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Master pagou R$ 65 milhões a Temer, Lewandowski e outros

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Coletiva de imprensa ocorreu depois de encontro entre o petista e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; veja vídeo

07.05.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Coletiva à imprensa, na Casa Branca, em Washington, D.C: uso de fone para tradução
07.05.2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Coletiva à imprensa, na Casa Branca, em Washington, D.C: uso de fone para tradução | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Durante uma coletiva de imprensa nos Estados Unidos (EUA), nesta quinta-feira, 7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu a uma pergunta feita em inglês por um jornalista estrangeiro.

Ao ser questionado em outro idioma, Lula afirmou que “querer que eu entenda inglês é demais”, em tom de bom humor diante da situação. Na sequência, o petista coloca o fone de ouvido, para que alguém traduza a questão em seus ouvidos.

Encontro oficial entre Lula e Trump

Lula e Trump
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Mais cedo, Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu por aproximadamente três horas com o presidente norte-americano, Donald Trump. O encontro oficial entre os dois chefes de Estado ocorreu em Washington, na Casa Branca.

Na conversa, eles decidiram estabelecer prazo de 30 dias para que equipes dos dois governos avancem nas negociações sobre tarifas comerciais. Além disso, vão trabalhar na investigação aberta pelos norte-americanos contra o Brasil.

Segundo Lula, um grupo de trabalho que envolve representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil e do Departamento de Comércio dos Estados Unidos nasceu para tentar construir uma proposta conjunta. O petista afirmou que os dois lados concordaram em negociar eventuais concessões.

A principal divergência envolve a investigação comercial aberta pelos EUA com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. Washington acusa o Brasil de práticas consideradas desleais em áreas como etanol, propriedade intelectual, desmatamento ilegal e sistema de pagamentos Pix.

Durante entrevista depois da reunião, Lula afirmou ter explicado a Trump que os Estados Unidos mantêm superávit histórico na relação comercial com o Brasil. O petista argumentou que a tarifa média brasileira sobre produtos norte-americanos gira em torno de 2,7%.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, disse que as equipes voltarão à mesa de negociação nas próximas semanas para discutir o encerramento da investigação comercial e estabelecer novas regras para o comércio bilateral.

Informações Revista Oeste


Proposta do ex-banqueiro omite informações e funciona mais como peça de defesa do que como colaboração premiada

O empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master| Foto: Reprodução/Instagram/Martha Graeff
O empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master| Foto: Reprodução/Instagram/Martha Graeff

Os investigadores responsáveis pelo caso que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro consideram insuficiente a proposta de delação apresentada por ele às autoridades. Integrantes da apuração avaliam que o empresário estaria “escolhendo alvos” para entregar, ao mesmo tempo em que preserva figuras consideradas centrais nas investigações.

Na lista de aliados protegidos, estaria o senador Ciro Nogueira, alvo de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 7, sob suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. As informações são da coluna de Malu Gaspar ao jornal O Globo.

Segundo relatos de investigadores envolvidos na análise do material, a colaboração entregue no início da semana omite informações já reunidas pela PF, incluindo suspeitas de pagamentos mensais de até R$ 500 mil ao senador em troca da defesa de interesses do banqueiro no Congresso

Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes e outros membros do STF tomaram uísque escocês da marca Macallan, no refinado George Club, em Londres. Tudo pago por Vorcaro | Foto: Reprodução/X

Nos anexos relacionados ao senador, haveria apenas referências genéricas e consideradas favoráveis ao político. Internamente, o trecho ganhou entre investigadores o apelido de “a beatificação de Ciro”.

O material entregue por Vorcaro às autoridades foi armazenado em dois pendrives, apresentados por seus advogados no início da semana. Investigadores afirmam que os arquivos não trazem novos elementos sobre personagens considerados estratégicos na apuração nem esclarecem vínculos políticos e jurídicos mantidos pelo banqueiro.

A avaliação predominante entre delegados e procuradores é que Vorcaro ainda aposta na rede de influência construída entre políticos e autoridades para buscar alternativas à colaboração premiada. Para integrantes da investigação, o conteúdo entregue se aproxima mais de uma estratégia de defesa do que de uma tentativa efetiva de cooperação com as autoridades.

Segundo a PF, o senador do PP teria “instrumentalizado o exercício do mandato parlamentar em favor dos interesses privados” do controlador do Master.

Ciro Nogueira | Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
Ciro Nogueira | Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Proposta de delação de Vorcaro também protege Moraes

Além de Ciro Nogueira, investigadores afirmam que a proposta também deixa de aprofundar relações do banqueiro com outras autoridades citadas nas apurações, como o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União. 

As suspeitas relativas a Moraes também aparecem nas investigações. Em mensagens obtidas pela PF, Vorcaro questionou o ministro horas antes de sua prisão, em 17 de novembro do ano passado, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando tentava embarcar para Dubai com escala em Malta.

“Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”, escreveu o banqueiro ao magistrado, segundo documentos da investigação.

Viviane ao lado do marido Alexandre de Moraes
Viviane ao lado do marido, Alexandre de Moraes | Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

Outro ponto sob análise envolve contrato firmado entre o Master e a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF. O acordo previa pagamentos de R$ 3,6 milhões mensais ao longo de três anos para atuação com órgãos como Receita Federal, Banco Central (BC), Conselho Administrativo de Defesa Econômica e Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

Investigadores afirmam, contudo, que a proposta de colaboração não aprofunda nem apresenta novos elementos sobre essa relação.

Uma fonte próxima das negociações afirmou ao O Globo que, “sempre que alguém delata ministro do STF, as coisas desandam”, em referência a acordos anteriores, como a colaboração do ex-governador Sérgio Cabral, que mencionou pagamentos ao ministro Dias Toffoli. A delação acabou anulada pelo Supremo em 2021, com voto do próprio Toffoli.

Daniel Vorcaro durante depoimento à Polícia Federa - 28/12/2025 | Foto: Reprodução/YouTube
Daniel Vorcaro durante depoimento à Polícia Federal – 28/12/2025 | Foto: Reprodução/YouTube

Antes do início das negociações, a defesa de Vorcaro sinalizou às autoridades que o banqueiro apresentaria uma colaboração “séria e completa”, sem preservar aliados. A avaliação interna da PF, porém, é que a promessa não se concretizou.

Em uma conversa interceptada pela PF com a então namorada, a influenciadora Martha Graeff, Vorcaro comparou o sistema bancário a uma organização mafiosa. 

“Esse negócio de banco sempre falei que é igual máfia. Não dá pra sair. Ninguém sai. Bem não sai. Só sai mal”, escreveu o ex-banqueiro em 7 de abril de 2025, período em que tentava obter aprovação do BC para a venda do Master ao BRB — operação posteriormente barrada pela autoridade monetária.

Para os investigadores, o teor da proposta revela que o banqueiro ainda acredita na possibilidade de atravessar a crise sem romper completamente com figuras influentes do meio político e institucional.

Informações Revista Oeste


Atleta descumpriu regras da liberdade condicional e vinha sendo procurado desde março

Foto: Divulgação/River AC

O goleiro Bruno foi preso no fim da noite desta quinta-feira (7), em São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro. Condenado pelo homicídio da modelo e ex-namorada Eliza Samudio, ele era considerado foragido há dois meses.

A captura foi feita através de um trabalho conjunto entre o setor de inteligência da Polícia Militar do Rio de Janeiro com a de Minas Gerais. De acordo com a PM do RJ, o goleiro Bruno não ofereceu resistência à abordagem e colaborou com os agentes durante a ação. O atleta foi conduzido para a 125ª DP de São Pedro da Aldeia, onde foi cumprido o mandado de prisão. Depois, a ocorrência foi encaminhada para a 127ª DP de Búzio para a continuidade aos procedimentos legais.

O atleta era procurado após um mandado de prisão ter sido expedido em 5 de março. O motivo foi o descumprimento de regras da liberdade condicional. No dia 15 de fevereiro, ele viajou para o Acre sem autorização judicial para jogar pelo Vasco-AC e não retornou ao regime semiaberto quando determinado pela Justiça. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) ainda apontou que o goleiro deixou de atualizar o endereço por três anos, não respeitou horário de recolhimento, frequentou locais proibidos, dentre eles um jogo no Maracanã, e fez outras viagens sem autorização.

O goleiro Bruno foi condenado em 2013 a mais de 22 anos de prisão pelo homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio. Para a Justiça, ela foi morta após cobrar o reconhecimento de paternidade do filho que teve com o jogador, Bruninho Samudio, que atualmente também é goleiro das categorias de base do Botafogo. Ele ficou preso em regime fechado de 2010 até 2019 e depois teve o direito de progressão para o semiaberto. Em 2023, teve concedida a liberdade condicional.

Informações Bahia.ba


                      Redação representará o Brasil na fase internacional, na Suíça

Imagem: Emerson Nogueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

A estudante Liz Medeiros Mota, de 12 anos, do Colégio The British School of Brasília, é a vencedora da etapa nacional da 55ª edição do Concurso Internacional de Redação de Cartas. A aluna e a escola receberão premiações no valor de R$ 7,5 mil e R$ 7.875 mil, respectivamente, além de certificados e troféus.

Promovido anualmente pela União Postal Universal (UPU), com sede em Berna, na Suíça, o concurso é realizado no Brasil pelos Correios e ocorre em quatro etapas: escolar, estadual, nacional e internacional – esta última coordenada pela UPU. O objetivo é estimular a alfabetização, a criatividade e o desenvolvimento da escrita de crianças e adolescentes, por meio da redação de cartas, incentivando a reflexão crítica sobre temas contemporâneos.

O tema desta edição — “Escreva uma carta a um amigo explicando a importância das relações humanas em um mundo digital” — convidou os participantes a refletirem sobre seus vínculos e sobre como a comunicação pode promover empatia, gentileza e compreensão em uma sociedade cada vez mais mediada por telas.

Na redação vencedora, Liz aborda a importância das relações humanas com sensibilidade e criatividade, dialogando com o universo de Alice no País das Maravilhas. A autora constrói paralelos entre a obra literária e a realidade contemporânea para refletir sobre solidão, pressa, superficialidade e pertencimento nas interações digitais.

Surpresa com o resultado, Liz destacou a qualidade da competição. “Fiquei muito feliz com o resultado, mas também um pouco surpresa, porque sabia que o nível era muito alto e que havia muitos textos bons de alunos mais velhos”, afirmou. Para a estudante, o concurso foi mais do que uma disputa. “Foi um sentimento especial de ver que uma ideia que começou só comigo conseguiu chegar a outras pessoas e outros lugares. Mais importante do que ganhar foi perceber que não era só sobre ganhar, mas ser ouvida e compreendida, e eu acho que eu fui e isso é o que me deixa mais feliz”, completou.

Segundo a aluna, a mensagem central de sua carta trata do desejo de pertencimento e dos riscos de tentar se encaixar em padrões impostos no ambiente digital. Ao lembrar a cena em que rosas brancas são pintadas de vermelho para agradar à Rainha de Copas, Liz traça um paralelo com o uso de filtros e máscaras sociais nas redes. “Quis mostrar que relações verdadeiras não acontecem quando todos tentam ser iguais, mas quando cada um pode ser quem é, sem medo de não ser aceito ou julgado por ser diferente”, explicou.

Incentivo à criatividade dos jovens – Por meio do Concurso Internacional de Redação de Cartas, os Correios reforçam seu compromisso com a responsabilidade social e com o incentivo à educação. O desempenho consistente do Brasil no certame também evidencia a contribuição da iniciativa para ampliar a representatividade do país no cenário internacional, promovendo a formação cidadã de jovens estudantes.

Do ponto de vista postal, as cartas seguem como um símbolo poderoso de conexão humana. Escrever uma carta exige tempo, cuidado e intenção, permitindo a troca de experiências e emoções de forma profundamente pessoal. Nesse processo, destaca-se também o papel dos carteiros, que, ao levar mensagens a diferentes lugares, ajudam a fortalecer laços de confiança, solidariedade e pertencimento entre pessoas e comunidades.

O segundo e o terceiro lugares da etapa nacional ficaram com Luísa Scarpa Zanon, de 13 anos, do Colégio e Curso Gauss, de Barreiras (BA), e Nina Allers de Freitas, de 14 anos, do Colégio Espaço Verde, de Volta Redonda (RJ). As estudantes receberão prêmios de R$ 6 mil e R$ 4,5 mil, respectivamente, enquanto as escolas serão contempladas com R$ 6.375 mil e R$ 4.875 mil, além de certificados e troféus.

Nesta edição, os Correios também concederão menção honrosa aos alunos e às escolas que conquistaram o 4º lugar, Victor Hugo da Cunha, de 10 anos, da 1ª Escola de Tempo Integral Laudimiro de Jesus Tormin, Luziânia/GO, o 5º lugar, Neianne da Silva Souza, de 15 anos, do Colégio Salesiano São José, Natal/RN e o 6º lugar, João Pedro Weirich Almeida, de 14 anos, do Colégio Farroupilha, Porto Alegre/RS, com a entrega de certificados e um kit especial de selos.

Todas as informações sobre a 55ª edição do Concurso Internacional de Redação de Cartas estão disponíveis no site dos Correios.


Exportações superaram importações em US$ 10,537 bilhões

© Divulgação/Porto de Santos

O aumento nas exportações de soja e de petróleo fez a balança comercial registrar o superávit mais alto para meses de abril desde o início da série histórica, divulgou nesta quinta-feira (7) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No mês passado, as exportações superaram as importações em US$ 10,537 bilhões.

O resultado representa alta de 37,5% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o superávit ficou em US$ 7,664 bilhões. Desde o início da série histórica, em 1989, o superávit é o terceiro maior para todos os meses, só perdendo para maio de 2023 (US$ 10,978 bilhões) e março de 2023 (US$ 10,751 bilhões).

O valor das exportações e das importações ficou o seguinte:

  • Exportações: US$ 34,148 bilhões, alta de 14,3% em relação a abril do ano passado;
  • Importações: US$ 23,611 bilhões, alta de 6,2% na mesma comparação.

Tanto no caso das exportações como das importações, os valores também são recordes para meses de abril desde o início da série histórica.

Acumulado

Nos quatro primeiros meses do ano, a balança comercial registra superávit de US$ 24,782 bilhões, valor 43,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Além da recuperação das commodities (bens primários com cotação internacional), o crescimento deve-se à importação de uma plataforma de petróleo em fevereiro de 2025, operação que não se repetiu em 2026.

A composição ficou a seguinte:

  • Exportações: US$ 116,552 bilhões, alta de 9,2% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado;
  • Importações: US$ 91,770 bilhões, alta de 2,5% na mesma comparação.

O superávit acumulado é o segundo maior da série histórica, só perdendo para o primeiro quadrimestre de 2024 (US$ 26,925 bilhões).

Setores

Na distribuição por setores da economia, as exportações em abril variaram da seguinte forma:

  • Agropecuária: +16,1%, com alta de 12,7% no volume e de 3,2% no preço médio;
  • Indústria extrativa: +17,9%, puxada pelo petróleo, com alta de apenas 0,6% no volume e crescimento de 17,2% no preço médio;
  • Indústria de transformação: +11,6%, com alta de 6,8% no volume e de 4,1% no preço médio.

Produtos

Os principais produtos responsáveis pela alta das exportações em abril foram os seguintes:

  • Agropecuária: soja (+18,8%), algodão (+43,7%); e animais vivos, exceto pescados e crustáceos (+148,4%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (+10,6%); minério de ferro (+19,5%); e minérios de cobre (+55%);
  • Indústria de transformação: carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+29,4%); ouro não-monetário, excluindo minérios de ouro e concentrados (+75,9%); e bombas, centrífugas, compressores de ar e ventiladores (+321,5%).

Em valores absolutos, os dois itens que mais puxaram o crescimento mensal foi a soja, com alta de US$ 1,105 bilhão nas exportações em relação a abril do ano passado, motivada pela safra e pela alta nos preços. Em seguida, vem o petróleo bruto, com alta de US$ 458,98 milhões.

No caso do petróleo, o volume exportado caiu 10,6%, mas o preço médio subiu 23,7% por causa da guerra no Oriente Médio. A queda no volume está relacionada à alíquota temporária de 12% de Imposto de Exportação de petróleo, imposta em meados de março como medida para segurar a alta dos combustíveis após o início da guerra no Oriente Médio.

Apesar do crescimento das exportações agropecuárias, as vendas de café despencaram em março. No mês passado, o Brasil vendeu US$ 177,44 milhões a menos que em abril de 2025 (-14,2%). A queda deveu-se à redução de 13,4% no preço médio.

Importações

Em relação às importações, a alta está vinculada principalmente a veículos, cujas compras do exterior subiram US$ 654,33 milhões em abril na comparação com o mesmo mês de 2025.

Na divisão por categorias, os principais produtos são os seguintes:

  • Agropecuária: soja (+165,3%); pescados (+11,1%); e frutas não oleaginosas (+8,9%);
  • Indústria extrativa:  óleos brutos de petróleo (+26,4%); e linhita e turfa (+147,9%);
  • Indústria de transformação: automóveis de passageiros (+109,9%); combustíveis (+37,3%); e válvulas e tubos termiônicos (+27,3%).

Projeções

Para este ano, o Mdic projeta superávit comercial de US$ 72,1 bilhões, alta de 5,9% em relação ao resultado positivo de US$ 68,1 bilhões em 2025.

Segundo o ministério, as exportações deverão encerrar o ano em US$ 364,2 bilhões, alta de 4,6% em relação a 2025. As importações deverão chegar a US$ 280,2 bilhões em 2026, aumento de 4,2% na comparação com o ano passado.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em julho. O recorde de superávit foi registrado em 2023, quando o resultado positivo ficou em US$ 98,9 bilhões.

As estimativas do Mdic estão menos otimistas que a das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, a balança comercial encerrará o ano com superávit de US$ 75 bilhões, projeção que subiu após o início da guerra no Oriente Médio.


com Frei Jorge Rocha
tema: “Aventura Lusitana – vocábulos”


Financista teria dito que ‘não encontrada nada’ que o incriminasse

Jeffrey Epstein Partido Democrata suspeitas ligação
A suposta nota estava sob sigilo em um processo envolvendo Nicholas Tartaglione, ex-companheiro de cela de Epstein | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons 

juiz Kenneth Karas, dos Estados Unidos, determinou a divulgação da suposta carta de suicídio do financista Jeffrey Epstein, escrita cerca de um mês antes de sua morte em uma sela de prisão no Centro Correcional Metropolitano de Nova York (NY), em 2019.

A carta veio a público nesta quarta-feira, 6, por decisão da vara de NY. Nela, o empresário afirma que “me investigaram por meses — NÃO ENCONTRARAM NADA!!!” e “É um prazer poder escolher o momento certo para dizer adeus”.

Suposta carta de suicídio de Epstein | Foto: Divulgação/ Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul de Nova York
Suposta carta de suicídio de Epstein | Foto: Divulgação/ Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul de Nova York

“O que você quer que eu faça? Comece a chorar!!”, diz a carta “NÃO TEM DIVERSÃO — NÃO VALE A PENA.”

Epstein foi encontrado morto em sua cela em agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. As autoridades norte-americanas concluíram que a morte foi um suicídio, embora o caso continue cercado por especulações e questionamentos sobre falhas de segurança na prisão.

Juiz determina que documento deve estar ao acesso público

Na decisão, Karas afirmou que o documento está sujeito ao princípio de acesso público e que sua divulgação contribui para a transparência do sistema judicial. Segundo ele, a publicidade do material ajuda a garantir “um certo grau de responsabilização” e reforça a confiança pública na administração da Justiça.

A suposta nota estava sob sigilo em um processo envolvendo Nicholas Tartaglione, ex-policial e ex-companheiro de cela de Epstein, condenado posteriormente por quatro assassinatos. Tartaglione afirma ter encontrado o bilhete escondido em um livro, depois de uma tentativa de suicídio de Epstein em julho daquele ano.

A divulgação ocorreu a partir de um pedido do jornal The New York Times e da pressão de procuradores federais, que sustentaram não haver mais motivo para manter o documento sob sigilo, sobretudo porque Tartaglione já havia comentado publicamente a existência do bilhete em entrevistas e podcasts.

Informações Revista Oeste


Imprensa especula a possibilidade de cessão de terras raras ter sido tratada

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Depois de um almoço-reunião que durou cerca de três horas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o encerramento do seu encontro com Luiz Inácio Lula da Silva na Casa Branca, em Washington.

Trump disse ter discutido “muitos temas” com “o presidente muito dinâmico do Brasil”, incluindo “comércio e, especificamente, as tarifas”. “A reunião correu muito bem.”

O presidente norte-americano também anunciou que representantes dos dois países “estão programados para se reunir para discutir certos elementos-chave”.

“Reuniões adicionais serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário”, acrescentou Trump.

Outro tema entre Trump e Lula 

A imprensa nacional chegou a especular que os presidentes poderiam tratar sobre o acordo sobre minerais críticos — incluindo as chamadas terras raras. Até o momento, nada foi confirmado oficialmente por Lula ou por Trump.

Nos bastidores, aponta-se que as negociações teriam sido iniciadas ainda em fevereiro, a partir de uma proposta apresentada pelos Estados Unidos ao governo brasileiro.

O encontro entre Lula e Trump era visto como uma oportunidade para avançar nas conversas, ainda que sem expectativa de anúncio imediato.A discussão ocorre em um momento de valorização estratégica desses insumos no cenário internacional. 

Na véspera da reunião, a Câmara dos Deputados aprovou a política nacional de minerais críticos e estratégicos, com foco em estimular o beneficiamento, a industrialização e a agregação de valor no Brasil — movimento que amplia o interesse externo sobre o setor e reforça o peso geopolítico das negociações.

Informações Revista Oeste


O banqueiro Daniel Vorcaro admitiu, em delação premiada, que assinou um contrato milionário com o escritório de Viviane Barci de Moraes para se aproximar de seu marido, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O contrato com Viviane previa o valor total de R$ 129 milhões por três anos de trabalho. O acordo foi interrompido em novembro de 2024, após 22 parcelas, devido à liquidação do banco. Viviane recebeu cerca de R$ 80 milhões.

Apesar da confissão sobre o interesse em uma aproximação com o magistrado, Vorcaro nega que tenha havido troca de favores. O banqueiro também disse que esse não foi o maior contrato assinado em nome do Banco Master.

Durante o período, o escritório de Viviane afirma que realizou 94 reuniões, 36 pareceres e opiniões legais, totalizando 267 horas de trabalho. O valor mensal recebido era de R$ 3,6 milhões, dez vezes maior que o pago a outros advogados do banco.

*Pleno.News


O vereador e pré-candidato a deputado estadual Jurandy Carvalho, usou a tribuna da Câmara Municipal de Feira de Santana, nesta quarta-feira (7), e chamou atenção para o novo empréstimo contratado pelo Governo da Bahia, que, segundo ele, já soma o 22º financiamento realizado durante a gestão estadual. O parlamentar afirmou que não é contra a contratação de empréstimos, mas defendeu maior fiscalização sobre a aplicação dos recursos, especialmente na área de saneamento básico.

De acordo com Jurandy, o investimento precisa alcançar regiões que ainda sofrem com problemas históricos de abastecimento de água e esgotamento sanitário, principalmente em bacias importantes do estado, como as do Paraguaçu, Jacuípe, Pojuca e Subaé.

“Não sou contra empréstimo, mas a gente vai ficar atento para a aplicação desse recurso. Existem bacias importantes que continuam sofrendo com esgoto sendo lançado nos rios de forma irregular”, afirmou.

O vereador também criticou a situação de comunidades rurais que convivem com longos períodos sem abastecimento de água.

“A Embasa tem levado muito cano e pouca água. Existem locais da zona rural onde a gente vê a encanação, mas a água demora até 60 dias para chegar”, declarou.

Jurandy destacou, ainda, a preocupação com a poluição do Lago de Pedra do Cavalo, considerado um dos principais reservatórios hídricos da Bahia e responsável pelo abastecimento de mais de 7 milhões de pessoas.

“A gente precisa cuidar dos riachos, das lagoas e fazer uma pauta forte de saneamento, requalificação ambiental e reflorestamento. Isso é fundamental para o meio ambiente e para a qualidade de vida da população baiana”, concluiu.