
O Bahia entra em campo na noite deste domingo (5) para enfrentar o Botafogo no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, pela quinta rodada da Série A, a partir das 18h30. O Tricolor que vem acumulando uma sequência de vitórias luta para se manter nas primeiras posições do Campeonato Brasileiro.
O time, comandado pelo técnico Rogério Ceni, deve ter contar com quase todos os jogadores para disputar esta rodada. Para este duelo, o Esquadrão de Aço tem apenas dois desfalques: o lateral-esquerdo Ryan e o volante Acevedo, que ainda se recuperam de lesão.
Na tabela de posição, o Bahia aparece em sexto colocado, com sete pontos. Já o seu adversário, aglomera nove pontos e lidera o Brasileirão.
Confira as possíveis escalações
Bahia: Marcos Felipe; Santiago Arias (Gilberto), Gabriel Xavier, Victor Cuesta e Luciano Juba; Caio Alexandre, Jean Lucas, Everton Ribeiro (De Pena) e Cauly; Thaciano (Biel) e Everaldo. Técnico: Rogério Ceni.
Botafogo: John; Damián Suárez (Ponte), Halter, Barboza e Hugo (Cuiabano); Gregore, Marlon Freitas, Luiz Henrique e Savarino (Jeffinho); Eduardo e Júnior Santos. Técnico: Artur Jorge.
Informações Bahia.ba

O transporte de moto por aplicativo se tornou bastante comum em várias cidades brasileiras, e chama a atenção a quantidade de mulheres que usam o serviço. Uma pesquisa da 99 mostrou que as mulheres de periferia são o público predominante na 99Moto, modalidade de transporte de passageiros por moto da empresa.
Mais da metade dos usuários de 99Moto são mulheres: 59% nas mais de 3.000 cidades em que está presente —em carros, a porcentagem de usuárias é um pouco menor: 57%.
Apesar disso, dentre as condutoras de mototáxi apenas 10% são do sexo feminino, segundo a companhia. A empresa diz que fará investimentos para tentar atrair mais esse público nas cidades onde atua.
No recorte por idade, a grande maioria das usuárias tem entre 24 e 44 anos (57%), seguida por pessoas com mais de 44 anos (26%) e com faixa entre 17 e 24 anos (17%). Dois terços das corridas feitas na plataforma (66%) são realizadas fora das regiões mais ricas das capitais onde opera. A modalidade de moto por app acaba saindo mais em conta para as passageiros.
Entrevistamos as passageiras de moto e elas disseram que se sentiam mais seguras numa moto do que em um carro. Uma das questões é que no carro você está num lugar fechado, enquanto na moto, é aberto, à vista de todos. Se houver algum problema ou se sentir ameaçada, pode sair da garupa.
Luis Gamper, diretor de duas rodas na 99
Menos margem para assédio foi outro ponto destacado. Como o tempo de corrida é curto, as possibilidades de assédio tendem a ser menores. De qualquer forma, diz o executivo, quem se sentir incomodado (tanto condutor como passageiro) pode reportar para o aplicativo. Como ocorre com os carros, é possível também compartilhar a rota com um terceiro ou até mesmo notificar algum perigo durante o trajeto.
Trabalho e consultas são os trajetos mais procurados. Entre os percursos mais realizados pelo público feminino estão ir ao trabalho (62%) e ir a consultas médicas (45%). Em momentos livres, a preferência é por visitar amigos ou namorado/namorada (65%) e passeio em shoppings, praias ou parques (60%).
Marcus Quintela, diretor da FGV Transportes (centro de estudos de mobilidade urbana da instituição), diz que vê mais mulheres como passageiras de mototáxi e aponta como possível fator a questão da sensação de segurança. Quintela ressalta, porém, que deve haver melhores soluções técnicas para as mulheres. No transporte por moto, é comum que o condutor leve um capacete e ele seja compartilhado pelos diferentes garupas. Isso pode ajudar a transmitir doenças —uma touca descartável ou um lenço podem ajudar. A 99 chega a sugerir que a pessoa tenha um capacete próprio para evitar problemas.
A motocicleta exige cuidados, tanto para quem dirige tanto para quem é garupa. Segundo levantamento do Ministério da Saúde, os principais erros que levam a acidentes de moto são: não uso do capacete, direção sob efeito de álcool ou drogas, velocidade, inexperiência, erros de frenagem, mudança de faixa e competição entre condutores.
Mototáxi é uma modalidade comum em várias capitais e em cidades médias. Grandes plataformas de carona, como 99 e Uber, começaram a aproveitar a popularidade com carros para oferecer também a modalidade de transporte por moto. Antes disso, havia uma predominância de soluções locais. Em São Paulo, a prefeitura publicou um decreto proibindo a modalidade.
Formalmente tanto 99 como Uber não usam o termo mototáxi para se referir à modalidade de transporte oferecida por elas. Na legislação, mototáxi tem regulação municipal, enquanto o transporte público individual em motocicletas tem legislação federal. A 99 diz estar em mais de 3.300 municípios. A Uber não revela em quantas cidades está presente, mas diz que foi pioneira (iniciando no fim de 2020, em Aracaju) e que tem cobertura maior que a concorrente. Boa parte das capitais já tem soluções de mototáxi.
Uma das exceções é a cidade de São Paulo, onde 99 e Uber estrearam o serviço em janeiro de 2023 e posteriormente foram proibidas por meio de um decreto assinado pelo prefeito Ricardo Nunes. O volume de acidentes fatais envolvendo motos é uma preocupação do município. Na época, Nunes disse que criaria um grupo de trabalho para avaliar a disponibilidade do serviço.
Informações UOL
A regra de perseguição a homens que são colocados como estupradores em potencial é posta apenas para aqueles que não estão protegidos pela esquerda
Por Adrilles Jorge para a Revista Oeste

A nora de Lula acusou o filho de Lula de agredi-la. Fisicamente, verbalmente, moralmente. Ganhou medida protetiva contra o acusado de agressão. Não há ninguém fazendo acusação taxativa de que o filho de Lula é culpado de qualquer coisa. Caberá à Justiça decidir sobre sua culpa ou inocência. Mas há, como todos sabem, uma propensão a se crer na palavra da mulher em todos os casos em que se acusam um homem de agressão. Há uma tendência a se linchar homens, culpados ou não, pelo que o feminismo contemporâneo chama de machismo estrutural que oprime e agride, moralmente e fisicamente, uma mulher.
A mídia sempre entra em polvorosa quando qualquer figura pública é acusada peremptoriamente de agressão e o pré-julgamento é quase sempre concluído contra o réu, antes de qualquer justiça real. Mas praticamente nenhuma palavra foi dita contra o filho de Lula. E praticamente várias palavras foram ditas ou sugeridas contra a suposta vítima, a nora de Lula. Uma famosa socialite de esquerda chegou a dizer dela que era uma mulher vulgar, que se vestia de maneira obscena e fazia procedimentos estéticos de uma mulher não confiável. Nesta live, outros ativistas “progressistas” riram desbragadamente. Nenhuma palavra de proteção à mulher. Nenhuma palavra de contrariedade ao pré-julgamento de uma mulher que se colocava no lugar de vítima.
A pauta de proteção à mulher é legitima. Mulheres que sofrem agressões tem todo o direito, atual e histórico, de acusarem homens agressivos, opressores e abusadores. Mas há uma distorção do conceito de Justiça quando se colocam quaisquer homens em situação de condenado pela mais remota acusação. Não é o caso de Lula por uma razão muito simples. É o filho de Lula, o ícone maior da esquerda brasileira. A regra de perseguição inclemente a todos os homens que são colocados como estupradores e agressores em potencial é posta apenas para aqueles homens que não estão protegidos pela estrutura do poder que a esquerda exerce sobre a mídia, sobre as universidades, sobre as escolas, sobre o Judiciário e sobre todas as instituições culturais ocupadas pelo “progressismo” e por uma caricatura contemporânea de feminismo que se transformou em mera perseguição contra homens. Mas alguns homens têm proteção especial. O próprio Lula já chegou a fazer piadas grosseiras contra homossexuais e mulheres. Nada lhe acontece. Bolsonaro foi condenado por ter feito um trocadilho vulgar contra uma jornalista. Foi acusado de agressão simbólica não só à tal jornalista como a toda a imprensa brasileira. Não importa o que se diz, mas quem diz, já diz o sabido ditado que traduz os cancelamentos orquestrados pela esquerda nacional e mundial.
A questão é que ninguém consciente advoga linchamento e cancelamento de absolutamente ninguém, sobretudo sob uma séria acusação de agressão a uma mulher. A Justiça foi subvertida a ponto de condenar toda pessoa previamente, publicamente, por ser homem. Neymar, não houvesse sua acusadora de estupro ter feito um vídeo tosco em que provava ser ela a abusadora, estaria até hoje respondendo pelo falso crime de abuso que sua acusadora lhe atribuiu. A mídia toda, bom lembrar, se assanhou em acusá-lo incisivamente e levantar suspeitas seríssimas. Assim com outros personagens masculinos notórios no brasil e no mundo. A coisa é mais aterradora quando se coloca em pauta a questão de “agressão simbólica” ou “agressão moral’”. Por agressão simbólica se entende qualquer coisa, até uma voz elevada ou um olhar mais agressivo. Por várias vezes congressistas de esquerda xingaram seus adversários políticos de ladrão, abusador, criminosos e quando contestadas, acusavam seus oponentes de agressão simbólica contra mulher.
O feminismo nasceu com a melhor das intenções e ações, é bom lembrar. Mulheres não tinham direito a trabalho remunerado, voto, herança, a viajar sem autorização do marido, e, claro, muitas vezes sofriam agressões simbólicas e reais de todos os níveis. Isso foi devidamente mudado pela história. Mas o feminismo hoje se transformou num movimento exclusivo de perseguição a homens. As mulheres já conquistaram todos os seus direitos e liberdades. É claro que há machistas e abusadores, mas pontuais, como há assassinos, traficantes, criminosos pontuais no Brasil. O Brasil não é estruturalmente criminoso nem machista. Não existe tal coisa como machismo estrutural que abrange todos os homens no brasil. Homens e mulheres podem ser bons ou maus, homens e mulheres podem ou não ter desvios de caráter e serem agressivos uns com outros. Homens e mulheres podem se agredir eventualmente numa relação. Simbolicamente e fisicamente. Claro que homens tem mais força física. Mas isso não impede que uma mulher possa mentir, se aproveitando justamente de ter a Justiça e a mídia a seu lado, sobretudo quando se trata de alguém famoso e sobretudo quando se trata de alguém famoso que não esteja alinhado a um pensamento progressista. Imaginem se fosse algum filho de Bolsonaroenvolvido numa suposta agressão a uma mulher sua.
Esse tipo de feminismo canhestro inclusive afeta as reais vítimas de homens violentos que começam a ser discriminadas e sofrerem desconfiança. Este tipo de feminismo canhestro mina as relações entre homens e mulheres que estabelecem uma mútua desconfiança entre eles. Mas esse tipo de feminismo canhestro se cala quando sabe que um de seus protegidos pelo poder está sob a acusação de agredir uma mulher de um filho do presidente Lula. Aí a mulher passa de vítima em potencial a vulgar, suspeita em potencial.
Informações Revista Oeste

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia
O dia 4 de maio de 2023 oficializou a transformação do Esporte Clube Bahia. Apesar de o Grupo City ter iniciado os trabalhos já em dezembro de 2022, foi nessa data que ocorreu o ‘closing’, a conclusão da transição, com a repartição do futebol tricolor em Bahia SAF.
Exatamente um ano depois, o Esquadrão de Aço vive grandes mudanças dentro e fora de campo. Além da parte esportiva, com um elenco reforçado, o clube passa por importantes transformações em sua estrutura de gestão.
A SAF já trouxe frutos imediatos nas finanças, com a redução de 86% da dívida total do Bahia, aumentando consideravelmente a credibilidade do clube no mercado e dando o pontapé inicial para um futuro promissor dentro das quatro linhas.
Um dos pontos que mais dificultavam a vida financeira tricolor, os R$ 300 milhões em dívidas foram reduzidos a R$ 42 milhões em menos de um ano de SAF. O Acórdão, firmado com a Justiça do Trabalho, quitou completamente a dívida trabalhista que em muitos momentos rendeu manchetes na imprensa sob o ponto de vista negativo.
A SAF pretende quitar o restante da dívida até 2025 – sendo que, por contrato, o Grupo City havia se comprometido em pagar os débitos do clube em até três anos. Ou seja, está um passo à frente do que prometeu nesse aspecto.
Contabilizando as temporadas de 2023 e 2024, são R$ 170 milhões investidos em contratações de jogadores renomados e disputados no mercado.
Os destaques ficam para as chegadas de atletas como Jean Lucas, Caio Alexandre e Everton Ribeiro, neste ano, atletas que eram alvos declarados de clubes como Internacional, Corinthians, Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro.
Todos preferiram o Bahia e o projeto apresentado pelo Grupo City.
Everton Ribeiro, por exemplo, já possui inclusive um projeto pós-carreira com o CFG no Brasil. Sua vinda ao Bahia vai além das quatro linhas.
“Também foi muito interessante a proposta pro Everton de, assim que acabar o contrato, trabalhar como embaixador do Grupo City ou outro cargo. Acho que foi interessante nesse sentido. Acabou que o Everton escolheu o projeto do Bahia”, disse o empresário Carlos Eduardo Baptista, em janeiro.
Há mudança significativa também na prospecção de jogadores. O Bahia já utiliza todas as ferramentas do Grupo City no que diz respeito à análise de jogadores, o que auxilia na busca por reforços.
Nesse caso, Cauly é o grande destaque. Partiu da equipe de scouting trazida pelo Grupo City o nome do meia, que agradou à diretoria de futebol do Bahia, comandada por Carlos Santoro, que o adquiriu por R$ 14,2 milhões.
“Eu tenho que valorizar muito a minha equipe de scouting que o identificou jogando no Ludogorets (Bulgária). Ao olhar a pouquíssima movimentação de jogadores que vêm de lá, deve ser valorizado”, disse Cadu Santoro.
Em menos de um ano, o camisa 8 foi alvo de ofertas que superaram a casa dos R$ 30 milhões.
Ou seja, uma valorização de mais de 100% no que diz respeito ao valor pago pelo jogador, confirmando o sucesso da “aposta” e o aumento da credibilidade do clube no mercado.
Por fim, Cauly foi um alvo real do Palmeiras, mas, no fim das contas, aceitou uma proposta de ampliação de contrato com o Bahia, reafirmando seu comprometimento com o projeto.
Houve também erros no mercado. Jhoanner Chávez custou R$ 18 milhões e é o terceiro jogador mais caro da história do clube, mas já é visto como um erro de avaliação. Da mesma forma, Vitor Hugo, que não rendeu o esperado.
Os dois estão na Europa emprestados com opção de compra por parte dos seus times.
Renato Paiva, por sua vez, foi uma aposta ousada feita pelo Grupo City e que passou bem longe do efeito esperado.
Sua saída, mesmo que por opção do treinador, foi “corrigida” com a vinda de um treinador com experiência no futebol brasileiro e, ao mesmo tempo, que vive uma fase emergente na carreira, Rogério Ceni.
O projeto é declaradamente de longo prazo. Para o técnico Rogério Ceni, em dezembro, o Bahia lutará para ser campeão brasileiro e da Libertadores em até dez anos.
Em campo, a oscilação foi a marca do Bahia em 2023 e ainda tem sido em 2024, com o título estadual perdido mesmo após contratações de peso.
“A sensação que tenho é que ainda estamos vendo apenas o primeiro capítulo dessa história do City no Bahia. Mas, às vezes, queremos pular páginas e antecipar o fim do livro. (…) A altíssima oscilação do desempenho ao longo desses 12 meses foi o mais marcante neste início de projeto”, diz o comentarista do Grupo Globo, Cabral Neto, ao ge.globo.
Já para o jornalista Paulo Vinícius Coelho, o PVC, o Bahia já pode sonhar com um título nacional em 2024, no caso a Copa do Brasil.
“A hora de o Bahia sonhar com o título da Copa do Brasil. (…) O desafio está posto: ganhar a Copa do Brasil é possível”, diz o jornalista sobre o Esquadrão de Aço.
O Bahia contratou simplesmente sete profissionais que tiveram sucesso em Xerém, na divisão de base do Fluminense, além de também ter investido em um treinador bem sucedido na base do Palmeiras.
Como destacado anteriormente, os investimentos em prospecção também aumentaram, já que o clube agora tem 18 olheiros e antes só tinha quatro.
Toda a estrutura de profissionais das divisões de base foi reformulada, sendo que não houve redução em nenhum setor. Pelo contrário, houve a criação de novos setores, com novos cargos que visam complementar o desenvolvimento de jovens talentos, com o objetivo de se tornar a melhor base do Brasil até 2033.
O novo departamento de Saúde e Performance, por exemplo, é uma das grandes mudanças que foram implementadas pela SAF desde 2023.
Informações EC Bahia

O Ministério da Justiça e Segurança Públicacolocou sob sigilo os números de fugas registradas nos presídios brasileiros no ano passado. A pasta, embora tenha os dados à disposição, alega que se trata de uma informação de caráter “reservado” e que, portanto, ficará em sigilo pelo prazo de cinco anos.
O Metrópoles requisitou os dados via Lei de Acesso à Informação (LAI), mas teve acesso negado. A negativa ocorreu em todas as instâncias da pasta, tendo sido referendada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.
A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senapen), que é vinculada ao MJ, alega que a exposição das informações poderia “pôr em risco a vida, a segurança ou a saúde da população”, além de “pôr em risco a segurança de instituições ou de altas autoridades nacionais ou estrangeiras e seus familiares”.
A cada semestre, a Senapen reúne e divulga dados sobre os presídios brasileiros. As estatísticas provêm das respostas ao Formulário de Informações Prisionais. O preenchimento é feito no Sistema Nacional de Informações Penais (Sisdepen) por servidores indicados pelas secretarias de Administração Prisional de todos os estados e do Distrito Federal.
A reportagem constatou que, ao menos nas duas últimas edições, o formulário incluiu pergunta relacionada ao número de fugas registradas em cada unidade prisional, e por isso solicitou os dados ao MJ.
As fugas de detentos de prisões brasileiras ganharam projeção nacional, no início deste ano, após dois presos escaparem da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Deibson Cabral Nascimento e Rogério da Silva Mendonça fugiram por mais de 50 dias, até serem recapturados a cerca de 1,6 mil quilômetros da unidade prisional.
Os criminosos, que são integrantes da facção Comando Vermelho (CV), fugiram por um buraco na parede de uma das celas e utilizaram ferramentas da obra que ocorria na unidade prisional.
A fuga representou a primeira crise desde que o ministro Ricardo Lewandowski tomou posse no Ministério da Justiça e Segurança Pública. O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) está no comando da pasta desde o início de fevereiro, quando assumiu o posto que era por Flávio Dino.

Em 9 de maio de 2019, após o Ministério da Educação (MEC) anunciar contingenciamento de 30% no repasse às universidades federais, um jornalista procurou, via Lei de Acesso à Informação (LAI), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e outras instituições de ensino para dimensionar em que medida o corte no orçamento as afetaram.
Por lei, as informações deveriam ser fornecidas, no máximo, em até 30 dias. A instituição mineira, no entanto, ultrapassou o prazo legal e respondeu à demanda apenas em 25 de maio do ano passado, depois de 715 dias — pouco mais de dois anos após o envio do pedido. Esta foi a solicitação que demorou mais tempo para ser sanada desde o início do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).
O descumprimento do período estabelecido pela LAI tem acontecido recorrentemente na administração pública. Desde 2019, cerca de 14.695 requerimentos extrapolaram o prazo para respostas. O levantamento foi feito pelo (M)Dados, núcleo de análise de grande volume de informações do Metrópoles, com base em material disponibilizado pela Controladoria-Geral da União (CGU).
Para chegar a este número, a reportagem cruzou prazos de atendimento com as datas das respostas iniciais, sem considerar eventuais recursos feitos pelo cidadão – o que estende o período estipulado em lei. Vale ressaltar que a norma estabelece prazo legal de 20 dias corridos para que o retorno seja dado. Esse período, no entanto, pode ser prorrogado por mais 10 dias.
A segunda e a terceira demanda na lista de atrasos foi feita para o Ministério da Infraestrutura. Com 690 dias para uma resposta, o pedido mais demorado feito ao órgão não foi sequer respondido. A pasta atrasou a resposta apenas para, depois de quase dois anos, classificar a informação como sigilosa.
Para o segundo pedido, o órgão demorou 639 dias para dizer ao requerente que não tinha “competência para responder sobre o assunto” demandado.
A situação prejudica bastante a transparência, o controle social e a democracia do país, explica o diretor executivo da Transparência Brasil, organização independente especializada em combate à corrupção, Manoel Galdino.
“Em primeiro lugar, porque desestimula o cidadão de fazer novos pedidos de acesso à informação no futuro. Em segundo, a exigência de fornecer a informação rapidamente (de maneira tempestiva, no jargão jurídico) é importante para o controle social e garantir accountability do poder público”, explica o especialista.
“Sem informação, o jornalismo não pode fazer a matéria, o cidadão não pode fazer o controle social. Em última instância, prejudica a própria democracia, na medida em que um dos seus pilares é o direito do cidadão de ter informação sobre o que o governo faz, para avaliar seu desempenho e poder escolher seu voto”, completa o profissional ao Metrópoles.
Outro pedido atrasado foi postulado por uma mestranda de um programa de pós-graduação. A estudante esperou por 616 dias para obter informações da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Na ocasião, a discente desenvolvia uma dissertação sobre o comportamento dos custos nas instituições de ensino e, por isso, demandou quase três dezenas delas.
Dentre os 10 pedidos mais atrasados, cinco foram direcionados a universidades. De todo o governo federal, as instituições de ensino são os órgãos que mais retardam a apresentação de respostas. Além delas, o Ministério da Infraestrutura, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento também figuram no ranking de descumprimentos.
A jornalista Maria Vitória Ramos – cofundadora e diretora da agência independente de dados especializada no acesso à informação, a Fiquem Sabendo – aponta dois motivos para essa típica demora das universidades públicas federais.
“O primeiro é a falta de previsão orçamentária para as universidades; o segundo é o fato de muitas ainda não terem autoridades responsáveis apontadas e diversas estaduais, como no caso das paulistas terem saído do Sistema Eletrônico do Serviço de Informações ao Cidadão (e-SIC) do estado. Hoje universidades de São Paulo têm um e-SIC separado do resto da administração, com instâncias recursais próprias. Ou seja, fora da ‘pouca’ vigilância dos órgãos de controle”, explica.
“Os órgãos não sofrem punição, porque a CGU não tem poderes, nem de incentivo monetário, nem de punição. Existe a punição para o servidor que descumprir diretamente a LAI. O que a CGU faz para tentar incentivar os órgãos é o ranking, publicado no painel da LAI”, afirma Ramos.
O painel publicado pela Controladoria mostra que, até quarta-feira (26/1), o Ministério da Saúde era o órgão com o maior número (26) de omissões em respostas atualmente.
O levantamento feito pelo Metrópoles, porém, indica que o órgão também lidera o ranking ao se considerar todos os pedidos feitos desde 2019. A pasta deixou 1.279 requerimentos sem resposta no prazo. Em seguida, estão o Ministério da Cidadania (com 791), o Ministério da Economia (443), a Anvisa (428), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária(380) e a UFPI, com 330 respostas atrasadas.
Jornalistas do Metrópoles estão entre os prejudicados pela demora do Ministério da Saúde. Em 25 de fevereiro do ano passado, foram solicitados à pasta documentos enviados ao Tribunal de Contas da União (TCU) no âmbito de um processo que apurava os critérios de distribuição de comprimidos de cloroquina para os estados, o Distrito Federal e os municípios. Trezentos e dois dias depois, em 24 de dezembro e véspera de Natal, o órgão finalmente respondeu. O assunto, contudo, já havia sido discutido amplamente na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19.
O Ministério da Saúde foi procurado, via assessoria de imprensa, na terça-feira (25/1) para se manifestar sobre ser o órgão com mais omissões, mas não respondeu. As universidades federais de Minas Gerais (UFMG), do Piauí (UFPI) e do Amapá (Unifap) foram demandadas na quarta-feira (26/1).
O Ministério da Infraestrutura afirmou não ter tido acesso aos pedidos. Segundo o órgão, os pedidos foram enviados originalmente em 2019 na Companhia Docas do Maranhão (Codomar). Em janeiro de 2018, a companhia foi incluída no Programa Nacional de Desestatização, ficando sob responsabilidade da pasta a execução das medidas e coordenação do Ministério da Economia, como aponta a própria Infraestrutura.
“Após o fechamento da empresa, a CGU procurou o Ministério da Infraestrutura, redirecionando 10 demandas em 25 de fevereiro de 2021. O Ministério da Infraestrutura não tinha acesso aos pedidos, nem mesmo às análises ou respostas registradas originalmente, até serem repassados pela CGU. Em nenhum dos dois casos é possível se falar em atraso por parte do Ministério da Infraestrutura”.
A Universidade Federal de Minas Gerais informou que, desde o início da gestão 2018/2022, tem trabalhado ativamente para otimizar o atendimento via Serviço de Informação ao Cidadão (SIC). “Segundo levantamento do órgão, em 2019 existiam quase 100 manifestações em atraso, o que resultou em um longo processo para regularização do quadro. Em 2021, a UFMG conseguiu zerar as manifestações em atraso. Atualmente o tempo médio de respostas da UFMG é de 21 dias.”
Informações Metrópoles

O número de mortos na catástrofe causada pelas fortes chuvas no Rio Grande do Sul (RS)chegou a 66 neste domingo (5/5), segundo boletim da Defesa Civil divulgado às 9h. Seis óbitos ainda estão sendo investigados.
De acordo com o comunicado, 101 pessoas seguem desaparecidas e 155 ficaram feridas. O boletim aponta ainda 80.573 desalojados. A tragédia já afeta 332 municípios e um total de 707.190 pessoas.

Corpo de Bombeiros trabalha no resgate e ajuda a moradores de Rio Pardinho Lauro Alves/ Secom

Resgate de famílias na Ilha dos Marinheiros, pela Defesa Civil de Porto Alegre Giulian Serafim/PMPOA


O episódio é considerado o maior desastre natural da história do estado. Os temporais, seguidos de enchentes, deixaram imóveis, estradas e redes de energia elétrica destruídos.
Nesse sábado (4/5), o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), fez um apelo para que a população comece a racionar água. Devido às enchentes, quatro das seis estações de tratamento de água da região estão inoperantes.
O abastecimento de energia elétrica foi interrompido em 421 mil pontos, segundo a Defesa Civil. Na rede estadual de educação, 664 escolas foram afetadas, sendo que 250 ficaram danificadas.
As estradas gaúchas registram, na manhã deste domingo, 113 pontos de bloqueio, total ou parcial, em 61 rodovias, entre estradas e pontes. Veja a lista completa aqui.
Informações Metrópoles

Neste sábado (4), uma parte da equipe do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) que foi enviada para dar apoio no resgate às vítimas das chuvas que incidem no Rio Grande do Sul, resgatou na região de Bento Gonçalves, aproximadamente 90 pessoas, entre idosos e crianças. Elas foram removidas do local com o apoio de aeronave. A área fica a uma distância de 11 km, caminhando em região de serra e os bombeiros tiveram apoio de quadriciclos em alguns trechos.
Um cachorro também foi resgatado por bombeiros baianos neste sábado. O animal estava sozinho em casa, no distrito de Galopolis em Caxias do Sul. Na sexta (3), eles localizaram e recuperaram três corpos em Caxias do Sul.

“A situação está bem delicada. Estamos atuando prioritariamente em locais que ocorreram deslizamento de terra, realizando busca e resgate. Nossa atuação acontece em conjunto com outros corpos de bombeiros e outros órgãos como a defesa civil”, explicou o coronel BM Jadson Almeida.
Os militares baianos também estão atuando em um centro de distribuição de donativos e primeiro acolhimento aos desabrigados e desalojados.
Alimentação doada pela comunidade – Obrigado! Força (seguido de um coração). Essas duas palavras que demonstram carinho e gratidão estão sendo escritas nas quentinhas que são doadas aos militares para alimentação. Mesmo com a escassez de suprimentos, os gaúchos estão levando alimentação para os bombeiros que seguem nas buscas e suporte à população.

“Essa gratidão é nossa, pelo apoio e carinho que estamos recebendo em meio a tanta tristeza. É uma rede de solidariedade muito grande, mesmo diante de uma situação de total vulnerabilidade. Vamos permanecer por aqui até a situação melhorar e se precisar será enviada outra equipe”, completou o oficial.

Em meio a preocupações crescentes sobre a segurança pública, um estudo internacional da ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal colocou Feira de Santana como a cidade brasileira mais violenta no ranking mundial.
Ao De Olho na Cidade, o prefeito Colbert Martins Filho comentou sobre a situação, expressando preocupação e destacando a responsabilidade do Governo do Estado na crise de segurança.
“Infelizmente se repete essa informação mais uma vez e o resultado é o que a gente percebe, Feira de Santana é uma cidade dominada pelo medo e o medo significa que há, do ponto de vista de segurança pública, um domínio de facções, a migração do Rio de Janeiro, das suas facções pra Bahia é um fato, o que nós vemos lá em Salvador, em Periperi e Valéria é uma disputa na qual as as facções ganharam espaço para o Estado.”
Feira de Santana, que já foi considerada a quarta cidade mais violenta do Brasil em 2022, subiu para o topo da lista em 2023, com uma taxa alarmante de homicídios por 100 mil habitantes, atingindo 58,69 casos.
Ao comparar Feira de Santana com a capital, Salvador, o prefeito destacou uma semelhança nos desafios enfrentados em relação à segurança pública.
“O que nós vemos lá em Salvador se reproduz aqui. Nós estamos numa cidade sitiada, numa cidade com medo, onde o governo da Bahia perdeu o controle do Estado para os traficantes, para as facções. Portanto, o que nós vemos aqui é um retrato extremamente negativo da ação do Governo do Estado, que é o único responsável por essa situação. Não adianta dizer que na Bahia a responsabilidade da polícia é de outrem, é do governo do Estado, portanto, Feira de Santana está entregue, as pessoas estão presas em casa e os bandidos estão soltos nas ruas.”
O prefeito enfatizou que a responsabilidade pela situação não reside na atuação da polícia, mas sim na falta de uma resposta política eficaz.
“Não é responsabilidade da polícia, a responsabilidade é do governo do Estado assumir como aconteceu no Equador agora, como está acontecendo em El Salvador. É responsabilidade política de ação, não é atribuir a polícia nem levantar estatísticas, o problema não está na polícia, o problema está no governo do Brasil, está no governo da Bahia.”
*Com informações do repórter Danillo Freitas do site De Olho Na Cidade

O Dia das Mães é uma data significativa para o comércio no mercado feirense, bem como em todo país, e é ideal para aumentar a venda de produtos e serviços. O motivo do sucesso é pela ocasião em homenagear uma pessoal tão especial entre nós: as mães e que abre um enorme leque de opções, os variados segmentos.
Segundo Luís Mercês, empresário da rede de lojas Mersan e vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Feira de Santana, expressou seu otimismo em relação às vendas para o Dia das Mães, destacando um início promissor em maio.
“Eu sou um eterno otimista, já senti que tivemos o primeiro trimestre razoável, mês de abril não foi bom, foi um mês difícil, mas maio começou muito bem. Acredito muito que teremos números surpreendentes porque mãe é mãe, as pessoas não vão deixar de presentear sua mãe, não vão deixar de marcar essa data, porque é uma data bonita, é uma data que movimenta toda a economia”, afirma.
Ele fez um apelo à população para que prestigiem as lojas físicas, destacando o impacto positivo no emprego e na renda local.
“Cada pessoa que frequenta o comércio, de sua cidade, de seu bairro, de sua artéria comercial, elas estão gerando emprego e renda. Cada hora que o cara pro e-commerce ela está gerando emprego e renda na China, em diversos países, então estamos aqui fazendo até um apelo pra que as pessoas prestigiem as lojas porque é importante ter essa essa conscientização, nós precisamos da loja, então é o momento da gente ter consciência, ajudar, prestigiar o comércio físico.”
O presidente do Sindicato do Comércio de Feira de Santana (SICOMFS), Marco Silva, ressalta a importância econômica do Dia das Mães para a região, especialmente em um contexto em que se aproxima o São João, outra data forte para o comércio local.
“O dia das mães para a gente do nordeste que tem um São João muito forte é uma data importante de vendas. Então a gente já começa a enxergar o Dia das Mães conectado com o dia dos namorados e São João, esse período é uma grande arrancada no meio de ano e garante a geração de emprego e renda muito importante pra nós nordestinos”, destaca Silva.
As lojas já se preparam para o período, com estoques abastecidos, equipes treinadas e decorações temáticas. Além disso, estão previstas campanhas de vendas e sorteios de prêmios, como carros, para atrair os consumidores.
Uma novidade deste ano é a extensão do horário de funcionamento do comércio durante a semana do Dia das Mães. Segundo Marco Silva, de quarta-feira (08) até a sexta-feira (10) o comércio funcionará até às 20 horas, e no sábado (11) até às 18 horas. Os shopping centers e o comércio dos bairros também estarão abertos, inclusive no domingo.
*Com informações de Jorge Biancchi

As recentes conquistas parecem ter inspirado a Bahia a seguir fazendo história na canoagem brasileira, que ganhou mais uma classificação emblemática na última semana. Valdenice Conceição, atleta de 34 anos, natural de Itacaré-BA, se tornou a primeira mulher brasileira a garantir uma vaga para as Olimpíadas, na categoria de canoagem feminina, modalidade que segue dentro dos Jogos Olímpicos desde 2020. A itacareense é beneficiária do Programa Bolsa Atleta do Ministério do Esporte, na categoria Pódio.
Pelo Pan-Americano de Canoagem Velocidade, torneio pré-olímpico de países americanos, que ocorreu em Sarasota, na Flórida. Valdenice venceu a prova do C1 200m feminino com o tempo de 47s739, garantido o feito inédito para o Brasil. Além da conquista, a atleta também foi a primeira mulher a garantir a medalha de bronze no C1 200m, em 2015, e possui também um ouro na Copa do Mundo de Racice em 2017.
A baiana conseguiu a quarta vaga na canoagem brasileira para o Brasil. Jacky Godmann e Filipe Vinícius Vieira venceram o C2 500m do pré-olímpico das Américas e se classificaram com o barco de duplas brasileiro. Isaquias Queiroz, que já é figurinha carimbada em Paris, já havia confirmado a classificação do C1 1.000m.
Ao Bahia Notícias, a baiana falou sobre o sentimento da importante conquista para os Jogos Olímpicos de Paris e detalhou sobre o orgulho que sente em ter trazido a vaga para a Bahia.
“Para mim é muito feliz e gratificante ser a primeira mulher brasileira a conseguir uma vaga para o Brasil na canoagem de velocidade. Sinto muito orgulho de poder estar representando o país numa edição de Jogos Olímpicos e graças a Deus a vaga veio agora. Tô muito feliz de poder representar o Brasil e a Bahia, isso é muito bom para a minha carreira”, celebrou.

Valdenice Conceição momentos antes de garantir o ouro no Pan-Americano Feminino de Canoagem de Velocidade | Foto: Reprodução / Instagram
A canoísta trilha um caminho de 18 anos de carreira no esporte e não participou da busca pela vaga em Tóquio, em 2020, ano de estreia da modalidade nas Olimpíadas, por um problema de logística com sua estratégia, mas se mostrou forte na briga pela vaga em Paris e comprovou toda a força e perseverança que demonstra sempre ter tido.
“Não foi fácil porque a categoria não era olímpica e só foi se tornar em 2020, em Tóquio, mas a Canoagem do Brasil não conseguiu o feito inédito. ”Isso (a não classificação) foi um pouco triste por eu ser a número um do Brasil e não estar lá pra mim foi triste, mas graças a Deus não desisti, continuei me dedicando e treinando e graças a Deus a canoagem estará em Paris. Isso é um motivo de muito orgulho e gratificação para a minha carreira”, relembrou a esportista.
Antes de Valdenice, Isaquias Queiroz foi o atleta que também fez história na canoagem. O baiano de Ubaitaba conquistou o ouro olímpico em Tóquio 2020 na categoria C1 100m. A agora classificada para Paris revelou que ainda não houveram comparações com Isaquias, que já possui uma boa experiência na competição, e ressaltou que o foco é na sua performance e nos seus objetivos.
Ambos os atletas se assemelham muito dentro do cenário dos Jogos Olímpicos. Além de garantirem conquistas inéditas na modalidade esportiva, os dois vieram do sul da Bahia e nasceram em cidades vizinhas. A distância de Ubaitaba para Itabuna é estimada em 53,0 km, levando um tempo de duração de uma hora e dois minutos de viagem entre os municípios.
“Não houve nenhum tipo de comparação com Isaquias. Desde o começo a canoagem masculina sempre foi uma modalidade olímpica e a feminina não, então eu nunca percebo uma comparação do Isaquias com a Valdenice. Sempre treinei pensando em mim, no meu foco e nos meus objetivos, cada um tem o seu, e eu sei disso. Vou continuar o meu trabalho dessa forma”, pontuou.
COMO CHEGA PARA OS JOGOS OLÍMPICOS?
A baiana de 34 anos diz estar fisicamente bem para representar o Brasil em Paris e alegou que suas adversárias estão um passo à frente dela, mas crê que nos próximos três meses de preparação vai chegar para brigar pelo ouro. A “Neta Canoa”, como é apelidada, quer fazer ajustes em alguns detalhes que a mesma alega estarem faltando, mas mantém aceso o sonho pela única medalha que falta no seu currículo.

Pódio de Valdenice Conceição no Pan-Americano Feminino 2024 | Foto: Reprodução / Instagram
Após garantir o ouro no Pan-Americano, a canoísta baiana foi recebida com festa no município de Maraú, sendo homenageada por um centro cultural e esportivo após um desfile nas ruas da cidade. O Brasil agora assegura 204 vagas para Paris 2024 após a conquista da canoísta de Itacaré.
Informações Bahia Notícias