Financista teria dito que ‘não encontrada nada’ que o incriminasse

Jeffrey Epstein Partido Democrata suspeitas ligação
A suposta nota estava sob sigilo em um processo envolvendo Nicholas Tartaglione, ex-companheiro de cela de Epstein | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons 

juiz Kenneth Karas, dos Estados Unidos, determinou a divulgação da suposta carta de suicídio do financista Jeffrey Epstein, escrita cerca de um mês antes de sua morte em uma sela de prisão no Centro Correcional Metropolitano de Nova York (NY), em 2019.

A carta veio a público nesta quarta-feira, 6, por decisão da vara de NY. Nela, o empresário afirma que “me investigaram por meses — NÃO ENCONTRARAM NADA!!!” e “É um prazer poder escolher o momento certo para dizer adeus”.

Suposta carta de suicídio de Epstein | Foto: Divulgação/ Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul de Nova York
Suposta carta de suicídio de Epstein | Foto: Divulgação/ Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul de Nova York

“O que você quer que eu faça? Comece a chorar!!”, diz a carta “NÃO TEM DIVERSÃO — NÃO VALE A PENA.”

Epstein foi encontrado morto em sua cela em agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. As autoridades norte-americanas concluíram que a morte foi um suicídio, embora o caso continue cercado por especulações e questionamentos sobre falhas de segurança na prisão.

Juiz determina que documento deve estar ao acesso público

Na decisão, Karas afirmou que o documento está sujeito ao princípio de acesso público e que sua divulgação contribui para a transparência do sistema judicial. Segundo ele, a publicidade do material ajuda a garantir “um certo grau de responsabilização” e reforça a confiança pública na administração da Justiça.

A suposta nota estava sob sigilo em um processo envolvendo Nicholas Tartaglione, ex-policial e ex-companheiro de cela de Epstein, condenado posteriormente por quatro assassinatos. Tartaglione afirma ter encontrado o bilhete escondido em um livro, depois de uma tentativa de suicídio de Epstein em julho daquele ano.

A divulgação ocorreu a partir de um pedido do jornal The New York Times e da pressão de procuradores federais, que sustentaram não haver mais motivo para manter o documento sob sigilo, sobretudo porque Tartaglione já havia comentado publicamente a existência do bilhete em entrevistas e podcasts.

Informações Revista Oeste

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