
Por Vasco Cotovio, da CNN.
Israel é um dos países mais preparados para um ataque aéreo do Irã, dado seu arsenal e experiência com grupos militantes como Hamas e Hezbollah.
O sistema de defesa aérea mais conhecido de Israel é o Iron Dome – um sistema de curto alcance que interceptou milhares de foguetes e drones disparados por ambos os grupos nos últimos anos. De acordo com o fabricante israelense Rafael Defense Systems, o Iron Dome possui uma taxa de sucesso de 90%. Recentemente, Israel também estreou a versão marítima do Iron Dome, um sistema de defesa aérea conhecido como “C-Dome”, para interceptar um drone Houthi.
No entanto, o Iron Dome tem limitações: alguns foguetes conseguiram ultrapassar a defesa – vários disparados pelo Hezbollah contra Israel fizeram isso na sexta-feira passada – e o sistema de defesa é mais adequado para foguetes ou mísseis disparados a curtas distâncias. Seu radar tem um alcance de 4 a 70 quilômetros.
Para lidar com mísseis ou drones de médio a longo alcance – o tipo que provavelmente enfrentará no ataque do Irã no sábado – Israel instalou o sistema David’s Sling em 2017. Com um alcance de até 300 quilômetros, seu principal objetivo é proteger contra e interceptar foguetes de grande calibre, drones ou mísseis balísticos de curto alcance.
“O sistema David’s Sling é capaz de interceptar mísseis disparados contra Israel por países inimigos como Irã e Síria”, afirmou as Forças de Defesa de Israel em um comunicado quando o sistema foi introduzido.
Informações TBN

O presidente dos EUA, Joe Biden, se encontrará com oficiais do Conselho de Segurança Nacional na Sala de Situação da Casa Branca após seu retorno de Rehoboth, Delaware, de acordo com um comunicado da Casa Branca.
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Antes disso, o presidente foi informado sobre a situação no Oriente Médio pelo conselheiro de segurança nacional, Jake Sullivan, e pelo principal vice-conselheiro de segurança nacional, Jon Finer, disse a Casa Branca.
Além disso, o Secretário de Defesa, Lloyd Austin, o Secretário de Estado, Antony Blinken, e o Presidente do Estado-Maior Conjunto, Gen. Charles Q. Brown, estarão entre os presentes na Sala de Situação, juntamente com Sullivan e Finer.
A Vice-Presidente Kamala Harris e o Chefe de Gabinete de Biden, Jeff Zients, participarão por meio de vídeo seguro, informou a Casa.
Informações TBN

Segundo informações do Poder 360, as forças armadas de Israel divulgaram que a operação de interceptação de drones e mísseis já está em curso. Vídeos foram compartilhados, embora sem especificar o local das filmagens, que exibem o arsenal israelense em ação contra alvos aéreos, supostamente iranianos.
Confira o vídeo liberado pelas forças armadas de Israel.
Informações TBN

O Terminal Sul, no bairro Tomba, ganhou um novo bicicletário. O espaço instalado pela Prefeitura de Feira é destinado a usuários do transporte público urbano que precisam acomodar a bicicleta para seguir viagens por percursos mais longos, integrando-se ao serviço de ônibus e terminais.
“As bicicletas têm um papel importante no desenvolvimento sustentável das cidades, pois além de não emitirem poluentes e racionalizarem a utilização dos espaços públicos, contribuem para um estilo de vida mais saudável”, considera Sérgio Carneiro, secretário de Mobilidade Urbana (Semob).
A proposta da Prefeitura de Feira é instalar mais bicicletários gratuitos em outros terminais de transbordo, promovendo uma nova atitude à população frente ao grande fluxo de veículos no trânsito, bem como um desafio social e ambiental.
O veículo não motorizado de duas rodas ainda se destaca como importante meio de transporte complementar no percurso entre a residência e os sistemas de ônibus, além de ser veículo não motorizado econômico que atende as pessoas que residem em locais de difícil acesso para o transporte público.
O espaço possui capacidade para acomodar oito bicicletas e basta travá-la com uma corrente e cadeado. Não há necessidade de o usuário realizar cadastro.

O Diário Oficial deste sábado (13), trouxe informações positivas para a classe dos professores, agentes de endemias e agentes de saúde.
O prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins Filho, sancionou o Projeto de Lei Nº 07/2024, que determina reajuste de 4%, a título de recomposição salarial.
De acordo com a publicação, a concessão a que se refere, ocorrerá a partir do dia 1º do ano passado, e aplicam-se aos vencimentos dos aposentados e pensionistas das categorias indicadas o mesmo percentual.
Art. 1º – Os vencimentos dos servidores públicos da Administração Direta e Descentralizada do Município de Feira de Santana, de suas Autarquias e Fundações, compreendidos exclusivamente os Professores, Especialistas em Educação e Secretários da Rede Municipal de Ensino, Agentes Comunitários de Saúde e Agente de Combate às Endemias, serão revistos, acrescendo-lhes o percentual de 4% (quatro por cento), a título de recomposição salarial.

“Uma competitiva chapa, com homens e mulheres dignos de representar os feirenses, nos mais diversos segmentos, na nossa Câmara de Vereadores”. Assim avalia o ex-prefeito José Ronaldo, que prestigiou a reunião de pré-candidatos, ao Legislativo, do Republicanos, ocorrida esta semana, convidado pelo principal líder desta legenda no município, deputado estadual José de Arimateia.
Ronaldo, historicamente mantém boa relação com Arimateia e com o presidente estadual do partido, o deputado federal Márcio Marinho.
O protagonista fsa

Elon Musk explica por que sua filha não pode se casar com um homem pobre.
Há alguns anos, numa conferência nos Estados Unidos sobre investimentos e finanças, um dos palestrantes foi Elon Musk. Durante a sessão de perguntas e respostas, foi feita uma pergunta que fez todos rirem.
Perguntaram-lhe se o homem mais rico do mundo poderia aceitar que sua filha se casasse com um homem pobre ou modesto.
Sua resposta pode mudar algo para todos.
Elon Musk respondeu: Em primeiro lugar, entenda que riqueza não significa ter uma grande conta bancária. A riqueza é acima de tudo a capacidade de criar riqueza.
Exemplo: Alguém que ganha na loteria ou joga. Mesmo que ganhe 100 milhões, ele não é rico: é um homem pobre e com muito dinheiro. Esta é a razão pela qual 90% dos milionários da loteria ficam pobres novamente após 5 anos.
Também existem pessoas ricas que não têm dinheiro.
Exemplo: A maioria dos empreendedores.
Eles já estão no caminho da riqueza mesmo que não tenham dinheiro, porque estão a desenvolver a sua inteligência financeira e isso é riqueza.
Como os ricos e os pobres são diferentes?
Simplificando: os ricos podem morrer para ficar ricos, enquanto os pobres podem matar para ficar ricos.
Se você vir um jovem que decide treinar, aprender coisas novas, que busca se aprimorar constantemente, saiba que ele é rico.
Se você vir um jovem que pensa que o problema é o Estado, e que pensa que os ricos são todos ladrões e que critica constantemente, saiba que ele é pobre.
Os ricos estão convencidos de que só precisam de informação e formação para descolar, os pobres pensam que outros precisam de lhes dar dinheiro para descolarem.
Concluindo, quando digo que minha filha não vai se casar com um homem pobre, não estou falando de dinheiro. Estou falando da capacidade desse homem de criar riqueza.
Desculpe-me por dizer isso, mas a maioria dos criminosos são pessoas pobres. Quando se deparam com dinheiro, perdem a cabeça, por isso roubam, roubam, etc. Para eles, é uma bênção porque não sabem como poderiam ganhar dinheiro sozinhos.
Um dia, o guarda de um banco encontrou uma sacola cheia de dinheiro, pegou a sacola e foi entregá-la ao gerente do banco.
As pessoas chamavam esse homem de idiota, mas na verdade ele era apenas um homem rico que não tinha dinheiro.
Um ano depois, o banco ofereceu-lhe o cargo de recepcionista, 3 anos depois foi gestor de clientes e 10 anos depois gerenciou a gestão regional deste banco, supervisionou centenas de funcionários e o seu bónus anual ultrapassou o valor que poderia ter roubado.
A riqueza é acima de tudo um estado de espírito.
Então… você é rico ou pobre?
Um estudante que trapaceia para conseguir um diploma nunca será rico. Em vez de criar riqueza, ele estará sempre inclinado a roubar para conseguir o dinheiro e a desperdiçá-lo no espírito de publicidade para ser visto. Vamos ensinar nossos adoráveis filhos como criar riqueza. Esta é a melhor herança. A riqueza é uma mentalidade! Você deve escolher ter sucesso por meios honestos.
APRENDAM E SEJAM RICOS!

Foto: Reprodução.
Professores e funcionários administrativos de várias universidades e institutos federais aprovaram uma greve solicitando aumento salarial e igualdade dos benefícios dos servidores federais aos concedidos ao legislativo e judiciário, ainda em 2024.
2 institutos federais e 1 universidade em greve; 7 universidades em estado de greve (podem entrar em greve a qualquer momento); 17 universidades e 2 institutos com greve agendada para 15/4; 3 deflagrações/indicativos de greve após 15/04; 5 indicativos/construções de greve aprovadas sem data de deflagração.
O país possui 69 universidades federais e 38 institutos federais.
As três instituições de ensino associadas ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) que estão em greve são: o campus Rio Grande do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), o Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IF Sul de Minas) e a Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Veja a lista das outras universidades abaixo.
O Andes solicita que o aumento salarial seja dividido em dois blocos: um aumento de 34% em 3 parcelas iguais de 10,34% em 2024, 2025 e 2026; e outro de 22% também dividido em 3 parcelas iguais de 7,06% em maio de 2024, 2025 e 2026.
De acordo com o sindicato, os percentuais correspondem às perdas salariais desde o governo do ex-presidente Michel Temer, em 2016, até dezembro de 2023, acrescidas das projeções inflacionárias de 2024 e 2025.
A proposta do governo é de que não haja aumento salarial em 2024, mas tem como contraproposta o aumento de benefícios e auxílios pagos aos funcionários públicos, sendo o principal deles o auxílio-alimentação com 52% de aumento, de R$ 658 para R$ 1.000.
Os valores do auxílio-creche e do auxílio-saúde seriam reajustados, conforme proposta do governo, em 51% para todos os servidores públicos federais ativos.
“Apenas o aumento do auxílio-alimentação resultaria em ganho de renda de mais de 4,5% para mais de 200 mil servidores ativos – que são os que ganham até R$ 9 mil mensais”, afirma o Ministério de Gestão e Inovação.
O governo propôs dois aumentos salariais de 4,5%, um em 2025 e outro em 2026, “que somados aos 9% já concedidos (no ano passado), representariam recomposição salarial de 19%, o que ficaria acima da inflação projetada para o período”, segundo informou a pasta.
A oferta dos dois aumentos de 4,5% para os próximos anos foi rejeitada pelo sindicato, que quer a recomposição salarial ainda em 2024.
Os servidores das universidades federais também pedem pelo “revogaço”, isto é, a revogação de uma série de leis implementadas nos últimos governos, como as jornadas especiais de trabalho, procedimentos administrativos diante de greve no serviço público, a centralização no INSS das pensões e aposentadorias, e a contrarreforma da previdência social.
Eles reivindicam ainda por um compromisso de negociação prévia com a bancada sindical a respeito da PEC da Reforma Administrativa, além da implementação dos acordos de reestruturação das carreiras e a instalação dos acordos feitos em mesas de carreiras (fóruns de discussão de pautas não financeiras).
“O governo se comprometeu a implantar até julho todas as mesas específicas de carreiras que ainda não foram abertas no âmbito da Mesa Nacional de Negociação Permanente. Atualmente são 18 mesas de negociações específicas abertas. Dez mesas já chegaram a acordos e oito estão em andamento”, afirma o Ministério de Gestão e Inovação.
Já o MEC afirmou que “vem envidando todos os esforços para buscar alternativas de valorização dos servidores da educação, atento ao diálogo franco e respeitoso com as categorias” e que equipes da pasta vêm participando da mesa nacional de negociação e das mesas específicas de técnicos e docentes instituídas pelo Ministério de Gestão e Inovação, e da mesa setorial que trata de condições de trabalho.
Em greve
Em estado de greve
Greve aprovada para 15/04
Com deflagração/indicativo de greve após 15/04:
Com indicativo/construção de greve aprovada sem data de deflagração
Informações TBN

Foto: Reprodução.
Na última sexta-feira, Lula fez uma visita à indústria de processamento de carne da JBS, onde expressou admiração pelos irmãos Joesley e Wesley Batista e condenou “a mentira, a maldade e a intriga”. As informações foram publicadas pelo colunista Guilherme Amado na Metrópoles.
Em um ponto de seu discurso, Lula declarou: “Eu, se pudesse, ia fazer um decreto, ‘é proibido mentir. Quem mentir, quem mentir vai ser preso’. Porque a gente não pode viver subordinado a mentira, a gente não pode viver subordinado a maldade, a gente não pode viver subordinado a intriga”.
Algumas pessoas na audiência pareciam desconfortáveis nesse momento, sem ter certeza do que Lula estava se referindo. Sete anos antes, Joesley, ao finalizar sua delação premiada com a Procuradoria-Geral da República, afirmou ter feito pagamentos que totalizaram US$ 150 milhões em suborno “em favor” de Lula e Dilma Rousseff, por meio de depósitos em diferentes contas no exterior.
De acordo com o que Joesley relatou na época, as negociações do dinheiro de Lula e Dilma eram feitas com Guido Mantega. Joesley também mencionou que periodicamente levava um extrato das contas para o ministro. “Dizia ele que ia mostrar para o Lula ou ia mostrar pra Dilma. E fica com aquele papel”, relatou.
Em uma ocasião, o procurador da República Ivan Marx afirmou que o relato era “incompro00vável”, e que Joesley nunca havia fornecido provas dessa afirmação. A defesa do empresário reiterou na época que ele não havia mentido.
Marx destacou uma série de inconsistências na história sobre as contas de Lula e Dilma – a primeira delas é que tais contas sempre estiveram no nome do próprio Joesley, que era o único a operá-las.
Quando as revelações da delação de Joesley foram divulgadas, as defesas de Lula e Dilma se pronunciaram.
“Verifica-se nos próprios trechos vazados à imprensa que as afirmações de Joesley Batista em relação a Lula não decorrem de qualquer contato com o ex-presidente, mas sim de supostos diálogos com terceiros, que nem sequer foram comprovados”, afirmou a nota divulgada pelo então advogado Cristiano Zanin.
A assessoria de Dilma Rousseff afirmou que as declarações do empresário eram “improcedentes e inverídicas”. A nota declarava que Dilma rejeitava “delações sem provas ou indícios”.
Informações TBN

São Paulo – Objeto da investigação que resultou na Operação Fim da Linha, deflagrada na última terça-feira (9/4) contra duas empresas que operam linhas de ônibus nas zonas sul e leste da capital paulista, a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no bilionário sistema de transporte público paulistano começou há quase 25 anos, quando a gestão da ex-prefeita petista Marta Suplicy (2001-2004) decidiu regularizar os chamados perueiros, que faziam o transporte de moradores nos bairros de periferia, em cooperativas.
Ainda na década de 1980, estimava-se que 6 mil pessoas trabalhavam como perueiros na cidade, um modelo de transporte clandestino que surgiu com os donos de Kombis, também chamadas de peruas, que viram no rápido e desordenado crescimento das regiões periféricas de São Paulo, sem infraestrutura, uma oportunidade de ganhar dinheiro levando moradores desses novos bairros afastados até as áreas mais centrais da capital.
Em 1990, a gestão da ex-prefeita Luíza Erundina, também eleita pelo PT, tentou regularizar os perueiros criando quatro linhas que ligavam os extremos sul e leste da cidade aos bairros de Santo Amaro e Itaquera, respectivamente, e cadastrou motoristas para operá-las. O programa foi expandido, mas não foi suficiente para acabar com os operadores clandestinos, diante do crescimento populacional dessas regiões.
Já no início dos anos 2000, em Diadema, cidade vizinha da capital e perto das represas da zona sul, um grupo começou a cobrar taxas de proteção de até R$ 15 mil por mês dos perueiros que operavam nas duas cidades. Esse grupo tinha entre os integrantes, segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), Antônio José Muller Júnior, o Granada, que era integrante do PCC, facção criminosa que havia sido fundada em 1993 dentro do sistema prisional paulista. O negócio dos ônibus se mostrou lucrativo e, aos poucos, os filiados ao PCC passaram a operar também na zona leste.
Naquele período, já na gestão Marta Suplicy (PT), a Prefeitura empreendeu nova tentativa para acabar com os clandestinos e regularizar o sistema. Dessa vez, a medida deu certo. O então secretário de Transportes, Jilmar Tatto, negociou a criação de cooperativas de perueiros, que teriam de abandonar as Kombis e operar micro-ônibus.
Além disso, as cooperativas teriam contrato firmado com a Prefeitura, operando linhas com horários de partidas pré-definidos e itinerários determinados pela SPTrans, empresa municipal que administra o sistema de ônibus. Essas linhas fariam um serviço complementar ao atendimento dos ônibus tradicionais, que ligam os bairros ao centro, operando linhas menores, entre os bairros mais afastados e os terminais regionais.
Para o Ministério Público, o PCC usou diversos métodos, da cooptação à ameaça, para assumir a presidência de parte dessas cooperativas que foram regularmente criadas no início dos anos 2000. A Prefeitura, contudo, não adotou nenhuma medida efetiva para coibir o ingresso de perueiros ligados ao tráfico de drogas no sistema. Granada, por exemplo, obteve cargo de diretor da Transmetro, cooperativa que se transformou na Cooperpam.
O ex-secretário Jilmar Tatto chegou a ser alvo de um inquérito policial com outras sete pessoas, suspeitas de ligação com o crime organizado. A polícia, entretanto, não reuniu indícios suficientes para denunciá-lo à Justiça.
Após a regularização, segundo o MPSP, os traficantes e assaltantes de banco filiados ao PCC passaram a ter segurança para investir nas cooperativas, mantendo ônibus tanto para arrecadar com o serviço de transporte de passageiro quanto para lavar dinheiro oriundo do tráfico e de outros crimes. Nesse esquema, motoristas de ônibus, que deveriam ser os verdadeiros cooperados, eram funcionários da facção ou laranjas.
Uma das provas dessa prática foi uma correspondência, descoberta em maio de 2012, entre dois dos membros da chamada “Sintonia Final Geral”, o núcleo de comando do PCC que fica abaixo apenas de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo da organização.
Na carta, em meio a ordens que incluem até a determinação de um assassinato, havia instruções para que Daniel Vinícius Canônico, o Cego, vendesse um micro-ônibus que mantinha na SPTrans e repassasse o dinheiro para a facção. No lugar do veículo vendido, ele receberia um micro-ônibus novo de Roberto Soriano, o Tiriça, chefão do PCC que hoje trava uma disputa interna com Marcola.
Em 2013, com os protestos de junho contra o aumento de tarifas que paralisaram o país, a Prefeitura se viu pressionada a rever o custo das passagens e do sistema. Era a gestão do então prefeito Fernando Haddad (PT), atual ministro da Fazenda, e o secretário de Transportes era novamente Jilmar Tatto. Eles contrataram uma auditoria para tornar público todos os custos do transporte municipal. O trabalho apontou uma enorme confusão contábil nas contas das cooperativas e recomendou que a Prefeitura fizesse novos contratos com as empresas.
A ideia foi orientar que cooperativas se reorganizassem em empresas e disputassem a nova licitação que Haddad planejava para o sistema de ônibus, mas a proposta não prosperou após decisões do Tribunal de Contas do Município (TCM) e da Justiça que favoreceram os empresários das viações de ônibus tradicionais, contrários à nova licitação.
As cooperativas, porém, fizeram a parte delas e se reorganizaram em empresas a partir de 2015. Os integrantes do PCC, por sua vez, chegaram a espancar e até matar antigos perueiros que eram contrários à forma como essa nova organização estava ocorrendo, segundo o Ministério Público.
A antiga Cooperativa Paulistana, que atuava na zona leste, por exemplo, estava se transformando na empresa Allianz (que não tinha nenhuma ligação com a famosa seguradora de origem alemã com o mesmo nome). Um dos perueiros contrários, Sérgio da Conceição Nobre de Oliveira, de 36 anos, que já tinha até contratado advogado para contestar a mudança, foi morto na porta da garagem da empresa em fevereiro daquele ano.
Uma testemunha do caso que seria ouvida pelo MPSP foi espancada na sequência, paralisando as investigações.
Já na zona sul, segundo o MPSP, para poder disputar os lotes mais vantajosos do sistema de ônibus, que precisavam de capital social maior, a Cooperpam, que se transformou na empresa Transwolff, recebeu um aporte de R$ 54 milhões de um empreendimento que seria de fachada e teria levantado os recursos com o PCC, como mostrou o Metrópoles.
Ao todo, a operação deflagrada na última terça-feira contra um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC por meio de empresas de ônibus cumpriu quatro mandados de prisão e 52 de busca e apreensão na capital, no interior e no litoral paulista. Na mira dos investigadores estavam três sócios da Transwolff – todos presos – e um da UpBus, Silvio Luiz Ferreira, conhecido como Cebola, que está foragido.
O MPSP denunciou 26 pessoas das duas empresas por organização criminosa, extorsão, lavagem de capitais e apropriação indébita. Juntas, Transwolff e UpBus receberam mais de R$ 843 milhões em subsídios da Prefeitura da capital paulista, apenas 2023, para operar linhas nas zonas sul e leste. Na denúncia, a Promotoria arrolou como testemunhas o ex-secretário Jilmar Tatto e o presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (União), que teve na Transwolff uma de suas bases eleitorais.
Informações Metrópoles