Ministra é conselheira honorária de organização do terceiro setor que gastou 80%, de R$ 35 milhões, com consultorias e viagens

Uma articulação de governistas na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara transformou a convocação da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em um requerimento de informação, para explicar o elo com a ONG Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia.
O acordo foi firmado por dois vice-líderes do governo Lula na Casa, deputados Rubens Pereira Júnior (PT-MA) e Josenildo Abrantes (PDT-AP), para “desobstruir a pauta” da comissão, apurou Oeste.

Na semana passada, os deputados Carlos Jordy (PL-RJ), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG) conseguiram aprovar a vinda obrigatória de Marina. O trio embasou o pedido em reportagem de Oeste.
Agora, contudo, a convocação está anulada. Dessa forma, o Meio Ambiente terá 30 dias para enviar, por escrito, esclarecimentos feitos pelos parlamentares, nos pedidos.

No centro da pauta, há a ligação da ministra com a ONG, na qual ocupa o cargo de conselheira honorária. De acordo com a Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o terceiro setor na Amazônia, a organização embolsou R$ 35 milhões do Fundo Amazônia, no ano passado, e gastou 80% com viagens, consultorias e folha de pagamento.
Além de ministra e conselheira da ONG, Marina é titular do Comitê Orientador do Fundo Amazônia, representando o governo federal no órgão responsável por estabelecer as diretrizes e critérios para aplicação dos recursos do Fundo.
Informações Revista Oeste

Foto: Divulgação/CBF
Está marcada a cirurgia no joelho esquerdo do jogador Neymar, que se contundiu no jogo da seleção contra o Uruguai pelas eliminatórias.
Segundo a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, a operação será na quinta-feira (2), em Belo Horizonte, no hospital Mater Dei. A previsão é de uma cirurgia demorada.
Neymar, que rompeu o ligamento cruzado anterior e do menisco, será operado pelo ortopedista Rodrigo Lasmar, 50 anos, médico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Atlético-MG.
Informações Bahia.ba

Carina Costa, uma das babás que cuidam das filhas de Virginia Fonseca e Zé Felipe, deixou diversos internautas intrigados ao revelar alguns detalhes de seu trabalho. O motivo? A extensa jornada de trabalho nos plantões que ela costuma cumprir tomando conta da pequena Maria Flor. Ao ser questionada se costuma trabalhar aos finais de semana, Carina abriu o jogo sobre suas horas trabalhadas.
“Sim, eu trabalho na escala 24hx24h. Vamos supor, entro 7 da manhã de hoje e saio 7 da manhã do dia seguinte. […] Essa é a nossa escala. Mas a gente trabalha dia de domingo, feriado e no dia que cair a escala”, explicou.
A profissional revelou, ainda, que caso precise fazer uma viagem pessoal, o esquema passa a ser outro. “Se eu for viajar e ficar quatro dias fora, quando eu chegar, vou ficar quatro dias em casa (da Virginia). Se a outra (babá da escala) viajar, quando ela chegar, eu que vou ficar o mesmo tempo que ela ficou fora”, detalhou.
A babá aproveitou que estava tirando algumas dúvidas dos seguidores para desmentir o suposto super salário de R$ 30 mil que vinha sendo especulado nas redes sociais. “Vocês acreditam muito em fake news. Meu sonho ganhar isso tudo, mas não é verdade. De forma alguma eu ganho esse valor. Se eu ganhasse esse valor, não eram os médicos que iam ser médicos, né?”, disse a profissional.
Nas redes sociais, diversos internautas criticaram a extensa jornada de trabalho das babás que cuidam das pequenas Maria Alice e Maria Flor. “Escala de 24. Pensar na qualidade do colaborador jamais, né? Com o dinheiro que tem, qual necessidade de fazer isso? Contrata duas, uai”, sugeriu um seguidor. “Achei ela com muito medo de falar, está travada”, observou outra.
Correio Braziliense

Foto: Sérgio Lima/Poder360.
A investigação da Polícia Federal sobre a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida em janeiro deste ano, aponta que o valor de R$ 10,5 mil pago por um ex-assessor da deputada Carla Zambelli ao hacker Walter Delgatti Neto não teve relação com o crime, mas com a venda de garrafas de uísque.
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Veja as mensagens enviadas por Delgatti para amigo — Foto: GloboNews
A defesa do hacker diz que ele recebeu R$ 40 mil para tentar invadir sistemas do Judiciário, parte em transferências bancárias e parte em dinheiro vivo. O laudo se refere apenas aos R$ 10,5 mil, e não faz referência ao restante do dinheiro.
Delgatti, que está preso desde agosto deste ano, disse à PF que o valor de R$ 10, 5 mil, recebido de Renan Goulart, por meio de três Pix em fevereiro, era parte do pagamento para invadir sistemas do Judiciário. Goulart já foi assessor de Zambelli e hoje trabalha para o irmão dela, o deputado estadual Bruno Zambelli (PL-SP).
Em depoimento à PF, Goulart afirmou que fez os Pix para Delgatti porque o hacker lhe ofereceu garrafas de uísque. O assessor adquiriu a bebida e a revendeu para um terceiro. A PF ouviu o comprador final, que confirmou a história. Os investigadores também encontraram conversas de WhastApp que indicam que Delgatti de fato vendeu uísque para Goulart na data dos pagamentos.
O advogado Ariovaldo Moreira, que representa Delgatti, disse que o hacker “afirma veementemente que os pagamentos eram para invadir qualquer sistema do Judiciário”, para desacreditá-los.
Além dos R$ 10,5 mil, Delgatti recebeu R$ 3 mil, em novembro de 2022, de outro assessor de Zambelli, Jean Hernani de Sousa, que disse à PF que o valor se referia a serviços para as redes sociais e o site da parlamentar. Zambelli ainda não prestou depoimento à polícia. Ela já afirmou publicamente que contratou Delgatti, por meio de seu assessor, para cuidar de seus perfis e site. O serviço não foi prestado.
A invasão do CNJ resultou na expedição de um falso mandado de prisão contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O documento é assinado pelo próprio magistrado. Também foi inserida nos sistemas do CNJ uma falsa quebra de sigilo bancário de Moraes.
O inquérito sobre a invasão do CNJ caminha para a fase final. Não foi encontrada nenhuma conversa de Zambelli com o hacker em nenhum dos celulares apreendidos, de acordo com os laudos periciais que fazem parte do inquérito da PF.
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A deputada Carla Zambelli postou foto de encontro com Walter Delgatti — Foto: Reprodução/Twitter
As únicas mensagens trocadas entre Zambelli e Delgatti conhecidas até agora foram divulgadas pelo blog na semana passada. A deputada enviou dois áudios para o hacker, no ano passado, pedindo a ele o endereço de um ministro do Supremo. Os áudios foram encaminhados por Delgatti a um amigo — e não estão no inquérito.
Inicialmente, Zambelli disse que não se lembrava do contexto dos áudios, mas depois admitiu que pediu ao hacker para descobrir o endereço funcional de Moraes em Brasília. Segundo ela, sua mãe queria enviar uma carta ao ministro para “sensibilizá-lo” sobre as investigações que envolviam a deputada.
Junto com os dois áudios, Delgatti também encaminhou a seu amigo mensagens atribuídas a Zambelli: “Já publicou? E a decisão que fizemos? Essas contas são dele mesmo? Ah, precisava do endereço dele aqui em Brasília….”. Logo em seguida, Delgatti menciona que quebrou o sigilo de “Xandão”. O hacker encaminhou as mensagens a seu amigo em 26 de novembro de 2022.
Um laudo da perícia da PF mostra que, embora o falso mandado de prisão contra Moraes tenha sido inserido no CNJ em 4 de janeiro de 2023, o hacker já havia conseguido invadir o sistema dois meses antes, em 3 de novembro de 2022. Nessa data, o próprio Delgatti filmou a invasão. O vídeo foi apreendido pela PF.
Em um outro laudo, a perícia afirma que encontrou no computador do hacker uma falsa ordem de quebra de sigilo de Moraes “gerada em 25 de novembro de 2022” — um dia antes de Delgatti encaminhar a seu amigo as mensagens atribuídas a Zambelli.
O advogado Ariovaldo Moreira informou que vai enviar essas mensagens à polícia. O objetivo é demonstrar que Zambelli estava envolvida no crime.
A parlamentar nega que tenha tido conhecimento da invasão dos sistemas do CNJ e refuta a acusação feita por Delgatti de que participou da elaboração dos documentos falsos contra Moraes.
G1

O ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, dedicou seu último sábado (28) a uma série de visitas a diversas comunidades locais e a um evento especial em comemoração aos 18 anos do Instituto Habitar Bahia. O ex-prefeito se envolveu em atividades que destacaram o compromisso com projetos sociais e o apoio a iniciativas que beneficiam a população do município.
A primeira parada de José Ronaldo foi no Projeto ABC, a convite do amigo Júnior do Detran. Lá, ele teve a oportunidade de conhecer de perto um projeto esportivo para crianças, que se mostrou muito bem organizado. O ex-prefeito deixou o local entusiasmado com o impacto positivo desse grande projeto na comunidade.
Em seguida, a comitiva se dirigiu à comunidade do Ovo da Ema, onde foram recebidos calorosamente pelo amigo Laurêncio e outros membros da associação de moradores, a convite do vereador Marcos Lima e do amigo Caio. A visita ressaltou o compromisso de Ronaldo com as comunidades locais.
Outra parada importante na agenda do ex-prefeito foi no Alto do Rosário, onde foi convidado pelo amigo Justiniano França. Lá, testemunhou uma grande ação social realizada na comunidade, com a participação ativa dos moradores, destacando a importância da colaboração local.
Ele também prestigiou o Instituto Habitar Bahia, que celebrava seus 18 anos de atividades. O ex-prefeito foi convidado pelo amigo Marcus Carvalhal e teve a oportunidade de participar do evento. Durante a celebração, o Instituto foi homenageado pela Ivy Enber Christian University, concedendo ao jovem Edson Santos dos Marques o título de “Doctor Honoris Causa.” Além disso, outras amigas foram homenageadas pelas significativas contribuições sociais que realizaram em prol da cidade.
Veja fotos:






Para quem jogou ou não jogou, os resultados da 30ª rodada do Brasileirão trouxeram uma pimenta na disputa pelo título. Especialmente porque o Botafogo derrapou de novo e perdeu em casa para o Cuiabá. Palmeiras, Red Bull Bragantino e até o Flamengo estão de olho.
O time de Lucio Flavio parou nos 59 pontos. A diferença em relação ao Palmeiras, agora vice-líder, é de seis pontos.
O alvinegro tem um jogo a menos, mas o próximo adversário é justamente o time de Abel Ferreira.
A distância pode cair, na prática, para três — embora, potencialmente, possa ser de seis, devido ao duelo adiado com o Fortaleza.
Na competição de pontos corridos, por si só, cada jogo é uma decisão. A competição vai afunilando e estamos indo para a reta final. Temos trabalhado jogo a jogo. Para alcançarmos o número mágico, temos que ultrapassar os 59 que temos. De fato, o jogo que teremos na quarta é mais uma decisão contra o adversário mais próximo de nós. Pelo fato de ser dentro de casa, temos que trabalhar em termos de recuperação do resultado.”
— Lucio Flavio, técnico do Botafogo.

A instabilidade do Botafogo e os jogos atrasados deixam não só o Palmeiras com a calculadora na mão, mas dão esperança para Red Bull Bragantino e Flamengo. Os dois iriam se enfrentar neste fim de semana, mas o jogo foi adiado para 23 de novembro para o rubro-negro usar o Maracanã.
O Massa Bruta tem 52 pontos (sete a menos) e o mesmo número de jogos que o Botafogo. Além disso, ainda há um confronto direto em Bragança Paulista na lista dos jogos que faltam no Brasileirão.
O Flamengo tropeçou contra o Grêmio na rodada passada, mas pode se beneficiar daquilo que pode ocorrer no jogo adiado contra o próprio Bragantino e nos confrontos que o Botafogo tem contra os outros dois perseguidores.
O campeonato ganhou novos contornos porque o Botafogo perdeu o aproveitamento perfeito que tinha em casa. O time, no geral, tem perdido a efetividade ofensiva e ainda dá bobeiras, como a que gerou o gol de Pitta, do Cuiabá.
Nos últimos quatro jogos no tapetinho do Nilton Santos, foram duas derrotas (Cuiabá e Flamengo) e dois empates (Athletico e Goiás).
“Nós temos que levantar a cabeça em função do jogo que fizemos”, disse Lucio Flavio, referindo-se ao número de chances criadas diante do Cuiabá.
A patinada alvinegra começou com Bruno Lage, que foi demitido. Com Lucio Flavio, o retrospecto também é de quatro jogos. Mas o alvinegro venceu duas vezes, justamente fora de casa, diante de Fluminense e América-MG.
Contra o Palmeiras, o time precisa voltar à lógica de vitórias em casa que o catapultou com vantagem para a ponta do campeonato no primeiro turno.
Uma boa notícia para o Botafogo nessa corrida final pelo título é que Palmeiras e Flamengo também ainda vão se enfrentar.
Agora perseguidor mais próximo, o Palmeiras já viveu sua instabilidade no Brasileirão — sobretudo no contexto que envolveu a eliminação para o Boca Juniors na Libertadores.
O time de Abel Ferreira chegou a ter quatro derrotas seguidas. Mas o recorte mais recente é de três vitórias — inclusive, um retumbante 5 a 0 sobre o São Paulo e a de sábado, sobre o Bahia.
No primeiro turno, o Palmeiras perdeu em casa para o Botafogo e agora tem a chance de dar o troco e recolocar uma pressão que o alvinegro não vê desde o primeiro terço do campeonato.
“Um jogo de cada vez, faltam nove, temos bom jogo contra o Botafogo. Queremos ganhar a cada jogo, claro, mas um de cada vez. Ganhar o próximo é o objetivo”, disse o técnico Abel Ferreira.

Jogos do Botafogo
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Jogos do Palmeiras
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Flamengo (f)
Internacional (c)
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América-MG (c)
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Jogos do Red Bull Bragantino
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Vasco (f)
Jogos do Flamengo
Santos (c)
Fortaleza (f)
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Fluminense (c)
América-MG (f)
Red Bull Bragantino (c)
Atlético-MG (c)
Cuiabá (c)
São Paulo (f)
Informações UOL

Foto: Arquivo Pessoal
Ser low-profile virou moda: o termo em inglês, usado para definir pessoas discretas, se popularizou no Brasil para definir uma parcela dos internautas que vai à contramão dos influenciadores. Pelas redes sociais, é impossível encontrar muitas informações sobre essas pessoas que, por escolha, se desconectam o máximo possível das telas.
“Eu me incomodava com meu tempo de uso, pensava: ‘Tenho tanta coisa pra trabalhar e estou há uma hora aqui no Facebook, comentando as histórias dos outros”, diz Lucas Corvacho, 35, que abandonou as redes sociais há 10 anos.
O administrador também chegou a ter uma conta no falecido Orkut, que o ajudou a manter contato com os amigos no Brasil enquanto morava na Austrália, de 2009 a 2012.
Lá, ele decidiu dar uma chance para o Facebook, na intenção de “ficar amigo dos amigos” que fez no país — dessa vez, virtualmente.
“Eu queria saber dos eventos e tudo mais. Mas, em 2014, tudo mudou e decidi deletar todo mundo, umas 1.500 pessoas. E aí eu percebi que minha vida não mudou. Posso até abrir a rede, mas eu não recebo notificações. E fico sabendo de tudo que preciso só por WhatsApp”
Lucas conta que chegou a ser questionado por pessoas que viram a amizade virtual rompida e se questionaram se tinham feito algo para o rapaz, que explicou a mudança no estilo de vida.
“Eu deixava claro que não era nada pessoal. Teve um episódio que acho que foi a gota d’água, quando discuti com um primo de terceiro grau por questões políticas, em 2014. Naquele momento, eu percebi que além de estar perdendo muito tempo vendo besteiras, eu estava também muito nervoso. Não acho que é assim que se discutem as coisas.”
Natural da capital, o paulistano mora há oito meses em uma zona rural do estado, com pouco sinal de telefone.
Ele mantém perfis ativos no Facebook e no Instagram para caso seus familiares queiram marcá-lo em algum post, mas mantém o celular sem aplicativos.
“Eu fico no WhatsApp porque dependo dele para trabalho e para ligar para as pessoas mesmo. Eu toco o meu negócio, mas deixo as redes sociais com quem entende”, afirma ele.
“Além disso, acho que as redes sociais não têm a ver com uma promoção do trabalho e mais com uma promoção do indivíduo. Eu gosto de ser um cara comum, não ter destaque, acho que minha decisão tem mais a ver com essa perspectiva. Não considero que eu saí da rede, porque nunca agreguei muito a ela”.
Lucas também acha que a filha, de 7 anos, mudou sua relação com a tecnologia. Ele opina que, certas vezes, a internet pode “roubar” o tempo de qualidade disponível.
“De redes sociais, eu tenho certeza que não bato uma hora por semana. Eu não tenho o que fazer nelas. Quando alguém me manda um link urgente no Instagram, abro pelo WhatsApp Web”, explica.
O paulistano afirma que não sofreu com a adaptação a uma rotina desconectada, já que os amigos aceitaram rápido a falta de Lucas para acompanhar as tendências das redes.
Em reuniões de marketing digital, ele conta com ajuda da equipe para “traduzir” o vocabulário das redes e se manter atualizado.
“Quando alguém comenta: ‘Você viu o post de não sei quem?’. Eu só falo que não vi, não preciso ficar: ‘não vi porque eu não tenho rede social’. Não virou uma bandeira, até porque sei da importância social das ferramentas, só não me toca individualmente.”
“A Mariana, minha esposa, tem que me avisar que fez um post e que ele teve não sei quantas curtidas. Aí eu pego o celular dela e vejo. Mas ela é uma profissional autônoma e usa a rede para caramba, por exemplo, tem um viés profissional, de divulgação.”
Miguel Tescaro, 18, acabou de entrar na faculdade. Mas quem quiser encontrá-lo não pode contar com as redes: já faz pelo menos quatro anos que ele excluiu a única conta que tinha, no Instagram.
Ele é mais um dos “anti-influencers” que deixa claro não ter nada contra a internet, que usa desde criança para jogar videogame.
“Meus pais não gostavam tanto que eu e meu irmão, que tem a mesma idade que eu, ficássemos muito nas telas. Minha mãe restringia o uso a uma hora de manhã e uma de tarde ou à noite”, lembra.
Já na adolescência, o estudante decidiu criar uma página no Instagram, mas não conseguiu adaptar a personalidade low profile ao estilo de post da plataforma.
“Eu não sou muito de tirar foto, então apaguei depois de um ano e pouco. Pra mim, a utilidade social da Internet vem da comunicação direta ou exposição de ideias, não curto muito a cultura de celebridades, que é bem forte no Brasil”, afirma.
Assim como Lucas, o jovem mantém apenas o WhatsApp — e afirma que é o suficiente para as conversas mais rotineiras.
“Vira e mexe entro em um fórum para falar de algum interesse específico. Tento buscar algo e se não acho vou fazer outra coisa. Para mim não é questão de evitar, realmente não me interessa”
Apesar de não ser um usuário das redes, Miguel ainda passa algumas horas por dia conectado. Em dias de mais tempo livre, seu uso de telas chega a cinco horas.
Além de videogames, ele também é um fã do YouTube — apesar de preferir explorar os assuntos pessoalmente, em uma conversa com os amigos.
“Eu costumo ver vídeos sobre interesses que não compartilho com amigo algum. Em dias mais movimentados uso o celular entre uma hora e duas, só o tempo que fico no sofá, nada além disso”, completa.
Carol Reymunde, 31, viu sua vida mudar depois de um retiro de meditação, em 2013.
Na época, ela tinha migrado do Orkut para o Facebook e costumava usar a plataforma. Mas a imersão na experiência budista fez com que ela repensasse sua relação com a internet.
“Fiquei no retiro um mês e cinco minutos depois que eu saí, excluí a conta, pensando em toda a sustentação que a rede exige e que a gente se coloca de certa maneira. Nunca mais criei mais nada”, conta.
Carol chegou a ficar com medo de perder algumas das amizades que tinha, mas afirma que a situação a ajudou a rever algumas relações.
“Eu fiquei um pouquinho com esse sentimento, até porque eu tinha acabado de voltar de um intercâmbio. Mas também percebi que temos muitas relações pra sustentar, não é possível, mesmo com a internet. Então as mais consolidadas se mantiveram por WhatsApp.”
A jovem mora em um centro budista de Porto Alegre e se dedicou exclusivamente à organização por alguns anos.
Depois de mais um retiro, em 2019, ela deu uma outra virada e começou a trabalhar como terapeuta, contando com o “boca a boca” para conseguir clientes.
“Minhas amigas terapeutas, que também são autônomas, estranham, mas eu estou muito na expectativa de que não vou precisar criar redes, porque só o Whats já consome muito”
“Desconexão, só sem smartphone. Se eu pudesse escolher, eu nem usaria. É uma coisa que fui entendendo: não dá pra fazer tudo na vida. Como todas minhas amigas têm Instagram, eu fico sabendo das coisas do mesmo jeito. Não fico sem saber das notícias.”
Informações UOL

Foto: Arte/Metrópoles.
O ministro da Economia e candidato a presidente da Argentina, Sergio Massa, disse neste domingo (29.out.2023) que o país enfrenta problemas no abastecimento de combustíveis. Ele falou em cortar as exportações de petróleo do país caso o problema não se resolva até 3ª feira (31.out).
O país sofre com uma grave escassez de combustíveis a 3 semanas do 2º turno das eleições presidenciais, marcado para 19 de novembro. O candidato peronista disse que os produtores de petróleo no país podem ficar proibidos de serem exportados a partir de 4ª feira (1º.nov).
“Se o abastecimento de combustível não for resolvido até a meia-noite de 3ª feira, as empresas não poderão enviar navios de exportação a partir de 4ª porque o petróleo dos argentinos pertence primeiro aos argentinos”, disse Massa.
A escassez de dólares faz com que navios-tanque fiquem parados no mar à espera de receber o pagamento para entregar o combustível. Como consequência, vários postos estão fechados e os poucos abertos apresentam grandes filas.
Massa afirmou que algumas petroleiras estavam retendo os estoques de combustível na expectativa de que o governo argentino desvalorizasse a taxa de câmbio após o 1º turno das eleições, o que não aconteceu.
A Argentina vive uma crise econômica. A inflação está em 148% ao ano, o Banco Central do país está com baixa reserva de dólares e o dólar paralelo bate recordes frequentes.
Em um comunicado emitido no sábado (28.out), as 4 principais empresas petrolíferas que operam no país –YPF, Raízen, Axion Energy e Trafigura– afirmaram que o problema se deve a “níveis extraordinários de demanda nos últimos 15 dias” que fizeram o sistema de abastecimento ficar “no limite de sua capacidade”.
As empresas disseram que houve uma corrida na busca por combustível pelo temor de escassez, além de demanda maior causada pelas eleições e o início da nova safra agrícola. Afirmaram que o fornecimento de combustível será “normalizado nos próximos dias”.
De acordo com a Bloomberg, a estatal YPF tem 3 navios-tanque com gasolina e diesel, mas os combustíveis não podem ser descarregados até que os fornecedores, os estrangeiros BP e Gunvor, recebam pela mercadoria. No 2º semestre, a YPF importou 6% de seu fornecimento de gasolina para automóveis.
A Argentina aguarda o resultado do 2º turno da eleição presidencial, marcado para 19 de novembro. Concorrem Sergio Massa (Unión por la Patria) e Javier Milei (La Libertad Avanza).
Desde o princípio, a pauta econômica foi um dos principais temas da campanha eleitoral. No país, há 18,7 milhões de pessoas que recebem dinheiro do Estado, entre aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais. A Argentina ainda conta com cerca de 3,8 milhões de funcionários públicos, ante 6,2 milhões de pessoas empregadas na iniciativa privada.
Mesmo com a crise na Argentina, Massa foi o vencedor do 1º turno das eleições presidenciais, realizadas em 22 de outubro. Com 98,54% das urnas apuradas, obteve 36,68% dos votos, ante 29,98% de Milei, o ganhador das primárias. Leia a 1ª pesquisa realizada para o 2º turno neste texto.
Temores de privatizações e aumentos dos preços dos transportes foram tópicos de Massa contra seus rivais mais à direita. O candidato do governo usou a máquina pública a seu favor: ofereceu descontos em impostos, elevou o piso para o pagamento do imposto de renda, congelou preços e adotou outras medidas consideradas eleitoreiras.
Na oposição, Milei defendeu a dolarização da economia, o fechamento do Banco Central e o enxugamento do Estado. O candidato se autodefine como “anarcocapitalista” e “libertário” –é contra a interferência do Estado na sociedade e a favor do sistema de livre mercado. Diz que seu programa será uma “motosserra” para cortar gastos públicos. Afirma que o aquecimento global é uma mentira, é a favor da venda de órgãos e defende o sistema de educação não obrigatório e privado.
Poder 360

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles.
A menos de dois meses para o fim do ano, o governo corre contra o tempo para aprovar as pautas econômicas que vão viabilizar o cumprimento do novo marco fiscal, sancionado em agosto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Uma das metas estabelecidas é o déficit zero para o ano de 2024 — que só será possível caso o governo encontre formas de incrementar as receitas públicas. Além do tempo curto, o avanço de pautas tidas como ideológicas travam as discussões.
Na lista de prioridades do Palácio do Planalto estão:
Em maior ou menor grau, todas as pautas contribuem para colocar em pé a nova regra fiscal definida. Segundo o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (Sem partido-AP), o Planalto está determinado a finalizar a votação desse conjunto de pautas.
“O governo está determinado a concluir, neste ano, com as votações do conjunto de matérias que ponham a nova regra fiscal em pé. Por isso, é fundamental, o quanto antes, a aprovação das pautas econômicas”, afirmou Randolfe.
“Há um compromisso do presidente [do Senado] Rodrigo Pacheco (PSD-MG) com a agenda econômica do governo. Existem duas prioridades, uma é a reforma tributária e, a outra, é colocar o novo Marco Fiscal de pé. Para isso, um dos pilares para a arrecadação do governo são os fundos offshore”, resume.
O líder do PT na Câmara, Zeca Dirceu (PR) defende que as votações terão andamento porque “projetos são meritórios”. “[O presidente da Câmara, Arthur] Lira (PP-AL) e [o ministro Fernando] Haddad voltaram a conversar bem, vejo nos líderes disposição em ajudar, temos tudo para aprovar as medidas necessárias para o Brasil ampliar o crescimento econômico”, aposta.
A agenda econômica foi, desde o início da nova gestão de Lula, anunciada como prioridade para reequilibrar as contas do país. A semana que passou foi decisiva no cumprimento desse objetivo, já que a reforma tributária e a PL dos offshores andaram no Senado Federal e na Câmara dos Deputados, respectivamente.
O relator da reforma tributária, senador Eduardo Braga (MDB-AM), apresentou na quarta-feira (25) seu parecer para a matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
A previsão é que o texto seja analisado no colegiado até o dia 8 de novembro. Se aprovada no colegiado, a reforma segue para o plenário do Senado, onde a aprovação depende dos votos favoráveis de 49 dos 81 senadores, em dois turnos de votação.
Como a matéria teve origem na Câmara e passou por diversas mudanças no Senado, os deputados terão de analisar o texto mais uma vez para decidir se aceitam ou não as alterações propostas pelos senadores. A previsão é que o envio para a Casa Baixa aconteça até o dia 10.
Uma das matérias que permanecia travada na Câmara dos Deputados era o projeto de lei que trata da taxação das offshores e dos fundos exclusivos, aprovado depois de dois adiamentos.
A matéria andou após a entrega da presidência da Caixa ao Progressistas (PP), partido do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), na última quarta-feira (25), denotando que o jogo de toma lá dá cá estará presente para viabilizar a agenda econômica.
A matéria foi encaminhada ao Senado. O presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ainda não designou quem será o relator. Mas já é certo que a tramitação vai começar na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
“Pacheco e demais líderes se comprometeram, chegando esse projeto, encaminhar para a CAE, designar relator e buscar aprovar esse projeto antes do prazo final da vigência da medida provisória, que é meados de novembro… Além desse projeto, queremos avançar no projeto sobre as apostas”, disse Randolfe.
No caso do projeto das apostas esportivas, a previsão é que o relatório seja apresentado na CAE na próxima semana. Alas da oposição querem dificultar a aprovação por entenderem que a matéria pode “incentivar” o vício em apostas e jogos de azar.
O Ministério da fazenda estima que a proposta para regulamentar e taxar apostas esportivas deve gerar uma arrecadação de aproximadamente R$ 2 bilhões em 2024.
Em meio às discussões econômicas, a pauta ideológica, capitaneada especialmente por parlamentares da oposição nas duas Casas, acaba concorrendo com o pouco espaço para debates em Plenário que ainda resta esse ano.
Apesar da disputa pelo domínio da pauta do dia, a oposição nega que exista um movimento de “atrapalhar” o andamento das discussões capitaneadas pelo Planalto.
Matérias como o embate com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) — evidenciado na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8/2021, que limita decisões monocráticas e pedidos de vista no Supremo Tribunal Federal (STF) — ganharam destaque nas discussões recentes.
O presidente Rodrigo Pacheco definiu que o debate passaria pelo rito regimental de cinco sessões de discussão necessárias para a votação em primeiro turno. A oposição poderia, nesse caso, pedir um acordo para cortar caminho e votar antes a proposta.
Parlamentares ouvidos pela CNN disseram que não farão isso por receio de que, após a votação e possível aprovação da PEC, haja impugnação do tema por não estar maduro o suficiente para o debate.
Autor de uma PEC com teor semelhante, o deputado Domingos Sávio (PL-MG) defende que essas discussões não são apenas do Congresso Nacional.
“A população brasileira está discutindo isso. Não é pauta ideológica. Isso está nos trazendo desconforto, inconformismo. Marco temporal não tem nada de ideológico, é direito a propriedade, pessoas que têm escritura de território. E agora vem o governo e diz que esse direito de terra não vale nada?”, pontua.
“Não é uma questão de direita ou esquerda. O STF é uma corte de apenas 11 juízes. Um único juiz decide a revelia da lei com extrema frequência”.
O senador Efraim Filho (União-PB), líder do União Brasil, reconhece que para driblar as demais pautas e aprovar seus projetos até o fim do ano, o governo precisará ter estratégia.
“Vai demandar uma forte articulação e engenharia política na ação das lideranças do governo, mas sim é possível”, defende. Ele avalia que o Congresso tem mantido posição de independência na análise das medidas, moderando as pautas a serem votadas.
Efraim é relator da PEC das Drogas, de autoria de Rodrigo Pacheco, que acrescenta dispositivo ao artigo 5º da Constituição, estabelecendo que “a lei considerará crime a posse e o porte, independentemente da quantidade, de entorpecentes e drogas afins sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar”. A pauta deve começar a tramitar na próxima semana.
“Na terça-feira (31), teremos a audiência pública para subsidiar o relatório na PEC. Há um sentimento inicial no Senado, cuja maioria seria a favor de manter a criminalização da posse e do uso de drogas. É neste sentido que faremos um debate baseado em 2 pilares, o da segurança pública e da saúde pública”, afirmou.
CNN Brasil
Por J.R Guzzo para Revista Oeste
Lula e a esquerda, desde o seu primeiro dia no governo, têm tomado medidas que vão contra os desejos da população. Agora ficam contra Israel, quando 80% dos brasileiros são a favor

Vamos tentar entender, sem nenhum investimento mental complicado, o que está acontecendo com a “prisão a céu aberto” ou o “campo de concentração” que, segundo a esquerda brasileira e mundial, Israel criou para manter “a Palestina” submetida a condições de vida desumanas. Os fatos, aqui, podem ser entendidos até por um analfabeto. A Comunidade Europeia deu de presente aos moradores da Faixa de Gaza canos de esgoto para ajudar na melhoria das condições sanitárias locais — um horror que poderia lembrar a Belém do Pará da família Barbalho, e que tem sido uma das mais exaltadas denúncias da mídia contra Israel. As tubulações doadas pela Europa, porém, não criaram esgotos em Gaza. Foram transformadas pelos terroristas do Hamas em foguetes caseiros que são lançados regularmente contra Israel. Os mísseis-encanamento não são grande coisa; vivem explodindo em cima dos próprios terroristas, erram o alvo e até agora não renderam um palmo de território para a “Palestina”. Mas isso não é culpa de Israel. Quem está transformando encanamento em foguete de guerra é o Hamas; são eles que conseguem, com isso, ficar sem o esgoto e sem os mísseis.
Essas são as realidades, sem um grama de exagero, como se vê no vídeo que ilustra este texto, divulgado pelo próprio Hamas. Honestamente, então: o que o governo Lula, o PT e os militantes da “causa palestina” sugerem que Israel faça para que haja condições de vida um pouco mais dignas para a população de Gaza? Não dá para pedir que ele mesmo, Israel, faça a doação dos canos que a Europa forneceu e que viraram foguete. Não dá, também, para abrir sua fronteira aos 2 milhões de moradores de Gaza e acabar com a “prisão a céu aberto” — não quando o programa oficial do Hamas exige que esses mesmos 2 milhões entrem no território judeu e se dediquem, ali, à destruição física do Estado de Israel. Não dá, enfim, para melhorar em nada o “campo de concentração” se a ditadura que manda nesse campo faz questão de impedir o mínimo de conforto para os que estão presos lá dentro. Não deixa que haja rede de esgoto. Não deixa que escolas e hospitais funcionem como escolas e hospitais; servem de escudo humano para a tropa do Hamas. Não aceita em nenhuma hipótese a convivência em paz com Israel, nem os benefícios que poderiam vir da vizinhança produtiva com um país onde o PIB per capita é de US$ 52 mil por ano, ante os US$ 3,8 mil da Faixa de Gaza. O país rico, Israel, aceita a existência do país pobre, a Palestina. A Palestina não aceita a existência de Israel.

Adianta dizer qualquer coisa dessas para Lula, Janja ou os comentaristas da Rede Globo? Não adianta nada. Nem para eles nem para o ecossistema de fanáticos, gente mal-intencionada e simples idiotas no qual se movimenta a esquerda nacional e importada. Para todos eles, fatos jamais podem atrapalhar interesses, desejos ou crenças pessoais. Fatos obrigam a pensar. Pensar dá trabalho. Também pode ser arriscado: o sujeito está de boa, seguro com o que acha do mundo, e de repente se vê incomodado porque inventou de pensar. Talvez corra o risco, aí, de mudar de ideia — e mudar de ideia, sobre a Palestina ou qualquer outra coisa, é para eles uma das duas ou três piores desgraças que podem acontecer com um ser vivo. É muito mais confortável acreditar que as coisas são como você decidiu que elas devem ser, do que aceitar a possibilidade de que exista algo diferente. Colocam-se, assim, os circuitos cerebrais em férias permanentes — e a consciência em modo silencioso, ou desativado. É o caso da presente ideia fixa de Lula, do PT e da maior parte da mídia para apagar a selvagem chacina do Hamas contra Israel e salvar os palestinos, como dizem, da “prisão a céu aberto” e do “campo de concentração” em que vivem — fora os “crimes de guerra” cometidos pelo governo israelense na legítima defesa de seu território e das vidas dos seus cidadãos.
Na hora em que teria de mostrar coragem, independência e firmeza moral, revela-se um homem fraco, vacilante, com medo de ofender as ditaduras que praticam crimes e, sobretudo, incapaz de produzir uma única ideia original, criativa ou simplesmente útil
Nas fantasias que criaram com a recusa em admitir a existência de fatos materialmente provados, Lula e o seu governo estão, mais uma vez, em pleno surto de negacionismo. É a coisa de sempre. Não houve corrupção nos governos Lula-Dilma; foi a maior roubalheira da história nacional, mas não aconteceu. Lula não foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Não há nada de errado em condenar a até 17 anos de prisão pessoas que quebraram vidraças — ou nem isso. Não houve uma derrota na proposta de centro acadêmico que o Brasil apresentou na ONU, e que só poderia acabar vetada, como foi. Não foram cometidos contra os judeus os piores crimes desde o Holocausto nazista; segundo Lula, e olhem que ele foi o mais moderado em seu próprio governo, houve apenas atos de “terrorismo”, sem autores. Em seu último pronunciamento a respeito, com a mulher ao lado lhe passando um bilhetinho por escrito, denunciou com indignação a “insanidade”. Insanidade de quem? O presidente não disse. Pelo cheiro da brilhantina, insano é Israel — o governo Lula, desde o massacre de 1,4 mil civis cometido pelo Hamas, não fez outra coisa que não fosse condenar a reação aos crimes e o consequente sofrimento de civis na Faixa de Gaza. A presidente do PT, a propósito, diz em nota oficial do partido que Israel está praticando “genocídio” contra a população palestina.
Foi um desempenho miserável para quem pretende, segundo ele próprio e os jornalistas que servem no seu departamento de propaganda, ganhar o Prêmio Nobel da Paz. A contribuição de Lula para a paz mundial, até agora, tinha sido dizer que a Ucrânia é parcialmente responsável pela invasão do seu próprio território. Agora, quando acontece um terremoto de dimensões históricas como o ataque terrorista contra Israel, o candidato ao Nobel se comporta da pior maneira possível. Na hora em que teria de mostrar coragem, independência e firmeza moral, revela-se um homem fraco, vacilante, com medo de ofender as ditaduras que praticam crimes e, sobretudo, incapaz de produzir uma única ideia original, criativa ou simplesmente útil. Segundo imagina, e de acordo com os “especialistas” em política brasileira e internacional, estaria sendo esperto, ou habilidoso, ao puxar-o-saco do “mundo muçulmano”. Pode evitar a cólera do Irã, do Hamas e das organizações criminosas que encantam a esquerda por serem contra “os Estados Unidos”, as democracias e a liberdade. Mas é pouco provável que essa “moderação” pró-terrorismo tenha apoio popular de verdade no próprio país que preside. Num levantamento de opinião encomendado pela CNN, e com base em 10 milhões de mensagens sobre o conflito, 78% dos brasileiros se manifestaram a favor de Israel. Em outra pesquisa, de O Estado de S. Paulo, 84% dos entrevistados dizem que o Brasil deveria ficar do lado de Israel — e quase 90% acham que teria de condenar o Hamas como movimento terrorista. Não dá para ter nenhuma dúvida sobre de que lado a população brasileira está. Fica evidente, também, que o povo defende exatamente o oposto do que o governo Lula está fazendo.

É uma demonstração a mais de que o Sistema L faz questão de continuar trancado na cápsula extraterrestre na qual se enfiou desde antes da eleição — e onde não existe povo, não existe Brasil e o oxigênio é fornecido unicamente pelo binômio STF-TSE. A última nota do PT sobre a agressão do Hamas diz que Israel, neste momento, está cometendo “um conjunto de crimes de guerra”. O PT exige, como resposta ao massacre do Hamas, um “cessar fogo”. O que adianta, aí, dizer que o partido condena os atos de violência contra os civis, “vindos de onde vierem”? Não é diferente, na prática, do manifesto de um partido-anão de extrema esquerda que, segundo afirma o seu presidente, não pode “aceitar” que se chame de terrorismo “atos de resistência do povo palestino” — ou seja, assassinar bebês de colo, estuprar mulheres em público e sequestrar 200 civis israelenses para fins de extorsão são atos legítimos de “resistência”. Depois de apresentar como fato real a destruição de “um hospital” em Gaza por parte de Israel, a maioria da imprensa passou a dizer que há “duas versões” — e continua assim, mesmo depois de ficar provado tecnicamente que a explosão foi causada por um foguete lançado do próprio território de Gaza. Um programa de televisão, depois de dizer que Israel estava atirando bombas “a ermo” contra a população civil, exigiu que os Estados Unidos explicassem o que significa “direito de autodefesa” — e por aí se vai.
Lula e a esquerda, desde o seu primeiro dia no governo, têm tomado medidas que vão sistematicamente contra os desejos expressos da população. Impuseram de volta o pagamento obrigatório do “imposto sindical” — que os brasileiros jamais quiseram pagar durante os sete anos em que foi voluntário, por lei aprovada no Congresso Nacional. São a favor do aborto. São a favor da “descriminalização da maconha” — e da criminalização da liberdade nas redes sociais. São a favor do esvaziamento relativo das prisões. Agora ficam contra Israel quando 80% da população é a favor. Estão convencidos de que não precisam do povo brasileiro.
Informações Revista Oeste