Instituto Colombiano de Assistência à Família está cuidando das crianças, que foram hospitalizadas após passarem 40 dias sozinhas na selva.
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Narciso Mucutuy, avô das crianças indígenas resgatadas, fala à imprensa da entrada do hospital. — Foto: AP Photo/Ivan Valencia
Uma batalha pela custódia das crianças indígenas que ficaram perdidas na Amazônia colombiana começou entre os parentes dos quatro irmãos, que foram encontrados na sexta-feira (9) após 40 dias de buscas.
O Instituto Colombiano de Assistência à Família (ICBF) informou na segunda-feira (12) que as autoridades ainda não decidiram se os irmãos ficarão sobre os cuidados dos avós ou do pai, que foi acusado de violência doméstica, segundo a AFP.
“Vamos conversar, investigar, saber um pouco da situação”, afirmou Astrid Cáceres, chefe do ICBF, em entrevista à rádio Blu. “O mais importante neste momento é a saúde das crianças, que não é só física, mas também emocional, a forma como os acompanhamos emocionalmente.”
Os irmãos, com idades entre 1 e 13 anos, sobreviveram sozinhos na floresta da Colômbia após o avião em que elas estavam cair. A mãe dos jovens, o piloto e um líder indígena que também estavam na aeronave morreram.
As crianças foram hospitalizadas e devem permanecer internadas por mais alguns dias para se recuperar. Cáceres disse que, enquanto isso, as autoridades estão avaliando os cenários para decidirem com quem ficarão os pequenos.
“Eles me abraçaram dizendo ‘pai, pai, vamos pra casa’. Eu disse a eles que os médicos precisavam examiná-los porque eles passam muito tempo na selva, então eles permaneceriam sob os cuidados do ICBF e depois chegaríamos a um acordo para que elas fossem entregues a nós”, disse Narciso Mucutuy, avô materno das crianças, à Reuters.
No domingo (11), o avô materno, Narciso Mucutuy, acusou o pai de dois dos jovens, Manuel Ranoque, de bater na mãe das crianças, que morreu no acidente. Falando com a imprensa, Ranoque reconheceu que o casal tinha problemas, mas caracterizou isso como um assunto privado e não “fofoca para o mundo”.
Questionado se havia agredido a esposa, Ranoque disse: “Verbalmente, às vezes, sim. Fisicamente, muito pouco. Tivemos mais brigas verbais”, de acordo com a AFP.
Outro ponto que pode interferir na decisão das autoridades é o fato de que Ranoque disse ter sido ameaçado por um grupo dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
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Manuel Ranoque, pai das crianças, conversa com repórteres em frente ao hospital onde os jovens estão. — Foto: Raul ARBOLEDA / AFP
“Acho que vou viver em tempo integral em Bogotá porque tenho problemas com a frente de Carolina Ramirez que está procurando por mim para me matar”, afirmou à Reuters. “Fui ameaçado. Para eles, sou um alvo, pois conheço toda a área. Tenho medo que essas pessoas sem-vergonha comecem a me pressionar por causa dos meus filhos, e não permitirei isso enquanto estiver vivo.”
O ex-grupo das Farc está envolvido com o narcotráfico e é conhecido por recrutar indígenas à força. Ranoque disse que teme por sua vida e de seus filhos e pediu ao governo colombiano que garanta sua segurança.
O pai das crianças também disse que não teve permissão para ver os dois filhos mais velhos no hospital. Cáceres se recusou a comentar o motivo.
“As crianças estão com uma defensora do ICBF, ela é quem acompanha a família e eles organizaram turnos de acompanhamento. A defensora tem feito determinações em relação a esses turnos”, disse a diretora do instituto à Radio W.
Colômbia divulga novas imagens do resgate das crianças sobreviventes de acidente aéreo
Robert Sege, pediatra e diretor do Centro Médico Tufts, em Boston, nos Estados Unidos, disse à AFP que ter um ambiente seguro para falar abertamente sobre o que aconteceu e sobre quaisquer emoções que possam estar sentindo, seja tristeza ou orgulho por ter sobrevivido, será a chave para a recuperação dos irmãos. Além disso, como as crianças processam o trauma pode variar de acordo com a idade.
“Nossos cérebros estão sempre tentando entender as coisas”, disse Sege. “E se estivermos em diferentes estágios de desenvolvimento, a maneira como fazemos sentido será diferente.”
Parentes e autoridades elogiaram Lesly, a irmã mais velha, por guiar os mais novos durante os 40 dias na selva.
“Deus me livre que a maioria dos adolescentes seja colocada nessa posição, mas ela claramente foi capaz de reunir seu juízo e descobrir o que precisava ser feito”, afirmou Sege. “É muito importante manter isso. As crianças, à medida que crescem, precisam se lembrar não apenas da tragédia, mas de como mantiveram o bebê vivo.”
Informações G1
Presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza fez cobranças ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto

Luiza Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, admitiu a possibilidade de falência de empresas do varejo e pediu que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reduza a taxa de juros para evitar a derrocada do setor.
A empresária fez as declarações na segunda-feira 12, durante evento do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV). No encontro, Luiza disse que já ligou “mais de 20 vezes” para Campos Neto. O motivo: conversar sobre a redução da Selic, atualmente em 13,75% ao ano.publicidade
“Nossa realidade é diferente”, argumentou Luiza. “O varejo puxa tudo: a indústria, a produção. Estamos tendo excesso de produto, e as indústrias não têm onde os colocar. Nem sempre esse remédio amargo também resolveu a inflação.”
A empresária disse que o pedido de redução dos juros tem o objetivo de beneficiar as pequenas e médias empresas. “Já tivemos muito remédio amargo”, afirmou, referindo-se às empresas do varejo. “Queria pedir, por favor, para dar um sinal de que vai baixar esses juros.”
Campos Neto explicou aos empresários que os juros futuros no Brasil tinham sido reduzidos consideravelmente, o que abriria espaço para um corte na Selic. Luiza disse que compreende as explicações, mas ressaltou que “a paciência dos brasileiros está acabando”.
“Uma coisa é, dentro de uma sala, a gente pensar tecnicamente”, disse a empresária. “Mas outra coisa é a realidade. Sem um sinal, não vamos aguentar. Quantas lojas aqui foram fechadas? Queria te pedir, em nome dos brasileiros, para dar um sinal — e não é de 0,25 ponto, precisamos de mais.”
Em resposta, Campos Neto disse que deve voltar ao evento em um ano e afirmou ter certeza de que a variação dos juros será positiva. “Vai ter muita gente quebrada, já”, reclamou Luiza.
Informações Revista Oeste

Foto: José Cruz
Integrantes da diretoria do União Brasil pretendem entregar um abaixo-assinado ao presidente Lula afirmando que pelo menos 50 deputados, dos 59 da sigla, irão automaticamente para a oposição caso o petista mantenha Daniela Carneiro no Ministério do Turismo.
A informação foi divulgada há pouco pela colunista Bela Megale de O Globo e confirmada por O Antagonista.
No texto, os deputados repudiam os ataques feitos pelo prefeito de Belfort Roxo, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, ao deputado federal Celso Sabino (União-PA), cotado para assumir o Ministério do Turismo. Em várias entrevistas, Waguinho disse que Lula deve fidelidade a ele e à sua esposa pela votação obtida em todo o Rio de Janeiro.
Com informações do O Antagonista

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) revogou a prisão preventiva do militante sem terra José Rainha Júnior, líder da Frente Nacional de Lutas (FNL). A 13ª Câmara Criminal do TJ-SP proferiu a decisão na segunda-feira 12, em caráter liminar.
Em fevereiro deste ano, Rainha coordenou diversas invasões de fazendas no Pontal do Paranapanema, no extremo oeste de São Paulo. Ele contou com a ajuda de Luciano de Lima e Cláudio Ribeiro, outras duas lideranças da FNL.publicidade
Leia mais: “O MST agoniza”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 115 da Revista Oeste
Os três militantes estavam presos desde 4 de março deste ano, no Centro de Detenção Provisória de Caiuá (SP). Eles são acusados de extorquir produtores rurais para não invadir suas propriedades.
O “Carnaval Vermelho”, nome dado à onda de invasões, foi a primeira manifestação dos sem-terra durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva. Os militantes reivindicam áreas devolutas do Estado para a implantação de assentamentos da reforma agrária aos sem-terra.
A decisão liminar do TJ-SP ocorre em meio à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Rainha participou do grupo invasor durante décadas.
Recentemente, em uma das primeiras diligências da CPI do MST, os membros do colegiado foram até uma fazenda no município de Rosana, no interior de São Paulo. Ali encontraram os estragos causados pela FNL, responsável pela invasão da propriedade.
Leia também: “A guerra contra o agro”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 165 da Revista Oeste
No local, os oito deputados federais que participaram da diligência relataram que os moradores vivem em condições “sub-humanas”.
“Vimos ‘barracos’, pessoas e crianças morando em condições sub-humanas”, explicou o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS). “Segundo a Justiça, se o produtor rural deixar seus trabalhadores nessas condições, ele se torna um autor de trabalho análogo à escravidão.”
Na fazenda, o parlamentar gravou o que seria um “centro de reuniões”, com fotos e frases de grandes líderes da esquerda estampados nas paredes, como Che Guevara, Vladimir Lenin e Karl Marx.
Informações Revista Oeste

Crianças que vivem nas ruas de Pacaraima Imagem: Arquivo pessoal
A entrada de imigrantes venezuelanos pela fronteira de Pacaraima (RR) aumentou 64,3% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2022. Quem acompanha a crise humanitária na cidade atribuiu a alta à chegada de mais crianças desacompanhadas, idosos e pessoas doentes.
Entre janeiro e março deste ano, entraram 51.838 venezuelanos por Roraima — no mesmo período do ano passado foram 31.552. Os dados são da Operação Acolhida, da Casa Civil do governo federal.
Em relação ao último trimestre de 2022, também ouve um aumento de 21% na chegada de pessoas vindas da Venezuela (foram 42.604).
O aumento de imigrantes fez disparar o número de quem vive nas ruas de Pacaraima, acentuando a crise humanitária. Há relatos de prática de crimes, gerando críticas à permanência deles nas ruas. Entidades criticam a ação truculenta da polícia em alguns casos.
Com 20 mil habitantes, em 2022 a cidade teve um fluxo de venezuelanos equivalente oito vezes o total da população (veja abaixo a evolução dos números nos últimos seis anos).
A maioria dos venezuelanos que chega à cidade é levada para Boa Vista. Depois, os imigrantes vão para cidades que os recebem apoiam na reconstrução da vida em outro país.
De 2017 até o ano passado, 906 municípios receberam 89 mil venezuelanos — Curitiba lidera o ranking, com 5.700 venezuelanos recebidos em seis anos)
A pedido de entidades de apoio, nenhum venezuelano foi entrevistado nesta reportagem. A coluna procurou o Ministério da Justiça (indicado para falar do tema pela Casa Civil) e Secretaria de Segurança Pública de Roraima, mas não teve retorno.
A vinda de pessoas em condições de vulnerabilidade ocorre, em regra, porque elas são as que têm mais dificuldade de migração e tendem esperar mais por melhora de condições — o que não ocorre hoje na Venezuela. A situação está sendo monitorada e preocupa a ACNUR (Agência da ONU para Refugiados).
As pessoas idosas, com debilidades estão chegando em maior número do que no período de pré-pandemia. É um recorte de maior vulnerabilidade, que requer uma maior atenção, com serviços de atendimento público especial às necessidades dessa população.
ACNUR, em comunicado enviado ao UOL
Como os dados da Operação Acolhida não trazem informações por idade e condição de saúde, não é possível comparar informações dos refugiados por estrato.
Um dos líderes em apoio aos venezuelanos em Pacaraima, o padre Jesus de Bobadilla afirma que a cidade está cansada da migração, e o problema parece estar longe de uma solução
A Igreja vai inaugurar este ano um centro pastoral dedicado à atenção ao idoso. Atualmente, a Igreja já atende 600 crianças em centros educativos, mas o número é pequeno perto do quantitativo que chega.
Para ele, a fala do presidente Lula de que havia uma narrativa de crise na Venezuela é um “escândalo.”
A cidade está perturbada por milhares de venezuelanos. Pacaraima era uma cidade pacata, e nesse meio vem muito malandro, e temos muitos homicídios.”none
Não fosse pelo Exército, seria impossível habitar. Estamos repartindo marmita para minorar este drama, mas o problema está cansado as pessoas: hoje são 3, 4 mil crianças venezuelanas nas ruas. Há muito mais crianças agora; no começo eram mais adultos. É um número alarmante.”none
A situação está piorando; nós, instituições, só minimizamos, não resolvemos. A solução está em Caracas, e vimos um dos principais responsáveis por isso [Nicolás Maduro] ser aplaudido. É um contraste acolhermos as vítimas e apoiarmos quem é culpado.”
Padre Jesus de Bobadilla

A presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Maceió, Teca Nelma (PSD), esteve em Pacaraima há duas semanas e classificou a situação como desesperadora. “É uma crise humanitária sem precedentes.”
Ela visitou em representação a Casa Ranquines, entidade que apoia indígenas venezuelanos que vivem em Maceió e afirma que o alcoolismo tem atingido especialmente esse grupo. Também disse que a língua está sendo modificada graças à grande presença de venezuelanos. “Os próprios roraimenses já falam um ‘portunhol'”, diz.

Todos os dias chegam menores desacompanhados, pessoas com deficiência, mulheres em situação de vulnerabilidade e de violência. Mas também vem o tráfico incluído no meio. Pacaraima se tornou uma cidade literalmente para receber essas pessoas. É uma situação de enxugar gelo.”nonenone
O que vi também é que os subempregos são sempre feitos por indígenas ou venezuelanos, e existe um sentimento na cidade de que eles ‘estão roubando nosso empregos e não contribuem para nossa sociedade’.”
Teca Nelma

A preocupação com a alta na violência foi tema uma audiência pública no município no último dia 26. A prefeitura informou que está montando uma guarda municipal para ajudar na segurança, inicialmente com 29 profissionais.
O vice-prefeito, Simeão Peixoto (PV), afirma que por mais que a cidade apoie os venezuelanos na chegada, há limite e defende mais apoio dos governos estadual e federal.Segundo ele, entre abril de 2021 a dezembro de 2022, todos os imigrantes que estavam nas ruas foram abrigados após as 19h. Mas com o aumento do fluxo, isso tornou-se inviável.
O município não tem, nem nunca vai ter, condição logística para fazer uma operação duradoura sem a força policial funcionar.”nonenone
Mesmo com toda dificuldade nunca deixamos ou abandonamos eles; nem de fazer valer a lei, a segurança e a ordem em nosso município.”
Simeão Peixoto

Informações UOL

Sessenta exames serão realizados gratuitamente neste sábado (17) e domingo (18) no Hospital Dom Pedro de Alcântara (HDPA) em Feira de Santana. A ação faz parte de um mutirão promovido pela Escola de Ecocardiografia da Bahia, na qual tem o objetivo de capacitar médicos para a realização de exames de Doppler de Carótidas e Vertebrais.
Os exames serão realizados em três etapas. 20 exames ofertados no sábado pela manhã, 20 exames no sábado pela tarde e mais 20 exames realizados no domingo pela manhã.
REQUISITOS PARA PARTICIPAÇÃO NO MUTIRÃO:
A organização do mutirão solicita, como contribuição, 2Kg de alimentos não perecíveis.
Os alimentos arrecadados serão doados ao Dispensário Santana ao final do curso.
Os exames serão realizados pelos médicos em treinamento sendo, em seguida, revisados pelos professores do curso, Vinícius Rios e Bruno Leite.
Os laudos dos exames serão entregues aos pacientes a partir do dia 20 de junho.
As pessoas interessadas devem agendar o exame através do número (75) 98298-8798 e falar com Sandra.

Conforme anunciado ontem (12) pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, foi publicado nesta terça-feira (13), no Diário Oficial do Estado, o edital de licitação para a construção do Centro de Convenções de Feira de Santana.
O Governo do Estado assumiu a obra, que estava paralisada desde 2004, e construirá o equipamento por meio da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder). O empreendimento inclui também o Teatro do município.

O investimento previsto é R$ 56 milhões e as obras devem começar em até 90 dias.
“A gente cumpriu todos os prazos, concluiu os projetos e, nesta terça (13), estará publicado no Diário Oficial o edital de licitação para o tão sonhado Centro de Convenções de Feira. Depois de tantas etapas, começaremos as obras nos próximos meses”, anunciou o governador Jerônimo Rodrigues.

O terreno que abriga o Centro de Convenções e o Teatro possui 23.190 metros quadrados. O Centro de Convenções tem 2.350 m² de área coberta para eventos, com capacidade para 1.600 pessoas, e auditório com 224 lugares. O teatro, com mais de quatro mil metros quadrados de área construída, tem no projeto plateia com 639 assentos, foyer, bilheteria, house mix, salas diversas no pavimento térreo (camarins, salas multiuso) e no 1º pavimento (sala de dança, sala de música, sala de costura e salas multiuso). A área externa do empreendimento tem capacidade para cinco ônibus, 30 motos e 177 carros.
Acorda Cidade

Após três anos de atraso, a emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea) começa a dar indícios na Bahia. O benefício é um direito previsto pela Lei Romeo Mion, promulgada em 2020, que visa permitir a identificação e otimização do acesso das pessoas autistas aos serviços públicos e privados.
A carteirinha deve ser emitida para todas as pessoas que estão no espectro, sem delimitação de idade. Em entrevista ao Metro1, o secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), Felipe Freitas, afirmou que o cronograma, que deve detalhar a implementação e emissão da Ciptea para todo o estado, será divulgado nesta terça-feira (13).
Segundo o titular da SJDH, a demora para a chegada do direito aos baianos acontece devido à regularização e busca do “melhor formato” para implementação, além das necessidades de ajuste para que abarque os 417 municípios baianos.
Sobre as previsões para início das emissões, Felipe Freitas disse que não pode arriscar. “Eu tenho expectativas, mas não posso ‘chutar’ uma data porque tudo depende de como a gente avança na reunião [de terça]. Vai depender do acordo sobre a forma de recadastramento”, disse.
O secretário revelou que a ideia do formato da Ciptea na Bahia é de que seja de maneira digital, em conjunto com o passe livre. O modelo do documento teria sido inspirado no emitido no Piauí. Para que o martelo seja batido sobre a maneira que a carteira vai chegar para as pessoas, é preciso aprovação da fiscalização feita pelo conselho estadual. “Temos alguns municípios que estão fazendo, mas queremos que seja para a Bahia inteira”.

Está marcada para acontecer esta semana a licitação para o primeiro lote de obras da duplicação da Avenida Artêmia Pires, localizada no bairro SIM, em Feira de Santana. A informação é do Secretário Municipal Extraordinário de Programas Especiais, Carlos Geilson, que participou ontem (11) de uma visita ao local, acompanhado do prefeito Colbert Martins, técnicos e engenheiros da prefeitura. A expectativa é que até o final de agosto as obras do primeiro lote sejam iniciadas.
“Foi uma visita importante, com o prefeito Colbert Filho, técnicos e engenheiros da prefeitura, o superintendente João Vianey, identificando os pontos críticos da Artêmia Pires, em relação à duplicação. A obra será feita em três etapas: a primeira saindo do Atacadão São Roque, em frente à Drogasil, até o Corredor dos Araçás; o segundo lote da obra será do atacadão até pouco depois da Unex, e a terceira etapa será do Corredor dos Araçás até as imediações do Jardim Brasil”, informou Carlos Geilson, em entrevista ao Acorda Cidade nesta segunda-feira (12).
De acordo com o secretário municipal, durante a visita foram identificados vários locais com pontos críticos, devido ao avanço de estabelecimentos e condomínios em relação ao limite da avenida.
“Tem trechos nos quais a duplicação será suave, e em outros trechos vai demandar negociação, muita conversa e colaboração das pessoas que avançaram o recuo e estão fora do limite, como condomínios, casas comerciais, então esses locais o governo vai com sua equipe dialogar, alertar, pedir a boa vontade das pessoas, para que havendo o recuo, possamos ter o sonho que é a Avenida Artêmia Pires totalmente duplicada e também o benefício vai chegar ao entorno da avenida, porque as pessoas sabem a dificuldade que é para se ter acesso a vários condomínios, inclusive, hoje teremos reunião com um empresário que tem um grande lote ali e pode ceder um espaço para que se faça um retorno ali próximo ao Zilda Arns, então essa visita foi muito importante, porque em cada lugar o prefeito foi parando e apontando”, explicou.
Conforme Carlos Geilson, a prefeitura espera contar com o apoio da população do bairro. No entanto, aqueles que resistirem poderão sofrer as sanções necessárias.
“Vamos fazer tudo dentro da boa vontade e do diálogo, e aqueles que resistirem, o governo vai tomar as medidas necessárias, o que não pode é ficar a Artêmia Pires como se encontra hoje. E esse benefício também vai chegar à Lagoa de Berreca, que na década de 60 a 70, era um verdadeiro espelho d’água, então é necessário que o governo faça a Bacia do Pojuca, para que a lagoa possa ser revitalizada, respirar, e os dejetos e esgotos não sejam mais despejados lá.”

Pedido de empréstimo
O Secretário Municipal de Programas Especiais falou também sobre um pedido de empréstimo entregue pela prefeitura à Câmara de Vereadores para a realização de parte da obra.
“O ideal é que a Câmara aprovasse o pedido de empréstimo para que se fizesse a duplicação com drenagem profunda, que é necessária e é algo para durar anos e décadas. Mas se a Câmara não aprovar, não é por isso que o governo vai ficar de braços cruzados. A obra será tocada com recursos próprios, porém não será como gostaríamos. Temos que pensar na cidade para daqui a 10, 15 ou 20 anos. Se não fizemos uma intervenção hoje, iremos deixar de andar ali, os carros vão ficar parados, porque para a população para acessar ali o Jardim Brasil pela Avenida de Contorno vai levar de 1 a 2 horas. Já existe a drenagem no trecho da Drogasil até o Corredor dos Araçás, por isso a obra vai começar por essa parte. Agora o pedido de empréstimo está na Câmara, e sendo aprovado, a obra será tocada a todo vapor e afinco necessário.
É uma obra cara, tem que haver a drenagem e é necessário fazer também no entorno, senão irá alagar e criar dificuldades para as pessoas que estão ali entre a Noide Cerqueira e a Avenida Sérgio Carneiro”, observou Geilson.
Ele confirmou que existe um termo de ajuste de conduta para que a construtora responsável por empreendimentos no Jardim Brasil faça a revitalização da Lagoa de Berreca. Mas, é necessário também que o esgoto pare de ser despejado dentro dela. “O governo pode retirar toda a taboa e limpar a lagoa, mas vai subir o mau cheiro, que vai impactar nos condomínios em torno da lagoa.”
*Acorda Cidade

O exame para diagnóstico de arboviroses – dengue, zika e chikungunya – está disponível, de segunda a sexta-feira, no Ambulatório Municipal de Infectologia, localizado na Rua Professor Fernando São Paulo, no 911, bairro São João.O atendimento, destinado para os moradores de Feira de Santana, é realizado por ordem de chegada. Pela manhã, os exames serão efetuados das 7h30 às 11h30. À tarde, de 13h30 até as 16h30. Para ter acesso, o paciente deve apresentar guia de solicitação, documento de identidade e cartão SUS. De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carlita Correia, a medida busca desafogar as policlínicas municipais e Unidades de Pronto Atendimento ( UPAs), diante do aumento dos casos de dengue na cidade. De janeiro até esta sexta-feira (9), 547 foram registrados.Sendo assim, a pessoa com suspeita da doença deve comparecer até a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Saúde da Família (USF), de forma prévia, a fim de ser avaliada e receber a requisição.“O Ambulatório vai ofertar exames diagnósticos para dengue, como o RT-PCR indicado para até o quinto dia de sintoma e a sorologia recomendada a partir do sexto dia. Também serão feitos exames auxiliares para monitoramento da doença, a exemplo do hemograma, dosagem de enzimas e demais que o profissional que teve contato com o paciente julgue necessário”, pontuou a coordenadora.
*SECOM