
Nesta quarta-feira (17), profissionais de imprensa tomaram as ruas de Feira de Santana para desfilar ao som da fanfarra, em um evento tradicional que antecede a abertura oficial da Micareta. O bloco Zero Hora, com o tema “Só vai atrás da fake news quem já morreu”, reuniu jornalistas, políticos e autoridades locais em um clima de celebração e reflexão.
O governador Jerônimo Rodrigues expressou sua alegria em participar do evento, destacando a importância do tema escolhido pelo bloco.

“Fico muito feliz em ver o Zero Hora retomando com força, com esse tema de vocês, do fake, desmistificando toda a mentira que é utilizada nas redes sociais.”
O prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins Filho, ressaltou a importância da presença da imprensa no evento e reconheceu o árduo trabalho que os jornalistas enfrentam durante a cobertura da Micareta.
“Zequinha está vivo aqui. Zequinha com Z de Zero Hora, mas é importante que a imprensa toda esteja aqui hoje, porque a imprensa amanhã não vai ter tempo de curtir como hoje.”
O deputado federal Zé Neto destacou o papel fundamental da imprensa na sociedade e elogiou a iniciativa do governador em apoiar o bloco Zero Hora.
“Vocês são um poder hoje importante na República, no país inteiro e é muito bom que vocês estejam aqui, felizes, com esse astral bacana e agradecer ao governador Jerônimo, que o ano passado teve o feeling de dizer, ó gente, vamos ajudar lá para o Zero Hora a retomar o brilho e a alegria que hoje tá aqui novamente.”
O ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, ressaltou a tradição do bloco Zero Hora e sua importância dentro da Micareta.

“Eu acho que é sempre gostoso participar desse momento que é um pouco diferente, vamos dizer assim, do circuito da festa, do que acontece realmente no circuito, aquela multidão.”
O jornalista Humberto Cedraz enfatizou a importância do bloco Zero Hora na Micareta, destacando sua trajetória ao longo dos anos.

“Isso é bom porque é a festa primeira da Micareta de Feira e o bloco junta políticos, o pessoal da comunicação, de um modo geral, então a gente tem uma coloração diferente, porque dá matéria pra rádio, pra jornal, dá resenha pra fazer política e por isso ele tem todo um aparato especial por conta daqueles que participam desse bloco.”
*Com informações dos repórteres Rafael Marques e Robson Nascimento do portal De Olho Na Cidade

A partir desta quinta-feira (18) começa oficialmente a Micareta de Feira 2024. E grandes atrações do cenário nacional vão sacudir o folião no Circuito Maneca Ferreira, na avenida Presidente Dutra. No primeiro dia: Bell Marques, Solange Almeida, Daniela Mercury, entre outros.
A folia segue na sexta, sábado, domingo e se encerra na segunda-feira (22) pela manhã com arrastão do cantor Thiago Aquino.
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Quem está curioso pra saber o dia e horário das atrações, a Prefeitura de Feira de Santana divulgou a grade completa com os horários da programação. Confira:
CIRCUITO MANECA FERREIRA
QUINTA-FEIRA 18/04
HORÁRIO | ATRAÇÃO
15:30 MICARETA DA DIVERSIDADE
16:00 BLACK STYLE
16:15 FILHOS DE GANDHI
16:30 GABRIEL MERCURY
16:45 MICARETA DA DIVERSIDADE
17:15 LANCINHO
17:30 GABIELA MORAES
18:00 FILHOS DE JORGE
18:30 BABADO NOVO
18:45 LINCOLN
19:00 KATERETÊ
19:30 DELIRIUS DO OLHAR
19:45 BLOCO AFRO NELSON MANDELA
20:00 ARMANDINHO DODO E OSMAR
20:15 DANIELA MERCURY
20:30 PAGODE DO SEGREDO
20:45 SIMONE MORENA
21:00 BEL MARQUES
21:15 SOLANGE ALMEIDA
21:30 SILVANO SALES
21:45 LUCAS LIMA
22:00 BETO FILHO
22:15 SEM RETOQUE
22:30 MARCIO LEITE
22:45 GUIG GUETO
23:00 BLOCO A LOJA /THIAGO AQUINO
23:30 BANDA TH
23:45 MICARETA DA DIVERSIDADE
00:00 CONECT
PALCO REGGAE VIBES – JOTA MORBECK
QUINTA-FEIRA 18/04
HORÁRIO | ATRAÇÃO
16:00 BETO MARAVILHA
17:30 JAH PEOPLE
19:00 DONG BOY
20:30 ADALTON SENA
22:00 TOM BROW
23:30 EDSON GOMES
01:00 DIEGO ALISON
Ampliação da faixa etária depende de municípios. Conforme nota técnica, vacinas contra dengue com vencimento até 30/4 podem ser aplicadas

A Câmara Técnica de Imunizações do Ministério da Saúde publicou nessa quinta-feira (17/4), uma nota técnica na qual aponta uma estratégia temporária para vacinação contra dengue das doses com validade até 30 de abril de 2024. Dessa forma, a pasta decidiu liberar a ampliação das faixas etárias no Sistema Único de Saúde (SUS).
As vacinas com validade até 30 de abril poderão ser aplicadas em pessoas de 4 a 59 anos. Contudo, a ampliação da faixa etária ficará a critério dos próprios municípios que tiverem doses sobrando.
Uma segundo nota técnica será enviada aos estados com a nova orientação.
O Ministério da Saúde reforça que seja priorizada a faixa etária de 10 a 14 anos, público para os quais já estavam liberadas as doses desde o início de março. Apesar disso, a baixa adesão fez com que doses estocadas nos municípios se aproximassem da validade.
A segunda dose será garantida para o público que tomar a vacina nesta antecipação.
De acordo com a pasta, não é possível quantificar as doses disponíveis com esta data de validade, uma vez que já foram distribuídas e as aplicações não são informadas imediatamente ao ministério. Os dados podem demorar dias ou semanas para serem repassados para o sistema federal.
“De maneira excepcional, a ampliação da vacinação será permitida nas unidades de saúde durante a jornada de trabalho, preferencialmente para a população entre seis e 16 anos de idade. Esta estratégia poderá ser ampliada até o limite etário especificado na bula da vacina Qdenga”, decidiu o Ministério para as vacinas com vencimento até 30 de abril.
A pasta ainda pediu que seja intensificada nos estados e municípios a comunicação em prol da vacinação e as estratégias para atrair o público para a imunização.
Informações Metrópoles

Recentemente, a Tesla anunciou que pedirá aos seus acionistas que ratifiquem um pacote de remuneração para Elon Musk no valor de US$ 55,8 bilhões. Essa solicitação foi enviada em uma carta aos acionistas e será votada na reunião anual marcada para 13 de junho. Além disso, também será votada a mudança do estado de incorporação da Tesla de Delaware para o Texas, uma medida relacionada à polêmica do pacote de pagamentos a Musk.
O pacote de remuneração extraordinário para Musk foi proposto pela primeira vez em 2018 e consistia em uma concessão de opções de ações ao longo de 10 anos, vinculada ao cumprimento de metas operacionais e financeiras pela empresa. No entanto, um acionista contestou o pedido na justiça de Delaware. Em janeiro deste ano, a juíza Kathaleen McCormick invalidou o pacote, alegando que Musk controlava o processo de aprovação e que o conselho havia enganado os investidores. Ela considerou o processo de compensação de Musk como “profundamente falho”.
Como resposta a essa decisão, Musk transferiu a incorporação da SpaceX, sua empresa de foguetes, do estado de Delaware para o Texas em fevereiro. Ele também planeja fazer o mesmo movimento com a Tesla. Musk recomendou que outras empresas incorporadas em Delaware também considerem mudar para outro estado. Na carta de hoje, a presidente do conselho da Tesla, Robyn Denholm, pediu apoio à mudança, destacando que o Texas já é a sede de negócios da empresa e abriga a Gigafactory Texas, uma das maiores fábricas nos Estados Unidos.
“É no Texas que devemos continuar a trabalhar na nossa missão de acelerar a transição mundial para a energia sustentável, à medida que estabelecemos as bases para o nosso crescimento (…) bem como com o nosso progresso em inteligência artificial através de condução totalmente autônoma”, disse.
No contexto do pacote salarial de 2018, ela declarou que Musk deveria alcançar um crescimento transformador e sem precedentes para receber qualquer remuneração, o que representava um grande risco. Essa abordagem resultou em notável inovação, progresso e ganhos econômicos na Tesla.
“O Conselho apoia este pacote de remuneração. Acreditávamos nisso em 2018, quando pedimos a Elon que perseguisse objetivos notáveis para fazer crescer a empresa. Vocês, como acionistas, também acreditaram nisso em 2018, quando o aprovaram por maioria esmagadora. O tempo e os resultados apenas mostraram a sabedoria do nosso julgamento.”
Informações TBN

Nesta quarta-feira (17), a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher aprovou moção de repúdio ao filho mais novo do presidente Lula, Luís Cláudio, após ele ser acusado por uma ex-mulher de agressões de natureza física, verbal, psicológica e moral. O pedido de repúdio foi apresentado pelas deputadas federais Silvia Waiãpi (PL-AP) e Coronel Fernanda (PL-MT).
No documento, as parlamentares mencionam a repercussão do caso na imprensa e destacam que a vítima foi afastada do trabalho por um mês devido ao trauma causado pelas agressões, além de ter sido hospitalizada com crises de ansiedade. Elas também ressaltam trechos das acusações em que o suspeito teria chamado a mulher de “doente mental”, “vagabunda” e “louca”.
As deputadas justificam que a moção de repúdio é o mínimo esperado de uma comissão tão importante e atuante quanto a de Defesa dos Direitos da Mulher, independentemente da religião, escolaridade, cor ou ideologia política da mulher. Além disso, apontam a gravidade da suposta “influência” utilizada pelo suspeito para se safar das acusações, conforme relatado pela vítima.
A defesa da mulher informa que a Justiça já determinou medidas protetivas, incluindo o afastamento de Luís Cláudio da casa onde moravam e a proibição de que ele se aproxime ou tenha contato com ela. Segundo o site UOL, Luís Cláudio teria dito à vítima que seu pai iria protegê-lo contra as acusações de violência. A defesa de Luís Cláudio, por sua vez, considera as declarações fantasiosas e afirma que as mentiras podem configurar crimes de calúnia, difamação e injúria, garantindo que tomarão as medidas legais pertinentes.
Informações TBN

Nessa terça, 16 de abril, o ditador venezuelano Nicolás Maduro ordenou o fechamento dos postos diplomáticos de seu país no Equador. Essa decisão veio após a polícia equatoriana invadir a embaixada mexicana em Quito, onde o ex-presidente equatoriano Jorge Glas estava refugiado até ser retirado à força.
Maduro declarou: ‘Determinei o fechamento de nossa embaixada no Equador, bem como dos consulados em Quito e Guayaquil. Exijo que o pessoal diplomático retorne imediatamente à Venezuela, até que o direito internacional seja expressamente restaurado no Equador.’ Ele fez essa afirmação durante uma cúpula virtual da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
A operação policial para capturar Glas ocorreu em 5 de abril, quando o México concedeu asilo político ao ex-vice-presidente equatoriano. O governo equatoriano solicitou autorização para entrar na embaixada e detê-lo, mas o México recusou.
Apesar disso, as forças equatorianas prosseguiram com a operação. A invasão policial equatoriana foi condenada por cerca de 30 países e organizações internacionais, incluindo a ONU e a OEA (Organização dos Estados Americanos).
No contexto da Venezuela, Maduro exigiu que o Equador entregasse Glas ao México e criticou o presidente equatoriano, Daniel Noboa, por apoiar a operação. Ele afirmou: ‘As declarações de Noboa não são apenas uma provocação ao México, mas também um desrespeito absoluto ao direito internacional e ao marco jurídico.’
Jorge Glas buscou refúgio na embaixada mexicana no Equador em 17 de dezembro de 2023, antes de receber uma ordem de prisão por acusações de corrupção durante seu mandato como braço direito do ex-presidente equatoriano Rafael Correa. No entanto, para deixar o país, Glas precisa de um salvo-conduto que Noboa se recusa a conceder.
Informações TBN
Ao longo de 541 páginas, os parlamentares norte-americanos mostram que pelo menos 300 brasileiros se tornaram alvo do ministro, incluindo Bolsonaro

Na noite desta quarta-feira, 17, o Comitê Judiciário da Câmara de Representantes dos EUA tornou públicas as ordens de censura impostas pelo ministro Alexandre de Moraes a perfis brasileiros no Twitter/X. A lista dos perseguidos é formada por pelo menos 300 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ao longo de 541 páginas, os parlamentares norte-americanos mostram como a escalada da censura avançou no país desde 2019, quando o ministro Dias Toffoli emitiu uma ordem que concedeu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a autoridade para abrir investigações. Tal medida contraria a Constituição, segundo juristas.
“Com este novo e extraordinário poder, Alexandre de Moraes atacou impunemente os críticos da direita e da esquerda”, resumiu o Comitê da Câmara dos EUA. “O ministro supostamente ordenou que as plataformas de mídia social removessem postagens e contas mesmo quando muito do conteúdo não violava as regras das empresas e muitas vezes sem dar uma razão.”
Os parlamentares citam, entre outras decisões do ministro, a ordem de busca e apreensão nas casas de oito empresários brasileiros, em julho de 2019, além do congelamento de suas contas bancárias e o bloqueio de seus perfis nas redes sociais. Mencionam ainda a decisão que censurou uma reportagem de Revista Crusoé sobre Toffoli.
Para reforçar sua indignação com tais decisões, o Comitê da Câmara dos EUA resgatou uma declaração do ministro aposentado Marco Aurélio Mello. “Estou na Corte há 28 anos e nunca vi uma decisão como esta, de retirar um artigo”, afirmou o magistrado. “Isso é retrocesso.”
Os principais trechos do documento divulgado pelo Comitê da Câmara dos EUA são estes:
Os documentos revelam que, desde 2022, o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — liderado por Alexandre de Moraes — determinaram o bloqueio de pelo menos 300 perfis no Brasil.
As ordens de censura foram impostas aos críticos do governo petista, a parlamentares conservadores e a jornalistas.
Não é apenas o Brasil que enfrenta uma onda de censura. Segundo o Comitê de Justiça da Câmara dos EUA, os norte-americanos também sofrem por falta de liberdade de expressão.
“As conclusões do Comitê e do Subcomitê Selecionado sobre o Armamento do Governo Federal sobre os ataques do governo Joe Biden à liberdade de expressão revelam como o governo Joe Biden, assim como o Brasil, tem procurado silenciar seus críticos”, afirmam os parlamentares norte-americanos.
O Comitê de Justiça da Câmara dos EUA ressalta que a escalada de autoritarismo no Brasil serve de alerta para os norte-americanos.
“No Brasil, a censura ao partido político adversário e aos jornalistas investigativos ocorre por meio de ordem judicial”, observou o Comitê da Câmara dos EUA. “Sob a administração Biden, as exigências de censura são entregues em reuniões a portas fechadas com ameaças regulamentares implícitas, para além da guerra jurídica para os adversários políticos. Agora, mais do que nunca, o Congresso deve agir para cumprir o seu dever de proteger a liberdade de expressão.”
Informações Revista Oeste

Nesta quarta-feira, 17, o ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, foi entrevistado pelo jornalista Joilton Freitas do programa Rotativo News da Rádio Sociedade News FM 102.1. Entre os assuntos abordados estão o lançamento da pré-candidatura, a relação com o atual prefeito Colbert Martins, além de repercutir sobre o número de candidatos à vereador.
Confira o podcast completo:



Governo autorizou R$ 2,4 bilhões em repasses nesta semana. Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), recebeu R$ 24 milhões, enquanto presidente da Câmara não teve emenda liberada.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destravou a liberação de emendas nesta semana e privilegiou aliados na distribuição da verba ao Congresso Nacional. Foram autorizados cerca de R$ 2,4 bilhões, e os repasses atendem principalmente a pedidos de senadores e deputados mais próximos ao governo.
Esse lote de dinheiro para o Congresso é recorde no ano e ocorre em meio a votações importantes que Lula enfrentará, como uma folga de R$ 15 bilhões no Orçamento desse ano e a análise de vetos, prevista para a próxima semana.
Todos os deputados e senadores têm direito a emendas, que são aqueles recursos que eles usam para bancar obras e projetos em seus redutos eleitorais. Com isso, os parlamentares conseguem ganhar mais capital político entre os eleitores.
O governo, porém, pode ditar o ritmo desses repasses e fazer acenos ao Congresso quando propostas do presidente precisam avançar. Ou seja, a autorização de emendas é geralmente usada como moeda de troca em votações na Câmara e no Senado.
A cúpula do Congresso é um exemplo da discrepância na lista de parlamentares beneficiados pelo dinheiro liberado por Lula até agora. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), recebeu o aval no valor de R$ 24 milhões. Já o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não teve emendas repassadas ainda.
Arthur Lira sobre Alexandre Padilha: “Desafeto pessoal”
O embate entre Lira e o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), escalou na semana passada. Padilha é responsável pela articulação política do governo, o que inclui a liberação de emendas.
O desgaste ganhou novo desdobramento após a exoneração do primo de Lira, Wilson César de Lira Santos, do cargo de superintendente do Incra em Alagoas. O presidente da Casa já tinha sido avisado que a situação do primo era insustentável, mas foi surpreendido com a exoneração nesta terça-feira (16).
Como mostrou o blog do Valdo Cruz, Lira deixou claro, durante reunião com líderes, que, em sua opinião, está sendo retaliado pelo Palácio do Planalto.
Disse também que pretende dar prioridade para as pautas da oposição nas próximas semanas, como pacote anti-invasão de terras e também projetos da área de costume, além da instalação de cinco CPIs simultaneamente.
As principais liberações até agora foram nas emendas individuais. Pelas regras, todo deputado, seja governista ou de oposição, tem direito a R$ 37,9 milhões. Os senadores têm R$ 69,6 milhões. Esses valores são para todo o ano.
O senador Eduardo Braga (MDB-AM) conseguiu o repasse de R$ 63 milhões, quase todo o montante do ano. Outros aliados do governo, como os senadores Marcelo Castro (MDB-PI), Otto Alencar (PSD-BA) e Davi Alcolumbre(União-AP), receberam entre R$ 26 milhões e R$ 34 milhões.
Esses números divergem das autorizações para senadores de oposição, como Damares Alves(Republicanos-DF) e Jorge Seif (PL-SC), que ficaram com R$ 810 mil e R$ 700 mil, respectivamente.
O senador Wellington Fagundes (PL-MT), que também é próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), conseguiu R$ 18 mil.
Na Câmara, apesar de os deputados terem direito a menos recursos, alguns conseguiram ocupar o topo da lista, junto com alguns senadores.
É o caso do deputado Otto Alencar Filho (PSD-BA), que conseguiu a liberação de R$ 23 milhões. O deputado Castro Neto (PSD-PI) obteve R$ 19 milhões. Os dois são, respectivamente, filhos dos senadores Otto Alencar e Marcelo Castro.
Os deputados Gabriel Nunes (PSD-BA), Márcio Jerry (PCdoB-MA) e Zeca Dirceu (PT-PR) conseguiram entre R$ 17 milhões e R$ 20 milhões, enquanto Mário Frias (PL-SP) e Carla Zambelli (PL-SP) conseguiram R$ 200 mil.
Os parlamentares vinham cobrando do Palácio do Planalto que as emendas fossem destravadas ainda neste mês. A partir de junho, por causa do calendário eleitoral, há limitações a esses repasses.
Portanto, quem consegue a liberação de emendas mais cedo tem mais tempo para obter ganhos políticos com os recursos às vésperas da eleição municipal, quando parlamentares tentam emplacar aliados nos cargos e se fortalecerem para a eleição de 2026.

O plenário do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (17/4), o projeto de lei (PL) que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda.Agora, o texto segue para sanção presidencial.
O PL teve relatoria do senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), líder do governo no Congresso. Ele não fez alterações no texto aprovado pela Câmara dos Deputados em março deste ano, tampouco acatou emendas apresentadas por outros senadores.
De acordo com o texto, enviado ao Congresso pelo governo federal, ficam isentos do pagamento do Imposto de Renda trabalhadores que ganham até dois salários mínimos, ou seja, R$ 2.824.
O projeto zera a alíquota do imposto para trabalhadores que recebem até R$ 2.259. O valor de R$ 2.824 é alcançado com a soma do desconto automático simplificado de R$ 564.
Durante a análise em plenário, a proposta foi criticada por parlamentares da oposição. Eles argumentam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu, durante a campanha eleitoral de 2022, que a isenção valeria para quem ganha até R$ 5 mil. A promessa de Lula, no entanto, é que a mudança será realizada até o fim do mandato.
Carlos Viana (Podemos-MG) tem criticado enfaticamente o texto desde que a pauta tramitava na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). No plenário, ele pediu que o PL fosse sugerido e que a isenção fosse ampliada para até três salários mínimos. Ele apresentou um destaque para alterar o texto, que foi rejeitado.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que não há espaço nas contas públicas para realizar a ampliação neste momento, mas defendeu que Lula deve estender a faixa nos próximos meses de mandato.
“Com a emenda de vossa excelência, nós dependeríamos de um gasto a mais, que chegaria a R$ 113 bilhões. O presidente Lula fez um compromisso, e tenho certeza de que será cumprido, de R$ 5 mil até o fim do governo”, afirmou Wagner.
Informações Metrópoles