
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, ordenou nesta sexta-feira (4) a retirada do nome do ministro André Mendonça do inquérito das fake news.
O pedido foi feito pelo colega Alexandre de Moraes na noite desta quinta-feira (3), em forma de retaliação ao magistrado que ordenou a quebra de sigilo das investigações da Polícia Federal (PF), em que se mostra um suposto elo entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
De acordo com o chefe da Suprema Corte, a medida foi tomada com base na necessidade da verificação processual de Moraes.
Segundo Fachin, Mendonça só deverá apresentar esclarecimentos nos prazos de cinco dias, já estabelecidos por ele, sobre a condução do relatório da Polícia Federal (PF), em que é relator, que mostrou as conversas entre o banqueiro mineiro e Moraes.
Ainda na mesma decisão, o presidente pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste a respeito do pedido de Moraes de incluir o colega no inquérito.
Nesta sexta-feira (4), Edson Fachin determinou um prazo de cinco dias para que o ministro André Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestem sobre o procedimento de investigação aberto pelo colega de Corte, Alexandre de Moraes, sob a acusação de cometer abusos na investigação do caso Master e INSS.
No novo pedido, Fachin pede a Mendonça explicações sobre a forma, o conteúdo e a regularidade do procedimento que adotou diante das investigações e condução do caso que cita Moraes e Vorcaro.
Segundo o ministro, o pedido não faz juízo de valor sobre andamento de processo contra integrante da Suprema Corte e tem como objetivo reunir informações.
*Diário do Poder
Foto: Luiz Silveira
