econômica do país.

Flávio recorre a Rubio para barrar tarifaço ao Brasil

O senador também agradece a decisão dos EUA de incluir o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho na lista de organizações terroristas. Segundo ele, as duas facções mantêm redes criminosas que ultrapassam as fronteiras brasileiras.

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Versão traduzida da carta de Flávio a Marco Rubio | Foto: Reprodução/Redes Sociais/Instagram/@flaviobolsonaro

Ao longo da carta, Flávio afirma que novas tarifas atingiriam diretamente a população brasileira e reitera o pedido para que Washington não adote a medida. O pré-candidato também diz acreditar que será eleito presidente e afirma estar disposto a negociar um acordo de comércio e investimentos entre os dois países.

Leia a carta na íntegra

Prezado Secretário Rubio,

Escrevo, antes de tudo, para agradecer a cordialidade com que fui recebido durante minha recente visita a Washington. Nossa conversa reforçou minha convicção de que a amizade entre nossas duas nações se baseia em valores compartilhados e em uma visão comum para a segurança e a prosperidade do Hemisfério Ocidental.

Sou especialmente grato por sua decisão de designar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas. Essas duas facções estão entre os empreendimentos criminosos mais violentos do Brasil, e suas redes de drogas, armas e dinheiro se estendem muito além de nossas fronteiras — alcançando também o seu país. A esmagadora maioria do povo brasileiro celebrou essa medida, ainda que ela não tenha agradado ao nosso governo atual. Trata-se de um passo decisivo para proteger os cidadãos honestos em todo o nosso hemisfério compartilhado.

Escrevo também, contudo, para manifestar minha preocupação com a recente determinação da Seção 301 anunciada pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos. Embora eu compreenda que nenhuma tarifa tenha sido imposta até o momento — a determinação apenas inicia um processo de consulta pública e etapas técnicas que culminarão em um prazo legal em julho — considero meu dever compartilhar com o senhor as reais condições econômicas enfrentadas pelo povo brasileiro neste momento.

O Brasil vive um grave processo de deterioração fiscal e econômica. Nossa dívida bruta do governo geral ultrapassou agora 80% do PIB pela primeira vez desde a pandemia, alcançando R$ 10,4 trilhões em abril — e as projeções de mercado apontam para um recorde de 83,7% até o fim do ano. As contas públicas continuam registrando déficit primário, enquanto os pagamentos de juros da dívida atingiram níveis recordes. O peso sobre as famílias comuns é ainda mais alarmante: um recorde de 81,7 milhões de brasileiros está atualmente inadimplentes — quase metade da população adulta —, com os compromissos financeiros consumindo uma parcela sem precedentes da renda familiar. No setor empresarial, as recuperações judiciais — equivalentes brasileiras ao Chapter 11 dos Estados Unidos — dispararam para um recorde histórico de 2.466 empresas em 2025, enquanto 8,7 milhões de contribuintes empresariais estavam inadimplentes no início de 2026. Cada um desses números representa um recorde histórico.

Nesse contexto, a imposição de novas tarifas causaria sérios danos ao povo brasileiro — justamente os cidadãos que veem os Estados Unidos como um parceiro e amigo. Por isso, escrevo para reiterar formalmente o pedido que lhe fiz pessoalmente: que os Estados Unidos não imponham tarifas ao Brasil.

Como já afirmei, estou confiante de que serei eleito Presidente do Brasil neste mês de outubro. Caso essa seja a vontade do meu povo, estou preparado para colocar minha equipe de transição imediatamente à sua disposição, para que possamos concluir, o mais rapidamente possível, um amplo acordo de comércio e investimentos benéfico para ambas as nossas nações — construído sobre os princípios dos mercados livres, do respeito mútuo e da aliança estratégica que nossos povos merecem.

Permaneço inteiramente à sua disposição e espero aprofundar ainda mais a amizade entre o Brasil e os Estados Unidos.

Que Deus abençoe os Estados Unidos, e que Deus abençoe o Brasil.

Respeitosamente,

Flávio Bolsonaro

Senador da República Federativa do Brasil.


A decisão foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) nesta terça-feira, 2

U.S. President Trump delivers remarks at a celebration in honor of Greek Independence Day, in Washington
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa no Salão Leste da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA (26/3/2026) | Foto: Reuters/Kylie Cooper

Em decisão anunciada nesta terça-feira, 2, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) classificou como injustificáveis e prejudiciais ao comércio norte-americano as políticas do Brasil e de 60 países que não proíbem nem fiscalizam adequadamente a importação de produtos feitos com trabalho forçado. 

O órgão publicou um relatório de 98 páginas no qual detalha os resultados das investigações realizadas sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e propõe a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos vindos dessas economias.

A decisão vem um dia depois de o USTR sugerir a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, indicando seis práticas desleais, como a emissão de ordens secretas de censura que afetaram empresas americanas e residentes no país, leniência no combate à corrupção, pagamentos via Pix, desmatamento ilegal e pirataria.

Segundo a avaliação do USTR, a ausência de medidas rigorosas contra mercadorias provenientes de trabalho forçado impõe desvantagens aos trabalhadores dos EUA e distorce o ambiente competitivo internacional. 

“A falha dos nossos principais parceiros comerciais em coibir a entrada de produtos feitos com trabalho forçado é inaceitável. Isso obriga os trabalhadores americanos a competir em condições desiguais”, afirmou o embaixador Jamieson Greer. “Não toleraremos mais essa disparidade.”

Tarifa de 12,5%

Como resposta, o USTR sugeriu a aplicação de tarifas adicionais sobre todos os produtos oriundos das economias investigadas, com exceções previstas em anexo publicado no Federal Register. 

Para países que já adotam proibição parcial ou total contra essas importações, ou que assumiram compromisso formal em acordos bilaterais, a proposta é de tarifa extra de 10%. Aos demais, a sugestão é de 12,5%. Também está prevista uma regra específica para têxteis, permitindo determinado volume de importações com tarifa reduzida em alguns casos.

As partes interessadas podem solicitar participação nas audiências e apresentar resumos dos depoimentos até 22 de junho de 2026. Comentários escritos sobre as medidas propostas serão recebidos até 6 de julho de 2026. As audiências públicas estão marcadas para 7 de julho de 2026.

Países na lista de possíveis taxados

O processo decorre da Lei de Comércio de 1974, que prevê reação a práticas estrangeiras consideradas injustas ou discriminatórias e que prejudicam o comércio dos Estados Unidos. Em 12 de março, o USTR abriu investigações contra as 60 economias devido à ineficácia na proibição e fiscalização de produtos feitos com trabalho forçado. Durante o processo, quase 60 testemunhas foram ouvidas e cerca de 500 comentários foram recebidos.

O novo site da Casa Branca substitui o antigo covid.gov, que anteriormente fornecia informações sobre vacinas, testes e tratamentos contra a covid-19 | Foto: Reprodução/Flickr
A proposta de nova tarifa sobre o Brasil e outros países vem do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) | Foto: Reprodução/Flickr

Entre os 60 países investigados, 54 não implementam nem fiscalizam a proibição dessas importações, incluindo Brasil, China, Índia, Reino Unido, Austrália, Rússia, Japão e outros. Outros seis países — Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão — não fiscalizam de forma efetiva, segundo o USTR.

Segundo o USTR, a falta de proibição e fiscalização prejudica objetivos globais de erradicação do trabalho forçado, permite vantagens competitivas injustas e compromete a lucratividade de empresas que seguem práticas legais. Além disso, tal omissão facilita a entrada desses produtos no mercado norte-americano, ampliando a concorrência desleal.

O que o relatório do USTR fala sobre o Brasil

No relatório, o USTR informou ter constatado que “o Brasil não impôs nem aplicou efetivamente uma proibição de importação de produtos com trabalho forçado”. 

“Na seção IV, constatamos que a falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição de importação de produtos com trabalho forçado é irrazoável. Na seção V, constatamos que a falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição de importação de produtos com trabalho forçado onera ou restringe o comércio dos EUA”, explica o texto. 

Segundo o relatório, o Brasil alega proibir importações produzidas com trabalho forçado “por meio da implementação de seus compromissos em acordos de investimento e acordos de livre comércio”, porém, a constatação é de “essas disposições não proíbem legalmente a importação de bens produzidos total ou parcialmente por trabalho forçado de outra economia para o mercado interno para venda”.

Informações Revista Oeste


O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) lamentou nesta terça-feira (2) os índices educacionais apresentados pela Bahia nos últimos anos. Durante o SOS Bahia Educação, em Salvador, Neto voltou a criticar a chamada portaria da aprovação automática, promovida pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), na qual estudantes avançam de ano sem reprovação, mesmo não atingindo as notas mínimas para tal.

O ex-prefeito de Salvador assegurou que, caso seja eleito governador, uma das primeiras medidas será revogar este mecanismo, o qual ele classifica como artificial e inconsistente. “A aprovação automática é um crime, uma agressão contra os alunos e contra suas famílias. O governador fez tudo isso com propósito de maquiar a nota do Ideb, afinal de contas a Bahia ocupa uma das piores posições do Brasil em qualidade de ensino”, refletiu.

Para ele, Jerônimo não deixa legados à educação estadual, embora seja professor e ex-secretário de Educação. “Ele se utilizou da bandeira da educação para se promover politicamente e o mínimo que esperávamos é que, depois de quatro anos, que ele, como professor, pudesse deixar um legado de transformação na educação pública da Bahia. Isso não aconteceu”, lamentou, em coletiva de imprensa.

Na visão de ACM Neto, o governo petista falha ao não oferecer condições de aprendizado aos alunos durante o ensino médio e também não apresenta soluções e articulação junto às prefeituras para os primeiros anos da educação básica. “O aluno precisa começar bem, na creche, na pré-escola, alfabetização na idade certa e, depois, em toda a evolução do processo de aprendizado até o ensino médio”, analisou.

Os problemas da Bahia, contudo, não se resumem à educação básica, aponta ACM Neto. Ele também condenou à precariedade das universidades estaduais, cujas atividades chegaram a ser paralisadas no final de maio. Para Neto, as instituições do estado deveriam possuir caráter fundamental de acesso universalizado à educação superior a cidadãos do interior. “Em muitas cidades do interior, não se tem viabilidade econômica para suportar o ensino particular e aí chega a rede pública estadual para garantir a formação de jovens”, disse.

Ele indica que os sistemáticos problemas de infraestrutura e de estímulo às condições de trabalho vêm prejudicando os alunos e professores das universidades estaduais. “As universidades se ausentaram de um trabalho tão importante de pesquisa, que é fundamental para o Brasil. Muitas universidades, inclusive em São Paulo, desenvolvem importantes trabalhos de pesquisa. Aqui na Bahia isso não acontece”, condenou.

Propostas
Diante deste problema estrutural, o fórum SOS Bahia apresentou uma carta-compromisso à população elencando pontos de atenção para solucionar os gargalos da educação no estado.

A carta propõe reformulação da educação da Bahia com foco em gestão técnica, metas de desempenho e monitoramento permanente dos resultados. O plano prevê ampliar a alfabetização na idade certa, criar programas de recuperação da aprendizagem, expandir o ensino médio integral e profissionalizante e fortalecer a parceria entre o Estado e os municípios.

As propostas também incluem valorização dos professores, melhorias na infraestrutura escolar, ampliação da inclusão e combate à evasão por meio do programa Bahia no Trilho, que utilizará tecnologia para identificar alunos em risco de abandono e garantir sua permanência na escola.


Um momento inusitado marcou a cerimônia de entrega de títulos de posse para moradores da Lagoa Grande, em Feira de Santana, na manhã desta terça-feira (2). Durante o discurso do prefeito José Ronaldo (União Brasil), uma atitude do deputado federal Zé Neto (PT) acabou chamando a atenção do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e dos presentes.

Enquanto o prefeito falava, Zé Neto manuseava uma garrafa de água no palco. Em determinado momento, Jerônimo se aproximou e retirou o objeto das mãos do parlamentar, em uma cena registrada em vídeo e amplamente compartilhada nas redes sociais.

O episódio rapidamente gerou comentários entre internautas, que passaram a especular sobre a intenção do gesto e o contexto da situação.

A cerimônia reuniu autoridades estaduais e municipais para a entrega de títulos de posse a famílias da região da Lagoa Grande. Horas antes do evento, José Ronaldo havia destacado, em entrevista, que mantém uma relação de respeito institucional com o governador, apesar das diferenças políticas entre ambos.

VÍDEO


O Governo da Bahia reabriu, nesta segunda-feira (1º), o Complexo Cultural Carro de Boi, em Feira de Santana, após uma ampla obra de requalificação. A cerimônia marcou ainda a assinatura da ordem de serviço para a revitalização do Centro de Cultura Amélio Amorim, que abriga o equipamento. O complexo volta a receber o público com estrutura renovada, novos ambientes de convivência e uma programação dedicada à valorização da cultura sertaneja.

A entrega marca a conclusão da obra de requalificação realizada pelo Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA) e da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), em parceria com o Governo Federal, através da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com investimento de R$ 7,5 milhões. A intervenção preservou estruturas históricas do complexo, criado na década de 1970 pelo arquiteto Amélio Amorim, e modernizou o equipamento para ampliar seu uso cultural e comunitário.

A cerimônia de reabertura reuniu autoridades estaduais, federais e municipais, entre elas a ministra da Cultura, Margareth Menezes, o governador Jerônimo Rodrigues, os secretários de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, e Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, além de representantes do setor cultural e da sociedade civil.

“Quando começamos esse projeto, a orientação foi clara: preservar a história deste complexo. Reunimos profissionais que conheciam sua trajetória para que nada se perdesse durante a reforma. Hoje, entregamos um espaço renovado, mas que mantém viva a memória e a identidade de um equipamento muito importante para Feira de Santana”, declarou o governador Jerônimo Rodrigues.
A reabertura do Complexo Cultural Carro de Boi marca também o início de um novo ciclo para o espaço, que volta a receber atividades artísticas e comunitárias, após anos fechado. A programação de retomada começou com o festival Sertão de Todas as Artes, realizado nos dias 2 e 3 de junho, reunindo manifestações populares, música, audiovisual, culturas urbanas e tradições do sertão baiano.


O programa de regularização fundiária promovido pela Prefeitura de Feira de Santana, por meio de parceria com o Tribunal de Justiça e a Conder, órgão do Governo da Bahia, resultou na entrega dos títulos definitivos de moradia para 458 famílias do bairro Rocinha. Os documentos foram entregues pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho e pelo governador Jerônimo Rodrigues, na manhã desta terça-feira (2), durante solenidade realizada na Lagoa Grande.

Durante a entrega dos primeiros 458 títulos de propriedade dos imóveis, o prefeito José Ronaldo destacou que a área onde está localizado o bairro Rocinha pertence à Prefeitura, o que facilitou a emissão dos documentos de propriedade das residências.

“Aqui é apenas o início da entrega dos títulos. Ainda faltam mais de 2.500 moradias receberem seus documentos”, revelou.

O trabalho de regularização fundiária, conforme ressaltou José Ronaldo, foi desenvolvido pela Prefeitura de Feira de Santana, através da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária, que encaminhou a documentação ao cartório, e pela Conder, responsável pelo cadastramento das famílias.

“Aprendi, na minha vida pública, a colocar os interesses da comunidade acima dos meus interesses. Aprendi também a separar política de gestão pública”, destacou.

Ao participar da entrega dos títulos, o governador Jerônimo Rodrigues observou que os documentos de propriedade das residências servirão como garantia para que os moradores possam ter mais acesso ao crédito e realizar negócios com maior segurança jurídica.

Já o desembargador Mário Albiani Júnior destacou a importância do diálogo entre as instituições e homenageou o prefeito José Ronaldo e o governador Jerônimo Rodrigues pelo trabalho desenvolvido na regularização das moradias. Ele lembrou que os documentos entregues representam cidadania e dignidade para as famílias beneficiadas.

Também estiveram presentes na solenidade vereadores, secretários municipais, representantes da Caixa Econômica Federal, deputados estaduais e federais, lideranças comunitárias e moradores da Rocinha que receberam os títulos de propriedade.

*Secom


A deputada federal Carol de Toni (PL-SC), ao lado de parlamentares da oposição, protocolou uma nova ofensiva contra ministros do governo Lula (PT), apelidada de “Impeachmaço 2.0”. A medida ocorre após o arquivamento de pedidos anteriores pela Procuradoria-Geral da República (PGR), decisão que gerou forte reação entre os parlamentares.

Em fevereiro, a oposição havia protocolado pedidos de impeachment contra 16 ministros do governo por descumprimento do prazo constitucional para responder requerimentos de informação enviados pelo Congresso Nacional. A Constituição Federal estabelece prazo de 30 dias para resposta e prevê crime de responsabilidade em caso de não atendimento.

No entanto, a PGR arquivou os pedidos adotando uma interpretação considerada inédita pela oposição. Na prática, o órgão entendeu que o atraso, por si só, não seria suficiente para caracterizar crime de responsabilidade. —

Segundo a decisão, seriam necessários três elementos simultâneos:
— que o requerimento tivesse sido regularmente encaminhado pela Mesa da Câmara, Senado ou comissão;
— que houvesse atraso injustificado;
— e que existissem indícios de conduta dolosa, ou seja, intenção deliberada de ocultar informações.

Além disso, a decisão considerou que uma resposta enviada fora do prazo constitucional poderia afastar a configuração do crime.

Para Carol de Toni, a interpretação esvazia a função fiscalizatória do Congresso.

– Estamos diante de uma situação muito grave. A Constituição fala em 30 dias. Não fala em 300 dias, nem em mil dias, muito menos em vários anos. Se o governo pode responder quando quiser e ainda assim não acontecer nada, então o instrumento de fiscalização do Parlamento perde completamente a eficácia – afirmou.

Diferentemente dos pedidos anteriores, a nova iniciativa foi estruturada justamente com base nos parâmetros utilizados pela própria PGR.

MARGARETH MENEZES
Um dos casos envolve a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Segundo os parlamentares, diversos requerimentos aprovados regularmente pela Câmara permanecem sem resposta até hoje. Somados, os atrasos ultrapassariam 3.688 dias acumulados sem qualquer justificativa formal apresentada, envolvendo questionamentos sobre execução de emendas, recursos da Lei Rouanet e programas públicos ligados à cultura.

Situações semelhantes teriam ocorrido em outras pastas do governo federal. De acordo com o levantamento apresentado pela oposição, a soma de atraso de alguns requerimentos da ministra Anielle Franco totalizam 1.514 dias de atraso em respostas; de Luiz Marinho, 1.129 dias; de Margaret Menezes, 3.688 dias; de Sidônio Palmeira, 488 dias; e de Vinícius Carvalho, 795 dias.

Para a oposição, a reiteração das omissões e o longo período de silêncio afastariam a tese de mero atraso burocrático. Carol ainda relembrou que o cidadão comum está sujeito a multas, juros e sanções por atrasos em obrigações legais e tributárias, sem margem para descumprimentos prolongados, autoridades públicas estariam acumulando meses e até anos de atraso sem consequências proporcionais.

– A própria PGR disse que seria necessária demora injustificada e indícios de intenção deliberada. Então a pergunta é simples: milhares de dias sem resposta, sem justificativa e de forma reiterada podem ser tratados como mera burocracia? – questionou Carol.

Os parlamentares sustentam que não se trata apenas de uma disputa jurídica, mas de uma discussão institucional sobre os limites da relação entre Executivo e Legislativo.

– Quando o Congresso pergunta, não pergunta por curiosidade. Pergunta em nome da população. Ignorar esses instrumentos significa enfraquecer um dos principais mecanismos de controle previstos na Constituição – concluiu.

A expectativa dos deputados é que os novos pedidos obriguem a PGR a esclarecer se os critérios criados no arquivamento anterior serão aplicados de maneira uniforme ou se haverá novo entendimento sobre o tema.

*Pleno.News
Foto: Pedro Teixeira/ Ascom PL


Santo Estêvão já respira o clima do São João e se prepara para viver um dos períodos mais aguardados do ano. Com uma programação diversificada ao longo do mês de junho, o município promete reunir cultura, tradição, religiosidade, entretenimento e geração de renda, consolidando-se como um dos principais destinos juninos da Bahia.

A abertura oficial dos festejos acontece no dia 6 de junho, com o tradicional Arraiá da Modesto Gusmão. O público poderá aproveitar apresentações de Tio Barnabé, Jheovane, Dona Flor e Menina Faceira, que levarão muito forró e animação para marcar o início das celebrações.

No dia 13 de junho, a cidade celebra a Trezena de Santo Antônio, uma das mais importantes manifestações religiosas do calendário local, reunindo fiéis em um momento de fé, devoção e preservação das tradições. Ainda na mesma data, os amantes do futebol poderão acompanhar a transmissão de uma partida da Copa do Mundo de Clubes em um telão instalado na Praça 7, promovendo integração e confraternização entre os torcedores.

A programação segue no dia 14 de junho com a realização do 3º Concurso de Quadrilhas Juninas. O evento tem como objetivo valorizar a cultura popular nordestina, incentivar os grupos culturais e fortalecer as manifestações artísticas típicas do período, contando inclusive com premiação em dinheiro para os participantes.

O ponto alto da festa acontece entre os dias 20 e 23 de junho, quando Santo Estêvão recebe uma série de atrações nacionais e regionais que prometem atrair milhares de visitantes. Durante quatro dias, o município será palco de grandes shows, reforçando sua posição como um dos destinos mais procurados do interior baiano durante o São João.

Entre os artistas já confirmados estão Zé Vaqueiro, Tarcísio do Acordeon, Dorgival Dantas, Zezo, Iguinho e Lulinha, Xanddy Harmonia, Adelmário Coelho, Tayrone, Jonas Esticado, Santana, Manim Vaqueiro e Flávio Leandro. A grade reúne diferentes estilos musicais, garantindo opções para públicos de todas as idades.

Além de promover lazer e entretenimento, os festejos juninos representam um importante impulso para a economia local. A expectativa é de que milhares de pessoas circulem pela cidade durante o período, movimentando setores como comércio, hotelaria, alimentação, transporte e prestação de serviços.

Com uma estrutura preparada para receber moradores e turistas, o São João de Santo Estêvão 2026 – Cidade Destino reafirma o compromisso da gestão municipal com a valorização da cultura popular e o fortalecimento do turismo, oferecendo uma festa marcada pela segurança, organização, hospitalidade e pelo autêntico forró nordestino.


Decisão do Governo acabou com o temor do prefeito quanto à possibilidade futura de desertificação do centro de Feira

A possibilidade da transferência da sede administrativa do centro para outro ponto da cidade era uma das preocupações do prefeito José Ronaldo de Carvalho, que várias vezes declarou que a saída do Executivo para outro espaço influenciaria negativamente a área central da cidade, em termos de fluxo de pessoas, refletindo nas vendas.

Durante o anúncio da desapropriação do prédio e do terreno vizinhos à Prefeitura, onde serão concentradas várias secretarias, José Ronaldo disse que se sentia não apenas aliviado, mas feliz com a decisão tomada pelo governo municipal.

Comentou que, há algum tempo, a Secretaria de Planejamento estuda a possibilidade da criação do centro administrativo e que a “escolha da área (que é vizinha à Prefeitura) foi pensada com vistas para o futuro, a longo prazo”.

Citou cidades que mudaram a sede da prefeitura para bairros e registraram uma retração significativa no fluxo de pessoas no centro. Em Feira, em especial, a sede está situada no coração comercial e financeiro da cidade.

A decisão de desapropriar o prédio onde, durante anos, funcionou o Hotel Caroá, além do terreno próximo, usado como estacionamento rotativo, acabou com o temor do prefeito quanto à possibilidade futura de desertificação do centro de Feira.

O que se espera é que, ao reunir várias secretarias em um mesmo prédio, além de promover economia para os cofres municipais — já que não será mais necessário alugar imóveis —, haja um aumento do número de pessoas circulando nas áreas próximas, movimentando lojas e restaurantes nos períodos de intervalo do expediente.

O local do futuro centro administrativo, além de atender às necessidades, é estratégico. Tem saídas e acessos para as avenidas Getúlio Vargas e Senhor dos Passos, bem como para a Rua J.J. Seabra, além de uma ampla área para outras construções ou para uso como estacionamento dos veículos dos servidores.

Ciim informações da Secretária Municipal de Comunicação Social ( SECOM).