
O motorista de um ônibus que saiu de São Paulo com destino à cidade de Iguatu, no Ceará, cedeu o condução do automóvel a dois passageiros sem habilitação de trânsito por causa do cansaço. A situação foi flagrada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nesta segunda-feira (6), na BR 407, em trecho da cidade de Senhor do Bonfim, no norte da Bahia.
Após o flagrante, o motorista assumiu o controle do veículo e foi liberado para seguir viagem, mas responderá a um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) perante à Justiça.
Neste caso, não é o “motorista” inabilitado quem responde pelo crime de trânsito. Este recai para os proprietários de veículos ou pessoa habilitada que segue viagem conduzida por pessoa sem CNH para a qual permitiu a direção. Este crime está descrito no Art. 310 do CTB e prevê como penas a detenção, de seis meses a um ano, ou multa.
*Metro1

Um dos bares do Barradão, estádio do Esporte Clube Vitória, em Salvador, foi atingido por um incêndio na manhã desta terça-feira (7). Segundo a assessoria do clube, ninguém ficou ferido.
De acordo com a assessoria do Vitória, o estabelecimento atingido pelas chamas fica atrás da arquibancada em que a Torcida Os Imbatíveis fica durante os jogos. Por volta das 10h30, o incêndio já tinha sido controlado.
Em nota, o Vitória informou que o incêndio foi provocado involuntariamente por um funcionário do clube ao atear fogo em algumas folhas secas. Uma fagulha caiu dentro do bar e o fogo se alastrou, sendo controlado pela brigada do clube.
O órgão afirmou que houve danos materiais, mas não os detalhou.
Na quarta-feira (8), o Vitória recebe o Ceará em jogo válido pela sétima rodada da Copa do Nordeste. A partida será disputada no próprio Barradão e está prevista para 21h30.
O Rubro-Negro está eliminado do Nordestão e de outras duas competições, o Campeonato Baiano e a Copa do Nordeste. Após cumprir tabela nos dois jogos restantes do torneio regional (também enfrentará o Campinense), o Vitória vai se preparar para a disputa da Série B do Brasileiro, a partir de abril.
*G1 Bahia

“É um ataque direcionado a meu pai, e provocação com foco político”. Desta forma reagiu o prefeito Colbert Filho à reportagem divulgada em telejornal da TV Record, onde pais de alunos do distrito de Jaguara apontaram problemas em relação à Educação.
Na reportagem, pais de alunos do distrito feirense reclamam de problemas no transporte escolar, falta de merenda e desconforto para alunos que estudam em um imóvel onde antes era um açougue. Cobraram à Secretaria de Educação a reforma da escola municipal Colbert Martins da Silva, nome dado em homenagem ao pai do prefeito.
Para Colbert, a reportagem não representa o contexto geral da Educação em Feira de Santana. “Mostraram um distrito, o de Jaguara, em uma claro foco político. Não falta merenda e devido à pandemia de dois anos e meio, algumas obras, como reforma de escolas, foram prejudicadas”, pondera Colbert.
Ainda segundo o prefeito, a matéria da Record foi um ataque a seu pai, o ex-prefeito Colbert Martins da Silva. “A todo momento citavam o nome do meu pai na matéria. Entendo isso como um ataque direto à minha família, com viés político”, acusa.
*O PROTAGONISTA

Uma espécie de peixe denominada pangasius, natural do rio Mekong, do Vietnã, foi encontrada neste final de semana no rio Jacuípe, em Feira de Santana. O surgimento da espécie preocupa técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e demais órgãos ambientais. O pangasius é um predador, que pode crescer até aos 130 centímetros e e alcançar 44 quilos. A sua vida útil estende-se ao longo de 20 anos.
O diretor do Departamento de Educação Ambiental da SEMMAM, João Dias, observa que a espécie representa um risco ao equilíbrio do meio ambiente. “Então é uma preocupação nossa, pois poderemos ter problemas futuros, como já ocorre, de espécies nativas desaparecendo”, explica.
Ele observa que é proibido introduzir no Brasil espécies exóticas, de outros países, justamente por esse aspecto. “Encontramos há dois anos atrás o jaguar, que é da América Central, e agora encontramos esse, que é um peixe da Asia”, lembra.
A suspeita é que a espécie tenha sido oriunda de aquário e introduzida indevidamente em algum manancial que deságua no rio. “É muito comum essas espécies exóticas serem importadas e vendidas para aquários. Mas acontece que alguns desses peixes, como o pangasius, crescem muito, e acabam sendo descartados pelos seus donos em lagos e rios”, explica João Dias em entrevista à Secretaria de Comunicação.
Ele ressalta que a Secretaria de Meio Ambiente já vem realizando um trabalho de conscientização junto a pescadores para que não soltem no rio espécies desconhecidas. O alerta também está sendo estendido a pessoas que criam peixes em aquários. “Qualquer pessoa que necessite se desfazer de um peixe, deve procurar a Secretaria Municipal de Meio Ambiente ou o INEMA [Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos]”, esclarece.

Mais dois ônibus 0KM foram entregues à Prefeitura de Feira de Santana na manhã desta terça-feira (7). Os veículos da concessionária Rosa entram em operação ainda nesta semana, ampliando a capacidade do serviço de transporte urbano ofertado à população.
O secretário municipal de Transportes e Trânsito, Saulo Figueredo, afirmou que com a chegada desses veículos, a Linha 2 do BRT entrará em operação experimental.
“Os novos ônibus são 0KM, com ar-condicionado e portas nas laterais esquerda e direita”, diz Saulo Figueredo. A frota do BRT no município agora é composta por 10 veículos.“Temos sete veículos BRT com adaptações para trafegar no corredor da avenida João Durval”.
ÔNIBUS MODERNOS
Com sistema de ar-condicionado, poltronas estofadas, iluminação interna em LED, GPS, painéis com itinerários eletrônicos, saídas de emergência nas janelas, entre outros equipamentos, os ônibus possuem duas portas na lateral do lado esquerdo [foram alinhadas de acordo com as plataformas do BRT] e três do lado direito com embarque dianteiro [estão alinhadas ao nível da rua].
Para garantir a acessibilidade dos passageiros, os veículos dispõem de elevadores para PCD (Pessoas com Deficiência), localizado na porta central do lado direito ao nível da rua e rampas móveis nas portas alinhadas às plataformas, além de poltronas reservadas a pessoas com mobilidade reduzida e PCD.
*SECOM PMFS

Após o pedido de cassação do mandato de presidente da Câmara de Vereadores, a vereadora Eremita Mota (PSDB) comparou a sua situação ao que ocorreu no cenário nacional, após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“A gente ouve o galo cantar, mas não sabe onde. Esse é um ditado popular ativo nas nossas mentes. E eu fico imaginando o cenário político ultimamente, com relação à parte nacional. Lula ganhou a eleição e ficaram aqueles concentrados em determinados lugares pedindo o afastamento dele para Bolsonaro assumir de qualquer jeito. Tentaram ou invadiram os Três Poderes, quebraram tudo, fizeram aquele ‘auê’ todo no Congresso. Lula continua como presidente do Brasil e vai continuar. Então as pessoas têm que entender que os poderes têm que ser respeitados e tratados de uma forma que a gente possa colocar os pontos nos Is”, refletiu a parlamentar.
Ela salientou que o afastamento de um presidente, um governador ou qualquer outro político deve ocorrer com base em irregularidades. “Tem que ser pautado dentro de alguma ilegalidade, alguma irresponsabilidade praticada, mas eu acho que quando se ouve os dois lados fica mais fácil de a gente entender”, disse.
A declaração da presidente da Câmara ocorre um dia após o advogado Hércules Oliveira protocolar na corregedoria da Casa Legislativa um pedido de cassação de Eremita Mota, em virtude, segundo ele, de atos de improbidade administrativa, dentre outras supostas ilegalidades.
O pedido de cassação da parlamentar ocorre em meio à crise instaurada na Câmara de Vereadores provocada pelo não pagamento do ticket-alimentação aos servidores efetivos e comissionados, mudanças de cargos, alterações na data do pagamento dos salários e afastamento temporário de funcionários do setor financeiro, que estão sendo investigados após empenhos não autorizados pela presidência.
Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade.

A Coordenação de Residência Médica da Fundação Hospitalar de Feira de Santana (FHFS) abriu o processo de seleção para o programa de estágio médico não remunerado em Ginecologia e Obstetrícia para o ano de 2023. Serão oferecidas duas vagas no programa de residência de acesso direto. O processo de seleção considerará os seguintes critérios: um exame escrito, uma entrevista e análise de currículo.
O período de inscrição para o processo seletivo ocorrerá de 09 a 13 de março de 2023, e só serão aceitas por e-mail no endereço residencia.medica@fhfs.ba.gov.br. O assunto do e-mail deve ser “Seleção para estágio em GO 2023” com o nome completo do candidato. O e-mail deve incluir o nome completo do candidato, número do CRM, número de telefone e os anexos obrigatórios em formato PDF, incluindo cópia do cartão do Conselho Regional de Medicina (CRM), diploma de conclusão do curso de medicina, RG, CPF, comprovante de residência atualizado (últimos 2 meses), comprovante de pagamento da taxa anual de 2023 e um currículo vitae atualizado com evidências das atividades realizadas (cada ano deve ser identificado).
É importante observar que qualquer candidato que envie os documentos em formato diferente do recomendado terá sua inscrição invalidada e não poderá prosseguir com o processo seletivo.
O exame escrito abordará tópicos como anatomia, histologia e fisiologia do sistema reprodutivo feminino, mecanismo de trabalho de parto, assistência ao parto normal e ao puerpério, puerpério patológico, cuidados pré-natais para gestações de baixo e alto risco, infecções sexualmente transmissíveis, patologias endometriais (benignas e malignas), doença inflamatória pélvica, patologia cervical, incluindo achados benignos, lesões precursoras cervicais, diagnóstico do câncer cervical, estadiamento e tratamento, manejo de casais inférteis, triagem, diagnóstico e tratamento do câncer de mama (sistema bi-RADS: mamografia e ultrassonografia), sofrimento fetal e métodos de avaliação da vitalidade fetal, síndromes hipertensivas na gravidez, diabetes gestacional, emergências na primeira metade da gravidez, miomas uterinos, mudanças no líquido amniótico, parto prematuro, contracepção, emergências na segunda metade da gravidez, endometriose, sangramento uterino anormal, ruptura prematura de membranas, dismenorreia, vulvovaginite, colpite, cervicite e câncer de mama durante a gravidez.
O exame escrito ocorrerá no dia 21 de março de 2023, às 7h30 (horário local), na biblioteca COREME, localizada na Rua da Barra, nº 705 – Bairro Jardim Cruzeiro – Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher), 2º andar. O exame terá duração de 80 minutos e os candidatos devem apresentar seu cartão CRM e RG.
A entrevista e análise de currículo ocorrerão no mesmo dia, 21 de março, às 10h30 (horário local), também na biblioteca COREME. Os candidatos que passarem no exame escrito serão convocados por e-mail.
O candidato declara, no momento da inscrição, ter concluído um curso de graduação em medicina devidamente autorizado e reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). O processo de inscrição é gratuito para o candidato.
*SECOM PMFS

Um relatório da Polícia Civil de São Paulo revelou como lideranças da Frente Nacional de Lutas (FNL), dentre elas José Rainha, praticaram extorsão contra produtores de terras invadidas no oeste paulista. O documento foi divulgado pela CNN.
Segundo a polícia, a maior parte de vítimas é formada por arrendatários que realizaram pagamentos para lideranças da FNL após coação. Além de Rainha, as investigações também revelam que Luciano de Lima e Claudio Ribeiro Passos, conhecido como Cal, praticaram extorsão.
“Provas apontam com segurança para o fato de que José Rainha deu início às tratativas com as vítimas, a fim de receber, mediante indevida e ilícita exigência, vantagem econômica, sob pena de não possibilitar a eles a colheita de sua lavoura”, destacou o relatório policial.
As investigações da Polícia Civil começaram em 2021. O relatório foi elaborado com depoimentos, interceptações telefônicas e áudios, que, segundo a polícia, “resultaram na demonstração de que as alegações eram verídicas”.
Uma das conversas gravadas aponta uma militante do FNL relatando a outro integrante que José Rainha pedia recursos para não invadir propriedades e, uma vez invadida, para desocupar a terra.
“As exigências são sempre seguidas de graves ameaças voltadas aos patrimônios dos noticiantes”, informou o relatório da investigação. “Ora se exige dinheiro em troca de autorização para ingresso e colheita, ora para o ingresso e alimentação de animais, ora para a desocupação.”
Em outro ponto do documento, a polícia argumentou que “há indícios, inclusive, que mostram José Rainha negociando a venda de parte das terras que hoje ocupa”.
Segundo os policiais, os acusados teriam exigido dos proprietários “valores em espécie para permitir que eles tivessem o derradeiro acesso a animais, plantações e benfeitorias existentes nas propriedades”.
À polícia, uma das vítimas relatou detalhes sobre os valores pagos a ativistas da FNL, efetuando o pagamento de R$ 25 mil, fruto de extorsão, em abril do ano passado.
Outro produtor, que atua no ramo da agropecuária, também efetuou pagamentos. Ele apresentou aos investigadores os comprovantes dos depósitos nas contas dos líderes do movimento.
Outra vítima afirmou em depoimento ter recebido ligação de uma liderança da FNL. No telefone, essa pessoa pediu a transferência de 10 a 15 alqueires de terra para José Rainha e disse que, após isso, desocupariam a propriedade.
No registro policial também consta o depoimento de um agricultor que foi coagido a pagar R$ 50 mil para fazer um acordo com Rainha, que desocuparia a fazenda “antes que chegasse mais gente ali e a situação piorasse”.
Os três citados no relatório policial foram presos no sábado 4 por extorsão e associação criminosa.
O advogado de Rainha e Luciano afirmou desconhecer “os motivos legais da decretação da prisão preventiva”. De acordo com ele, “a prisão preventiva não se justifica, tendo em vista que os acusados jamais se negaram a prestar quaisquer esclarecimentos. Os acusados alegam inocência”. A defesa de Claudio Passos não foi localizada.
Informações Revista Oeste
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Viúva de Pelé, Márcia Aoki, deverá manifestar se tem interesse em ser nomeada inventariante — Foto: Patrinha Sobrinho/Hospital Israelita Albert Einstein
Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, indicou em testamento o desejo de que a viúva Márcia Aoki fique com 30% dos bens dele, incluindo a casa de Guarujá, no litoral de São Paulo. O Rei do futebol, que morreu aos 82 anos, em 29 de dezembro de 2022, também registrou em documento a possibilidade de ter mais uma filha, que pode vir a se tornar herdeira caso o exame de DNA dê positivo.
O g1 conversou com Luiz Kignel, o advogado de Márcia, e ele afirmou que, além da viúva, os herdeiros também tiveram acesso ao testamento, que foi apresentado ao juiz. Ainda de acordo com ele, os herdeiros aguardam o levantamento dos bens para confirmar o valor do patrimônio deixado pelo Rei – todos os beneficiados devem se manifestar sobre o documento.
O advogado informou que a intenção de Márcia é trabalhar a questão do inventário junto com os filhos de Pelé. Conforme explicado por ele, todos devem se reunir entre esta semana e a próxima para definir quem será o inventariante. Kignel ressaltou que o objetivo de Márcia é tentar um acordo que seja bom para todos, e que “todos estão se esforçando para isso”.
De soldado a ator: 5 histórias de Pelé fora dos campos
Kignel afirmou à reportagem que Pelé deixou registrado em testamento a possibilidade de ter outra filha e, se comprovada a paternidade, ela também deve entrar na partilha de bens. “Existe a possibilidade de uma investigação de paternidade […]. Tem que esperar ser feito o DNA com os irmãos. Temos que esperar os próximos passos”, disse o advogado.
Em agosto de 2022, o juiz Renato Zanela Pandin e Cruz Gandini determinou a expedição de um ofício ao Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (IMESC) para agendar a coleta do material genético na casa onde Pelé morava, em Guarujá. A ação de investigação de paternidade foi registrada por Maria do Socorro Azevedo na Defensoria Pública do Estado de São Paulo.
À época, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) despachou uma carta precatória [comunicação entre juízes que estão em estados diferentes] intimando Pelé ao teste de paternidade. Porém, segundo Kignel, “Edson não fez o exame por motivos de saúde”.
O g1 entrou em contato com a Defensoria Pública para ter mais informações sobre a ação, porém o órgão informou, em nota, que o processo tramita em segredo de Justiça e, por essa razão, não pode fornecer informações.
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Edinho pediu para ser o inventariante da herança de Pelé, alegando que está na posse e administração dos bens do pai — Foto: Divulgação/Santos Futebol Clube
O filho do Pelé, Edson Cholbi Nascimento, o Edinho, teve o pedido negado para ser o inventariante do testamento do pai. A função consiste em listar a herança e os nomes de todos os herdeiros.
Edinho havia solicitado, ainda, que o processo do inventário fosse feito em segredo de Justiça, o que também foi negado. A juíza que recusou os pedidos é a mesma que, em 2004, o condenou a 33 anos de prisão por lavagem de dinheiro.
Conforme assinado pela juíza da 2ª Vara de Família e Sucessões de Santos Suzana Pereira da Silva, Pelé era casado, sendo assim, a viúva é a primeira na ordem de nomeação legal. “Não há que se falar em nomeação do filho como inventariante”, pontuou.
A magistrada acrescentou que, conforme o Código de Processo Civil, o filho pode ser nomeado, caso o cônjuge sobrevivente não tenha interesse ou condições de assumir este cargo. A juíza deu o prazo de 15 dias para que a viúva de Pelé manifeste o interesse em ser nomeada inventariante.
Edinho solicitou ao TJ-SP que o processo do inventário de Pelé transitasse em segredo de Justiça, alegando que o pai tem notoriedade mundial e os seus herdeiros são pessoas comuns.
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Edinho pediu que o inventário fosse feito em segredo de Justiça alegando que Pelé tem notoriedade mundial e os herdeiros são pessoas comuns — Foto: Samantha Silva / G1
A juíza, porém, negou o pedido, e esclareceu que “todos os atos processuais devem ser públicos”. Segundo ela, os processos que devem correr em segredo de Justiça estão elencados, de forma específica, no Código de Processo Civil.
A magistrada ressaltou também que o inventário é de interesse não somente de quem fez o pedido, mas também de eventuais credores e herdeiros.
Informações G1
Inscrições para o Fies começam nesta terça-feira (7); levantamento alerta para endividamento recorde dos estudantes
O governo federal tem R$ 11,3 bilhões em parcelas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) que já deveriam ter sido pagas, mas estão em atraso. Dos quase 1,9 milhão de ex-estudantes que já estão na fase de pagamento das parcelas, a chamada amortização, 53,7% estão com a dívida atrasada há mais de três meses. Os dados, atualizados semestralmente pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) foram obtidos pela produção da TV Globo via Lei de Acesso à Informação (LAI).
Na noite desta segunda (6), o ministro da Educação, Camilo Santana, admitiu, em um vídeo publicado nas redes sociais, que “a inadimplência do Fies está altíssima”, e anunciou a criação de um grupo de trabalho interministerial para discutir o problema, além de possíveis mudanças do programa, como aumento do teto de financiamento e a desburocratização do fundo.
“Não dá tempo para mudar as regras já para essa inscrição agora. Essas regras poderão mudar a partir do resultado do trabalho, que vai ser formado por esse comitê gestor”, afirmou ele.
O Ministério da Educação abriu nesta terça-feira (7) as inscrições para mais de 67 mil novos contratos de financiamento estudantil no primeiro semestre.
Quem fez o Enem em alguma edição desde 2010 e preenche os requisitos mínimos de nota no exame e renda familiar per capita pode disputar uma das vagas até a próxima sexta-feira (10) no site https://acessounico.mec.gov.br/fies.
Veja o histórico da porcentagem de contratos do Fies que já estão na fase de amortização (pagamento das parcelas), mas têm atraso de pelo menos 90 dias — Foto: Ana Carolina Moreno/TV Globo
O valor das parcelas que o governo já deveria ter recebido, mas não foram pagas, tem aumentado em ritmo acelerado: em abril de 2019, eram R$ 2,5 bilhões em valores devidos. Em junho de 2021, novo balanço do FNDE mostrou que o saldo havia subido para R$ 6,6 bilhões. Agora, ele já passa de R$ 11 bilhões.
Em 2022, o FNDE diz ter arrecadado R$ 4,7 bilhões em pagamentos das parcelas (atrasadas ou em dia) do Fies, um recorde desde 2015. No total, considerando as parcelas que ainda não venceram, os quase 1,9 milhões de contratos somavam R$ 111,6 bilhões em dezembro de 2022.
O programa de renegociação do Fies do segundo semestre de 2022, que ficou aberto entre setembro e dezembro, atraiu um total de 124.903 contratos de financiamento, de acordo com dados obtidos pela TV Globo junto ao FNDE.
O valor corresponde a 6,7% do total de 1.873.989 contratos que, segundo o órgão, poderiam ter aderido para receber pelo menos o desconto das taxas e encargos.
A adesão, porém, foi mais alta entre os contratos que preenchiam os critérios para os descontos de pelo menos 77%:
Oito em cada dez contratos renegociados entre setembro e dezembro de 2022 tinham pelo menos 360 dias de atraso nas parcelas e tiveram descontos de entre 77% e 92% do saldo devedor — Foto: Ana Carolina Moreno/TV Globo
Depois de duas décadas com o nome sujo por causa da dívida do Fies, a jornalista Ghretta Pasuld, de 40 anos, finalmente conseguiu entrar no grupo de contratos renegociados.
A moradora de Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, conseguiu financiamento do Fies no início dos anos 2000, antes da expansão feita pelo governo federal. Mas, ao se formar, viu que as primeiras parcelas já começaram a chegar muito altas para o rendimento que ela tinha na época.
“Acho que a segunda ou terceira parcela veio em torno de R$ 500. Eu ganhava R$ 500 na época. Então já não dava pra suprir”, lembra ela. “Aí eu comecei a acumular parcelas, e nisso se foram 20 anos.” (Ghretta Pasuld, jornalista)
Ao longo desse tempo, além de não poder contar com crédito para realizar sonhos como comprar um carro com medo de o governo penhorar qualquer bem em seu nome, Ghretta também não conseguia renegociar sua dívida.
“Sempre quando conversava com a Caixa Econômica Federal, a opção era à vista. Não tinha conversa sobre tirar juros, enfim, baixar, né? Voltar para um valor real e condizente com a minha condição de pagar.”
Em 2019, uma primeira tentativa do governo federal de renegociar a dívida de 567 mil inadimplentes só conseguiu atrair 2% do público-alvo. Um dos motivos era a exigência do pagamento de uma entrada dentro de um prazo curto, o que acabou afastando a maioria dos ex-estudantes, sem condições de cumprir os requisitos.
No ano passado, o programa ofereceu descontos melhores e condições mais flexíveis, segundo o economista Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, entidade que representa mantenedoras de ensino superior no Brasil. “Ele [o Fies] deu um desconto alto, para o aluno poder pagar sua dívida mais rapidamente”, explicou o especialista.
“Mas esse pagamento, mesmo que parcelado, está atrelado à taxa de juros Selic, que é uma taxa bem elevada. Estamos com uma taxa de 13 pontos, 75% ao ano. Muito provavelmente, se tiver uma renda muito baixa, ele [devedor] não vai arcar nem com a renegociação.” (Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp)
Ghretta afirma que, inicialmente, conseguiu reduzir sua dívida de quase R$ 100 mil para R$ 17 mil, a serem pagos em cerca de um ano e meio. Mas, quando o segundo boleto chegou com valor R$ 200 mais alto por causa da taxa de juros, ela tomou um susto. “Fiz as contas e vi que ia chegar a R$ 3 mil a parcela.”
Ela então disse que conseguiu um dinheiro com a mãe e foi até o banco quitar a dívida de uma vez. “Acredito que agora a vida começa a andar”, afirmou ela.
A arquiteta Fabiana Goulart, de Curitiba, também conseguiu renegociar seu contrato no ano passado. “A gente achou que era uma luz no fim do túnel”, conta ela sobre o programa. “No meu caso, especificamente, a parcela ficou em R$ 2.500. Então é uma parcela relativamente alta, e a forma de pagamento não é muito flexível. Pra eu conseguir esse desconto eu tenho que pagar esse valor mensalmente em 15 vezes.”
Além da parcela, porém, ela agora está às voltas com a taxa Selic.
“Eu nunca sei qual é o valor da parcela da renegociação. A minha primeira parcela foi R$ 2.480. A minha segunda parcela foi R$ 2.850, então teve aí um acréscimo de mais ou menos uns R$ 350 de um mês para o outro. Agora eu gerei o boleto para março, também foi para R$ 2.900. Então, inicialmente, é um alívio. Mas agora é um valor muito alto.” (Fabiana Goulart, arquiteta)
Para evitar o risco de voltar à inadimplência, ela decidiu cortar gastos. “Quando saiu a renegociação, eu morava sozinha, pagava aluguel. Não tinha outra forma de conseguir pagar se não voltasse para a casa dos meus pais”, contou ela. “Estou tendo que completar com outras formas de renda, buscando vender coisas e fazendo projeto por fora para conseguir pagar o Fies. Então, vai ser um ano muito longo pra mim.”
Capelato, do Semesp, afirma que, considerando todos os riscos do Fies, é preciso que os estudantes interessados em disputar uma vaga em 2023 avaliem com cuidado antes de optar pelo financiamento governamental.
Segundo ele, as três principais perguntas a serem respondidas são:
Capelato lembra, ainda, que não há garantias de que o governo federal vai abrir novas rodadas de renegociação do Fies. Procurado pela TV Globo na segunda (6), o FNDE e o MEC não responderam, até a publicação desta reportagem, se estudam um novo programa para renegociar dívidas.
Informações G1