
O assessor parlamentar, Loran Prazeres Conceição, de 36 anos, foi encontrado morto na noite desta quarta-feira, 29, no bairro Stiep, em Salvador. Em nota, a Polícia Civil informou que ele foi vítima de golpe de arma branca.
Ele trabalhava com o deputado estadual Binho Galinha (Avante), condenado a 36 anos e 9 meses de prisão, por crimes relacionados à posse irregular e adulterado de armas de fogo. Até o momento, não há informações de que a situação esteja ligada ao caso.
Mesmo preso, Binho Galinha segue como candidato a deputado estadual nas eleições deste ano. Nas redes sociais, o perfil do político lamentou o ocorrido.
“Recebemos com profundo pesar a notícia do falecimento de Lohan Prazeres. Neste momento de dor, nos solidarizamos com seus familiares, amigos e todos que tiveram o privilégio de conviver com ele. Que Deus conforte os corações enlutados, conceda força à família e o receba em sua infinita misericórdia”, disse nota.
Também à reportagem, a Polícia Militar da Bahia afirma que agentes da da 39ª CIPM, foram acionados para averiguar uma suposta invasão de domicílio e vias de fato na Travessa Arnaldo Lopes da Silva e, ao chegarem no local, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estava presente e constatou o óbito.
Militares isolaram a área e acionaram o Departamento de Polícia Técnica (DPT), para remoção do corpo e realização de perícia. O caso está sendo investigado pela 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico) e diligências e oitivas são realizadas para a identificação da autoria e da motivação do crime.
Loran Prazeres construiu uma carreira na administração pública baiana, atuando em diferentes gestões municipais. Em Amargosa, o homem foi ouvidor da Câmara Municipal de Amargosa e assessor parlamentar na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).
Em nota, a Câmara Municipal de Amargosa lamentou o ocorrido, se solidarizando com família e amigos.
Ele também foi candidato a vereador como Loran da Saúde, nas eleições municipais de 2020. Atualmente, Loras era estudante do Centro de Formação de Professores (CFP) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).
O deputado estadual Binho Galinha (Avante) foi condenado a 36 anos e 9 meses de prisão após decisão proferida em julgamento da Vara Criminal de Feira de Santana. A sentença considerou o parlamentar culpado por crimes relacionados à posse irregular e adulterado de armas de fogo.
O processo foi ajuizado pelo Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco),a partir de investigações da Operação El Patrón. A ação trata da apreensão de armas de fogo, munições e acessórios encontrados durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em dezembro de 2023.
Ele condenado pela prática de crimes previstos nos artigos 12 e 16 da Lei nº 10.826/2003, o Estatuto do Desarmamento. A magistrada reconheceu sete infrações relativas à posse irregular de arma de fogo de uso permitido e outras sete infrações envolvendo arma de uso restrito, sinais identificadores adulterados ou suprimidos e fornecimento ou facilitação de acesso de arma de fogo a menor de idade.
A pena referente às sete infrações do artigo 12 foi fixada em 10 anos e 6 meses de detenção, além de 105 dias-multa. Já em relação às sete infrações do artigo 16, a pena total chegou a 26 anos e 3 meses de reclusão, também com 105 dias-multa. O regime inicial para a pena de reclusão foi fixado como fechado.
*A Tarde
Foto: reprodução
