
O som da sanfona, da zabumba e do triângulo vai tomar conta da Praça Bernardino Bahia e do Mercado de Arte Popular (MAP) a partir do próximo dia 6, com o início do 26º Arraiá do Comércio, um dos eventos pré-juninos mais tradicionais e populares de Feira de Santana. A programação segue até o dia 14 de junho, reunindo música regional, quadrilhas, atrações infantis, gastronomia típica e muito forró pé de serra.
A abertura da festa acontece no sábado (6), na Praça Bernardino Bahia, com apresentação do Trio Ingazeira, às 11h, seguida do Festival de Quadrilhas, abertura oficial com Os Bambas do Nordeste e shows de Trio Maracas e Mequinha do Acordeon. No MAP, o público também poderá aproveitar apresentações voltadas ao autêntico forró nordestino.
Ao longo dos nove dias de programação, o Arraiá reafirma seu compromisso com a valorização da cultura popular, reunindo artistas locais, trios de forró, sanfoneiros, grupos de quadrilha e atrações voltadas ao público infantil.
Além da música, o evento preserva outro elemento essencial das festas juninas: a culinária típica. Barracas espalhadas pelos espaços oferecem delícias tradicionais como canjica, pamonha, bolos caseiros, espetinhos, beijus recheados e licores artesanais, em sabores variados, do clássico jenipapo ao tamarindo.
A proposta é simples: escolher um bom par, esperar a sanfona chamar para o salão improvisado da praça e celebrar o clima junino embalado pelo autêntico forró nordestino — especialmente no período em que se comemora Santo Antônio, o santo casamenteiro, celebrado em 13 de junho.
PROGRAMAÇÃO COMPLETA – 26º ARRAIÁ DO COMÉRCIO
PRAÇA BERNARDINO BAHIA
Sábado – 06/06
10h às 11h – Trio Ingazeira
13h às 15h45 – Festival de Quadrilhas
16h às 17h45 – Trio Maracas
18h às 19h45 – Abertura Oficial / Os Bambas do Nordeste
20h às 22h – Mequinha do Acordeon
Domingo – 07/06
10h – Programação Infantil – Fabricantes
11h – Tia Carol
13h às 16h – Festival de Quadrilhas
16h às 17h45 – Sambadores do Nordeste
18h às 19h45 – Gislan Suzart
20h às 22h – Mequinha do Acordeon
Segunda-feira – 08/06
16h às 17h45 – Arquivo Nordestino
18h às 19h45 – Os Pé Quente do Forró
20h às 22h – Altino Oliveira
Terça-feira – 09/06
16h às 17h45 – Coroné da Sanfona
18h às 19h45 – Forró Bala
20h às 22h – Neném do Acordeon
Quarta-feira – 10/06
16h às 17h45 – Quarteto Nordestino
18h às 19h45 – Pitta do Forró
20h às 22h – Raízes do Nordeste
Quinta-feira – 11/06
16h às 17h45 – Tríduo de Santo Antônio
18h às 19h45 – Waldomio Lima
20h às 22h – Camila Lima
Sexta-feira – 12/06
13h às 16h – Festival de Quadrilhas
16h às 17h45 – Tríduo de Santo Antônio
18h às 19h45 – Balão Beijo
20h às 22h – A confirmar
Sábado – 13/06
13h às 16h – Festival de Quadrilhas
16h às 17h45 – Tríduo de Santo Antônio
18h às 19h45 – Valério Ribeiro
20h às 22h – Quixabeira
Domingo – 14/06
10h – Programação Infantil – Maria Clara Teixeira
11h – Lorena Carvalho, Heislangela e Janderson do Acordeon
13h às 16h – Festival de Quadrilhas
16h às 17h45 – Balanço Forrozeiro
18h às 19h45 – Sutak do Forró
FEIRA DE ARTESANATO
11h às 13h (sábado e domingo) / 12h às 14h (segunda a sexta)
08/06 – Bom de Xote
09/06 – Trio de Forró do Nordeste
10/06 – Os Quatro Nordestinos
11/06 – Alfeu dos 08 Baixos
12/06 – Jandeerson do Acordeon
13/06 – Adilson & Cia
MAP – MERCADO DE ARTE POPULAR
13h às 15h
06/06 – Forró Primavera
08/06 – Trio Esperança Doi
09/06 – O Bom Balanço do Nordeste
10/06 – Forrozão Balanço Novo
11/06 – Lamirê do Forró
12/06 – Forró Digueinada
13/06 – Trio Forrozeiro Nordestino
O 26º Arraiá do Comércio promete manter viva a tradição junina no coração da cidade, transformando a Bernardino Bahia e o MAP em grandes arraiais de encontro, música e celebração da cultura nordestina.
*Secom
A composição da economia feirense demonstra a relevância estratégica da indústria para o desenvolvimento local

Feira de Santana celebra o Dia da Indústria, neste 25 de maio, reforçando sua posição como um dos principais polos industriais da Bahia e do Nordeste. O município reúne atualmente 2.229 indústrias instaladas, responsáveis pela geração de aproximadamente 34.945 empregos diretos e por cerca de 25,9% do Produto Interno Bruto (PIB) municipal, segundo dados econômicos recentes baseados no valor adicionado dos setores produtivos.
A composição da economia feirense demonstra a relevância estratégica da indústria para o desenvolvimento local. Atualmente, o setor de serviços e comércio representa cerca de 60% da economia do município, enquanto a indústria responde por 25,9%, seguida pela administração pública, com 13,5%, e pela agropecuária, com 0,6%.
Para a secretária municipal de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Márcia Ferreira, o crescimento industrial de Feira de Santana está diretamente ligado à localização privilegiada da cidade e à capacidade de atrair novos investimentos.
“Feira de Santana possui uma vocação industrial consolidada, uma localização estratégica e um ambiente favorável para novos investimentos. Hoje celebramos a força das nossas indústrias, dos empresários e principalmente dos trabalhadores que ajudam diariamente no desenvolvimento econômico do município. Parabéns a indústria de Feira de Santana”, afirmou.
Material irregular seria comercializado durante o período junino

Uma ação integrada entre a Polícia Civil da Bahia e o Departamento de Polícia Técnica (DPT) apreendeu 72 mil fogos de artifício clandestinos na cidade de Alagoinhas. A Operação São João Seguro, promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em todo o território nacional, tem como objetivo combater o comércio e o armazenamento clandestino de fogos de artifício durante o período das festas juninas.
Policiais civis da Coordenação de Fiscalização de Produtos Controlados (CFPC) realizaram a ação em conjunto com servidores do DPT em dois estabelecimentos comerciais de venda do material, localizados no centro de Alagoinhas.

Nos locais, foram identificados comércios sem autorização dos órgãos competentes para funcionamento e embalagens inadequadas para venda e armazenamento.
A operação busca proteger a população baiana da exposição a produtos perigosos, além de coibir a comercialização de mercadorias impróprias para o consumo. O material apreendido será encaminhado para a sede do DPT, onde passará por perícia.
Guilherme Santos / Ascom-PCBA

Foto: Divulgação / PM Bahia
A Bahia registrou uma queda de 9,8% no número de homicídios estimados entre 2014 e 2024. Isso é o que apontam os dados divulgados nesta terça-feira (26) pelo Atlas da Violência 2026, estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Em 2014, foram registrados 7.006 homicídios no estado, frente a 6.316 casos notificados em 2024.
O estado registrava, em 2024, uma taxa de homicídios de 42,6 a cada 100 mil habitantes, a terceira maior do país, ficando atrás apenas do Amapá (47,1) e do Ceará (43,7). Ainda assim, a Bahia já apresentava redução em todas as faixas de análise. Entre 2023 e 2024, a queda foi de 6,5%, enquanto em cinco anos (de 2019 a 2024) chegou a 8,8% e, por fim, a 9,8% no confronto da década.
O estudo, elaborado a partir dos dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde (MS), analisa uma década de monitoramento da letalidade no país.
Na taxa de homicídios, a redução comparativa da década aponta que o estado registrou uma queda de 12,5% nas mortes a cada 100 mil habitantes entre 2014 e 2024. A maior redução ocorreu, no entanto, entre os homicídios ocultos e as mortes violentas de causa indeterminada (MVCI).
Por definição, as MVCIs são uma categoria de registro oficial do SIM, do Ministério da Saúde, que configura os casos em que não é possível determinar a causa básica da morte — ou seja, se foi homicídio, suicídio ou acidente. Já os homicídios ocultos são uma estimativa estatística e metodológica que aponta o percentual de MVCIs que foram assassinatos não determinados devido à má qualidade de preenchimento dos dados.
Entre as MVCIs, a Bahia registrou uma queda de 46% entre 2014 e 2024. No início da década, foram registrados 1.662 homicídios sem identificação classificatória e, dez anos depois, o número foi de 898 casos do tipo. Por outro lado, os homicídios ocultos tiveram uma redução ainda maior: o número passou de 954 em 2014 para 255 em 2024, registrando uma queda de 73,3%.
Fonte: Bahia Notícias

Foto: divulgação
Os gastos da Vice-Governadoria da Bahia registraram aumento de 157% nos últimos três anos e meio sob a gestão de Geraldo Jr. (MDB), em comparação com o segundo mandato de João Leão (PP) no cargo, entre 2019 e 2022.
Desde que assumiu a função, em janeiro de 2023, o gabinete de Geraldo Jr. acumulou despesas de R$ 32,4 milhões. No período de quatro anos em que João Leão ocupou a Vice-Governadoria, os gastos somaram R$ 12,6 milhões. Com mais sete meses restantes de mandato, a tendência é que o atual vice-governador amplie ainda mais a diferença em relação ao antecessor.
Somente entre janeiro e maio deste ano, o gabinete de Geraldo Jr. consumiu R$ 4,1 milhões dos cofres públicos. As principais despesas foram destinadas ao pagamento de diárias de militares, salários, passagens e contratos de locação de mão de obra.
O ano de 2025 concentra o maior volume de gastos da atual gestão, com desembolso de R$ 10,8 milhões. Desse total, R$ 6,15 milhões foram destinados a despesas relacionadas a militares, incluindo salários, auxílios e diárias.
Em 2024, ano em que disputou a Prefeitura de Salvador e terminou a eleição na terceira colocação, com 10,33% dos votos válidos, as despesas do gabinete alcançaram R$ 9 milhões. Já em 2023, primeiro ano à frente da Vice-Governadoria, os gastos somaram R$ 8,4 milhões.
GASTOS DE LEÃO
Durante a gestão de João Leão, as despesas anuais da Vice-Governadoria permaneceram abaixo de R$ 4 milhões.
Até 2023, os gastos totalizaram R$ 3,05 milhões. No ano seguinte, houve redução para R$ 2,8 milhões. Em 2021, as despesas chegaram a R$ 3,43 milhões, enquanto em 2022 recuaram para R$ 3,36 milhões.
Fonte: Bahia Notícias
Iniciativa Saúde em Nossas Mãos já zerou casos de infecção urinária na unidade e avança na redução de outros indicadores

O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) tem fortalecido ações de prevenção às infecções relacionadas à assistência à saúde por meio do projeto Saúde em Nossas Mãos, desenvolvido na UTI 5 em parceria com o Ministério da Saúde e hospitais de excelência do país, com consultoria do Hospital Israelita Albert Einstein.
A iniciativa busca reduzir em 50% os índices de infecção do trato urinário, infecção de corrente sanguínea e pneumonia associada à ventilação mecânica. Entre os resultados já alcançados, a unidade zerou os casos de infecção urinária e apresentou avanço nos demais indicadores monitorados.
Segundo Ramaiana Gonzaga, coordenadora da UTI 5, o trabalho envolve mudanças nos protocolos assistenciais, monitoramento diário e fortalecimento da cultura de segurança.
A coordenadora explica que a prevenção das infecções depende do envolvimento coletivo. “Quem cuida do paciente, profissionais, acompanhantes ou equipe de apoio, também tem responsabilidade sobre a segurança. Cada atitude individual gera impacto no coletivo”, destaca.
As estratégias adotadas incluem utilização de checklists assistenciais, capacitações contínuas, rodas de conversa com as equipes e acompanhamento permanente dos indicadores, em parceria com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).
Para a diretora-geral do HGCA, Cristiana França, iniciativas como essa refletem o compromisso institucional com uma assistência mais segura.
“O fortalecimento dos protocolos e o investimento contínuo na qualificação das equipes contribuem diretamente para uma assistência mais segura e melhores resultados para os pacientes”, ressalta.
Com ações integradas e monitoramento constante, o Clériston segue investindo na prevenção de infecções e na consolidação de uma cultura voltada à segurança do paciente.
Assessoria de Comunicação do Clériston Andrade.

A Polícia Federal ((PF) realizou, nesta terça-feira (26), uma operação que tem como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A investigação apura transferências feitas pelo Rioprevidência para fundos ligados ao Banco Master, em movimentações que podem ter alcançado cerca de R$ 3 bilhões. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Rio de Janeiro e no Distrito Federal por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do jornal O Globo.
Suspeitas envolvem aposentadorias e fundos estaduais
Segundo a PF, parte dos recursos investigados saiu do Rioprevidência, órgão responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de aproximadamente 235 mil servidores estaduais, além da Cedae. As apurações indicam que os investimentos começaram após mudanças na política financeira do instituto, permitindo aplicações em papéis ligados ao Banco Master entre 2023 e 2024.
PF aponta possível esquema financeiro irregular
A investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que analisa suspeitas de fraudes financeiras, ocultação de patrimônio e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos. Os investigadores também apuram a criação de fundos considerados fictícios para ampliar artificialmente o valor da instituição financeira e esconder a origem dos recursos movimentados.
Ex-dirigente do Rioprevidência já havia sido preso
O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, preso em fevereiro deste ano, é apontado como responsável por autorizar alterações que permitiram os aportes milionários. A defesa nega irregularidades. Paralelamente, o Ministério Público do Rio entrou com ação para responsabilizar dirigentes do órgão por um prejuízo estimado em R$ 1 bilhão relacionado aos investimentos feitos no Banco Master.
Cláudio Castro também é citado em outra investigação
Além da nova operação, Cláudio Castro já havia sido alvo da Operação Sem Refino, conduzida pela PF em maio deste ano. A ação investigava suspeitas de irregularidades no setor de combustíveis envolvendo empresas do grupo Refit, controlador da Refinaria de Manguinhos. Na ocasião, a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em bens e ativos financeiros das empresas investigadas.
Informações Metrópoles

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro para o laboratório EMS fabricar o primeiro remédio à base de semaglutida feito no Brasil. O medicamento nacional vai se chamar Ozivy. A decisão abre caminho para o comércio de um concorrente direto dos importados Ozempic e Wegovy, campeões de vendas no combate à obesidade e ao diabetes.
A agência reguladora publicou a permissão logo que terminou o prazo de exclusividade da patente da multinacional Novo Nordisk no território brasileiro, em março deste ano. A quebra do monopólio gerou uma corrida entre as indústrias do setor para morder uma fatia desse mercado bilionário. O aval oficial tem validade garantida até o mês de junho de 2036.
O laboratório paulista conseguiu a liberação por meio de um processo chamado desenvolvimento abreviado. Essa modalidade acelera a papelada para produtos que utilizam componentes químicos que a ciência já conhece. A fabricante precisou apenas comprovar os testes de qualidade e segurança do líquido nas auditorias do governo. Em abril, a Anvisa barrou projetos de marcas rivais por erros técnicos na documentação.
A EMS vai vender o produto no formato de solução injetável para aplicação embaixo da pele. A aprovação engloba cartuchos de ampolas com volumes de 1,5 ml e 3 ml. Os pacotes comerciais vão sair de fábrica equipados com as canetas de aplicação e as agulhas descartáveis necessárias para o tratamento dos pacientes.
A empresa ainda não marcou o dia exato para abastecer o comércio varejista. A diretoria da EMS precisa vencer as negociações burocráticas para fixar a tabela de preços nos órgãos federais de controle. A indústria também monta a estrutura para iniciar a fabricação das primeiras remessas em larga escala e organizar o transporte do estoque para as redes de drogarias do país.
Os analistas de mercado preveem que a chegada do Ozivy vai baratear o custo das chamadas “canetas emagrecedoras” no Brasil a médio prazo. A semaglutida não aceita a produção de genéricos comuns por causa da alta complexidade da sua molécula. Por isso, a queda nos preços finais vai depender da entrada de mais marcas concorrentes para disputar a preferência dos compradores.
Informações Revista Oeste

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta segunda-feira, 25, um decreto que cria um subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina. A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, terá validade de dois meses e busca reduzir os efeitos da disparada internacional dos combustíveis em meio aos conflitos no Oriente Médio. Também é ano eleitoral, e Lula quer evitar a alta ainda maior da inflação e uma possível crise econômica para não comprometer sua pré-candidatura à reeleição.
O benefício será pago diretamente a produtores e importadores de gasolina por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. O governo afirma que o objetivo é amortecer o impacto da alta do petróleo no mercado interno.
Na última sexta-feira, 22, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, já havia antecipado o valor da subvenção. “Chegamos à conclusão de que R$ 0,44 é hoje o valor por litro mais apropriado para a subvenção e deve ser suficiente para amortecer o choque de preços que tivemos na gasolina, porque foi menor que teve no diesel”, declarou.

A escalada do valor do petróleo ganhou força com a guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro. O conflito comprometeu o fluxo de navios petroleiros no Estreito de Ormuz, corredor marítimo do Golfo Pérsico por onde circulam cerca de 20% do petróleo mundial. Com a tensão geopolítica, o barril voltou a superar os US$ 100.
Mesmo diante da alta internacional, a Petrobras ainda não anunciou reajuste da gasolina vendida às distribuidoras.
O subsídio à gasolina faz parte de um pacote apresentado pelo governo federal em abril para tentar conter o avanço dos preços dos combustíveis. Entre as ações anunciadas estão a subvenção ao diesel, a isenção de tributos federais sobre o biodiesel, auxílio ao gás de cozinha, incentivos ao querosene de aviação e linhas de crédito ao setor aéreo.
No caso do diesel, o governo estabeleceu um desconto de R$ 1,20 por litro de combustível importado, dividido igualmente entre União e Estados. Com a soma do benefício federal anterior, de R$ 0,32, a subvenção total ao diesel chega a R$ 1,52 por litro.
Neste mês, o Executivo também editou uma medida provisória para reduzir o impacto da alta da gasolina e do diesel, tanto importados quanto produzidos no Brasil. O texto prevê benefícios tributários relativos ao Programa de Integração Social (PIS)/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), impostos federais que incidem sobre os combustíveis.
Pelas regras em vigor, o desconto tributário não pode superar o teto dos tributos federais. Atualmente, os encargos representam R$ 0,89 por litro da gasolina, ao considerar a Cide e o PIS/Cofins, e R$ 0,35 por litro de diesel referentes ao PIS/Cofins.
A iniciativa do governo ocorre enquanto permanece parada na Câmara dos Deputados a tramitação do projeto de lei complementar enviado pelo Executivo em abril. A proposta autoriza o uso de receitas extraordinárias obtidas com a alta do petróleo para reduzir tributos sobre gasolina, diesel, etanol e biodiesel em momentos de forte elevação dos preços internacionais.
Informações Revista Oeste

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (25), o registro de um novo medicamento para tratar pacientes com doença de Parkinson.
O Vyalev (foslevodopa/foscarbidopa hidratada) é indicado no tratamento das flutuações motoras graves e debilitantes em pacientes com a doença em fase avançada que não respondem aos tratamentos disponíveis. Essas flutuações são variações na resposta ao tratamento, que alternam momentos em que a medicação funciona bem e períodos de retorno dos sintomas.
O mecanismo de ação do novo medicamento — administrado por meio de solução para infusão subcutânea contínua, durante 24 horas por dia — busca barrar essas oscilações.
A composição do medicamento trabalha em conjunto. Enquanto a foslevodopa aumenta a quantidade de dopamina para reduzir os problemas de movimento, a foscarbidopa melhora o efeito da foslevodopa.
Entenda a condição
A doença de Parkinson é uma condição degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva. Ela ocorre devido à degeneração das células situadas na substância negra do cérebro, que produzem o neurotransmissor dopamina.
Um neurotransmissor é uma substância química que auxilia na transmissão de mensagens entre as células nervosas. No caso da doença de Parkinson, a redução da produção de dopamina afeta os movimentos e provoca os sintomas da doença, que podem ser motores ou não.
Informações Metro1