
O deputado estadual Pablo Roberto (PSDB) apresentou, nesta quinta-feira (6), um Projeto de Indicação sugerindo ao governador Jeronimo Rodrigues (PT) a construção de unidades de saúde de referência em doenças raras na Bahia, em cada um dos territórios de identidade do estado.
De acordo com a justificativa do deputado, que se baseou em dados do Ministério da Saúde, “estima-se que existam, ao menos, 5 mil diferentes tipos de doenças classificadas como raras na atualidade, cujas causas podem estar associadas a fatores genéticos, ambientais, infecciosos, imunológicos, entre tantos outros fatores”.
“Compõem este grupo de doenças as anomalias congênitas, os erros inatos do metabolismo, os erros inatos da imunidade, as deficiências intelectuais, entre outras doenças, e a maioria possui algum tipo de componente genético. Algumas das doenças raras têm ocorrência restrita a grupos familiares ou indivíduos”, citou o parlamentar baiano.
Pablo Roberto mencionou ainda que a Bahia, atualmente, não possui unidades de saúde com foco no atendimento a essas demandas. “É imprescindível, portanto, que seja realizado o mapeamento da incidência de doenças raras no estado e, em seguida, promova-se a implantação de centros para atendê-las, especialmente em grandes centros, como a capital baiana e Feira de Santana, expandindo-se posteriormente a todos os territórios de identidade”, declarou.
Por fim, Pablo reforçou que a proposta visa garantir que os cidadãos baianos tenham acesso a diagnósticos e tratamentos adequados para doenças raras, “melhorando a qualidade de vida das pessoas afetadas por essas condições”.

Após emparedar a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, com perguntas sobre o conceito da palavra “mulher” nesta quinta-feira (6), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu uma jornalista que ironizou suas falas e disse que ele “não é homem”.
Por meio do X, a apresentadora da TV Fórum e editora do site Socialista Morena, Cynara Menezes, declarou que, visto que o parlamentar “se acha no direito de dizer quem é ou não mulher”, então ela pode dizer que “ele não é homem”.
O congressista respondeu a comunicadora da seguinte maneira:
– Podem dizer que eu não sou homem, mas eu posso provar. Podem dizer que mulher trans é mulher, mas não podem provar. Simples assim – escreveu.
Nikolas também printou a resposta de um internauta, que afirmou na postagem de Cynara: “Mas ele é ele”. A frase em questão faz referência a um episódio recente envolvendo o deputado e a parlamentar transexual Erika Hilton (PSOL-SP).
Nesta quarta (5), durante sessão da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, na Câmara dos Deputados, Hilton teceu comentários ofensivos à aparência da deputada Júlia Zanatta (PL-SC).
– Você é ridícula. Você é feia. Ultrapassada. Vai hidratar esse cabelo. Vai se cuidar, pelo amor de Deus – declarou.
Enquanto as mulheres em volta comemoraram e Zanatta se calou, Nikolas Ferreira fez a defesa:
– Pelo menos ela é ela – disparou.
*Pleno.News
Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

O grupo “Fighters For Free North Korea” (Lutadores pela Coreia do Norte Livre), da Coreia do Sul, realizou uma ação ousada ao enviar balões carregados com dinheiro, panfletos políticos e pen drives contendo músicas k-pop e doramas, como “Winter Sonata”, para a Coreia do Norte. Essa iniciativa ocorreu na madrugada desta quinta-feira, 6, em resposta a Pyongyang.
Na semana anterior, a Coreia do Norte havia lançado 3.500 balões contendo 15 toneladas de lixo em direção à Coreia do Sul, provocando tensões e levando Seul a suspender seu pacto militar com o Norte. Como resultado, houve a retomada de atividades militares próximas à fronteira.
O método de enviar balões não é novo e remonta à Guerra Fria, quando ambos os países utilizavam essa estratégia para influenciar um ao outro. Naquela época, milhões de panfletos foram disseminados tanto na Coreia do Sul quanto na Coreia do Norte.
Park Sang-Hak, líder do grupo “Fighters For Free North Korea”, exibiu panfletos com imagens do ditador Kim Jong-Un e sua irmã, Kim Yo-Jong, acompanhados da mensagem: “O inimigo do povo, Kim Jong-Un, enviou sujeira e lixo para os cidadãos da República da Coreia, mas nós, desertores, enviamos verdade e amor aos nossos compatriotas norte-coreanos”.
Recentemente, dez balões foram lançados da cidade fronteiriça de Pocheon, carregando 200 mil panfletos, 5.000 pen drives com vídeos de k-pop e dramas coreanos, além de 2.000 notas de um dólar. O governo sul-coreano afirmou que estava monitorando o envio de panfletos sobre a fronteira, embora a prática seja amparada por uma decisão judicial que considera a proibição inconstitucional.
Em 2020, Pyongyang demoliu um escritório intercoreano em Kaeson, na fronteira, devido aos balões. Seul proibiu a prática, mas essa medida foi posteriormente revertida por um tribunal superior.
O presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, reafirmou seu compromisso com a paz através da força, visando transformar o Norte e restaurar a liberdade e os direitos humanos. As provocações cessaram após Seul ameaçar transmitir propaganda política e música k-pop ao longo da fronteira, uma prática suspensa há seis anos.
Apesar das tensões, o grupo “Fighters For Free North Korea” declarou que continuará enviando panfletos até que Kim Jong-un se desculpe, embora essa possibilidade seja improvável. Segundo a organização, “Kim Jong-un infligiu o pior insulto e humilhação a 50 milhões de pessoas do nosso povo”.
Informações TBN

A taxa de fecundidade no Japão, que já havia registrado uma queda significativa ao longo de muitos anos, atingiu um novo mínimo histórico. O governo está intensificando esforços para incentivar os jovens a casar e formar famílias, inclusive lançando seu próprio aplicativo de encontros.
No ano passado, a nação com uma população de 123,9 milhões de habitantes registrou apenas 727.277 nascimentos, de acordo com dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar. A taxa de fecundidade, que representa o número total de nascimentos que uma mulher tem durante sua vida, caiu de 1,26 para 1,20.
Para manter uma população estável, é necessário um índice de fertilidade de 2,1. Qualquer valor acima disso resulta em expansão populacional, como ocorre na Índia e em muitos países africanos.
No entanto, no Japão, a taxa de fecundidade permaneceu bem abaixo desse limiar estável de 2,1 por meio século, de acordo com especialistas. Pela primeira vez desde a crise global do petróleo em 1973, que levou as economias à recessão, o número de crianças por mulher caiu abaixo desse nível.
Nos últimos anos, essa tendência de declínio se acentuou, com o número de mortes superando o de nascimentos, resultando na diminuição da população total. Isso tem implicações de longo prazo para a força de trabalho, a economia, o sistema de seguridade social e o tecido social do Japão.
Em 2023, o país registrou 1,57 milhão de mortes, mais que o dobro do número de nascimentos.
Além disso, os japoneses enfrentam desafios no âmbito matrimonial: o número de casamentos diminuiu em 30.000 no ano passado em comparação com 2022, enquanto os divórcios aumentaram.
Os especialistas preveem que esse declínio continuará por várias décadas e é, em certa medida, irreversível devido à estrutura demográfica do país. Mesmo que o Japão aumentasse sua taxa de fertilidade amanhã, a população continuaria a diminuir até que a proporção desequilibrada entre jovens e adultos mais velhos se estabilizasse.
O governo está tomando medidas para mitigar o impacto, incluindo a expansão de instalações de cuidados infantis, subsídios habitacionais para pais e, em algumas cidades, até mesmo incentivos financeiros para casais terem filhos.
Em Tóquio, as autoridades locais estão experimentando uma nova abordagem: o lançamento de um aplicativo de encontros gerenciado pelo governo, atualmente em fase de testes e com previsão de operação completa ainda este ano.
O site do aplicativo incentiva os usuários a considerá-lo como o “primeiro passo” para encontrar parceiros. O sistema de combinação utiliza inteligência artificial fornecida pelo Governo Metropolitano de Tóquio. Os usuários fazem um “teste de diagnóstico de valores” e podem inserir características desejadas em um futuro parceiro.
O bilionário Elon Musk também comentou sobre o aplicativo no antigo Twitter, afirmando: “Estou feliz que o governo do Japão reconheça a importância desse assunto. Se não forem tomadas medidas radicais, o Japão (e muitos outros países) desaparecerão!”.
Especialistas, no entanto, acreditam que esse cenário é improvável. Espera-se que a taxa de fertilidade se estabilize em algum momento, e o Japão, embora possa passar por mudanças significativas, não simplesmente desaparecerá.
Informações TBN

Os danos causados pela tragédia de enchentes no Rio Grande do Sul ultrapassam centenas de milhões de reais.
Perdas humanas não têm preço, mas os danos materiais também são impactantes. Além de residências e estabelecimentos comerciais, o número de veículos atingidos é difícil de calcular. Segundo estimativa da Bright Consulting, o contingente pode ser superior a 200 mil.
Desses, nem todos contam com cobertura de seguro para acidentes naturais e os respectivos donos não deverão ser indenizados.
Há dois tipos de categoria de seguro: completo/total e parcial.
Segundo Samuel Saucedo, corretor de seguros, “o total possui entre suas principais coberturas as seguintes: roubo, furto, colisão, queda de árvores, muros e enchentes e alagamentos”.
Embora possa haver diferenças entre as apólices de cobertura completa, os principais termos costumam ser esses – lembre-se de verificar o que diz o seu contrato.
As diferenças são mais amplas em relação aos seguros parciais. A pedido do UOL Carros, Samuel dividiu a categoria em três tipos principais.
1 – Tem o seguro que cobre tão somente o roubo e/ou furto. Este não indeniza nem colisão, tampouco enchentes ou alagamentos. Então, quem contrata esse tipo de apólice não receberá a indenização.
2 – Existe o seguro que cobre incêndio e colisão e aí tem que ver se, dentro da cobertura de colisão que essa seguradora está oferecendo, ela inclui alagamento e enchente. Se a resposta for negativa, e o cliente não contratou essa proteção adicional, ele também não receberá sua indenização.
3 – Tem, ainda, os seguros que cobrem o roubo, furto e colisão, incluindo enchente e alagamento, mas aí a cobertura para esses riscos é somente se houver a perda total do veículo. Nesse caso, o cliente somente será indenizado se os dados superarem 75% do preço médio do veículo na Tabela Fipe, caracterizando a perda total. Portanto, se a enchente ou o alagamento causar danos inferiores aos 75% da Tabela Fipe, o proprietário não será ressarcido.

As diferenças de preços entre os tipos de apólices podem ser enormes, embora não seja possível cravar com exatidão.
“Essa diferença não dá para determinar um valor, porque depende muito de fatores como bônus, tempo de seguro (desconto de renovação) e perfil do cliente, afirma o especialista.
“Mas com certeza, quando se trata de um seguro novo, eu vejo que muitas vezes o chamado seguro total ou completo custa o dobro de valor e, muitas vezes, até mais do que isso”, calcula.
A despeito de ser uma diferença grande, há casos em que vale a pena passar para uma categoria com cobertura mais abrangente.
“Para quem já tem mesmo o seguro parcial há muito tempo, muitas vezes vale a pena passar para o seguro total porque a diferença acaba ficando entre 30% e 50% maior. Aí, vale o esforço”, recomenda Samuel.
A CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) informa que “historicamente, o Estado do Rio Grande do Sul possui uma cultura de seguro acima da média do Brasil – a entidade diz ter “certeza de que as empresas do setor não estão medindo esforços no apoio necessário para seus clientes neste momento”.
Somente considerando o seguro auto, foram 8.216 registros de sinistro até agora, referentes a indenizações que superam os R$ 557 milhões no estado gaúcho.
Informações UOL

Apontada pela polícia como a possível mandante do assassinato do empresário Luiz Marcelo Antônio Ormond, no Rio de Janeiro, a cigana Suyany Breschak havia sido acusada em 2023 de furtar o veículo de um ex-namorado, com o qual ela desfez o relacionamento.
Conhecida nas redes sociais como Cigana Esmeralda, Suyany possui mais de 500 mil seguidores em perfis no Instagram e TitTok. Em seus vídeos, ela ensina simpatias, realiza leituras de tarô e cartas e oferece seus serviços de “amarração”.
Em agosto de 2023, Suyany publicou um vídeo no seu perfil no TikTok, onde conta que estava sendo acusada de furtar um veículo, pertencente a um homem chamado Orlando, seu ex-namorado. No post, ela se explica dizendo que tem as chaves do carro e que os documentos estão em seu nome.
Em um vídeo posterior, ela pede socorro aos seguidores, dizendo-se perseguida não só pelo homem, mas também pela família dele. Em um terceiro vídeo publicado em seu perfil, ela mostra um boletim de ocorrência registrado no dia 26 de agosto de 2023 pelo homem, chamado Orlando Ianoviche Neto, no 27° DP do Rio de Janeiro, e reproduz uma série de vídeos em que ele a acusa de ter furtado o carro, uma camionete.
Em contrapartida, há seis dias o Cigano Orlando, como é conhecido, relatou ter sido vítima de roubo e sequestro por parte da ex-namorada. Ele publicou em seu perfil, após a prisão de Suyany, um post em que diz: “Minha ex foi presa por homicídio”. No vídeo que acompanha a postagem, o homem, que também lê cartas e conta com mais de 180 mil seguidores, afirma que foi salvo por um “livramento”, sugerindo que, se não tivesse se separado dela, poderia ter sido vítima do “brigadeiro envenenado”.
Suyany foi presa no dia 29 de maio em Cabo Frio, na Região dos Lagos (RJ) por suspeita de ajudar a namorada do empresário, a psicóloga Júlia Andrade Cathermol Pimenta, presa temporariamente desde a noite de terça-feira (4), a vender bens de Osmond. A polícia apura se ele foi morto com um brigadeirão envenenado por Júlia e se a cigana teria sido mentora da trama mortal.
Segundo a polícia, Suyany tinha se apossado de um veículo do empresário morto, como parte de pagamento de uma dívida de R$ 600 mil que Júlia devia a Suyany, por serviços espirituais prestados a ela. Em depoimento à polícia, a cigana relatou que recebeu o carro da vítima para abater parte da dívida. Ela também deu detalhes sobre a forma como a psicóloga usou o medicamento para envenenar o brigadeirão. A defesa de Suyany negou envolvimento no crime.
A irmã de Suyany, Daniele Ivanovich, fez uma série de postagens em seu perfil no Facebook, alegando que conseguirá comprovar a inocência da irmã. Ela diz que a cliente dela, a psicóloga Júlia Andrade Cathermol Pimenta, seria a verdadeira responsável pela morte do empresário.
Em um vídeo, onde ela se comunica com a comunidade cigana na língua romani, ela chega a chorar ao contar a história. Ao responder um seguidor, nos comentários, ela explica: “Vê as matérias, minha irmã foi presa e ela é inocente. Ela não matou ninguém, quem matou foi Júlia”. Depois, complementa: “Quem morreu foi um empresário que uma cliente prostituta matou para tirar o dinheiro dele e pagar para Suyane, e a Júlia é culpada”.
A Cigana Esmeralda é presente massivamente nas redes. Seus vídeos, em plataformas como Kwai, TikTok e YouTube somam milhões de visualizações. Seus trabalhos de magia incluem amarrações amorosas, simpatias para ganhar dinheiro e até trabalhos mais pesados, para deixar homens “brochas”.
Desde que foi presa como suspeita de participar do homicídio do empresário, os comentários agressivos em suas postagens foram substituindo os elogiosos. “Você vai apodrecer na cadeia”, escreve uma internauta. “Você é atriz, uma mentirosa. Exu vai cobrar de você”, escreve outra, nos comentários de um vídeo onde Suyany mostra um trabalho feito para a entidade.
Ouvida pelo UOL, uma cliente de Suyany, que pediu para não ser identificada, diz que chegou a pagar R$ 5 mil para a “Cigana Esmeralda” fazer um trabalho de amarração. Ela havia sido deixada pelo namorado em 2022 e, no ano passado, procurou os serviços da cigana.
“Ela me prometeu que ele voltaria para mim em 90 dias. Não demorou 30, 40, e ele já estava de volta. Funcionou”, comentou a cliente, que pediu para não ser identificada. “Ela é muito boa, não sei como ela pode ter se envolvido com esse crime”.
Apesar da associação simplista com magia e excentricidade — como no caso de Suyany Breschak, o povo cigano tem uma história de perseguição e preconceito, que vai além dos estereotipos propagados.
Segundo a Comissão Arns, em 2021, estima-se que cerca de 800 mil ciganos de três ramificações étnicas distintas vivam no Brasil, os Kalon, os Rom e os Sinti. Mais conhecidos por serem povos nômades, vivem em acampamentos provisórios, mas também é comum que fixem seus acampamentos ou tenham domicílio permanente nos bairros das cidades.
A única estatística oficial existente sobre eles é da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) do IBGE, que apresenta informações sobre seus acampamentos. Na de 2014, foram identificados acampamentos desses grupos em 337 municípios do país (73 em áreas públicas destinadas para esse fim). Desses, a maioria estaria localizada no litoral das regiões Sul, Sudeste e Nordeste, destacando-se o estado da Bahia.
Informações UOL

No início da rotina de treinamento, é comum exceder a carga de exercícios, passando horas na academia e, muitas vezes, sem auxílio profissional – sobrecarregando grupos musculares. Em alguns casos, com falta de planejamento ou descanso adequado, o indivíduo não alcança mais os resultados do início e nota até uma regressão.
Sempre digo que o equilíbrio é a chave. O excesso de exercícios pode causar uma série de sintomas, conhecidos como síndrome do excesso de treinamento ou overtraining, que podem ser prejudiciais à sua saúde, desencadeando síndrome neuroendócrina que resulta em modificações fisiológicas e/ou psicológicas e, consequentemente, fazendo com que a pessoa reduza ou até ganhe peso. ”Paola Machado, doutora em saúde e diretora de comunicação do CREF4/SP (Conselho Regional de Educação Física da 4ª Região).
Se sua ideia é apenas espantar o sedentarismopara ter bem-estar e ficar longe de doenças como infarto e AVC, você não precisa ir à academia todos os dias. Segundo o American College of Sports Medicine, realizar cinco sessões de 30 minutos de atividade física moderada já é suficiente para ter saúde. E ainda é possível garantir o mesmo benefício em três treinos de 20 a 60 minutos de exercício vigoroso.
Correr três vezes por semana, por exemplo, já é o bastante para proporcionar benefícios como a redução da frequência cardíaca em repouso – que diminui o risco de problemas no coração – e evitar o desenvolvimento de diabetes” Murilo Alves de Souza, formado em educação física pela USP e professor da academia Bodytech
Adicionar a isso dois treinos de musculação vai ajudar na manutenção da massa magra, melhorar a postura e reduzir o risco de lesões, garantindo a você um corpo ainda mais saudável.
O número de vezes que você vai à academia depende da divisão do formato do seu programa de musculação (A,B; A,B,C; A,B,C,D etc.), mas já é possível obter bons resultados com três treinos – sendo que o mais indicado geralmente é quatro ou cinco e algumas pessoas chegam a malhar sete vezes.
Segundo Ronie Hornos, coordenador de esporte e educação física do Colégio Presbiteriano Mackenzie, em São Paulo, o mais importante é respeitar o tempo de descanso que um grupo muscular precisa para se recuperar – por isso, você não deve fazer em dias seguidos exercícios que trabalham o bíceps (ou pernas, costas, peito), por exemplo. “Para evoluir, nosso corpo obedece o processo de supercompensação, isto é: estresse, repouso e adaptação, inclusive com o sistema muscular”, esclarece.
Dicas para evitar o excesso de treino:
Tenha em mente que o exercício deve ser uma experiência positiva que lhe traga mais saúde e vitalidade. Se isso está te trazendo prejuízos e levando a alterações no seu peso, é importante resolver o problema o mais rápido possível.
Descanse. Com descanso adequado, os efeitos negativos do overtraining devem reduzir.
Melhore seu sono. A falta de sono pode agravar ainda mais os sintomas do overtraining. Seu corpo precisa de sono adequado para reparar e se recuperar. De acordo com o National Sleep Foundation, atletas e pessoas muito ativas precisam de pelo menos oito horas de sono por noite.
Alimentação adequada. Uma combinação certa de macronutrientes é a chave para a recuperação adequada e evitar o overtraining. Tanto proteínas quanto carboidratos também são fundamentais para o seu treino. Opte por carboidratos complexos de frutas, vegetais e grãos integrais.
Se você está treinando demais, com ou sem comer demais, e parece compulsivo, procure ajuda de um médico.
Informações UOL

Que muita gente adora curtir uma boa balada quando viaja não é novidade. Mas nem sempre é preciso sair pela cidade atrás da melhor delas: os chamados “party hotels” (algo como “hotéis festeiros”) são cada vez mais comuns.
Muitos dos grandes resorts all inclusive do Caribe sempre tiveram seus próprios clubs e boates, assim como os grandes navios.
Os hotéis de Las Vegas, que apesar de não terem “tudo incluído” operam de maneira bem semelhante e, hoje, todos eles têm sua própria boate. Dos mais de 40 milhões de visitantes anuais de Las Vegas, quase 60% paga para assistir pelo menos a um show ou apresentação de DJs famosos (segundo o LVCVA, o escritório de turismo e convenções do destino).
Cada vez mais hoteleiros e investidores poderosos estão lançando novos conceitos de vida noturna aliados à hospitalidade — inclusive em hotéis menores, mais urbanos e exclusivos.
Ian Schrager, que no passado transformou o lendário Studio 54 em ícone da vida noturna, é um dos nomes por trás do sucesso dos hotéis Edition, uma das marcas de luxo “descolado” da Marriott International. A propriedade da marca na Times Square, por exemplo, possui um híbrido de boate e cabaré, o Paradise Club, que demandou altos investimentos e faz bastante sucesso.

Assim como ele, cada vez mais empresários do setor estão entendendo que unir um design sedutor e serviço de qualidade com diferentes formas de entretenimento podem ser o pulo do gato para o sucesso de um hotel.
Algumas marcas hoteleiras, aliás, já nasceram com essa pegada. É o caso dos W Hotels, outra marca de lifestyle descolado da Marriott – e que, aliás, esse ano abrirá em São Paulo sua primeira propriedade no Brasil.
A maioria dos hotéis W tem sua própria balada em casa, do elegante W Santiago, no Chile, ao peculiar W Mexico City. E elas costumam reunir com frequência não apenas turistas hospedados ou não ali como também muitos moradores das cidades nas quais estão presentes.

A tendência não está tomando apenas marcas de luxo da hotelaria. Um bom exemplo está justamente em uma marca sempre focada em hotéis mais econômicos: a Moxy Hotels. Com propriedades que geralmente se assemelham a albergues descolados, os hotéis da marca sempre têm seus próprios (e agitados!) clubs e boates.
O Magic Hour do Moxy Times Square e o The Fleur Room do Moxy Chelsea são ótimos exemplos. Essas baladas, bem nova-iorquinas, têm seguranças controlando a entrada dos clientes com cordas e extensas filas, como nos filmes. Já o Moxy NYC East Village criou o rooftop Little Sister, de vibe mais intimista, como uma grande festa em casa.

A empresa americana Lightstone, a investidora por trás dos hotéis Moxy de Nova York, planeja abrir outras propriedades da marca também em Los Angeles e Miami – todas nesse mesmo estilo, com seus próprios locais de balada e diversão noturna.
Nova York, aliás, é terreno fértil para hotéis focados na vida noturna. O Equinox Hotel Hudson Yards é um bom exemplo: ali diversão sempre foi parte fundamental da experiência hoteleira e Electric Lemon oferece festas com vista para o rio Hudson.
Já o The James New York tem no Seville música ao vivo e entretenimento noturno constante. O WXYZ do Aloft Manhattan Downtown é uma versão discoteca do bar presente em outros hotéis da marca, com direito a shows ao vivo e DJ. E o Standard High Line New York, no badalado Meatpacking District, tem na cobertura a boate Le Bain, que recebe DJs famosos – com o plus de oferecer uma tremenda vista para Manhattan enquanto os clientes se divertem.
Londres também é outra cidade famosa por suas baladas instaladas em hotéis, dos bairros mais sisudos aos mais descolados. O Twenty Two, em Mayfair, tem entre os frequentadores de seu badalado club cheio de veludo no décor figurões celebridades como Katy Perry e Idris Elba.
O The Standard, em Kings Cross, aposta em coquetéis sofisticados e fartura de espaços para manter o clima de festa sempre vivo, seja no lobby, no Decimo ou no Sweeties. Até o The Goring, o hotel queridinho de alguns membros da família real no bairro de Belgravia, é palco constante de altas festas com DJs e música ao vivo, sobretudo no verão.

É claro que as reservas dos quartos e suítes continuam sendo o grande responsável pelas finanças saudáveis dos hotéis. Mas lucros obtidos com alimentos, bebidas e entretenimento podem ser extremamente significativos na rentabilidade geral da propriedade.
Além disso, todas as experiências oferecidas por um hotel abertas também a não-hóspedes dão maior visibilidade geral a ele e acabam direta ou indiretamente ajudando a manter altas suas taxas de ocupação ao longo do ano, em um círculo vicioso extremamente saudável. Investir em vida noturna é cada vez mais visto na hotelaria como um bom caminho para o sucesso.
Por outro lado, os grandes empresários da vida noturna internacional também querem cada vez mais se associar à indústria da hospitalidade e pegar uma bela fatia desse mercado. O Grupo Hakkasan, por exemplo, tem baladas instaladas em diferentes hotéis e destinos e chegou a investir mais de US$ 100 milhões (cerca de R$ 525 milhões) em apenas um de seus nightclubs.

Até hotéis bastante tradicionais e de aura mais glamurosa estão investindo nesse segmento. Caso, por exemplo, do grupo SBM, do refinado Hôtel de Paris Monte Carlo, no principado de Mônaco – com direito a restaurante estrelado comandado por Alain Ducasse e décor inspirado na Belle Époque.
Sua Jimmy’z é uma das baladas mais rentáveis da hotelaria internacional – e o maior revendedor do champagne Dom Pérignon de toda a Europa. O nightclub à beira-mar chega a cobrar 2.500 euros (cerca de R$ 14,2 mil) por uma reserva de mesa e 800 euros (cerca de R$ 4574) por uma garrafa de champanhe, provando que a festa não pode mesmo parar.
Informações UOL

O Congresso está em vias de aprovar o Mover, programa que prevê benefícios fiscais à indústria automobilística desde que a produção ocorra no país e contenha inovação tecnológica. Apesar de ofuscado pela inclusão da “taxa das blusinhas”, trata-se de um programa bilionário: prevê que R$ 19,3 bilhões sejam disponibilizados em incentivos.
O Mover (Mobilidade Verde e Inovação) surgiu da união dos interesses do governo federal e das montadoras. O governo Lula (PT) pretende retomar a industrialização do país, e as montadoras veem a necessidade de substituir motores a combustão por 100% elétricos e híbridos.
A convergência de interesses ficou materializada no desfile de Lula e Alckmin em carro aberto na fábrica da Volkswagen. O evento, em fevereiro deste ano, foi o ponto alto do anúncio de R$ 9 bilhões em investimentos da montadora na operação brasileira.
Boa parte dos recursos do Mover será usada para transformar os modelos vendidos no Brasil em híbridos. Serão disponibilizados R$ 19,3 bilhões em incentivos para gastos com pesquisas em novas tecnologias. Com base nas regras do Mover, as montadoras vão investir cerca de R$ 130 bilhões no país até 2030.
Os valores bilionários ficaram em segundo plano nas discussões. Um “jabuti” foi colocado no projeto, a “taxação das blusinhas“, algo que concentrou a atenção da população e atrasou a tramitação da proposta. Ainda assim, o projeto deve ser aprovado na Câmara na próxima semana e depois seguir para sanção presidencial.
O atraso na tramitação preocupou as montadoras, que temiam mudanças no projeto original. O pano de fundo era a disputa nos bastidores entre montadoras tradicionais e as recém-chegadas chinesas. A possibilidade de investimentos serem cancelados ou reduzidos passou a ser usada como argumento para convencer deputados e senadores a não mexerem no projeto.
Executivos de montadoras que conversaram com o UOL se mostraram satisfeitos com os termos do programa. Eles aguardam a última votação ocorrer para se concentrarem na próxima tarefa: a regulamentação da reforma tributária.
O Mover foi combinado com a volta da cobrança de imposto sobre importação de carros eletrificados. Isentos até ano passado, modelos 100% elétricos e híbridos voltaram a ser taxados em 1º de janeiro. Haverá um crescimento gradual do imposto até chegar a 35% em julho de 2026. O saldo das ações do governo é: incentivo para quem fabricar no Brasil; aumento de imposto para trazer de outro país.
Como consequência, oito montadoras anunciaram reajustes: BMW, Volvo, Honda, Kia, Seres, GWM, Nissan e Audi.
Alckmin, que além de vice é ministro do Desenvolvimento, declarou que o objetivo é incentivar a produção nacional. Foi ele quem conduziu os debates do Mover. O programa foi tratado com as montadores logo na primeira reunião feita depois da posse.
A preferência por produzir no país tem vantagens e desvantagens, afirma Milad Kalume Neto, consultor do setor automotivo. Ao UOL, ele ponderou que a produção local gera empregos, traz tecnologia e pode tornar o Brasil grande exportador. A desvantagem é reduzir a competição e acesso da população a um número maior de modelos.
O especialista ressalta que era previsível o governo atuar para incentivar a fabricação nacional. Ele conta que desde a campanha eleitoral o presidente se encontrava com Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea (Associação que reúne fabricantes tradicionais).
Para mim, era muito claro de que haveria política para priorizar o nacional.
Milad Kalume Neto, consultor

O incentivo para produzir no Brasil e tornar as importações mais caras não pacificou a indústria automotiva. Houve brigas entre montadoras tradicionais, que tem fábricas no Brasil há bastante tempo, e as chinesas, que estão construindo suas plantas.
Os chineses apostam em modelos 100% elétricos. Eles tentaram mudanças no Mover para beneficiar este modelo de propulsão.
As oponentes são as “montadoras tradicionais”.Marcas como GM, Volkswagen, Fiat e Toyota escolheram fazer a transição energética usando carros híbridos – motor a combustão combinado com bateria elétrica. Sua atuação foi para barrar incentivos aos veículos 100% elétricos.
Na disputa, a BYD saiu derrotada. A Câmara dos Deputados rejeitou mudanças que facilitavam a importação de carros 100% elétricos e outra que dava preferência para fábricas do Nordeste receberem incentivos (a montadora chinesa fica na Bahia).
As montadoras tradicionais também venceram no Senado. Os parlamentares retiraram um dispositivo que escalava o Ministério do Desenvolvimento para medir a quantidade de poluentes emitidos pelo motor. A tarefa voltou para o Ibama.
Para executivos das montadoras tradicionais, a alteração fazia parte de uma estratégia de longo prazo da BYD. O ministério não tem expertise na medição e seria mais fácil emplacar uma redução no imposto para carros 100% elétricos.

As movimentações da BYD têm um coordenador, na visão das montadoras tradicionais: Alexandre Baldy. Com longa carreira política, ele foi ministro das Cidades na gestão Michel Temer, secretário de João Doria no governo de São Paulo e deputado federal por Goiás.
Hoje, Baldy é CEO da BYD Brasil. Sem currículo na indústria automotiva, é visto como uma escolha da montadora chinesa pelo trânsito político numa tentativa de aprovar leis que favoreçam os veículos 100% elétricos.
Mas o mercado brasileiro fez a opção por modelos flex híbridos para os próximos anos. É uma mudança menos radical que transformar toda a frota em 100% elétrica e ainda preserva o álcool como opção de combustível, algo caro ao governo brasileiro.
A fabricação de modelos totalmente elétricos ficaria para um futuro mais distante. Além da tecnologia, faltaria infraestrutura como existir rede de recarga em cidades do interior.
O consultor Milad Kalume Neto considera normal as montadoras tradicionais ganharem a queda de braço. Ele afirmou que General Motors, Volkswagen e Stellantis (Grupo que tem marcas como Fiat, Jeep e Peugeot) têm cerca 60% do mercado.
O especialista disse que a indústria nacional está protegida para fazer a transição para o 100% elétrico e híbrido. A situação permite construir bons carros e poder exportar para outros mercados. Os países da América do Sul seriam os destinos preferenciais.
Informações UOL

Foto: Itep/Divulgação
A Bahia é um dos três estados brasileiros que não começaram a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). Além da Bahia, Roraima e Amapá também não iniciaram o processo de emissão, que deveria ter começado em 11 de janeiro.
Conforme o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a previsão é de os três estados, responsáveis pela emissão, comecem ainda em junho.
O modelo até então atual nesses estados, com a impressão do polegar, será válido até 2032. No entanto, o governo federal está acelerando a emissão da nova carteira de identidade digital, que passa a adotar padrões internacionais, e inclui o código MRZ, utilizado também em passaportes, facilitando a entrada em países do Mercosul. Seguindo a regra atual, para viagens a outros países, ainda será necessário o passaporte.
O governo da Bahia emitiu uma nota explicando o motivo do atraso para a emissão do novo documento.
“A Polícia Técnica informa que em decorrência de atraso na integração do Sistema de geração do QR Code da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), que é operacionalizado pelo Ministério da Justiça, o cronograma de implantação será prorrogado. O Início do projeto piloto, previsto para 1º de junho, deve acontecer ainda no primeiro semestre.
A partir da implantação serão realizadas identificações, em público restrito, com o objetivo de, inicialmente, avaliar o fluxo de atendimento para as Novas Carteiras de Identidade emitidas no Estado da Bahia. Esta etapa será realizada em dois postos na capital e o serviço só será possível com agendamento pela plataforma ou aplicativo ba.gov.br.
Assim que o sistema estiver consolidado serão realizadas as tratativas para abertura do atendimento à toda população.”