
Dois policiais militares e um suspeito de praticar um assalto morreram na noite de quarta-feira (28) em Salvador.
Conforme informações da ocorrência, às 19h30, policiais militares pertencentes ao Batalhão Gêmeos, faziam monitoramento de roubos a coletivos na região da Avenida San Martin, quando perceberam o condutor de um veículo modelo Siena, de cor branca, em atitude suspeita.
Os PMS passaram a acompanhar o veículo à distância em carro despadronizado, e solicitaram apoio de uma guarnição padronizada do próprio Batalhão para realizar a abordagem ao veículo.
A equipe conseguiu localizar e acompanhar o suspeito, que acabou colidindo no fundo de um ônibus coletivo na ladeira do IAPI. Logo após o acidente, dois indivíduos fugiram em direções diferentes e um homem, posteriormente identificado como motorista de aplicativo, permaneceu no veículo e informou que havia sido vítima de assalto.
Os militares seguiram as buscas pelos foragidos e, já no bairro da Santa Mônica, solicitaram apoio da guarnição da Rondesp BTS. Com a aproximação dos PMs, houve troca de tiros com o suspeito, que foi socorrido para o Hospital Ernesto Simões, mas não resistiu.
Uma guarnição em uma viatura despadronizada foi informada da localização do outro acusado, momento em que um policial militar, no intuito de conseguir encontrar e prender o criminoso, seguiu a busca num mototáxi que passava no local. Logo à frente, encontrou o homem em um bar localizado na Rua Astrogildo Sepúlveda, onde, conforme informações levantadas, se encontrava um policial militar que não estava em serviço. Ao avistar o policial militar dando voz para o indivíduo se render e acreditando se tratar de um assalto, sacou a arma e iniciou uma troca de tiros, sendo os três atingidos.
O militar que estava em serviço foi socorrido pelo Samu para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde passou por procedimento cirúrgico, mas não resistiu. Já o policial militar que estava no local, mas não estava em serviço, foi socorrido para o Ernesto Simões, mas infelizmente também não resistiu.
Foi constatado o óbito do criminoso que estava com tornozeleira eletrônica no próprio estabelecimento comercial.
Um inquérito será instaurado e as circunstâncias do ocorrido serão apuradas. A Polícia Militar lamentou as mortes dos dois policiais e informou que está acompanhando e prestando apoio às famílias dos policiais militares através do Departamento de Promoção Social (DPS) da Corporação.
Acorda Cidade

Com o número de 386 transplantes renais desde a implantação do serviço em 2015, a Santa Casa de Feira de Santana realiza neste Setembro Verde uma série de atividades para marcar o mês de incentivo à doação de órgãos. O dia nacional pela conscientização é lembrado nesta quarta-feira, 27.
No último agosto, a entidade bateu recorde mensal de cirurgias transplantadoras, fechando o período com sete procedimentos. O número é significativo considerando o total de procedimentos a cada mês nos últimos dois anos. Um marco importante para o Hospital Dom Pedro de Alcântara, mantido pela Santa Casa de Feira e um dos maiores centros transplantadores da região Nordeste.
“O transplante no Brasil é transparente, robusto e de alta credibilidade, um avanço do nosso Sistema Único de Saúde, o SUS. Graças ao nosso serviço de transplante renal aqui em Feira de Santana conseguimos devolver qualidade de vida para centenas de pacientes da macrorregião centro-leste da Bahia”, defende o médico Rodrigo Matos, provedor da entidade que atende a pessoas de mais de 70 municípios do interior baiano.
O número de pacientes ativos na fila de espera por um novo rim é de 530. Por essa razão, a instituição filantrópica redobra os esforços para manter o serviço de transplante renal, que conta com total cobertura do SUS. O Hospital Dom Pedro também garante acompanhamento pós-transplante no ambulatório a 422 pacientes.
É o caso da jovem Marina Natália Santos, de apenas 16 anos. Moradora de Seabra, na Chapada Diamantina, ela vem se recuperando bem de uma grave doença renal após receber um novo rim no último mês de agosto. Natália é acompanhada pela equipe do HDPA.
“Tudo começou dia 1º de dezembro de 2022. Fui fazer uma consulta e minha pressão estava muito alta, fui encaminhada para um hospital e eles descobriram que eu tinha uma doença renal em estágio final. Agora que fiz o transplante na Santa Casa me sinto feliz e realizada”, relata. “Nasci de novo”, diz, emocionada.
A coordenadora do serviço de transplante, a nefrologista Fernanda Albuquerque, destaca a relevância da doação de órgãos. “Estamos notando um aumento no número de transplantes renais. Em agosto, conseguimos fazer um número excelente e isso é justamente graças à doação de órgãos. É importante que todos saibam que, se não houver doação, não haverá transplante. A doação é um ato de amor”, destaca a médica.
*SETEMBRO VERDE*
Durante a campanha do Setembro Verde, a Santa Casa de Feira de Santana promove atividades para sensibilizar pacientes, acompanhantes, colaboradores e também o público externo para a necessidade de conversar com os familiares sobre a doação de órgãos. “Não basta querer doar, é preciso informar à família que você deseja doar seus órgãos”, ressalta Rodrigo Matos.
Dentre as atividades, destaca-se a Feira de Saúde, realizada nesta terça-feira, 26, na área externa da unidade, que contou com informativos sobre o tema, além de serviços diversos como: massagem com ventosas, auriculoterapia, aferição de pressão, teste de glicemia e conversa sobre alimentação saudável. Durante todo o mês também ocorreram palestras, entrevistas e a divulgação de vídeos nas redes sociais da entidade – no Instagram o perfil é @santacasafsa.

Nesta quarta-feira, 27, a vereadora Eremita Mota, presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, liderou uma significativa visita ao campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), localizado na cidade. A unidade faz 10 anos de instalada aqui.
A presidente considera que a visita gerou um intercâmbio saudável entre a instituição de ensino e o Poder Público Municipal.
Durante a visita, Eremita Mota e seus colegas edis desfrutaram de um café da manhã de boas-vindas, seguido de uma visita guiada às instalações da faculdade. Os representantes puderam explorar laboratórios de ponta, abrangendo diversas áreas, desde Tecnologia Assistiva até Desenvolvimento de Software, refletindo todo o conhecimento e inovações que a UFRB oferece à comunidade.
A comitiva da Câmara foi recebida pelo vice-reitor Fábio Santos e pelo corpo docente da instituição, incluindo a primeira dama Tatiana Velloso, também professora da UFRB. Para a presidente, “a visita reforçou a importância da colaboração entre a academia e o poder público e mostrou diversos modos de ajudar na promoção do crescimento educacional e tecnológico na nossa região”.
Estiveram presentes os vereadores, Jhonatas Monteiro (PSOL), Emerson Minho (DC), Luiz da Feira (Avante), Marcos Lima (União Brasil), Petrônio Lima (Republicanos), Pedro Cícero (Cidadania), Jurandy Carvalho (PL), Lu de Ronny (MDB), Ivamberg Lima (PT), Silvio Dias (PT), Pastor Valdemir (PV) e Paulão do Caldeirão (PSC).

Uma semana após o encontro do prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins Filho (MDB), com o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, para discutir investimentos e atração de novas indústrias, foi a vez do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, realizar uma reunião semelhante na última terça-feira (26).
Segundo informações da Secretaria de Comunicação do Estado, o foco da reunião foi “o cenário do desenvolvimento econômico e a atração de investimentos na Bahia”. O governador compartilhou que abordou com Alckmin temas como “uma nova política industrial e a atração de investimentos”.
Curiosamente, o assunto abordado por Jerônimo se assemelha ao tratado por Colbert durante sua reunião com Alckmin, embora com uma pauta específica para Feira de Santana. Seja coincidência ou não, essa abordagem reforça a necessidade de uma atenção mais focalizada do Governo Federal para o setor industrial em Feira de Santana e na Bahia como um todo.
_(Assessoria de Imprensa da Bancada Governista FSA)_

Com o objetivo de reduzir a mortalidade materna e infantil na Bahia, bem como fortalecer os serviços obstétricos municipais de modo a qualificar a atenção ao parto e nascimento, a secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, finaliza os detalhes do programa que dará um incentivo financeiro às prefeituras que conseguirem fomentar o cuidado humanizado, seguro e em tempo oportuno às mulheres. O programa será lançado em breve pelo governador Jerônimo Rodrigues.
O Módulo de Atenção ao Parto e Nascimento é a primeira etapa do Plano de Atenção Hospitalar, que foi construído pela Sesab em colaboração com a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e Conselho dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia (Cosems-BA).
Dentre os atributos para o sucesso do Módulo Parto e Nascimento, destacam-se os seguintes itens: pré-natal ajustado à demanda, com classificação de risco e seguimento apropriado e vinculação às Maternidades de Referência; grade de referência de Maternidades estabelecida segundo a vinculação, pela classificação de risco e recurso assistencial por macrorregião/região; regulação orientada por protocolos de classificação de risco, pela grade de recursos e acesso; educação permanente em saúde e matriciamento dos serviços em rede; e avaliação em rede.
Senadores ainda precisam analisar sugestões de mudança (destaques). Se o projeto for aprovado em definitivo, seguirá para sanção do presidente Lula (PT).

Foto: Metrópoles
O Senado aprovou nesta quarta-feira (27), por 43 votos a 21, o texto-base do projeto que estabelece um marco temporal para demarcação de terras indígenas. Senadores ainda precisam analisar sugestões de mudança (destaques) e concluir a votação. Se o projeto for aprovado em definitivo, seguirá para sanção do presidente Lula (PT).
Pela proposta, os povos indígenas só poderão reivindicar a posse de áreas que ocupavam, de forma permanente, em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. Na prática, se as comunidades não comprovarem que estavam nas terras nesta data, poderão ser expulsas.
O movimento de avançar com o projeto, liderado pela bancada ruralista, contraria decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) da última quarta-feira (20). A corte definiu a tese do marco como ilegal.

Tese do Marco Temporal ao ser derrubada, ganha força no senado
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco , declarou que a votação do texto pelo Senado não representa um “enfrentamento” ao tribunal e classificou o gesto do Congresso como “muito natural”. Segundo o parlamentar, este tipo de tema deve ser tratado pelo parlamento.
A votação no Senado foi relâmpago. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o texto no início da tarde. O projeto não estava na pauta do plenário. Mas a urgência da matéria foi o primeiro pedido a ser analisado. Logo em seguida, o conteúdo da proposta foi aprovado.
▶️ autorização para garimpos e plantação de transgênicos dentro de terras indígenas;
▶️possibilita contato com povos isolados;
▶️ possibilidade de realização de empreendimentos econômicos sem que os povos afetados sejam consultados;
▶️celebração de contratos, entre indígenas e não-indígenas, para exploração de atividades econômicas nos territórios tradicionais;
▶️prevê que a interrupção da posse indígena ocorrida antes de outubro de 1988, independentemente da causa, inviabiliza o reconhecimento da área como tradicionalmente ocupada. A exceção é para caso de conflito de posse no período. Neste caso, o marco temporal não seria aplicado em caso de expulsão dos indígenas. Especialistas avaliam, no entanto, que é difícil comprovar o conflito e a expulsão.
▶️ que o governo indenize a desocupação das terras e valide títulos de propriedade em terras das comunidades indígenas.
Sobre esse último ponto, especialistas acreditam que isso permitirá que não indígenas que tenham invadido áreas de comunidades sejam indenizados.
De acordo com o texto, antes de concluído o processo de demarcação, “não haverá qualquer limitação de uso e gozo aos não indígenas que exerçam posse sobre a área, garantida a sua permanência na área objeto de demarcação”.
Os ruralistas, com suporte da ala mais conservadora do Congresso, começaram a travar as votações de projetos na Câmara e no Senado enquanto o marco temporal não fosse aprovado.
Os plenários das duas Casas não votaram propostas nesta terça.
A Frente Parlamentar Agropecuária, o PL, o Novo e outros grupos divulgaram nota em que “repudiam a contínua usurpação de competência pelo Supremo Tribunal Federal em temas como legalização das drogas, descriminalização do aborto, direito de propriedade e legítima defesa, entre outros, manifestando seu firme e integral repúdio às decisões que invadem as competências do parlamento”.
“Ressalvado o nosso respeito às competências do STF como Corte Constitucional, não aceitaremos qualquer interferência na prerrogativa legislativa do Congresso Nacional”, diz o documento.
A oposição no Senado vem reagindo de forma contrária a julgamentos da corte. Oposicionistas querem que um plebiscito seja feito no Brasil sobre aborto. E Pacheco propôs incluir na Constituição proibição da posse e do porte de qualquer tipo de droga.
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) sugeriu ao governo uma série de sugestões de mudanças ao texto.
Segundo a Apib, no projeto, “há flagrante violação do Direito Originário dos Povos Indígenas”, que é reconhecido desde o Brasil Colônia. “É uma tradição do direito brasileiro, com disposições semelhantes na primeira Lei de Terras do ano de 1850 e nas Constituições de 1934, 1937, 1946 e 1967”, diz o estudo.
Para a entidade, “a adoção de um marco temporal vem para legalizar o processo histórico de mais de 500 anos de colonização, genocídio e expulsão dos povos indígenas dos seus territórios, que remete a tempos muito anteriores ao ano de 1988”.
A Apib defende a separação do processo de indenização, no caso de boa-fé do proprietário da terra, do requerimento de demarcação do mesmo terreno.
A entidade teme que, a partir do projeto, indenizações começarão a ser pagas àqueles que “tenham se envolvido em conflitos possessórios com indígenas que resultaram na expulsão dos povos originários de suas terras”. Isso, de acordo com Apib, “incentivaria invasões e premiaria graves violações de tratados internacionais de direitos humanos e do texto constitucional”.
Informações G1

Foto: Jonas Pereira/Agência Senado/Flickr.
O Senado aprovou nesta quarta-feira (27), por 41 votos a 20, a urgência do projeto que estabelece um marco temporal para demarcação de terras indígenas. A urgência é um mecanismo para acelerar a tramitação do projeto. Isso libera, na sequência, a análise do conteúdo da matéria.
O texto foi aprovado nesta quarta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Senadores não alteraram a versão da proposta da Câmara dos Deputados, aprovada em maio. Se passar no Senado, o projeto seguirá para sanção presidencial.
Pelo texto, os povos indígenas só poderão reivindicar a posse de áreas que ocupavam, de forma “permanente”, na data da promulgação da Constituição de 1988.
Na prática, se as comunidades não comprovarem que estavam nas terras em 5 de outubro de 1988, poderão ser expulsas.
O tema foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada e a corte barrou, por nove votos a dois, a aplicação da tese do marco temporal. O STF a considerou ilegal.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, declarou que a votação do texto na Casa não representa um “enfrentamento” ao tribunal e classificou o movimento do Congresso como “muito natural”.
Segundo o parlamentar, este tipo de tema deve ser tratado pelo parlamento.
O relator do projeto, Marcos Rogério (PL-RO), vem sinalizando que o governo poderá vetar os pontos mais polêmicos, como a possibilidade de plantar transgênicos em terras indígenas
Sobre esse último ponto, especialistas acreditam que isso permitirá que não indígenas que tenham invadido áreas de comunidades sejam indenizados. De acordo com o texto, antes de concluído o processo de demarcação, “não haverá qualquer limitação de uso e gozo aos não indígenas que exerçam posse sobre a área, garantida a sua permanência na área objeto de demarcação”.
Dos partidos da base aliada, apenas MDB e PT foram contra a urgência.
PSD e PSB deixaram a bancada livre. União e PP, que têm ministérios no governo Lula, foram a favor de acelerar a tramitação da proposta.
G1

Foto: Reprodução/Redes sociais.
A morte da ex-jogadora de vôlei Walewska Oliveira ainda segue rendendo comentários. A atleta faleceu após cair do 17º andar do prédio em que morava com o marido, Ricardo Mendes, em São Paulo, na última quinta-feira (21/9). Investigações da polícia apontaram para um possível atentado contra a própria vida, já que foi encontrado um papel, que seria uma carta de despedida, na mesa em que ela estava antes do incidente.
A coluna, no entanto, teve acesso ao comentário de uma vizinha de Walewska que aponta uma outra hipótese para a morte da atleta. Ela contou que a jogadora caiu em frente à varanda do seu apartamento. Segundo ela, o guarda corpo da área comum do prédio, que fica no 17º andar, é muito baixo e perigoso, principalmente considerando a altura da campeã olímpica, de 1,90m.
“Eu moro no prédio e acompanhei parte dessa história porque, infelizmente, ela caiu em frente à varanda do meu apartamento. Não me manifestei até agora em respeito à família e aos amigos dela, mas diante de tanta especulação e análises, achei que devia falar”, começou ela.
A vizinha continuou: “O laudo definitivo ainda não saiu e existe uma grande possibilidade dela ter se desequilibrado e caído sem querer, pois o guarda corpo que fica próximo à mesa onde ela estava sentada é muito baixo e perigoso. Se considerarmos a altura dela, essa hipótese não pode ser descartada”.
A moça ainda dá uma outra versão sobre a tal carta de despedida. “Tinha uma pasta na mesa com vários papeis que estão dizendo que eram cartas de despedida. Pode até ser, mas ainda não está comprovado. Podiam ser anotações para e entrevista que ela ia dar para o SporTV. Ela entrou no local muito antes da hora do acidente e quem esteve com ela disse que ela estava conversando normal e parecia tranquila”, disparou.
E concluiu: “Enfim, as pessoas não estão respeitando o momento de dor da família e menos ainda respeita ela que, seja lá como e por qual motivo partiu, continua sendo uma desbravadora, uma vencedora que lutou para chegar onde chegou e por isso merece nosso respeito”.
Metrópoles

Foto: Pedro Ladeira -22.ago.23/Folhapress.
A Câmara dos Deputados cancelou a sessão desta quarta-feira (27) que votaria a PEC da Anistia, assim como várias outras de comissões, e não há previsão de nenhuma votação no plenário da Casa.
Isso ocorre em meio à revolta da bancada ruralista com a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de barrar a tese do marco temporal nas terras indígenas, além da pressão para que o governo Lula (PT) complete a entrega de cargos aos partidos do centrão, em especial na Caixa Econômica Federal.
Deputados afirmam que não há previsão de quando a Casa voltará a funcionar normalmente.
“[Vamos obstruir a pauta] até quando a gente conseguir mandar o recado necessário de que o parlamento faz o seu papel e o STF faz o seu papel”, afirmou Pedro Lupion (PP-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, a fiadora da bancada ruralista.
Segundo ele, o movimento espera que o Supremo dê sinais de que mudará sua postura e também que os presidentes das Casas, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) pelo Senado e Arthur Lira (PP-AL) pela Câmara, sigam apoiando o a obstrução.
Com o novo adiamento da votação da PEC da Anistia, dificilmente será cumprido o prazo para que parte dela entre em vigor nas eleições municipais de 2024, justamente a que reservaria ao menos 15% das vagas nas Câmara Municipais a mulheres.
Para que isso ocorra, o projeto tem que ser aprovado em dois turnos pela Câmara e pelo Senado e ser promulgado até 5 de outubro.
A parte que anistia todas as irregularidades cometidas pelos partidos políticos, incluindo o descumprimento das cotas de mulheres e negros nas eleições de 2022, não precisa obedecer esse prazo (um ano antes da eleição) para entrar em vigor.

De acordo com parlamentares, o novo adiamento da PEC da Anistia teve o objetivo de negociar a tramitação com o Senado, além de atender a partidos que resistiam à entrada em vigor em 2024 de um mínimo de 15% das vagas para mulheres.
Além dos entraves específicos da comissão, a bancada ruralista e a oposição lideram um movimento para obstruir toda a pauta de votações do Congresso em protesto contra a decisão do STF sobre o marco temporal.
O presidente da Câmara, Arthur Lira, encampao movimento iniciado no Senado e antecipado pela Folha, de articular PECs (propostas de emenda à Constituição) contra temas debatidos ou em debate pelo STF, mais notadamente o aborto, a descriminalização das drogas, o imposto sindical e o marco temporal.
O presidente da Câmara convocou os líderes para uma reunião de emergência no final da tarde desta quarta. A interlocutores comunicou que toda a pauta da Casa está em total obstrução.
A visão da bancada ruralista e do centrão, sob reserva, é que o governo tem responsabilidade sob as pautas debatidas pelo STF e que articulou por elas. Por isso, o incômodo com o Supremo é transferido ao governo.
A bancada ruralista também pressiona o avançar de pautas de seu interesse no Senado, prioritariamente o projeto do Marco Temporal, a despeito do julgamento do Supremo que declarou a tese inconstitucional. A intenção do agro é que o texto seja deliberado no plenário já nesta quinta-feira (28), sem alterações com relação ao que veio da Câmara.
A base do governo, no entanto, aposta que consegue derrubar a proposta, que na realidade é bem mais ampla que apenas o marco temporal, permitindo também garimpo e usinas de energia elétrica em terras indígenas, além de flexibilizar as restrições de contatos a povos que vivem em isolamento.
Ao mesmo tempo, o agro pleiteia que Lira crie uma comissão especial para avançar a PEC que determina a indenização de proprietários rurais que tenham áreas convertidas em territórios indígenas.
Enquanto articula a total obstrução da pauta, o centrão acelera a busca por assinaturas para apresentar a PEC que autoriza o Congresso a reverter decisões do STF.
O grupo, formado por PP e Republicanos, além do oposicionista PL, ganhou dois ministérios no governo, mas pressiona pela ocupação de outros cargos, em especial na Caixa.
Lira havia dito em entrevista à Folha que isso estava acertado, mas Lula o desmentiu em manifestação pública recente, não dando garantias sobre isso.
Folha de SP
Deputados aprovaram convites a Macêdo, Rui Costa e Padilha em sessão da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara aprovou nesta 4ª feira (27.set.2023) convites para ouvir 6 ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Metade dos requerimentos mira palacianos e pede esclarecimentos sobre as funções da primeira-dama Janja da Silva.
Os deputados querem explicações sobre “as notícias relacionadas à possibilidade e competência da primeira-dama, Janja da Silva, em assumir a agenda presidencial”. Para isso, foram aprovados convites aos ministros Rui Costa (Casa Civil), Márcio Macêdo (Secretaria Geral) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais). Os requerimentos foram apresentados pelo deputado Evair de Melo (PP-ES).
Como o Poder360 mostrou, a primeira-dama tem ganhado protagonismo nos compromissos do governo às vésperas da cirurgia que Lula fará para colocar uma prótese no fêmur.
“É assustador aventar que uma primeira-dama, de maneira ilegal e inconstitucional, assuma compromissos e represente o governo do Brasil em agendas que são próprias do presidente da República”, declarou o deputado Kim Kataguiri(União Brasil-SP) na reunião do colegiado.
Na reunião, Tadeu Veneri (PT-PR) afirmou que parte dos convites aos ministros se baseia em informações publicadas na mídia e deveriam ter mais foco. “Alguns convites vêm por suposições, acho que poderíamos fazer por fatos específicos”, disse.
O colegiado também aprovou convites aos seguintes ministros:
A versão original de todos os requerimentos aprovados pedia a convocação –quando a presença é obrigatória– dos integrantes da equipe ministerial, mas foram transformados em convites depois de acordo negociado com deputados governistas.
O presidente da República, 77 anos, será submetido à cirurgia por causa de artrose na articulação que fica entre o fêmur e a bacia na 6ª feira (29.set).
Especialistas afirmam que o processo de recuperação deve durar cerca de uma semana. Lula deve ficar de 1 a 2 dias na UTI para monitoramento. Pode retomar as atividades em uma semana, mas deve ficar recluso no Palácio da Alvorada por cerca de 3 semanas.
O presidente diz tomar injeções diárias e realizar sessões de fisioterapia para aliviar as dores.
A artrose é um tipo de desgaste na cartilagem –que existe para amortecer a movimentação– onde 2 ossos se encontram. O tecido afina a ponto de os ossos ficarem expostos, o que resulta na dor e limita a amplitude de movimento.
Na cirurgia, a cabeça do fêmur será substituída por uma cabeça protética. Além disso, haverá um revestimento no acetábulo, onde o fêmur se encaixa na bacia. Entenda no infográfico:

Informações Poder 360