Decorar a casa para o São João passou de diversão para atividade escolar. Para não perder a tradição e valorizar a riqueza dos festejos juninos, o professor Márcio Anunciação, da Escola Municipal Antônio Brandão de Souza, que fica no distrito de Humildes, propôs atividades interdisciplinares sobre a temática para os estudantes.
Neste período tão atípico, inclusive no contexto da Educação pública, os professores estão se reinventando. É o caso de Márcio Anunciação. Com criatividade, ele aliou na mesma proposta princípios da arte, das ciências e da cultura regional. “A ideia foi construir bonecos caipiras e porta-retratos com o tema junino”, conta o educador.
Márcio conta que decidiu aproveitar que “todos os alunos estão em casa para fortalecer os vínculos familiares”. “Brincar com a cultura e elementos que circundam esse contexto. Isso é muito forte e precisa ser abordado”, destaca o professor.
Para ativar a memória afetiva dos estudantes, foi proposta a produção de porta-retratos com desenhos que ilustrassem suas lembranças da festa junina. Já os bonecos propostos pelo professor foram feitos com papelão, plástico e materiais reutilizados que as crianças tinham em casa.
“Foi muito interessante fazer os bonecos de material reciclado. E mais interessante ainda porque representa o São João, já faz dois anos que não contamos com a festa por causa da pandemia. Era muito legal quando nossa festinha era na escola, mas agora curtimos como dá”, conta Naylla Mendes, aluna do 5º ano b.
Alvo de investigações e de pressões políticas, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, decidiu pedir demissão do cargo nesta quarta-feira (23). A exoneração foi publicada hoje no Diário Oficial de União (DOU). Joaquim Álvaro Pereira Leite, secretário da da Amazônia e Serviços Ambientais, assumirá como novo ministro.
De acordo com o jornal O Globo, Ricardo Salles alegou, ao presidente Jair Bolsonaro, motivos familiares para se desligar do governo, assim como a pressão sofrida no comando da Pasta.
Em entrevista à imprensa, ele disse que muitas das medidas apresentadas para a área foram contestadas, negou qualquer desrespeito à legislação e disse que está saindo do governo para que uma união de “interesses, anseios e esforços” ocorra da maneira “mais serena possível”.
– Eu entendo que o Brasil precisa ter uma união de interesses, anseios e esforços. E para que isso se faça da maneira mais serena possível, eu apresentei ao senhor presidente o meu pedido de exoneração, que foi atendido. E eu serei substituído pelo secretário Joaquim Álvaro Pereira Leite, que também tem muita experiência e conhece todos esses assuntos – destacou.
Salles também falou sobre o seu trabalho no Ministério do Meio Ambiente
– Nós fizemos, a longo desses dois anos e meio, o programa de concessão dos parques nacionais, para que pudéssemos ter cada vez mais áreas de visitação com respeito ao meio ambiente. Fizemos um esforço muito grande para implementar melhores práticas administrativas no setor ambiental – apontou.
Nas últimas 24h, Feira de Santana registrou mais 154 pacientes recuperados da Covid-19 e atingiu a marca de 37.215 curados da doença, índice que representa 82,1% dos casos confirmados. Enquanto isso, 498 exames foram negativos e 271 positivos. Os resultados positivos de hoje são em relação a liberação dos exames acumulados que haviam realizado coleta entre os dias 07 e 18 de junho que estavam aguardando resultado do laboratório. O boletim epidemiológico contabiliza ainda 138 pacientes internados no município e 7.244 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. O informativo também confirma mais cinco mortes – os óbitos mencionados não são referentes a data de hoje e sim de dias anteriores. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta quarta-feira (23).
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTA QUARTA-FEIRA 23 de junho de 2021
Casos confirmados no dia: 271 Pacientes recuperados no dia: 154 Resultados negativos no dia: 498 Total de pacientes hospitalizados no município: 138 Óbitos comunicados no dia: 5 Datas dos óbitos: 16/05, 22/05, 18/06, 22/06 e 22/06
A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 7.244 Total de casos confirmados no município: 45.282 (Período de 06 de março de 2020 a 23 de junho de 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 7.106 Total de recuperados no município: 37.215 Total de exames negativos: 59.351 (Período de 06 de março de 2020 a 23 de junho de 2021) Aguardando resultado do exame: 765 Total de óbitos: 823
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 24.956 (Período de 06 de março de 2020 a 23 de junho de 2021) Resultado positivo: 4.807 (Período de 06 de março de 2020 a 23 de junho de 2021) Em isolamento domiciliar: 11 Resultado negativo: 20.149 (Período de 06 de março de 2020 a 23 de junho de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
Vacina é de dose única e poderá imunizar 3 milhões de brasileiros
EUA enviarão 3 milhões de doses da Janssen ao Brasil Foto: EFE/Szilard Koszticsak
Os Estados Unidos irão enviar ao Brasil 3 milhões de doses de vacinas produzidas pela Johnson & Johnson. O envio deve acontecer nesta semana e é resultado de uma negociação direta entre Casa Branca e governo brasileiro. A informação foi revelada pela GloboNews e confirmada por um dos assessores da Casa Branca em publicação no Twitter.
– Amanhã continuaremos nosso trabalho para enviar mais vacinas para o mundo e acabar com o vírus em todos os lugares, com três milhões de doses ao Brasil – publicou Kevin Munoz, um assessor de imprensa da presidência americana.
A vacina da Johnson & Johnson é de dose única. Com isso, o lote enviado pelos EUA poderá imunizar 3 milhões de brasileiros. As novas doses irão se somar às outras já prometidas pelos EUA que o Brasil deve receber por meio do consórcio Covax Facility.
Na segunda-feira (21), a Casa Branca anunciou o destino da segunda parte das doses prometidas pelo governo de Joe Biden. O democrata se comprometeu a compartilhar 80 milhões de doses com outros países do mundo. Os EUA distribuem as vacinas de duas formas: 75% são compartilhadas pelo consórcio Covax, que faz a divisão por região geográfica, e 25% são enviadas diretamente pelo governo americano a países parceiros e locais onde se verifique um grande número de casos de Covid.
Até hoje, o Brasil tinha ficado fora da lista de países que iriam receber as vacinas diretamente dos EUA e estava apenas entre os contemplados pela divisão através do Covax. Através do Covax, os EUA prometeram doar 20 milhões de doses para a América Latina. As vacinas serão divididas entre Brasil, Argentina, Colômbia, Peru, Equador, Paraguai, Bolívia, Uruguai, Guatemala, El Salvador, Honduras, Haiti, República Dominicana, Panamá, Costa Rica e outros países do Caribe. Somados, os países têm mais de 438 milhões de pessoas.
O anúncio de hoje foi comemorado por diplomatas brasileiros, que vinham negociando com a Casa Branca o envio de vacinas desde março.
Os EUA compraram doses em número suficiente para imunizar três vezes a própria população. Conforme a situação no país melhorou com o avanço da vacinação, o governo Biden passou a ser cobrado a compartilhar parte das vacinas com outros locais do mundo. Além dos 80 milhões de doses anunciados, os EUA se comprometeram a comprar 500 milhões de vacinas da Pfizer e doar a 92 países pobres até junho de 2022.
Por 7 votos a 4, STF confirmou suspeição ex-juiz da Lava Jato
Ex-ministro da Justiça, Sergio Moro Foto: Reprodução
O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quarta-feira (23) o julgamento sobre a decisão da Segunda Turma, que declarou a suspeição do ex-juiz federal Sérgio Moro ao condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na ação do tríplex do Guarujá. Por sete votos a quatro, os ministros confirmaram o entendimento de que Moro foi parcial ao condenar o petista. Restavam apenas os votos do presidente da Corte, Luiz Fux, e do decano Marco Aurélio Mello.
Com situação favorável ao petista (sete votos a dois no início da sessão), o julgamento foi retomado após dois meses de paralisação, em decorrência de pedido de vista (mais tempo para análise) apresentado pelo decano.
Primeiro a votar, Mello foi enfático na defesa do ex-juiz da Lava Jato e seguiu a linha dissonante que predominou em seus 31 anos de atuação na mais alta Corte do país. Ele votou de acordo com a ala minoritária, que compreendeu não ter havido parcialidade Moro ao julgar Lula.
– O juiz Sérgio Moro surgiu como verdadeiro herói nacional e então, do dia para a noite, ou melhor, passado algum tempo, é tomado como suspeito. E aí caminha-se para dar o dito pelo não dito em retroação incompatível com os interesses maiores da sociedade, os interesses maiores do Brasil – afirmou o decano.
Marco Aurélio também fez referência aos diálogos obtidos na Operação Spoofing, que investigou o grupo de hackers processado pelo ataque cibernético que roubou mensagens de procuradores da Lava Jato e do próprio Moro. Alguns ministros usaram trechos das conversas como “reforço argumentativo” em seus votos para declarar o ex-juiz parcial.
– Dizer-se que a suspeição está revelada em gravações espúrias é admitir que ato ilícito produza efeitos, valendo notar que a autenticidade das gravações não foi elucidada. De qualquer forma, estaria a envolver diálogos normais, considerados os artífices do Judiciário – comentou Mello.
Sobre Moro, o decano disse ainda que se caminha “para execração de magistrado que honrou o Judiciário, que adotou postura de imensa coragem ao enfrentar a corrupção”.
Ele participou de audiência pública da Comissão de Minas e Energia
Foto: Marcello Casal Jr
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, descartou hoje (23) a necessidade de racionamento de eletricidade. Em audiência pública da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, o ministro alertou para a importância de medidas que evitem o risco de interrupção no fornecimento em horários de pico e a dependência do próximo período úmido.
Segundo o ministro, em 2020, a condição dos reservatórios era de normalidade, mas com a diminuição de chuvas entre outubro do ano passado e maio deste ano, 2021 já começou em uma situação pior. Atualmente, os reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste, responsáveis por 70% da geração de energia do país, estão com apenas 30,2% de sua capacidade.
“Se nós tivermos uma repetição das chuvas de 2020 em 2021, nós podemos chegar, se nada for feito, a uma condição bastante desfavorável ao final desse ano, em novembro e dezembro, com os nossos reservatórios abaixo de 20%”, disse.
Bento Albuquerque afirmou que o plano de ação posto em prática em outubro de 2020 tem 40 itens, como o acionamento das usinas termelétricas; o aumento da importação de eletricidade da Argentina e Uruguai; e uma campanha para estimular o uso racional de energia; além de um programa com a indústria para reduzir o consumo no horário de pico.
Outras providências listadas pelo ministro de Minas e Energia são a antecipação de obras em usinas e linhas de transmissão e o suprimento de combustível para as usinas já em funcionamento. Desde maio, uma Sala de Situação instalada na Casa Civil da Presidência da República monitora a situação hídrica do país.
Bento Albuquerque ressaltou que não é possível comparar a crise atual com as que aconteceram em 2001 e 2014.
“É importante ressaltar que a nossa capacidade instalada mais do que dobrou, saindo de 81 GW para 186 GW de 2001 para 2021. A representação da matriz hidráulica era cerca de 85%; hoje ela corresponde a 61%. A nossa matriz também se diversificou bastante, principalmente, com energias renováveis”, observou.
Informações Agência Brasil e Agência Câmara de Notícias
Associação Médicos Pela Vida pede direito de resposta no Fantástico e pagamento de R$ 10 mil
Associação de médicos defensores do tratamento precoce processa a Globo Foto: Reprodução
Após publicar reportagens contra o tratamento precoce para a Covid-19, a Rede Globo está sendo processada por uma associação de médicos. Na ação, a Associação Médicos Pela Vida pede um pagamento de R$ 10 mil e direito de resposta no Fantástico, para falar sobre o uso de remédios contra a doença. A informação foi dada pelo site Notícias da TV.
O processo em questão refere-se a uma reportagem exibida pela emissora no Fantástico, no dia 28 de março. Na matéria, o tratamento precoce da Covid-19 é criticado. Além disso, a emissora também afirmou que remédios como a hidroxicloroquina não fazem efeito no combate à doença.
A Associação Médicos Pela Vida aponta que a Globo usou sua visibilidade para criticar um manifesto publicado pela entidade em fevereiro. A emissora, no entanto, não citou o nome da associação na reportagem.
O documento contou com a assinatura de cerca de 2 mil médicos e saiu em defesa do tratamento precoce contra a Covid-19, assim como a autonomia dos profissionais de saúde em ministrar medicamentos. Na mensagem, os médicos apontaram a necessidade de minimizar os efeitos provocados pela demora em tratar pacientes infectados com o vírus.
O processo corre na 29ª Vara Cível de São Paulo e é julgado pelo juíza Daniela de Paula, que negou um pedido da Associação Médicos Pela Vida para o cumprimento imediato do pedido. Para ela, “não se verifica perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo, que enseje a concessão da tutela pleiteada, especialmente pelo fato que, entre a veiculação da reportagem em questão e a propositura da presente demanda, decorreram quase dois meses”.
Declaração do ministro ocorreu durante evento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
Ministro da economia, Paulo Guedes Foto: Alan Santos/PR
Em live com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que há “negacionistas” na Economia, os quais não reconhecem a recuperação da Economia brasileira. Durante o evento, o ministro criticou a imprensa e disse que a maioria das narrativas contra ele é falsa.
Guedes disse que erra, assim como o presidente da República, Jair Bolsonaro, mas que atacar o presidente todo dia é atacar a instituição da Presidência, que precisa ser respeitada.
– Há muita guerra política, antecipação da eleição do ano que vem. Tem muito barulho. Há críticas de negacionismo na Saúde, mas também há negacionismo com dados da Economia – comentou Guedes.
Ele ainda afirmou que há editoriais de grandes jornais que não reconhecem a melhora econômica.
– Tem editorial de jornal tradicional criando fake news. Veja a que ponto chegou a paixão política – destacou Guedes.
Segundo o ministro, a democracia brasileira está mais vibrante do que nunca.
– As instituições brasileiras estão de parabéns. Estamos sendo testados e aprovados, mas os negacionistas dizem que a Economia acabou. Não fomos nós que fizemos desigualdade, mas a maior queda da miséria em 40 anos com [o] auxílio – ressaltou.
COMIDA PARA OS POBRES Guedes também negou que tenha dito para dar resto de comida aos pobres. Ele argumentou que estava falando sobre segurança alimentar e que há sobras limpas, no fim do dia, em restaurantes que não deveriam ser desperdiçadas.
– Com enorme ignorância ou escandalosa má-fé, vem um editorial, diz que estou acusando a classe média de estar jogando comida fora e [de] não dar comida aos pobres. Não é o jornal, mas é um editor infeliz, assustado, perdido e desinformado – comentou o ministro da Economia.
SISTEMA S E TREINAMENTO DE JOVENS
Guedes afirmou ainda que o governo vai arcar este ano com o custo do programa de treinamento de jovens, mas que está “perguntando” ao Sistema S se gostaria contribuir a partir do ano que vem, já que tem um recurso constitucional da contribuição sobre a folha de pagamento.
– Nós vamos bancar tudo isso este ano. Enquanto estudamos, juntos, como podemos usar essa contribuição para a folha e como vocês podem ajudar também. Se não der, nós pagamos. Temos os próximos seis meses para construir isso juntos – disse Guedes na live com a Fiesp.
O ministro repetiu que não gosta da contribuição sobre a folha de pagamento e criticou o uso indevido dos recursos, sem citar nomes.
– E é um recurso de uma fonte [de] que eu não gosto, que é o encargo sobre a folha, que é um inimigo do emprego. Mas já que isto está lá, vamos usar de forma benéfica, que é com o treinamento de jovens, e menos com a sede. Menos Brasília e mais Brasil. Vamos gastar menos no jogo de influência parlamentar, comprando sede no Rio de Janeiro para a diretoria passar o fim de semana. Vamos gastar menos, digamos assim, prestigiando às vezes o serviço de publicidade, para ficar bem na opinião pública, agradar colunista. Vamos gastar menos nessa direção e mais no treinamento dos jovens – destacou Guedes.
Dentro dos programas de Bônus de Inclusão Produtiva (BIP) e Bônus de Incentivo à Qualificação (BIQ), Guedes disse que o governo quer atender 2 milhões de jovens, com uma bolsa de R$ 250 a R$ 300 para eles serem treinados dentro de uma empresa, que pagaria a outra metade do benefício.
– Não é emprego, é treinamento, senão já vão colocar encargo. Os encargos trabalhistas são uma arma de destruição de massa para empregos – apontou.
O ministro participou de uma live com Josué Gomes e Rafael Cervone, candidatos, em chapa única, à presidência e à primeira vice-presidência da Fiesp, respectivamente.
Gomes e Cervone são apoiados pelo atual presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que fez, em seu discurso inicial, campanha para os dois. O caráter eleitoral também ficou claro nas primeiras declarações de Gomes e de Cervone, que convocaram os industriais paulistas à votação que ocorrerá no dia 5 de julho.
“Feira de Santana tem adotado desde o início da pandemia todos os cuidados e conhecimento para evitar o aumento no número de casos de Covid-19 e tem a menor taxa de mortalidade no Estado. Dispensamos a opinião do secretário de Saúde do Estado sobre a condução da pandemia aqui em nosso Município”. A afirmação é do prefeito Colbert Martins Filho sobre a sugestão do secretário de Saúde do Estado, Fábio Vilas Boas, para implantação de gripários na cidade.
O prefeito lembra que Feira de Santana conta com sete Policlínicas e duas UPAS atendendo a população em casos de urgência e emergência, na cidade e na zona rural. Além disso, tem 15 locais para realização de exames de RT-PCR. O município mantém, ainda, o Hospital de Campanha, que começou a funcionar no dia 4 de junho de 2020, e em momento algum foi desativado.
“Atualmente, o Hospital de Campanha tem 18 leitos de UTI e 44 de enfermaria. A maior demanda de pacientes da unidade é da UPA do Hospital Clériston Andrade, o que mostra a necessidade, isto sim, do Estado investir mais em saúde no município de Feira de Santana”, argumenta Colbert Martins.
Vale lembrar ao secretário Fábio Vilas Boas que, mesmo ele dificultando o envio das vacinas para Feira de Santana, a cidade tem mantido umas das menores taxas de mortalidade por Covid-19 no Estado, com 1,81%, enquanto Salvador chega a 2,90% e a da Bahia é de 2,20%.
‘Diário Oficial’ informa que exoneração foi a pedido de Salles. Joaquim Alvaro Pereira Leite foi nomeado por Bolsonaro como novo ministro do Meio Ambiente.
Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente — Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino
O presidente Jair Bolsonaro exonerou o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. A exoneração foi publicada nesta quarta-feira (23) em edição extra do “Diário Oficial da União” e informa que a exoneração foi a pedido de Salles.
No mesmo decreto, Bolsonaro nomeou Joaquim Alvaro Pereira Leite como novo ministro do Meio Ambiente. Até então, Leite ocupava o cargo de secretário da Amazônia e Serviços Ambientais do ministério.
Antes de integrar o governo, o novo ministro do Meio Ambiente foi conselheiro da Sociedade Rural Brasileira (SRB), uma das organizações que representam o setor agropecuário no país.
Nesta terça (22), ao participar de uma cerimônia no Palácio do Planalto, na qual o governo anunciou o Plano Safra 2021-2022, Bolsonaro elogiou Salles.
“Prezado Ricardo Salles, você faz parte da história. O casamento da Agricultura com o Meio Ambiente foi um casamento quase que perfeito. Parabéns, Ricardo Salles. Não é fácil ocupar seu ministério. Por vezes, a herança fica apenas uma penca de processos”, declarou Bolsonaro.
A gestão de Ricardo Salles no Ministério do Meio Ambiente foi marcada por uma série de polêmicas.
Uma das polêmicas de Salles envolve a reunião ministerial de 22 de abril de 2020, no Palácio do Planalto.
Na reunião, Ricardo Salles sugeriu a Bolsonaro que o governo aproveitasse que a atenção da imprensa estava voltada para a pandemia da Covid-19 para “ir passando a boiada” na área ambiental, alterando regras.
Além disso, Ricardo Salles é alvo de inquérito, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), por supostamente ter atrapalhado investigações sobre a maior apreensão de madeira da história.
A suspeita foi apresentada pela Polícia Federal. Ao Supremo, a PF disse haver “fortes indícios” de que Ricardo Salles participa de um esquema de contrabando ilegal. Salles nega ter cometido irregularidades.
No Ministério do Meio Ambiente, Salles também entrou em atrito com o Instituo Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) quando o órgão divulgou dados de desmatamento.
Ricardo Salles, ministro do Meio ambiente, pede demissão
Em manifestação no Palácio do Planalto após o pedido de demissão, Salles relacionou medidas que adotou à frente da pasta e reclamou das críticas.
“Experimentei ao longo destes dois anos e meio muitas contestações, tentativas de dar a essas medidas caráter de desrespeito à legislação, o que não é verdade”, declarou.
Segundo ele, a sociedade espera “respeito” ao setor produtivo e à iniciativa privada. Salles destacou a necessidade de o Brasil ampliar as obras de infraestrutura e “continuar sendo o grande líder do agronegócio”.
O ex-ministro defendeu uma transição “serena”. “Para que se faça da maneira mais serena possível, apresentei meu pedido de exoneração”, disse.
Desde que Bolsonaro assumiu o governo e nomeou Salles no cargo de ministro do Meio Ambiente, o Brasil tem sido cobrado internacionalmente a adotar medidas de proteção do meio ambiente.
A cobrança já partiu de países como Estados Unidos, Alemanha e Noruega.
Ainda no período eleitoral, Bolsonaro dizia que não nomearia no cargo de ministro do Meio Ambiente algum “xiita ambiental”.
Também na campanha, Bolsonaro disse que se eleito iria tirar o Brasil do Acordo de Paris, mas, depois, afirmou que não iria retirar.
Troca de ministros no governo Bolsonaro
Veja todas as trocas de ministros no governo Bolsonaro:
Secretaria-Geral da Presidência:Gustavo Bebianno foi substituído por Floriano Peixoto Vieira Neto;
Educação: Ricardo Vélez Rodríguez foi substituído por Abraham Weintraub;
Secretaria de Governo: Carlos Alberto dos Santos Cruz foi substituído por Luiz Eduardo Ramos;
Secretaria-Geral da Presidência:Floriano Peixoto Vieira Neto foi substituído por Jorge Antonio Oliveira;
Desenvolvimento Regional: Gustavo Canuto foi substituído por Rogério Marinho;
Casa Civil: Onyx Lorenzoni foi substituído por Walter Braga Netto;
Cidadania: Osmar Terra foi substituído por Onyx Lorenzoni;
Saúde: Luiz Henrique Mandetta foi substituído por Nelson Teich;
Justiça e Segurança Pública: Sergio Moro foi substituído por André Luiz Mendonça;
Advocacia-Geral da União: André Luiz Mendonça foi substituído por José Levi Mello do Amaral Junior;
Ministério da Saúde: Nelson Teich pediu demissão. Eduardo Pazuello assumiu como interino;
Comunicações: recriação da pasta, desmembrada do MCTIC. Fabio Faria assumiu;
Educação: Abraham Weintraub saiu. Dias depois foi nomeado Carlos Alberto Decotelli;