
A fé e a música emocionaram Feira de Santana nesta terça-feira (17). O cantor sergipano William Sanfona realizou a gravação do seu DVD “Cantando para Deus” e transformou a área externa do Santuário dos Capuchinhos em um grande encontro de devoção, cultura nordestina e emoção coletiva.
O evento, que teve entrada gratuita, foi um verdadeiro sucesso de público, lotando o espaço e confirmando a força do projeto ousado que uniu arrocha, forró e louvor em um formato inédito.
No palco, William recebeu nomes consagrados do cenário musical, como Unha Pintada, Nadson Ferinha, Milsinho Toque Dez, Ju Marques, Mikael Santos, Luanzinho Moraes, Rafinha Big Love, Kiko Chicabana, Seresta do Rasta, entre outros artistas, que aceitaram o convite de interpretar músicas católicas em um repertório marcado pela emoção e entrega espiritual.
“Foi um sonho realizado. A proposta nasceu em oração e hoje vimos milhares de pessoas cantando e louvando a Deus com músicas que marcaram suas vidas. O projeto é Dele, não meu. Estou apenas sendo instrumento”, declarou William, emocionado com a recepção calorosa do público feirense.
Com apenas 23 anos, William Sanfona já se consolida como um dos principais nomes da música católica com identidade nordestina. Sua trajetória, marcada por reviravoltas e pelo reencontro com a fé, encontrou em Feira de Santana o palco perfeito para dar início a uma turnê que já tem passagens confirmadas pelos estados da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.
Mais do que uma gravação, o DVD “Cantando para Deus” se tornou um momento histórico para Feira de Santana, unindo milhares de vozes em um só propósito: louvar e se aproximar de Deus através da música.

As comemorações pelos 192 anos de emancipação política de Feira de Santana ganharam um cenário especial no Casarão dos Olhos d’Água, espaço que preserva as origens da cidade. A celebração, realizada nesta quinta-feira, 18 de setembro, reforçou o simbolismo do local, onde viveram Domingos Barbosa de Araújo e sua esposa, Ana Brandoa, casal fundador do município e proprietários da antiga Fazenda Sant’Anna dos Olhos d’Água. A partir das terras do casal, a cidade começou a se desenvolver, transformando-se na grande Feira de Santana de hoje.
A visita ao casarão reuniu estudantes, autoridades e comunidade em uma celebração que uniu memória e cultura. Crianças de escolas particulares foram protagonistas da festa. Os estudantes apresentaram o Hino de Feira de Santana e expôs maquetes produzidas pelos alunos, que retratam desde lugares históricos até pontos atuais da cidade.
Outro destaque foi a revitalização do tradicional carrinho de Noratinho da Pamonha – símbolo da cultura popular de Feira. Durante o evento, artistas plásticos iniciaram a pintura do material de trabalho do comerciante diante do público, transformando a restauração em um espetáculo.
A homenagem relembrou a trajetória de Honorato Alves, o eterno Noratinho da Pamonha, que marcou gerações de feirenses com seu canto característico pelas ruas da cidade. Filho de ex-escravos e nascido no distrito de Humildes, Noratinho viveu 111 anos e se destacou como vaqueiro, agricultor e vendedor de pamonhas, sendo reconhecido em vida como símbolo da cultura popular de Feira. Mais que um comerciante, tornou-se parte da identidade cultural do município, inspirando poesias, charges e músicas.
Durante a visitação, o prefeito José Ronaldo de Carvalho destacou a importância do espaço histórico. “Tudo começou por aqui. Tive o prazer de reconstruir o Casarão dos Olhos d’Água. Hoje ele é um dos principais guardiões da memória de Feira, um lugar onde a nossa história é contada e revivida. Preservar esse casarão é fundamental para que as futuras gerações conheçam suas raízes e valorizem a cidade em que vivem”, afirmou.
Somente em agosto, cerca de cinco mil pessoas passaram pelo casarão, muitas delas estudantes. Em setembro, o número já ultrapassa quatro mil visitantes, confirmando o interesse da população em se reconectar com o passado.
A celebração no Casarão dos Olhos d’Água reforça que o futuro de Feira de Santana se constrói com base na valorização de sua história. Manter vivas as lembranças do município é garantir que cada geração compreenda e se orgulhe do legado que deu origem à “Princesa do Sertão”.
*Secom
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Escolhido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para a relatoria do projeto de lei que trata da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) é conhecido por ter uma relação próxima com o ministro Alexandre de Moraes e outros integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
Paulinho e Moraes se conhecem desde os tempos em que o ministro ainda advogava em São Paulo, mas a relação teria se estreitado após a atuação conjunta deles para barrar o avanço da proposta que previa a instituição do voto impresso auditável no Brasil, medida que foi defendida com veemência pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na época em que Moraes presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Vale ressaltar que Paulinho, por sinal, não foi reeleito nas eleições de 2022. Ele só assumiu o mandato após o TSE, ainda sob o comando de Moraes, cassar Marcelo Lima, então deputado federal, sob acusação de desfiliação do partido sem justa causa.
Por ser o primeiro suplente de sua sigla, Paulinho assumiu o cargo. A cassação teve 5 votos a favor e 2 contrários na Corte Eleitoral, sendo Moraes um dos favoráveis.
PAULINHO CHAMA MORAES DE “GUARDIÃO DA DEMOCRACIA”
A relação “amigável” de Moraes e Paulinho também ficou evidente em agosto do ano passado, quando o parlamentar manifestou apoio ao ministro do STF ao chamá-lo de “guardião da democracia” e dizer que ele exercia um trabalho que incomodava “muita gente”.
– Nosso apoio ao guardião da democracia. O trabalho do ministro Alexandre na defesa da democracia e no combate às fake news tem incomodado muita gente. Um trabalho feito com muita coragem e acima de tudo: respeito ao devido processo legal. O ministro Alexandre de Moraes tem nosso apoio incontestável e merece toda nossa solidariedade – disse o deputado.
STF CONDENA PAULINHO E VOLTA ATRÁS COM MORAES PELA ABSOLVIÇÃO
Os caminhos do parlamentar e Moraes também se cruzaram na Ação Penal 965, que, em 2020, foi julgada procedente na Primeira Turma do STF, por 3 votos a 2, para condenar Paulinho da Força a 10 anos e dois meses de prisão por suposta participação em desvios no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Moraes, que era o relator do caso, votou para absolver Paulinho, mas foi derrotado.
Em 2024, no entanto, após idas e vindas da ação no STF, até mesmo no Plenário, o julgamento do recurso derradeiro do caso foi concluído na Primeira Turma da Suprema Corte, que dessa vez deu vitória ao deputado e o absolveu por 4 votos a 1. Paulinho contou novamente com o apoio de Moraes, que foi seguido por Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.
A ESCOLHA DE PAULINHO E A ANISTIA
Nos bastidores, as informações dão conta de que a escolha do deputado se daria justamente pela capacidade de interlocução dele com o STF. No entanto, a posição que é defendida por Paulinho está bem distante daquela que é publicamente a bandeira da direita: uma anistia ampla e irrestrita. O próprio parlamentar, por sinal, afirmou a jornalistas nesta quinta (18) que a ideia é de um projeto “meio-termo”.
Na prática, a proposta discutida deve promover a redução da pena do crime de abolição violenta do Estado democrático de Direito, que é de 4 a 8 anos, para 2 a 6 anos; a diminuição da pena do crime de golpe de Estado, de 4 a 12 anos, para 2 a 8 anos; a unificação das punições, excluindo a conduta mais grave; e a exigência de que os acusados atuaram combinados com os articuladores do golpe para condená-los.
Se aprovado nesses termos, o projeto permitiria, por exemplo, uma redução significativa da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão, e abriria caminho para que ele pudesse, por exemplo, cumprir pena em regime domiciliar.
*Pleno.News
Fotos: Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados // Antonio Augusto/STF

Manu Pilger, Mestra em Comunicação pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Eu não nasci em Feira de Santana. Cheguei há 15 anos, vinda de outros caminhos, e logo fui arrebatada pela cidade que parece não ter fim. Aos 192 anos, Feira continua sendo essa senhora jovem, cheia de histórias, mas sempre aberta a novos encontros.
“Ao estranho tu sempre dominas,
Com o poder do teu clima sagrado.
Sorridente como uma criança,
Descuidosa da sua beleza…
Do futuro és a linda esperança,
Terra moça de sã natureza.”
(Letra e música: Georgina Erismann)
O povo hospitaleiro e festivo foi o que me conquistou primeiro. Depois, percebi o coração empreendedor que pulsa nas feiras, nas ruas e nas avenidas marca de uma cidade que nunca se acomoda. Feira é trabalho, mas também é sonho.
Não é à toa que, em 1919, Ruy Barbosa a chamou de “Princesa do Sertão”. Em visita à cidade, o jurista e ex-presidente da República se impressionou com sua força econômica, cultural e política, destacando o papel central que ela já exercia como entroncamento do sertão baiano. Desde então, o título ecoa como reconhecimento da grandeza de Feira.
Hoje, a “Princesa do Sertão” celebra seus 192 anos de história. Para mim, que aqui encontrei lar e afeto, é também aniversário de uma relação de pertencimento. Feira não é só passagem: é destino. É cidade grande nos números, mas ainda maior na alma.
Parabéns, Feira de Santana, pelos 192 anos! Que siga sempre altiva, acolhedora e pulsante, como o coração do sertão que é.

O Bahia caiu para a 6ª colocação do Campeonato Brasileiro, mas continua com o caminho aberto para retornar ao G-4. O cenário foi definido após o empate em 3 a 3 entre Botafogo e Mirassol, em jogo atrasado da competição, na última quarta-feira (17).
O duelo movimentado no Nilton Santos chegou a ter o Glorioso com vantagem de 3 a 0 ainda no primeiro tempo, com gols de Savarino, Chris Ramos e Montoro.
A reação do Mirassol, porém, foi avassaladora: em apenas 16 minutos da etapa final, Chico da Costa, Jemmes e Lucas Ramon igualaram o marcador e garantiram um ponto para cada lado.
Com o resultado, o Botafogo perdeu a chance de entrar no G-4. O time carioca chegou aos 36 pontos, mesma pontuação do Bahia, mas leva ampla vantagem no saldo de gols (16 contra 5).
Já o Mirassol, que chegou aos 39 pontos, manteve-se em 4º lugar e ampliou a diferença para três em relação ao Tricolor.
Resultado não muda situação do Bahia
Mesmo com a queda momentânea na tabela, o cenário ainda favorece o Esquadrão. A equipe tem compromissos atrasados em relação aos concorrentes diretos e continua dependendo apenas de seus resultados para voltar ao G-4.
Se vencer o Ceará no próximo sábado (20), às 18h30, na Arena Castelão, pela 24ª rodada, o Bahia chega a 39 pontos e ultrapassa o Mirassol no número de vitórias.
Além disso, o Tricolor ainda enfrentará Vasco e Internacional em jogos adiados das rodadas 16 e 14. Caso ganhe esses duelos, o time comandado pelo técnico Rogério Ceni reassume lugar entre os quatro primeiros.
Informações Bahia.ba
Fotos: Jorge Magalhães
Celebração religiosa na Catedral Metropolitana reuniu fiéis, autoridades e reforçou mensagem de paz, união e acolhimento
A manhã desta quinta-feira (18) foi marcada por fé e emoção com a realização da missa em celebração dos 192 anos de emancipação política de Feira de Santana. A solenidade religiosa aconteceu na Catedral Metropolitana de Senhora Santana, reunindo autoridades, fiéis e representantes da comunidade católica. O ato fez parte da programação oficial do aniversário da cidade, que segue ao longo do dia com outros eventos.
Na condução da missa, presidida pelo arcebispo metropolitano Dom Zanoni, relembrou a origem de Feira de Santana, que surgiu da devoção de um casal português e cresceu ao redor de uma capela. Para ele, a cidade mantém até hoje sua vocação de “cidade da inclusão”, mantendo sempre o objetivo de caminhar na paz, superar divergências e reconhecer que todos somos iguais.
“Feira nasceu como lugar de encontro, de passagem e de convivência fraterna. Que continue crescendo com sua vocação de cidade da fraternidade e da paz”, afirmou o arcebispo.
O prefeito José Ronaldo de Carvalho participou da missa e ressaltou a grandeza do município ao longo de sua história.
“Feira é a cidade acolhedora, que sabe unir a zona urbana e a zona rural, que cresce, evolui e se fortalece com o trabalho do seu povo. Essa é a Feira dos tropeiros, da feira livre, das indústrias, dos hospitais e universidades. Uma cidade que não para de crescer e que completa 192 anos com o espírito de vencer sempre”, afirmou.
O vice-prefeito e secretário de Educação, Pablo Roberto, também destacou o significado da data. “Consideramos essa a data mais importante para Feira de Santana. São 192 anos de história de um povo honesto e batalhador, que trabalha para ver a cidade crescer a cada dia. Temos indicadores positivos na indústria e no comércio, e o nosso compromisso é continuar construindo um futuro promissor para todos”, disse.
Após a missa, a programação de aniversário continua com uma sessão solene na Câmara Municipal e a entrega da Medalha de Honra ao Mérito, além de outras atividades organizadas pela Prefeitura de Feira de Santana.

com Frei Jorge Rocha
Tema: rubrica ou rúbrica?

Nesta quinta-feira, 18, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito na Polícia Federal (PF) para investigar as conclusões da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19.
Ao encerrar os trabalhos em outubro de 2021, a CPI compartilhou o seu relatório final com o STF. O documento permaneceu em uma petição, sem a abertura de inquérito. A PF só recentemente apresentou requerimento solicitando a conversão do caso em investigação formal.
Naquele momento, senadores de esquerda pediram o indiciamento de 70 pessoas — entre elas, o então presidente Jair Bolsonaro, integrantes de seu governo, filhos, médicos e empresários.
Conforme Dino, a CPI “apontou indícios de crimes contra a administração pública, notadamente em contratos, fraudes em licitações, superfaturamentos, desvio de recursos públicos, assinatura de contratos com empresas de ‘fachada’ para prestação de serviços genéricos ou fictícios, dentre outros ilícitos mencionados no relatório da CPI”.

Dino fixou prazo inicial de 60 dias para as investigações da PF.
De acordo com o juiz do STF, o processo tem de tramitar em sigilo, “em observância ao artigo 20 do Código de Processo Penal”.
A Procuradoria-Geral da República será notificada para acompanhar o caso.
Informações Pleno News

A rede de televisão ABC anunciou nesta quarta-feira (17) que vai retirar “indefinidamente” de sua programação o popular talk-show de Jimmy Kimmel devido a uma polêmica declaração do apresentador sobre a morte do comentarista conservador Charlie Kirk.
O anúncio foi feito depois que a Nexstar Media, empresa que possui uma ampla rede de canais ao redor dos Estados Unidos associados às grandes emissoras, anunciou que não exibiria o programa devido à declaração.
– A gangue MAGA tentou desesperadamente rotular este garoto [Tyler Robinson] que assassinou Charlie Kirk como qualquer coisa, menos como um deles, e fazer de tudo para tirar proveito político – disse Kimmel no programa da última segunda-feira (15) à noite.
Em resposta ao ocorrido, a Nexstar disse que “se opõe firmemente aos comentários recentes feitos pelo sr. Kimmel sobre o assassinato de Charlie Kirk” e que “substituirá o programa por outra programação em seus mercados afiliados à ABC”.
O apresentador e comediante zombou do impacto que a morte de Kirk teve no presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e exibiu um clipe gravado na semana passada no qual um jornalista pergunta ao chefe de Estado como ele estava lidando com o assassinato, e ele responde “acho que muito bem”, passando diretamente a fazer comentários sobre a construção de um novo salão na Casa Branca.
Kimmel apresenta o programa Jimmy Kimmel Live!, na ABC, desde 2003. O talk-show regularmente lidera em audiência entre os programas noturnos de entretenimento e se tornou viral por suas entrevistas e esquetes.
*EFE

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira, 17, o regime de urgência para a tramitação do Projeto de Lei n° 2.162/2023, conhecido como PL da Anistia, apresentado pelo deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ).
O placar foi de 311 votos a favor, 163 contrários e 7 abstenções. Com a urgência aprovada, a proposta pode ser votada diretamente em plenário, sem a necessidade de análise prévia nas comissões.
Agora, o próximo passo é a definição do relator, que ficará responsável por apresentar um parecer. Até o momento, os deputados Rodrigo Valadares (União-SE), Arthur Maia (União-BA) e Tião Medeiros (PP-PR) são mencionados como possíveis nomes para a função.
O texto determina anistia para todos que participaram de manifestações de motivação política ou eleitoral, ou que tenham prestado apoio por meio de doações, logística, serviços ou publicações em redes sociais, entre 30 de outubro de 2022 e a data de entrada em vigor da lei.
De acordo com o artigo 1º, “ficam anistiados todos os que participaram de manifestações com motivação política e/ou eleitoral, ou as apoiaram, por quaisquer meios, inclusive contribuições, doações, apoio logístico ou prestação de serviços e publicações em mídias sociais e plataformas, entre o dia 30 de outubro de 2022 e o dia de entrada em vigor desta Lei”.
Informações Revista Oeste