Ao optar por sessões semipresenciais, o presidente da Casa atrasa movimentação do texto nesta semana

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho e prevê o fim gradual da escala 6×1 deve permanecer parada no Senado nos próximos dias.
Senadores ouvidos por Oeste avaliam que a decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), de marcar sessões semipresenciais dificulta o avanço da matéria nesta semana. Grande parte dos senadores está nos Estados de origem. Muitos dos que permaneceram em Brasília também devem retornar às bases nos próximos dias.
Outro fator apontado por integrantes da Casa é a falta de sinalização de Alcolumbre sobre uma nova reunião de líderes. O encontro é considerado fundamental para definir os próximos passos da proposta.

Governo acredita que nem Alcolumbre consegue parar a pauta
Nos bastidores, a base governista mira outra alternativa. Parlamentares ouvidos por Oesteafirmam que o governo aposta na aprovação do projeto de lei (PL) sobre o fim da escala 6×1 que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados. O texto será votado nesta terça-feira, 16.
A expectativa dos aliados do Planalto é que uma eventual aprovação obrigue o presidente do Senado a enfrentar o debate. Caso contrário, a pauta da Casa ficaria travada.
O senador amapaense ainda não definiu a forma que a tramitação ocorrerá nem quem será o relator da proposta. Entre os nomes cotados estão o ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSB-MG), amigo íntimo de Alcolumbre, e o líder do PSD, Omar Aziz (AM).
Mesmo diante das dificuldades com Alcolumbre, aliados do governo avaliam que a PEC tem forte apelo popular.
A leitura considera que 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa nas eleições de 2026 e uma posição contrária ao texto poderia custar caro a senadores em busca de reeleição. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inclusive, trata a proposta como uma das principais bandeiras para as eleições de 2026.
O texto aprovado pela Câmara reduz gradualmente a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, amplia o descanso semanal remunerado e extingue a escala 6×1.
Informações Revista Oeste
