
O prefeito de Jequié e pré-candidato a vice-governador da Bahia, Zé Cocá, fez críticas nesta segunda-feira (30) ao ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa. Em conversa com a imprensa, ele afirmou que recentes declarações do ex-governador têm tido repercussão negativa e classificou o comportamento como arrogante.
De acordo com Zé Cocá, as falas do ministro, tanto em entrevistas quanto nas redes sociais, vêm sendo mal recebidas por parte da população. “Se observar os comentários em redes e sites, a repercussão não tem sido boa. Essa postura arrogante tem pesado contra ele”, disse.
O gestor também relembrou a eleição municipal em Jequié, quando enfrentou candidatos apoiados pelo governo estadual e saiu vitorioso com ampla vantagem. “Na eleição passada ele adotou um discurso semelhante e, logo depois, vencemos com 92% dos votos”, destacou.
Ainda segundo o prefeito, lideranças importantes do grupo governista estiveram na cidade durante a disputa para apoiar seus adversários. “O governo tinha um candidato forte, Rui Costa esteve presente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou vídeo e o governador Jerônimo Rodrigues foi várias vezes ao município, mas conseguimos virar o jogo e ganhar a eleição”, afirmou.
Para Zé Cocá, o cenário político é dinâmico e o impacto das declarações se intensifica com o alcance das redes sociais. “Hoje tudo ganha uma proporção maior, as pessoas acompanham e reagem rapidamente”, pontuou.
Apesar das críticas, ele acredita que o ministro já percebeu o efeito negativo das falas. “Acho que ele já sentiu isso e até diminuiu um pouco o tom nos últimos dias”, concluiu.
A declaração foi dada durante evento político realizado em Feira de Santana, que reuniu lideranças da oposição e marcou o pré-lançamento da chapa encabeçada por ACM Neto para as eleições estaduais.

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, participou nesta segunda-feira (30) de um evento político em Feira de Santana que marcou a oficialização de uma chapa para a disputa estadual. O encontro foi conduzido pelo prefeito do município, José Ronaldo de Carvalho, e reuniu diversas lideranças políticas.
A composição anunciada traz ACM Neto como pré-candidato ao governo, tendo o prefeito de Jequié, Zé Cocá, como pré-candidato a vice-governador. Para o Senado, foram apresentados os nomes de João Roma e do senador Ângelo Coronel como pré-candidatos.
Durante o evento, ACM Neto destacou que o grupo político chega mais preparado para a próxima eleição e reconheceu que houve falhas no pleito anterior. Ele também ressaltou a importância da parceria com o prefeito de Feira de Santana, afirmando que, caso seja eleito, pretende fortalecer a relação com o município.
“Se Deus permitir que a gente ganhe, Feira de Santana vai ver a maior parceria nunca vista na sua história: o meu trabalho ao lado de Zé Ronaldo. Começou aqui em Feira um ato político muito relevante, de alto significado”, declarou.
O ato político contou com a presença de deputados, prefeitos e vereadores de diversas regiões da Bahia, reforçando o apoio ao grupo e marcando o início das articulações para as eleições estaduais.

Foto: divulgação
O Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia, celebrado em 26 de março, reforça a importância do diagnóstico precoce e dos avanços terapêuticos no enfrentamento da doença neurológica, que afeta cerca de 50 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que aproximadamente 2 milhões de pessoas convivam com a condição, de acordo com dados do Ministério da Saúde.
A epilepsia é caracterizada por alterações na atividade elétrica cerebral que provocam crises recorrentes e podem impactar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. De acordo com o neurocirurgião Dr. Arthur Rocha, integrante do Instituto do Cérebro, o entendimento correto da doença é essencial para reduzir preconceitos e ampliar o acesso ao tratamento adequado.
“A epilepsia consiste em um distúrbio da atividade elétrica cerebral normal, no qual ocorre uma descarga elétrica excessiva e hipersincrônica de um grupo de neurônios. Dependendo da região do cérebro onde essa descarga acontece e da forma como ela se espalha, os sintomas podem variar bastante”, explica o especialista.
Convulsão não é sinônimo de epilepsia
Um dos principais equívocos ainda presentes na população é confundir convulsão com epilepsia. Segundo Dr. Arthur, a convulsão pode ser apenas uma manifestação isolada.
“A convulsão é uma crise caracterizada por fenômenos motores decorrentes da descarga elétrica anormal. Ela pode ocorrer em um ponto específico do cérebro ou se disseminar por todo o órgão. No entanto, a convulsão isolada não define epilepsia, pois pode ser provocada por fatores externos, como tumores, traumatismos ou alterações metabólicas”, esclarece.
O diagnóstico de epilepsia é estabelecido quando o paciente apresenta duas ou mais crises não provocadas em um intervalo superior a 24 horas, o que exige acompanhamento especializado.
Avanços no tratamento e possibilidade de cirurgia
Embora muitos casos sejam controlados com medicamentos, cerca de 30% dos pacientes apresentam epilepsia de difícil controle, segundo a Liga Brasileira de Epilepsia. Nesses casos, a cirurgia pode ser uma alternativa eficaz.
“Hoje temos avanços importantes no tratamento cirúrgico da epilepsia, com técnicas mais seguras e precisas. A cirurgia é indicada principalmente quando a origem das crises está bem localizada e o paciente não responde ao tratamento clínico”, destaca Dr. Arthur Rocha.
O especialista ressalta ainda que o acesso ao tratamento cirúrgico vem sendo ampliado no Brasil. “A cirurgia para epilepsia já é realizada pelo Sistema Único de Saúde em centros especializados, o que representa um avanço significativo para pacientes que antes não tinham essa possibilidade terapêutica”, afirma.
Importância do diagnóstico e do acompanhamento especializado
Além do tratamento medicamentoso e cirúrgico, o acompanhamento multidisciplinar é fundamental para melhorar o prognóstico e reduzir o impacto social da doença.
Dados do Ministério da Saúde indicam que a epilepsia está associada a maiores riscos de acidentes, dificuldades escolares e afastamento do trabalho quando não há controle adequado das crises.
Para o neurocirurgião, a informação é uma aliada importante no combate ao estigma. “Muitas pessoas ainda têm medo ou vergonha de procurar ajuda. Com diagnóstico correto e tratamento adequado, a maioria dos pacientes consegue levar uma vida ativa e produtiva”, conclui.
Assessoria de Imprensa
Cristiane Melo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu, na manhã desta terça-feira (31), aos países que se recusaram a aderir à sua ofensiva militar contra o Irã que ajam com “coragem” e “tomem” o Estreito de Ormuz.
– A todos esses países que não conseguem combustível de aviação devido ao (fechamento do) Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a se envolver na decapitação do Irã, tenho uma sugestão: primeiro, comprem (petróleo) dos Estados Unidos, temos de sobra; e número dois, encontrem um pouco de coragem tardia, vão ao estreito e tomem-no – escreveu Trump em sua rede, a Truth Social.
Trump sugeriu que, após iniciar em 28 de fevereiro a ofensiva militar contra o Irã junto com Israel e sem consultar seus aliados, os EUA não têm interesse em abrir o Estreito de Ormuz, que Teerã fechou ao importante tráfego marítimo a partir do Golfo Pérsico, porque o país está menos exposto ao óleo bruto que vem dessa região.
– O Irã já foi essencialmente aniquilado. O mais difícil já foi feito. Vão buscar o seu petróleo – recomendou Trump, em uma mensagem que pode ser lida como uma advertência também aos seus aliados da Otan ou na Ásia, cada vez mais afetados pela interrupção do fluxo de petróleo, gás liquefeito e outras matérias-primas essenciais do Oriente Médio.
– Vocês têm que aprender a lutar por si mesmos. Os Estados Unidos da América não estarão lá para ajudá-los mais, da mesma forma que não estiveram disponíveis quando nós precisamos – lamentou Trump.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, lembrou nesta segunda (30) que a reabertura do Estreito de Ormuz não faz parte dos objetivos principais da ofensiva militar de mais de um mês contra o Irã, que Washington realiza conjuntamente com Israel, já que a prioridade é acabar com a capacidade naval, de mísseis e de desenvolvimento nuclear do regime de Teerã.
Trump reiterou diversas vezes que os EUA não satisfazem a maior parte de suas necessidades energéticas com recursos do Golfo Pérsico e, apesar de ter sido ele quem decidiu, junto ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, iniciar esta guerra contra o Irã, entende que cabe agora aos demais países a complexa e arriscada tarefa de forçar militarmente a reabertura do estreito.
O Irã fechou o Estreito de Ormuz com ataques a petroleiros e permitiu apenas a passagem de alguns navios-tanque próximos às suas costas como tática para exercer pressão econômica mundial durante o conflito, o que levou o barril de petróleo a superar os 100 milhões de dólares e colocar o mundo à beira de uma crise econômica e energética sem precedentes.
*EFE

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) negou-se a fornecer, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), a lista de hóspedes que passaram por residências oficiais brasileiras no exterior durante o governo Lula. Esses imóveis já receberam, entre outros, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e o ator Fábio Porchat.
Em 2025, a manutenção de embaixadas e residências oficiais do Brasil no exterior custou ao menos R$ 240,5 milhões.
O portal Metrópoles solicitou, no começo de fevereiro, acesso via LAI à relação de hóspedes de 24 residências oficiais em cidades como Buenos Aires, Roma e Washington — um recorte do total de 133 representações brasileiras no exterior.

O Itamaraty rejeitou o pedido sob a justificativa de que ele seria “desproporcional” e “desarrazoado”, exigindo esforço capaz de sobrecarregar o órgão e prejudicar suas atividades. Na prática, trata-se de informações já existentes nos postos, o que dispensaria trabalho adicional.
O Itamaraty informou apenas que os pedidos foram negados com base no artigo 13, inciso II, do Decreto nº 7.724/2012, que trata de solicitações consideradas “desarrazoadas”. A negativa foi contestada nas três instâncias previstas pela LAI, e o caso agora está sob análise da Controladoria-Geral da União (CGU).
É comum que residências oficiais brasileiras em países estratégicos hospedem autoridades, artistas e outras personalidades. Em abril de 2025, por exemplo, Lula e Janja ficaram na residência oficial do Brasil em Roma, o Palácio Pamphilij, na Praça Navona, durante viagem para acompanhar o funeral do papa Francisco.

No fim do mesmo ano, o local recebeu o humorista Fábio Porchat, a convite do embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca de Souza.
Depois de gravar um vídeo que gerou repercussão na embaixada, Porchat pediu moderação nas redes sociais. “Feliz Natal! Sejam leves, sejam felizes, transem, comam, riam e parem de viver para a política”, escreveu. “Isso só corrói a vida de vocês e não muda nada a vida de 90% desses safados que estão no poder!”
Para manter a estrutura no exterior, o MRE empenhou ao menos R$ 240,5 milhões no ano passado. O montante inclui salários de funcionários locais, aluguéis, obras e serviços de manutenção, segundo dados do Sistema integrado de Administração Financeira obtidos via Siga Brasil.

Algumas notas de empenho detalham despesas relacionadas às estadias de Lula e Janja. Em outubro, por exemplo, a embaixada em Roma reservou R$ 10,1 mil para a compra de insumos durante visita oficial do presidente e da primeira-dama ao Fórum Mundial da Alimentação.
Na mesma ocasião, foram destinados R$ 2,5 mil para a aquisição de velas para candelabros da ala de representação da residência oficial.
Já em Nova York, a representação brasileira gastou R$ 9,6 mil com garçons para atender o presidente e a primeira-dama durante a estadia na residência oficial, por ocasião da 80ª Assembleia Geral da ONU.
Informações Revista Oeste

O passivo total do Estado brasileiro encerrou o segundo mês de 2026 em trajetória ascendente. De acordo com o balanço de “Estatísticas Fiscais” apresentado pela autoridade monetária nesta terça-feira, 31, o endividamento bruto — que engloba a esfera federal, autarquias previdenciárias e administrações regionais — subiu para 79,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Em termos nominais, a fatura pública alcança a marca de R$ 10,2 trilhões.
Essa movimentação representa uma expansão de 0,5 ponto percentual na comparação com o mês imediatamente anterior. O principal motor desse crescimento foi a apropriação de encargos financeiros nominais, que adicionaram 0,7 ponto percentual ao estoque da dívida. No acumulado do ano, a alta já atinge 0,6 ponto percentual da produção nacional, impulsionada majoritariamente pela incorporação de juros.
O desempenho financeiro das instituições estatais também permaneceu no vermelho. O conjunto formado pela União, estados, prefeituras e companhias públicas registrou um saldo negativo de R$ 16,4 bilhões em fevereiro. O resultado foi puxado pelo desembolso excedente do Governo Central, que amargou um deficit isolado de R$ 29,5 bilhões, somado ao prejuízo de R$ 568 milhões nas empresas estatais.
Embora o saldo negativo de 2026 seja inferior aos rombos registrados no mesmo período em 2023 e 2024, o cenário contrasta com fevereiro de 2022, quando o país ainda ostentava um superávit superior a R$ 3,4 bilhões. Na contramão do Poder Executivo federal, as gestões estaduais e municipais conseguiram entregar um respiro financeiro de R$ 13,7 bilhões no mês.
O balanço do Banco Central detalha ainda a situação da Dívida Líquida do Setor Público, que atingiu R$ 8,4 trilhões, o equivalente a 65,5% da riqueza produzida pelo país. Houve um acréscimo de 0,6 ponto percentual no mês, refletindo não apenas os juros e o deficit primário, mas também o impacto de 1,5% da valorização da moeda estrangeira sobre as contas.
Com a conclusão do relatório bimestral, nota-se que a dinâmica fiscal brasileira segue dependente de ajustes para mitigar a alta dos juros internos. Enquanto a valorização cambial e o crescimento nominal da economia tentam amortecer o indicador, a velocidade da emissão de novos títulos e o custo para rolar o estoque existente mantêm o endividamento em níveis elevados.
Informações Revista Oeste

O escritor feirense Alfredo de Morais Neto lançará, no dia 19 de abril, sua nova obra durante a Bienal do Livro da Bahia 2026, realizada no Centro de Convenções de Salvador, onde devem se reunir autores, leitores, artistas e profissionais do mercado editorial de todo o país.
Intitulado “Síndrome dos Pais Culpados: Quando Amar Demais se Transforma em Medo de Frustrar”, o livro aborda os desafios da parentalidade na contemporaneidade. Psicólogo, professor, subtenente da Polícia Militar e empresário, o autor analisa temas como o impacto das redes sociais, a pressão acadêmica e a busca por perfeição na criação dos filhos.
A obra propõe reflexões sobre a culpa parental e seus efeitos emocionais, além de apresentar caminhos para fortalecer a resiliência e promover relações familiares mais equilibradas.
A Bienal deste ano acontece de 15 a 21 de abril e contará com uma programação ampliada, que inclui autores, palestras e atividades culturais.
Com informações da assessoria de comunicação.

com César Oliveira
tema: “Falência das Instituições”
Estimativa para o crescimento da economia é 1,85%

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,17% para 4,31% este ano. 

A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (30), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Em meio às tensões em torno da guerra no Oriente Médio, pela terceira semana seguida a previsão para a inflação deste ano foi elevada, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.
Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.
Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7%, uma aceleração diante do registrado em janeiro, 0,33%.
No entanto, o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.
Para 2027, a projeção da inflação subiu de 3,8% para 3,84%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,57% e 3,5%, respectivamente.
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.
Na reunião da semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual.
Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.
Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, fixada em 15,25% ao ano.
De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.
Após esse período prolongado de manutenção da taxa, havia indicação de início de um ciclo de redução, entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.
O próximo encontro do Copom para definir a Selic será em abril.
Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano.
Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,75% ao ano.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 1,84% para 1,85%.
Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%.
Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.
Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.
No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.
Com informações da Agência Brasil.

Frente à escalada dos preços do diesel importado, causada pelo aumento internacional do petróleo e a valorização do dólar, o governo federal busca alternativas para conter os impactos econômicos e sociais. As negociações com os governos estaduais avançaram, tendo como foco uma proposta de subsídio ao combustível.
Na sexta-feira 27, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) analisou a sugestão do Ministério da Fazenda, mas não houve acordo imediato. Os Estados têm até esta segunda-feira, 30, para responder se concordam com o modelo proposto pela equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com o secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, é fundamental adotar medidas rápidas para amenizar a alta dos combustíveis. “Não estamos impondo nada sobre a arrecadação dos Estados, mas é preciso tomar medidas além das que já foram tomadas pelo governo federal em relação ao diesel importado”, afirmou Ceron depois da reunião. “Estamos vendo aumento de preços e é preciso agir rápido.”
A proposta em pauta descarta a eliminação total do ICMS sobre o diesel e sugere um subsídio de R$ 1,20 por litro, cujo custo seria igualmente dividido entre União e Estados. O mecanismo, com duração prevista de dois meses, até o fim de maio, teria impacto de cerca de R$ 3 bilhões.
Especialistas do Ministério da Fazenda relatam que a ideia de repartir o subsídio surgiu a partir das demandas de governadores preocupados com a oferta do combustível, especialmente para o agronegócio. O governo avalia que esse modelo é mais simples de aplicar do que mudanças no ICMS, que exigiriam aval unânime no Confaz e poderiam enfrentar obstáculos legais e fiscais.
O cenário internacional, marcado pela guerra no Oriente Médio, elevou o preço do barril de petróleo, o que refletiu no valor do diesel importado pelo Brasil. O combustível é vital para o transporte de cargas e a produção agrícola, de modo que qualquer reajuste impacta rapidamente outros setores da economia.
A possibilidade de escassez de diesel em certas regiões, sobretudo nas áreas ligadas ao agronegócio, preocupa autoridades estaduais e federais. O aumento do diesel pressiona o custo do frete e pode elevar o preço de alimentos e produtos diversos, gerando efeitos em cadeia.
Além das negociações sobre o subsídio, o governo federal já havia zerado o PIS/Cofins do diesel e implementado uma subvenção de R$ 0,62 por litro. Para compensar essas medidas, foi estabelecida uma alíquota de 12% sobre exportações de petróleo.
Há alternativas em estudo para compensar financeiramente os Estados, como o uso do Fundo de Participação dos Estados (FPE) ou concessão direta de subsídios estaduais, prática adotada em outros episódios de crise comercial. O tema foi debatido entre secretários estaduais na reunião do Comsefaz e deverá ser decidido pelo Confaz.
A expectativa do governo é que, mesmo com eventuais perdas iniciais na arrecadação, a proposta contribua para conter a inflação e estimular a economia. O sucesso da medida, no entanto, depende de consenso entre os Estados, condição indispensável para qualquer alteração nas regras do ICMS.
Informações Revista Oeste