Cooperação fortalece pesquisa na área de saúde

Fernando Frazão/Agência Brasil
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) firmaram uma cooperação para expandir o atual Centro Nacional de Vacinas (CN Vacinas), sediado no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC).

Criado em 2016, o CN Vacinas é parte de uma estratégia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) que transformou o antigo Centro de Tecnologia de Vacinas da UFMG em um local de pesquisas em biotecnologia e inovação em imunobiológicos.
O acordo com a Fiocruz visa potencializar o atendimento às demandas de autonomia e soberania nacional em tecnologia, testagem e produção de vacinas, além do desenvolvimento de kits de diagnósticos e fármacos, contribuindo para o Sistema Único de Saúde (SUS) e o desenvolvimento socioeconômico brasileiro.
O presidente da Fiocruz, Mário Moreira, explicou que esse não é um plano só da Fiocruz ou da UFMG, mas “um projeto de autonomia e de soberania no tempo em que se discute a redução da vulnerabilidade com relação a tecnologias e produtos desenvolvidos no exterior”.
“A covid-19 mostrou que precisamos ter mais altivez na discussão e elaboração de políticas públicas”, disse.
A reitora da UFMG, Sandra Goulart de Almeida, ressaltou que a cooperação com a Fiocruz é extremamente relevante para a instituição e para pesquisa na área de saúde.
“Esse é um projeto de Estado. A ideia é atender o país em uma área extremamente necessária, que a pandemia comprovou”, avaliou.
Fonte: agência Brasil
Mês das Crianças reforça a importância da prevenção e do papel da endoscopia em casos de ingestão acidental

Brinquedos espalhados pela casa, embalagens coloridas de produtos de limpeza ao alcance das mãos e aquela curiosidade típica da infância: esse cenário, comum em muitos lares brasileiros, pode esconder riscos sérios à saúde das crianças. Em alusão ao Mês das Crianças, especialistas alertam para a importância da prevenção contra acidentes domésticos envolvendo ingestão de corpos estranhos e substâncias cáusticas, que podem ter consequências graves e, muitas vezes, irreversíveis.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), mais de 110 mil casos de intoxicação exógena em crianças de 0 a 14 anos foram registrados no Brasil entre 2010 e 2020, sendo os produtos de uso doméstico os principais vilões. O Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox/Fiocruz) também aponta que mais de 40% dos casos de intoxicação ocorrem em crianças, principalmente até os 5 anos de idade. Os dados reforçam um cenário que poderia ser amplamente evitado com medidas simples de prevenção.
No Hospital Estadual da Criança (HEC), em Feira de Santana (BA), os números também refletem a realidade desses riscos. Apenas entre 2024 e 2025, foram registrados 26 atendimentos relacionados à ingestão de substâncias e objetos perigosos: 12 por intoxicação e 14 por ingestão de corpos estranhos.
“Infelizmente, como endoscopista, vejo esses casos com frequência, e o que mais preocupa é que muitos poderiam ser evitados com atitudes simples no dia a dia”, afirma o Dr. Victor Galvão, médico endoscopista intervencionista e referência em endoscopia pediátrica.

Riscos comuns, consequências graves
Produtos de limpeza armazenados em garrafas reaproveitadas, como as de refrigerante, representam uma das situações mais perigosas. “A criança vê uma garrafa e associa à bebida. A ingestão de soda cáustica, por exemplo, pode causar queimaduras severas no esôfago e no estômago, levando a internações prolongadas, cirurgias e até óbito”, explica o Dr. Victor.
Outro risco crescente é a ingestão de baterias tipo “botão” – aquelas pequenas e brilhantes, presentes em brinquedos, controles e relógios. “Quando ingeridas, essas baterias podem liberar substâncias tóxicas e causar perfuração do trato digestivo em poucas horas. É um tipo de emergência médica”, alerta o especialista.
A endoscopia como aliada na emergência
Quando a prevenção falha, a rapidez no atendimento é essencial para evitar complicações. “A endoscopia é uma ferramenta fundamental nesses casos. Utilizando um tubo flexível com câmera, conseguimos visualizar o esôfago, estômago e duodeno, localizar o objeto ou avaliar a extensão da lesão causada pelo produto ingerido e realizar a retirada com segurança”, explica Dr. Victor Galvão.
No entanto, ele reforça que a remoção por endoscopia deve ser feita por um profissional experiente e em ambiente hospitalar preparado. “Cada minuto conta. Em casos de ingestão suspeita, os pais devem buscar imediatamente um serviço de emergência. Não se deve provocar vômito nem oferecer líquidos sem orientação médica.”
Prevenção que salva vidas
Pequenas atitudes podem fazer toda a diferença na prevenção desses acidentes. A seguir, algumas orientações simples e eficazes recomendadas por especialistas:
• Armazene produtos de limpeza em locais trancados e fora do alcance das crianças.
• Nunca reutilize garrafas de água ou refrigerante para armazenar produtos químicos.
• Descarte corretamente baterias e pilhas. Ímãs e objetos pequenos devem ser mantidos longe de crianças pequenas.
• Eduque as crianças sobre o perigo de colocar objetos na boca – mesmo em idade precoce, a repetição e o exemplo contam.
“Educação e prevenção fazem toda a diferença. Cuidar da segurança do ambiente onde a criança vive é um ato de amor e responsabilidade”, reforça Dr. Victor.
Neste mês das crianças, mais do que presentes e brincadeiras, a reflexão sobre o cuidado cotidiano com os pequenos pode ser o melhor presente para garantir uma infância mais segura, feliz e saudável.
Cristiane Melo
Assessoria de Imprensa – Viver Mais Comunicação*
Segundo Ministério da Saúde, 12 óbitos estão sob investigação

Sandro Araújo/Agência Saúde DF
O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (10), que o Brasil tem 29 casos confirmados de intoxicação por metanol por ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas. São cinco pessoas a mais do que na última quarta (8). 

Dos 29 casos confirmados, 25 foram registrados em São Paulo, três no Paraná e um no Rio Grande do Sul. Ao todo, há 217 notificações em investigação, um número menor do que no último balanço (quando havia 235 suspeitas).
Segundo o balanço, cresceu também o número de casos suspeitos descartados. Agora são 249. Até o momento, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul são os únicos estados com casos confirmados por esse tipo de intoxicação.
O estado de São Paulo investiga, neste momento, 160 notificações, o que representa 73,73% do total. Em seguida, aparecem Pernambuco com 31 suspeitas, Rio Grande do Sul (4), Mato Grosso do Sul (4), Piauí (4), Rio de Janeiro (3), Espírito Santo (3), Goiás (2), Alagoas (1), Bahia (1), Ceará (1), Minas Gerais (1), Rio Grande do Norte (1) e Rondônia (1).
O balanço do Ministério da Saúde informou que não houve outra confirmação de morte causada pela ingestão de metanol desde a última quarta-feira (8). As cinco pessoas que morreram eram do estado de São Paulo.
No entanto, 12 óbitos estão sob investigação (um caso a mais do que na última quarta). Os casos suspeitos são no Ceará (1), em Minas Gerais (1), no Mato Grosso do Sul (1), em Pernambuco (3) e em São Paulo (6).
Com informações da agência Brasil
Bolsa cai 0,73% e recua quase 4% em outubro

© Valter Campanato/Agência Brasil
Em um dia de turbulência no mercado doméstico e externo, o dólar teve uma disparada, superando a barreira de R$ 5,50 pela primeira vez desde o início de agosto. A bolsa de valores recuou pelo segundo dia seguido e acumula queda de quase 4% em outubro, em meio a novas tensões comerciais entre Estados Unidos e China e preocupações com as contas públicas brasileiras.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (10) vendido a R$ 5,503, com alta de R$ 0,128 (+2,38%) em apenas um dia. A cotação chegou a abrir o dia em queda, recuando para R$ 5,36, mas inverteu o movimento nos primeiros minutos de negociação. Na máxima do dia, pouco depois das 14h, chegou a R$ 5,51.
A moeda norte-americana está no maior nível desde 5 de agosto. Com o desempenho desta sexta-feira, a divisa subiu 3,13% na semana e acumula valorização de 3,39% em outubro. Em 2025, o dólar cai 10,95%.
O dia também foi turbulento no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 140.680 pontos, com recuo de 0,73%. No menor nível desde 3 de setembro, o indicador perdeu 2,44% na semana. No mês, registra perda de 3,8%.
A combinação entre a escalada das tensões comerciais entre Estados Unidos e China e o aumento das preocupações com o quadro fiscal brasileiro pressionou o real, que teve o pior desempenho entre as moedas emergentes.
No cenário internacional, a nova ofensiva comercial de Washington contra Pequim pressionou os mercados globais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na plataforma Truth Social que o governo “está calculando um grande aumento de tarifas sobre produtos da China”, em retaliação à decisão chinesa de ampliar os controles de exportação sobre terras raras, insumo estratégico para a indústria de tecnologia.
No início da noite desta sexta (10), Trump anunciou a imposição de uma nova tarifa de 100% sobre produtos chineses. A decisão deve pressionar ainda mais o mercado financeiro internacional na segunda-feira (13).
Os preços do petróleo recuaram mais de 4%, atingindo o menor nível em cinco meses. A cotação do barril do Tipo Brent, usado nas negociações internacionais, encerrou o dia em US$ 62,73, com queda de 3,82%.
As bolsas dos Estados Unidos também fecharam em forte queda. O S&P 500, das 500 maiores empresas, caiu 2,71%; o Nasdaq, das empresas de tecnologia, recuou 3,56%; e o Dow Jones, das empresas industriais, perdeu 1,88%. Diante do aumento da incerteza, investidores buscaram proteção em ativos considerados seguros, como ouro e títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
No Brasil, a turbulência externa se somou a novos receios sobre as contas públicas em 2026. A derrubada da medida provisória (MP) que pretendia aumentar a tributação de investimentos trouxe um rombo de R$ 17 bilhões para as contas do governo no próximo ano, que terá eleições. Na próxima semana, o governo discutirá alternativas para compensar a perda de validade da MP.
Agência Brasil com informações da Reuters
Valor máximo do imóvel passou de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões

© Diogo Moreira/Divulgação Governo de São Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta sexta-feira (10), o novo modelo de crédito imobiliário do país, que reestrutura o uso da poupança para ampliar a oferta de crédito, especialmente para a classe média. Lula participou do evento Incorpora 2025, em São Paulo (SP), um dos maiores do setor.

Após um período de transição, o total dos recursos depositados na caderneta de poupança será referência para uso no setor habitacional, com o fim dos depósitos compulsórios no Banco Central (BC).
Além disso, o valor máximo do imóvel financiado no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) passará de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.
Hoje, famílias com renda até R$ 12 mil são atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida, com juros menores, e, desde o início do seu terceiro mandato, Lula defende alternativa de financiamento para a classe média.
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A previsão é que, com essa mudança, a Caixa Econômica Federal financie mais 80 mil novas moradias até 2026.
Atualmente, 65% dos recursos da poupança captados pelos bancos precisam ser direcionados ao crédito imobiliário; 15% estão livres para operações mais rentáveis e 20% ficam com o Banco Central na forma de depósito compulsório.
Os financiamentos via SFH vinham perdendo espaço no mercado em meio a saques da caderneta de poupança, principal fonte de recursos para crédito habitacional no país
Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas da poupança foram R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. Em 2025, caderneta já tem resgate líquido de R$ 78,5 bilhões.
Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho.
A reforma anunciada hoje “moderniza as regras” de direcionamento do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com o objetivo de maximizar a poupança como fonte de financiamento.
“Na medida em que mais valores são depositados em poupança, mais crédito será disponibilizado para financiamento imobiliário, o que tende a ampliar a oferta de crédito, considerando ainda as captações de mercado, por exemplo, via LCIs (Letras de crédito imobiliário) e CRIs (Certificados de recebíveis imobiliários)”, explicou o governo, em comunicado.
Após um período de transição, o direcionamento obrigatório de 65% dos depósitos da poupança acabará e os depósitos compulsórios no Banco Central referentes a esse tipo de aplicação também.
O total dos recursos depositados na caderneta de poupança passará a ser referência para o volume de dinheiro que os bancos devem destinar ao crédito habitacional, incluindo as modalidades do SFH e do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).
Quando estiver plenamente implementado o novo modelo, se uma instituição captar no mercado, por exemplo, R$ 1 milhão e direcionar integralmente esse montante para financiamento imobiliário, ela poderá usar a mesma quantia captada na poupança, que tem custo mais baixo, para aplicações livres por um período predeterminado.
Para isso, 80% dos financiamentos habitacionais deverão ser feitos pelas regras do SFH, que têm juros limitados a 12% ao ano.
“O novo modelo aumenta a competição, pois incorpora os depósitos interfinanceiros imobiliários ao direcionamento, o que permite que instituições que não captam poupança também concedam crédito habitacional em condições equivalentes às demais”, argumenta o governo.
A transição será gradual, iniciando ainda este ano. O novo modelo deverá ter plena vigência a partir de janeiro de 2027.
Até lá, fica valendo o direcionamento obrigatório de 65% dos recursos captados na poupança para operações de crédito habitacional.
Dos 35% restantes, pelas regras atuais, 20% são recolhidos ao Banco Central a título de depósito compulsório e 15% vão para operações livres.
Durante a transição, o volume dos compulsórios será reduzido para 15% e os 5% serão aplicados no novo regime.
Com informações da Agência Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (10) que vai impor uma tarifa adicional de 100% sobre importações da China, o que elevaria o patamar total para 130%.

Além de elevar tarifa sobre produtos chineses para 130% a partir de novembro, Trump anunciou que vai impor controles de exportação a softwares críticos (Foto: SHAWN THEW/EFE/EPA)
O mandatário americano fez o anúncio na rede Truth Social, horas após ter acusado Pequim na mesma plataforma de “hostilidade comercial” por, segundo ele, “impor controles de exportação” sobre terras raras. Na publicação inicial, Trump já havia falado na possibilidade de um “aumento massivo” nas tarifas sobre produtos chineses.
No novo post, o mandatário republicano disse que a China enviou “uma carta extremamente hostil ao mundo, afirmando que, a partir de 1º de novembro de 2025, imporia controles de exportação em larga escala a praticamente todos os produtos que fabrica, e alguns nem mesmo fabricados por ela”.
“Considerando que a China assumiu essa posição sem precedentes, e falando apenas pelos EUA, e não por outras nações que foram ameaçadas de forma semelhante, a partir de 1º de novembro de 2025 (ou antes, dependendo de quaisquer outras ações ou mudanças tomadas pela China), os Estados Unidos da América imporão uma tarifa de 100% à China, além de qualquer tarifa que eles estejam pagando atualmente. Também em 1º de novembro, imporemos controles de exportação a todo e qualquer software crítico”, escreveu o presidente americano, no final da tarde desta sexta-feira.
“É impossível acreditar que a China teria tomado tal ação, mas eles tomaram, e o resto é história. Agradecemos a sua atenção a este assunto!”, acrescentou Trump.
No seu primeiro mandato (2017-2021), Trump iniciou uma guerra tarifária com a China, que foi mantida pelo seu sucessor, Joe Biden (2021-2025), e intensificada quando o republicano voltou à Casa Branca, em janeiro deste ano.
Após o governo Trump impor tarifas extras sobre importações da China, Pequim retaliou, o que levou a uma escalada nas taxas. Os Estados Unidos elevaram para 145% as tarifas sobre as compras que fazem da China, enquanto os chineses aplicaram 125% sobre produtos americanos.
Em maio, após um encontro entre representantes dos dois países em Genebra, as duas maiores economias do mundo informaram que chegaram a um acordo no qual as taxas americanas sobre importações da China foram reduzidas para 30% durante 90 dias, enquanto Pequim baixou suas taxas sobre produtos americanos para 10%.
Em agosto, a “trégua” foi renovada por mais 90 dias, mas agora foi interrompida.
Fonte: Gazeta do Povo
Moraes alega que as defesas de Martins e Marcelo Câmara não haviam apresentado as alegações finais no processo sobre a tentativa de golpe de Estado como manobra para adiar o julgamento

© Getty
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu nesta sexta-feira (10) prazo de 24 horas para a defesa do ex-assessor da Presidência Filipe Martins apresentar as alegações finais no processo sobre a trama golpista.
Caso a defesa não protocole o documento até o início da tarde de sábado (11), a defesa será destituída do caso, com a convocação da DPU (Defensoria Pública da União) para advogar por Martins.
O imbróglio surgiu na quinta (9). Moraes disse que as defesas de Martins e Marcelo Câmara não haviam apresentado as alegações finais no processo sobre a tentativa de golpe de Estado como manobra para adiar o julgamento.
O advogado Jeffrey Chiquini, defensor de Filipe Martins, disse que a ação de Moraes era arbitrária e ilegal. O ex-assessor enviou um pedido escrito à mão para protestar contra a saída do advogado.
“A destituição, realizada sem minha oitiva e sem prévio contraditório, é abusiva e viola frontalmente meus direitos inalienáveis, em especial o direito de escolher livremente o defensor de minha confiança, garantia elementar em um regime democrático”, afirma o ex-assessor.
Os advogados haviam pedido mais prazo para as alegações, justificando que a Procuradoria-Geral da República acrescentou novos elementos à acusação. Moraes entendeu que se tratou de uma manobra protelatória e determinou o afastamento.
Ainda não há definição sobre a situação de Marcelo Câmara.
Com informações de Notícias ao Minuto
Promovido pela Neoenergia Coelba, evento contou com a participação da Climatempo e das defesas civis de Salvador e da Bahia

Divulgação assessoria Neoenergia
A influência das mudanças climáticas está sendo refletida no dia a dia dos baianos. As temperaturas estão cada vez mais elevadas e temporais extremos são registrados com maior frequência em toda a Bahia. Para debater sobre o novo cenário e o seu impacto no fornecimento e consumo de energia, a Neoenergia Coelba promoveu o 2º Fórum Desafios Climáticos na Bahia. O evento, realizado nesta sexta-feira (10), contou com a participação da empresa especializada em meteorologia, Climatempo e as defesas civis de Salvador e do estado.
Durante a sua apresentação, Vitor Hassan, Head da Climatempo, fez o alerta de que a La Niña deve atingir a Bahia com maior intensidade durante o Verão. Com o fenômeno climático, o calor intenso deve se estender até o início de 2026, com picos em dezembro e janeiro. A partir de fevereiro, estão previstas chuvas mais volumosas, com maior incidência de raios e vendavais.
Ana Mascarenhas, superintendente de Eficiência Energética da Neoenergia, abordou sobre como estas projeções podem afetar o consumo de energia. Temperaturas mais elevadas tendem a aumentar a utilização de equipamentos de refrigeração, que possuem maior potência e impactam diretamente no consumo de energia. Ainda durante a sua apresentação, a superintendente explicou sobre as chamadas públicas da Neoenergia Coelba para a eficientização energética e como elas podem beneficiar instituições, empresas e indústrias, contribuindo para o uso sustentável da energia e redução da pegada de carbono. Esses projetos fazem parte do Programa de Eficiência Energética da distribuidora, regulado pela ANEEL.
“O objetivo das chamadas públicas é chamar os consumidores para participar do Programa de Eficiência Energética, estimulando o uso mais eficiente de energia, com práticas sustentáveis que façam frente às mudanças climáticas. Quanto mais energia consumida, há maior emissão de gases de efeito estufa (GEE). Por isso, é fundamental que a sociedade como um todo faça um uso consciente da eletricidade”, destacou a superintendente de Eficiência Energética da Neoenergia, Ana Christina Mascarenhas.
Plano para contingências da Neoenergia Coelba
No evento, a Neoenergia Coelba apresentou o seu plano de investimentos e preparação para períodos de adversidade climática. De 2024 até o primeiro semestre de 2025, a distribuidora investiu R$ 4,7 bilhões em obras de reforço da rede elétrica e implantação de novas tecnologias, aumentando a resiliência do sistema. Entre os destaques, estão a construção/ampliação de 22 subestações e a implementação de tecnologias no dia a dia da operação.
“Uma das principais novidades deste ano é a aquisição de baterias para armazenamento de energia. Este equipamento possui tecnologia de ponta, possibilitando uma melhor qualidade no fornecimento de energia e maior satisfação dos nossos clientes. Também adquirimos 359 novas antenas Starlink, que garantem que a comunicação entre os eletricistas e o Centro de Operações Integradas aconteça mesmo em locais isolados e sob forte chuvas”, explicou o superintendente Técnico da Neoenergia Coelba, Thiago Martins.
O executivo também destacou o plano da distribuidora durante contingências. Neste ano, a Neoenergia Coelba realizou 310 mil podas, volume 22% superior quando comparado ao mesmo período de 2024. Esta ação mitiga uma das principais causas para ocorrências em temporais: a queda de árvores sobre a rede elétrica. O planejamento contempla, ainda, o acompanhamento constante do clima, análise de cenários, definição dos níveis de emergência e a possibilidade de triplicar a quantidade de equipes em campo durante contingências.
Roda de debate com a Defesa Civil da Bahia e Salvador
O evento foi finalizado com uma roda de conversa com representantes do Corpo de Bombeiros e defesas civis do Estado e da Bahia. Cada instituição trouxe a preparação e monitoramento para as adversidades climáticas, além das ações que adotam durante as contingências – incluindo a comunicação com os cidadãos.
A Defesa Civil de Salvador foi representada pelo diretor-geral Sosthenes Macedo; pela Defesa Civil da Bahia, o representante foi o superintendente Heber Santana.
O 2º Fórum Desafios Climáticos na Bahia foi realizado por meio do Programa de Eficiência Energética da Neoenergia Coelba, regulado pela Aneel. O evento contou com a participação de aproximadamente 100 pessoas e integra o plano de ação da Neoenergia Coelba para mitigar os efeitos das mudanças climáticas para a população baiana, demonstrando o compromisso da empresa com os seus consumidores.

Foto: Ascom Neoenergia

Foto: Ascom/ HGCA
O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, realizou na manhã desta sexta-feira (10) uma caminhada alusiva à campanha Outubro Rosa, reunindo cerca de 100 profissionais da unidade. O evento, organizado pelo Serviço Integrado de Atenção à Saúde do Trabalhador (Siast), contou com o apoio do Núcleo de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde (Nugtes) e do Grupo de Trabalho Humanizado (GTH). A animação ficou por conta de Nenem do Acordeon, que embalou os participantes com o autêntico forró nordestino.
A ação teve como objetivo reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, além de promover momentos de integração e cuidado com a saúde mental dos colaboradores do hospital. Durante o percurso, servidores vestiram rosa, levaram balões e participaram com entusiasmo da atividade, que simbolizou união e compromisso com a vida.
De acordo com Daiana Santana, coordenadora interina do Siast, a caminhada foi pensada como um gesto de autocuidado e valorização dos profissionais que diariamente se dedicam à assistência hospitalar.
“Essa caminhada representa um momento de pausa para olhar para nós mesmos, refletir sobre a importância de cuidar da saúde física e também da saúde mental. No dia a dia, lidamos com muitas demandas e pressões, e é essencial criar espaços que nos permitam respirar, conversar e fortalecer nossos laços enquanto equipe. O Siast tem buscado oferecer esse tipo de acolhimento, levando atividades e atendimentos a todos os setores do hospital, inclusive aos profissionais da higienização, que têm participado com muita receptividade”, destacou.
A coordenadora interina também comentou sobre a ornamentação do espaço com uma borboleta rosa, símbolo do Outubro Rosa, confeccionada de forma colaborativa pelos próprios servidores.
“Foi uma construção coletiva, feita com criatividade e carinho. Cada um trouxe algo de casa para montar a borboleta, que acabou se tornando um ponto de encontro e de afeto entre os profissionais. Esse tipo de envolvimento reforça o espírito de união que queremos cultivar no HGCA”, acrescentou.
Para Débora Valois, coordenadora do Serviço de Psicologia do HGCA, o Outubro Rosa é um momento de reflexão sobre o cuidado integral com a mulher e a importância do suporte emocional em todas as fases do enfrentamento ao câncer.
“Quando falamos de prevenção ao câncer de mama, precisamos ampliar o olhar para os impactos emocionais do diagnóstico e do tratamento. O medo, as mudanças no corpo e as incertezas sobre o futuro podem gerar grande sofrimento. Por isso, o apoio psicológico é essencial em todas as etapas, da prevenção ao pós-tratamento”, afirmou.
Débora destacou ainda que, neste 10 de outubro, Dia Mundial da Saúde Mental, a integração entre as temáticas reforça a necessidade de um cuidado completo e contínuo.
“Oferecer suporte emocional é tão importante quanto garantir o acesso aos exames. Criar espaços de escuta e diálogo faz parte do compromisso do hospital com a humanização do atendimento. Caminhar juntos, como fizemos hoje, é também uma forma de promover saúde, fortalecer vínculos e preparar o corpo e a mente para enfrentar qualquer desafio”, completou.
A caminhada encerrou-se em clima de alegria e união, reafirmando o compromisso do HGCA com a promoção da saúde, a valorização da vida e o cuidado humanizado com seus profissionais e pacientes.
Ministro do STF e ex-esposa vão receber R$ 1,2 milhão

Flávio Dino e o filho Marcelo Dino Crédito: Fellipe Sampaio/STF e Reprodução
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, e a ex-esposa, Deane Fonseca, venceram uma batalha judicial que levou mais de 13 anos e vão receber uma indenização de R$ 1,2 milhão do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, pela morte do filho do casal Marcelo Dino, em 2012.
A ação movida pelo casal apontou “erro médico” do hospital. “Depois de 13 anos e 6 meses de tramitação, a ação judicial que movemos contra o citado hospital Santa Lúcia resultou na sua condenação, com trânsito em julgado”, revelou Dino, em uma postagem no Instagram.
Segundo o ministro, ele e a ex-esposa vão doar o valor. “A “indenização” que foi paga por essa gente não nos interessa e será integralmente doada. O que importa é o reconhecimento da culpa do hospital. Espero que essa decretação de responsabilidade tenha resultado no fim dos péssimos procedimentos do hospital Santa Lúcia, que levaram à trágica e evitável morte de uma criança de 13 anos”, acrescentou.
Ele também destacou que a decisão pode ajudar outras famílias. “Conto essa triste história para que outras famílias, também vítimas de negligências profissionais e empresariais, não deixem de mover os processos cabíveis. Nada resolve para nós próprios, mas as ações judiciais podem salvar outras vidas”, disse.
Marcelo Dino deu entrada no Hospital Santa Lúcia em 13 fevereiro de 2012, com uma crise asma. O menino, que tinha 13 anos na época, morreu menos de 24 horas, às 7h do dia 14 de fevereiro.
De acordo com uma nota divulgada pelo hospital na época, a criança foi encaminhada diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo estabilizada, mas relatou dificuldade para respirar durante a madrugada. Ainda segundo a unidade de saúde, as equipes tentaram reverter a crise, mas o garoto acabou não resistindo e morreu.
Os pais do menino processaram o hospital e alegaram que a médica plantonista da UTI pediátrica tinha abandonado o posto, o que resultou na demora no atendimento adequado ao adolescente.
Fonte : agência Brasil