
O presidente Lula (PT) convocou os 27 governadores de estados e do Distrito Federal para uma reunião de emergência em Brasília nesta segunda-feira (9). Prefeitos de capitais também estão sendo convidados para o evento.
O objetivo é tratar dos atos que ocorreram ontem em Brasília e resultaram na depredação dos prédios do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF).
O petista decretou intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal até 31 de janeiro.
Informações TBN

Por volta das 5h40 desta segunda-feira, 9, manifestantes bloquearam a Marginal do Tietê, em São Paulo, na altura da Ponte dos Remédios. A interdição foi feita com objetos e pneus em chamas. As três vias sentido capital foram interditadas, mas a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e o Corpo de Bombeiros conseguiu realizar uma limpeza para liberar o fluxo de veículos após uma hora e meio de ato. Segundo a polícia, não é possível dizer que a manifestações foi direcionada politicamente, como a que ocorreu em Brasília no último domingo, 8.
Ainda assim, outros dois pontos de trânsito foram bloqueados nesta segunda em São Paulo, na Rodovia Régis Bittencourt, próximo ao quilômetro 289, em Embu das Artes; e na Ponte do Piqueri, no bairro da Lapa, zona oeste da capital paulista. Ainda no domingo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) se pronunciou sobre os atos antidemocráticos em Brasília, afirmando que não irá permitir que o mesmo ocorra em São Paulo.
Veja o vídeo:
Jovem Pan

A decisão de Moraes ocorreu no âmbito de um pedido do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) de inserir Rocha no inquérito dos supostos atos antidemocráticos. Segundo Moraes, os protestos tiveram a anuência de Rocha.
“A escalada violenta dos atos criminosos resultou na invasão dos prédios do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, com depredação do patrimônio público, conforme amplamente noticiado pela imprensa nacional, circunstâncias que somente poderiam ocorrer com a anuência, e até participação efetiva, das autoridades competentes pela segurança pública e inteligência, uma vez que a organização das supostas manifestações era fato notório e sabido”, observou Moraes, na ação.
Moraes disse que o afastamento de Ibaneis se justifica diante do cometimento dos seguintes crimes: atos preparatórios de terrorismo, associação criminosa, dano, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
Com a ordem emitida na madrugada desta segunda-feira, 9, a vice de Ibaneis Rocha, Celina Leão, assume o governo interinamente.
Informações Revista Oeste

Mais uma manifestação contra o processo eleitoral que deu vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estava marcada para acontecer neste domingo (8), no Distrito Federal. O ato político foi divulgado com antecedência, ganhou corpo nas redes sociais e autoridades e forças de segurança tomaram ciência e chegaram a isolar a Esplanada dos Ministérios para o fluxo de veículos.
Um convite para a manifestação na Esplanada começou a circular na internet desde a última quarta-feira (4) e participantes da ação prometeram ocupar as ruas do Distrito Federal por 72 horas.

























Na manhã deste domingo (8), algo que parecia surpreender o governo do Distrito Federal e os responsáveis pela segurança pública do local aconteceu: a chegada de mais de 100 ônibus lotados, trazendo cerca de 4 mil manifestantes.
Eles se dirigiram à praça dos Três Poderes e por representarem um número expressivo, se encorajaram e furaram a barreira policial, onde conseguiram subir a rampa do Congresso Nacional e adentrar às dependências internas do Senado Federal e da Câmara dos Deputados.
Em seguida, de maneira ligeira e quase simultânea, tomaram também as dependências do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal.
Revoltados, quebraram vidraças, provocaram pequenos focos de incêndio, destruíram obras de arte e depredaram as repartições públicas onde os Três Poderes da República estão instalados.
A imprensa mostrava ao país e ao mundo a situação política que acometeu o Brasil e brevemente as autoridades iniciaram uma reação coletiva. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) exonerou imediatamente seu secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, enquanto a Advocacia Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) sua prisão em flagrante.
O presidente da República, Lula (PT), estava em Araraquara, interior de São Paulo, dando suporte à cidade em função das chuvas que castigaram o município. De lá, ele fez um anúncio decretando intervenção federal na segurança do Distrito Federal. A medida terá validade até 31 de janeiro.
As forças de segurança disponíveis no Distrito Federal se mobilizaram, reforçaram seu efetivo e com auxílio da cavalaria conseguiram pôr fim aos atos extremos e efetuaram mais de 200 prisões e a apreensão de mais de 40 ônibus até a noite deste domingo (8), segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino.
A presidente do STF, ministra Rosa Weber chamou os manifestantes de “terroristas” e garantiu que o tribunal se empenhará para que todos os envolvidos nestas ações sejam julgados e punidos.
O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), repudiou o que chamou de “atos antidemocráticos” e pediu que os envolvidos sofram “o rigor da lei com urgência”.
Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, afirmou que agirão “com rigor para preservar a liberdade, a democracia e o respeito à Constituição”. E se mostrou disposto a trabalhar em conjunto com os demais Poderes.
– Eu me coloco à disposição de todos os Chefes de Poderes para fazermos uma reunião para deixar absolutamente
inquestionável que os três Poderes estão mais unidos do que nunca a favor da Democracia – concluiu o deputado.
Em seu Twitter, o atual presidente da República, Lula (PT), aproveitou a oportunidade para atribuir a responsabilidade das manifestações radicais ao seu principal oponente político, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
– Aproveitaram o silêncio do domingo, quando ainda estamos montando o governo, para fazer o que fizeram. E vocês sabem que existem vários discursos do ex-presidente estimulando isso. E isso também é responsabilidade dele e dos partidos que sustentaram ele – disparou o petista.
Informações Pleno News

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), perplexa com as graves e violentas ocorrências em Brasília (DF), manifestou-se neste domingo, 8 de janeiro, pelo seu canal no Twitter, sobre os atos antidemocráticos e de vândalos que invadiram e destruíram os prédios públicos, que simbolicamente representam o Estado brasileiro: a sedes do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto.
A presidência da CNBB pede serenidade, paz e o imediato cessar dos ataques criminosos ao Estado Democrático de Direito. “Estes ataques devem ser imediatamente contidos e seus organizadores e participantes responsabilizados com os rigores da lei. Os cidadãos e a democracia precisam ser protegidos”, disse a mensagem.

Foto: Mônica Andrade/Governo do Estado de SP.
O Governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, usou suas redes sociais para criticar os atos que aconteceram neste domingo (8) em Brasília.
“Para que o Brasil possa caminhar, o debate deve ser o de ideias e a oposição deve ser responsável, apontando direções”, diz o primeiro trecho da publicação.
De acordo com o governador, manifestações “perdem a legitimidade e a razão a partir do momento em que há violência, depredação ou cerceamento de direitos.”
Manifestantes furaram um bloqueio, entraram na Esplanada e invadiram o Congresso Nacional, em Brasília, na tarde deste domingo (8).
Os manifestantes conseguiram invadir o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto. Há registros de depredação nas sedes dos três Poderes.
À CNN, o STF informou que a equipe de segurança do Supremo e da tropa de choque conseguiu retomar o prédio. Há registros de pessoas detidas na garagem.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decretou intervenção federal no DF, de acordo com anúncio realizado à imprensa na noite deste domingo.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou em publicação no Twitter que conversou há pouco, por telefone, com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, com quem está em contato permanente.
Créditos: CNN Brasil.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira(PP-AL), pediu, neste domingo (8/1), que os chefes dos Três Poderes façam uma reunião para debater as providências a serem tomadas sobre os atos que ocorrem em Brasília.
Lira disse estar “à disposição” para fazer a reunião e “deixar absolutamente inquestionável que os três Poderes estão mais unidos do que nunca a favor da democracia”.
Créditos: Metrópoles.

Durante os atos extremos em Brasília neste domingo (8), onde manifestantes contrários ao processo eleitoral que
deu vitória a Lula (PT) conseguiram furar o bloqueio policial e tomaram as dependências dos Três Poderes, a porta do armário onde é guardada a toga utilizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foi arrancada.
Uma foto publicada nas redes sociais mostra um manifestante a exibindo com orgulho. A reação tem fundamento na discordância deste grupo acerca da postura de Moraes tanto como ministro do STF como na condição de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A imparcialidade do ministro é questionada por grande parte dos brasileiros.
Para adentrar o STF, manifestantes quebraram vidraças da fachada do edifício e chegaram ao plenário do tribunal.
Informações Pleno News

O presidente do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, afirmou que as invasões em Brasília são uma “vergonha para todos nós”. O PL é o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Esse movimento de Brasília hoje é uma vergonha para todos nós. Não representa nosso partido, não representa Bolsonaro. Não apoiamos esses movimentos. Nós apoiamos pátria, família e liberdade. Apoiamos movimentos de bem. Esse movimento de Brasília hoje foi uma vergonha para todos nós
Valdemar Costa Neto, líder do PL
Costa Neto afirmou que o partido apoia manifestações “pacíficas e ordeiras”.
Todos nossos movimentos que foram feitos após as eleições, em frente aos quartéis, foram exemplo de educação, confiança e brasilidade. Lá tinham famílias representando o Bolsonaro, representando a direita. Todos movimentos foram pacíficos e ordeiros.
Valdemar Costa Neto, líder do PLnone
O líder do PL disse que a polícia precisa fazer a sua parte. Na legenda do vídeo, escreveu que “que a lei seja cumprida fortalecendo a nossa democracia”.
Milhares de extremistas invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e a sede do STF(Supremo Tribunal Federal) na tarde deste domingo (8).
Após a tomada do Congresso, um grupo menor também se dirigiu ao Palácio do Planalto, sede do governo federal, e conseguiu entrar na área externa do prédio. Policiais formaram uma barreira para impedir acesso ao interior do edifício, de onde despacham o presidente da República e vários ministros.
Os terroristas conseguiram subir a rampa do Planalto, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu a faixa presidencial há uma semana.
Lula não está em Brasília. Ele viajou para Araraquara, no interior de São Paulo, para avaliar o impacto das chuvas que atingiram a região nos últimos dias. Na cidade paulista, ele anunciou que decretou intervenção federal no Distrito Federal.
Informações UOL

Manifestantes entram neste momento no Palácio do Planalto.
Veja abaixo: